Revista Apólice
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A revista do mercado de SegurosTue, 03 Nov 2026 15:06:00 +0000pt-BR
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3232Bradesco Seguros estreia anúncio interativo na Netflix
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Tue, 03 Nov 2026 15:05:59 +0000https://revistaapolice.com.br/?p=143812Campanha de seguro residencial permite acessar a página do produto por botão ou QR Code; companhia afirma ser a primeira seguradora a testar o formato no Brasil
]]>Primeira empresa do mercado segurador brasileiro a testar o novo formato de anúncios interativos de publicidade da Netflix, o Grupo Bradesco Seguros estreia uma campanha de seguro residencial no serviço de streaming. A iniciativa apresenta um filme de 15 segundos que permite ao público do plano com anúncios da Netflix acessar diretamente a loja digital da marca a partir do anúncio, proporcionando uma experiência mais dinâmica e integrada à jornada do consumidor.
A campanha mantém o conceito “Vai que…”, retomado pelo Grupo Bradesco Seguros em parceria com a AlmapBBDO, que utiliza situações inesperadas do cotidiano e uma abordagem bem-humorada para reforçar a importância da proteção. No filme, a pergunta “Maratonando a sua série preferida?” é seguida pela possibilidade de um curto-circuito interromper a programação, associando uma situação do dia a dia à importância da proteção residencial.
“Nossa estratégia de comunicação parte do entendimento de que cada canal precisa cumprir um papel relevante na relação com o consumidor. Por isso, buscamos experimentar formatos que ampliem a conexão entre mídia, conteúdo e nossos ambientes digitais. Queremos, também, aproximar o seguro da realidade das pessoas, mostrando de forma simples e acessível como a proteção se relaciona com situações do cotidiano. Esse movimento nos permite evoluir a forma como construímos presença e relevância para a marca ao longo da jornada”, afirma Alexandre Nogueira, Diretor de Marketing do Grupo Bradesco Seguros.
A forma de interação com o anúncio varia de acordo com o dispositivo. Em smartphones e computadores, um botão clicável direciona o espectador à página do produto. Nas Smart TVs, ao selecionar o botão exibido na tela da Netflix o link é enviado ao smartphone associado à conta. Quando não há um celular vinculado, um QR Code permite acessar a página de destino.
Apresentado durante o Cannes Lions 2026, em junho, o formato de anúncio interativo chegou ao Brasil como parte dos testes da Netflix com publicidade interativa na América Latina. A novidade amplia os recursos disponíveis aos anunciantes no streaming ao conectar as peças exibidas na Netflix a outros ambientes digitais das marcas.
]]>Unifisa anuncia novo head para ampliar atuação em seguros
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Tue, 03 Nov 2026 12:17:26 +0000https://revistaapolice.com.br/?p=143809Executivo assume operação que projeta crescimento de 30% em 2026 e pretende ampliar participação dos seguros de vida, patrimoniais e empresariais
]]>A Unifisa Seguros projeta encerrar 2026 com crescimento de 30% na carteira, após registrar avanço estimado de 25% até setembro. Para liderar a próxima etapa do negócio, voltada à diversificação do portfólio e à expansão comercial, a companhia anuncia Eduardo Lucchesi Reis como novo head de Seguros. O executivo terá a missão de ampliar a atuação da empresa em diferentes segmentos do mercado segurador.
Entre as prioridades da nova gestão estão a ampliação dos canais de relacionamento e a diversificação da carteira de seguros. Atualmente, o segmento automotivo representa cerca de 85% dos clientes da operação. A estratégia prevê reduzir gradualmente essa concentração para até 65% nos próximos anos, por meio da expansão dos seguros de vida, patrimoniais e empresariais.
“Nosso objetivo é compreender as necessidades de cada cliente e oferecer soluções de proteção que façam sentido para sua realidade. Queremos fortalecer esse relacionamento e ampliar nossa capacidade de atendimento, sem perder a proximidade e o cuidado que o mercado de seguros exige”, afirma Lucchesi.
A expansão também passa por uma atuação comercial integrada, com aproveitamento das oportunidades de relacionamento com a base de clientes da Unifisa, capacitação das equipes e aprimoramento dos processos de atendimento. Para 2027, a Unifisa Seguros projeta crescimento de 35% na carteira, apoiado na ampliação dos negócios e na diversificação do portfólio.
Com trajetória profissional de mais de 15 anos nas áreas financeira, comercial e de seguros, Eduardo reúne experiência em gestão de negócios, relacionamento com clientes e desenvolvimento de soluções de proteção patrimonial. Iniciou sua carreira no Bradesco, passou pela multinacional W. L. Gore & Associates e pelo St. Marche, além do Santander, onde atuou como gerente de relacionamento e investimentos. Desde 2017, direcionou sua atuação ao mercado segurador, acumulando experiência em consultoria, gestão de carteiras e atendimento a clientes individuais e corporativos. Graduado em Administração de Empresas pela Fundação Getulio Vargas (FGV), também cursou Administração na Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP).
