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A revista do mercado de SegurosFri, 03 Jul 2026 16:47:14 +0000pt-BR
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3232Evoy contrata novos executivos e prepara expansão até 2029
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Fri, 03 Jul 2026 17:00:00 +0000https://revistaapolice.com.br/?p=140632A administradora de consórcios Evoy anunciou a contratação de Valney Corrêa, Maíra Grimaldi e Paulo Parra para reforçar sua equipe executiva nas áreas comercial, de performance e estruturação, e operações. As nomeações fazem parte da nova fase de expansão da administradora de consórcios e estão alinhadas ao plano estratégico da companhia, que prevê investimentos superiores […]
]]>A administradora de consórcios Evoy anunciou a contratação de Valney Corrêa, Maíra Grimaldi e Paulo Parra para reforçar sua equipe executiva nas áreas comercial, de performance e estruturação, e operações. As nomeações fazem parte da nova fase de expansão da administradora de consórcios e estão alinhadas ao plano estratégico da companhia, que prevê investimentos superiores a R$ 28 milhões até 2029.
“Estamos vivendo um momento muito importante na trajetória da Evoy. Após cinco anos de trabalho, aprendizado e consolidação da nossa operação, iniciamos uma nova fase da companhia, marcada por investimentos estratégicos e uma preparação acelerada para os próximos ciclos de crescimento do negócio”, afirma Marcelo Lucindo, CEO e Fundador da Evoy.
Com mais de 15 anos de experiência no mercado de consórcios e na comercialização de serviços financeiros, Valney Corrêa atuou em empresas como Wiz e Banco PAN. Na Evoy, será responsável por apoiar a expansão dos canais de distribuição, fortalecer o relacionamento com parceiros e desenvolver estratégias comerciais voltadas à ampliação dos negócios.
Maíra Grimaldi passa a atuar no aprimoramento da performance operacional da companhia. Com mais de 20 anos de experiência nos mercados financeiro e de consórcios, a executiva possui atuação em governança corporativa, controles internos e compliance, tendo participado de projetos de transformação institucional em empresas como Wiz e PAR Corretora de Seguros.
Já Paulo Parra assume a liderança da área de operações. Com trajetória voltada ao segmento de consórcios e passagem pela Promotiva, o executivo reúne experiência em estruturação de processos operacionais e comerciais, governança, gestão de performance e suporte às equipes de vendas e parceiros.
“Nova Evoy”
As contratações ocorrem no momento em que a Evoy completa cinco anos de operação e inicia a implementação do plano estratégico denominado “Nova Evoy”, que estabelece as diretrizes de crescimento da administradora até 2029.
A estratégia contempla investimentos superiores a R$ 28 milhões destinados à criação de uma operação própria de vendas, fortalecimento da governança corporativa, desenvolvimento tecnológico, evolução da marca e ampliação da atuação multicanal. A companhia projeta alcançar R$ 1 bilhão em vendas mensais e gerar até 800 empregos diretos ao longo do período.
Segundo a empresa, a Evoy se aproxima da marca de R$ 3 bilhões em vendas acumuladas e mantém a posição de única administradora de consórcios independente autorizada a iniciar operações no Brasil nos últimos 20 anos.
“A chegada dos novos executivos reforça o plano de longo prazo da Evoy, com foco em áreas estratégicas para o crescimento da companhia. Estamos construindo uma administradora mais sólida, moderna e preparada para o futuro, com profissionais com sólida experiência no mercado de consórcios e que irão nos apoiar nessa nova fase da companhia, sempre conectada às necessidades de clientes e parceiros”, finaliza o CEO.
]]>Projetos renováveis elevam demanda por Seguro Garantia no Nordeste
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Fri, 03 Jul 2026 16:41:10 +0000https://revistaapolice.com.br/?p=140633A transição energética brasileira tem no Nordeste seu principal vetor de crescimento concentrando a maior parte dos empreendimentos eólicos do país, além de liderar a expansão da geração renovável que vem atraindo investimentos bilionários em parques eólicos, usinas solares, linhas de transmissão e novas tecnologias associadas à transição energética. À medida que essa transformação […]
]]>A transição energética brasileira tem no Nordeste seu principal vetor de crescimento concentrando a maior parte dos empreendimentos eólicos do país, além de liderar a expansão da geração renovável que vem atraindo investimentos bilionários em parques eólicos, usinas solares, linhas de transmissão e novas tecnologias associadas à transição energética.
À medida que essa transformação avança, cresce também a necessidade de mecanismos capazes de assegurar a execução dos projetos e dar suporte a investimentos de longo prazo. Nesse cenário, o Seguro Garantia vem ganhando relevância como ferramenta essencial para a viabilização dos empreendimentos energéticos.
Um exemplo dessa dinâmica foi o Leilão de Transmissão nº 01/2026, realizado pela ANEEL na B3, que resultou na arrematação de cinco lotes, com cerca de R$ 3,3 bilhões em investimentos estimados e a implantação de 859 quilômetros de novas linhas de transmissão. Projetos dessa magnitude exigem garantias robustas para assegurar o cumprimento das obrigações assumidas pelas empresas vencedoras desde a apresentação das propostas até a entrega da infraestrutura.
Nos projetos de geração e transmissão, os desafios vão muito além da construção dos ativos. Cumprimento de cronogramas, performance operacional e exigências regulatórias são fatores determinantes para a viabilidade econômica dos empreendimentos. Atrasos podem gerar penalidades, comprometer contratos de fornecimento de energia e impactar diretamente o retorno esperado por investidores e financiadores.
