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]]>Na nova função, Dib será responsável por promover uma abordagem integrada em gestão de riscos e capital humano para empresas com operações em diferentes mercados, conectando soluções globais às necessidades específicas de cada país da América Latina.
“O cenário de riscos está cada vez mais complexo e interconectado. Integrar a liderança de Enterprise Client Group e de clientes multinacionais nos permite oferecer uma experiência mais consistente, fortalecer a colaboração entre equipes e continuar gerando valor, alinhando as capacidades globais da Aon às necessidades específicas de cada mercado na América Latina. A trajetória de Gabriel e seu profundo conhecimento do mercado serão fundamentais para continuarmos apoiando nossos clientes na tomada das melhores decisões”, afirmou Pedro Penalva, CEO para a América Latina na Aon.
Gabriel Dib está na Aon há 12 anos, período em que atuou em diferentes funções estratégicas, incluindo oito anos nos Estados Unidos. Ao longo de sua trajetória, liderou carteiras de empresas multinacionais e participou da expansão do relacionamento da companhia com grandes corporações em diversos mercados.
A companhia descata que a nomeação faz parte da estratégia de fortalecer a integração entre as áreas de atendimento a clientes multinacionais e de gestão de grandes contas, ampliando a colaboração entre equipes e o suporte às organizações que atuam em diferentes países.
A reorganização também está alinhada à política de desenvolvimento de lideranças da Aon e ao fortalecimento de equipes voltadas à gestão de riscos e capital humano em um ambiente de negócios cada vez mais complexo.
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]]>The post PASI incorpora plataforma para compra de medicamentos appeared first on Revista Apólice.
]]>A iniciativa amplia a estratégia da empresa de oferecer benefícios voltados à saúde e ao bem-estar de trabalhadores e seus familiares. Segundo dados do IBGE, os medicamentos representam 33,7% das despesas das famílias brasileiras com saúde, o que evidencia o impacto desses gastos no orçamento doméstico.
Nesse contexto, o seguradora destaca que o novo serviço busca facilitar o acesso a medicamentos e demais produtos farmacêuticos, reduzindo o custo para os segurados.
“O foco do PASI Farma não é oferecer descontos, pois isso já está saturado no mercado. Nosso objetivo é oferecer um serviço inédito com economia real no bolso do segurado e dar acesso a um produto sem margem de lucro, proporcionando a inclusão de milhões de pessoas em um tipo de serviço antes não acessível para toda a população”, compartilha Bárbara Capurucho, superintendente de Produtos e Marketing do PASI.
“É importante ressaltar que o serviço não inclui apenas medicamentos, mas de todo tipo de produto que pode ser encontrado na farmácia, como suplementos, vitaminas, produtos de higiene, entre outros”, reforça a executiva.
O PASI Farma opera por meio do WhatsApp. Todo o processo de atendimento, cotação e compra é realizado pelo aplicativo, permitindo o envio de mensagens de texto ou áudio e diferentes formas de pagamento, como Pix, cartão de crédito e boleto.
Os preços são consultados no momento da solicitação, refletindo os valores praticados no dia e eventuais negociações realizadas com laboratórios e fabricantes. Após a conclusão da compra, os produtos são entregues no endereço informado pelo segurado, com o frete sob responsabilidade do cliente.
Para Bárbara Capurucho, o lançamento representa mais um passo na ampliação das soluções oferecidas pela companhia.
“Por meio da Instituição Seguros conseguimos dar acesso a oportunidades completas de cuidado e proteção para todos e promover real impacto na vida das pessoas, com mecanismos simplificados de baixo custo e alto valor agregado. É a ampliação do conceito de proteção para que ele esteja presente também no dia a dia do trabalhador e de sua família”, complementa Bárbara.
Além dos segurados, o PASI destaca que o novo serviço também pode ser incorporado por empresas como benefício aos colaboradores, ampliando o acesso a produtos farmacêuticos e de cuidados pessoais.
Segundo a companhia, a solução também representa uma nova alternativa para os corretores ampliarem o portfólio de benefícios oferecidos aos clientes, agregando serviços voltados à saúde e ao bem-estar.
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]]>The post Ezze entra no mercado de consórcios em parceria com a Âncora appeared first on Revista Apólice.
]]>Segundo as empresas, a parceria pretende fortalecer a atuação dos corretores ao oferecer uma nova alternativa de planejamento para aquisição de bens e serviços. “Esta nova frente representa um diferencial competitivo para os corretores, que agora podem contar com um argumento poderoso de vendas e fidelização que agrega valor tanto à experiência do cliente quanto à performance comercial dos nossos parceiros”, destaca Richard Vinhosa, CEO da Ezze Seguros.
A operação permitirá que os corretores comercializem consórcios de imóveis, veículos e serviços, ampliando o portfólio disponível aos clientes. Para a Âncora Consórcios, a iniciativa também reforça o papel do corretor na distribuição desses produtos.
