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A revista do mercado de SegurosWed, 15 Jul 2026 20:15:22 +0000pt-BR
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3232Francal mantém MDS Brasil como corretora oficial
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Wed, 15 Jul 2026 19:00:00 +0000https://revistaapolice.com.br/?p=140934A MDS Brasil segue ampliando sua atuação no mercado de eventos por meio da parceria firmada com a Francal, organizadora de feiras de negócios, na condição de corretora oficial de seguros dos eventos promovidos pela empresa. Ao longo de 2026, a parceria prevê a cobertura securitária de 13 eventos, sendo seis realizados no primeiro semestre […]
]]>A MDS Brasil segue ampliando sua atuação no mercado de eventos por meio da parceria firmada com a Francal, organizadora de feiras de negócios, na condição de corretora oficial de seguros dos eventos promovidos pela empresa. Ao longo de 2026, a parceria prevê a cobertura securitária de 13 eventos, sendo seis realizados no primeiro semestre e outros sete programados até o fim do ano.
O acordo contempla a contratação do Seguro de Responsabilidade Civil para Eventos, com cobertura durante todas as etapas de realização das feiras, da montagem à desmontagem, oferecendo proteção para organizadores, expositores, fornecedores e visitantes.
No primeiro semestre, a MDS Brasil participou da cobertura de eventos como ABRIN, Congresso IBO, Autocom, Naturaltech, Bio Brazil Fair, WELLNOW Festival, Expobor e Pneushow, que reuniram empresas e profissionais de diferentes segmentos da economia.
“A proteção de grandes eventos vai muito além da contratação de um seguro. Ela faz parte de uma estratégia de gestão de riscos que contribui para que organizadores possam focar naquilo que realmente importa: promover conexões, impulsionar negócios e gerar desenvolvimento para diferentes setores da economia. Ao lado da Francal, seguimos comprometidos em oferecer soluções que acompanhem a evolução desse mercado e garantam ainda mais tranquilidade para todos os envolvidos”, afirma Caio Carvalho, vice-presidente de P&C e Resseguros da MDS Brasil.
Para o segundo semestre, a parceria prevê cobertura para eventos como Congresso Escolar Office Brasil, Escolar Office Brasil, The Brazil Conference, Expolazer, Fórum Anual das Médias Empresas, Modern Construction Show e Seafood Show.
Segundo a MDS Brasil, a iniciativa faz parte da estratégia de ampliar a oferta de soluções voltadas ao mercado de eventos, segmento que demanda planejamento e gestão de riscos para diferentes perfis de operações.
“A ligação com a MDS fortalece nossa estratégia de agregar um serviço essencial para nossos clientes e parceiros. Queremos oferecer uma experiência cada vez mais completa, em que as empresas encontrem um ambiente seguro para gerar negócios e soluções que contribuam para o crescimento sustentável e o desenvolvimento de suas atividades”, afirma Fernando Ruas, CEO da Francal.
]]>Seguradoras aceleram adaptação à Reforma Tributária
https://revistaapolice.com.br/2026/07/seguradoras-aceleram-adaptacao-a-reforma-tributaria/
Wed, 15 Jul 2026 18:14:35 +0000https://revistaapolice.com.br/?p=140928EXCLUSIVO – A Reforma Tributária deverá alterar mais do que as alíquotas incidentes sobre o mercado de seguros. A substituição do atual modelo pelo regime específico do Imposto sobre Bens e Serviços (IBS) e da Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS) introduzirá uma nova lógica de apuração, creditamento e controle fiscal, obrigando seguradoras, resseguradoras e […]
]]>EXCLUSIVO – A Reforma Tributária deverá alterar mais do que as alíquotas incidentes sobre o mercado de seguros. A substituição do atual modelo pelo regime específico do Imposto sobre Bens e Serviços (IBS) e da Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS) introduzirá uma nova lógica de apuração, creditamento e controle fiscal, obrigando seguradoras, resseguradoras e corretores a rever desde a precificação dos produtos até os sistemas utilizados para registrar prêmios, indenizações, comissões e receitas financeiras.
Atualmente, as operações de seguros estão sujeitas, de maneira geral, ao PIS e à Cofins no regime cumulativo e ao Imposto sobre Operações Financeiras (IOF), sem incidência de ICMS e ISS. Com a Reforma, o setor será enquadrado no regime específico de serviços financeiros, criado para preservar as particularidades de atividades como seguros, resseguros, previdência complementar e capitalização.
A mudança está inserida no novo modelo de tributação sobre o consumo, que substituirá tributos federais, estaduais e municipais pela CBS, de competência da União, e pelo IBS, administrado conjuntamente por estados e municípios. A estrutura busca reduzir a cumulatividade e aproximar o sistema da lógica de tributação sobre o valor agregado.
Alexandre Sgarbi, da Peers Consulting + Technology
Em análise, Alexandre Sgarbi, diretor executivo da Peers Consulting + Technology, comentar que a principal transformação é conceitual. Isso porque os seguros não eram tratados, até agora, como uma atividade submetida a uma incidência ampla de tributos sobre o consumo.
“Agora, será aplicado o regime específico de serviços financeiros do IBS e da CBS, uma vez que todo fornecimento econômico passa a ser sujeito à incidência de tributos. Aqui entram os prêmios de seguros e resseguros”, explica.
Apesar dos desafios, o executivo destaca mudanças consideradas positivas para o setor. Entre elas estão a adoção do regime de caixa, pelo qual o tributo será calculado a partir do efetivo recebimento dos valores, e a aplicação de alíquota zero às operações de resseguro e retrocessão, inclusive nas cessões realizadas ao exterior.
Na avaliação de Sgarbi, o regime de caixa poderá reduzir pressões financeiras ao evitar que as companhias recolham tributos sobre prêmios que ainda não foram pagos ou que acabem enquadrados como inadimplentes.