É nesse contexto que o Seguro Garantia assume um papel estratégico. Além de assegurar o cumprimento das obrigações contratuais, ele preserva a capacidade de crédito das empresas junto ao sistema financeiro, diferentemente de modalidades que consomem limites bancários. Em setores intensivos em capital, como energia e infraestrutura, essa característica se traduz em maior eficiência financeira e maior capacidade de investimento.
“No setor elétrico, prazo e execução têm impacto direto sobre a operação do sistema e a viabilidade econômica dos projetos. O Seguro Garantia vem se aprimorando para acompanhar essa complexidade, considerando cronograma, capacidade técnica e obrigações regulatórias previstas nos contratos”, afirma Roque de Holanda Melo, CEO da Junto Seguros.
A importância desse instrumento tende a crescer à medida que os projetos ganham escala. A Bahia, por exemplo, responde por cerca de 37% da geração eólica nacional e acumula investimentos estimados em R$ 77 bilhões no setor. Com a expansão da geração renovável e da infraestrutura de transmissão necessária para escoar essa energia, aumenta também a demanda por soluções capazes de oferecer previsibilidade e segurança para investidores, financiadores e reguladores.
Em um ambiente de expansão acelerada da infraestrutura energética, especialmente no Nordeste, ele contribui para fortalecer a governança dos projetos, aprimorar a gestão de riscos e dar suporte aos investimentos de longo prazo que estão transformando a matriz energética brasileira. “O avanço da transição energética exige projetos cada vez mais estruturados do ponto de vista financeiro e contratual. O Seguro Garantia contribui para dar previsibilidade, segurança e capacidade de execução a esses empreendimentos”, ressalta Melo.
]]>Corretores acompanham nova fase comercial da Tokio Marine
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Fri, 03 Jul 2026 16:30:50 +0000https://revistaapolice.com.br/?p=140629A Tokio Marine Seguradora reuniu, na quarta-feira (1º), corretores e assessorias em São Paulo para apresentar os resultados da companhia, a nova estrutura comercial e as perspectivas de crescimento para os próximos anos. Maior regional da seguradora no país, São Paulo encerrou o último ano com produção superior a R$ 2 bilhões, consolidando sua participação […]
]]>A Tokio Marine Seguradora reuniu, na quarta-feira (1º), corretores e assessorias em São Paulo para apresentar os resultados da companhia, a nova estrutura comercial e as perspectivas de crescimento para os próximos anos.
Maior regional da seguradora no país, São Paulo encerrou o último ano com produção superior a R$ 2 bilhões, consolidando sua participação na operação da companhia. A região lidera os segmentos de Condomínio e Riscos de Engenharia e ocupa a segunda posição em Automóvel, Fiança Locatícia e Transportes.
A companhia informou que conta atualmente com cerca de 49 mil corretores em todo o Brasil e que vem ampliando os investimentos em capacitação, desenvolvimento comercial e estrutura de apoio ao canal de distribuição.
Segundo a seguradora, essa estratégia contribuiu para que o canal de Varejo alcançasse R$ 10,97 bilhões em produção até junho, aproximando-se da marca de R$ 11 bilhões.
O encontro também marcou a apresentação de Marcelo Goldman aos parceiros da região como novo vice-presidente Comercial e de Produtos Massificados. O executivo destacou o compromisso de fortalecer o relacionamento com corretores e assessorias, por meio de maior proximidade e da adoção de iniciativas voltadas à geração de negócios.
Goldman também apresentou indicadores da operação da Tokio Marine no Brasil. Segundo ele, a companhia mantém trajetória de crescimento acima da média do mercado desde 2011. No segmento de Automóvel, administra uma carteira de aproximadamente 3,4 milhões de veículos e registra crescimento de cerca de 10% em 2026.
Outro destaque apresentado durante o evento foi a área de Ramos Diversos Massificados, que ultrapassou R$ 1 bilhão em produção e acumula crescimento de 27% neste ano, impulsionado principalmente pelo desempenho do Seguro Fiança Locatícia.
Ao final do encontro, a companhia reafirmou a estratégia de manter investimentos em tecnologia, capacitação, inovação e relacionamento com corretores e assessorias, apontados como canais centrais para a expansão dos negócios.
]]>Aon reforça operação latino-americana com nova liderança
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Fri, 03 Jul 2026 15:00:00 +0000https://revistaapolice.com.br/?p=140619A Aon anunciou a nomeação de Gabriel Dib como Head of Enterprise Client Group & Multinational Clients para a América Latina, com efeito imediato. O executivo passa a liderar a estratégia integrada de atendimento a clientes multinacionais na região. Na nova função, Dib será responsável por promover uma abordagem integrada em gestão de riscos e […]
]]>A Aon anunciou a nomeação de Gabriel Dib como Head of Enterprise Client Group & Multinational Clients para a América Latina, com efeito imediato. O executivo passa a liderar a estratégia integrada de atendimento a clientes multinacionais na região.
Na nova função, Dib será responsável por promover uma abordagem integrada em gestão de riscos e capital humano para empresas com operações em diferentes mercados, conectando soluções globais às necessidades específicas de cada país da América Latina.