“A Ezze é uma companhia com grande proximidade aos corretores e uma cultura voltada ao desenvolvimento de novos negócios. Ao unir essa força à experiência da Âncora, criamos uma plataforma com enorme potencial de crescimento, capaz de ampliar o acesso dos clientes a soluções de planejamento patrimonial e fortalecer o papel do corretor como protagonista dessa jornada”, afirma o superintendente Comercial da Âncora Consórcios, Lucas Lima.
A expansão ocorre em um momento de crescimento do mercado de consórcios. Dados da Associação Brasileira de Administradoras de Consórcios (ABAC) mostram que o sistema encerrou o primeiro quadrimestre de 2026 com 1,87 milhão de adesões, volume 16,1% superior ao registrado no mesmo período do ano anterior. No intervalo, a comercialização de créditos alcançou R$ 179,41 bilhões, avanço de 27,1%.
Para Lucas Lima, esse cenário amplia as oportunidades para os profissionais que atuam na comercialização de consórcios. “O corretor desempenha um papel fundamental dentro desse processo, pois construiu, ao longo dos anos, uma relação de confiança com seus clientes. Essa proximidade permite entender necessidades, identificar oportunidades e oferecer soluções cada vez mais completas”, explica.
Estrutura para os corretores
Com a criação da Ezze Consórcios, os corretores credenciados passam a contar com uma estrutura dedicada para apoiar a comercialização dos produtos. A operação inclui equipe de suporte, treinamentos, acompanhamento comercial e atendimento especializado.
“Existe uma demanda reprimida importante por produtos acessíveis e que produzem ótimo retorno ao cliente. A Ezze Consórcios nasce com o objetivo de ampliar a oferta de consórcios no Brasil e mostrar que essa modalidade é muito acessível para o orçamento das famílias brasileiras”, completa Richard Vinhosa.
Os produtos da nova operação também serão integrados ao seguro prestamista da Ezze Seguros. Segundo as empresas, a combinação busca ampliar a proteção oferecida aos clientes durante a vigência dos contratos de consórcio.
“Essa combinação entre consórcio e seguro reforça a proposta de valor da operação e cria novas oportunidades para os corretores oferecerem soluções ainda mais completas”, concluem Vinhosa e Lima.
O projeto foi inicialmente implementado em São Paulo e, segundo as empresas, apresentou resultados que motivaram a expansão da operação para a Região Sul. A expectativa é ampliar gradualmente a atuação para outras regiões do país, aumentando a base de corretores participantes.
“A expectativa das empresas é construir uma operação de longo prazo, com crescimento sustentável e cada vez mais relevante dentro da estratégia de expansão da Ezze Seguros e da Âncora Consórcios”, explica Waldecyr Schilling, diretor comercial da Ezze.
“O que mais nos entusiasma nessa parceria é a conexão entre as duas empresas. Tanto a Ezze quanto a Âncora acreditam na força do relacionamento, na proximidade com os corretores, na expansão sustentável dos negócios e na geração de novas oportunidades para o mercado. Acreditamos que a combinação entre a força da marca EZZE, o protagonismo dos corretores e a experiência da Âncora no segmento criam uma base sólida para ampliar ainda mais o alcance do consórcio no Brasil”, aponta Lucas Lima.
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]]>The post Pesquisa aponta proteção de dados como prioridade no e-commerce appeared first on Revista Apólice.
]]>O resultado coloca o Brasil acima da média global, onde 49% dos consumidores também indicam a segurança de dados como principal fator de decisão, reforçando o papel crescente da confiança na jornada digital.
Esse movimento é sustentado por uma preocupação ampla com o tema: 81% dos consumidores brasileiros consideram a proteção de suas informações “muito importante” ao escolher uma empresa para fazer negócios on-line, percentual superior à média global, de 77%.
De acordo com Wallace Massola, Head de Soluções de Prevenção a Fraudes da TransUnion Brasil, essa mudança reflete um consumidor mais exigente com empresas e plataformas, especialmente em um cenário de maior exposição a fraudes e uso crescente de novas tecnologias por fraudadores.
“No digital, confiança virou parte da decisão de compra. Quando 52% dos consumidores brasileiros dizem que a segurança dos dados pessoais é o principal critério para escolher uma empresa online, acima da média global de 49%, fica claro que proteção de dados deixou de ser um tema apenas técnico. Ela passou a influenciar conversão, fidelização e reputação. O consumidor quer uma jornada simples, mas também quer saber se suas informações estão protegidas. Para as empresas, o desafio agora é equilibrar segurança e experiência: proteger melhor, sem tornar a jornada mais difícil para o cliente legítimo”, afirma Wallace Massola.
Na prática, esse movimento também impõe um desafio adicional: equilibrar segurança e experiência. A necessidade de proteger dados sem aumentar a fricção na jornada do usuário se torna cada vez mais essencial, especialmente em um ambiente onde a confiança pode ser determinante para conversão e fidelização.