Uma das principais alterações será a entrada das seguradoras e resseguradoras no sistema de não cumulatividade. Nesse modelo, as empresas poderão aproveitar créditos de IBS e CBS gerados por determinadas aquisições de bens e serviços e compensá-los com os tributos devidos nas operações seguintes.
Segundo Pedro Bresciani, sócio do Utumi Advogados, o mecanismo muda de forma significativa a dinâmica tributária do setor. Até então, as seguradoras não estavam, em regra, submetidas a impostos não cumulativos, uma vez que não recolhiam ICMS e apuravam PIS e Cofins pelo regime cumulativo, sem direito amplo à apropriação de créditos.
“Como o regime de creditamento de IBS e CBS é muito mais amplo do que o de PIS e Cofins, os clientes do setor que sejam contribuintes também poderão se creditar dos tributos incidentes sobre os prêmios pagos. Isso muda bastante a dinâmica do setor”, afirma Pedro.
A Lei Complementar nº 214, de 2025, estabeleceu regras específicas para os serviços financeiros, incluindo bases de cálculo, deduções e mecanismos de creditamento próprios. O tratamento diferenciado reconhece que uma operação de seguro não corresponde à venda tradicional de uma mercadoria ou à prestação convencional de um serviço, mas à garantia contra riscos previamente estabelecidos, sustentada por provisões técnicas, reservas atuariais, prêmios, indenizações, cosseguros e resseguros.
Na nova sistemática, a apuração exigirá informações mais detalhadas sobre prêmios, cosseguros aceitos, resseguros, retrocessões e receitas financeiras relacionadas aos ativos garantidores das provisões técnicas. Ao mesmo tempo, poderão ser considerados valores dedutíveis, como indenizações pagas em determinadas operações, restituições de prêmios, comissões de intermediários e parcelas relativas ao cosseguro cedido.
Na prática, destaca Alexandre Sgarbi, a tributação deverá se aproximar de uma lógica de margem líquida, e não apenas do faturamento bruto. A mudança exigirá maior granularidade dos dados e integração entre sistemas comerciais, financeiros, atuariais, contábeis e fiscais.
Embora a Reforma tenha sido construída sob a premissa de manutenção da carga tributária total sobre o consumo, isso não significa que cada empresa, produto ou ramo permanecerá sujeito ao mesmo nível de tributação. “O compromisso de não aumento da carga vale sob uma perspectiva macroeconômica. Não há compromisso de manutenção da carga individual de cada empresa, ramo ou produto”, explica Pedro Bresciani.
A legislação prevê uma transição gradual das alíquotas aplicáveis ao regime específico dos serviços financeiros. A soma de IBS e CBS para essas operações foi estabelecida em 10,85% em 2027 e 2028, com elevação progressiva nos anos seguintes.
O efeito real, no entanto, dependerá da quantidade de créditos que cada companhia conseguirá gerar, da composição dos custos, do perfil da carteira e da possibilidade de o cliente aproveitar o crédito decorrente do prêmio pago.
Seguradoras concentradas em clientes empresariais contribuintes do IBS e da CBS podem enfrentar impacto econômico menor, uma vez que parte do imposto destacado no prêmio poderá ser aproveitada como crédito pelo contratante. Já nas carteiras voltadas a pessoas físicas ou empresas não contribuintes, o custo não poderá ser compensado pelo adquirente e tende a ser percebido de forma mais direta.
Esse cenário pode tornar os seguros massificados mais sensíveis às mudanças. Produtos comercializados para consumidores finais podem enfrentar maior pressão sobre a precificação, especialmente quando as seguradoras possuírem baixa capacidade de geração de créditos ao longo da cadeia.
Os efeitos também não serão iguais entre os diferentes segmentos. As operações de resseguro e retrocessão terão alíquota zero, enquanto produtos de vida, contratos com componentes de acumulação, seguros de longo prazo e operações com margens reduzidas exigirão análises específicas sobre base de cálculo, provisões e possibilidade de recomposição dos preços.
Os efeitos podem chegar no preço
Pedro Bresciani, do Utumi Advogados
A possibilidade de repasse do aumento dos custos ao consumidor existe, mas não ocorrerá de maneira automática ou uniforme. “Dependerá diretamente de quem é o segurado. Quando for uma pessoa jurídica contribuinte, ela poderá se creditar do imposto pago no prêmio, o que tende a neutralizar boa parte do efeito no preço líquido”, afirma Pedro Bresciani.
O cenário é diferente para pessoas físicas e adquirentes sem direito a crédito. Nesses casos, parte da nova carga poderá ser incorporada à precificação técnica do produto, assim como já ocorre com outras variações tributárias e operacionais.
Bresciani pondera que o preço final dependerá de uma combinação de fatores, como a alíquota efetiva, o volume de créditos aproveitáveis pela seguradora, a margem do produto, a duração do contrato e a capacidade comercial de renegociar condições.
Por isso, não é possível afirmar que todos os seguros ficarão mais caros. O impacto precisará ser calculado por carteira e por produto, considerando a estrutura de custos e o perfil dos clientes de cada companhia.
A adaptação não deverá ficar restrita aos departamentos fiscais e jurídicos. A Reforma atingirá praticamente toda a jornada do seguro, desde a elaboração e comercialização do produto até a cobrança, o pagamento de indenizações e a apuração dos tributos.
Entre os processos que precisarão ser revisados estão a classificação fiscal dos segurados, os cadastros, as regras de retenção, os contratos com fornecedores e clientes, as comissões pagas aos intermediários e a integração entre plataformas comerciais, contábeis e financeiras.
