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]]>Em uma palestra introdutória, Fernando Trujillo vice-presidente sênior de Transformação da MetLife Brasil, destacou que, embora 96% da população esteja inserida no sistema financeiro, apenas 18% possui seguro de vida. “O Universal Life é uma solução capaz de democratizar o acesso ao seguro no Brasil”, levantou. E para que isso aconteça, debate o executivo, é necessário que três pilares caminhem juntos: proposta de valor, regulação e distribuição.
Trujillo explicou que uma das principais diferenças do Vida Universal está na flexibilidade, pois enquanto produtos tradicionais trabalham com condições mais lineares de pagamento e proteção, a modalidade busca acompanhar mudanças que ocorrem ao longo da vida do consumidor, como oscilações de renda, troca de emprego e novas necessidades financeiras. “A vida do brasileiro, e a vida em geral, não é uma realidade que segue uma linha. A gente muda de trabalho, muda de cidade, muda de nível de renda, passa por momentos bons e ruins”, detalhou em sua apresentação.
Ao apresentar referências internacionais, o VP destacou a experiência do México, onde o Vida Universal ganhou espaço após mudanças regulatórias e adaptação do produto à realidade local. Segundo dados compartilhados, aproximadamente 60% das vendas realizadas pela MetLife com a modalidade naquele mercado estão concentradas na classe C e abaixo. Para o executivo, entretanto, a experiência mexicana não deve simplesmente ser replicada no Brasil. “As experiências que observamos em outros países não são algo a copiar. Elas podem ser um mapa, uma quantidade de aprendizados. O mercado brasileiro precisa tomar esses aprendizados e adaptá-los à nossa realidade”, alertou.
Ele também chamou atenção para a necessidade de transformar um produto tecnicamente complexo em uma experiência simples para o consumidor. Como exemplo, relatou ter acompanhado, no México, uma contratação realizada em cerca de 15 minutos durante o intervalo de consultas de um médico em um hospital público.
Começando a roda de conversa, o superintendente da Susep, Alessandro Octaviani, relacionou a discussão do Vida Universal a um desafio mais amplo de resiliência securitária. “Nós temos uma enorme lacuna para preencher na economia brasileira”, disse.
Na avaliação do regulador, a capacidade de manter o consumidor protegido ao longo do tempo está entre os pontos relevantes do Vida Universal. A flexibilidade do produto permitiria ajustes durante sua vigência, reduzindo a necessidade de saída diante de mudanças financeiras ou pessoais do segurado.
Octaviani também sinalizou que a discussão sobre o produto pode avançar ainda em 2026. Segundo ele, a Susep já realizou sua parte no processo e o próximo passo envolve o diálogo com o Ministério da Fazenda, a Secretaria de Reformas Econômicas e a FenaPrevi para finalizar o projeto e exista uma perspectiva positiva de que essas conversas produzam avanços até o final do ano. Caso isso não ocorra, afirmou, as discussões continuarão. “O Brasil precisa pensar grande, nós não somos uma nação que pensa pequeno. E esse produto (Vida Universal) é um exemplo de como podemos pensar grande”, declarou.
Também presente no painel, o secretário de Reformas Econômicas do Ministério da Fazenda, Regis Dudena, afirmou que o governo acompanha os incentivos capazes de ampliar a capacidade securitária do país, mas ressaltou a necessidade de equilibrar abertura, inovação e proteção ao consumidor.
Para ele, o desafio está em permitir a entrada de novas tecnologias, participantes e serviços sem reproduzir problemas observados na expansão de outros segmentos do sistema financeiro. “O equilíbrio não é trivial. Temos que aumentar a capacidade securitária, mas também ficar atentos aos riscos e à complexidade”, afirmou.
Segundo Regis, o objetivo é aprofundar a interlocução entre governo e setor. “Nós estamos olhando, sim, para todos os incentivos para fomentar ainda mais esse país e, com isso, ajudar e intensificar ainda mais essa relação do governo com o mercado segurador”.
Para Breno Gomes, diretor estatutário da FenaPrevi e presidente da MetLife Brasil, o Vida Universal também pode modificar a relação entre consumidor e seguro. Ele lembrou que o próprio seguro de vida passou por uma transformação nos últimos anos, deixando de ser associado exclusivamente à morte com o avanço de coberturas utilizadas ainda em vida, como as destinadas a doenças graves.
O executivo, porém, afirmou que a inovação do produto precisa vir acompanhada de uma mudança na comunicação. “Sou um profissional há mais de 30 anos no mercado e escutamos falar em ‘segurês’ há mais de 30 anos. Ou seja, estamos na mesma com essa linguagem. Precisamos sair do PowerPoint para quebrar de fato esse ‘segurês’. Precisamos levar a simplicidade ao extremo”, pontuou.
Para o segurador, a relação de longo prazo proporcionada pelo Vida Universal também pode ampliar o diálogo entre seguradoras e clientes, contribuindo para aumentar a confiança na proteção contratada.
A presidente da Prudential do Brasil, Patrícia Freitas, acrescentou que as mudanças demográficas, profissionais e financeiras reforçam a necessidade de produtos adaptáveis. O envelhecimento da população, as novas relações de trabalho e uma renda cada vez menos linear modificaram as necessidades de proteção ao longo da vida.