O comportamento observado no Brasil acompanha uma tendência mais ampla na América Latina e no mundo. Em diferentes mercados, a segurança de dados pessoais se consolidou como a principal expectativa dos consumidores em transações on-line, à frente de aspectos como economia de custos e experiência digital. Globalmente, a proteção das informações também lidera as prioridades, enquanto fatores como qualidade dos produtos ou serviços aparecem como segundo elemento mais relevante na escolha de com quem comprar.

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]]>The post Bradesco Seguros e Swiss Re promovem imersão para lideranças appeared first on Revista Apólice.
]]>Desenvolvido em parceria com a Swiss Re, a Talento Internacional proporcionou aos participantes uma experiência que combinou conteúdo, intercâmbio com especialistas internacionais e vivências, alinhadas aos desafios e tendências do mercado segurador.
Para Ney Ferraz Dias, CEO da Bradseg, a iniciativa representa uma evolução na forma de reconhecer talentos dentro da organização. “A Talento Internacional foi concebida para ir além do reconhecimento tradicional. Nosso objetivo foi proporcionar uma experiência que combinasse valorização profissional, desenvolvimento executivo e conexão com as principais discussões que impactam o futuro do nosso setor. Em conjunto com a nossa parceira Swiss Re foi possível construir uma jornada alinhada ao nosso negócio e às competências que entendemos como fundamentais para a formação de lideranças cada vez mais preparadas para um ambiente em constante transformação”, destaca.
Desenvolvimento e reconhecimento
Parte da programação foi realizada no Swiss Re Centre for Global Dialogue, em Rüschlikon, próximo a Zurique, onde os participantes acompanharam sessões conduzidas por especialistas da resseguradora sobre temas relacionados à liderança, inovação, tomada de decisão, transformação dos modelos de negócio e evolução do mercado segurador.
Ao longo de dois dias de atividades, o grupo também participou de debates e recebeu certificado de conclusão do programa.
A agenda incluiu ainda visitas técnicas e institucionais, encontros com profissionais do mercado internacional e atividades voltadas ao conhecimento da história, da economia e da cultura suíça, incluindo visita à sede da Swiss Re e outras experiências relacionadas ao ambiente de inovação da região.
Entre os participantes da edição de 2026 estiveram Ney Ferraz Dias, CEO do Grupo Bradesco Seguros; Bernardo Ferreira Castello, diretor-presidente da Bradesco Vida e Previdência; Rodrigo Bacellar, diretor-presidente da Bradesco Seguros Auto/RE; Vinicius Marinho da Cruz, diretor financeiro (CFO) do Grupo Bradesco Seguros; Leonardo Freitas, diretor comercial da Bradesco Seguros; Carlos Picini, diretor da Bradescor; e Valdirene Soares Secato, diretora de Recursos Humanos, Ouvidoria e Sustentabilidade do Grupo Bradesco Seguros.
O programa faz parte das iniciativas da companhia voltadas ao desenvolvimento de profissionais e à formação de lideranças, por meio de ações de capacitação e intercâmbio com instituições e especialistas do mercado internacional.
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]]>The post Generali nomeia Fabricio Porto para Ibéria e América Latina appeared first on Revista Apólice.
]]>Baseado em Madri, o executivo liderará a estratégia de distribuição de GC&C na Península Ibérica e na América Latina, com foco no fortalecimento da parceria entre clientes e corretores e na ampliação da integração entre as duas regiões. Além disso, continuará supervisionando as operações na América Latina e assumirá a responsabilidade direta pelos negócios em Portugal.
Com mais de 15 anos de experiência no setor de seguros, a maior parte deles no Grupo Generali, Fabricio Porto construiu sua trajetória em posições comerciais, técnicas e operacionais em diferentes mercados da América Latina. Até então, era responsável pelas operações de GC&C na região, liderando um portfólio diversificado de mercados e contribuindo para o crescimento sustentável dos negócios.
“Assumo esta nova função com o objetivo de fortalecer ainda mais a integração entre as duas regiões e de simplificar o relacionamento com nossos clientes e corretores. Queremos atuar de forma mais coordenada entre os mercados e atender ainda melhor às necessidades de nossos parceiros em um ambiente cada vez mais desafiador”, destaca Fabricio Porto.
Para Patricia Puerta, Head da Generali GC&C Ibéria & América Latina, a nomeação reforça a estratégia de integração da companhia. “Nos últimos dois anos, trabalhei muito próxima de Fabricio e pude acompanhar seu rigor, profissionalismo e grande capacidade de execução. Sua transferência para Madri fortalece nossa estratégia de distribuição e nossa visão de uma atuação cada vez mais integrada entre a Península Ibérica e a América Latina, sempre com foco no cliente e no corretor”, afirma.
A nomeação faz parte da estratégia da Generali GC&C Ibéria & América Latina de fortalecer seu modelo de distribuição e ampliar a integração entre as regiões, posicionando o relacionamento com clientes e corretores como um dos principais pilares para o desenvolvimento dos negócios.
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]]>The post Cannabis medicinal avança, mas cobertura dos planos de saúde segue restrita appeared first on Revista Apólice.