Para o advogado, Pedro Bresciani, investimentos em tecnologia e sistemas de gestão serão necessários, mas não devem ser tratados isoladamente. O principal desafio será garantir a comunicação entre os times responsáveis pela venda, pela operação dos produtos, pela contabilidade, pelo planejamento tributário e pela infraestrutura tecnológica. “As mudanças importantes acontecerão nos processos desde a venda até a operacionalização dos produtos. O grande foco deve estar na sinergia entre os times comerciais, fiscais, tributários e de tecnologia”, afirma.
A complexidade aumenta porque o atual modelo tributário coexistirá durante alguns anos com o novo sistema. Essa fase poderá elevar temporariamente os custos relacionados a tecnologia, compliance, controles internos e treinamento das equipes.
Outro ponto de atenção será o split payment, mecanismo que permite separar o valor do tributo no momento da liquidação financeira da operação. Em vez de todo o pagamento transitar pelo caixa do fornecedor para que o imposto seja recolhido posteriormente, a parcela correspondente ao IBS e à CBS poderá ser direcionada diretamente aos fiscos. Segundo Sgarbi, as empresas precisarão avaliar os impactos desse modelo sobre o fluxo de caixa e o capital de giro, especialmente nos casos em que houver dificuldade para capturar e utilizar créditos tributários.
Corretores também terão que se adaptar
As mudanças também alcançarão os corretores de seguros e os demais canais de distribuição. Os serviços de intermediação passam a integrar expressamente o regime específico, o que exigirá maior atenção à documentação fiscal, aos cadastros e à conciliação das comissões. “As corretoras precisarão rever seus cadastros fiscais, eventuais notas emitidas fora de padrão e ter maior cuidado na conciliação da comissão com o demonstrativo financeiro”, diz Pedro.
O mesmo processo deverá atingir outros modelos de distribuição, como bancassurance, varejistas, concessionárias, operadoras de telefonia e empresas que incorporam produtos de seguros às próprias jornadas comerciais.
Alezandre Sgarbi, da Peers Consulting, acrescenta que os pagamentos feitos a corretores e intermediários poderão ser deduzidos da base de cálculo das seguradoras, mas a utilização correta dessa possibilidade dependerá da qualidade das informações e dos documentos emitidos ao longo da operação.
A definição do local de recolhimento do IBS também pode representar um desafio. Como o imposto seguirá a lógica do destino, poderão surgir dúvidas em contratações digitais, apólices coletivas ou operações nas quais tomador, segurado, risco coberto e corretor estejam localizados em diferentes municípios ou estados.
Apesar dos avanços da regulamentação, ainda existem pontos que dependem de normas complementares ou poderão gerar divergências de interpretação. Entre eles estão o formato das obrigações acessórias, o tratamento dos contratos em andamento, os critérios utilizados para comprovar créditos, a delimitação das deduções e a tributação das receitas financeiras provenientes dos ativos garantidores das provisões técnicas.
Esses ativos são mantidos pelas seguradoras por exigências regulatórias e atuariais, com o objetivo de assegurar o cumprimento das obrigações assumidas com segurados e beneficiários. Para Alexandre, poderá surgir uma discussão sobre a inclusão dos rendimentos desses ativos na base de cálculo do IBS e da CBS, uma vez que eles não representam uma contraprestação paga diretamente pelo segurado. O tema já gera controvérsias no sistema atual e poderá continuar sendo objeto de disputas administrativas e judiciais.
Diante desse cenário, os especialistas defendem que as empresas façam diagnósticos por produto e carteira, simulem diferentes níveis de carga tributária, revisem cláusulas contratuais e mapeiem os dados que precisarão ser capturados pelos sistemas.
Mais do que uma obrigação de conformidade, a antecipação pode se transformar em vantagem competitiva. Seguradoras que dominarem a nova lógica de créditos e conseguirem integrar as informações ao longo da cadeia terão maior capacidade para preservar margens, evitar contingências e oferecer preços mais competitivos. “Quem tratar a Reforma como um projeto estratégico, e não apenas como mais uma demanda tributária ou regulatória, sairá na frente em eficiência operacional e redução da exposição ao contencioso”, conclui o diretor da Peers Consulting + Technology.
]]>Generali cria academia global de desenvolvimento profissional
https://revistaapolice.com.br/2026/07/generali-cria-academia-global-de-desenvolvimento-profissional/
Wed, 15 Jul 2026 17:37:54 +0000https://revistaapolice.com.br/?p=140925A Generali anunciou o lançamento da Generali Excellence Academy, academia global criada para fortalecer a cultura de aprendizagem contínua e desenvolver competências consideradas estratégicas para o crescimento de longo prazo do grupo. A iniciativa faz parte do plano estratégico “Lifetime Partner 27: Driving Excellence”, que estabelece uma agenda de transformação voltada ao fortalecimento da competitividade […]
]]>A Generali anunciou o lançamento da Generali Excellence Academy, academia global criada para fortalecer a cultura de aprendizagem contínua e desenvolver competências consideradas estratégicas para o crescimento de longo prazo do grupo.
A iniciativa faz parte do plano estratégico “Lifetime Partner 27: Driving Excellence”, que estabelece uma agenda de transformação voltada ao fortalecimento da competitividade e ao crescimento sustentável da companhia. Segundo a Generali, a nova academia reunirá um modelo integrado de aprendizagem para apoiar a execução dessa estratégia.
A estrutura foi organizada com base em seis pilares. Entre eles estão a colaboração entre as empresas do grupo, o compartilhamento de conhecimento e de melhores práticas, além da adoção de uma governança unificada para os programas de capacitação. A coordenação ficará a cargo de um Comitê de Aprendizagem Multipaís, composto por representantes das diferentes unidades de negócio.
Os conteúdos serão desenvolvidos de forma colaborativa e integrarão um catálogo único de aprendizagem para todas as operações da companhia. Especialistas e lideranças da própria Generali também atuarão como instrutores, compartilhando experiências entre as diferentes regiões onde o grupo está presente.
