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]]>Dados completos da pesquisa: Pesquisa Vida e Finitude Icatu Seguros
Os dados revelam um descompasso relevante do ponto de vista econômico e social: consciência alta, organização baixa. Embora a maioria reconheça a importância de proteger quem fica, a ausência de estrutura financeira e de educação sobre o tema podem transformar o momento do luto em uma etapa marcada por custos adicionais, conflitos e insegurança.
“O que a pesquisa mostra é que o problema não está na falta de consciência, mas na dificuldade de transformar essa reflexão em organização prática. O seguro de vida entra justamente como uma ferramenta para reduzir incertezas em momentos críticos, sejam eles morte, doença grave ou afastamento temporário do trabalho”, afirma Luciana Bastos, diretora de produtos de vida da Icatu Seguros.
Do ponto de vista comportamental, a resistência em transformar preocupação em planejamento também está ligada à forma como o tema da morte é culturalmente percebido e evitado no país.
A advogada Cynthia Araújo, autora do livro A Vida Afinal: Conversas difíceis demais para se ter em voz alta (Paraquedas, 2023) e uma das editoras do blog Morte sem Tabu, da Folha de S. Paulo, avalia que o tema é frequentemente tratado como algo a ser evitado ou deslocado para o campo do outro.
“Os brasileiros ainda sentem que, se falarem da morte, vão atraí-la, como se ela estivesse à espreita”, aponta ela. “A experiência de morrer, nessa lógica, é sempre vivida pelos outros, nunca por mim. Quem morre é sempre ‘o outro’. Por outro lado, cada classe social, cada cor de pele, gênero, vive isso de um jeito”, observa.
Gatilhos reais, decisões travadas
A pesquisa mostra que a reflexão sobre a morte não surge de forma abstrata, mas é acionada por eventos concretos. Entre os principais gatilhos estão a perda de alguém próximo (67%), o avanço da idade (33%), o contato com notícias sobre violência (33%) e a realização de procedimentos médicos (30%).
Esses gatilhos influenciam decisões financeiras. Ao pensar na finitude, 40% passam a considerar a organização do patrimônio, 34% dizem começar a guardar dinheiro e 25% afirmam buscar a quitação de dívidas. Ainda assim, 18% admitem que pensam no tema, mas não se organizam, evidenciando a fricção entre intenção e ação.
Diferenças entre gêneros
O levantamento também revela diferenças relevantes por gênero. Entre as mulheres, a violência aparece como um dos principais gatilhos para pensar na morte, citada por 36% das entrevistadas, percentual superior ao observado entre os homens (29%). O dado reflete um contexto social que impacta diretamente a percepção de risco e vulnerabilidade feminina. Entre os homens, a reflexão tende a ser mais acionada por fatores ligados à idade e à trajetória de vida (39%)
Os dados mostram ainda que homens declaram maior nível de organização financeira (20%), enquanto mulheres aparecem mais frequentemente entre aquelas que se preocupam com a família, mas sem uma estratégia bem definida (26%). O estudo também aponta que o luto tende a ser percebido de forma mais solitária no círculo social dos homens entrevistados (27%) na comparação com o das mulheres (23%). Elas relatam ainda buscar mais apoio para enfrentá-lo (23%), contra (19%) no caso dos homens.
Patrimônio é comum; proteção formal, não
Um dos achados centrais do levantamento é a diferença entre acumular patrimônio e estruturar proteção. Questionados sobre produtos financeiros que ficariam para a família em caso de morte, 53% afirmam ter investimentos, como poupança ou aplicações financeiras. Ao mesmo tempo, 22% dizem não ter nenhum produto que ficaria para os familiares, e 13% declaram possuir dívidas ativas que seriam herdadas.
Apesar disso, apenas 12% mencionam possuir seguro de vida, percentual que se mantém baixo e relativamente estável entre gêneros e gerações.
“Ainda existe uma percepção limitada de que o seguro de vida está ligado apenas à morte. Na prática, ele é um instrumento de proteção para imprevistos que afetam a renda e a estabilidade financeira, sendo também por exemplo um instrumento importante de sucessão patrimonial. Planejar é garantir continuidade, não apenas herança”, destaca Luciana Bastos.
Conversa existe, mas não vira plano
O estudo indica que o tema já circula no ambiente familiar. Cerca de 59% afirmam já ter conversado com a família sobre organização financeira em caso de morte. No entanto, esse diálogo nem sempre se traduz em ação: 43% conversaram, mas não organizaram nada, enquanto apenas 16% dizem ter deixado tudo organizado.