]]>O avanço da regulamentação da cannabis medicinal acompanha um movimento observado também na prática clínica. Nos últimos anos, o número de pacientes em tratamento no Brasil cresceu de forma acelerada. Segundo levantamento da Kaya Mind, o país alcançou, em 2026, cerca de 873 mil pacientes e movimentou R$ 970,9 milhões, com presença em 85% nos municípios brasileiros. O setor divide-se entre importação direta (40%), farmácias (33%) e associações (25%), impulsionado pelo avanço de evidências científicas e novas regras para o cultivo nacional, demonstrando que esse tipo de terapia deixou de ser uma alternativa restrita a poucos casos para ocupar espaço crescente na assistência em saúde.
Esse crescimento ocorre paralelamente ao avanço das evidências científicas para algumas indicações específicas. Revisões sistemáticas e estudos clínicos apontam benefícios mais consistentes no uso de medicamentos à base de canabinoides para o tratamento de epilepsias refratárias, especialmente nas síndromes de Dravet e Lennox-Gastaut, além do controle da espasticidade associada à esclerose múltipla, da dor neuropática crônica e das náuseas e vômitos provocados pela quimioterapia. Para outras condições, como ansiedade, fibromialgia, transtornos do espectro autista e doenças neurodegenerativas, os resultados ainda são considerados promissores, mas dependem de estudos mais robustos para consolidar sua eficácia e segurança.
Esse cenário ajuda a explicar por que a discussão sobre a cannabis medicinal ultrapassou o campo regulatório e passou a alcançar também a saúde suplementar. À medida que aumenta o número de pacientes, produtos disponíveis e prescrições médicas, cresce igualmente a demanda por mecanismos que viabilizem o acesso ao tratamento. É justamente nesse ponto que a discussão deixa de ser apenas científica e passa a envolver critérios regulatórios, econômicos e jurídicos sobre quem deve financiar essas terapias.
Entre os principais avanços nessa pasta está a decisão do Superior Tribunal de Justiça que determinou à Agência Nacional de Vigilância Sanitária a regulamentação do cultivo de cannabis para fins exclusivamente medicinais e farmacêuticos. Em resposta, a agência aprovou, em janeiro deste ano, um novo marco regulatório que autoriza todas as etapas da cadeia produtiva, incluindo o cultivo por pessoas jurídicas, a produção nacional de medicamentos e produtos derivados da planta, além da manipulação em farmácias. A expectativa é reduzir a dependência de importações, estimular pesquisas e ampliar gradualmente o acesso dos pacientes aos tratamentos.
Ao mesmo tempo, o Poder Judiciário também passou a definir parâmetros mais objetivos para a cobertura desses tratamentos pelos planos de saúde. Em fevereiro deste ano, a 4ª Turma do STJ firmou entendimento de que as operadoras não são obrigadas a custear medicamentos à base de canabidiol destinados ao uso domiciliar quando o produto não integra o Rol de Procedimentos e Eventos em Saúde da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) e não possui registro sanitário regular na Anvisa. A Corte, contudo, preservou exceções para situações como internação hospitalar ou atendimento em regime de home care substitutivo, quando preenchidos os requisitos legais.
As decisões representam um novo capítulo na evolução da cannabis medicinal no país. Se, por um lado, a regulamentação sanitária ampliou as possibilidades de acesso e consolidou um mercado em expansão, por outro a saúde suplementar continua submetida às regras que limitam a cobertura obrigatória de medicamentos de uso domiciliar. O resultado é um cenário em que o tratamento avança do ponto de vista regulatório, mas permanece cercado de incertezas quando o assunto é o financiamento pelas operadoras.
É justamente nesse ponto que cresce a judicialização. Sem cobertura obrigatória para grande parte dos tratamentos com CBD, pacientes recorrem cada vez mais aos tribunais para garantir o acesso às terapias, enquanto operadoras, reguladores e especialistas discutem até que ponto essas novas tecnologias podem ser incorporadas ao sistema sem comprometer critérios técnicos, segurança jurídica e sustentabilidade financeira da saúde suplementar.
Apesar dos avanços na regulamentação sanitária, a Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) afirma que, neste momento, não há qualquer discussão em andamento sobre a inclusão de medicamentos ou produtos à base de cannabis no Rol de Procedimentos e Eventos em Saúde. Segundo a agência, esses produtos são classificados, em regra, como medicamentos de uso domiciliar e, por isso, enquadram-se nas hipóteses excluídas da cobertura obrigatória pela Lei nº 9.656/1998, que disciplina os planos privados de assistência à saúde.
A agência explica que propostas de incorporação desse tipo de tratamento são consideradas inelegíveis justamente por essa previsão legal. Na prática, isso significa que, ainda que um medicamento à base de canabidiol seja regularmente prescrito e possua autorização sanitária, sua cobertura não passa a ser obrigatória automaticamente para as operadoras.