“Não é mais sobre vender, mas sobre acompanhar os nossos consumidores durante toda a vida”, afirmou. Para a executiva, simplicidade e confiança serão elementos centrais para que o Vida Universal e o seguro de vida, de forma mais ampla, consigam chegar a uma parcela maior da população.
Nicholas Godoy, de São Paulo
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]]>Ao analisar os dados da pesquisa FenaPrevi/Datafolha 2026, Franco destacou uma contradição entre as preocupações dos brasileiros e a posse de produtos de proteção. Segundo ele, os principais medos continuam relacionados à perda de renda própria ou da família em situações de doença, invalidez, morte prematura ou outros imprevistos. Ao mesmo tempo, o conhecimento sobre as coberturas disponíveis ainda é baixo.
“Quando o entrevistador explica as coberturas, o nível de interesse sobe para 80% e o nível de intenção de compra é sempre superior a 60% para qualquer cobertura explicada. Então, existe aqui uma clara necessidade de educação, de acesso e de informação”, afirmou. Para Franco, os números evidenciam uma “dissonância cognitiva” entre o medo dos brasileiros e o conhecimento e acesso aos produtos de proteção.
“Até algum tempo atrás, eu tinha uma crença de que o grande problema da baixa cobertura securitária de vida no Brasil era a renda. Obviamente, isso é um componente, mas hoje eu acredito menos nisso do que acreditava antes. Acho que esse é um segundo ou terceiro componente. O primeiro é educação financeira, falta de capacidade de planejamento e desinformação”, comentou.
Franco também chamou atenção para algumas particularidades no seguro de vida, que a tempos não sai da projeção de 18% da população, onde diferentemente de outras modalidades, sua contratação normalmente depende de uma atuação ativa dos canais de distribuição, dentre eles o corretor de seguros. “Existem dois tipos de seguros: o seguro comprado e o seguro vendido. Seguro de automóvel e seguro saúde são seguros comprados. Esse (seguro de vida) é um produto vendido por provocação”.
Na avaliação, o desafio está em aproximar as coberturas das preocupações que o consumidor já manifesta. “Nós temos que informar as pessoas de que existem produtos e coberturas que cobrem os medos que elas já têm. A pesquisa mostra isso: as pessoas já se preocupam com isso, elas só não sabem que o produto já existe e que cabe no bolso delas”, pontuou.
Outro ponto destacado por ele foi a aposentadoria, em que segundo dados apresentados pela pesquisa revelam uma diferença entre a idade em que os brasileiros gostariam de parar de trabalhar e aquela em que acreditam que isso efetivamente será possível. Entre os brasileiros ainda não aposentados, 59% gostariam de se aposentar até os 60 anos, mas somente 28% acreditam que conseguirão parar de trabalhar nessa faixa etária. Outros 11% acreditam que nunca conseguirão se aposentar.
Uma projeção publicada pelo Ipea, citada por Franco, aponta deterioração da relação entre contribuintes e beneficiários nas próximas décadas: o indicador passaria de 1,60 contribuinte por beneficiário em 2030 para 1,01 em 2050 e 0,99 em 2051, considerando as premissas demográficas e previdenciárias adotadas pelo estudo.
O debate, segudo ele, deve considerar modelos que combinem proteção social e formação de reservas, reduzindo a dependência exclusiva do regime público. Segundo Franco, já existem coberturas voltadas a situações que podem comprometer diretamente a geração de renda desses profissionais, como invalidez parcial, acidentes pessoais, internação hospitalar e perda temporária de renda.
Por fim, ele afirmou que o aumento da longevidade muda o papel desempenhado pelos produtos de seguros de pessoas e previdência. “Nossos produtos de natureza privada assumem cada vez mais um propósito também social de proteção à renda das famílias, que fazem a diferença na vida das pessoas, tanto para assegurar um envelhecimento digno como para oferecer amparo financeiro em situações de doença, morte prematura ou cuidados paliativos”.
Nicholas Godoy, de São Paulo.
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]]>O levantamento ouviu 1.908 brasileiros com 18 anos ou mais, de todas as classes econômicas e regiões do país. A pesquisa quantitativa tem margem de erro de dois pontos percentuais e nível de confiança de 95%. A falta de acesso a atendimento médico em caso de doença preocupa 72% dos entrevistados, mas somente 28% afirmam ter tomado alguma medida para se preparar para essa situação. A morte de um familiar é temida por 70%, enquanto apenas 22% adotaram alguma ação preventiva. Já 63% têm receio de enfrentar uma doença grave, mas 34% dizem estar preparados de alguma forma.
Os números forma mai aprofundados no tom do primeiro painel do Fórum, que reuniu Ângela Assis, vice-presidente da Fenaprevi e CEO da Brasilprev; Ricardo Iglesias Teixeira, diretor estatutário da Federação e CEO da Centauro Vida e Previdência; e Carlos Eduardo Gondim, diretor estatutário da Fenaprevi e diretor-executivo de Soluções de Acúmulo da Porto Seguro.
Para Gondim, os resultados mostram que o problema não está necessariamente na percepção dos riscos, mas na dificuldade de associá-los às soluções disponíveis no mercado. “O brasileiro tem conhecimento do risco, mas ele não consegue conectar isso com uma solução”, afirmou. Essa distância, segundo o executivo, passa por três pontos: educação securitária e previdenciária, desenvolvimento de produtos mais simples e adequados às necessidades do consumidor e a forma como essas soluções chegam à população.
