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A revista do mercado de SegurosThu, 25 Jun 2026 16:10:06 +0000pt-BR
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3232Seguro Auto volta a subir nas principais capitais em maio
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Thu, 25 Jun 2026 16:10:05 +0000https://revistaapolice.com.br/?p=140441Os preços médios do seguro auto voltaram a subir nas principais capitais brasileiras em maio, segundo levantamento da Creditas Seguros. O aumento foi registrado para os perfis masculino e feminino, com alta mais acentuada entre os homens. De acordo com o estudo, o valor médio das apólices para o perfil masculino passou de R$ 2.375,64 […]
]]>Os preços médios do seguro auto voltaram a subir nas principais capitais brasileiras em maio, segundo levantamento da Creditas Seguros. O aumento foi registrado para os perfis masculino e feminino, com alta mais acentuada entre os homens.
De acordo com o estudo, o valor médio das apólices para o perfil masculino passou de R$ 2.375,64 em abril para R$ 2.771,61 em maio, crescimento de 16,67%. Entre as mulheres, a média avançou de R$ 2.627,10 para R$ 2.692,38, alta de 2,48%.
O levantamento considera cotações realizadas nas 11 capitais de maior representatividade no mercado automotivo, segundo a Fenabrave, e analisa os dez modelos de veículos mais vendidos em cada período.
Segundo Marcelo Baseoti, gerente da Creditas Seguros, maio costuma apresentar oscilações nos preços do seguro. “O que observamos é uma resposta do mercado a diversos fatores de risco que se intensificam em certas regiões. A sinistralidade, o aumento de roubos e furtos e até mesmo a dinâmica de vendas de veículos novos contribuem para essa alteração dos preços”, explica.
Rio de Janeiro segue com os maiores preços
Assim como no levantamento de abril, o Rio de Janeiro permaneceu como a capital com os maiores valores médios de seguro auto para ambos os perfis: R$ 5.591,11 para homens e R$ 4.456,31 para mulheres.
Entre os homens, as demais capitais com os maiores preços médios foram:
Vitória (ES): R$ 3.176,69;
Curitiba (PR): R$ 2.771,31;
Belo Horizonte (MG): R$ 2.589,44;
São Paulo (SP): R$ 2.439,37.
As menores médias foram registradas em:
Florianópolis (SC): R$ 2.184,90;
Salvador (BA): R$ 2.294,06;
Brasília (DF): R$ 2.296,48;
Recife (PE): R$ 2.321,16.
No perfil feminino, além do Rio de Janeiro, os maiores valores médios foram observados em Vitória (R$ 2.606,47), São Paulo (R$ 2.593,71), Recife (R$ 2.564,42) e Curitiba (R$ 2.554,09). Já os menores preços ficaram em Florianópolis (R$ 2.364,24), Brasília (R$ 2.404,51), Belo Horizonte (R$ 2.492,62) e Salvador (R$ 2.516,19).
Entre os modelos analisados, os veículos da BYD continuaram concentrando os maiores preços médios de seguro em maio.
BYD Song Plus Premium 1.5 Aut. – O modelo registrou o maior valor médio de apólice para ambos os perfis. Entre os homens, o seguro alcançou R$ 5.044,03 em maio, alta de 66,69% em relação aos R$ 3.026,03 registrados em abril. Para as mulheres, a média foi de R$ 5.118,41, avanço de 30,24% sobre os R$ 3.930,04 do mês anterior.
Entre as capitais, os maiores valores para o perfil masculino foram observados no Rio de Janeiro (R$ 7.802,09), Vitória (R$ 7.760,40) e Salvador (R$ 4.553,27). No perfil feminino, os maiores preços apareceram no Rio de Janeiro (R$ 8.034,35), Salvador (R$ 5.034,29) e Porto Alegre (R$ 4.954,63).
Creta Comfort Safety 1.0 12V Flex Aut. – O seguro do modelo teve preço médio de R$ 2.780,29 para homens, crescimento de 26,78% frente aos R$ 2.193,07 registrados em abril. Para as mulheres, a média ficou em R$ 2.409,60, alta de 1,50% em comparação aos R$ 2.373,88 do mês anterior.
No perfil masculino, os maiores valores foram registrados no Rio de Janeiro (R$ 3.386,15), Recife (R$ 2.324,43) e Salvador (R$ 2.028,57). Entre as mulheres, o ranking foi liderado pelo Rio de Janeiro (R$ 3.861,57), seguido por Recife (R$ 2.429,28) e Salvador (R$ 2.180,18).
BYD Dolphin Mini EV 5 Automático – O modelo apresentou o segundo maior preço médio de seguro em maio para ambos os perfis. Entre os homens, a apólice atingiu R$ 3.778,74, alta de 17,39% em relação aos R$ 3.219,03 de abril. Já para as mulheres, o valor médio caiu 13,31%, passando de R$ 3.931,93 para R$ 3.408,47.
As maiores cotações para homens foram registradas no Rio de Janeiro (R$ 10.065,11), Vitória (R$ 5.047,53) e Curitiba (R$ 3.453,75). Entre as mulheres, os maiores valores também ficaram com o Rio de Janeiro (R$ 5.643,12), seguido de Vitória (R$ 3.907,92) e Curitiba (R$ 3.639,38).