Há, no entanto, exceções. A ANS esclarece que medicamentos à base de cannabis podem ter cobertura obrigatória quando administrados durante internação hospitalar ou em regime de internação domiciliar substitutiva à hospitalização (home care), desde que sejam prescritos pelo médico ou cirurgião-dentista assistente, observadas as indicações aprovadas em bula e os demais requisitos previstos na regulamentação vigente.
Fora dessas hipóteses, prevalece a regra geral de que tratamentos e medicamentos não contemplados no Rol não possuem cobertura obrigatória, embora as operadoras possam oferecer essa assistência de forma facultativa, por iniciativa própria ou mediante previsão contratual.
A agência também informou que não realiza estudos específicos sobre os impactos da cannabis medicinal no equilíbrio econômico-financeiro das operadoras, justamente porque esses produtos não integram a cobertura assistencial obrigatória prevista atualmente. Da mesma forma, afirmou que não há, até o momento, previsão de consulta pública ou de inclusão do tema em sua agenda regulatória.
Na avaliação de especialistas, esse posicionamento acaba delimitando o papel da ANS dentro da discussão. Enquanto a agência responsável pela regulação sanitária avança na ampliação do acesso aos produtos de cannabis medicinal, a regulação da saúde suplementar permanece vinculada às regras legais que definem quais tratamentos devem, obrigatoriamente, ser custeados pelos planos de saúde. O resultado é um cenário em que o acesso ao tratamento evolui, mas a cobertura assistencial continua condicionada aos limites estabelecidos pela legislação, deslocando parte significativa desse debate para o Poder Judiciário.
Se, do ponto de vista regulatório, a cobertura obrigatória permanece restrita, na prática muitos pacientes têm recorrido ao Judiciário para obter acesso aos tratamentos com canabidiol. O aumento das prescrições médicas, aliado à expansão da regulamentação da cannabis medicinal e à manutenção das limitações impostas pela saúde suplementar, tem ampliado o número de disputas judiciais envolvendo o custeio desses medicamentos.

Para a advogada especializada em Direito à Saúde Anna Júlia Goulart, esse crescimento é consequência direta do descompasso entre a evolução do ambiente regulatório e as regras de cobertura dos planos. Segundo ela, enquanto a Anvisa ampliou o acesso aos produtos à base de cannabis e aumentou o número de medicamentos regularizados, a saúde suplementar manteve praticamente inalterados os critérios de cobertura obrigatória.
“Esse descompasso naturalmente empurra o conflito para o Judiciário”, pontua.
A especialista observa que esse movimento acompanha uma tendência mais ampla da saúde suplementar brasileira. Dados do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) mostram que, entre agosto de 2024 e julho de 2025, cerca de 69,5% das liminares relacionadas à saúde suplementar foram deferidas, refletindo um cenário de intensa judicialização e de crescente procura pelo Poder Judiciário como alternativa para obtenção de tratamentos negados administrativamente.
Embora o volume de ações tenha aumentado, Anna Júlia ressalta que o entendimento dos tribunais também evoluiu nos últimos anos. Se antes bastava, em muitos casos, a apresentação de uma prescrição médica para fundamentar pedidos de cobertura, hoje o Judiciário passou a adotar uma análise mais criteriosa, levando em consideração aspectos regulatórios, sanitários e científicos.
“O entendimento predominante hoje é mais técnico e mais seletivo do que simplesmente favorável ou desfavorável ao paciente. Não basta mais apenas a existência de receita médica; exige-se um conjunto probatório mais consistente”, explica.
Entre os elementos que vêm sendo considerados pelos magistrados estão a existência de uma prescrição médica individualizada e bem fundamentada, a demonstração de que não há alternativa terapêutica adequada já contemplada pelo Rol da ANS, a regularização sanitária do produto junto à Anvisa e a existência de evidências científicas mínimas que sustentem sua eficácia e segurança.
Essa mudança de postura também foi reforçada pelas decisões recentes dos tribunais superiores. No Superior Tribunal de Justiça (STJ), por exemplo, consolidou-se o entendimento de que os planos de saúde podem negar a cobertura de medicamentos à base de canabidiol destinados ao uso domiciliar quando esses produtos não integram o Rol de Procedimentos da ANS. Ao mesmo tempo, a Corte preservou a possibilidade de cobertura em situações excepcionais, como nos casos de internação domiciliar substitutiva ou quando a administração do medicamento exige acompanhamento direto de profissional de saúde.
Na avaliação da especialista, o resultado é uma jurisprudência menos baseada em interpretações amplas do direito à saúde e mais orientada por critérios objetivos. “A tendência não é de uma consolidação amplamente favorável ao paciente em qualquer hipótese. O que existe hoje é uma jurisprudência mais criteriosa, que exige justificativa clínica robusta, regularidade sanitária e demonstração da necessidade individual do tratamento”, afirma.
