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A revista do mercado de SegurosThu, 02 Jul 2026 14:51:53 +0000pt-BR
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3232O desafio de reconstituir os processos das seguradoras com IA
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Thu, 02 Jul 2026 14:51:52 +0000https://revistaapolice.com.br/?p=140541EXCLUSIVO – A transformação digital mostra que a tecnologia avançou no mercado segurador, mas a integração dos processos legados continua sendo um dos grandes desafios. Para Fernando Wolff, fundador da Tech for Humans, o próximo movimento será mais profundo: rever processos concebidos décadas atrás e reconstruí-los com o apoio da inteligência artificial. A avaliação não […]
]]>EXCLUSIVO – A transformação digital mostra que a tecnologia avançou no mercado segurador, mas a integração dos processos legados continua sendo um dos grandes desafios. Para Fernando Wolff, fundador da Tech for Humans, o próximo movimento será mais profundo: rever processos concebidos décadas atrás e reconstruí-los com o apoio da inteligência artificial.
A avaliação não parte apenas da observação do mercado. Wolff acompanha a evolução tecnológica das seguradoras há quase duas décadas. Em 2006, quando o Google ainda iniciava suas operações no Brasil, criou uma empresa voltada ao marketing digital e à geração de leads. Alguns anos depois, passou a atender o setor segurador, primeiro desenvolvendo soluções para comercialização digital e, posteriormente, criando um dos primeiros projetos de atendimento via WhatsApp para a Porto, quando o aplicativo ainda nem possuía uma plataforma oficial para empresas. Pela empresa fundada posteriormente, a Smart, participou da implantação de soluções utilizadas por praticamente todas as grandes seguradoras e empresas de assistência do País, experiência que lhe permitiu conhecer de perto a operação das companhias.
Foi justamente essa convivência que o levou a uma conclusão que hoje orienta o trabalho da Tech for Humans. “O mercado fez um enorme esforço para digitalizar processos, mas manteve praticamente os mesmos fluxos de trabalho. Colocou uma interface moderna sobre processos que foram desenhados para uma realidade completamente diferente”, afirma.
Na prática, segundo ele, muitas atividades deixaram de ser realizadas em papel, passaram a acontecer em aplicativos ou plataformas digitais, mas continuam exigindo as mesmas etapas, aprovações e conferências existentes antes da transformação digital. Essa lógica, na avaliação do executivo, pesa diretamente sobre a estrutura de custos das seguradoras.
Quando se discute o preço do seguro, é comum que o debate recaia sobre a sinistralidade ou sobre os custos de comercialização. Wolff entende que existe outro componente que recebe menos atenção. “O sinistro não é o principal responsável pelo custo da operação. Grande parte desse peso está nos processos internos das seguradoras”.
Ele cita como exemplo o próprio mercado financeiro. Instituições tradicionais investiram durante anos na digitalização de serviços, mas preservaram estruturas operacionais complexas, abrindo espaço para novos concorrentes que nasceram com processos mais simples. “O risco para o mercado segurador é semelhante. Uma empresa mais enxuta consegue operar com custos menores porque nasce sem carregar toda essa estrutura construída ao longo do tempo.”
É justamente sobre esses processos que a Tech for Humans concentra seus projetos de inteligência artificial. A companhia voltou ao mercado segurador tendo novamente a Porto Seguro entre os primeiros clientes e, desde então, passou a desenvolver projetos também para grupos como Allianz, MAPFRE e Bradesco Seguros.
O principal foco hoje está na jornada de sinistros de automóveis. Para Wolff, uma das primeiras mudanças deve ocorrer já na abertura do aviso de sinistro. “Hoje existem operações em que o cliente responde cerca de quarenta perguntas para registrar um sinistro. Em muitos casos, um vídeo consegue fornecer praticamente todas essas informações”.
Mas, segundo ele, o problema não termina no primeiro atendimento. Depois que o veículo chega à oficina, o segurado normalmente deixa de acompanhar o andamento do reparo. Não sabe se o atraso decorre da falta de peças, da autorização da seguradora ou da própria oficina.
A proposta da empresa é utilizar inteligência artificial para integrar essas informações e oferecer ao cliente uma visão completa da evolução do serviço, ao mesmo tempo em que reduz o tempo de pagamento às oficinas e melhora o fluxo financeiro da rede credenciada.
A discussão sobre inteligência artificial inevitavelmente leva ao tema das fraudes. Ferramentas capazes de gerar imagens, vozes e documentos sintéticos costumam ser apontadas como um novo desafio para as seguradoras. Wolff reconhece esse cenário, mas acredita que a própria tecnologia tende a oferecer mecanismos mais sofisticados de detecção.
Na saúde suplementar, a empresa desenvolve projetos voltados principalmente à análise de reembolsos e ao apoio às equipes responsáveis pela identificação de inconsistências. A inteligência artificial não toma decisões automaticamente, mas aponta situações que merecem uma investigação mais detalhada, reduzindo o tempo gasto na triagem dos casos. Outra frente envolve modelos de renegociação de contratos empresariais inadimplentes e estudos para tornar mais precisa a avaliação de risco de carteiras corporativas.