“O cenário de riscos está cada vez mais complexo e interconectado. Integrar a liderança de Enterprise Client Group e de clientes multinacionais nos permite oferecer uma experiência mais consistente, fortalecer a colaboração entre equipes e continuar gerando valor, alinhando as capacidades globais da Aon às necessidades específicas de cada mercado na América Latina. A trajetória de Gabriel e seu profundo conhecimento do mercado serão fundamentais para continuarmos apoiando nossos clientes na tomada das melhores decisões”, afirmou Pedro Penalva, CEO para a América Latina na Aon.
Gabriel Dib está na Aon há 12 anos, período em que atuou em diferentes funções estratégicas, incluindo oito anos nos Estados Unidos. Ao longo de sua trajetória, liderou carteiras de empresas multinacionais e participou da expansão do relacionamento da companhia com grandes corporações em diversos mercados.
A companhia descata que a nomeação faz parte da estratégia de fortalecer a integração entre as áreas de atendimento a clientes multinacionais e de gestão de grandes contas, ampliando a colaboração entre equipes e o suporte às organizações que atuam em diferentes países.
A reorganização também está alinhada à política de desenvolvimento de lideranças da Aon e ao fortalecimento de equipes voltadas à gestão de riscos e capital humano em um ambiente de negócios cada vez mais complexo.
]]>PASI incorpora plataforma para compra de medicamentos
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Fri, 03 Jul 2026 14:17:51 +0000https://revistaapolice.com.br/?p=140624O Seguro PASI anunciou o lançamento de um novo serviço que passa a integrar o ecossistema de soluções da companhia, o PASI Farma, que permite aos segurados adquirir medicamentos, vitaminas, suplementos e outros produtos farmacêuticos a preço de custo, sem a margem de lucro aplicada tradicionalmente no varejo. A iniciativa amplia a estratégia da empresa […]
]]>O Seguro PASI anunciou o lançamento de um novo serviço que passa a integrar o ecossistema de soluções da companhia, o PASI Farma, que permite aos segurados adquirir medicamentos, vitaminas, suplementos e outros produtos farmacêuticos a preço de custo, sem a margem de lucro aplicada tradicionalmente no varejo.
A iniciativa amplia a estratégia da empresa de oferecer benefícios voltados à saúde e ao bem-estar de trabalhadores e seus familiares. Segundo dados do IBGE, os medicamentos representam 33,7% das despesas das famílias brasileiras com saúde, o que evidencia o impacto desses gastos no orçamento doméstico.
Nesse contexto, o seguradora destaca que o novo serviço busca facilitar o acesso a medicamentos e demais produtos farmacêuticos, reduzindo o custo para os segurados.
“O foco do PASI Farma não é oferecer descontos, pois isso já está saturado no mercado. Nosso objetivo é oferecer um serviço inédito com economia real no bolso do segurado e dar acesso a um produto sem margem de lucro, proporcionando a inclusão de milhões de pessoas em um tipo de serviço antes não acessível para toda a população”, compartilha Bárbara Capurucho, superintendente de Produtos e Marketing do PASI.
“É importante ressaltar que o serviço não inclui apenas medicamentos, mas de todo tipo de produto que pode ser encontrado na farmácia, como suplementos, vitaminas, produtos de higiene, entre outros”, reforça a executiva.
O PASI Farma opera por meio do WhatsApp. Todo o processo de atendimento, cotação e compra é realizado pelo aplicativo, permitindo o envio de mensagens de texto ou áudio e diferentes formas de pagamento, como Pix, cartão de crédito e boleto.
Os preços são consultados no momento da solicitação, refletindo os valores praticados no dia e eventuais negociações realizadas com laboratórios e fabricantes. Após a conclusão da compra, os produtos são entregues no endereço informado pelo segurado, com o frete sob responsabilidade do cliente.
Para Bárbara Capurucho, o lançamento representa mais um passo na ampliação das soluções oferecidas pela companhia.
“Por meio da Instituição Seguros conseguimos dar acesso a oportunidades completas de cuidado e proteção para todos e promover real impacto na vida das pessoas, com mecanismos simplificados de baixo custo e alto valor agregado. É a ampliação do conceito de proteção para que ele esteja presente também no dia a dia do trabalhador e de sua família”, complementa Bárbara.
Benefício para empresas e corretores
Além dos segurados, o PASI destaca que o novo serviço também pode ser incorporado por empresas como benefício aos colaboradores, ampliando o acesso a produtos farmacêuticos e de cuidados pessoais.
Segundo a companhia, a solução também representa uma nova alternativa para os corretores ampliarem o portfólio de benefícios oferecidos aos clientes, agregando serviços voltados à saúde e ao bem-estar.
]]>Ezze entra no mercado de consórcios em parceria com a Âncora
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Fri, 03 Jul 2026 11:57:17 +0000https://revistaapolice.com.br/?p=140616A Ezze Seguros anunciou a criação da sua operação de consórcios que será administrada pela administradora Âncora. A iniciativa marca a entrada da seguradora no segmento e busca ampliar a oferta de soluções para corretores e clientes, combinando a rede de distribuição da Seguradora com a experiência da Âncora na administração de consórcios. Segundo as […]
]]>A Ezze Seguros anunciou a criação da sua operação de consórcios que será administrada pela administradora Âncora. A iniciativa marca a entrada da seguradora no segmento e busca ampliar a oferta de soluções para corretores e clientes, combinando a rede de distribuição da Seguradora com a experiência da Âncora na administração de consórcios.