Além disso, 29% ainda não conversaram, mas pretendem fazê-lo, e 11% afirmam não ter conversado nem ter intenção de tratar do assunto, reforçando o caráter intermitente e, muitas vezes, evitativo do tema.
Diferenças por geração
O levantamento aponta que a Geração Z (16-28) e Millennials (29-44) são os grupos que mais pensam na própria morte, com 22% e 24% afirmando refletir sobre o tema com frequência, respectivamente. O índice cai para 15% na Geração X (45-60) e chega a 7% entre Boomers (61-80), uma diferença de 15 pontos percentuais em relação à Geração Z, contraste que evidencia uma mudança geracional relevante na forma de encarar o tema.
Apesar dessa maior consciência entre os mais jovens, a taxa de organização financeira segue baixa em todas as faixas etárias. A proporção de pessoas que dizem ter seguro de vida varia entre 11% e 13%, enquanto o percentual de quem afirma ter investimentos gira em torno de 50% em todos os grupos.
Impacto social e econômico
Outro achado relevante é a forma como o luto é vivido socialmente. 44% dizem que as pessoas ao seu redor evitam falar sobre o tema, e 25% relatam vivenciar o luto de forma solitária. Apenas 22% mencionam buscar apoio profissional, indicando que, além da dimensão financeira, a perda ainda é tratada de maneira privada e pouco estruturada.
Do ponto de vista econômico, os dados sugerem que a falta de planejamento amplia riscos, como custos inesperados, conflitos familiares, dificuldades de liquidez e herança de passivos financeiros. Para especialistas, o levantamento reforça a necessidade de avançar da educação financeira conceitual para uma educação financeira aplicada, que ajude a transformar a reflexão em proteção concreta.
Metodologia
A pesquisa foi realizada em novembro de 2025, com 500 pessoas conectadas à internet, de todos os estados do Brasil.
Abrangência: nacional
Plataforma: Pollfish
Questionário: 10 perguntas (múltipla escolha, escolha única e discursivas)
Foco: percepção, experiência e comportamento
Perfil da amostra:
Dados gerais da pesquisa:
Principais gatilhos para pensar na morte:
Eventos que mais despertaram reflexões:
Organização financeira:
Produtos financeiros:
Luto:
Gênero
Gatilho para pensar na própria morte
Notícias sobre violência:
36% mulheres
29% homens
Consumos de notícias sobre morte:
27% mulheres
19% homens
Pensar na idade e experiências vividas
38% mulheres
29% homens
Procedimentos médicos
30% mulheres
30% homens
Percepção da vivência do luto no círculo social
Evitam falar sobre o luto:
43% mulheres
46% homens
Vivem o luto de forma solitária
23% mulheres
27% homens
Buscam apoio profissional
23% mulheres
19% homens
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]]>The post XVIII Congresso da AIDA Brasil começa hoje no Rio de Janeiro appeared first on Revista Apólice.
]]>A programação do primeiro dia, 12 de março, terá início às 8h30, com o credenciamento dos congressistas. Às 9h, ocorre a palestra de abertura sobre a irretroatividade da Lei do Contrato de Seguro, com participação do desembargador Humberto Dalla Bernardina de Pinho (TJRJ) e do professor Luciano Benetti Timm (IDP), sob mediação de Maria Amélia Saraiva, presidente da AIDA Brasil.
Na sequência, às 10h30, o 1º painel abordará a adaptação à LCS na subscrição, com Alessandra Monteiro (Austral Re), Marcia Cicarelli (ENS) e Arthur Mitke (AXA). A mediação será de Victor Benes, diretor da AIDA Brasil.
À tarde, às 14h, o 2º painel tratará da adaptação à LCS nos seguros de vida e integridade física, com Adriana Simões (Porto Seguro), Antonio Rezende (FenaPrevi/Prudential) e Júlia Lins (Susep). A mediação será de Thiago Junqueira, diretor da entidade.
Às 16h, serão realizadas as reuniões dos Grupos Nacionais de Trabalho (GNTs), que discutirão temas relevantes para o desenvolvimento do direito do seguro. Em seguida, às 17h30, acontece o lançamento das obras da AIDA Brasil.
Encerrando a programação técnica do dia, às 17h45, o 3º painel discutirá ressarcimento, sub-rogação e prescrição, com Hilton Santos (Swiss Re), Leonardo Grecco (TJSP) e Paulo Henrique Cremoneze (Instituto de Direito dos Transportes), sob mediação de Gustavo León, diretor da AIDA Brasil.