]]>Planejamento sucessório vai além da divisão de bens
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Tue, 03 Nov 2026 12:10:20 +0000https://revistaapolice.com.br/?p=143806O Dia de Finados convida à reflexão sobre a finitude da vida e a importância de cuidar de quem fica. Além do aspecto emocional, a perda de um familiar pode trazer desafios financeiros e burocráticos, especialmente quando não há um planejamento sucessório estruturado. Organizar o patrimônio, conhecer as possibilidades de proteção financeira e definir como […]
]]>O Dia de Finados convida à reflexão sobre a finitude da vida e a importância de cuidar de quem fica. Além do aspecto emocional, a perda de um familiar pode trazer desafios financeiros e burocráticos, especialmente quando não há um planejamento sucessório estruturado. Organizar o patrimônio, conhecer as possibilidades de proteção financeira e definir como os bens serão transmitidos são medidas que podem ajudar a reduzir conflitos e dificuldades para os familiares.
O planejamento para o pós-vida envolve decisões que vão além da elaboração de um testamento. A organização de documentos, a identificação de bens, a análise das regras de herança e a avaliação de instrumentos de proteção financeira fazem parte desse processo. Entre as alternativas que podem ser consideradas, de acordo com a realidade de cada família, estão o planejamento sucessório, a previdência privada e os seguros de vida, observadas as características e condições de cada modalidade.
“Planejar a sucessão é uma forma de cuidado não somente com você, mas com a família. Muitas pessoas adiam esse assunto por ser desconfortável falar sobre a própria ausência, mas antecipar decisões pode trazer mais clareza sobre o patrimônio, facilitar os procedimentos necessários e evitar que os familiares precisem resolver tudo em um momento de fragilidade emocional”, destaca Marcos Eduardo Ferreira, especialista em longevidade e seguros.
Um ponto importante é compreender que sucessão patrimonial e proteção financeira são questões relacionadas, mas distintas. Enquanto o planejamento sucessório trata da organização e da transmissão dos bens, o seguro de vida pode oferecer proteção financeira aos beneficiários, conforme as condições da apólice. Conhecer as coberturas, manter os dados atualizados e verificar quem são os beneficiários indicados são etapas importantes para que a proteção contratada às necessidades previstas.
Para Ferreira, a discussão também precisa considerar as mudanças demográficas e o aumento da longevidade. Com vidas mais longas, famílias que atravessam diferentes gerações e patrimônios construídos ao longo de décadas, o planejamento financeiro precisa considerar as necessidades de diferentes etapas da vida. A preparação antecipada permite avaliar possibilidades com mais tranquilidade e buscar orientação especializada para tomar decisões alinhadas com o objetivo de cada família.
“Precisamos tratar o planejamento para o pós-vida de maneira mais natural, como fazemos com outras decisões importantes ao longo da vida. Não se trata apenas de pensar na transmissão de bens, mas de deixar informações organizadas, garantir que as pessoas próximas saibam onde encontrar os documentos necessários e avaliar como protegê-las financeiramente. Quanto antes essa conversa começar, maior é a possibilidade de tomar decisões conscientes e alinhadas aos objetivos da família”, afirma o especialista.
Em um cenário no qual o planejamento sucessório ainda costuma ser adiado, ampliar o acesso à informação e buscar orientação especializada são passos importantes para lidar com o tema de forma mais consciente. A preparação não elimina todas as dificuldades, mas pode ajudar a tornar os procedimentos mais claros e reduzir a sobrecarga dos familiares em um momento delicado.
]]>Seguro D&O exige revisão de coberturas diante dos juros
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Tue, 03 Nov 2026 11:58:29 +0000https://revistaapolice.com.br/?p=143803Com queda de 58,5% nos sinistros até agosto, mercado segue competitivo, mas cenário econômico pode levar empresas a ampliar limites
]]>Encerrado o período eleitoral, a atenção das empresas se volta para o cenário econômico de 2027, marcado pela perspectiva de juros elevados por mais tempo, no Brasil e no exterior. Para Yves Lima, diretor de linhas financeiras da Howden Re Brasil, filial da corretora global especializada em seguros de alta complexidade, esse ambiente deve aumentar a pressão sobre diretores e conselheiros, especialmente nas empresas mais endividadas.
Na avaliação do executivo, juros altos por mais tempo encarecem dívidas e pressionam o balanço das empresas alavancadas. Empresas sob pressão financeira tendem a ver as decisões de seus gestores mais questionadas, e é nesse ponto que entra o seguro D&O, que protege o patrimônio pessoal de diretores e conselheiros responsabilizados por decisões tomadas no cargo. “O mercado não deve aumentar taxas agora. Mas a saúde financeira das empresas tende a piorar, porque os juros vão continuar altos por mais tempo, e os gestores ficam sob maior pressão em suas decisões”, afirma Yves.
Segundo ele, o preço do seguro D&O não deve subir no curto prazo, já que o mercado segue competitivo e sem grandes sinistros. De janeiro a agosto de 2026, os sinistros ocorridos no seguro D&O somaram R$ 79,9 milhões, ante R$ 192,5 milhões no mesmo período de 2025, segundo a Susep. O volume de prêmios emitidos caiu 7,2%, para R$ 569,9 milhões.
O ponto de atenção está no valor da cobertura. Muitas empresas definiram seus limites com base no dólar e viram o real mudar de patamar. Ao mesmo tempo, a inflação de serviços encarece honorários advocatícios e custos de defesa. Na prática, a mesma apólice passa a proteger menos. A tendência, segundo Yves, é que as empresas busquem limites maiores e, com isso, paguem mais pelo seguro mesmo sem aumento de taxa.
A recomendação do executivo é que conselhos e diretorias aproveitem a próxima renovação para revisar o limite contratado. “Se a situação da empresa ficar pior por mais tempo, faz sentido rever o limite. Quem pensou a exposição em dólar viu o real mudar de patamar muito rápido e precisa se perguntar se quer continuar com a mesma cobertura”, diz Yves.
