Revista Apólice
https://revistaapolice.com.br/
A revista do mercado de SegurosThu, 30 Apr 2026 20:09:26 +0000pt-BR
hourly
1 https://wordpress.org/?v=6.9.4https://revistaapolice.com.br/wp-content/uploads/2024/01/favrevistaapolice-1-150x150.pngRevista Apólice
https://revistaapolice.com.br/
3232Zurich apoia formação feminina em inteligência artificial
https://revistaapolice.com.br/2026/04/zurich-apoia-formacao-feminina-em-inteligencia-artificial/
Thu, 30 Apr 2026 20:09:25 +0000https://revistaapolice.com.br/?p=138965A Zurich reforça sua estratégia de inclusão e capacitação em tecnologia ao apoiar uma nova edição da PrograMaria Sprint, iniciativa voltada à formação de mulheres e pessoas de gêneros minorizados em Inteligência Artificial Generativa. Realizada em parceria com a PrograMaria e com a Globo, a imersão online acontece entre 11 e 18 de maio e busca ampliar o acesso ao conhecimento em tecnologias […]
]]>A Zurich reforça sua estratégia de inclusão e capacitação em tecnologia ao apoiar uma nova edição da PrograMaria Sprint, iniciativa voltada à formação de mulheres e pessoas de gêneros minorizados em Inteligência Artificial Generativa. Realizada em parceria com a PrograMaria e com a Globo, a imersão online acontece entre 11 e 18 de maio e busca ampliar o acesso ao conhecimento em tecnologias emergentes, além de incentivar maior participação feminina no setor. As inscrições estão abertas no site da PrograMaria. Ainda vale destacar que as vagas são ilimitadas e gratuitas.
Dados de mercado evidenciam a relevância da iniciativa. Segundo estudo do IBGE, mulheres representam apenas 15% dos estudantes em cursos de computação. Além disso, apenas 20% dos cargos no mercado de Tecnologia da Informação são ocupados por mulheres, de acordo com pesquisa da Softex em parceria com a Brasscom. Esse panorama reforça a necessidade de ações que promovam formação técnica e ampliem oportunidades em áreas estratégicas para o futuro do trabalho.
A iniciativa integra a agenda do GT IncluiTech, grupo interno da Zurich dedicado a ações de letramento digital para o público interno e externo. A proposta é conectar tecnologia, impacto social e inovação responsável, ao mesmo tempo em que fortalece o desenvolvimento de talentos e a construção de um ambiente mais diverso na tecnologia. “Acreditamos que ampliar o acesso ao conhecimento em tecnologia é fundamental para reduzir desigualdades e preparar profissionais para os desafios do futuro. Iniciativas como essa contribuem para formar talentos mais diversos e impulsionar a inovação de forma responsável”, afirma Zilea Barrilari, diretora de Tecnologia da Informação da Zurich Seguros.
Jornada de aprendizado
A PrograMaria Sprint oferece uma jornada estruturada de aprendizado, com conteúdos ao vivo e materiais complementares, abordando desde fundamentos de IA generativa até aplicações práticas no mercado. Entre os temas estão técnicas de prompting, automação de tarefas, agentes de inteligência artificial e uso ético da tecnologia. Ao final, as participantes podem integrar um workshop de networking voltado à conexão com oportunidades profissionais.
Na prática, o impacto da iniciativa também aparece na trajetória de quem participa da Sprint. “A PrograMaria me mostrou que tecnologia não tem gênero, tem oportunidade e foi minha porta de entrada para esse universo. Por meio de um programa estruturado e acessível, desenvolvi uma capacidade analítica que transformou minha forma de trabalhar e foi essencial em uma transição de carreira muito importante. Desde então, aplico esses conhecimentos no meu dia a dia. Recomendo a experiência a todas as mulheres que querem se aventurar no universo tech”, afirma Michelle Sousa, analista de Negócios da diretoria de Parcerias, da Zurich Seguros e participante de uma edição anterior da PrograMaria Sprint.
O relato da Michelle traduz, em dimensão individual, o potencial transformador da iniciativa. Voltada a colaboradoras, parceiras de negócio e corretoras, a Sprint propõe uma experiência que conecta tecnologia, inovação e o compromisso contínuo da Zurich com o letramento digital. Um impacto que ganha ainda mais força por meio de parcerias estratégicas. “Parcerias com empresas como a Zurich são fundamentais para ampliar o alcance de iniciativas como a Sprint e garantir que mais mulheres e pessoas de gêneros minorizados tenham acesso a trilhas de aprendizado relevantes e oportunidades concretas na tecnologia”, afirma Iana Chan, fundadora da PrograMaria.
Além de contribuir para a formação técnica, a iniciativa também fortalece a estratégia da Zurich na atração e desenvolvimento de talentos. A participação na Sprint inclui ações de marca empregadora, produção de conteúdos e interação com a comunidade, além de acesso a um banco de talentos diverso, o que amplia a possibilidades de recrutamento e conexão com profissionais qualificadas.
“Nosso objetivo é ampliar a presença feminina em áreas de tecnologia dentro e fora da companhia, criando oportunidades reais de desenvolvimento e acesso a carreiras cada vez mais relevantes no mercado”, finaliza Zilea Barrilari.