A programação do primeiro dia será encerrada às 19h30, com um momento de confraternização entre os congressistas, promovendo networking e troca de experiências entre os profissionais presentes.
O congresso conta com patrocínio diamante da Porto; patrocínio ouro do Instituto Internacional de Direito dos Transportes, da CNseg e da Prudential; patrocínio prata da ENS – Escola de Negócios e Seguros, da Bradesco Seguros e da CoreBR Soluções Estratégicas. O evento conta ainda com apoio da ANSP, ABGR e CRSNSP.
Mais informações sobre o congresso e a programação completa podem ser acessadas em:
https://aida.org.br/congresso-aida/
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]]>The post Setor segurador e ANTT iniciam integração digital appeared first on Revista Apólice.
]]>A medida, coordenada pela ANTT, visa operacionalizar as diretrizes da Lei nº 14.599/2023, que, em resumo, torna obrigatórios os seguros RCTR-C, RC-DC e RC-V, instituindo a fiscalização automatizada via integração de sistemas entre seguradoras e a ANTT.
O diretor de Relações Institucionais da CNseg, Esteves Colnago, ressalta o empenho tanto da ANTT como da Susep em aprimorar a normativa, que deve auxiliar e modernizar uma parte muito importante da logística do país.
“O seguro de transporte de carga vem para beneficiar toda a população brasileira, para termos rodovias mais seguras e para termos uma melhor assistência aos motoristas de caminhão, principalmente. Enfim, para que todos possam ter ganho de qualidade de vida, tanto os motoristas quanto as empresas transportadoras”, destacou.
A nova etapa representa o fortalecimento da parceria entre o setor público e o mercado segurador privado, permitindo que as informações de contratação de apólices fluam diretamente das seguradoras para o sistema do Registro Nacional de Transportadores Rodoviários de Cargas (RNTRC) via webservice.
Novo marco legal e a proteção das estradas
A implementação atende ao novo marco legal que estabeleceu a obrigatoriedade de três coberturas essenciais a serem contratadas pelo transportador rodoviário de cargas:
Esta estrutura de proteção foi desenhada em conjunto pela Susep, ANTT e CNseg, garantindo que o mercado estivesse preparado para oferecer produtos adequados às novas exigências regulatórias.
Cronograma de implementação e caráter educativo
O cronograma anunciado pela Suroc define duas fases distintas para a adaptação das empresas:
Inovação e Segurança Jurídica
Para o setor segurador, a automação elimina gargalos burocráticos e aumenta a segurança jurídica das operações. Segundo a ANTT, a escolha da data de 1º de julho para a operação plena considera o ciclo anual das apólices de RC-V, instituído pela Susep em 2025, permitindo que o mercado complete seu primeiro ciclo de maturidade sob as novas regras antes da fiscalização automatizada.
A iniciativa reafirma o compromisso da CNseg e dos órgãos reguladores em transformar o ambiente de negócios brasileiro através da digitalização, garantindo que o transporte de cargas no país conte com coberturas sólidas e processos de verificação ágeis.
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]]>The post Franquias de seguros são portas de entrada para o mercado financeiro appeared first on Revista Apólice.
]]>Os números confirmam esse movimento. Em 2025, o setor de franquias no Brasil movimentou R$ 301,7 bilhões, crescimento de 10,5% em relação ao ano anterior, com mais de 202 mil operações em funcionamento no país. Dentro desse universo, segmentos ligados a serviços financeiros e proteção patrimonial ganham espaço à medida que aumenta a conscientização da população sobre planejamento financeiro e gestão de riscos.
Esse cenário tem impulsionado redes especializadas em seguros, que expandem suas operações por meio do modelo de franquias. É o caso da Seguralta, rede com mais de 57 anos de atuação no mercado e mais de 2000 unidades comercializadas pelo Brasil. A empresa aposta em diferentes formatos de franquia para atrair empreendedores interessados em ingressar no setor de seguros com suporte operacional e uma marca já consolidada.
Segundo Gustavo Zanon, CEO da Seguralta, o interesse pelo setor tem crescido especialmente entre profissionais que buscam autonomia, mas preferem iniciar o negócio com estrutura e treinamento. “Empreender sozinho em um mercado regulado e competitivo pode ser um desafio. O modelo de franquia reduz essa curva de aprendizado e oferece suporte comercial, tecnológico e de gestão, o que aumenta as chances de sucesso do franqueado”, afirma.
O formato da rede também chama atenção pela flexibilidade. Dependendo do modelo escolhido, o investimento inicial pode começar a partir de cerca de R$ 45 mil, com operação que pode ser conduzida inclusive em formato home office.