]]>Acidentes com transporte de passageiros crescem 8,3%
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Tue, 03 Nov 2026 11:54:51 +0000https://revistaapolice.com.br/?p=143800Dados da PRF mostram alta de 139% nas mortes em acidentes com ônibus e vans. ESSOR destaca a importância da proteção securitária.
]]>O número de mortes em acidentes envolvendo ônibus, micro-ônibus e vans nas rodovias federais brasileiras mais que dobrou nos primeiros quatro meses de 2026. Segundo dados da Polícia Rodoviária Federal (PRF), os óbitos passaram de 31, entre janeiro e abril de 2025, para 74 no mesmo período deste ano, uma alta de aproximadamente 139%.
O levantamento também aponta crescimento na quantidade de ocorrências e de pessoas feridas. Os acidentes envolvendo esses veículos passaram de 637 para 690, avanço de 8,32%, enquanto o número de feridos aumentou de 696 para 1.128, crescimento de cerca de 62%.
Os indicadores chamam a atenção para os riscos associados ao transporte de passageiros e para as consequências que acidentes podem provocar tanto para as vítimas quanto para as empresas responsáveis pela operação.
Além dos danos físicos e materiais, as ocorrências podem resultar em obrigações de indenização e disputas judiciais, exigindo das transportadoras medidas de prevenção e avaliação das coberturas de seguro contratadas.
Para Wiliana Borba, responsável técnica pelo seguro RC Ônibus/APP da Essor Seguros, a contratação de proteção securitária deve considerar as características de cada operação. “Quando ocorre um acidente envolvendo um veículo que transporta pessoas, as consequências podem ser muito graves, tanto para as vítimas quanto para a empresa responsável pela operação. É fundamental que o transportador compreenda suas responsabilidades e avalie se as coberturas contratadas são compatíveis com os riscos da atividade”, afirma.
Entre as modalidades de seguro voltadas ao transporte de passageiros estão a Responsabilidade Civil Ônibus (RC Ônibus) e o seguro de Acidentes Pessoais de Passageiros (APP). Embora possam ser contratadas de forma complementar, as coberturas possuem finalidades distintas.
O RC Ônibus é destinado a amparar, conforme as condições da apólice, a responsabilidade civil do transportador por danos causados a passageiros e terceiros. As garantias podem contemplar danos corporais, materiais, morais e estéticos, de acordo com o produto contratado.
Já o APP prevê indenizações específicas em caso de acidentes, incluindo morte acidental e invalidez permanente, além da possibilidade de reembolso de despesas médicas, hospitalares e odontológicas.
Dependendo das condições contratuais, a proteção também pode ser estendida aos tripulantes dos veículos. Segundo a Essor, a combinação das modalidades permite estruturar uma proteção mais abrangente para empresas que atuam no transporte de passageiros. “A responsabilidade civil e acidentes pessoais, cumprem funções complementares. Enquanto as coberturas de RC Ônibus amparam as obrigações de indenizar nas situações previstas na apólice, o APP oferece garantias específicas para passageiros e tripulantes em caso de acidentes. Essa combinação contribui para uma proteção mais abrangente da operação”, explica Wiliana.
Apesar da importância das coberturas securitárias, a redução dos riscos depende também de medidas preventivas adotadas pelas empresas de transporte. Entre os cuidados estão a manutenção periódica dos veículos, a qualificação dos motoristas, o cumprimento das normas de trânsito e a orientação dos passageiros sobre a utilização do cinto de segurança.
Essas medidas buscam reduzir a probabilidade de acidentes e a gravidade das consequências quando uma ocorrência acontece. A avaliação das necessidades de seguro também deve considerar o tipo de transporte realizado, a quantidade de passageiros, os riscos envolvidos na operação e os limites de indenização previstos em contrato.
Para a especialista, a proteção financeira deve ser entendida como parte da gestão de riscos das transportadoras, e não como substituta das medidas de segurança. “Prevenção e proteção caminham juntas. O seguro não substitui a prevenção nem elimina a possibilidade de um acidente, mas pode oferecer suporte financeiro diante das responsabilidades e despesas cobertas. A contratação deve ser acompanhada de uma análise criteriosa dos riscos, dos limites de indenização e das necessidades específicas de cada operação”, finaliza a executiva.
]]>Novo Seguros cresce 347,92% e conquista 5ª posição em ranking empresarial no ES
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Fri, 30 Oct 2026 18:57:42 +0000https://revistaapolice.com.br/?p=143797Com destaque no Anuário IEL 2026, seguradora fortalece sua expansão nacional com foco em inovação, diversificação de produtos e parceria com corretores e assessorias
]]>EXCLUSIVO – A Novo Seguros conquistou a 5ª posição entre as 20 empresas que mais cresceram no Espírito Santo, segundo o Anuário IEL 200 Maiores e Melhores Empresas 2026. Com sede em Vitória (ES), a companhia registrou crescimento de 347,92% na receita operacional líquida (ROL) em 2025, na comparação com 2024, e passou a integrar a lista das 200 maiores empresas capixabas em faturamento, ocupando a 197ª colocação.
A seguradora foi a única empresa do setor entre as cinco primeiras colocadas no ranking de crescimento. O resultado representa um marco na trajetória da Novo, que iniciou suas operações comerciais em 2024 e vem ampliando sua presença no mercado nacional.