A própria pesquisa evidencia essa barreira de conhecimento. Apenas 41% dos entrevistados possuem atualmente algum seguro ou plano de previdência privada. O seguro funeral apresenta a maior penetração, com 30%, seguido pelo seguro de vida, com 18%. Seguro de invalidez aparece com 10%, previdência privada com 9%, doenças graves com 7% e prestamista com 6%.
Outro dado ajuda a dimensionar o problema de comunicação: somente 12% dos brasileiros sabem identificar corretamente o significado de “prêmio” no Mercado de Seguros. Os demais 88% confundem o termo técnico com outros significados.
“Como é que a gente começa a deixar de falar ‘segurês’ e fala mais português para poder se conectar melhor com as pessoas?”, questionou Gondim. Para ele, a abordagem também precisa deixar de partir exclusivamente das características dos produtos e se aproximar das necessidades concretas do consumidor.
A distância entre expectativa e planejamento também aparece quando o assunto é aposentadoria. Entre os brasileiros que ainda estão no mercado de trabalho, 59% gostariam de se aposentar até os 60 anos, mas somente 28% acreditam que efetivamente conseguirão deixar de trabalhar até essa idade. Outros 32% estimam que conseguirão se aposentar somente a partir dos 61 anos, enquanto 11% acreditam que nunca conseguirão parar de trabalhar.
Ao mesmo tempo, o INSS permanece como uma das principais referências para o futuro financeiro. Entre os não aposentados que pretendem contar com o benefício público, 65% não sabem quanto deverão receber. Dos 35% que afirmam conhecer o valor esperado, 53% projetam uma renda de, no máximo, um salário mínimo. Entre quem já se aposentou, 92% apontam o INSS como fonte de sustento, enquanto apenas 6% mencionam recursos provenientes de previdência privada. “Quanto mais cedo eu trouxer essa discussão, mais fácil vai ser, mais acessível vai ser”, afirmou o executivo da Porto.
Outro ponto destacado no painel foi a transformação do mercado de trabalho. Com o avanço de trabalhadores autônomos, MEIs e profissionais que dependem diretamente da própria capacidade de produzir renda, o modelo tradicional de proteção vinculado ao emprego formal perde alcance.
A pesquisa qualitativa reforça esse diagnóstico ao mostrar que perda de renda e desemprego estão entre os principais fatores de vulnerabilidade, especialmente entre autônomos, MEIs e profissionais que dependem exclusivamente do próprio trabalho para sustentar a família.
Para Ângela Assis, esse movimento pode ampliar o gap de proteção, mas também cria um novo público para o Mercado de Seguros. “Ele depende exclusivamente da capacidade de trabalho dele para sua renda. Então, como a gente transforma essa oportunidade de mostrar para essas pessoas que, de fato, elas necessitam ter um apoio?”, questionou.
Na avaliação da executiva, o setor precisa desenvolver uma comunicação mais objetiva e soluções capazes de mostrar benefícios ainda durante a vida do segurado, como coberturas para perda temporária de renda. A distribuição também precisaria acompanhar as novas relações profissionais, inclusive por meio de parcerias com plataformas digitais que concentram trabalhadores autônomos. “Como é que a gente traz para essa dinâmica muito simples de trabalho uma linguagem simples também de produto?”, disse.
Ângela defendeu ainda maior integração entre diferentes coberturas. Em vez de tratar separadamente saúde, vida e formação de renda para aposentadoria, a executiva apontou espaço para produtos híbridos capazes de reunir diferentes necessidades de proteção.
A percepção encontra respaldo na pesquisa: quando apresentados a um produto multifuncional que combinasse aposentadoria, indenização por doenças graves, internações e despesas de planos de saúde, 80% dos entrevistados disseram que o contratariam.
Ângela, entretanto, apontou que ampliar a proteção previdenciária no país não dependerá apenas do consumidor. A executiva defendeu uma participação maior das empresas na formação de poupança de longo prazo dos trabalhadores, citando modelos adotados em países como Estados Unidos, Canadá, Austrália e Reino Unido. “Eu tenho convicção absoluta de que nós não vamos democratizar a previdência no Brasil se a gente não ampliar os incentivos das empresas”, afirmou.
A pesquisa mostra que os benefícios de proteção também pesam na relação profissional. Entre trabalhadores de empresas que oferecem benefícios, 82% atribuem notas 9 ou 10 à importância do plano ou seguro saúde para aceitar uma vaga ou permanecer no emprego. Seguro de acidentes pessoais alcança 77%, seguro de invalidez ou incapacidade, 76%, enquanto seguro de vida em grupo e previdência privada aparecem na faixa de 62% a 65%.
O levantamento também colocou as apostas no debate sobre educação financeira. Cerca de 21% dos entrevistados afirmam participar de loterias, jogos de azar ou apostas on-line. Entre aqueles que não possuem seguro de vida e gastam com jogos ou apostas, 23% consideram esse gasto mais importante do que contratar a proteção — percentual superior aos 18% registrados em 2024.