A tendência acompanha um movimento mais amplo do próprio mercado de franquias. De acordo com projeções da ABF, o setor deve continuar crescendo em 2026, com avanço estimado entre 8% e 10% no faturamento e expansão do número de operações em todo o país.
Para especialistas, esse cenário reforça o papel das franquias como um caminho intermediário entre o emprego tradicional e o empreendedorismo independente. Com marca estabelecida, processos estruturados e acesso a fornecedores e parceiros, o modelo reduz incertezas comuns no início de novos negócios.
“Cada vez mais pessoas querem empreender, mas não necessariamente começar do zero. O franchising oferece exatamente esse equilíbrio entre autonomia e suporte”, conclui Zanon.
Raio – X
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]]>The post Agenda jurídica coloca saúde, tributação e segurança prudencial no centro appeared first on Revista Apólice.
]]>Lançada pela Confederação Nacional das Seguradoras (CNseg), a publicação reúne as principais ações em tramitação nos tribunais superiores e passa a incorporar também os temas repetitivos do Superior Tribunal de Justiça (STJ), ampliando o monitoramento da formação de precedentes que impactam diretamente as operações das seguradoras. O documento também acompanha processos relevantes no Supremo Tribunal Federal (STF), onde estão em discussão questões consideradas estratégicas para a estabilidade prudencial do setor.
Durante a apresentação da agenda, realizada nesta quarta-feira (11) na sede da Ordem dos Advogados do Brasil – Seccional Rio de Janeiro (OAB-RJ), representantes do mercado, juristas e do órgão regulador destacaram que o novo ciclo jurídico ocorre em paralelo a transformações estruturais na indústria de seguros, que hoje ocupa posição cada vez mais relevante na economia brasileira.
Na abertura do evento, o presidente da CNseg, Dyogo Oliveira, ressaltou a dimensão econômica do mercado segurador e seu papel na estabilidade financeira do país. Ele reforçou aos altos a representatividade do setor que chega a cerca de 6,4% do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro e administra aproximadamente R$ 2,5 trilhões em reservas técnicas, recursos que funcionam como uma poupança coletiva destinada à cobertura de riscos e à proteção patrimonial de pessoas e empresas. “O seguro é um instrumento fundamental de proteção econômica e social. Ele garante previsibilidade para famílias e empresas diante de eventos inesperados”, afirmou.

O executivo destacou ainda o volume expressivo de indenizações pagas pelo mercado. Em 2025, as seguradoras desembolsaram cerca de R$ 550 bilhões em sinistros, sendo aproximadamente R$ 300 bilhões apenas no segmento de saúde suplementar. Além disso, ele frisou sobre a expectativa de crescimento para 2026 de aproximadamente 8,5% no setor, ritmo superior à inflação e que reflete o aumento da demanda por mecanismos de proteção financeira em um cenário de riscos cada vez mais complexos. “À medida que a economia se torna mais sofisticada e exposta a novos riscos, cresce também a necessidade de instrumentos de proteção mais estruturados”, acrescentou.
Ao mesmo tempo, a indústria passa por um processo acelerado de transformação tecnológica. De acordo com Oliveira, as seguradoras investem cerca de R$ 20 bilhões por ano em tecnologia, com crescente utilização de inteligência artificial em processos como análise de risco, atendimento e regulação de sinistros. “Hoje cerca de 80% das companhias já utilizam inteligência artificial em alguma etapa de suas operações”, levantou.
Entre os pontos de maior atenção da agenda jurídica está o avanço da judicialização no setor de saúde suplementar. A diretora jurídica da CNseg, Glauce Carvalhal, explicou que a inclusão dos temas repetitivos do STJ na agenda reflete justamente a importância crescente das decisões da corte para o funcionamento do mercado. Atualmente, existem 21 temas repetitivos envolvendo seguros no tribunal, sendo que quase metade deles está relacionada à saúde suplementar. O número ajuda a dimensionar o volume de litígios do segmento, que já soma cerca de 365 mil processos judiciais em todo o país.
Segundo a executiva, a judicialização exige atenção constante do setor, já que decisões judiciais podem gerar efeitos amplos sobre o funcionamento dos produtos e contratos. “Quando os tribunais superiores consolidam um entendimento, ele passa a orientar milhares de processos em todo o país. Por isso acompanhar esses precedentes é essencial para o mercado”, explicou.
Entre os precedentes recentes considerados mais relevantes está o julgamento do Tema 1385 do STJ, que consolidou o entendimento de que o seguro garantia pode ser equiparado à fiança bancária para fins de garantia em execuções fiscais, decisão considerada estratégica para ampliar o uso desse instrumento no ambiente empresarial.