HB20 Comfort 1.0 12V Flex Manual – O modelo permaneceu como o veículo com os menores preços médios de seguro entre os analisados. Para os homens, a apólice teve média de R$ 1.796,89 em maio, alta de 3,28% frente aos R$ 1.739,84 registrados em abril. No perfil feminino, o valor médio caiu 2,38%, passando de R$ 1.914,27 para R$ 1.870,31.
No perfil masculino, os maiores preços foram observados no Rio de Janeiro (R$ 3.009,37), Belo Horizonte (R$ 1.966,36) e São Paulo (R$ 1.901,97). Entre as mulheres, o Rio de Janeiro também liderou (R$ 2.904,07), seguido por São Paulo (R$ 2.061,56) e Porto Alegre (R$ 1.827,47).
O levantamento utilizou as cotações de menor valor obtidas para um perfil padrão de homem e mulher, ambos com 33 anos e casados, considerando propostas das seguradoras Azul, Alfa, Aliro, Allianz, Bradesco, HDI, Itaú, Ituran, Liberty, Sompo, Mapfre, Mitsui, Porto Seguro, Tokio Marine e Zurich.
As capitais analisadas foram São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Curitiba, Florianópolis, Recife, Goiânia, Porto Alegre, Brasília, Vitória e Salvador.
]]>Marsh Brasil reforça estrutura de Risk Management no Brasil
https://revistaapolice.com.br/2026/06/marsh-fortalece-estrutura-de-risk-management-no-brasil/
Thu, 25 Jun 2026 15:15:17 +0000https://revistaapolice.com.br/?p=140437A Marsh Risk Brasil anunciou a contratação de duas executivas para fortalecer sua estrutura nas áreas de Indústrias e Infraestrutura, segmentos considerados estratégicos para a atuação da companhia. Ida Patrícia de Sá assume a Diretoria de Indústrias de Risk Management. Formada em Direito, a executiva possui quase 25 anos de experiência no mercado e passou […]
]]>A Marsh Risk Brasil anunciou a contratação de duas executivas para fortalecer sua estrutura nas áreas de Indústrias e Infraestrutura, segmentos considerados estratégicos para a atuação da companhia.
Ida Patrícia de Sá assume a Diretoria de Indústrias de Risk Management. Formada em Direito, a executiva possui quase 25 anos de experiência no mercado e passou por posições estratégicas em grandes empresas. Ao longo da carreira, atuou em áreas como grandes riscos, benefícios, sinistros severos, controles internos, continuidade de negócios, gestão de crises e riscos corporativos. Antes de ingressar na Marsh Risk Brasil, ocupava o cargo de Head Global de Seguros e Riscos da Natura.
Já Maria Lucia Ramos passa a ocupar a Diretoria de Relacionamento de Infraestrutura. Engenheira formada pela Universidade Presbiteriana Mackenzie, iniciou sua carreira no Itaú e posteriormente construiu trajetória no mercado de seguros, com passagens por diferentes corretoras.
Segundo a companhia, a estrutura dedicada por segmentos permite atender projetos de maior complexidade e oferecer soluções especializadas para diferentes setores da economia, com equipes focadas em áreas como infraestrutura e indústrias.
“O segmento de Infraestrutura desempenha um papel estratégico em nossa atuação, apoiando clientes em projetos complexos e de grande relevância para o desenvolvimento econômico do país. Seguimos investindo no fortalecimento da nossa capacidade de atendimento, no aprofundamento do relacionamento com nossos clientes e na construção de soluções cada vez mais alinhadas aos desafios e oportunidades desse mercado, por isso o reforço ao time nessas duas áreas estratégicas é essencial para nós”, destaca Paula Lopes, Presidente da Marsh Risk Brasil.
]]>Instituto Swiss Re alerta para riscos do calor extremo na Suíça
https://revistaapolice.com.br/2026/06/instituto-swiss-re-alerta-para-riscos-do-calor-extremo-na-suica/
Thu, 25 Jun 2026 12:25:00 +0000https://revistaapolice.com.br/?p=140432A Suíça desenvolveu, ao longo das últimas décadas, uma elevada capacidade de resposta a inundações, tempestades e outros desastres naturais por meio de investimentos em prevenção, planejamento, normas construtivas e ampla cobertura securitária. No entanto, o calor extremo começa a impor um novo desafio à resiliência do país. Análise do Swiss Re Institute aponta que […]
]]>A Suíça desenvolveu, ao longo das últimas décadas, uma elevada capacidade de resposta a inundações, tempestades e outros desastres naturais por meio de investimentos em prevenção, planejamento, normas construtivas e ampla cobertura securitária. No entanto, o calor extremo começa a impor um novo desafio à resiliência do país.
Análise do Swiss Re Institute aponta que a Suíça está aquecendo mais do que o dobro da média global, segundo dados da Academia Suíça de Ciências. Nesse cenário, o calor passa a atuar como um multiplicador de riscos, com impactos sobre a saúde, a agricultura, o abastecimento de água, o sistema energético, a infraestrutura e até mesmo sobre a ocorrência de outros desastres naturais, como inundações.
O tema será o foco da primeira edição do Schweizer Resilienz-Tag (Dia da Resiliência Suíça), promovido pela Swiss Re em 26 de junho, dentro da iniciativa Suíça Resiliente, criada para fortalecer o conhecimento, a prevenção e a cooperação entre os setores público e privado na adaptação às mudanças climáticas.