Segundo as empresas, a parceria pretende fortalecer a atuação dos corretores ao oferecer uma nova alternativa de planejamento para aquisição de bens e serviços. “Esta nova frente representa um diferencial competitivo para os corretores, que agora podem contar com um argumento poderoso de vendas e fidelização que agrega valor tanto à experiência do cliente quanto à performance comercial dos nossos parceiros”, destaca Richard Vinhosa, CEO da Ezze Seguros.
A operação permitirá que os corretores comercializem consórcios de imóveis, veículos e serviços, ampliando o portfólio disponível aos clientes. Para a Âncora Consórcios, a iniciativa também reforça o papel do corretor na distribuição desses produtos.
“A Ezze é uma companhia com grande proximidade aos corretores e uma cultura voltada ao desenvolvimento de novos negócios. Ao unir essa força à experiência da Âncora, criamos uma plataforma com enorme potencial de crescimento, capaz de ampliar o acesso dos clientes a soluções de planejamento patrimonial e fortalecer o papel do corretor como protagonista dessa jornada”, afirma o superintendente Comercial da Âncora Consórcios, Lucas Lima.
A expansão ocorre em um momento de crescimento do mercado de consórcios. Dados da Associação Brasileira de Administradoras de Consórcios (ABAC) mostram que o sistema encerrou o primeiro quadrimestre de 2026 com 1,87 milhão de adesões, volume 16,1% superior ao registrado no mesmo período do ano anterior. No intervalo, a comercialização de créditos alcançou R$ 179,41 bilhões, avanço de 27,1%.
Para Lucas Lima, esse cenário amplia as oportunidades para os profissionais que atuam na comercialização de consórcios. “O corretor desempenha um papel fundamental dentro desse processo, pois construiu, ao longo dos anos, uma relação de confiança com seus clientes. Essa proximidade permite entender necessidades, identificar oportunidades e oferecer soluções cada vez mais completas”, explica.
Estrutura para os corretores
Com a criação da Ezze Consórcios, os corretores credenciados passam a contar com uma estrutura dedicada para apoiar a comercialização dos produtos. A operação inclui equipe de suporte, treinamentos, acompanhamento comercial e atendimento especializado.
“Existe uma demanda reprimida importante por produtos acessíveis e que produzem ótimo retorno ao cliente. A Ezze Consórcios nasce com o objetivo de ampliar a oferta de consórcios no Brasil e mostrar que essa modalidade é muito acessível para o orçamento das famílias brasileiras”, completa Richard Vinhosa.
Os produtos da nova operação também serão integrados ao seguro prestamista da Ezze Seguros. Segundo as empresas, a combinação busca ampliar a proteção oferecida aos clientes durante a vigência dos contratos de consórcio.
“Essa combinação entre consórcio e seguro reforça a proposta de valor da operação e cria novas oportunidades para os corretores oferecerem soluções ainda mais completas”, concluem Vinhosa e Lima.
O projeto foi inicialmente implementado em São Paulo e, segundo as empresas, apresentou resultados que motivaram a expansão da operação para a Região Sul. A expectativa é ampliar gradualmente a atuação para outras regiões do país, aumentando a base de corretores participantes.
“A expectativa das empresas é construir uma operação de longo prazo, com crescimento sustentável e cada vez mais relevante dentro da estratégia de expansão da Ezze Seguros e da Âncora Consórcios”, explica Waldecyr Schilling, diretor comercial da Ezze.
“O que mais nos entusiasma nessa parceria é a conexão entre as duas empresas. Tanto a Ezze quanto a Âncora acreditam na força do relacionamento, na proximidade com os corretores, na expansão sustentável dos negócios e na geração de novas oportunidades para o mercado. Acreditamos que a combinação entre a força da marca EZZE, o protagonismo dos corretores e a experiência da Âncora no segmento criam uma base sólida para ampliar ainda mais o alcance do consórcio no Brasil”, aponta Lucas Lima.
]]>Pesquisa aponta proteção de dados como prioridade no e-commerce
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Fri, 03 Jul 2026 11:46:25 +0000https://revistaapolice.com.br/?p=140612A segurança de dados pessoais passou a liderar a decisão de compra dos consumidores brasileiros no ambiente on-line, em linha com uma tendência global. É o que revela a Atualização do 1º semestre de 2026 do Relatório de Principais Tendências de Fraude da TransUnion. De acordo com o estudo, 52% dos brasileiros apontam a proteção […]
]]>A segurança de dados pessoais passou a liderar a decisão de compra dos consumidores brasileiros no ambiente on-line, em linha com uma tendência global. É o que revela a Atualização do 1º semestre de 2026 do Relatório de Principais Tendências de Fraude da TransUnion. De acordo com o estudo, 52% dos brasileiros apontam a proteção de suas informações como principal critério na escolha de empresas para transações digitais, superando fatores tradicionais como qualidade de produtos ou serviços e experiência digital.
O resultado coloca o Brasil acima da média global, onde 49% dos consumidores também indicam a segurança de dados como principal fator de decisão, reforçando o papel crescente da confiança na jornada digital.
Esse movimento é sustentado por uma preocupação ampla com o tema: 81% dos consumidores brasileiros consideram a proteção de suas informações “muito importante” ao escolher uma empresa para fazer negócios on-line, percentual superior à média global, de 77%.