]]>Mapfre lucra €65 mi no primeiro trimestre de 2026
https://revistaapolice.com.br/2026/04/mapfre-lucra-e65-mi-no-primeiro-trimestre-de-2026/
Thu, 30 Apr 2026 19:44:57 +0000https://revistaapolice.com.br/?p=138962Resultado representa um crescimento de 5,8% comparado ao mesmo período do ano passado.
]]>A operação brasileira da Mapfre, companhia global de seguros e serviços financeiros, concluiu o primeiro trimestre de 2026 com um lucro líquido de 65 milhões de euros, o que representa um crescimento de 5,8% em relação ao mesmo período do ano anterior. O desempenho mantém o país como um dos principais destaques e motores de rentabilidade da companhia no mundo. O resultado foi apoiado na elevada rentabilidade técnico-financeira da operação, que levou o retorno sobre o patrimônio líquido (ROE) a um patamar de 26,5%, considerado de excelência.
O volume de prêmios no Brasil alcançou 1,16 bilhão de euros, registrando uma leve redução de 0,2% em euros e de 0,6% em moeda local. A excelência operacional da unidade brasileira se refletiu nos indicadores técnicos. O índice combinado de Não Vida continuou em um nível excelente, situando-se em 75,4%, uma melhora de 0,9 ponto percentual. O segmento de Seguros Gerais registrou um forte índice de 67,7% (-0,5 p.p.), sustentado pela carteira de Agro. O negócio de Vida Risco também manteve a sua alta rentabilidade, com indicador de 84,2%, enquanto a linha de Automóveis apresentou melhora para 101,9% (-0,6 p.p.).
“O desempenho registrado neste primeiro trimestre reflete a maturidade da operação e a consistência da estratégia local, que segue como um pilar fundamental para os resultados globais do Grupo Mapfre. Seguiremos focados na disciplina técnica e no rigor da eficiência operacional, impulsionando uma atuação cada vez mais orientada à geração de valor para distribuidores, clientes e a sociedade, para um crescimento sólido e sustentável”, afirma Felipe Nascimento, CEO da Mapfre no Brasil.
Desempenho global
Considerando o cenário global, a Mapfre registrou lucro líquido de 311 milhões de euros nos três primeiros meses de 2026, uma alta expressiva de 12,7% na comparação anual. Todas as regiões e unidades de negócios contribuíram positivamente para o resultado.
Os prêmios globais somaram cerca de 8,4 bilhões de euros, apresentando uma queda de 2,2% devido ao impacto cambial, mas permanecendo praticamente estáveis com taxas de câmbio constantes (-0,2%). O índice combinado global de Não Vida melhorou para 93,2% (-0,9 p.p.).
No desempenho por regiões, Latam obteve lucro total de 114 milhões de euros, sustentada pela forte diversificação do negócio. A Ibéria (Espanha e Portugal) aumentou o seu resultado para 138 milhões de euros (+13,9%). A América do Norte registrou sólido lucro de 30 milhões de euros (+1,3%), com forte avanço em seu índice combinado. A Mapfre Re, que integra Resseguro e Global Risks, obteve lucro de 85 milhões de euros (+76,8%), graças à gestão prudente e menores impactos catastróficos.
]]>Seguro de vida: quem vem antes?
https://revistaapolice.com.br/2026/04/seguro-de-vida-quem-vem-antes/
Thu, 30 Apr 2026 19:38:32 +0000https://revistaapolice.com.br/?p=138955Muito trabalhador coloca a morte no topo das preocupações com o risco financeiro e esquece que antes dela há vida e que, durante essa mesma vida tudo pode acontecer, como, por exemplo, a invalidez, uma doença grave ou a incapacidade laboral. Recorrer às coberturas de seguros para obter estabilidade financeira ao longo do tempo é um importante passo para não cair em armadilhas do destino.
]]>EXCLUSIVA – Mestre Paulinho da Viola lançou Dança da solidão em 1972. Um clássico da música popular brasileira. Parte da letra do extraordinário samba diz assim: “Meu pai sempre me dizia, meu filho tome cuidado, quando eu penso no futuro, não esqueço o meu passado”. É por aí. A maioria das pessoas vive em um “ponto cego” entre passado, presente e futuro. O impacto dessa incerteza não somente na vida, mas também no planejamento financeiro pessoal é mais certo que “dois e dois igual a quatro”. “É batata!”, como diziam nossos avós. Temos pavor da morte, mas muitos ignoram o risco mais provável e mais longo, ou seja, o de justamente não morrer e ficar sem poder trabalhar e tocar a vida adiante. “Esquecemos o passado”, como alerta sabiamente o samba do Paulinho da Viola. Mas esquecemos também de “preparar” o futuro.
No Brasil, os dados oficiais mostram que a incapacidade para o trabalho é um fenômeno (muito preocupante, diga-se de passagem e sem rodeios) massivo e crescente especialmente por conta de afastamentos temporários e de aposentadorias por invalidez. Dados do Ministério da Previdência Social (MPS) provam isso. No ano passado, foram concedidos pouco mais de 4 milhões de benefícios por incapacidade temporária que representam um aumento de 15,19% em relação a 2024. O cenário preocupa o Poder Público, mas também vários segmentos de mercado, principalmente o de seguros e, pontualmente, quem trabalha diretamente com a carteira “vida”.