Outro debate acompanhado de perto envolve a cobertura de tratamentos fora do rol da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS). O tema ganhou relevância após discussões no STF sobre os critérios para cobertura de procedimentos não previstos na lista da agência reguladora, tema que reflete diretamente a tensão entre demandas individuais de pacientes e a sustentabilidade econômica dos planos de saúde.
Para a diretora, o desafio está em equilibrar essas duas dimensões. “É preciso encontrar soluções que garantam o acesso dos pacientes aos tratamentos, mas que também preservem o equilíbrio econômico do sistema de saúde suplementar”, afirmou.
No âmbito constitucional, duas discussões se destacam entre as prioridades do setor. Uma delas envolve a possibilidade de obrigar seguradoras a destinar parte de suas reservas técnicas para investimentos em créditos de carbono. O mercado argumenta que a medida pode interferir na gestão prudencial dos recursos que pertencem aos segurados.
Outra disputa relevante diz respeito à incidência de PIS e Cofins sobre as receitas financeiras provenientes das reservas técnicas. Para as seguradoras, esses rendimentos não configuram atividade típica do setor, já que as aplicações são realizadas por exigência regulatória. Segundo representantes da indústria, decisões nesses casos podem alterar significativamente a estrutura de custos do mercado segurador.
A adaptação do mercado ao novo marco legal do contrato de seguro também tem sido acompanhada de perto pela Superintendência de Seguros Privados (Susep).
Durante a seção, o diretor de Supervisão Prudencial e de Resseguros da autarquia, Carlos Queiroz, destacou que a construção da regulação infralegal exige cautela para garantir previsibilidade jurídica e estabilidade para o setor. “A implementação das novas regras precisa ser feita com equilíbrio, garantindo segurança jurídica sem perder de vista a evolução do mercado segurador”.
Segundo ele, a agenda jurídica ajuda a mapear os pontos mais sensíveis da transição regulatória e contribui para o diálogo entre mercado, regulador e Poder Judiciário. Para especialistas e executivos do mercado, a consolidação de precedentes nos tribunais superiores será determinante para o desenvolvimento da indústria nos próximos anos. Isso porque o seguro opera com base no princípio do mutualismo, no qual decisões judiciais que parecem individuais podem gerar efeitos sistêmicos sobre toda a carteira de segurados.

Por fim, o presidente da Comissão de Assuntos Jurídicos da CNseg, Washington Luis B. da Silva, ressaltou que a agenda jurídica também tem a função de organizar o acompanhamento estratégico dos casos relevantes para o setor. O documento diferencia processos nos quais o mercado participa diretamente, como parte ou amicus curiae, daqueles que são apenas monitorados por seu potencial de impacto sistêmico. “Algumas decisões acabam sendo levadas posteriormente como temas repetitivos ou acabam reverberando em todo o mercado. Por isso o monitoramento desses casos é fundamental para que possamos acompanhar e contribuir tecnicamente quando necessário”, pontuou.
Foi debatido também que muitas discussões jurídicas envolvendo seguros possuem forte componente técnico e econômico, o que exige diálogo constante entre mercado, reguladores e tribunais. “Há questões que são jurídicas, mas que também têm um componente técnico muito relevante. Em temas como tributação ou carbono, por exemplo, a compreensão do funcionamento do mercado segurador faz toda a diferença no debate”, disse.
Isso porque o seguro opera com base no princípio do mutualismo, no qual decisões judiciais que parecem individuais podem gerar efeitos sistêmicos sobre toda a carteira de segurados. “A gente sempre lembra que o seguro é uma engrenagem econômica. Quanto maior a base de segurados, maior a capacidade de diluir riscos e reduzir custos”, concluiu.
Nesse contexto, a agenda jurídica do setor passa a funcionar não apenas como um instrumento de acompanhamento de processos, mas também como um termômetro das transformações regulatórias e jurídicas que devem moldar o futuro da indústria de seguros no Brasil.

Nicholas Godoy, do Rio de Janeiro
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]]>The post Encontro de Resseguro tem como objetivo promover a transparência, diz Fenaber appeared first on Revista Apólice.
]]>Organizado em parceria com a Confederação Nacional das Seguradoras (CNseg), o evento ocorrerá no Windsor Convention & Expo Center no centro do Rio de Janeiro e pretende reunir executivos de seguradoras e resseguradoras, especialistas e clientes, além de autoridades e reguladores.