A comparação evidencia uma disputa não apenas pelo orçamento, mas pela recompensa percebida pelo consumidor. Enquanto as apostas oferecem a expectativa de ganho imediato, seguros e previdência ainda são frequentemente associados a benefícios distantes.
“O grande desafio da indústria, na minha opinião, é como você mostra que pode ter um benefício imediato também”, afirmou Ângela. Para a executiva, coberturas para doenças graves, perda de renda e outras situações enfrentadas ainda em vida podem ajudar a mudar essa percepção.
Ricardo Iglesias Teixeira também defendeu uma mudança na forma como o setor apresenta o seguro à sociedade. Para ele, a expansão depende de acelerar uma transformação que já está em curso no portfólio das seguradoras. “Nós precisamos correr um pouco mais rápido atrás desse prejuízo”, alertou. Segundo Iglesias, o mercado precisa “matar o seguro de morte e criar o seguro de vida”, ampliando produtos que ofereçam coberturas utilizadas pelo segurado durante a própria vida.
Iglesias também apontou o corretor como peça importante desse processo. Segundo ele, o crescimento do modelo independente e multisseguradora permite estruturar combinações de coberturas de diferentes companhias de acordo com a necessidade de cada cliente, ampliando a possibilidade de levar a proteção para além dos públicos de maior renda.
Apesar da baixa penetração atual, a pesquisa aponta potencial para expansão. A parcela dos brasileiros que pretende contratar ou renovar pelo menos um seguro ou plano de previdência privada no próximo ano chegou a 64%, ante 54% em 2024. O seguro funeral lidera as intenções, com 47%, seguido pelo seguro de vida, com 43%; invalidez, com 37%; doenças graves, com 36%; previdência privada, com 33%; e prestamista, com 30%.
Os dados colocam diante do setor uma equação que atravessou o primeiro painel do Fórum: o brasileiro reconhece cada vez mais os riscos financeiros aos quais está exposto e demonstra interesse em se proteger, mas conhecimento, linguagem, acesso, distribuição e capacidade de transformar preocupação em planejamento ainda limitam a contratação efetiva. Como resumiu Gondim durante o debate, o desafio passa por aproximar essas duas pontas: “As pessoas não têm o desejo daquilo que talvez não conheçam”.
Nicholas Godoy, de São Paulo.
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]]>The post FM Seguros prepara estreia como seguradora no Brasil direcionada aos grandes riscos appeared first on Revista Apólice.
]]>“O Brasil é um território importante para a companhia há bastante tempo”, afirma Daniel Mazzi, vice-presidente da FM. Segundo o executivo, entre os mercados relevantes nos quais a FM ainda não possuía licença própria para operar como seguradora, o Brasil ocupava posição de destaque, atrás apenas da China. A licença permitirá à companhia ganhar autonomia na operação e aprofundar o relacionamento com corretores e segurados, sem abandonar as parcerias construídas ao longo dos anos.
A estratégia inicial já está definida, uma vez que a empresa não irá atuar no varejo. O alvo são grandes empresas e operações complexas. “Nosso foco é property de grandes riscos, clientes multinacionais, bem específicos”, explica Mazzi.
A companhia observa diferentes setores da economia, mas mantém a especialização que caracteriza sua operação internacional. Em um segundo momento, poderá avaliar a ampliação da atuação para empresas de menor porte dentro do universo corporativo. Nos Estados Unidos, segundo Mazzi, a FM vem desenvolvendo soluções destinadas ao middle e upper middle market. Ele avalia que esse segmento também pode oferecer oportunidades no Brasil, mas deixa claro que não faz parte da primeira etapa da operação.
Mais do que a emissão de uma apólice, a estratégia está baseada em um modelo no qual engenharia e prevenção de perdas fazem parte da relação com o segurado. Não por acaso, Mazzi iniciou sua trajetória na própria FM justamente na área. Engenheiro químico, passou os primeiros seis anos na área antes de migrar para subscrição e, posteriormente, para posições de gestão.
Mesmo com a constituição da seguradora, a engenharia deverá continuar como a maior equipe da operação. É a partir desse trabalho técnico que a companhia busca conhecer os processos dos clientes, identificar vulnerabilidades e orientar medidas para reduzir a exposição aos riscos. O objetivo é evitar que o seguro seja visto apenas como mecanismo de indenização depois que o prejuízo já aconteceu. “Você ajuda o cliente no que mais importa para ele, que é manter a operação de forma contínua”, enfatiza Mazzi.
Um grande sinistro pode produzir efeitos que ultrapassam os danos materiais cobertos pela apólice. Uma fábrica parada, por exemplo, pode perder mercado para concorrentes durante o período necessário para reconstrução ou retomada da produção. Há ainda possíveis impactos sobre reputação, clientes e cadeia de fornecimento. É nesse espaço que a companhia pretende reforçar sua proposta de valor. “Nosso trabalho é justamente tentar ser um aliado estratégico nessa gestão de risco e apoiar a empresa para difundir uma cultura de prevenção dentro da organização”, pondera.
Para grandes grupos com operações internacionais, esse trabalho também precisa ultrapassar fronteiras. A estrutura global permite acompanhar instalações de um mesmo cliente em diferentes países, com equipes locais realizando visitas e apoiando a implementação de práticas de prevenção. A relação, por isso, tende a ser construída no longo prazo.