A academia também prevê o uso de inteligência artificial para personalizar o desenvolvimento dos colaboradores e ampliar a escala dos programas de capacitação. Os treinamentos presenciais serão realizados em formatos mais flexíveis e apoiados por uma plataforma única de aprendizagem, que será integrada gradualmente aos sistemas locais.
“Em um cenário em rápida transformação, impulsionado pela Inteligência Artificial e pela inovação tecnológica, é fundamental mantermos as pessoas no centro dessa evolução. Na Generali, isso significa potencializar a força dos nossos cerca de 90 mil colaboradores, que atendem aproximadamente 75 milhões de clientes em todo o mundo. A Generali Excellence Academy terá um papel essencial na promoção de uma cultura em que talento humano e tecnologia atuam de forma integrada, permitindo que nossa organização se adapte, inove e permaneça próxima dos clientes. Com sede no Palazzo Berlam, em Trieste, a Academia representa nossa história e reforça nossa ambição de construir um futuro em que pessoas, impulsionadas pela inovação, continuem fazendo a diferença.”, afirma Philippe Donnet, CEO do Grupo Generali.
Monica Possa, diretora global de Pessoas e Organização (Chief People & Organization Officer) da Generali, destaca que a iniciativa busca integrar o desenvolvimento de pessoas aos objetivos estratégicos da companhia.
“Com o lançamento da Generali Excellence Academy, damos um passo concreto na evolução do nosso modelo de aprendizagem, tornando-o mais integrado, escalável e diretamente conectado aos resultados do negócio. Nossa ambição é capacitar nossos colaboradores com as competências estratégicas e técnicas necessárias para manter a relevância da organização e impulsionar a geração de valor sustentável e o crescimento do Grupo. Ao fortalecer a coordenação entre as empresas e ampliar soluções de aprendizagem de alta qualidade, a Academia garantirá que o desenvolvimento das pessoas esteja diretamente ligado à excelência e à performance do negócio”.
Em 2025, o índice de desenvolvimento de competências (upskilling) da Generali atingiu 31%, e a meta da companhia é superar 90% até 2027. No mesmo período, o grupo investiu € 74 milhões em iniciativas de aprendizagem, acima dos € 62,5 milhões aplicados em 2024.
Criada em 2014, a Group Academy já atuava na formação de profissionais para funções estratégicas e na disseminação da cultura organizacional da companhia. Com a criação da Generali Excellence Academy, o grupo amplia esse modelo de capacitação, centralizando iniciativas de desenvolvimento voltadas às diferentes operações globais.
]]>Terremotos na Venezuela levam seguradoras a acionar protocolos
https://revistaapolice.com.br/2026/07/terremotos-na-venezuela-levam-seguradoras-a-acionar-protocolos/
Wed, 15 Jul 2026 15:17:22 +0000https://revistaapolice.com.br/?p=140912Os primeiros comunicados de sinistros decorrentes dos terremotos que devastaram a Venezuela já começaram a chegar às companhias, mas ainda é cedo para dimensionar a extensão das perdas
]]>EXCLUSIVO – Os dois terremotos que atingiram o país em 24 de junho, com magnitudes de 7,2 e 7,5 e registrados em um intervalo inferior a um minuto, provocaram uma das maiores tragédias da história recente da Venezuela. De acordo com o balanço mais recente das autoridades, o desastre deixou 4.734 mortos, 16.740 feridos e 17.907 pessoas desabrigadas, além de causar danos generalizados à infraestrutura, sobretudo no estado de La Guaira.
Em meio às operações de resgate e ao avanço da ajuda humanitária internacional, seguradoras que mantêm operações no país também passaram a atuar na assistência aos clientes e na avaliação dos impactos do desastre. Entre elas está a Mapfre, que detalhou à Revista Apólice como vem conduzindo o atendimento e o acompanhamento dos primeiros registros de sinistros.
“Desde o primeiro momento, a companhia trabalha com um protocolo centrado em duas prioridades: proteger as pessoas, começando pelos colaboradores, e manter a capacidade de atendimento aos clientes”, informou a seguradora. Segundo a empresa, os serviços foram mantidos por meio dos canais disponíveis e de procedimentos alternativos. Os cerca de 300 colaboradores da operação venezuelana estão em segurança, embora alguns tenham tido suas residências afetadas ou perdido familiares e amigos.
A companhia confirmou ainda que os primeiros comunicados de sinistros relacionados ao desastre começaram a ser registrados. No entanto, afirma que ainda não há elementos suficientes para mensurar o volume de ocorrências ou a extensão das perdas.
“Ainda é cedo para fazer uma avaliação precisa do volume e da dimensão dos danos. Neste momento, a prioridade absoluta é realizar os salvamentos e atender às necessidades imediatas das pessoas afetadas”, destacou. De acordo com a seguradora, somente com o avanço das operações de resgate será possível reunir informações mais detalhadas sobre os sinistros.
Entre os principais desafios enfrentados pela companhia estão as dificuldades provocadas pela interrupção de serviços básicos, como energia elétrica e telecomunicações, que afetam tanto a mobilização das equipes quanto o processamento dos sinistros.
Segundo a Mapfre, “as próprias vítimas estão enfrentando situações de emergência que tornam a comunicação com a seguradora uma prioridade secundária neste momento”, o que também dificulta a consolidação das informações sobre os danos.
Questionada sobre uma estimativa dos impactos financeiros do desastre, a seguradora informou que ainda está concentrada na coleta de informações e que qualquer projeção seria prematura.
“A companhia está em fase de coleta de informações, não de análise consolidada”, afirmou. A empresa ressaltou ainda que os contratos de resseguro funcionam como um mecanismo de diluição dos riscos em grandes catástrofes, distribuindo as perdas entre diferentes seguradoras e resseguradoras.