Inovação e soluções para diferentes perfis
Constituída em 2023, a Novo Seguros recebeu autorização da Superintendência de Seguros Privados (Susep) no âmbito da segunda edição do Sandbox Regulatório, iniciativa voltada ao desenvolvimento de modelos de negócios inovadores no setor.
Desde o início, a companhia aposta na combinação de tecnologia, inovação e atendimento humano para simplificar o acesso ao seguro e oferecer soluções alinhadas às necessidades dos consumidores.
Entre seus produtos está o Seguro Auto Mensal, que oferece flexibilidade de pagamento, sem consulta a SPC e Serasa e sem restrição de idade do veículo, além de diferentes opções de coberturas e assistência 24 horas em todo o território nacional.
Outro destaque é o Seguro Franquia, desenvolvido para reduzir o impacto financeiro da franquia em situações de sinistro coberto. O produto permite o reembolso do valor da franquia do seguro auto principal, conforme as condições contratadas, e pode ser utilizado inclusive por clientes que possuem apólice em outra seguradora.
A companhia também ampliou seu portfólio com o Auto Mensal TOP, modalidade que permite antecipar 12 mensalidades e obter descontos de até 10%, oferecendo mais uma alternativa de contratação aos consumidores.
Expansão construída com corretores e assessorias
O crescimento da Novo está diretamente ligado ao seu modelo de distribuição, realizado exclusivamente por meio de corretores de seguros. A parceria com assessorias permitiu ampliar a presença da companhia em diferentes regiões do Brasil e fortalecer o relacionamento com profissionais do setor.
“Estar entre as cinco empresas que mais cresceram no Espírito Santo, em tão pouco tempo de operação, demonstra o quanto avançamos. Esse resultado reflete a confiança dos corretores e assessorias que contribuíram para ampliar nossa presença no mercado. Seguimos focados em dar continuidade a esse crescimento, fortalecer nossas parcerias e consolidar a atuação da Novo em todo o Brasil”, afirma Arthur Pessanha, CEO da Novo Seguros.
Como parte de sua estratégia de expansão, a seguradora também avançou na estruturação de sua presença em São Paulo e, em junho de 2026, anunciou a chegada de Marcus Vinicius Martins à diretoria Comercial. Com mais de 30 anos de experiência no mercado segurador e passagens por empresas como Zurich e SulAmérica, o executivo assumiu a missão de fortalecer as parcerias comerciais e ampliar a atuação nacional da Novo.
Com foco em inovação, evolução de produtos e crescimento sustentável, a Novo Seguros segue investindo no aprimoramento de seus processos e no fortalecimento de sua estrutura comercial. A presença entre as empresas que mais cresceram no Espírito Santo reforça os avanços alcançados pela companhia e suas perspectivas de expansão no mercado brasileiro.
]]>Generali dará nome ao novo estádio de Milão
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Fri, 30 Oct 2026 18:31:56 +0000https://revistaapolice.com.br/?p=143794Empreendimento previsto para substituir o San Siro receberá o nome Generali Stadium; seguradora destaca vínculo com a cidade e o esporte
]]>A Generali amplia sua participação em iniciativas que valorizam o progresso das cidades e o esporte ao associar seu nome ao novo estádio de Milão, que passará a se chamar Generali Stadium. O empreendimento substituirá o tradicional Stadio Giuseppe Meazza, conhecido como San Siro, e representa um projeto de grande relevância para a região e no futuro do futebol italiano.
Para Andrea Sironi, presidente do Conselho de Administração da Generali, e Philippe Donnet, CEO do Grupo, apoiar a construção do estádio significa também demonstrar confiança no potencial de Milão e nas perspectivas do país. A iniciativa aproxima a companhia de dois times de projeção internacional, Milan e Inter de Milão, e reforça sua presença em um projeto que deverá deixar sua marca na cidade.
“Milão tem uma presença importante no cenário internacional, e o novo estádio contribuirá para fortalecer ainda mais essa posição. A Generali sempre levou o nome da Itália para diferentes partes do mundo. Por isso, fizemos questão de apoiar, desde o início, uma iniciativa que reúne dois clubes tão representativos do futebol italiano”, ressaltam os executivos.
“Acreditamos na força de Milão e no crescimento de toda a Itália. O Generali Stadium será mais do que uma referência para o esporte: queremos que ele se torne um espaço importante para a cidade e um legado para as próximas gerações”, completam.
Para os representantes da companhia, essa visão também está relacionada à maneira como a empresa entende o papel do esporte na sociedade. Ele promove saúde e bem-estar, aproxima pessoas, estimula a inclusão e contribui para o fortalecimento das comunidades, tanto na Itália quanto nos mais de 50 países em que a seguradora atua.
“A nossa participação não se resume a dar nome ao estádio. Queremos estar próximos das pessoas e fazer parte dos momentos e das experiências que serão construídos nesse espaço”, concluem Sironi e Donnet.
]]>Prestamista cresce 17,8% e abre espaço para parcerias
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Fri, 30 Oct 2026 17:58:18 +0000https://revistaapolice.com.br/?p=143792Expansão do produto amplia espaço para parcerias em crédito, financiamento e vendas parceladas; conhecer a operação do cliente é o primeiro passo para estruturar a proteção
]]>EXCLUSIVO – O crescimento do seguro prestamista abre espaço para o corretor ampliar sua atuação junto a empresas que oferecem crédito, financiam produtos ou trabalham com vendas parceladas. A oportunidade pode estar na própria carteira: clientes empresariais já atendidos em outros ramos mantêm relações financeiras com seus consumidores que também podem demandar proteção.