A tecnologia ganhou espaço nesse processo, especialmente na análise de eventos climáticos. A FM utiliza mapas de inundação e outras ferramentas de modelagem, algumas desenvolvidas internamente e outras provenientes de fontes externas, para realizar análises preliminares de forma remota. Isso permite que engenheiros e subscritores cheguem a uma avaliação com mais informações sobre a exposição de determinada instalação. A visita presencial, entretanto, continua fazendo parte do processo.
“Nenhuma tecnologia substitui ainda uma avaliação em campo. Ela é complementar”, ressalta o executivo. Para ele, uma análise local permite identificar características que os modelos não necessariamente conseguem capturar, como diferenças de elevação do terreno, acessos a edifícios e possíveis caminhos da água em uma inundação. A tecnologia ajuda a fazer uma primeira leitura e, principalmente, a direcionar a atenção dos especialistas para os pontos que exigem uma investigação mais detalhada.
O avanço das ferramentas também permite olhar além do risco atual. A companhia cruza informações de seus clientes com projeções do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC) para avaliar como determinadas localidades podem estar expostas em horizontes como 2030 e 2050. “Você tem o mapa que mostra o risco atual, mas qual vai ser o seu risco futuro, em 2030 ou 2050?”, questiona Mazzi. A partir desses dados, a companhia busca mostrar aos clientes o que pode acontecer com instalações que já ocupam e apoiar decisões sobre novas operações.
Esse tipo de informação começa a entrar inclusive nas decisões de expansão. Mazzi cita o caso de um cliente que estudava instalar uma operação em outro país e buscou informações sobre os riscos da região antes de definir cidade e terreno. A lógica é simples: prevenir durante o planejamento tende a ser menos complexo e menos caro do que adaptar uma instalação depois de pronta.
O mesmo raciocínio vale para instalações existentes. Em áreas sujeitas a ventos fortes, por exemplo, a avaliação pode envolver desde a condição dos telhados até a capacidade da estrutura de suportar determinadas cargas. Dependendo do diagnóstico, a solução pode exigir uma intervenção relativamente simples ou uma mudança estrutural de custo elevado.
Kelly Lubiato
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]]>The post CNP Assurances lidera ranking global de ESG appeared first on Revista Apólice.
]]>O levantamento avalia a exposição das empresas a riscos ambientais, sociais e de governança e a capacidade de administrá-los. Dessa forma, a classificação não representa uma avaliação genérica de sustentabilidade, mas o nível de risco ESG considerado não gerenciado pela companhia.
A evolução ocorreu em cerca de 18 meses. Em fevereiro de 2025, a CNP Assurances aparecia na sétima posição mundial e liderava entre as seguradoras francesas. Desde então, ganhou seis colocações até chegar ao primeiro lugar global.
Segundo a CNP Assurances, a melhora está relacionada, entre outros fatores, ao fortalecimento das práticas de cibersegurança e proteção de dados, ao desenvolvimento de produtos e práticas comerciais voltados aos interesses dos clientes e ao avanço dos mecanismos de ética e compliance.
O resultado integra a estratégia global Lead for Impact, lançada pelo grupo para aproximar objetivos comerciais, transformação operacional e compromissos ambientais e sociais.
A classificação ocorre no ano em que a CNP Assurances completa 25 anos de atuação no Brasil. O grupo chegou ao país em 2001 e atualmente considera a operação brasileira um dos principais mercados de sua estratégia internacional.
No país, a companhia atua por meio de diferentes operações e parcerias em seguros, previdência, Capitalização, consórcios e outros negócios de proteção financeira. “Esse reconhecimento reforça uma convicção que orienta nossa atuação também no Brasil: sustentabilidade é parte da nossa estratégia de longo prazo. Ao longo desses 25 anos, buscamos transformar esse compromisso em ações concretas, seja por meio de nossos negócios e investimentos, seja em projetos ambientais e sociais”, afirma Maximiliano Villanueva, CEO da CNP Assurances para a América Latina.
Em nível global, o grupo encerrou 2025 com € 33 bilhões em investimentos verdes. A pegada de carbono de sua carteira de investimentos caiu 65% entre 2019 e 2025, para 37 kg de CO₂ equivalente por € 1 mil investidos, segundo informações divulgadas pela companhia.
Além da Sustainalytics, a CNP Assurances possui classificação AAA da MSCI e nota 73 de 100 no S&P Global Corporate Sustainability Assessment.
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]]>The post Pluvon amplia agenda de eventos no mercado segurador appeared first on Revista Apólice.
]]>Fundada em 2016 por Juliana Gregorini Montez, a consultoria atua em projetos ligados a inteligência de mercado, prospecção, desenvolvimento de negócios e organização de encontros corporativos.
Um dos principais projetos é o Insurtech Brasil. A nona edição, realizada em maio no Expo Center Norte, em São Paulo, reuniu mais de 1,5 mil participantes para discutir temas como inteligência artificial, distribuição digital, modernização tecnológica, regulação e novos modelos de negócios.