Um dos estudos conduzidos pela empresa, em parceria com a Universidade Federal de Itajubá (Unifei), prevê a utilização de drones para o primeiro atendimento de acidentes. A ideia é que sensores embarcados no veículo identifiquem automaticamente uma colisão e acionem um equipamento instalado em bases distribuídas por rodovias ou áreas urbanas. O drone faria uma avaliação inicial da ocorrência, registraria imagens, auxiliaria na caracterização do acidente e poderia acionar serviços como polícia, ambulância e assistência da seguradora antes mesmo do contato telefônico do segurado.
Para Wolff, esse tipo de iniciativa ilustra uma mudança de paradigma que começa a ganhar espaço no setor. Em vez de simplesmente acelerar atividades já existentes, a inteligência artificial passa a redesenhar a própria forma como os serviços são prestados.
Na avaliação do executivo, esse será o principal desafio das seguradoras nos próximos anos: abandonar processos concebidos para outra realidade e construir uma operação capaz de aproveitar o potencial das novas tecnologias sem apenas reproduzir, em ambiente digital, a burocracia do passado.
]]>Icatu reconhece parceiros de investimentos com viagem à Espanha
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Thu, 02 Jul 2026 14:30:14 +0000https://revistaapolice.com.br/?p=140582A Icatu Seguros promoveu uma campanha de incentivo voltada a escritórios de investimentos que se destacaram na comercialização de seguro de vida individual. Como reconhecimento pelo desempenho, os profissionais participaram, entre os dias 23 e 28 de junho, de uma viagem a Maiorca, na Espanha, que incluiu cerimônia de premiação, visitas à Rafael Nadal Academy […]
]]>A Icatu Seguros promoveu uma campanha de incentivo voltada a escritórios de investimentos que se destacaram na comercialização de seguro de vida individual. Como reconhecimento pelo desempenho, os profissionais participaram, entre os dias 23 e 28 de junho, de uma viagem a Maiorca, na Espanha, que incluiu cerimônia de premiação, visitas à Rafael Nadal Academy e ingressos para as partidas finais do ATP 250 de Maiorca.
A iniciativa integra a estratégia da companhia de fortalecer o relacionamento com parceiros de distribuição e ampliar a presença do seguro de vida nas conversas sobre planejamento patrimonial, sucessão e proteção financeira.
“A Icatu vem ampliando sua presença no mercado com uma missão muito clara: levar proteção financeira a cada vez mais brasileiros. Hoje, já são 14 milhões de pessoas protegidas pela companhia, e esse resultado só é possível porque contamos com parceiros que entendem o seguro de vida como parte essencial de uma conversa mais completa sobre patrimônio, família, sucessão e futuro. Com essa campanha, quisemos reconhecer escritórios de investimento que têm ajudado a colocar esse tema no centro da estratégia dos clientes”, afirma Guilherme Hinrichsen, vice-presidente comercial da Icatu Seguros.
Durante a programação, os participantes conheceram a Rafael Nadal Academy, em Palma de Maiorca, e tiveram acesso a atividades voltadas ao universo do tênis. A agenda incluiu ainda uma palestra com Toni Nadal, visita a espaços dedicados à trajetória de Rafael Nadal, acompanhamento das partidas finais do ATP 250 de Maiorca e ações de relacionamento promovidas pela seguradora.
Segundo Hinrichsen, a escolha do destino buscou estabelecer uma relação entre os valores do esporte e a atuação dos parceiros comerciais.
“Maiorca foi uma escolha simbólica porque o tênis traduz muito do que acreditamos no nosso modelo de parceria: preparo, consistência, leitura de jogo e capacidade de construir resultado ponto a ponto. No nosso mercado, também é assim. As grandes relações não nascem de uma venda pontual, mas de confiança, repertório e visão de longo prazo. É isso que queremos seguir construindo com os escritórios de investimento”, completou Guilherme.
]]>Congresso Brasileiro de Atuária supera 450 inscritos
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Thu, 02 Jul 2026 14:22:44 +0000https://revistaapolice.com.br/?p=140579O 15º Congresso Brasileiro de Atuária (CBA), promovido pelo Instituto Brasileiro de Atuária (IBA), ultrapassou a marca de 450 inscritos antes de sua realização. O evento acontecerá nos dias 13 e 14 de agosto, no Windsor Barra Hotel, no Rio de Janeiro, reunindo profissionais, pesquisadores, executivos, representantes de órgãos reguladores e lideranças dos mercados de […]
]]>O 15º Congresso Brasileiro de Atuária (CBA), promovido pelo Instituto Brasileiro de Atuária (IBA), ultrapassou a marca de 450 inscritos antes de sua realização. O evento acontecerá nos dias 13 e 14 de agosto, no Windsor Barra Hotel, no Rio de Janeiro, reunindo profissionais, pesquisadores, executivos, representantes de órgãos reguladores e lideranças dos mercados de seguros, previdência, saúde, finanças e gestão de riscos.
Com o tema “Risco, Dados e Inteligência: o Papel Estratégico do Atuário na Sociedade Brasileira”, a programação abordará os impactos da transformação digital, da inteligência artificial, da evolução regulatória e da crescente utilização de dados na atividade atuarial.