Entre janeiro e agosto de 2026, o prestamista cresceu 17,8% e respondeu por 30% da arrecadação dos seguros de pessoas, segundo levantamento da Federação Nacional de Previdência Privada e Vida (Fenaprevi) elaborado com dados da Superintendência de Seguros Privados (Susep). No mesmo período, o conjunto dos seguros de pessoas arrecadou R$ 55,9 bilhões em prêmios, avanço de 8,8% em relação aos oito primeiros meses de 2025.
A participação também aparece nas indenizações, dos R$ 12,2 bilhões pagos pelos seguros de pessoas entre janeiro e agosto, 22% corresponderam ao prestamista. Vinculado a uma obrigação financeira, o produto pode contribuir para quitar ou amortizar uma dívida quando ocorre um dos eventos previstos nas coberturas contratadas, conforme as condições do seguro.
Para Renata Oliveira Silva, superintendente Comercial Canal Broker da CNP Seguradora, o desempenho do ramo deve levar o corretor a observar as possibilidades de atuação em diferentes negócios. “O crescimento do Seguro Prestamista chama atenção porque mostra a relevância que o produto vem conquistando dentro dos seguros de pessoas. Para o corretor, esse movimento também representa uma oportunidade de olhar para novos mercados e diversificar sua atuação”, explica
Embora associado às operações bancárias, o prestamista pode ser estruturado para outras relações de crédito. Empréstimos, financiamentos, consórcios e empresas que financiam os próprios produtos ou serviços estão entre as possibilidades de prospecção. A existência de uma obrigação financeira, porém, é apenas o início da análise: a adequação do seguro depende das características de cada operação e do público atendido.
Para o corretor, esse trabalho começa com uma leitura da carteira e da rede de relacionamentos sempre se questionando: Quais empresas oferecem crédito próprio? Como receber pelas vendas à prazo? Há clientes que trabalham com financiamento ou administram consórcios? Essas operações já contam com alguma proteção?
A partir desse “roteiro”, as respostas ajudam a identificar parceiros com os quais o profissional pode aprofundar a conversa. Uma empresa atendida em seguros patrimoniais, por exemplo, pode também manter uma operação de financiamento aos consumidores. Conhecer essa atividade permite avaliar uma necessidade que não necessariamente aparece na contratação das coberturas já existentes. “O corretor pode começar olhando para sua carteira e sua rede de relacionamentos. Muitas vezes ele já atende empresas que possuem alguma forma de financiamento, crédito ou parcelamento, mas ainda não explorou essa relação sob a ótica do Prestamista”, afirma Renata.
A prospecção exige compreender como o parceiro concede crédito e quais compromissos seus clientes assumem. O valor médio dos contratos, os prazos de pagamento, o perfil do público e a forma de contratação são informações que ajudam a transformar uma possibilidade comercial em uma proposta que possa ser avaliada pela seguradora.
O diagnóstico tem influência direta na construção do produto. Operações com valores, prazos e públicos distintos demandam análises próprias, mesmo quando pertencem ao mesmo segmento de atividade. Por isso, a aproximação com o parceiro deve incluir perguntas sobre o funcionamento do negócio e sobre os riscos associados à obrigação financeira.
Na análise do head de Produtos e Atuarial da CNP Seguradora, Guilherme Menezes Coelho, a estruturação precisa considerar esse conjunto de informações. “O produto pode ser estruturado para diferentes tipos de operação, mas é importante entender que cada carteira possui características próprias. Público, prazo, valores envolvidos, natureza da operação e perfil de risco precisam ser considerados na construção da solução”, explica.
Nesse processo, cabe ao corretor reunir informações que permitam à seguradora avaliar a operação. Além de conhecer os contratos, o profissional precisa entender como o parceiro se relaciona com os clientes, de que forma apresenta suas ofertas e em qual momento a proteção poderia ser incorporada à contratação.
Esse levantamento permite discutir as coberturas à luz de uma necessidade identificada. Também ajuda a esclarecer o alcance do seguro: a quitação ou amortização da dívida depende da ocorrência de um evento coberto e das condições contratadas. “O Seguro Prestamista está diretamente relacionado a uma obrigação financeira. Conforme as coberturas e condições contratadas, pode contribuir para a quitação ou amortização da dívida quando ocorre um evento coberto, oferecendo uma camada de proteção dentro daquela relação de crédito”, afirma Menezes.
A proteção tem efeitos sobre as duas partes dessa relação. Para o cliente, pode reduzir o impacto financeiro de um evento coberto sobre o compromisso assumido. Para o parceiro, pode contribuir para diminuir os efeitos desse mesmo evento sobre a operação de crédito. A atuação do corretor aproxima essas necessidades e fornece subsídios para a definição da solução.
Apresentando a proteção ao cliente
A estruturação da parceria também envolve a forma como o seguro será oferecido. É preciso definir em qual etapa da contratação a proteção será apresentada, quais informações estarão disponíveis e como explicar suas características de maneira simples e transparente.
O corretor pode participar dessa construção ao relacionar o perfil dos consumidores, as características do crédito e as condições do seguro. O trabalho inclui ajudar o parceiro a comunicar o que está sendo contratado e em quais situações a cobertura poderá ser acionada.