A programação contou com representantes da Susep e executivos de seguradoras, empresas de tecnologia, fintechs e plataformas digitais. A agenda oficial teve discussões sobre agentes de IA, Seguro como Serviço, MGAs, Vida e Previdência, subscrição e sinistros. “Um evento consistente começa muito antes da abertura das portas. É preciso pesquisar o mercado, ouvir as empresas, compreender suas demandas e construir uma programação que faça sentido para aquele público”, afirma Juliana.
Em setembro, a companhia também participou da organização do InsureMO Create & Connect, realizado em São Paulo. O evento reuniu mais de 100 profissionais ligados aos mercados de seguros, canais de distribuição e tecnologia, segundo informações divulgadas pela InsureMO. A edição brasileira foi a quarta realização anual do encontro na América Latina.
A programação abordou inteligência artificial, governança, integração de dados, modernização de sistemas legados, Seguro Agro e tecnologia aplicada ao compliance, além de reservar períodos para reuniões e relacionamento entre os participantes. “O InsureMO Create & Connect foi pensado para aproximar empresas que enfrentam desafios semelhantes e podem construir soluções em conjunto”, destaca Juliana.
A próxima agenda será internacional, onde a Pluvon pretendo deve levar a delegação brasileira para o ITC Vegas 2026, que será realizado entre 29 de setembro e 1º de outubro, no Mandalay Bay, em Las Vegas. Considerado pelo próprio organizador o maior encontro mundial dedicado à inovação em seguros, o evento prevê reunir mais de 9 mil participantes e mais de 500 palestrantes.
A delegação brasileira terá uma programação própria e contará com o Brazil Hub, espaço destinado a encontros entre executivos brasileiros, empresas e participantes internacionais. A página da delegação prevê mais de 250 executivos brasileiros nesta edição.
Para Juliana, a iniciativa busca facilitar a participação das empresas brasileiras em um evento de grandes dimensões e ampliar as oportunidades de relacionamento fora do país. “A internacionalização dos relacionamentos é cada vez mais importante para o mercado brasileiro. O Brazil Hub cria uma referência para os nossos executivos dentro de um evento de grandes dimensões”, comenta.
Além dos eventos próprios e das iniciativas voltadas ao setor de seguros, a Pluvon desenvolve encontros corporativos sob demanda para empresas interessadas em reunir clientes, parceiros ou outros públicos estratégicos. Segundo a companhia, os projetos podem incluir pesquisa de mercado, definição de conteúdo, seleção de participantes e palestrantes e planejamento de ações de relacionamento.
Para 2027, a empresa pretende levar esse modelo também para a área da Saúde, com eventos destinados a conectar empresas, executivos, especialistas e fornecedores do setor. “A Pluvon não trabalha com um formato pronto que apenas se repete. Cada evento nasce de uma necessidade e de um estudo sobre o setor, o público e os resultados esperados”, afirma Juliana.
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]]>The post Atendimentos na Redion crescem 53% appeared first on Revista Apólice.
]]>Os resultados representam avanço em relação aos indicadores divulgados anteriormente pela empresa. Em julho, a Redion informava NPS de 74 pontos em Auto e 81 pontos em Residencial. O Net Promoter Score (NPS) mede a disposição dos clientes em recomendar uma empresa, produto ou serviço e varia de -100 a 100 pontos.
Para Carlos Bonato, diretor executivo de Operações da Redion, a evolução está relacionada ao acompanhamento dos feedbacks e à revisão contínua da jornada de atendimento. “Experiência do cliente é um processo contínuo. Precisamos ouvir, entender os pontos de atenção e transformar os feedbacks em melhorias concretas. A evolução dos indicadores mostra que estamos avançando, mas também nos ajuda a identificar onde ainda podemos melhorar”, afirma.
Entre as iniciativas utilizadas pela companhia estão monitorias de atendimento, treinamentos e o chamado Close the Loop, processo no qual os comentários e avaliações dos clientes são analisados para identificar problemas e implementar ajustes na operação.
A Redion também passou a utilizar realidade virtual na capacitação dos profissionais. Os conteúdos simulam situações próximas das enfrentadas pelas equipes durante os atendimentos. “A tecnologia amplia as possibilidades de treinamento, mas o objetivo é preparar as pessoas para oferecer um atendimento mais empático, claro e eficiente”, afirma Bonato.
O movimento acontece em paralelo à transformação digital da companhia. Em entrevista publicada pela Revista Apólice neste ano, a Redion informou que vinha integrando dados de diferentes plataformas para consolidar informações como histórico de acionamentos, preferências e dados cadastrais dos clientes.
A empresa também implantou uma Sala de Controle voltada ao acompanhamento de casos mais complexos, como acidentes graves, repatriações médicas e eventos climáticos com impacto simultâneo sobre diferentes clientes.
Outra frente está no reconhecimento e compartilhamento de experiências internas. Neste ano, a Redion lançou a segunda edição do livro Luzes, Câmera e CARE, que reúne casos protagonizados por profissionais da companhia durante atendimentos a clientes. A iniciativa é utilizada como ferramenta de reconhecimento e treinamento das equipes.
A companhia associa essas ações à estratégia adotada após a mudança da marca Europ Assistance para Redion, que busca combinar digitalização dos processos com atendimento humano.
No Reclame Aqui, a empresa aparece atualmente com reputação classificada como “Boa”, nota 7,2 nos últimos seis meses e índice de solução de 75,6%. Os dados da plataforma referem-se ao período entre março e agosto de 2026 e são independentes dos indicadores internos de NPS divulgados pela Redion.