Na avaliação da Associação Brasileira de Planos de Saúde (Abramge), as operadoras devem seguir integralmente o Rol de Procedimentos e Eventos em Saúde da ANS, que estabelece as coberturas obrigatórias para os mais de 53 milhões de beneficiários da saúde suplementar. A entidade também destaca que a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) na Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) 7.265 trouxe maior previsibilidade ao definir critérios objetivos para a cobertura excepcional de procedimentos fora do rol, fortalecendo a tomada de decisão baseada em evidências científicas e ampliando a segurança jurídica do setor.
Essa busca por maior previsibilidade também é observada pela advogada Anna Júlia Goulart. Segundo ela, embora a judicialização continue exercendo pressão sobre as operadoras ao transferir para o Judiciário discussões relacionadas ao custeio de tratamentos, as decisões recentes dos tribunais superiores começam a estabelecer parâmetros mais claros para esse tipo de demanda.
“O sistema passa a operar menos por decisões intuitivas e mais por critérios verificáveis, como a natureza domiciliar do medicamento, sua regularização sanitária, a inexistência de alternativa terapêutica adequada no rol e a demonstração técnico-científica da eficácia do tratamento. Isso não elimina a judicialização, mas torna o debate mais previsível para todos os atores envolvidos”, afirma.
Ainda assim, especialistas avaliam que o debate está longe de ser encerrado. O avanço da regulamentação sanitária, a ampliação da produção nacional de produtos à base de cannabis e a expectativa de redução gradual dos custos desses tratamentos tendem a aumentar a demanda nos próximos anos. Esse movimento poderá recolocar em discussão temas como custo-efetividade, protocolos clínicos e eventual ampliação das coberturas, especialmente à medida que novas evidências científicas forem produzidas.
Por enquanto, entretanto, o cenário permanece marcado por uma divisão de competências apesar do seu avanço. Enquanto a Anvisa continua ampliando o acesso regulatório à cannabis medicinal, a ANS mantém a aplicação das regras atualmente previstas para a cobertura assistencial dos planos de saúde. Nesse intervalo, cabe ao Judiciário analisar, caso a caso, se os requisitos legais e técnicos que justificam a cobertura excepcional estão presentes.
Mais do que discutir a utilização da cannabis medicinal, o desafio que se desenha para a saúde suplementar é definir como terapias inovadoras poderão ser incorporadas de forma equilibrada ao sistema. A tendência é que o tema deixe de ser tratado apenas como uma questão de acesso e passe a ocupar espaço crescente nas discussões sobre avaliação de tecnologias em saúde, sustentabilidade econômica das operadoras e segurança jurídica, à medida que novas evidências clínicas e regulatórias forem sendo firmadas.
Nicholas Godoy
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]]>The post Zurich reposiciona marca e mira expansão em seguro de vida appeared first on Revista Apólice.
]]>O lançamento foi conduzido por executivos das áreas de Marketing e Seguros de Pessoas e revelou duas prioridades da companhia: ampliar o reconhecimento da marca e aumentar a participação do seguro de vida na carteira de negócios.
Segundo Lucía Sarraceno, diretora de Marketing, Clientes, Sustentabilidade e Inovação da Zurich, a proposta não busca dialogar apenas com um novo perfil de consumidor. “Não é uma campanha que fala apenas com uma nova geração. Queremos conversar com todos os nossos potenciais clientes”, afirmou.
Como parte dessa estratégia, a companhia ampliará investimentos em plataformas de esporte, entretenimento e projetos de impacto social, com parcerias como Disney, Rio Open, projetos de Flag Football e o espetáculo Alegria, do Cirque du Soleil. A executiva afirmou ainda que o território do esporte foi escolhido por seu potencial de transformação social, razão pela qual a companhia pretende ampliar projetos voltados à formação de crianças e adolescentes.
Embora a Zurich tenha reiterado que um dos objetivos da nova estratégia é ampliar a cultura do seguro no Brasil, assim como no último encontro, a apresentação voltou a enaltecer ações de branding voltadas aos canais de comunicação de massa (televisão aberta, publicidade regionalizada e veículos de “grande alcance”). Já a imprensa especializada, que acompanha o mercado de forma contínua, contextualiza mudanças regulatórias, analisa novos produtos e contribui para a disseminação da cultura do seguro, mais uma vez não apareceu entre os pilares centrais da estratégia apresentada.
Seguro de vida como parte do posicionamento
Na segunda parte da apresentação, o seguro de vida foi tratado como um dos principais vetores de crescimento para essa nova fase da companhia e peça da estratégia comercial apresentada.
Rodrigo Bastos, diretor executivo de Vida, Previdência e Capitalização, afirmou que o cenário reúne condições favoráveis de crescimento tanto por fatores estruturais quanto pelo baixo nível de proteção da população brasileira. “O brasileiro está muito mal protegido. Esse é um desafio de toda a indústria”, afirmou.
Segundo dados apresentados , aproximadamente 14% dos brasileiros possuem seguro de vida. No mesmo período, o segmento de vida individual registra crescimento de 21%, enquanto o seguro prestamista avança 17%. O seguro de vida representa cerca de 25% da carteira de prêmios da Zurich no Brasil e reúne mais de 900 mil vidas seguradas entre produtos individuais e coletivos.