Realizado desde 1994, o Congresso Brasileiro de Atuária chega à sua 15ª edição como um dos principais fóruns de atualização técnica e debate sobre a profissão no país.
Para o presidente do Instituto Brasileiro de Atuária, Giancarlo Germany, o número de inscritos reflete o interesse crescente pelas discussões que envolvem a evolução da atividade.
“Ultrapassar 450 inscritos antes da realização do Congresso mostra que o mercado reconhece a necessidade de discutir, com profundidade, os desafios que envolvem risco, dados, tecnologia e inteligência artificial. O atuário tem um papel cada vez mais relevante nas decisões que impactam empresas, instituições e a sociedade. O 15º CBA será um espaço essencial para fortalecer essa visão e preparar os profissionais para os próximos anos”, afirma o presidente do IBA, Giancarlo Germany.
A programação foi estruturada para discutir os principais desafios contemporâneos da profissão, incluindo a ampliação do uso de inteligência analítica, a gestão de riscos e os impactos das mudanças regulatórias sobre diferentes segmentos da economia.
Segundo Priscila Portal, diretora de Perícias Atuariais do IBA e integrante da comissão organizadora, o congresso também pretende ampliar a reflexão sobre o papel estratégico dos atuários.
“A expectativa é proporcionar aos participantes uma visão ampliada sobre os rumos da profissão diante de um cenário cada vez mais orientado por dados, tecnologia e complexidade regulatória. Além de estimular uma reflexão sobre o posicionamento do atuário como agente estratégico na sociedade brasileira”, destaca Priscila Portal, diretora de Perícias do IBA.
Durante os dois dias de evento, os participantes acompanharão palestras, painéis e debates com especialistas brasileiros e internacionais, além de representantes de órgãos reguladores e fiscalizadores. A programação também prevê discussões sobre competências exigidas dos profissionais nos próximos anos, com foco na interpretação de dados, avaliação de cenários complexos, apoio à tomada de decisões estratégicas e fortalecimento da gestão de riscos em diferentes setores.
]]>Allseg e Aviation ampliam oferta de seguros para drones
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Thu, 02 Jul 2026 11:50:28 +0000https://revistaapolice.com.br/?p=140575A allseg seguradora apresentou, durante a DroneShow Robotics 2026, os resultados da parceria firmada com a Aviation Consult Services para atuação no mercado de seguros voltado a drones. Segundo a companhia, a estratégia contribuiu para que a seguradora alcançasse, nos últimos 15 meses, a quarta posição no ranking nacional do seguro RETA (Responsabilidade do Explorador […]
]]>A allseg seguradora apresentou, durante a DroneShow Robotics 2026, os resultados da parceria firmada com a Aviation Consult Services para atuação no mercado de seguros voltado a drones. Segundo a companhia, a estratégia contribuiu para que a seguradora alcançasse, nos últimos 15 meses, a quarta posição no ranking nacional do seguro RETA (Responsabilidade do Explorador de Transporte Aéreo), de acordo com dados da Superintendência de Seguros Privados (Susep).
A atuação conjunta reúne a capacidade de subscrição da seguradora e a consultoria técnica especializada da Aviation Consult Services para ampliar a presença em um segmento que ainda apresenta baixa penetração do seguro. Conforme dados apresentados pelas empresas, cerca de 88% da frota registrada de drones no país opera sem cobertura securitária.
Durante o evento, considerado um dos principais encontros de tecnologia de drones e geotecnologia da América Latina, as empresas apresentaram soluções voltadas à proteção de operações aéreas profissionais, incluindo o seguro obrigatório RETA e o seguro Casco para drones. As coberturas são direcionadas a atividades como agronegócio, inspeções de infraestrutura, segurança pública, mapeamento e produção audiovisual.
Para o diretor da Unidade de Negócios da allseg seguradora, Valmir Rodrigues, a participação na feira reforçou o potencial do segmento. Segundo ele, a companhia foi a única seguradora com estande próprio na área de exposição dedicada ao setor.
“Fomos muito procurados por diversos profissionais interessados em entender o funcionamento e a obrigatoriedade dessa proteção”, afirmou.
O executivo destacou que o produto foi estruturado para atender diferentes perfis operacionais. “Disponibilizamos um seguro robusto, com diferenciais importantes como a cobertura para operações noturnas. O retorno obtido com a participação no evento ficou muito além daquilo que havíamos projetado inicialmente”, completou.
Rodrigues acrescentou que a companhia reforçou sua estrutura técnica e renovou contratos de resseguro para acompanhar a evolução tecnológica dos equipamentos e o aumento do valor agregado das aeronaves. “A allseg opera com uma ampla abrangência de coberturas. A companhia está muito preparada tecnica e comercialmente para atender às demandas de Corretores, fabricantes e operadores que atuam nesse segmento”, pontuou.