“A Suíça está bem preparada para inundações e tempestades. Mas o calor representa um tipo diferente de risco: menos visível, mais difícil de segurar e capaz de amplificar riscos que o país já administra bem. Para o calor, resiliência significa sombra nas ruas, ambientes frescos em instalações de saúde, horários mais seguros para trabalho ao ar livre e compartilhamento de riscos quando as perdas forem inevitáveis”, afirma Gianfranco Lot, presidente da Swiss Re na Suíça.
Segundo o estudo, o país registra atualmente entre 10 e 15 dias por ano com temperaturas superiores a 30°C, ante cerca de cinco dias em 1990. Nas áreas urbanas, o fenômeno é ainda mais intenso, com temperaturas que podem ser até 6°C superiores às registradas nas regiões rurais, dificultando o resfriamento das edificações e a recuperação da população durante a noite.
Além dos impactos diretos sobre a saúde, como aumento dos casos de insolação, desidratação, problemas cardiovasculares e doenças respiratórias, o calor também modifica o comportamento de outros riscos naturais.
Dados do Swiss Re Institute mostram que as inundações seguem sendo o principal risco natural segurado na Suíça, respondendo por cerca de 60% das perdas anuais seguradas relacionadas a catástrofes naturais. Após longos períodos de calor, porém, os solos perdem capacidade de absorção da água, aumentando a probabilidade de enchentes repentinas durante chuvas intensas. O aumento das temperaturas também favorece o degelo do permafrost, elevando o risco de instabilidade em encostas alpinas.
Um exemplo citado pelo instituto é o deslizamento de rochas e gelo ocorrido em Blatten, em maio de 2025, que provocou perdas seguradas estimadas em CHF 320 milhões.
Adaptação passa por ações locais
Para a Swiss Re, embora a Suíça já disponha de sistemas de alerta para ondas de calor e outras iniciativas preventivas, a adaptação dependerá cada vez mais de medidas implementadas em nível local.
Entre as ações apontadas estão o redesenho dos espaços urbanos, ampliação de áreas sombreadas, aumento da arborização, criação de superfícies permeáveis, melhoria da ventilação das cidades e adaptação de hospitais, escolas e demais edifícios públicos às novas condições climáticas.
O Schweizer Resilienz-Tag reunirá representantes de municípios, cantões, governo federal, comunidade científica, setor privado e resseguradoras para discutir estratégias de adaptação ao calor extremo e fortalecer a cooperação entre diferentes segmentos da sociedade.
A iniciativa integra o programa Suíça Resiliente, criado pela Swiss Re para estimular o compartilhamento de conhecimento, ampliar a compreensão dos riscos climáticos e fortalecer a implementação de medidas voltadas ao aumento da resiliência frente às mudanças do clima.
]]>Junto utiliza dados públicos para ampliar Seguro Garantia
https://revistaapolice.com.br/2026/06/junto-utiliza-dados-publicos-para-ampliar-seguro-garantia/
Thu, 25 Jun 2026 12:12:36 +0000https://revistaapolice.com.br/?p=140429O crescimento do mercado de Seguro Garantia, impulsionado pelo avanço da infraestrutura, pelo aumento das disputas judiciais corporativas e pela maior demanda por garantias contratuais, tem ampliado a importância da identificação antecipada de oportunidades de negócios. Com esse objetivo, a Junto Seguros desenvolveu o Fidelize, plataforma que há mais de cinco anos monitora processos judiciais, […]
]]>O crescimento do mercado de Seguro Garantia, impulsionado pelo avanço da infraestrutura, pelo aumento das disputas judiciais corporativas e pela maior demanda por garantias contratuais, tem ampliado a importância da identificação antecipada de oportunidades de negócios.
Com esse objetivo, a Junto Seguros desenvolveu o Fidelize, plataforma que há mais de cinco anos monitora processos judiciais, licitações públicas, concessões e publicações oficiais para identificar potenciais demandas por Seguro Garantia.
A companhia explica a ferramenta acompanha cerca de 4 mil resultados de licitações por mês e realiza o monitoramento automatizado de milhares de processos judiciais e projetos de concessão em todo o país. O sistema permite identificar oportunidades relacionadas ao Seguro Garantia Judicial, contratos públicos e projetos de infraestrutura antes da contratação das garantias. Em 2025, o Fidelize respondeu por aproximadamente 20% da receita da linha de Seguro Garantia da seguradora.
Na prática, a plataforma organiza e cruza informações públicas para apoiar a prospecção comercial em diferentes linhas de negócio. No Seguro Garantia Judicial, monitora processos nas esferas federal e estadual, além de oportunidades relacionadas a depósitos judiciais e disputas fiscais e tributárias.
No segmento tradicional, o sistema acompanha licitações e contratos que exigem garantias para participação ou execução. Já no mercado de concessões e parcerias público-privadas (PPPs), o monitoramento abrange desde estudos e consultas públicas até a publicação de editais e a assinatura dos contratos, permitindo que corretores e parceiros atuem ao longo de todo o ciclo dos projetos.
“Nosso objetivo é ajudar corretores e equipes comerciais a identificar oportunidades de forma estruturada e antecipada. As informações muitas vezes já estão disponíveis publicamente, mas dispersas em diferentes fontes. O Fidelize organiza esses dados e os transforma em inteligência comercial, permitindo uma atuação mais estratégica e ampliando o acesso das empresas às soluções de Seguro Garantia”, afirma Anderson Almeida, Head de Desenvolvimento de Negócios da Junto Seguros.