Além do atendimento aos segurados, a seguradora que uma das prioridades é contribuir para a recuperação das áreas afetadas. A Fundação Mapfre anunciou uma doação inicial de 100 mil euros para ações humanitárias no país e informou que novos recursos deverão ser destinados conforme avance a campanha de arrecadação.
“Ajudar os clientes a se recuperarem o mais rapidamente possível e contribuir para a recuperação do país” é a prioridade da companhia neste momento, informou a seguradora.
A Revista Apólice também procurou outras seguradoras, resseguradoras e corretoras com atuação na Venezuela para entender como as empresas estão respondendo aos impactos dos terremotos e quais medidas vêm sendo adotadas no atendimento aos clientes. Até o fechamento desta reportagem, parte das companhias consultadas optou por não comentar o assunto, outras informaram que não se manifestariam e algumas ainda não haviam retornado aos contatos da reportagem. O texto será atualizado caso novos posicionamentos sejam enviados.
]]>Leve Saúde anuncia Andrea Damásio como gerente comercial
https://revistaapolice.com.br/2026/07/leve-saude-anuncia-andrea-damasio-como-gerente-comercial/
Wed, 15 Jul 2026 13:35:10 +0000https://revistaapolice.com.br/?p=140909Executiva assume a estratégia comercial voltada ao segmento empresarial após mais de 25 anos de atuação na saúde suplementar
]]>A Leve Saúde anunciou a contratação de Andrea Damásio como nova gerente comercial. A executiva será responsável por liderar a expansão da operadora no segmento empresarial, movimento que integra a estratégia de crescimento da companhia após a consolidação de sua atuação nos mercados de Pessoa Física e Pequenas e Médias Empresas (PMEs).
Com mais de 25 anos de experiência em saúde suplementar, Andrea construiu sua trajetória em empresas como Amil, AllCare e Sistema Unimed, com atuação nas áreas comercial e de pós-vendas, gestão de equipes, relacionamento com corretores, desenvolvimento de canais de distribuição e novos negócios.
Na Leve Saúde, a executiva terá como principal atribuição estruturar e ampliar a operação voltada ao mercado corporativo, fortalecendo o relacionamento com consultorias, corretores e parceiros do canal Susep. Andrea passa a integrar a área comercial da companhia sob a liderança de Edson Almeida, Chief Sales Officer (CSO), responsável pela estratégia comercial e pela expansão da operadora.
“A Leve Saúde vive um momento de forte crescimento e chega ao mercado empresarial com uma proposta bastante competitiva. Assumo esse desafio com o objetivo de construir uma operação sólida, fortalecendo a parceria com consultorias e corretores e levando às empresas uma alternativa de saúde acessível, eficiente e alinhada às necessidades dos colaboradores”, afirma Andrea Damásio.
Segundo Edson Almeida, a chegada da executiva reforça a estratégia de expansão da companhia no segmento corporativo.
“A Andrea reúne uma sólida experiência no mercado de saúde suplementar e um profundo conhecimento do segmento corporativo. Sua chegada reforça nossa capacidade de acelerar a expansão da Leve Saúde junto às empresas, ampliando nossa atuação por meio de consultorias, corretores e parceiros estratégicos, sempre com foco em oferecer soluções acessíveis, eficientes e de alta qualidade para os clientes.”
De acordo com a operadora, a contratação faz parte da estratégia de diversificar os canais de distribuição e ampliar a participação no mercado corporativo, mantendo o foco em soluções voltadas a empresas de diferentes portes.
]]>Governança e ética ganham força na era da IA e ESG
https://revistaapolice.com.br/2026/07/governanca-e-etica-ganham-forca-na-era-da-ia-e-esg/
Wed, 15 Jul 2026 13:32:06 +0000https://revistaapolice.com.br/?p=140906Em um ambiente corporativo marcado pelo avanço da inteligência artificial (IA) e pela crescente incorporação de práticas ESG (Ambiental, Social e Governança), temas como integridade, compliance e governança corporativa vêm ganhando espaço nas estratégias das empresas. Especialistas apontam que esses fatores passaram a exercer influência direta sobre reputação, gestão de riscos e sustentabilidade dos negócios. […]
]]>Em um ambiente corporativo marcado pelo avanço da inteligência artificial (IA) e pela crescente incorporação de práticas ESG (Ambiental, Social e Governança), temas como integridade, compliance e governança corporativa vêm ganhando espaço nas estratégias das empresas. Especialistas apontam que esses fatores passaram a exercer influência direta sobre reputação, gestão de riscos e sustentabilidade dos negócios.
Levantamento do Instituto Brasileiro de Governança Corporativa (IBGC), intitulado Perspectiva de Negócios e Governança Corporativa 2026, mostra que o fortalecimento do capital humano figura entre as principais prioridades para a evolução da governança nas organizações. Segundo o estudo, embora a tecnologia contribua para ganhos de eficiência, a formação de uma cultura organizacional baseada em princípios éticos continua sendo um dos principais desafios das empresas.
Para Fernanda Romero, advogada e especialista em Governança Corporativa, Compliance e ESG, a consolidação de uma cultura de integridade influencia diretamente o ambiente organizacional.
“Quando existe uma conduta ética sólida, fomentada como princípio básico, isso nivela o conhecimento, favorece a empresa de maneira geral e constrói um ambiente justo e íntegro. Quem se sente visto, respeitado, reconhecido e acolhido, se sente seguro. Logo, o resultado se apresenta no trabalho do dia-a-dia, desde a realização do colaborador, a satisfação do cliente e aos indicadores positivos”, esclarece Romero.