Segundo a diretora comercial da Aviation Consult Services, Luciana Paula, a expansão das operações profissionais com drones vem aumentando a necessidade de gestão de riscos e conformidade regulatória. Ela explica que o seguro Casco cobre danos físicos sofridos pela aeronave durante a operação, incluindo situações decorrentes de falhas operacionais dentro do envelope de voo, operações sobre áreas alagadas, voos noturnos e equipamentos acoplados ao drone.
Em relação ao seguro obrigatório RETA, a executiva destacou o potencial de crescimento do mercado diante do baixo índice de contratação da cobertura. “O operador de drone, para poder voar dentro da legislação, tem que ter esse seguro por ser obrigatório”, explicou.
A apólice garante cobertura para danos materiais e corporais causados a terceiros. “Existe uma elevada demanda, mas ainda falta conscientização por parte dos operadores. De um total de 180 mil registros ativos junto à Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), quase 160 mil aeronaves ainda operam sem nenhuma proteção, deixando uma vasta fatia de mercado inteiramente desassistida para os Corretores explorarem”, revelou.
A diretora também afirmou que a parceria vem ampliando a atuação da allseg no segmento aeronáutico por meio de soluções voltadas tanto ao seguro RETA quanto ao Casco.
Além das coberturas para operadores individuais, as empresas oferecem programas destinados a fabricantes, distribuidores e frotas corporativas. De acordo com Luciana Paula, a análise considera fatores como o histórico de qualificação dos pilotos e características operacionais de cada atividade, permitindo uma avaliação mais precisa dos riscos e da precificação.
Ao avaliar a participação na DroneShow, Valmir Rodrigues afirmou que a estratégia integra o plano da seguradora de ampliar sua presença em segmentos especializados.
“Por meio do suporte aos canais de distribuição e do desenvolvimento de produtos customizados, a companhia consolida sua posição para garantir a sustentabilidade financeira e jurídica de uma atividade econômica em acelerado crescimento no Brasil”, finaliza o diretor da seguradora, Valmir Rodrigues.
]]>Nova série da Bradesco Seguros fala sobre atuação consultiva
https://revistaapolice.com.br/2026/07/nova-serie-da-bradesco-seguros-fala-sobre-atuacao-consultiva/
Thu, 02 Jul 2026 11:44:57 +0000https://revistaapolice.com.br/?p=140572O Grupo Bradesco Seguros lançou a série “Com Você Corretor – Diálogos”, iniciativa voltada à produção de conteúdo para apoiar a atuação dos corretores de seguros e ampliar o debate sobre temas relacionados à gestão de riscos e à proteção patrimonial, pessoal e empresarial. Segundo a companhia, o projeto foi desenvolvido a partir de sugestões […]
]]>O Grupo Bradesco Seguros lançou a série “Com Você Corretor – Diálogos”, iniciativa voltada à produção de conteúdo para apoiar a atuação dos corretores de seguros e ampliar o debate sobre temas relacionados à gestão de riscos e à proteção patrimonial, pessoal e empresarial.
Segundo a companhia, o projeto foi desenvolvido a partir de sugestões apresentadas pelos próprios corretores, que apontaram a necessidade de ampliar espaços de discussão sobre assuntos atuais que possam contribuir tanto para a atividade comercial quanto para a orientação dos clientes.
A proposta é reunir especialistas em episódios periódicos dedicados a temas que estejam em evidência no mercado segurador e na sociedade, acompanhando mudanças regulatórias, riscos emergentes e transformações que impactam a atividade dos corretores.
“O corretor tem um papel cada vez mais estratégico na jornada de proteção dos clientes. Com a série, queremos oferecer conteúdo que contribua diretamente para essa atuação mais consultiva, conectando informação qualificada a situações reais enfrentadas no dia a dia”, afirma Ney Dias, CEO da Bradseg.
O primeiro episódio da série aborda os impactos dos eventos climáticos extremos, tema que vem ganhando espaço nas discussões do setor segurador. A estreia contou com a participação da meteorologista Josélia Pegorim, que apresentou uma análise sobre os efeitos do fenômeno El Niño no Brasil.
A companhia destaca que a escolha do tema está relacionada aos desafios da ampliação da cultura de proteção no país. Dados apresentados no episódio indicam que cerca de 17% das residências brasileiras possuem seguro, enquanto, no agronegócio, aproximadamente 10% das áreas plantadas contam com cobertura securitária.
Para o grupo, a série pretende ampliar o repertório técnico dos corretores e apoiar a qualificação do relacionamento com os clientes em temas ligados à prevenção e à gestão de riscos.
]]>Seguros Unimed integra seguro à plataforma Agger by Dimensa
https://revistaapolice.com.br/2026/07/seguros-unimed-integra-seguro-a-plataforma-agger/
Thu, 02 Jul 2026 11:38:41 +0000https://revistaapolice.com.br/?p=140569A Seguros Unimed passou a disponibilizar o seguro de Acidentes Pessoais Individual na plataforma de multicálculo Agger by Dimensa. A iniciativa amplia os canais digitais de distribuição da companhia e busca facilitar o processo de cotação e comercialização do produto pelos corretores. Segundo a companhia, a integração faz parte da estratégia de ampliar a eficiência […]
]]>A Seguros Unimed passou a disponibilizar o seguro de Acidentes Pessoais Individual na plataforma de multicálculo Agger by Dimensa. A iniciativa amplia os canais digitais de distribuição da companhia e busca facilitar o processo de cotação e comercialização do produto pelos corretores.