Além de apoiar as equipes comerciais da companhia, a plataforma oferece ferramentas para os corretores parceiros, como consultas processuais, painéis de acompanhamento e simuladores voltados à identificação de oportunidades e à apresentação das soluções de Seguro Garantia aos clientes.
]]>Évora Seguros destaca impactos da Lei 15.377 para empresas
https://revistaapolice.com.br/2026/06/evora-seguros-destaca-impactos-da-lei-15-377-para-empresas/
Thu, 25 Jun 2026 12:06:23 +0000https://revistaapolice.com.br/?p=140426Uma alteração recente na Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) acendeu o alerta entre os departamentos de Recursos Humanos e de Benefícios das empresas. Em vigor desde abril, a Lei nº 15.377/2026 tornou obrigatória a conscientização dos colaboradores sobre campanhas oficiais de vacinação e a prevenção do Papilomavírus Humano (HPV) e dos cânceres de mama, […]
]]>Uma alteração recente na Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) acendeu o alerta entre os departamentos de Recursos Humanos e de Benefícios das empresas. Em vigor desde abril, a Lei nº 15.377/2026 tornou obrigatória a conscientização dos colaboradores sobre campanhas oficiais de vacinação e a prevenção do Papilomavírus Humano (HPV) e dos cânceres de mama, colo do útero e próstata.
A legislação também estabelece que o empregador deve informar expressamente os trabalhadores sobre o direito de se ausentarem do trabalho por até três dias ao ano, sem prejuízo da remuneração, para a realização de exames preventivos. Segundo a norma, o descumprimento dessa obrigação ou a ausência de comprovação da comunicação pode resultar em autuações administrativas pelo Ministério do Trabalho e Emprego.
De acordo com Marcelo Leite, diretor de Benefícios da Évora Seguros, a adequação à legislação não exige investimentos em infraestrutura médica, mas sim organização dos processos de comunicação e registro das ações realizadas.
“Muitas companhias estão preocupadas com custos ou burocracias complexas, mas o foco da lei é o dever de informar. As empresas não precisam contratar clínicas ou montar estruturas ambulatoriais internas. É perfeitamente possível cumprir a nova regra utilizando canais corporativos existentes, como e-mails informativos, comunicados em grupos internos de mensagens, fixação de cartazes oficiais fornecidos pelo governo ou na realização de palestras rápidas, desde que tudo seja estritamente registrado para fins de conformidade legal”, explica Marcelo Leite.
Segundo o executivo, o principal desafio para as áreas de RH será comprovar juridicamente que as orientações de saúde, elaboradas de acordo com as diretrizes do Ministério da Saúde, e a informação sobre o direito às folgas foram efetivamente transmitidas a todos os colaboradores.
Nesse cenário, Leite avalia que as corretoras de seguros de saúde e benefícios assumem um papel cada vez mais consultivo, apoiando empresas na adequação às novas exigências legais.
Entre as frentes de atuação destacadas pela Évora estão a curadoria de conteúdos educativos alinhados às orientações oficiais, a orientação sobre práticas seguras de registro das comunicações para reduzir riscos trabalhistas e o incentivo ao diagnóstico precoce, com potencial para reduzir a sinistralidade dos planos de saúde corporativos e o absenteísmo.
“Promover a prevenção estruturada não é apenas cumprir uma tabela legal na CLT, mas sim proteger a saúde financeira da empresa e o capital humano. Diagnósticos preventivos barateiam o plano de saúde de toda a carteira da empresa e salvam vidas, tornando o ambiente corporativo muito mais sustentável e seguro”, conclui o diretor da Évora Seguros.
]]>Mapfre anuncia edição 2026 da programa Club Milla
https://revistaapolice.com.br/2026/06/mapfre-anuncia-edicao-2026-da-programa-club-milla/
Wed, 24 Jun 2026 20:02:48 +0000https://revistaapolice.com.br/?p=140420Campanha voltada aos corretores que atuam em seguros de vida reconhecerá os profissionais de melhor desempenho ao longo do ano
]]>A Mapfre, companhia global de seguros e serviços financeiros, deu início à edição 2026 do Club Milla, programa de reconhecimento voltado a corretores que atuam na oferta dos seguros de vida individual. Os cinco profissionais brasileiros com melhor desempenho na comercialização dos produtos participantes serão premiados com uma viagem ao Peru para representar o país na convenção internacional anual do programa.
A campanha considera a produção realizada entre 1º de janeiro e 31 de dezembro de 2026 e é direcionada aos corretores das categorias Bronze, Prata, Ouro, Diamante e Rubi vinculados ao programa de relacionamento Mapfre + Corretor.
Neste ano, participam da iniciativa os produtos ‘Vida Você Multiflex Tradicional’ e ‘Vida Você Multiflex Doenças Graves’. A pontuação será calculada com base no prêmio emitido anualizado, na proporção de uma milla para cada um real emitido. Os corretores que acumularem ao menos 100 mil millas conquistarão a categoria Membro Seleto e estarão aptos a disputar uma das cinco vagas destinadas ao Brasil.
“Os corretores que se destacam em seguros de vida costumam desenvolver uma atuação muito próxima do cliente, baseada em planejamento e relacionamento de longo prazo. O Club Milla foi criado para valorizar esse trabalho e estimular a formação de especialistas em um segmento que exige conhecimento técnico e acompanhamento constante das necessidades das famílias”, afirma a diretora executiva comercial da Mapfre, Karine Brandão.