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]]>The post Generali avança para 16ª posição entre maiores seguradoras appeared first on Revista Apólice.
]]>A maior parte da produção veio da carteira de seguros massificados. Segundo o relatório de sustentabilidade da companhia, esse canal respondeu por aproximadamente R$ 1,8 bilhão, ou 83% dos prêmios emitidos no ano.
A Generali também encerrou 2025 com patrimônio líquido de R$ 694,3 milhões e lucro líquido de R$ 137,8 milhões. O lucro avançou 31,4% na comparação com os R$ 104,9 milhões registrados em 2024. O resultado operacional alcançou R$ 189,5 milhões em 2025, mais que o dobro dos R$ 92,8 milhões registrados um ano antes. Os ativos sob gestão somaram R$ 1,2 bilhão.
A companhia mantém uma estratégia de distribuição concentrada principalmente no modelo B2B2C, com produtos comercializados por meio de instituições financeiras, varejistas e outros parceiros. “O canal de massificados tem crescido de forma contínua, garantindo que nossas soluções alcancem um público cada vez maior e diversificado. Nossos produtos oferecem ampla capilaridade e presença de mercado”, afirma Eric Lundgren, CEO da Generali Brasil.
A seguradora também vem ampliando o uso de inteligência artificial, automação e análise de dados em diferentes processos da operação.
Em 2025, a Generali informou ter investido R$ 73 milhões em tecnologia. Além dos seguros massificados, a operação brasileira mantém atuação em Vida em Grupo e Grandes Riscos Corporativos. “Uma companhia pode ter uma história muito longa e, ainda assim, funcionar com uma mentalidade de startup. Isso significa ter velocidade para testar, aprender com o que não funciona e seguir em frente. Ao mesmo tempo, o objetivo final continua sendo entregar uma proteção que faça sentido para a sociedade e que funcione quando ela mais precisar”, conclui Lundgren..
O Valor 1000 é elaborado pelo Valor Econômico em parceria com a Serasa Experian e a Escola de Administração de Empresas de São Paulo da Fundação Getulio Vargas (FGV-EAESP). Na edição anterior, baseada nos resultados de 2024, a Generali ocupava a 19ª posição entre as seguradoras, com R$ 1,6 bilhão em prêmios emitidos.
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]]>The post Fraude em seguros avança em volume e sofisticação appeared first on Revista Apólice.
]]>A conclusão faz parte do relatório The State of Insurance Fraud 2026, divulgado pela FRISS, empresa especializada em tecnologia para detecção de fraude e avaliação de riscos no mercado segurador. Conforme apresenta o estudo, 58% dos profissionais consultados afirmam ter percebido aumento no volume ou na complexidade das fraudes. A FRISS relaciona o movimento principalmente à combinação entre pressão econômica, avanço tecnológico e atuação de grupos organizados.
Entre os fatores apontados como capazes de impulsionar a fraude nos próximos dois anos, pressões econômicas aparecem em primeiro lugar, citadas por 67% dos respondentes. Avanços nas tecnologias utilizadas pelos fraudadores foram mencionados por 60%, enquanto redes organizadas aparecem com 58%.
Apesar do avanço de esquemas mais sofisticados, as irregularidades de baixa complexidade continuam sendo as mais frequentes. A fraude oportunista, caracterizada pelo exagero ou aumento de um sinistro legítimo, foi apontada por 44% dos respondentes como o tipo mais observado. Alegações falsas de lesões aparecem em seguida, com 29%, enquanto esquemas ligados ao crime organizado representam 13%.
Para a FRISS, essa configuração exige abordagens diferentes. Fraudes de alto volume demandam automação e capacidade de triagem em escala, enquanto operações organizadas requerem análise mais aprofundada, compartilhamento de informações e ferramentas capazes de identificar padrões ainda desconhecidos.
O Seguro Auto aparece como a principal preocupação: 71% dos participantes identificaram o segmento como sua maior exposição a fraudes. O percentual não significa que 71% de todos os casos ocorram no ramo, mas indica a concentração da preocupação dos profissionais pesquisados.
Segundo o estudo, a combinação entre grande quantidade de sinistros, necessidade de processamento rápido e dependência de documentos, imagens e avaliações de terceiros ajuda a explicar a exposição do segmento.
A inteligência artificial aparece dos dois lados da disputa. Embora o setor já utilize a tecnologia para análise de padrões e detecção de irregularidades, a adoção ainda é limitada. Apenas 9% das seguradoras pesquisadas afirmam ter sistemas de IA ou machine learning totalmente implementados para combater fraude.
Outros 36% estão em fase piloto ou de implementação parcial e 36% planejam adotar a tecnologia. Já 19% disseram não possuir planos atuais de implementação.
Entre as empresas que já utilizam IA, mesmo em projetos-piloto, 70% apontam maior velocidade na detecção de fraudes como um dos benefícios. Outros 45% citam melhora na qualidade da carteira e 35%, redução de falsos positivos.
Do lado dos fraudadores, os principais riscos associados à inteligência artificial estão na criação de documentos e identidades sintéticas, citada por 76% dos participantes, e na produção de evidências por meio de deepfakes, mencionada por 71%.