O tema também aparece entre as prioridades das empresas brasileiras. De acordo com a pesquisa ESG Latin America Landscape, 85% das organizações no país consideram o avanço da governança corporativa e da gestão de riscos ESG uma prioridade para 2026.
Nesse contexto, especialistas defendem que a adoção de boas práticas depende do comprometimento das lideranças. Além da implementação de políticas e processos, a atuação dos gestores é apontada como fator relevante para fortalecer a cultura organizacional, estimular a ética e incentivar mecanismos de prevenção e reporte de irregularidades.
“O mercado não tolera mais engajamento fake. As iniciativas precisam ser reais e com evidências. A governança é a estratégia e o compromisso de longevidade para marcas que desejam ter sucesso”, complementa Fernanda.
Segundo a especialista, programas contínuos de comunicação interna e capacitação também contribuem para disseminar conceitos de governança, compliance e ESG entre colaboradores.
Ela ressalta ainda que essas práticas não se restringem às grandes empresas. Organizações de diferentes portes podem adotar estruturas voltadas à integridade, gestão de riscos e governança como forma de fortalecer sua atuação e gerar valor para clientes, colaboradores e demais públicos de relacionamento.
Na avaliação de Romero, embora a tecnologia desempenhe papel crescente na transformação dos negócios, fatores ligados às relações humanas continuam sendo essenciais para o desenvolvimento das organizações.
“A capacidade de sentir, conectar-se e cuidar do próximo é intrínseca ao ser humano e representa um diferencial competitivo. Enxergar, capacitar e acolher os profissionais é um ativo valioso para as empresas que compreendem que a tecnologia é uma aliada, mas o verdadeiro motor do processo é o trabalho realizado por equipes engajadas e valorizadas.”
]]>Grupo HDI abre edital de projetos incentivados 2027
https://revistaapolice.com.br/2026/07/grupo-hdi-abre-edital-de-projetos-incentivados-2027/
Wed, 15 Jul 2026 13:14:49 +0000https://revistaapolice.com.br/?p=140902Companhia selecionará iniciativas culturais, esportivas e sociais para ampliar sua estratégia de investimento social privado em todo o país
]]>O Grupo HDI abriu as inscrições para o Edital de Projetos Incentivados 2027, iniciativa voltada à seleção de projetos culturais, esportivos e sociais aptos à captação de recursos por meio de leis de incentivo fiscal. O processo será conduzido pelas marcas HDI Seguros e Yelum.
As inscrições estarão abertas entre 3 de julho e 2 de agosto de 2026 e poderão ser realizadas por organizações sem fins lucrativos com projetos aprovados em mecanismos como a Lei Rouanet, a Lei de Incentivo ao Esporte, os Fundos dos Direitos da Criança e do Adolescente e os Fundos da Pessoa Idosa.
A nova edição amplia a atuação da companhia no apoio a ações voltadas ao desenvolvimento social, ao acesso à cultura, à formação profissional e ao fortalecimento da cidadania. Atualmente, a carteira de projetos incentivados reúne oito iniciativas distribuídas por sete estados brasileiros, beneficiando diretamente 111.592 pessoas e gerando uma estimativa superior a 13 milhões de impactos em diferentes regiões do país, evidenciando o alcance da atuação social promovida pelo Grupo HDI.
O edital contempla propostas alinhadas aos pilares das marcas e aos compromissos socioambientais do Grupo HDI. A seleção priorizará iniciativas com potencial para gerar impacto positivo, ampliar oportunidades de desenvolvimento e contribuir para a qualidade de vida da população em municípios estratégicos para a atuação da companhia, distribuídos pelas regiões Centro-Oeste, Nordeste, Norte, Sudeste e Sul.
A iniciativa também fortalece a presença institucional das marcas em diferentes territórios brasileiros. Atualmente, os projetos apoiados estão distribuídos por sete estados, São Paulo, Paraná, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Minas Gerais, Ceará e Rio Grande do Norte, com atuação em cidades como São Paulo, Campos do Jordão, Londrina, Maringá, São José dos Pinhais, Passo Fundo, Caxias do Sul, Porto Alegre, Florianópolis, Chapecó, Belo Horizonte, Fortaleza e Natal.
Entre os temas prioritários estão propostas voltadas à promoção da qualidade de vida, à valorização da cultura local, ao empreendedorismo, à inclusão social, à educação, ao desenvolvimento profissional, à inovação, à sustentabilidade e ao enfrentamento dos desafios socioambientais contemporâneos.
Também serão valorizadas ações que contribuam para a geração de renda, a redução das desigualdades, a promoção da diversidade e o fortalecimento da cidadania, além de iniciativas capazes de ampliar seu alcance por meio de parcerias, monitoramento de resultados e planejamento de longo prazo.
Entre os destaques da atual carteira de projetos incentivados estão o Plano de Atividades Osesp 2025, que registrou 100.625 participações presenciais e realizou 137 apresentações artísticas; o Festival de Luzes, responsável por gerar mais de 13 milhões de impactos presenciais estimados por meio de intervenções urbanas; e o Juventude Tecnológica, que já beneficiou 914 jovens em situação de vulnerabilidade social com formação profissional em áreas como Linguagem de Programação e Web Design.
“Acreditamos que o investimento social privado é uma ferramenta essencial para fortalecer comunidades, ampliar oportunidades e promover transformações de longo prazo. Com o edital, buscamos apoiar iniciativas alinhadas aos nossos valores e capazes de gerar impacto positivo por meio da cultura, do esporte, da educação, do empreendedorismo e da valorização dos territórios onde estamos presentes. As leis de incentivo também desempenham um papel estratégico ao direcionar recursos para projetos que impulsionam o desenvolvimento local e ampliam oportunidades para diferentes públicos”, afirma Tiago Barduchi, diretor de Pessoas e Cultura do Grupo HDI.