Incentivo à especialização em Vida
Além da disputa pela viagem internacional, o programa prevê diferentes níveis de reconhecimento. Os corretores que acumularem entre 20 mil e 99.999 millas passam à categoria de Membro e têm acesso a conteúdos exclusivos, encontros virtuais e outras iniciativas de capacitação e networking. Já aqueles que ultrapassarem 100 mil millas tornam-se Membros Seletos e passam a concorrer às vagas para a convenção anual.
A iniciativa faz parte da estratégia da Mapfre para ampliar a atuação dos corretores no segmento de Vida, uma das áreas que mais cresce no setor de seguros. “Há um espaço importante para expansão dos seguros de vida no Brasil, e os corretores têm um papel central nesse processo. Quanto mais preparados estiverem para identificar necessidades e apresentar soluções de proteção, maiores serão as oportunidades de desenvolvimento dos seus negócios. O Club Milla busca justamente valorizar os profissionais que se destacam nessa jornada ”, afirma a diretora de vida, previdência e capitalização da Mapfre, Hilca Vaz.
Realizada anualmente, a convenção do Club Milla reúne corretores dos países participantes em uma programação voltada à troca de experiências, networking e desenvolvimento profissional. Em 2026, os cinco representantes brasileiros viajarão com acompanhante e participarão do encontro ao lado de profissionais de outros 14 países da América Latina. Informações sobre critérios de participação, sistema de pontuação e metas são disponibilizados periodicamente aos corretores, e as informações também podem ser consultadas no site oficial do programa.
]]>Susep publica guia para administradoras mutualistas
https://revistaapolice.com.br/2026/06/susep-publica-guia-para-administradoras-mutualistas/
Wed, 24 Jun 2026 19:57:20 +0000https://revistaapolice.com.br/?p=140412A Superintendência de Seguros Privados (Susep) divulgou o Manual de Orientação para Constituição e Autorização de Administradoras de Operações de Proteção Patrimonial Mutualista. O documento tem como objetivo orientar os interessados, apresentando de forma detalhada as etapas do processo, os requisitos regulatórios aplicáveis e os procedimentos necessários para obtenção da autorização de funcionamento junto à Susep. […]
O documento tem como objetivo orientar os interessados, apresentando de forma detalhada as etapas do processo, os requisitos regulatórios aplicáveis e os procedimentos necessários para obtenção da autorização de funcionamento junto à Susep.
As administradoras de operações de proteção patrimonial mutualista são responsáveis pela gestão dos grupos de proteção patrimonial mutualista, atividade disciplinada pela Lei Complementar nº 213/2025 e regulamentada pela Resolução CNSP nº 491/2026. A regulamentação estabelece que essa atividade é privativa de administradoras autorizadas pela Susep.
O manual orienta os interessados desde a estruturação do projeto empresarial até a conclusão do processo de autorização, incluindo a preparação da documentação necessária, a realização de apresentação técnica perante a Autarquia, o protocolo do pedido, a análise técnica e o atendimento de eventuais exigências regulatórias.
O material integra as ações da Autarquia voltadas à implementação da Lei Complementar nº 213/2025, contribuindo para ampliar a transparência do processo de autorização e orientar os participantes do mercado quanto aos requisitos regulatórios aplicáveis.
]]>Velocidade passa a influenciar competitividade no seguro
https://revistaapolice.com.br/2026/06/velocidade-passa-a-influenciar-competitividade-no-seguro/
Wed, 24 Jun 2026 19:56:58 +0000https://revistaapolice.com.br/?p=140417Nem sempre uma oportunidade de negócio é perdida por falta de produto, e em muitos casos, ela deixa de avançar porque a operação não consegue acompanhar a velocidade exigida pelo mercado. No setor de seguros, essa discussão ganha espaço à medida que empresas ampliam canais digitais, incorporam novas jornadas de compra e buscam integrar proteção […]
]]>Nem sempre uma oportunidade de negócio é perdida por falta de produto, e em muitos casos, ela deixa de avançar porque a operação não consegue acompanhar a velocidade exigida pelo mercado. No setor de seguros, essa discussão ganha espaço à medida que empresas ampliam canais digitais, incorporam novas jornadas de compra e buscam integrar proteção a diferentes ecossistemas de relacionamento. Nesse contexto, a velocidade de implementação passa a influenciar diretamente a competitividade, a experiência do cliente e a capacidade de crescimento das organizações.
Se durante muitos anos o debate esteve concentrado em produto, preço e cobertura, a evolução dos modelos digitais e multicanais adicionou uma nova variável à equação: o tempo necessário para colocar soluções no mercado.
Atualmente, seguradoras, corretoras, assessorias, varejistas, fintechs, concessionárias e outros canais de distribuição atuam em um ambiente em que os consumidores esperam jornadas mais simples, rápidas e integradas. Ao mesmo tempo, as empresas precisam testar novos modelos de venda, lançar ofertas de forma mais dinâmica e adaptar operações a uma lógica de relacionamento cada vez mais conectada.
Nesse cenário, processos longos de integração, estruturas pouco flexíveis e operações excessivamente fragmentadas passam a representar não apenas um desafio operacional, mas também uma limitação ao crescimento.
Para Márcio Andrade, CEO da Claps, empresa especializada em infraestrutura tecnológica para distribuição digital de seguros, a velocidade de implementação tende a ganhar relevância estratégica nos próximos anos.