“Da mesma forma que o mercado está se protegendo com o uso de IA, os fraudadores têm utilizado esta tecnologia a seu favor, porém num ritmo de adoção muito mais alto”, afirma Dino Draghi, Client Success Manager Latin America da FRISS.
Segundo o executivo, a companhia vem observando aumento no uso de documentos falsificados e conteúdos produzidos por IA para sustentar alegações de sinistros.
O estudo também chama atenção para a chamada IA agêntica, capaz de executar ações e processos com maior grau de autonomia. Para 78% dos profissionais consultados, esse tipo de tecnologia deve influenciar a fraude em seguros nos próximos dois anos. Em contraste, apenas 2% afirmam estar muito bem preparados para enfrentar esse cenário.
Na avaliação da FRISS, sistemas agênticos podem ampliar a escala dos ataques ao automatizar tentativas de fraude, testar vulnerabilidades em diferentes seguradoras e coordenar operações com menor intervenção humana.
A preocupação ocorre enquanto boa parte do setor ainda utiliza ferramentas mais tradicionais. Regras automáticas e bases externas de consulta aparecem em 60% das respostas cada, enquanto modelos de IA e machine learning são utilizados por 20%.
A sofisticação das fraudes também amplia a discussão sobre colaboração entre seguradoras. O compartilhamento de dados e alertas foi apontado por 76% dos participantes como a principal forma de cooperação para combater o problema. Forças-tarefa conjuntas entre companhias aparecem com 56%, enquanto parcerias entre seguradoras, reguladores e autoridades policiais foram citadas por 51%.
Para a FRISS, a lógica é que grupos organizados não atuam necessariamente dentro dos limites de uma única empresa. Um mesmo fraudador pode testar processos em diferentes seguradoras, fazendo com que informações isoladas tenham menor capacidade de identificar padrões.
O relatório aponta, porém, obstáculos para uma resposta conjunta. Restrições orçamentárias e de recursos aparecem como principal barreira, com 27%, seguidas pela dificuldade de acompanhar a evolução das técnicas de fraude, com 24%. Qualidade dos dados internos e estruturas organizacionais fragmentadas aparecem com 16% cada.
Nesse cenário, a avaliação da FRISS é que o combate à fraude deverá combinar automação para lidar com grandes volumes de ocorrências, tecnologias mais avançadas para identificar esquemas sofisticados e maior troca de informações entre participantes do mercado.
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]]>A autorização representa uma nova etapa na trajetória da Novo Seguros e amplia as possibilidades de atuação da companhia. Para Arthur Pessanha, CEO da Novo Seguros, a autorização simboliza o quanto a companhia evoluiu desde o início da operação, mas seu principal significado está nas possibilidades que começam a se abrir. “O Sandbox foi fundamental para construirmos a Novo que temos hoje. Foi um período de muito aprendizado, em que pudemos desenvolver nossa operação, evoluir nossos processos e conhecer ainda mais o mercado. Essa autorização mostra o quanto avançamos e nos deixa preparados para aquilo que queremos.
O caminho até aqui foi também um período de construção. Durante sua participação no Sandbox, a Novo colocou seu modelo de negócio em prática, desenvolveu produtos, aprimorou sistemas, processos e acumulou experiência na relação com quem vive o seguro todos os dias: corretores, assessorias, clientes e parceiros.
Para a companhia, ampliar o portfólio é apenas uma parte dessa evolução. “O que essas novas possibilidades podem representar para quem está na ponta é o que dá dimensão comercial ao próximo ciclo”, antecipa Pessanha.
Para o corretor de seguros, a perspectiva é contar com mais alternativas para conquistar novos clientes e, ao mesmo tempo, ampliar as possibilidades de negócios dentro da própria carteira, oferecendo soluções mais adequadas às diferentes demandas dos segurados. Para os clientes, significa uma seguradora com maior capacidade de evoluir seus produtos e construir soluções mais aderentes às suas necessidades”, afirma.
Com o aval da Susep, a companhia entra agora na fase de efetivação da operação societária. A conversão permitirá à Novo Seguros avançar em uma nova etapa de sua estratégia no mercado brasileiro.
A Novo começou suas operações comerciais em março de 2024, inicialmente com o seguro automóvel. A proposta é permitir que o cliente monte as coberturas de acordo com suas necessidades. Com o avanço para S4, a Novo poderá aumentar os valores de cobertura dos produtos atuais e desenvolver novos produtos, expandindo gradualmente seu portfólio e sua capacidade de atender diferentes necessidades do mercado.
“Queremos que o crescimento da Novo também gere oportunidades para o corretor. Ampliar nossas possibilidades de produtos e coberturas significa dar a esse profissional mais alternativas para atender seus clientes e encontrar novos caminhos de negócio conosco”, destaca Pessanha.
Durante sua jornada, a seguradora desenvolveu produtos de seguro automóvel, seguro franquia e residência. “Temos muito orgulho do caminho que construímos, mas o que mais nos entusiasma neste momento é olhar para tudo o que ainda podemos fazer. Essa autorização abre novas possibilidades para a Novo e aumenta também a nossa responsabilidade. Estamos preparados para continuar crescendo, inovando e construindo essa história junto com o mercado”, conclui Arthur Pessanha.
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