O processo de avaliação será realizado ao longo do segundo semestre de 2026. A divulgação dos projetos selecionados está prevista para os meses de setembro e outubro, seguida da formalização dos contratos e das definições operacionais entre outubro e novembro. Os aportes financeiros serão realizados em dezembro de 2026.
]]>Africa Specialty Risks nomeia líder para América Latina
https://revistaapolice.com.br/2026/07/africa-specialty-risks-nomeia-lider-para-america-latina/
Wed, 15 Jul 2026 13:06:06 +0000https://revistaapolice.com.br/?p=140899Yelhis Hernández ficará baseada no México e será responsável pela estratégia de expansão da resseguradora na região
]]>A Africa Specialty Risks (ASR), grupo especializado em (res)seguros para mercados emergentes, anunciou a nomeação de Yelhis Hernández como líder regional para a América Latina.
Baseada na Cidade do México, a executiva será responsável por conduzir a estratégia de expansão da companhia na região, com foco no relacionamento com corretores, clientes e parceiros estratégicos.
A empresa destaca que a nomeação integra o movimento de expansão da ASR para além de seus mercados tradicionais na África e no Oriente Médio, ampliando sua atuação em outros mercados emergentes.
Yelhis Hernández possui cerca de 30 anos de experiência profissional, sendo mais de 18 anos no mercado de (res)seguros. Antes de ingressar na ASR, atuou por mais de oito anos na Lloyd’s, em funções ligadas ao desenvolvimento de mercado e relacionamento com clientes na Europa, México e América Central. Nesse período, acompanhou uma carteira superior a US$ 20 bilhões.
Anteriormente, também ocupou cargos de liderança na Willis Towers Watson e na Zurich, com atuação nas áreas de operações, transformação de negócios, gestão de riscos e desenvolvimento estratégico na América Latina. Na ASR, ela se reportará a Amit Khilosia, diretor de Distribuição da companhia.
Para o CEO da ASR, Mikir Shah, a América Latina representa um passo importante na estratégia de expansão da empresa.
“A América Latina é um passo natural no crescimento da ASR, à medida que expandimos nossas capacidades especializadas para mercados em desenvolvimento em todo o mundo. A região tem necessidades de seguro substanciais e cada vez mais complexas, criando uma oportunidade clara para a ASR trabalhar em conjunto com parceiros locais e ajudar a preencher lacunas críticas de proteção. Tenho o prazer de dar as boas-vindas a Yelhis, que traz um profundo conhecimento do mercado local e uma experiência significativa no setor internacional de resseguros”.
A executiva destacou o potencial do mercado latino-americano para o desenvolvimento de soluções especializadas.
“A América Latina representa uma oportunidade atraente para a ASR, visto que empresas em toda a região enfrentam riscos cada vez mais complexos, mas muitas vezes não têm acesso a capacidade e soluções especializadas. A plataforma da ASR, baseada em parcerias, nos permite trabalhar com o mercado local para aumentar significativamente a disponibilidade de resseguros especializados, ao mesmo tempo que apoiamos o desenvolvimento econômico sustentável”.
]]>Regulação amplia demanda por gestão de dados no seguro
https://revistaapolice.com.br/2026/07/regulacao-amplia-demanda-por-gestao-de-dados-no-seguro/
Wed, 15 Jul 2026 13:01:54 +0000https://revistaapolice.com.br/?p=140896O setor de seguros passa por uma transformação estrutural impulsionada por exigências regulatórias cada vez mais granulares, frequentes e orientadas por dados. Nesse cenário, o grande desafio das companhias deixou de ser apenas a entrega das obrigações e passou a ser o controle e a compreensão do fluxo dessas informações. Projetos regulatórios no setor de […]
]]>O setor de seguros passa por uma transformação estrutural impulsionada por exigências regulatórias cada vez mais granulares, frequentes e orientadas por dados. Nesse cenário, o grande desafio das companhias deixou de ser apenas a entrega das obrigações e passou a ser o controle e a compreensão do fluxo dessas informações.
Projetos regulatórios no setor de seguros costumam ser tratados como iniciativas de integração ou adequação tecnológica. Entretanto, quando posto em prática revelam uma complexidade muito maior. A construção desses fluxos envolve o mapeamento de dados distribuídos em múltiplos sistemas, a padronização de informações, a criação de pipelines de transformação e validação e a definição de mecanismos de governança que garantam consistência ao longo do tempo.
O problema central não está apenas na complexidade técnica, mas na falta de visibilidade sobre o que acontece entre a origem e a entrega do dado. Em muitas organizações, os dados são processados, mas não são efetivamente compreendidos ao longo do caminho. Isso gera inconsistências identificadas apenas nas etapas finais, retrabalho constante em integrações e dificuldade de explicar divergências para áreas internas ou auditorias.
Na avaliação de Aldo Pires, CEO da consultoria de tecnologia add, um dos principais desafios está na falta de visibilidade sobre o percurso dos dados até sua entrega aos órgãos reguladores.
Segundo ele, em muitas organizações as informações são processadas, mas não há mecanismos suficientes para acompanhar sua origem, transformação e validação, o que faz com que inconsistências sejam identificadas apenas nas etapas finais.
“Processos conduzidos dessa forma costumam apresentar inconsistências, que infelizmente só são detectadas na última hora, gerando retrabalho massivo e dificuldades perante auditorias”.
Para ilustrar o problema, o executivo cita um caso em que uma seguradora precisou refazer o envio de um lote completo de informações por não conseguir identificar qual registro apresentava inconsistência. “Apenas uma delas estava errada, mas como o sistema não sabia apontar qual era exatamente, foi necessário refazer 100% do trabalho”, completou.