A oferta precisa fazer sentido dentro daquela relação financeira. Para isso, conhecer a experiência de contratação é tão relevante quanto levantar valores e prazos: a maneira como o cliente recebe as informações influencia sua compreensão sobre a proteção.
O profissional não precisa, contudo, chegar à seguradora com toda a solução definida. A identificação da oportunidade e o diagnóstico inicial permitem abrir uma discussão técnica sobre a viabilidade da parceria. A partir dessas informações, corretor e seguradora podem avaliar a estrutura adequada à operação.
“É justamente por isso que o diagnóstico realizado pelo corretor é tão importante. Quanto melhor ele conhece a operação do parceiro, mais informações consegue trazer para que a solução seja estruturada de forma aderente”, diz Menezes.
Novos contratos, novas oportunidades
Uma parceria em prestamista pode ampliar a presença do corretor no negócio do cliente ao longo do tempo. Empresas que originam operações de crédito continuamente podem gerar novas oportunidades de contratação do seguro, conforme a estrutura definida para a oferta.
Essa dinâmica cria potencial de recorrência e diversificação de receitas. O desenvolvimento comercial passa a acompanhar a atividade do parceiro, exigindo uma relação próxima para compreender mudanças no público, nos valores financiados ou nos prazos praticados. “Um dos pontos mais interessantes é que essa atuação pode gerar relações comerciais mais recorrentes. Quando o seguro está integrado a uma operação que origina novos contratos continuamente, a oportunidade acompanha a própria dinâmica do negócio do parceiro”, destaca Renata.
Para o corretor, isso significa ampliar o trabalho de prospecção e manter o conhecimento sobre a operação após a estruturação da parceria. A continuidade dos negócios depende tanto da originação de novos contratos quanto da adequação da proteção às características da carteira.
O avanço de 17,8% do prestamista mostra a expansão do ramo, mas a avaliação de cada oportunidade exige atenção às particularidades do risco. O perfil dos clientes, a duração dos compromissos financeiros e as coberturas contratadas influenciam a construção e a sustentabilidade da solução. “O crescimento do mercado também precisa vir acompanhado de sustentabilidade técnica. Desenvolver uma solução adequada significa buscar equilíbrio entre a proteção oferecida ao cliente, as características do risco e a dinâmica da própria operação”, ressalta Guilherme Menezes.
O corretor identifica a demanda, conhece o parceiro e reúne informações e a análise técnica permite avaliar como a proteção pode ser estruturada. Para Renata, essa combinação abre espaço para o canal justamente em aprofundar o conhecimento sobre as atividades dos clientes e levar a discussão de proteção a operações ainda pouco exploradas dentro da carteira. “Mais do que vender um produto, essa é uma oportunidade para o corretor ampliar seu repertório e sua presença junto aos clientes, ajudando a construir soluções conectadas à realidade de cada operação”, incentiva.
A companhia reforça que os corretores interessados em conhecer suas soluções e as oportunidades de atuação no ecossistema de crédito podem acessar: cnpseguradora.com.br/corretoras.
]]>IA é prioridade em seguros, mas enfrenta barreiras na operação
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Fri, 30 Oct 2026 15:48:10 +0000https://revistaapolice.com.br/?p=143756Estudo da NTT DATA aponta distância entre prioridade estratégica e aplicação em escala; avanço envolve revisão de processos, custos de supervisão e limites para decisões autônomas
]]>EXCLUSIVO – A inteligência artificial é considerada uma prioridade estratégica por 82% dos líderes do setor de seguros, mas apenas 22% possuem aplicações escaláveis em produção, segundo o Insurtech Global Outlook 2026, da NTT DATA. A distância entre os dois indicadores expõe a dificuldade de integrar a tecnologia às operações de subscrição, atendimento e sinistros, com utilização em diferentes áreas e controle sobre as decisões.
Os percentuais, segundo a consultoria, foram consolidados a partir de levantamentos globais de maturidade digital e adoção de IA no ciclo de 2025–2026. Na definição utilizada pela empresa, alcançar escala significa incorporar a tecnologia aos processos e sistemas centrais da companhia, com distribuição entre unidades de negócios e regras de supervisão. A classificação vai além do uso de ferramentas isoladas para resumir documentos ou automatizar tarefas.
Hugo Assis, Head de Seguros da NTT Data
Para Hugo Assis, Hugo Assis, head da área de Seguros da NTT DATA, as dificuldades envolvem sistemas antigos, informações fragmentadas e receio de exposição de dados sensíveis. A mudança na forma de trabalhar, porém, ocupa uma posição central. “O fator que mais pesa é a organização dos processos e a gestão de mudanças (inércia institucional)”, afirma.
Na avaliação do executivo, parte das seguradoras procura encaixar a IA nos fluxos existentes sem rever como as atividades se conectam. Uma ferramenta pode acelerar a leitura de documentos, por exemplo, enquanto as etapas seguintes continuam dependendo de transferências manuais de informações e aprovações sucessivas. O ganho fica restrito a uma tarefa, sem necessariamente reduzir o tempo de conclusão do processo.
Essa passagem exige cuidado em uma atividade que assume riscos financeiros e mantém compromissos com os segurados. Um modelo pode apresentar bom desempenho em testes e encontrar dificuldades diante de informações incompletas, situações excepcionais ou mudanças no perfil dos riscos. Quando aplicado a grandes volumes, um erro de precificação ou de análise de sinistros pode se repetir e comprometer os resultados da carteira.