De acordo com Wallace Massola, Head de Soluções de Prevenção a Fraudes da TransUnion Brasil, essa mudança reflete um consumidor mais exigente com empresas e plataformas, especialmente em um cenário de maior exposição a fraudes e uso crescente de novas tecnologias por fraudadores.
“No digital, confiança virou parte da decisão de compra. Quando 52% dos consumidores brasileiros dizem que a segurança dos dados pessoais é o principal critério para escolher uma empresa online, acima da média global de 49%, fica claro que proteção de dados deixou de ser um tema apenas técnico. Ela passou a influenciar conversão, fidelização e reputação. O consumidor quer uma jornada simples, mas também quer saber se suas informações estão protegidas. Para as empresas, o desafio agora é equilibrar segurança e experiência: proteger melhor, sem tornar a jornada mais difícil para o cliente legítimo”, afirma Wallace Massola.
Na prática, esse movimento também impõe um desafio adicional: equilibrar segurança e experiência. A necessidade de proteger dados sem aumentar a fricção na jornada do usuário se torna cada vez mais essencial, especialmente em um ambiente onde a confiança pode ser determinante para conversão e fidelização.
O comportamento observado no Brasil acompanha uma tendência mais ampla na América Latina e no mundo. Em diferentes mercados, a segurança de dados pessoais se consolidou como a principal expectativa dos consumidores em transações on-line, à frente de aspectos como economia de custos e experiência digital. Globalmente, a proteção das informações também lidera as prioridades, enquanto fatores como qualidade dos produtos ou serviços aparecem como segundo elemento mais relevante na escolha de com quem comprar.
]]>Bradesco Seguros e Swiss Re promovem imersão para lideranças
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Fri, 03 Jul 2026 11:28:24 +0000https://revistaapolice.com.br/?p=140609O Grupo Bradesco Seguros promoveu, entre os dias 6 e 13 de junho, mais uma edição do programa Talento Internacional, iniciativa voltada ao desenvolvimento de profissionais que se destacaram em campanhas comerciais da companhia. Realizado em Zurique, na Suíça, o programa reuniu 19 participantes, entre colaboradores e representantes da alta liderança do grupo. Desenvolvido em […]
]]>O Grupo Bradesco Seguros promoveu, entre os dias 6 e 13 de junho, mais uma edição do programa Talento Internacional, iniciativa voltada ao desenvolvimento de profissionais que se destacaram em campanhas comerciais da companhia. Realizado em Zurique, na Suíça, o programa reuniu 19 participantes, entre colaboradores e representantes da alta liderança do grupo.
Desenvolvido em parceria com a Swiss Re, a Talento Internacional proporcionou aos participantes uma experiência que combinou conteúdo, intercâmbio com especialistas internacionais e vivências, alinhadas aos desafios e tendências do mercado segurador.
Para Ney Ferraz Dias, CEO da Bradseg, a iniciativa representa uma evolução na forma de reconhecer talentos dentro da organização. “A Talento Internacional foi concebida para ir além do reconhecimento tradicional. Nosso objetivo foi proporcionar uma experiência que combinasse valorização profissional, desenvolvimento executivo e conexão com as principais discussões que impactam o futuro do nosso setor. Em conjunto com a nossa parceira Swiss Re foi possível construir uma jornada alinhada ao nosso negócio e às competências que entendemos como fundamentais para a formação de lideranças cada vez mais preparadas para um ambiente em constante transformação”, destaca.
Desenvolvimento e reconhecimento
Parte da programação foi realizada no Swiss Re Centre for Global Dialogue, em Rüschlikon, próximo a Zurique, onde os participantes acompanharam sessões conduzidas por especialistas da resseguradora sobre temas relacionados à liderança, inovação, tomada de decisão, transformação dos modelos de negócio e evolução do mercado segurador.
Ao longo de dois dias de atividades, o grupo também participou de debates e recebeu certificado de conclusão do programa.
A agenda incluiu ainda visitas técnicas e institucionais, encontros com profissionais do mercado internacional e atividades voltadas ao conhecimento da história, da economia e da cultura suíça, incluindo visita à sede da Swiss Re e outras experiências relacionadas ao ambiente de inovação da região.
Entre os participantes da edição de 2026 estiveram Ney Ferraz Dias, CEO do Grupo Bradesco Seguros; Bernardo Ferreira Castello, diretor-presidente da Bradesco Vida e Previdência; Rodrigo Bacellar, diretor-presidente da Bradesco Seguros Auto/RE; Vinicius Marinho da Cruz, diretor financeiro (CFO) do Grupo Bradesco Seguros; Leonardo Freitas, diretor comercial da Bradesco Seguros; Carlos Picini, diretor da Bradescor; e Valdirene Soares Secato, diretora de Recursos Humanos, Ouvidoria e Sustentabilidade do Grupo Bradesco Seguros.
O programa faz parte das iniciativas da companhia voltadas ao desenvolvimento de profissionais e à formação de lideranças, por meio de ações de capacitação e intercâmbio com instituições e especialistas do mercado internacional.