Segundo a companhia, a integração faz parte da estratégia de ampliar a eficiência operacional e oferecer mais opções de acesso ao portfólio por meio de plataformas utilizadas pelos profissionais do mercado.
Segundo dados recentes da Confederação Nacional das Seguradoras (CNSeg), o uso de ferramentas automatizadas para impulsionar o desempenho é uma prioridade para o setor. Para 100% das empresas, o principal motivador dos investimentos em inovação é o aumento da produtividade, seguido por 81% que buscam melhorar a experiência do cliente. O estudo também aponta uma expectativa de redução de 30% a 50% no tempo de resposta ao consumidor, uma iniciativa que está bem alinhada à parceria com a plataforma.
Com a integração, o seguro de Acidentes Pessoais Individual passa a ser cotado diretamente na plataforma da Agger by Dimensa, permitindo que o cálculo seja realizado de forma digital em poucos segundos.
“Nosso portfólio é robusto e desenhado para proteger as pessoas em todos os momentos. Integrar o seguro de Acidentes Pessoais Individual no cotador da Agger by Dimensa é um movimento estratégico focado em eficiência para o corretor. Nosso objetivo é disponibilizar o produto nos canais que melhor atendam às necessidades dos corretores, oferecendo flexibilidade para que escolham a forma mais conveniente de cotar nossos seguros”, destaca Rodrigo Aguiar, superintendente Comercial e Produtos da Seguros Unimed.
O seguro de Acidentes Pessoais Individual oferece coberturas voltadas a situações decorrentes de acidentes, incluindo morte acidental e invalidez, com foco na proteção financeira do segurado e de seus dependentes.
]]>Relatório da Allianz aponta o futuro dos seguros em um mundo em fragmentação
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Wed, 01 Jul 2026 19:14:01 +0000https://revistaapolice.com.br/?p=140559A Allianz Research publicou o seu mais recente “Relatório Global de Seguros”, que analisa os desenvolvimentos dos mercados de seguros em todo o mundo. De acordo com o relatório, o setor global de seguros cresceu 7,1% em 2025, alcançando 6,9 trilhões de euros e adicionando 456 bilhões de euros ao volume total de prêmios. Embora inferior ao crescimento excepcional de 9,4%, registrado […]
]]>A Allianz Research publicou o seu mais recente “Relatório Global de Seguros”, que analisa os desenvolvimentos dos mercados de seguros em todo o mundo.
De acordo com o relatório, o setor global de seguros cresceu 7,1% em 2025, alcançando 6,9 trilhões de euros e adicionando 456 bilhões de euros ao volume total de prêmios. Embora inferior ao crescimento excepcional de 9,4%, registrado em 2024, o resultado permaneceu significativamente acima da taxa média anual composta (CAGR) de 10 anos, de 5,6%, indicando a solidez dos motores de crescimento do setor. O seguro de Vida permaneceu o maior segmento (2,861 trilhões de euros), seguido por Ramos Elementares (P&C) (2,320 trilhões de euros) e Saúde (1,688 trilhão de euros).
O mercado de Ramos Elementares (P&C) está migrando do boom de precificação para a normalização. Os prêmios globais aumentaram 3,8% em 2025, bem abaixo da expansão de 8,5% do ano anterior e do CAGR de dez anos do segmento de 5,6%, à medida que os ciclos de precificação amadureceram e a inflação de sinistros começou a se estabilizar. A América do Norte permaneceu o mercado dominante do setor, respondendo por 52% dos prêmios globais, embora o crescimento tenha desacelerado acentuadamente, para 2,2%, frente aos 9,7% do ano anterior. A Europa Ocidental seguiu comparativamente resiliente, com alta de 5,3%, enquanto o mercado asiático foi menos dinâmico, expandindo apenas 4,0%.
O mercado de seguro de Vida permaneceu robusto em 2025, embora o excepcional boom pós-aumento de juros na América do Norte tenha claramente perdido força. Os prêmios globais cresceram 6,9%, em 2025, abaixo dos excepcionalmente fortes 11,3%, registrados em 2024, mas ainda confortavelmente acima das taxas históricas. A moderação foi impulsionada principalmente pela América do Norte, onde o boom de anuidades, alimentado por famílias que buscavam fixar taxas de juros mais altas, começou a perder impulso. A Ásia ressurgiu como o principal motor de crescimento do segmento, com os prêmios subindo 9,9%, em 2025, e a China isoladamente expandindo 11,4%. A Ásia continua sendo o maior mercado mundial desse seguro, apoiado pelo envelhecimento demográfico, altas taxas de poupança e sistemas de previdência pública menos abrangentes.