“Durante muito tempo, a principal discussão do mercado esteve concentrada em produto, preço e cobertura. Esses fatores continuam fundamentais, mas começa a existir uma pressão cada vez maior por velocidade. Em muitos casos, a oportunidade de negócio não se perde por falta de produto, mas porque a operação não consegue acompanhar o timing do mercado”, afirma.
Segundo o executivo, a transformação digital ampliou as possibilidades de distribuição, mas também elevou a exigência por operações mais ágeis e conectadas. “Hoje, empresas precisam testar canais, lançar jornadas, conectar parceiros e adaptar ofertas com muito mais rapidez. O tempo de implementação começa a influenciar diretamente competitividade, experiência do cliente e crescimento. Quem consegue reduzir fricções operacionais tende a responder mais rápido às oportunidades”, destaca.
A Claps atua nesse segmento por meio de uma plataforma que integra criação de produtos, canais de venda, APIs, meios de pagamento e gestão operacional em um único ambiente, com o objetivo de acelerar a implementação de jornadas digitais e modelos multicanais.
Na avaliação de Andrade, o mercado continuará evoluindo em produtos, mas o diferencial competitivo tende a se ampliar para a capacidade de transformar oportunidades em operações efetivas com maior rapidez. “O seguro sempre foi muito forte em construir soluções. O próximo passo é conseguir colocá-las no mercado com mais rapidez, acompanhando a velocidade com que clientes, parceiros e modelos de negócio evoluem”, conclui.
]]>Zurich reforça papel consultivo do corretor em Vida
https://revistaapolice.com.br/2026/06/zurich-reforca-papel-consultivo-do-corretor-em-vida/
Wed, 24 Jun 2026 19:50:25 +0000https://revistaapolice.com.br/?p=140414Em um cenário em que a proteção financeira passa a integrar discussões mais amplas sobre planejamento e cuidado familiar, o seguro de vida vem ampliando o papel consultivo dos corretores. Com soluções mais flexíveis e assistências agregadas, o produto deixa de estar associado apenas à indenização e passa a ocupar espaço maior nas estratégias de […]
]]>Em um cenário em que a proteção financeira passa a integrar discussões mais amplas sobre planejamento e cuidado familiar, o seguro de vida vem ampliando o papel consultivo dos corretores. Com soluções mais flexíveis e assistências agregadas, o produto deixa de estar associado apenas à indenização e passa a ocupar espaço maior nas estratégias de proteção e planejamento financeiro.
Com o Zurich Vida Para Você, a Zurich Seguros destaca atributos voltados à personalização da cobertura para diferentes perfis de clientes. Entre eles estão a flexibilidade de planos e capitais segurados, preços acessíveis e um pacote de assistências que inclui telemedicina, assistência funeral, assistência pet e descontos em consultas e exames.
Recentemente, a companhia ampliou o benefício de descontos em consultas e exames para pais e sogros, além do segurado, cônjuge e filhos, reforçando o conceito de proteção familiar do produto.
Outro diferencial está na possibilidade de contratação de capitais segurados entre R$ 30 mil e R$ 5 milhões, permitindo atender desde clientes que buscam proteção básica até aqueles com necessidades patrimoniais mais complexas. O produto também conta com jornada digital para contratação, assinatura e pagamento, além de ampla aceitação de ocupações profissionais.
“Hoje, o corretor tem um papel cada vez mais estratégico na construção de soluções de proteção mais adequadas à realidade de cada cliente. O seguro de vida impulsiona tal abordagem, pois permite uma oferta mais personalizada, que combina coberturas, assistências, de acordo com a necessidade e momento de vida do cliente”, afirma Daniela Cruz, superintendente de Vida e Capitalização da Zurich Seguros.
Para a seguradora, a relevância desse papel cresce à medida que os consumidores passam a valorizar mais praticidade, clareza e benefícios que façam sentido em diferentes momentos da vida.
“O corretor sempre teve papel essencial na orientação do cliente, e o produto reforça a dimensão consultiva, visto que envolve planejamento e proteção familiar. Nosso foco é oferecer soluções que apoiem essa entrega com mais flexibilidade, simplicidade e valor percebido”, complementa Marcio Benevides, diretor executivo de Distribuição da Zurich Seguros.
Segundo Alex Dias, da RDGO Corretora de Seguros, o seguro de vida vem conquistando espaço estratégico dentro das corretoras por ampliar as possibilidades de relacionamento com os clientes.
“Hoje, o seguro de vida deixou de ser visto apenas como uma proteção financeira para situações extremas e passou a ocupar um espaço mais amplo de cuidado e planejamento. Quando o corretor consegue conectar o produto às necessidades reais do cliente, com assistências e serviços que fazem parte do dia a dia, a conversa se torna muito mais consultiva e relevante”, pontua.
O executivo também destaca a capacidade de personalização do produto para diferentes perfis de segurados.
“A flexibilidade de coberturas e capitais segurados permite atender desde clientes que estão começando a construir proteção financeira até perfis com demandas patrimoniais mais robustas. Isso fortalece o relacionamento de longo prazo e amplia o valor percebido do seguro de vida”, conclui.
]]>Copa do Mundo: clubes buscam proteção contra lesões milionárias
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Wed, 24 Jun 2026 18:49:51 +0000https://revistaapolice.com.br/?p=140400Afastamento de atletas de alto rendimento expõem o impacto financeiro do futebol e ampliam a busca por mecanismos de proteção em um mercado que movimenta bilhões
]]>EXCLUSIVO – A Copa do Mundo de 2026 volta a colocar o futebol sob uma lente que vai além da disputa esportiva. Em um cenário de alta intensidade física, calendário globalizado e valorização crescente dos atletas, lesões deixaram de ser apenas eventos médicos para se tornarem ocorrências com impacto direto na estrutura financeira dos clubes.