]]>Generali nomeia Fabricio Porto para Ibéria e América Latina
https://revistaapolice.com.br/2026/07/generali-nomeia-fabricio-porto-para-iberia-e-america-latina/
Thu, 02 Jul 2026 19:51:07 +0000https://revistaapolice.com.br/?p=140606A Generali Global Corporate & Commercial (GC&C) Ibéria & América Latina anuncia Fabricio Porto como Head de Client & Broker Relationship Management (CBRM) e Area Manager para Portugal e América Latina, com efeito desde 1º de junho. Em sua nova função, o executivo fica à frente da gestão do relacionamento com clientes e corretores e […]
]]>A Generali Global Corporate & Commercial (GC&C) Ibéria & América Latina anuncia Fabricio Porto como Head de Client & Broker Relationship Management (CBRM) e Area Manager para Portugal e América Latina, com efeito desde 1º de junho. Em sua nova função, o executivo fica à frente da gestão do relacionamento com clientes e corretores e dos negócios da companhia nesses mercados.
Baseado em Madri, o executivo liderará a estratégia de distribuição de GC&C na Península Ibérica e na América Latina, com foco no fortalecimento da parceria entre clientes e corretores e na ampliação da integração entre as duas regiões. Além disso, continuará supervisionando as operações na América Latina e assumirá a responsabilidade direta pelos negócios em Portugal.
Com mais de 15 anos de experiência no setor de seguros, a maior parte deles no Grupo Generali, Fabricio Porto construiu sua trajetória em posições comerciais, técnicas e operacionais em diferentes mercados da América Latina. Até então, era responsável pelas operações de GC&C na região, liderando um portfólio diversificado de mercados e contribuindo para o crescimento sustentável dos negócios.
“Assumo esta nova função com o objetivo de fortalecer ainda mais a integração entre as duas regiões e de simplificar o relacionamento com nossos clientes e corretores. Queremos atuar de forma mais coordenada entre os mercados e atender ainda melhor às necessidades de nossos parceiros em um ambiente cada vez mais desafiador”, destaca Fabricio Porto.
Para Patricia Puerta, Head da Generali GC&C Ibéria & América Latina, a nomeação reforça a estratégia de integração da companhia. “Nos últimos dois anos, trabalhei muito próxima de Fabricio e pude acompanhar seu rigor, profissionalismo e grande capacidade de execução. Sua transferência para Madri fortalece nossa estratégia de distribuição e nossa visão de uma atuação cada vez mais integrada entre a Península Ibérica e a América Latina, sempre com foco no cliente e no corretor”, afirma.
A nomeação faz parte da estratégia da Generali GC&C Ibéria & América Latina de fortalecer seu modelo de distribuição e ampliar a integração entre as regiões, posicionando o relacionamento com clientes e corretores como um dos principais pilares para o desenvolvimento dos negócios.
]]>Cannabis medicinal avança, mas cobertura dos planos de saúde segue restrita
https://revistaapolice.com.br/2026/07/cannabis-medicinal-avanca-mas-cobertura-dos-planos-de-saude-segue-restrita/
Thu, 02 Jul 2026 19:20:18 +0000https://revistaapolice.com.br/?p=140588EXCLUSIVO – Nos últimos dois anos, uma série de decisões judiciais e regulatórias alterou significativamente o cenário do setor de cannabis medicinal, ampliando o acesso aos tratamentos e estabelecendo novas diretrizes para produção, comercialização e utilização de produtos à base de canabidiol (CBD). Enquanto o debate sobre o uso terapêutico da substância ganha novos contornos, […]
]]>EXCLUSIVO – Nos últimos dois anos, uma série de decisões judiciais e regulatórias alterou significativamente o cenário do setor de cannabis medicinal, ampliando o acesso aos tratamentos e estabelecendo novas diretrizes para produção, comercialização e utilização de produtos à base de canabidiol (CBD). Enquanto o debate sobre o uso terapêutico da substância ganha novos contornos, outro tema começa a ocupar espaço crescente: como esses avanços serão absorvidos pela saúde suplementar.
O avanço da regulamentação da cannabis medicinal acompanha um movimento observado também na prática clínica. Nos últimos anos, o número de pacientes em tratamento no Brasil cresceu de forma acelerada. Segundo levantamento da Kaya Mind, o país alcançou, em 2026, cerca de 873 mil pacientes e movimentou R$ 970,9 milhões, com presença em 85% nos municípios brasileiros. O setor divide-se entre importação direta (40%), farmácias (33%) e associações (25%), impulsionado pelo avanço de evidências científicas e novas regras para o cultivo nacional, demonstrando que esse tipo de terapia deixou de ser uma alternativa restrita a poucos casos para ocupar espaço crescente na assistência em saúde.
Esse crescimento ocorre paralelamente ao avanço das evidências científicas para algumas indicações específicas. Revisões sistemáticas e estudos clínicos apontam benefícios mais consistentes no uso de medicamentos à base de canabinoides para o tratamento de epilepsias refratárias, especialmente nas síndromes de Dravet e Lennox-Gastaut, além do controle da espasticidade associada à esclerose múltipla, da dor neuropática crônica e das náuseas e vômitos provocados pela quimioterapia. Para outras condições, como ansiedade, fibromialgia, transtornos do espectro autista e doenças neurodegenerativas, os resultados ainda são considerados promissores, mas dependem de estudos mais robustos para consolidar sua eficácia e segurança.
Esse cenário ajuda a explicar por que a discussão sobre a cannabis medicinal ultrapassou o campo regulatório e passou a alcançar também a saúde suplementar. À medida que aumenta o número de pacientes, produtos disponíveis e prescrições médicas, cresce igualmente a demanda por mecanismos que viabilizem o acesso ao tratamento. É justamente nesse ponto que a discussão deixa de ser apenas científica e passa a envolver critérios regulatórios, econômicos e jurídicos sobre quem deve financiar essas terapias.