O seguro Saúde está se tornando a história de crescimento estrutural mais clara do setor. Os prêmios globais aumentaram 12,3%, em 2025, a maior expansão desde 2014, conforme o envelhecimento das populações, o aumento dos custos médicos e a pressão sobre os sistemas públicos de saúde continuaram a impulsionar a demanda por proteção privada. A América do Norte sozinha cresceu 14,9%, com a inflação médica acelerando ainda mais, com os EUA respondendo por mais de 70% dos prêmios globais. Apesar de alguma normalização após o surto pós-Covid, o potencial de crescimento de longo prazo permanece particularmente forte na Ásia, onde a penetração da modalidade ainda está abaixo de 1% em quase todos os mercados.
A geopolítica e a fragmentação estão se tornando forças centrais que moldam o setor de seguros. Uma economia global mais dispersa está tornando os ambientes de risco mais complexos, desafiando modelos de negócios transfronteiriços e enfraquecendo os benefícios tradicionais de diversificação. Ao mesmo tempo, a fragmentação também está criando novas oportunidades de crescimento ao aumentar a demanda por proteção, resiliência e transferência especializada de riscos em áreas como infraestrutura, segurança energética e seguro de risco político. As seguradoras precisarão se adaptar construindo modelos operacionais mais regionalmente resilientes, integrando a análise geopolítica mais diretamente na subscrição e alocação de capital, e desenvolvendo produtos voltados para riscos emergentes.
Brasil: crescimento amplo sustentado pela crescente demanda por proteção
O mercado brasileiro de seguros alcançou forte crescimento de 9,5%, com o total de prêmios atingindo 88 bilhões de euros, em 2025. O seguro de Ramos Elementares (P&C) expandiu 7,8%, enquanto o seguro de Vida cresceu 8,6%, refletindo demanda sustentada por proteção financeira privada. Os prêmios de seguro Saúde subiram 10,4%.
Perspectivas: o seguro permanece uma indústria em crescimento
No geral, espera-se que o mercado global de seguros cresça a uma taxa anual de 5,3% na próxima década, ligeiramente acima do produto econômico. Para o Brasil, o aumento anual geral esperado é de 6,6% (PIB nominal: +5,1%). Para Ramos Elementares (P&C), esperamos evolução anual global de 4,7% até 2036 (Brasil: +5,5%). O segmento apresentará taxas de incremento sólidas em quase todos os mercados, pois a crescente necessidade de proteção é um fenômeno global. A Allianz Research também permanece confiante em relação ao seguro de Vida, que pode esperar avanço anual de 4,9% graças às taxas de juros mais altas (Brasil: +11,4%). A Ásia ampliada permanece o motor de crescimento, impulsionada pela necessidade de previdência privada diante da acelerada mudança demográfica. O menor segmento, o seguro Saúde, deve continuar o mais dinâmico, com alta anual de 6,7% (Brasil: +5,8%). A Ásia, em particular, ainda tem muito espaço para crescer.
Em termos absolutos, o pool global de prêmios crescerá 5,260 trilhões de euros nos próximos dez anos. A maior parte desse crescimento virá do seguro de Vida (1,991 trilhão de euros). Mais da metade desse valor adicional de prêmios será gerado na Ásia ampliada (1,004 trilhão de euros), superando a América do Norte (416 bilhões de euros) e a Europa Ocidental (402 bilhões de euros) combinadas. No seguro de Ramos Elementares (P&C), 44% dos prêmios adicionais, de 1,505 trilhão, virá da América do Norte. No seguro Saúde, são esperados prêmios adicionais de 1,764 trilhão, a maior parte proveniente do mercado americano.
O mapa global de seguros continuará se deslocando para o leste, ainda que gradualmente. Espera-se que a América do Norte mantenha uma participação de mercado global de aproximadamente 46% até 2036, cedendo apenas terreno marginal na próxima década (-0,5 pp). Índia e China, por outro lado, devem continuar ganhando relevância, somando juntas quase 4 pp de participação no mercado global. A Europa Ocidental continuará perdendo peso relativo. Um sinal de esperança para o Velho Continente: enquanto perdeu 5,3 pp de participação de mercado na última década, pode perder “apenas” 4 pp na próxima.
“A fragmentação geopolítica está revertendo muitas das premissas que moldaram a economia global por décadas”, disse Ludovic Subran, economista-chefe e Chief Investment Officer do Grupo Allianz. “À medida que o comércio, os fluxos de capital e a regulação se tornam cada vez mais fragmentados, a resiliência está substituindo a eficiência como princípio organizador dominante. Essa mudança está tornando o ambiente operacional mais complexo e custoso, tornando a busca pela acessibilidade ainda mais urgente. Nada menos do que a importância estratégica dos seguros está em jogo: não apenas como mecanismo de transferência de risco, mas também como habilitador crítico de investimento, inovação e confiança econômica.”
Clique aqui para encontrar o “Mapa Global de Seguros da Allianz”:
]]>ENS comemora 55 anos de atuação na educação em seguros
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Wed, 01 Jul 2026 18:01:18 +0000https://revistaapolice.com.br/?p=140553A Escola de Negócios e Seguros (ENS) completa 55 anos de atuação nesta terça-feira (30), marcando mais de cinco décadas dedicadas à formação de profissionais e ao desenvolvimento do mercado brasileiro de seguros. Ao longo desse período, a instituição consolidou sua atuação na capacitação de profissionais do setor e na disseminação da cultura do seguro […]
]]>A Escola de Negócios e Seguros (ENS) completa 55 anos de atuação nesta terça-feira (30), marcando mais de cinco décadas dedicadas à formação de profissionais e ao desenvolvimento do mercado brasileiro de seguros.