Jogadores profissionais são tratados hoje como ativos econômicos de alto valor, cuja performance influencia contratos, receitas de imagem, negociações de transferência e planejamento esportivo. Nesse ambiente, uma lesão grave pode representar não apenas a perda de um atleta em campo, mas uma ruptura significativa no fluxo financeiro de organizações esportivas.
No futebol, a lógica esportiva passou a conviver com uma lógica financeira cada vez mais sofisticada. O valor de um jogador não está restrito ao desempenho dentro das quatro linhas, mas também à sua capacidade de geração de receita ao longo da carreira.
Nesse contexto, uma lesão grave altera diretamente o equilíbrio econômico dos clubes. Além dos custos com salários durante o afastamento, há impactos em desempenho esportivo, planejamento de elenco, receitas comerciais e, em alguns casos, desvalorização de mercado.
Grandes competições internacionais funcionam como catalisadores desse risco. A Copa do Mundo concentra atletas de alto valor sob condições de intensa exigência física, ampliando a exposição a lesões em um curto espaço de tempo. A natureza do torneio, com jogos eliminatórios e alta carga competitiva, aumenta a sensibilidade do mercado para episódios de afastamento de jogadores-chave. Nesse cenário, o risco deixa de ser apenas esportivo e passa a ter leitura financeira imediata.
No plano institucional, a FIFA mantém o Club Protection Programme (CPP), mecanismo criado para compensar clubes quando atletas sofrem lesões durante convocações para seleções nacionais. O programa funciona como uma estrutura global de reembolso salarial e cobre exclusivamente casos de incapacidade temporária total (Temporary Total Disablement – TTD), ou seja, quando o atleta fica impossibilitado de atuar profissionalmente por determinado período.
A indenização é calculada com base no salário fixo do jogador e pode alcançar até € 7,5 milhões por atleta por lesão, com cobertura diária aproximada de € 20,5 mil. O sistema estabelece ainda um período de carência de 28 dias, ou seja, a compensação só começa a ser paga a partir do 29º dia de afastamento. Outro detalhe é o limite global do programa, que opera com uma capacidade anual estimada em torno de € 80 milhões para cobertura de todos os atletas elegíveis no mundo.
Apesar de funcionar como uma rede internacional de proteção financeira entre clubes e seleções, o CPP possui escopo restrito. O programa cobre apenas parte do salário do atleta afastado e não contempla elementos que hoje compõem uma parcela relevante da economia do futebol profissional, como contratos de imagem, bônus por desempenho, custos médicos, despesas de reabilitação, perda de valor de mercado ou invalidez permanente.
Na prática, o modelo atua apenas sobre uma fração do risco econômico real envolvido no futebol de elite, deixando uma lacuna relevante que acaba sendo parcialmente ocupada por soluções do mercado privado de seguros.
O contraste só demonstra a transformação do futebol em uma indústria global bilionária. Se no passado uma lesão era vista principalmente como um problema esportivo, hoje ela também representa um evento capaz de afetar ativos milionários, contratos comerciais e projeções financeiras de curto e longo prazo.
A teoria encontra exemplos reais dentro da própria Copa do Mundo. Um dos casos mais recentes envolve o meio-campista canadense Ismaël Koné. Durante a partida entre Canadá e Catar, válida pela fase de grupos do Mundial, o jogador sofreu uma grave fratura na perna após uma entrada do catariano Assim Madibo. Koné precisou passar por cirurgia e foi cortado do restante da competição.
Koné após lesão em Canadá x Catar • Photo by Jared C. Tilton – FIFA/FIFA via Getty Images)
O caso de Koné não é isolado. Nos últimos anos, atletas como Neymar Jr., Éder Militão, Estêvão e Rodrygo também enfrentaram lesões em momentos decisivos de suas carreiras. Em comum, os episódios evidenciam como problemas físicos podem comprometer planejamento esportivo, interromper sequências de jogos e até afastar atletas de competições relevantes, incluindo compromissos da Copa do Mundo e de torneios importantes da temporada.
Os episódios reforçam um ponto central: no futebol moderno, a lesão de um atleta não se limita ao campo médico. Ela afeta contratos, planejamento esportivo, expectativas de retorno financeiro e a própria estratégia de clubes que operam com ativos cada vez mais valiosos.
Na avaliação da vertical de Benefícios do Grupo REP, a gestão de risco no esporte parte de um princípio fundamental, ou seja o atleta como centro da estrutura de proteção. “Quando um jogador se lesiona, quem sente primeiro é ele: a carreira pode ser interrompida e a renda fica ameaçada”, analisa Maurício Junqueira, sócio e diretor comercial da REP Benefícios.
A preocupação ganha relevância diante de uma característica própria da profissão. Diferentemente de outras carreiras, a vida útil de um atleta profissional costuma ser relativamente curta e concentrada justamente nos anos de maior exigência física. “O atleta vive de seu corpo e de sua capacidade de competir, e uma lesão grave pode afetar diretamente sua renda e sua trajetória”, explica.