A proposta foi detalhada nesta terça-feira (11) durante encontro da entidade com jornalistas da imprensa especializada. Na ocasião, a presidente da Fenaber, Rafaela Barreda, e Juliana Alves, vice-presidente da Federação, destacaram que o objetivo do encontro é ampliar o entendimento sobre o funcionamento do resseguro e promover maior integração entre os participantes da indústria entendo os principais tendências e pilares que deve conta com toda a força e atuação do mercado de seguros e resseguros. Segundo elas, a federação reúne atualmente 26 membros entre resseguradores locais, admitidos e eventuais que atuam no país. “O objetivo é trazer conhecimento sobre como o resseguro funciona, quais são as possibilidades de transferência de riscos e promover a interação e o diálogo entre os participantes desse mercado”, afirmou.
Durante a conversa, representantes da entidade também destacaram que o encontro ocorre em um momento de mudanças relevantes na forma como organizações avaliam e gerenciam riscos. Eventos climáticos extremos, avanços tecnológicos e tensões geopolíticas globais vêm ampliando o nível de complexidade das exposições enfrentadas por empresas e governos, aumentando a demanda por soluções de proteção e transferência de riscos.
Nesse contexto, o resseguro, mecanismo que permite às seguradoras transferirem parte dos riscos assumidos, ganha importância estratégica para ampliar a capacidade de cobertura do mercado segurador. Apesar do ambiente global mais desafiador, a avaliação apresentada pela entidade é de que o Brasil permanece como um mercado com potencial relevante para o desenvolvimento do setor.
Segundo Rafaela, o país reúne condições que podem ampliar o espaço para soluções de transferência de risco e para a atuação de resseguradoras. A executiva destacou que iniciativas como o encontro buscam justamente ampliar o debate técnico e aproximar os diferentes agentes envolvidos na estrutura de proteção do mercado.
A vice-presidente por sua vez, complementou sobre a importância de ampliar a compreensão sobre como funcionam as estruturas de seguro e resseguro e sobre a forma como os riscos são contratados, principalmente agora com o Novo Marco Legal do Seguros, no qual cobra mais transparência na comunicação entre segurados, seguradoras e resseguradoras para um desenvolvimento sustentável do setor. “O mercado precisa buscar cada vez mais equilíbrio e transparência na forma como os riscos são apresentados e contratados. É importante que o segurado compreenda exatamente qual risco está sendo transferido e como essa estrutura envolve de forma equilibrado ambos os lados, é importante ser debatido”, frisou.
A expectativa da Federação é que o evento contribua para ampliar o conhecimento técnico sobre o funcionamento do resseguro e fortalecer a troca de experiências entre seguradoras, resseguradoras, corretores e grandes empresas que demandam estruturas mais sofisticadas de gestão de riscos.
Nicholas Godoy, do Rio de Janeiro.
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]]>The post Mesmo sem cobertura, seguro viagem deve apoiar segurados fora do país appeared first on Revista Apólice.
]]>Segundo Taís Mahalem, sócia-diretora de Canais Digitais da Coris Assistência em Viagem, situações desse tipo costumam estar previstas nas condições gerais como riscos excluídos, algo comum em todo o mercado de seguros. Ainda assim, a companhia decidiu adotar medidas excepcionais para apoiar clientes impactados pelas interrupções de voos em importantes hubs internacionais, como Dubai e Doha.
“Por via de regra, conflitos são exclusões. Isso faz parte da estrutura do seguro, assim como outras situações que descaracterizam o risco coberto. Mas, como pessoas, a gente gostaria de ajudar todo mundo”, afirma a executiva. Com o fechamento ou restrições operacionais em aeroportos estratégicos do Oriente Médio, muitos viajantes ficaram temporariamente impedidos de embarcar em voos de retorno ou seguir com conexões internacionais. Diante desse cenário, a Coris, assim como outras empresas do setor, decidiu estender gratuitamente a vigência dos bilhetes de assistência para clientes que não conseguiram voltar ao Brasil dentro do período originalmente previsto.

“A gente começou a receber ligações principalmente de quem estava impedido de voltar. Então tomamos a decisão de estender gratuitamente os bilhetes dessas pessoas. Se o cliente ia voltar em uma determinada data e não conseguiu, ele entra em contato conosco e autorizamos a extensão da cobertura até que consiga retornar”, explica Taís.
A medida foi comunicada a parceiros comerciais, agentes de viagem e corretores de seguros, além de ser divulgada nas redes sociais da empresa para orientar viajantes afetados. A extensão pode chegar a até 30 dias, mediante comunicação do cliente e análise da situação.