A confiabilidade das recomendações, a possibilidade de explicar as decisões e a definição dos responsáveis por acompanhá-las passam, assim, a integrar a implantação. Na visão de Assis, ampliar o uso da IA depende de reorganizar tanto o fluxo operacional quanto a divisão de atribuições entre sistemas e profissionais.
No mercado brasileiro, Assis identifica maior maturidade no atendimento ao cliente, no suporte ao corretor e nas etapas iniciais de sinistros de ramos massificados, especialmente automóvel e residencial. Entre as aplicações citadas estão assistentes de conversação, transcrição de chamadas, leitura automatizada de documentos e análise de imagens para triagem de danos.
A subscrição de grandes riscos apresenta um estágio diferente. Segundo o executivo, o uso de IA generativa para analisar relatórios de engenharia, laudos e apólices anteriores ainda se concentra em pilotos ou ferramentas de apoio ao profissional. Sistemas capazes de executar processos completos com autonomia também permanecem mais restritos a ambientes controlados. Esse diagnóstico corresponde à avaliação da NTT DATA; a entrevista não apresenta percentuais específicos de adoção no Brasil.
A diferença entre esses estágios aparece na passagem dos chamados copilotos para os agentes de IA. No modelo de copiloto descrito pelo estudo, a ferramenta reúne dados, resume documentos e sugere caminhos, enquanto o profissional revisa e aprova cada caso. Já o agente pode executar uma sequência de atividades em diferentes sistemas, dentro de limites previamente definidos pela companhia.
Em uma operação de subscrição, o copiloto pode organizar a proposta e preparar um resumo para análise. Um agente, por sua vez, pode consultar informações adicionais, verificar se o risco está dentro dos critérios de aceitação e emitir uma cotação quando as condições se enquadram nas alçadas autorizadas.
Quando encontra uma exposição fora do padrão ou uma cláusula atípica, o fluxo deve ser interrompido e encaminhado ao subscritor. O profissional assume a avaliação da exceção e a negociação das condições. Nos sinistros, a lógica apresentada pela fonte é semelhante: casos padronizados podem seguir etapas automatizadas, enquanto situações complexas, suspeitas de fraude e disputas demandam análise humana.
Os casos reunidos pelo relatório indicam ganhos em atividades específicas. Na aplicação de subscrição comercial da Sixfold, o estudo registra respostas a cotações cerca de 35% mais rápidas e redução do tempo de preparo de encaminhamentos técnicos de aproximadamente 60 minutos para um minuto. Esse último indicador se refere à organização do material enviado para avaliação, e não à conclusão de toda a subscrição.
Em operações de atendimento por voz, o material apresenta ganhos de produtividade de 20% a 30% e aumento de 10% a 20% na resolução durante a primeira chamada. As ferramentas descritas realizam transcrição, identificam informações relevantes e apoiam o acompanhamento das conversas.
Os resultados são apresentados pela NTT DATA como exemplos de aplicações acompanhadas, sem constituir uma média de desempenho do setor. Nas respostas à reportagem, a empresa não detalhou os períodos de medição, os custos totais nem as seguradoras envolvidas em cada indicador, o que limita a comparação entre os projetos e o cálculo do retorno financeiro.
Assis afirma que a integração pode utilizar conexões com os sistemas existentes, evitando que toda implantação dependa da substituição da estrutura tecnológica da seguradora. Ainda assim, a operação exige recursos permanentes para acompanhar o comportamento dos modelos, registrar decisões e preparar equipes. “O custo de supervisão, absorvibilidade e governança não é marginal”, ressalta. A economia de tempo precisa, portanto, ser examinada junto às despesas necessárias para manter a ferramenta funcionando e identificar falhas.
Na avaliação do executivo, o avanço deve ser medido pelo tempo de resposta das cotações, pelo volume de propostas e sinistros processados e pela qualidade das decisões. Também entram nessa análise os custos de regulação de sinistros e a necessidade de correções humanas. A quantidade de testes ou modelos desenvolvidos, isoladamente, não demonstra melhoria na operação.
Revisão humana
A ampliação da capacidade de execução dos agentes também muda o alcance dos riscos. Uma ferramenta que apenas produz um resumo tem uma atuação diferente daquela autorizada a alterar cadastros, emitir documentos ou iniciar operações financeiras. Na entrevista, Assis aponta que falhas lógicas ou manipulações maliciosas podem provocar ações indevidas em sistemas conectados.
O relatório cita o Global Cybersecurity Outlook 2026, do Fórum Econômico Mundial, segundo o qual 34% dos entrevistados apontam vazamentos associados à IA generativa como sua principal preocupação de cibersegurança. A NTT DATA esclareceu que o percentual se refere a um universo multissetorial de líderes de negócios e segurança, e não exclusivamente às seguradoras.
Para Assis, o acesso dos agentes precisa ser compatível com sua função. Uma ferramenta de atendimento, por exemplo, não deve ter acesso irrestrito aos sistemas de subscrição ou pagamento. A proteção das informações e o registro das ações devem acompanhar a integração entre as plataformas.
A mesma lógica de controle se aplica às decisões sobre os segurados. O executivo defende limites financeiros, critérios de elegibilidade e mecanismos para interromper a automação quando o caso foge dos parâmetros aprovados. Recomenda também que as decisões possam ser reconstruídas a partir dos dados utilizados, das regras aplicadas e das justificativas produzidas.