Para Bastos, o desafio não está apenas em ampliar a comercialização, mas em modificar a percepção do consumidor sobre o produto. A companhia pretende ampliar a oferta de benefícios em vida, incorporando assistências e serviços capazes de aproximar o seguro das necessidades cotidianas das famílias. “Precisamos falar do seguro de vida trazendo os benefícios em vida e não apenas em morte”, resumiu o executivo ao defender uma mudança na forma como o produto é apresentado ao consumidor.
Bastos também destacou que a expansão do segmento dependerá da distribuição. Segundo ele, a Zurich pretende ampliar sua atuação no varejo apoiando-se na rede de aproximadamente 19 mil corretores cadastrados, fortalecer parcerias comerciais e desenvolver soluções voltadas a públicos ainda pouco atendidos, como trabalhadores autônomos e profissionais sem cobertura previdenciária complementar.
Para Daniela Cruz, superintendente de Vida e Capitalização da Zurich, a evolução do produto acompanha as transformações do perfil das famílias brasileiras. “As famílias estão mudando, tudo está mudando, então temos o desafio de acompanhar isso e deixar ainda mais atrativo o produto de vida para ofertar da melhor forma”, afirmou.
Nicholas Godoy, de São Paulo
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]]>The post OnPoint estrutura operação de Garantia da Now Seguros appeared first on Revista Apólice.
]]>A iniciativa ocorre em um cenário de expansão do mercado segurador brasileiro. Dados da Superintendência de Seguros Privados (Susep) mostram que os seguros de danos e pessoas, excluindo VGBL, arrecadaram R$ 74,8 bilhões até abril de 2026, crescimento nominal de 6,13% em relação ao mesmo período do ano anterior.
Dentro desse contexto, o Seguro Garantia vem ampliando sua participação no mercado. Segundo levantamento do GRI Institute, o segmento movimentou cerca de R$ 6,3 bilhões em prêmios em 2025, alta de 19,5% na comparação anual, impulsionado principalmente pelo avanço de projetos de infraestrutura e pela demanda por garantias contratuais.
Para a Now Seguros, a parceria representa a oportunidade de ingressar nesse segmento utilizando uma estrutura tecnológica já desenvolvida para esse tipo de operação.
“Estamos investindo na plataforma da OnPoint para acelerar nossa entrada no Seguro Garantia, reduzindo a complexidade operacional e garantindo uma estrutura preparada para crescer com agilidade, segurança e eficiência. A expertise da OnPoint no segmento foi um diferencial para construirmos essa nova frente de negócios”, destaca o diretor comercial da Now Seguros, Alexandre Martucci.
Segundo o CEO da OnPoint, Leandro Leite, a atuação da empresa envolve não apenas a disponibilização de tecnologia, mas também o apoio à estruturação operacional da carteira.
“Mais do que uma solução tecnológica, a OnPoint entrega uma estrutura completa para que seguradoras possam ingressar em novos mercados de forma mais rápida e eficiente. Nossa plataforma automatiza etapas da operação, integra seguradoras e corretoras, reduz o tempo de emissão de apólices e proporciona uma jornada digital mais fluida para todos os participantes da cadeia”, afirma.
O executivo acrescenta que a proposta da empresa é combinar tecnologia e conhecimento técnico do setor segurador.
“Enquanto muitas iniciativas buscaram apenas digitalizar processos existentes, a OnPoint nasceu com o propósito de transformar a operação de seguros a partir das necessidades reais do mercado, combinando inovação, eficiência operacional e experiência prática do segmento”, completa.
Para a cofundadora e diretora de Soluções Digitais da OnPoint, Tathiana Dotaf, a plataforma foi desenvolvida para apoiar a expansão das seguradoras em novas linhas de negócio.
“Nossa plataforma elimina gargalos operacionais, reduz retrabalho, integra sistemas e oferece uma experiência digital completa para os corretores e clientes. Isso permite que companhias como a Now Seguros iniciem uma nova carteira de negócios com uma estrutura robusta, menor investimento em desenvolvimento próprio e muito mais agilidade para capturar oportunidades de mercado”, destaca a executiva.
Segundo a OnPoint, a plataforma já soma mais de R$ 600 milhões em prêmios emitidos, ultrapassa 150 mil apólices processadas e administra aproximadamente R$ 30 bilhões em importância segurada. A companhia afirma que sua expansão acompanha o crescimento da demanda por soluções digitais voltadas ao mercado de seguros corporativos.
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]]>The post O desafio de reconstituir os processos das seguradoras com IA appeared first on Revista Apólice.