Entre os principais avanços nessa pasta está a decisão do Superior Tribunal de Justiça que determinou à Agência Nacional de Vigilância Sanitária a regulamentação do cultivo de cannabis para fins exclusivamente medicinais e farmacêuticos. Em resposta, a agência aprovou, em janeiro deste ano, um novo marco regulatório que autoriza todas as etapas da cadeia produtiva, incluindo o cultivo por pessoas jurídicas, a produção nacional de medicamentos e produtos derivados da planta, além da manipulação em farmácias. A expectativa é reduzir a dependência de importações, estimular pesquisas e ampliar gradualmente o acesso dos pacientes aos tratamentos.
Ao mesmo tempo, o Poder Judiciário também passou a definir parâmetros mais objetivos para a cobertura desses tratamentos pelos planos de saúde. Em fevereiro deste ano, a 4ª Turma do STJ firmou entendimento de que as operadoras não são obrigadas a custear medicamentos à base de canabidiol destinados ao uso domiciliar quando o produto não integra o Rol de Procedimentos e Eventos em Saúde da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) e não possui registro sanitário regular na Anvisa. A Corte, contudo, preservou exceções para situações como internação hospitalar ou atendimento em regime de home care substitutivo, quando preenchidos os requisitos legais.
As decisões representam um novo capítulo na evolução da cannabis medicinal no país. Se, por um lado, a regulamentação sanitária ampliou as possibilidades de acesso e consolidou um mercado em expansão, por outro a saúde suplementar continua submetida às regras que limitam a cobertura obrigatória de medicamentos de uso domiciliar. O resultado é um cenário em que o tratamento avança do ponto de vista regulatório, mas permanece cercado de incertezas quando o assunto é o financiamento pelas operadoras.
É justamente nesse ponto que cresce a judicialização. Sem cobertura obrigatória para grande parte dos tratamentos com CBD, pacientes recorrem cada vez mais aos tribunais para garantir o acesso às terapias, enquanto operadoras, reguladores e especialistas discutem até que ponto essas novas tecnologias podem ser incorporadas ao sistema sem comprometer critérios técnicos, segurança jurídica e sustentabilidade financeira da saúde suplementar.
Apesar dos avanços na regulamentação sanitária, a Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) afirma que, neste momento, não há qualquer discussão em andamento sobre a inclusão de medicamentos ou produtos à base de cannabis no Rol de Procedimentos e Eventos em Saúde. Segundo a agência, esses produtos são classificados, em regra, como medicamentos de uso domiciliar e, por isso, enquadram-se nas hipóteses excluídas da cobertura obrigatória pela Lei nº 9.656/1998, que disciplina os planos privados de assistência à saúde.
A agência explica que propostas de incorporação desse tipo de tratamento são consideradas inelegíveis justamente por essa previsão legal. Na prática, isso significa que, ainda que um medicamento à base de canabidiol seja regularmente prescrito e possua autorização sanitária, sua cobertura não passa a ser obrigatória automaticamente para as operadoras.
Há, no entanto, exceções. A ANS esclarece que medicamentos à base de cannabis podem ter cobertura obrigatória quando administrados durante internação hospitalar ou em regime de internação domiciliar substitutiva à hospitalização (home care), desde que sejam prescritos pelo médico ou cirurgião-dentista assistente, observadas as indicações aprovadas em bula e os demais requisitos previstos na regulamentação vigente.
Fora dessas hipóteses, prevalece a regra geral de que tratamentos e medicamentos não contemplados no Rol não possuem cobertura obrigatória, embora as operadoras possam oferecer essa assistência de forma facultativa, por iniciativa própria ou mediante previsão contratual.
A agência também informou que não realiza estudos específicos sobre os impactos da cannabis medicinal no equilíbrio econômico-financeiro das operadoras, justamente porque esses produtos não integram a cobertura assistencial obrigatória prevista atualmente. Da mesma forma, afirmou que não há, até o momento, previsão de consulta pública ou de inclusão do tema em sua agenda regulatória.
Na avaliação de especialistas, esse posicionamento acaba delimitando o papel da ANS dentro da discussão. Enquanto a agência responsável pela regulação sanitária avança na ampliação do acesso aos produtos de cannabis medicinal, a regulação da saúde suplementar permanece vinculada às regras legais que definem quais tratamentos devem, obrigatoriamente, ser custeados pelos planos de saúde. O resultado é um cenário em que o acesso ao tratamento evolui, mas a cobertura assistencial continua condicionada aos limites estabelecidos pela legislação, deslocando parte significativa desse debate para o Poder Judiciário.
Judicialização cresce, mas decisões deixam de ser automáticas
Se, do ponto de vista regulatório, a cobertura obrigatória permanece restrita, na prática muitos pacientes têm recorrido ao Judiciário para obter acesso aos tratamentos com canabidiol. O aumento das prescrições médicas, aliado à expansão da regulamentação da cannabis medicinal e à manutenção das limitações impostas pela saúde suplementar, tem ampliado o número de disputas judiciais envolvendo o custeio desses medicamentos.
Anna Júlia Goulart
Para a advogada especializada em Direito à Saúde Anna Júlia Goulart, esse crescimento é consequência direta do descompasso entre a evolução do ambiente regulatório e as regras de cobertura dos planos. Segundo ela, enquanto a Anvisa ampliou o acesso aos produtos à base de cannabis e aumentou o número de medicamentos regularizados, a saúde suplementar manteve praticamente inalterados os critérios de cobertura obrigatória.