Na avaliação apresentada pela fonte, a adoção de tecnologia de terceiros não afasta a responsabilidade da seguradora sobre sua operação. Por isso, a governança deve envolver a direção da companhia e profissionais de atuária, riscos, negócios e tecnologia. O segurado e o corretor precisam contar com um caminho para contestar resultados e obter revisão por alguém com autoridade para revertê-los.
Outro ponto é o risco de reproduzir distorções de bases históricas. Assis recomenda comparar resultados de aceitação, recusa e precificação entre perfis, além de acompanhar a frequência com que profissionais corrigem as decisões dos sistemas. Diferenças de tratamento e alterações no comportamento dos modelos precisam ser investigadas ao longo da operação.
Essa supervisão também interfere na organização das equipes. Segundo o executivo, nas experiências acompanhadas pela NTT DATA, os ganhos têm sido direcionados principalmente à eliminação de tarefas manuais e à ampliação da capacidade de atendimento. Isso permite absorver mais propostas e interações sem crescimento proporcional do quadro, mas não dispensa o conhecimento técnico para avaliar situações complexas.
Para os subscritores, o trabalho tende a se concentrar mais na análise de exceções e na negociação. Nas equipes de sinistros, ganha peso a investigação de casos complexos e o atendimento em momentos sensíveis. Os corretores, por sua vez, podem utilizar as ferramentas para acelerar cotações e organizar informações, preservando a orientação ao cliente sobre riscos e coberturas.
A dependência excessiva da tecnologia, adverte Assis, pode reduzir a experiência acumulada dentro da companhia. Manter profissionais capazes de decidir e auditar casos complexos é uma condição para reconhecer erros e avaliar situações que não encontram resposta nos dados históricos. “A viabilidade técnica nunca deve se sobrepor à gestão de risco e à relação fiduciária do seguro.”
Interesse de investidores em insurtechs
As empresas classificadas com foco em inteligência artificial reuniram cerca de 89 negócios e aproximadamente US$ 700 milhões em aportes no levantamento de investimentos em insurtechs de 2025 apresentado pela NTT DATA. A classificação considera palavras-chave autodeclaradas pelas startups.
A comparação exige observar que as categorias podem se sobrepor: uma empresa identificada com IA também pode atuar em automóvel, saúde ou seguros comerciais. Os números mostram a presença da tecnologia em diferentes segmentos, sem demonstrar, isoladamente, que os recursos deixaram essas linhas de negócio.
“Há uma sobreposição natural de categorias e os dados demonstram, sobretudo, a presença transversal (aplicação cruzada) da IA em todos os segmentos de seguros, mais do que um simples abandono das linhas de negócios tradicionais”, afirma Assis.
]]>Poupar ou investir para a aposentadoria?
https://revistaapolice.com.br/2026/10/poupar-ou-investir-para-a-aposentadoria/
Fri, 30 Oct 2026 14:09:26 +0000https://revistaapolice.com.br/?p=143781Especialista da Bradesco Vida e Previdência explica por que a formação de uma reserva de emergência é o primeiro passo para construir patrimônio no longo prazo
]]>Celebrado em 31 de outubro, o Dia Mundial da Poupança reforça a importância de guardar dinheiro, mas também convida a uma reflexão: poupar para enfrentar imprevistos e investir para a aposentadoria são objetivos que exigem estratégias diferentes. Enquanto a reserva de emergência deve priorizar segurança e facilidade de acesso aos recursos, o planejamento de longo prazo permite explorar alternativas voltadas à acumulação de patrimônio, como a previdência privada.
Para Marcelo Rosseti, superintendente sênior de Negócios da Bradesco Vida e Previdência, compreender essa diferença é fundamental para uma organização financeira eficiente. “A reserva de emergência é a base do planejamento financeiro, pois oferece tranquilidade diante de situações inesperadas. A partir dessa estrutura, é possível avançar para objetivos de longo prazo, como a aposentadoria, que exigem disciplina, regularidade nos aportes e uma estratégia adequada ao perfil de cada pessoa”, afirma.
Nesse cenário, a previdência privada se apresenta como viável, com características voltadas à construção de patrimônio ao longo dos anos, permitindo contribuições periódicas, aportes adicionais e acesso a fundos com diferentes estratégias de investimento, incluindo renda fixa, multimercados e exposição a mercados internacionais. Outro diferencial está no planejamento tributário. Na modalidade PGBL, quem utiliza a declaração completa do Imposto de Renda pode deduzir contribuições de até 12% da renda bruta anual tributável, desde que atendidas as condições legais. Já no VGBL, a tributação no resgate incide apenas sobre os rendimentos. A escolha do regime tributário também deve considerar o horizonte de investimento, podendo favorecer estratégias de acumulação de longo prazo.
“Guardar dinheiro é um hábito essencial, mas planejar a aposentadoria exige olhar além das necessidades imediatas. A previdência permite organizar esse processo de forma gradual, aproveitando o tempo e o efeito dos juros compostos. O importante é entender que a construção de patrimônio não depende apenas de quanto se investe, mas também da consistência das contribuições”, destaca Rosseti.
Assim, mais do que incentivar o hábito de poupar, a data reforça a importância de estabelecer prioridades financeiras e compreender que a reserva de emergência e a previdência privada cumprem papéis complementares na construção de um futuro financeiramente mais seguro.