Ao longo desse período, a instituição consolidou sua atuação na capacitação de profissionais do setor e na disseminação da cultura do seguro no país. Segundo a ENS, cerca de 800 mil pessoas participaram de programas educacionais promovidos pela escola, das quais aproximadamente 140 mil concluíram a formação para corretor de seguros.
Para o presidente da ENS, Lucas Vergilio, a trajetória da instituição acompanha a evolução do mercado segurador brasileiro. “A ENS é parte essencial da construção do nosso setor. Como corretor formado pela Escola, tenho orgulho de testemunhar a transformação que ela promove na vida de milhares de profissionais. Ao longo desses 55 anos, não apenas acompanhamos o crescimento do setor, mas ajudamos a moldá-lo, com visão, responsabilidade e compromisso com o futuro”, afirma.
Ao longo de sua história, a ENS ampliou seu portfólio de cursos e programas de capacitação, acompanhando as transformações do mercado segurador e as novas demandas por qualificação profissional.
Segundo a diretora-geral da instituição, Paola Casado, a evolução da escola ocorreu sem perder o foco na formação de profissionais para o setor. “Celebrar os 55 anos da ENS é reconhecer uma história construída com consistência, dedicação e propósito. A Escola evoluiu, ampliou sua atuação e se fortaleceu sem perder sua essência, que é formar profissionais preparados para os desafios de um mercado em constante transformação”, ressalta.
A diretora de Ensino, Maria Helena Monteiro, destaca a evolução das metodologias e da oferta de cursos ao longo dos últimos anos. “A educação sempre foi o principal instrumento de transformação da ENS. Ao longo dos anos, aprimoramos metodologias, ampliamos portfólio e elevamos continuamente o padrão de qualidade dos nossos programas, mantendo o compromisso de formar profissionais que realmente fazem a diferença no mercado”, pontua.
Presença nacional
A instituição também destaca a consolidação de sua marca e a expansão de sua atuação em diferentes regiões do país. “Construímos uma reputação sólida, baseada em credibilidade, consistência e entregas de valor. Hoje somos uma marca conhecida, reconhecida e respeitada, que segue se reinventando para atender às novas demandas do setor”, afirma o superintendente de TI, Marketing e Vendas, Luiz Mattua.
Já o superintendente regional de São Paulo, Rodrigo Matos, ressalta a ampliação da presença da ENS no estado. “As atividades da ENS em São Paulo reforçam nossa capacidade de conexão e interlocução com os principais players locais. Nos últimos anos, ampliamos nossa presença em todo o estado e consolidamos a Instituição como referência em um ambiente altamente competitivo e dinâmico”, destaca.
Ao completar 55 anos, a Escola de Negócios e Seguros reafirma sua atuação na formação de profissionais e no desenvolvimento do mercado segurador brasileiro, mantendo programas voltados à qualificação técnica e à educação continuada do setor.
]]>Aon anuncia Mariana Lemos como diretora de Marketing
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Wed, 01 Jul 2026 16:45:27 +0000https://revistaapolice.com.br/?p=140548A Aon anunciou a nomeação de Mariana Lemos para o cargo de diretora de Marketing no Brasil. A executiva será responsável por fortalecer a atuação da empresa na área, integrando as estratégias de Marketing e Vendas e apoiando iniciativas relacionadas à adoção de novas tecnologias, incluindo inteligência artificial. Mariana chega à companhia após trajetória em […]
]]>A Aon anunciou a nomeação de Mariana Lemos para o cargo de diretora de Marketing no Brasil. A executiva será responsável por fortalecer a atuação da empresa na área, integrando as estratégias de Marketing e Vendas e apoiando iniciativas relacionadas à adoção de novas tecnologias, incluindo inteligência artificial.
Mariana chega à companhia após trajetória em empresas globais de tecnologia. Antes de ingressar na Aon, atuou como Head de Marketing e Experiência do Cliente da IBM para a América Latina, liderando projetos nas áreas de eventos, marketing digital e centros de inovação. Ao longo da carreira, também passou por empresas como DXC, Atos e Unisys, ocupando posições de liderança em nível local e regional.
Formada em Relações Públicas pela Faculdade Cásper Líbero, a executiva possui pós-graduação em Administração de Empresas pela Fundação Getulio Vargas (FGV) e extensão em Antropologia Urbana pela Universidade de São Paulo (USP).
Segundo a empresa, entre as prioridades da nova diretora estão o fortalecimento da mensuração de resultados, a ampliação do uso de dados na tomada de decisões e a evolução da jornada do cliente, por meio de uma atuação mais integrada entre as áreas comercial e de marketing. A Aon também pretende ampliar o uso de inteligência artificial nas iniciativas desenvolvidas pela área.