Segundo a executiva, a decisão levou em conta o fato de que o viajante permanece exposto a outros riscos durante o período inesperado fora de casa, mesmo que o motivo da interrupção da viagem não esteja coberto pela apólice. “Você pode estar isolado em outro país e ter uma intoxicação alimentar, quebrar o pé descendo uma escada ou passar mal. A gente entendeu que o cliente não poderia ficar desassistido em um momento que não estava no planejamento dele”, ponderou.
Outro ponto destacado por Taís é o papel das centrais de atendimento no suporte emocional e informacional aos viajantes. Em muitos casos, explica, o segurado busca orientação simplesmente por estar em um ambiente desconhecido ou com dificuldade de acesso a informações confiáveis.
“A gente sempre fala aqui que antes do segurado existe um ser humano. Muitas vezes, a pessoa está sozinha em outro país, sem saber a quem recorrer, até com dificuldades de compreensão da língua. Nossa central está preparada para orientar e apoiar, mesmo quando a situação não envolve necessariamente uma cobertura direta”, avisa.
A empresa também reforçou o uso de canais digitais para facilitar o contato com os viajantes. Atualmente, cerca de 90% dos atendimentos da Coris são realizados via WhatsApp e os clientes também podem acessar a central por chamadas via internet dentro do aplicativo da companhia, sem custo adicional.
“Se o viajante está em um hotel com acesso à internet, ele consegue falar com a gente pelo aplicativo ou pelo WhatsApp. Isso dá conforto, principalmente para quem está em um país onde o idioma ou o acesso às informações é mais difícil”, explica.
Além da extensão de cobertura para quem ficou retido em trânsito, a companhia também prevê alternativas para clientes que ainda não iniciaram a viagem e foram impactados pelas mudanças nas rotas ou cancelamentos de voos. Nesses casos, a empresa pode oferecer remarcação da assistência ou, dependendo das condições, a devolução proporcional do período não utilizado.
“O mais importante é sempre avisar a empresa quando algo muda na viagem. Muitas vezes o bilhete já está ativo na seguradora e a gente não tem como saber se a pessoa embarcou ou não. Quando o cliente nos informa, conseguimos avaliar a melhor solução para cada caso”, ressalta. Ela lembra que, de qualquer forma, o viajante deve sempre buscar informações em locais confiáveis, como nas companhias aéreas, agentes de viagens e corretores de seguros. Além disso, o segurado deve também documentar todos os seus gastos, pedir recibos, comprovação de negativas e relatórios.
Kelly Lubiato
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]]>The post Acontece ENS: Arthur Moraes e Revista Apólice, os destaques da noite festiva appeared first on Revista Apólice.
]]>O jornalista, que escreve para o portal Seguro Gaúcho, foi consagrado como o ‘Tokio Marine – Jornalista do Ano em Seguros’. Já a conhecida publicação recebeu homenagem como o ‘AXA – Veículo do Ano em Seguros’.
As distinções celebraram tanto a produção jornalística individual quanto o papel fundamental da imprensa especializada na difusão de conhecimento e no fortalecimento da indústria de seguros no País.
Uma das novidades desta oitava edição foi a criação da homenagem “AXA – Veículo do Ano em Seguros”, destinada a reconhecer um veículo de comunicação com atuação consistente e relevante na cobertura do setor.
A primeira agraciada foi a Revista Apólice, publicação independente que completou 30 anos de atividade em 2025. Ao receber a placa no palco, junto à sua sócia, a diretora Comercial Graciane Pereira, a diretora de Redação da Apólice, Kelly Lubiato, fez um discurso emocionado.

“Foi uma surpresa, não esperávamos. No ano passado, completamos 30 anos no mercado de seguros, e alcançar essa marca não é uma meta fácil para um veículo de comunicação independente e técnico. Nos últimos dois anos, a revista teve uma guinada muito grande. Tornamos a empresa mais feminina, mais engajada, tentando trazer para dentro as transformações do mercado e, ao mesmo tempo, inovar na forma de comunicar. Mas isso só é possível graças aos nossos colegas de trabalho e às empresas que são as nossas fontes de notícias”, agradeceu.
A premiação mais cobiçada da noite, “Tokio Marine – Jornalista do Ano em Seguros”, foi entregue a Arthur Moraes. O título é concedido ao jornalista com a maior média final entre os vencedores de todas as categorias do Prêmio.
Moraes conquistou o primeiro lugar na categoria “Seguros Unimed – Seguros Gerais”, com a matéria “Quando o Seguro sobe o morro: a inovação humana que floresce nas favelas brasileiras”, publicada pelo portal Seguro Gaúcho.