Maurício Junqueira, da REP Benefícios
Muitos jogadores investem integralmente nesse período, sustentam familiares e dependem diretamente de sua capacidade de competir para manter a geração de renda. Por isso, uma lesão grave pode produzir consequências que ultrapassam o ambiente esportivo e alcançam toda a estrutura financeira construída ao redor da carreira.
Na visão do executivo da REP, eventos como a Copa do Mundo reforçam a percepção de que o seguro esportivo não se limita à proteção do atleta, mas também à estabilidade de todo o ecossistema que depende dele. As soluções disponíveis no mercado incluem seguros de vida, acidentes pessoais, invalidez temporária ou permanente, cobertura de despesas médicas, proteção de renda durante afastamentos e mecanismos voltados a contratos de imagem.
No caso dos clubes, também existem estruturas voltadas à mitigação dos impactos financeiros decorrentes da ausência de atletas considerados estratégicos para o desempenho esportivo e comercial da equipe. A contratação dessas coberturas exige avaliação detalhada do perfil do atleta. Aspectos como idade, histórico de lesões, posição em campo, intensidade da atividade, calendário de competições, modalidade esportiva e exames médicos costumam influenciar diretamente a análise de risco e a definição das condições da apólice.
Além da Lei Pelé
No Brasil, a legislação esportiva já prevê uma proteção mínima aos atletas profissionais, por exemplo, a chamada Lei Pelé que determina que os clubes mantenham seguro de vida e de acidentes pessoais para seus jogadores, garantindo cobertura em situações como morte ou invalidez relacionadas à atividade profissional.
Na avaliação, essa proteção representa apenas o piso regulatório. Segundo Maurício, as soluções desenvolvidas pelo mercado segurador podem ampliar significativamente o escopo das coberturas ao incluir proteção de renda, despesas médicas, afastamentos prolongados, invalidez temporária ou permanente e outras situações que podem comprometer a continuidade da carreira esportiva.
Apesar da evolução observada nos últimos anos, o mercado brasileiro de seguros esportivos ainda é considerado relativamente incipiente quando comparado a mercados mais maduros.
Grande parte dos clubes permanece concentrada no cumprimento das exigências legais, enquanto estruturas mais sofisticadas ainda estão restritas a operações específicas ou atletas de maior valor econômico. “Transformar o seguro de uma exigência documental em uma ferramenta real de proteção é o grande desafio. Ainda existe muito espaço para evolução na forma como atletas, clubes e demais agentes enxergam a gestão de risco dentro do esporte”, afirma.
Outro movimento que vem transformando esse lado, é a entrada das Sociedades Anônimas do Futebol (SAFs) que adiciona uma nova camada à discussão sobre risco esportivo. Com estruturas de governança mais próximas do ambiente corporativo, os clubes passam a incorporar práticas de gestão financeira mais sofisticadas, incluindo a análise de risco como parte do planejamento estratégico.
Nesse modelo, uma lesão de atleta-chave deixa de ser apenas um problema esportivo e passa a ser tratada como uma variável capaz de impactar receitas, fluxo de caixa, desempenho operacional e previsibilidade financeira. A partir disso, Maurício observa que a profissionalização da gestão tende a ampliar a preocupação dos clubes com mecanismos de proteção patrimonial e continuidade financeira. “O atleta vive de seu corpo e de sua capacidade de competir. Quando ele fica impossibilitado de atuar, os reflexos podem alcançar não apenas sua carreira, mas toda a estrutura construída ao redor dela”, destaca.
A lógica empresarial também amplia a preocupação de investidores e acionistas com mecanismos que reduzam a exposição a perdas decorrentes da indisponibilidade de atletas considerados ativos estratégicos.
Com a chegada das SAFs, lesões passaram a ser discutidas não apenas entre médicos, preparadores físicos e comissões técnicas, mas também em departamentos financeiros, conselhos de administração e estruturas de governança. Segundo o executivo, esse movimento tem contribuído para aumentar o interesse por soluções mais estruturadas de transferência e gerenciamento de riscos.
Seguros mais integrados e personalizados
A evolução do mercado aponta para um movimento de integração entre seguros, medicina esportiva e análise de dados. A tendência é o desenvolvimento de soluções mais personalizadas, com foco em proteção de renda, cobertura de afastamentos prolongados, invalidez, despesas médicas e contratos de imagem, considerando as particularidades de cada atleta e modalidade esportiva.
No Brasil, essa evolução dependerá tanto da maturidade dos clubes quanto da capacidade do mercado segurador de desenvolver produtos aderentes à realidade econômica do esporte nacional. O avanço da profissionalização do futebol e a valorização crescente dos atletas consolidam um cenário em que lesões já não podem ser interpretadas apenas como eventos esportivos.
A tendência observada globalmente aponta para uma integração crescente entre seguros, medicina esportiva e análise de dados. O desenvolvimento de produtos mais personalizados, capazes de considerar características específicas de cada atleta, modalidade e nível de exposição ao risco, deve ganhar espaço nos próximos anos.
No Brasil, essa evolução dependerá tanto da maturidade dos clubes quanto da capacidade do mercado segurador de desenvolver soluções aderentes à realidade econômica. “Numa carreira curta, de alto investimento e que frequentemente sustenta toda uma família, proteger a saúde, a renda e o futuro do atleta é essencial. Ao mesmo tempo, esse cuidado protege também os clubes, que ganham previsibilidade financeira e segurança diante de imprevistos, fortalecendo a sustentabilidade de todo o ecossistema esportivo”, conclui.