]]>Preocupação financeira atinge 95% dos brasileiros
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Wed, 01 Jul 2026 16:37:48 +0000https://revistaapolice.com.br/?p=140545Entre as dívidas mais citadas pelos respondentes estão cartão de crédito, empréstimo pessoal, consignado CLT, financiamento e contas básicas em atraso
]]>O dinheiro continua liderando a lista de preocupações dos brasileiros. É o que mostra a 5ª edição do Raio-X da Saúde Financeira dos Brasileiros, pesquisa realizada pela fintech Onze em parceria com a Icatu Seguros. O levantamento aponta que 95% dos entrevistados possuem algum tipo de preocupação financeira. O receio mais comum é não ter dinheiro suficiente para lidar com emergências, citado por 58% dos respondentes. Na sequência, aparecem a dificuldade para pagar as contas do mês (33%), a preocupação em garantir um futuro melhor para os filhos (25%) e a incapacidade de quitar dívidas ou limpar o nome (22%).
O levantamento, realizado entre 26 de maio e 1º de junho, ouviu 8.391 pessoas em todo o país e revela que 42% dos entrevistados apontam o dinheiro como sua principal preocupação atualmente, à frente de Saúde (22%), Família (15%), Violência (10%), Política (6%) e Trabalho (5%). O resultado mantém as finanças na liderança do ranking pelo quinto ano consecutivo.
Segundo a pesquisa, 53% dos entrevistados afirmam não ter renda suficiente para cobrir seus gastos mensais ou estão endividados e/ou com o nome negativado. Do total, 27% estão endividados ou com restrições de crédito, enquanto 26% afirmam que a renda mensal não é suficiente para arcar com as despesas. Entre as dívidas mais citadas, estão cartão de crédito (60%), empréstimo pessoal (30%), consignado CLT (26%), financiamento (17%) e contas básicas em atraso (14%).
O peso da responsabilidade financeira familiar ajuda a explicar esse cenário. Entre os entrevistados, 78% possuem ao menos um dependente total ou parcial de sua renda. A pesquisa também aponta desafios relacionados à educação financeira. Mais da metade dos entrevistados (53%) afirma que conversava ou conversa raramente sobre dinheiro no ambiente familiar, seja entre pais e filhos ou responsáveis.
A ausência de mecanismos de proteção continua sendo um desafio relevante. Mais da metade dos entrevistados (56%) afirma não possuir reserva de emergência, indicador que permanece no topo do levantamento pelo quarto ano consecutivo.
O estudo revela ainda que 63% não possuem qualquer tipo de proteção financeira para situações como morte ou invalidez e que 89% nunca buscaram consultoria ou orientação especializada para organizar as finanças ou sair das dívidas. O dado reforça a importância de soluções que combinem educação financeira, planejamento e amparo financeiro para as famílias em situações inesperadas, especialmente no ambiente corporativo, onde empresas podem ampliar o acesso dos colaboradores a benefícios capazes de apoiar suas famílias em momentos de maior vulnerabilidade.
“Os indicadores mostram que a situação financeira das famílias segue fragilizada. Mais da metade dos entrevistados ainda não consegue formar uma reserva para emergências e 53% convivem com endividamento ou renda insuficiente para cobrir despesas. Esses resultados apontam que o desafio não está apenas na renda, mas também no acesso à informação, ao planejamento financeiro e a ferramentas que ajudem as pessoas a tomar decisões mais estruturadas ao longo da vida. É justamente nesse ponto que educação financeira, proteção e planejamento de longo prazo passam a ter um papel cada vez mais relevante”, afirma Antonio Rocha, CEO e cofundador da Onze, primeira fintech de Previdência Privada e Saúde Financeira do Brasil, que possui um hub completo de soluções financeiras para o mercado de benefícios.
A preocupação com o futuro também aparece nos dados relacionados à aposentadoria. Entre os entrevistados, 34% acreditam que continuarão trabalhando após se aposentar por necessidade financeira. Outros 28% afirmam que pretendem depender exclusivamente da renda do INSS.
“Quando uma pessoa não tem reserva de emergência e ainda convive com orçamento apertado ou dívidas, pensar no futuro pode parecer distante. Mas é justamente nesse cenário que proteção e planejamento ganham importância. A pesquisa mostra que muita gente está tentando equilibrar as necessidades do mês com a construção de alguma segurança para o futuro — seja para a aposentadoria, seja para enfrentar situações inesperadas que podem afetar a renda e a família. Esse é um desafio estrutural e não se resolve apenas com um produto. Ele passa por orientação, acesso e por soluções que ajudem as pessoas a se organizarem melhor ao longo da vida”, afirma Henrique Diniz, diretor de Produtos de Previdência da Icatu Seguros.
Segundo Diniz, é nesse contexto que a previdência privada ganha relevância. “A previdência ajuda a criar disciplina de longo prazo e a formar patrimônio com uma finalidade clara. Mas, dentro das empresas, essa conversa pode ir além. Quando o colaborador tem acesso à educação financeira, soluções de proteção, previdência e orientação especializada, ele passa a enxergar o planejamento financeiro como algo mais próximo da sua realidade. As empresas têm um papel importante nessa jornada, porque conseguem levar esse cuidado para dentro da rotina das pessoas e tornar a proteção financeira mais acessível”, completa.