Segundo o especialista, esse modelo reativo tende a aumentar custos operacionais e dificultar a prestação de informações. “Por isso dizemos que não basta apenas entregar as informações solicitadas, mas compreender, rastrear e confiar no que está sendo entregue. A capacidade de explicar o dado — sua origem, transformações e validações — é também muito importante”.
Como alternativa, o executivo defende a adoção de modelos baseados em observabilidade de dados, capazes de monitorar continuamente o fluxo das informações e identificar falhas antes da etapa final de envio. “Diferente do monitoramento de TI tradicional, que apenas avisa se um sistema está fora do ar, a observabilidade funciona como um raio-X em tempo real do pipeline de dados. Ela permite identificar desvios e erros na raiz, antes que afetem a entrega final ou a operação da seguradora”, explica.
Segundo Ricardo Gondim, Chief Technology Officer (CTO) da add, a companhia desenvolveu uma solução voltada para integrar governança, conformidade e monitoramento dos fluxos de dados.
“Foi com base na nossa experiência prática com grandes players do setor de seguros que desenvolvemos uma solução concebida para integrar governança, conformidade e monitoramento em uma arquitetura única, blindando as operações contra os riscos da fragmentação tecnológica”, disse.
De acordo com o executivo, ferramentas desse tipo também podem ampliar a visibilidade sobre os processos internos e apoiar a identificação de gargalos operacionais. “A nossa proposta redefine o papel das áreas de compliance. Ao estruturar e dar transparência aos fluxos de informações, as seguradoras conseguem identificar gargalos históricos e padrões operacionais. Dessa forma, o que antes era visto estritamente como um centro de custo obrigatório passa a gerar inteligência de negócios e eficiência operacional para as companhias”, concluiu Ricardo Gondim.
]]>Setor e Congresso discutem futuro do Seguro Rural
https://revistaapolice.com.br/2026/07/setor-e-congresso-discutem-futuro-do-seguro-rural/
Wed, 15 Jul 2026 12:51:24 +0000https://revistaapolice.com.br/?p=140893Com o tema "O Seguro Rural que o Brasil precisa" encontro apontou alternativas sustentáveis e inteligente sobre constantes renegociações de dívidas agrícolas
]]>Em um momento decisivo para o futuro do agronegócio brasileiro, autoridades, parlamentares e lideranças do setor de seguros se reuniram em Brasília, nesta terça-feira (14), para o evento “O seguro Rural que o Brasil precisa”. O encontro, idealizado pela consultoria Meridiana e realizado com o apoio da Confederação Nacional das Seguradoras (CNseg), da Federação Nacional de Seguros Gerais (Fenseg) e do Instituto Pensar Agropecuária, vinculado à Frente Parlamentar da Agropecuária (IPA/FPA), debateu a urgência de fortalecer e criar mecanismos governamentais robustos para a melhoria do seguro rural no país.
Na abertura do evento, os debatedores destacaram que a falta de investimentos preventivos no seguro gera um ciclo vicioso de perdas e renegociações de dívidas bilionárias, custando muito mais caro aos cofres públicos do que o fomento à proteção do produtor rural. Os palestrantes apontaram também, que o modelo atual de gestão de riscos agrícolas no Brasil precisa ser modernizado.
Para a senadora Tereza Cristina (PP-MS), a cultura de seguros deve ser criada e aprimorada, principalmente diante de mudanças climáticas cada vez mais severas e frequentes.
“Nós temos que trabalhar o nosso agricultor para ele ter a cultura do seguro. […] E o seguro não é só climático. Esse é o principal ponto, mas ele tem que partir para um seguro de renda, ele tem que partir para um seguro paramétrico, ele tem outras opções, para que cada produtor possa segurar a sua produção de uma maneira apropriada. […] O que é R$ 1 bilhão para um setor que contribui com 30% do nosso PIB?”, ressaltou.
Segundo o presidente da CNseg, Dyogo Oliveira, o seguro rural deixou de ser um acessório para se tornar uma ferramenta de sobrevivência econômica para o país. Ele reforçou a importância de tratar o tema de forma definitiva, enaltecendo a atuação do Congresso Nacional sobre o assunto.
“O trabalho que a senadora Tereza Cristina tem feito, assim como tantos outros parlamentares, começa pelo menos a alertar para isso. Lamentamos que a gente esteja fazendo isso sem um acolhimento adequado dentro da política econômica. Acho que os gestores da política econômica brasileira precisam compreender que a preocupação com o equilíbrio fiscal não pode ser apenas acima da linha e não pode ser apenas de curto prazo. A gente tem que ter uma visão de longo prazo, porque vai custar muito mais barato para o Tesouro expandir o seguro rural do que continuar fazendo as renegociações de dívida agrícola, por exemplo”, destacou.
O deputado federal e presidente da FPA, Pedro Lupion (Republicanos-PR), destacou que o setor deve, definitivamente, criar uma cultura de convencimento sobre a necessidade da adesão ao seguro rural.
“Esperamos, com a conclusão da proposta legislativa que retornou ao Senado, que possamos aprimorar o setor neste tema e conseguir avançar rapidamente após a aprovação da nossa lei. Os Estados Unidos levaram mais de 20 anos para chegar a um sistema que hoje é um modelo que nós gostamos. A gente tem que correr contra o tempo para tentar chegar nisso em bem menos de 20 anos e, a curto prazo, consolidar uma cultura de seguro no Brasil”, afirmou.
O Projeto de Lei 2.951/2024, que reformula o seguro rural, retornou ao Senado Federal após ser aprovado com alterações pela Câmara dos Deputados, no mês passado e aguarda a deliberação dos senadores para aprovação definitiva.
Durante o encontro, os debatedores também ressaltaram pontos temáticos como a melhoria da gestão de risco no campo, a mitigação de riscos climáticos, as experiências internacionais sobre o assunto e as discussões que promovam a diversificação de produtos com maior aplicação tecnológica na agricultura do país.