“Esse descompasso naturalmente empurra o conflito para o Judiciário”, pontua.
A especialista observa que esse movimento acompanha uma tendência mais ampla da saúde suplementar brasileira. Dados do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) mostram que, entre agosto de 2024 e julho de 2025, cerca de 69,5% das liminares relacionadas à saúde suplementar foram deferidas, refletindo um cenário de intensa judicialização e de crescente procura pelo Poder Judiciário como alternativa para obtenção de tratamentos negados administrativamente.
Embora o volume de ações tenha aumentado, Anna Júlia ressalta que o entendimento dos tribunais também evoluiu nos últimos anos. Se antes bastava, em muitos casos, a apresentação de uma prescrição médica para fundamentar pedidos de cobertura, hoje o Judiciário passou a adotar uma análise mais criteriosa, levando em consideração aspectos regulatórios, sanitários e científicos.
“O entendimento predominante hoje é mais técnico e mais seletivo do que simplesmente favorável ou desfavorável ao paciente. Não basta mais apenas a existência de receita médica; exige-se um conjunto probatório mais consistente”, explica.
Entre os elementos que vêm sendo considerados pelos magistrados estão a existência de uma prescrição médica individualizada e bem fundamentada, a demonstração de que não há alternativa terapêutica adequada já contemplada pelo Rol da ANS, a regularização sanitária do produto junto à Anvisa e a existência de evidências científicas mínimas que sustentem sua eficácia e segurança.
Essa mudança de postura também foi reforçada pelas decisões recentes dos tribunais superiores. No Superior Tribunal de Justiça (STJ), por exemplo, consolidou-se o entendimento de que os planos de saúde podem negar a cobertura de medicamentos à base de canabidiol destinados ao uso domiciliar quando esses produtos não integram o Rol de Procedimentos da ANS. Ao mesmo tempo, a Corte preservou a possibilidade de cobertura em situações excepcionais, como nos casos de internação domiciliar substitutiva ou quando a administração do medicamento exige acompanhamento direto de profissional de saúde.
Na avaliação da especialista, o resultado é uma jurisprudência menos baseada em interpretações amplas do direito à saúde e mais orientada por critérios objetivos. “A tendência não é de uma consolidação amplamente favorável ao paciente em qualquer hipótese. O que existe hoje é uma jurisprudência mais criteriosa, que exige justificativa clínica robusta, regularidade sanitária e demonstração da necessidade individual do tratamento”, afirma.
Segurança jurídica e os próximos desafios para a saúde suplementar
Na avaliação da Associação Brasileira de Planos de Saúde (Abramge), as operadoras devem seguir integralmente o Rol de Procedimentos e Eventos em Saúde da ANS, que estabelece as coberturas obrigatórias para os mais de 53 milhões de beneficiários da saúde suplementar. A entidade também destaca que a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) na Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) 7.265 trouxe maior previsibilidade ao definir critérios objetivos para a cobertura excepcional de procedimentos fora do rol, fortalecendo a tomada de decisão baseada em evidências científicas e ampliando a segurança jurídica do setor.
Essa busca por maior previsibilidade também é observada pela advogada Anna Júlia Goulart. Segundo ela, embora a judicialização continue exercendo pressão sobre as operadoras ao transferir para o Judiciário discussões relacionadas ao custeio de tratamentos, as decisões recentes dos tribunais superiores começam a estabelecer parâmetros mais claros para esse tipo de demanda.
“O sistema passa a operar menos por decisões intuitivas e mais por critérios verificáveis, como a natureza domiciliar do medicamento, sua regularização sanitária, a inexistência de alternativa terapêutica adequada no rol e a demonstração técnico-científica da eficácia do tratamento. Isso não elimina a judicialização, mas torna o debate mais previsível para todos os atores envolvidos”, afirma.
Ainda assim, especialistas avaliam que o debate está longe de ser encerrado. O avanço da regulamentação sanitária, a ampliação da produção nacional de produtos à base de cannabis e a expectativa de redução gradual dos custos desses tratamentos tendem a aumentar a demanda nos próximos anos. Esse movimento poderá recolocar em discussão temas como custo-efetividade, protocolos clínicos e eventual ampliação das coberturas, especialmente à medida que novas evidências científicas forem produzidas.
Por enquanto, entretanto, o cenário permanece marcado por uma divisão de competências apesar do seu avanço. Enquanto a Anvisa continua ampliando o acesso regulatório à cannabis medicinal, a ANS mantém a aplicação das regras atualmente previstas para a cobertura assistencial dos planos de saúde. Nesse intervalo, cabe ao Judiciário analisar, caso a caso, se os requisitos legais e técnicos que justificam a cobertura excepcional estão presentes.
Mais do que discutir a utilização da cannabis medicinal, o desafio que se desenha para a saúde suplementar é definir como terapias inovadoras poderão ser incorporadas de forma equilibrada ao sistema. A tendência é que o tema deixe de ser tratado apenas como uma questão de acesso e passe a ocupar espaço crescente nas discussões sobre avaliação de tecnologias em saúde, sustentabilidade econômica das operadoras e segurança jurídica, à medida que novas evidências clínicas e regulatórias forem sendo firmadas.