Além da premiação da categoria, o jornalista receberá uma bolsa de estudos em uma das imersões internacionais da ENS, com passagens e hospedagem incluídas.
Em seu discurso, ele convidou os colegas de imprensa a repensarem a narrativa do mercado de seguros, cobrando mais impacto social e empatia na cobertura.

Aproveito que estou no meio de colegas jornalistas para reforçar: precisamos ter um olhar mais social para o mercado de seguros. A nossa rotina exige que peguemos a informação e tenhamos uma perspectiva diferente sobre tudo o que está acontecendo. É assim que construímos um mercado e uma comunicação forte, porque fazer o mesmo todo dia é chato. Vamos exercitar essa forma nova e moderna de olhar o mercado e o Brasil. Vamos fazer com que o seguro suba o morro, que ele se dissemine em todos os lugares, porque sabemos da sua importância para a vida, para a economia e para o PIB. Vamos olhar para o mercado de seguros com mais carinho”.
Link da Matéria original do Acontece ENS: https://acontece.ens.edu.br/arthur-moraes-e-revista-apolice-os-destaques-da-noite-festiva/
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]]>The post Pottencial nomeia Priscila Mc Kenzie para regional SP appeared first on Revista Apólice.
]]>“Aceito esse desafio em um período estratégico para a Pottencial Seguradora, que vem mantendo um crescimento constante e sólido ao longo dos últimos anos. Minha meta é entregar resultados, apoiar e desenvolver a equipe comercial. Dedicarei esforços para construir e manter um relacionamento efetivo com corretores e parceiros, o que é fundamental para a captação de novos negócios, geração de receita, alcance de metas e a longevidade das nossas parcerias”, comenta Priscila.
Com mais de vinte e cinco anos de experiência na área comercial, a executiva possui um profundo conhecimento do mercado de seguros, além de vasta vivência com o produto Fiança Locatícia, no qual a empresa possui a vice-liderança de mercado. Priscila é formada em administração de empresas pela Universidade Cândido Mendes, com MBA de Marketing na Escola Superior de Propaganda e Marketing (ESPM) e pós-graduação em Gerenciamento de Seguros e Previdência pela FIA Business School. Construiu uma sólida carreira com passagens por grandes empresas do setor de seguros.
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]]>Dentre os destaques da programação, a Mapfre terá uma agenda própria em salas de negócios do congresso. Nessas reuniões, os executivos da companhia apresentarão suas iniciativas voltadas diretamente aos corretores, com discussões e particularidades do mercado regional. A programação ainda trará temas sobre o potencial do seguro de vida na diversificação de carteira e soluções ligadas a pequenas e médias empresas, segmento que vem ampliando sua relevância fora do eixo Sul-Sudeste.
As diferentes linhas de negócio do portfólio multiproduto da Mapfre farão parte da pauta, como seguro auto, vida, riscos corporativos, agronegócio, assistências 24 horas e produtos massificados, além de novidades do programa de relacionamento com corretores, o ‘Mapfre + Corretor’. Entre as medidas anunciadas estão uma nova estrutura de comissão adicional que pode chegar a 8%, antecipação de comissão e ampliação do pacote de benefícios ao canal de distribuição.
Para Karine Brandão, diretora executiva comercial do canal corretor e global corporate da Mapfre, fazer parte deste evento de grande relevância no mercado segurador com a presença do time Mapfre em peso só reforça o compromisso de que o corretor está no centro da estratégia da companhia. “Temos como foco a escuta ativa e a proximidade com nossos parceiros corretores. Um movimento que vem ganhando cada vez mais força, com melhorias que já são perceptíveis nas entregas”, afirma.
Ao trazermos um recorte das oportunidades nas regiões Norte e Nordeste do país, João Vitor Manzano, que assumiu neste ano a diretoria comercial da Mapfre nessas regiões, reforça também uma mudança de cenário: “Cidades que durante muito tempo foram consideradas secundárias para o desenvolvimento do país, hoje se transformam em polos de crescimento. E o Norte e o Nordeste concentram algumas das maiores oportunidades de expansão do setor”, ressalta.
Além da agenda técnica, o estande da Mapfre funcionará como ponto de encontro para corretores e executivos da seguradora, com espaço para networking e distribuição de brindes. Focada em aumentar sua base de corretores ativos e oferecer cada vez mais melhorias a esses importantes parceiros, a Mapfre segue intensificado a aproximação com o canal de distribuição em eventos regionais e investindo em seus programas de relacionamentos.
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