]]>A avaliação não parte apenas da observação do mercado. Wolff acompanha a evolução tecnológica das seguradoras há quase duas décadas. Em 2006, quando o Google ainda iniciava suas operações no Brasil, criou uma empresa voltada ao marketing digital e à geração de leads. Alguns anos depois, passou a atender o setor segurador, primeiro desenvolvendo soluções para comercialização digital e, posteriormente, criando um dos primeiros projetos de atendimento via WhatsApp para a Porto, quando o aplicativo ainda nem possuía uma plataforma oficial para empresas. Pela empresa fundada posteriormente, a Smarkio, participou da implantação de soluções utilizadas por praticamente todas as grandes seguradoras e empresas de assistência do País, experiência que lhe permitiu conhecer de perto a operação das companhias.
Foi justamente essa convivência que o levou a uma conclusão que hoje orienta o trabalho da Tech for Humans. “O mercado fez um enorme esforço para digitalizar processos, mas manteve praticamente os mesmos fluxos de trabalho. Colocou uma interface moderna sobre processos que foram desenhados para uma realidade completamente diferente”, afirma.
Na prática, segundo ele, muitas atividades deixaram de ser realizadas em papel, passaram a acontecer em aplicativos ou plataformas digitais, mas continuam exigindo as mesmas etapas, aprovações e conferências existentes antes da transformação digital. Essa lógica, na avaliação do executivo, pesa diretamente sobre a estrutura de custos das seguradoras.
Quando se discute o preço do seguro, é comum que o debate recaia sobre a sinistralidade ou sobre os custos de comercialização. Wolff entende que existe outro componente que recebe menos atenção. “O sinistro não é o principal responsável pelo custo da operação. Grande parte desse peso está nos processos internos das seguradoras”.
Ele cita como exemplo o próprio mercado financeiro. Instituições tradicionais investiram durante anos na digitalização de serviços, mas preservaram estruturas operacionais complexas, abrindo espaço para novos concorrentes que nasceram com processos mais simples. “O risco para o mercado segurador é semelhante. Uma empresa mais enxuta consegue operar com custos menores porque nasce sem carregar toda essa estrutura construída ao longo do tempo.”
É justamente sobre esses processos que a Tech for Humans concentra seus projetos de inteligência artificial. A companhia voltou ao mercado segurador tendo novamente a Porto Seguro entre os primeiros clientes e, desde então, passou a desenvolver projetos também para grupos como Allianz, MAPFRE e Bradesco Seguros.
O principal foco hoje está na jornada de sinistros de automóveis. Para Wolff, uma das primeiras mudanças deve ocorrer já na abertura do aviso de sinistro. “Hoje existem operações em que o cliente responde cerca de quarenta perguntas para registrar um sinistro. Em muitos casos, um vídeo consegue fornecer praticamente todas essas informações”.
Mas, segundo ele, o problema não termina no primeiro atendimento. Depois que o veículo chega à oficina, o segurado normalmente deixa de acompanhar o andamento do reparo. Não sabe se o atraso decorre da falta de peças, da autorização da seguradora ou da própria oficina.
A proposta da empresa é utilizar inteligência artificial para integrar essas informações e oferecer ao cliente uma visão completa da evolução do serviço, ao mesmo tempo em que reduz o tempo de pagamento às oficinas e melhora o fluxo financeiro da rede credenciada.
A discussão sobre inteligência artificial inevitavelmente leva ao tema das fraudes. Ferramentas capazes de gerar imagens, vozes e documentos sintéticos costumam ser apontadas como um novo desafio para as seguradoras. Wolff reconhece esse cenário, mas acredita que a própria tecnologia tende a oferecer mecanismos mais sofisticados de detecção.
Na saúde suplementar, a empresa desenvolve projetos voltados principalmente à análise de reembolsos e ao apoio às equipes responsáveis pela identificação de inconsistências. A inteligência artificial não toma decisões automaticamente, mas aponta situações que merecem uma investigação mais detalhada, reduzindo o tempo gasto na triagem dos casos. Outra frente envolve modelos de renegociação de contratos empresariais inadimplentes e estudos para tornar mais precisa a avaliação de risco de carteiras corporativas.
Um dos estudos conduzidos pela empresa, em parceria com a Universidade Federal de Itajubá (Unifei), prevê a utilização de drones para o primeiro atendimento de acidentes. A ideia é que sensores embarcados no veículo identifiquem automaticamente uma colisão e acionem um equipamento instalado em bases distribuídas por rodovias ou áreas urbanas. O drone faria uma avaliação inicial da ocorrência, registraria imagens, auxiliaria na caracterização do acidente e poderia acionar serviços como polícia, ambulância e assistência da seguradora antes mesmo do contato telefônico do segurado.
Para Wolff, esse tipo de iniciativa ilustra uma mudança de paradigma que começa a ganhar espaço no setor. Em vez de simplesmente acelerar atividades já existentes, a inteligência artificial passa a redesenhar a própria forma como os serviços são prestados.
Na avaliação do executivo, esse será o principal desafio das seguradoras nos próximos anos: abandonar processos concebidos para outra realidade e construir uma operação capaz de aproveitar o potencial das novas tecnologias sem apenas reproduzir, em ambiente digital, a burocracia do passado.
Kelly Lubiato
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