Rodrigo Aguiar, superintendente comercial e de produtos da Seguros Unimed
“O principal gatilho de uso do seguro de vida hoje é a proteção em vida. Por meio de coberturas como perda de renda, diagnóstico de câncer, doenças graves e invalidez, principalmente para a classe média e empreendedores, funciona como um suporte financeiro essencial para a manutenção do padrão de vida e substituição de renda em casos de afastamento por doença ou acidente, impedindo que imprevistos de saúde causem um colapso no patrimônio pessoal ou no fluxo do negócio”, diz o superintendente comercial e de produtos da Seguros Unimed, Rodrigo Aguiar.
Diretora de seguros de pessoas da Tokio Marine, Nancy Rodrigues enxerga, entretanto, que o principal gatilho para o uso do seguro de vida concentre-se nas coberturas relacionadas à morte — natural, acidental e funeral — que respondem pela maior parte dos acionamentos. Em seguida, segundo Nancy, destacam-se as coberturas de perda de renda (desemprego e incapacidade temporária) e de invalidez permanente total ou parcial por acidente. “Em termos financeiros, as coberturas de morte representam cerca de 80% do valor total dos sinistros avisados, enquanto a invalidez permanente corresponde a aproximadamente 10%. Isso ocorre porque essas coberturas possuem capitais segurados mais elevados, ao contrário das coberturas de perda de renda, que geralmente têm valores menores e são limitadas a um período específico”, salienta a executiva.
Para a classe média e os empreendedores, Nancy acredita que esse cenário evidencia o papel do seguro de vida como um instrumento essencial de proteção financeira familiar e continuidade econômica. “No caso dos empreendedores, especialmente, a cobertura por morte ou invalidez é crítica para mitigar o impacto direto na renda do negócio e na manutenção do padrão de vida da família, enquanto as coberturas de perda de renda atuam como um suporte relevante em situações de interrupção temporária da atividade profissional”, afirma a executiva da Tokio Marine.
Diretor de produtos massificados, automóvel, auto frotas, parcerias e vida da Axa no Brasil, Clovis Alexandre da Silva posiciona a família em primeiro plano. O principal gatilho, como ele argumenta, continua sendo a proteção financeira da família diante de imprevistos, especialmente morte, invalidez ou perda temporária de renda, especialmente após choques com a pandemia da covid. “No Brasil, isso ganha ainda mais relevância porque muitas famílias dependem de uma única fonte de renda. Para a classe média e para empreendedores, o seguro de vida funciona como um instrumento de continuidade financeira, capaz de preservar o padrão de vida da família, honrar compromissos como financiamentos e garantir liquidez em momentos críticos”, ressalta.
Em 2024, a professora da Fundação Getulio Vargas (FGV) Rogiene Santos escreveu em 2024 um artigo intitulado As empresas deveriam se preocupar com a educação financeira dos seus colaboradores? no qual alerta o mundo corporativo para essa necessidade emergente. Não menos preocupante que a falta de planejamento financeiro reinante na casa do brasileiro há, contudo, outro contexto alarmante: a alta informalidade no mercado de trabalho, que, segundo Rogiane, fomenta uma questão importante sobre proteção financeira das famílias. “Uma parcela significativa dos trabalhadores não têm benefícios oferecidos no emprego formal, como previdência complementar ou seguro de vida corporativo. Nesse contexto, surge uma reflexão importante: Como se preparar para um evento inesperado, como morte ou incapacidade do principal provedor da renda familiar?”, indaga a professora da FGV.
Rogiene Santos, professora da Fundação Getulio Vargas (FGV).
Dados do próprio mercado securitário mostram que a discussão sobre proteção financeira ainda é, como Rogiane alerta, incipiente no país. “Estimativas indicam que apenas cerca de 19% dos brasileiros possuem seguro de vida, o que significa que mais de 80% da população adulta não conta com esse tipo de proteção financeira. Esse dado não necessariamente significa que todos deveriam contratar um seguro. O ponto central é que ele revela um espaço importante para reflexão sobre gestão de riscos financeiros familiares”, reforça.
Em famílias com renda instável ou informal, por exemplo, surgem perguntas relevantes. A primeira dela é se existe uma reserva financeira capaz de sustentar a família por alguns meses ou anos. Outro ponto, segundo Rogiane, é como a família reagiria financeiramente à perda da renda principal e, por fim, quais instrumentos financeiros poderiam ajudar a reduzir essa vulnerabilidade. “O seguro de vida aparece nesse debate como uma das possíveis ferramentas de proteção financeira, mas a decisão sobre utilizá-lo ou não depende da realidade econômica e das escolhas de cada família”, reflete.
A realidade está pintada com cores fortes. Enxergá-la com nitidez exige esforço e, sobretudo, estratégias condizentes com as demandas que o brasileiro hoje apresenta. A informalidade no mercado de trabalho brasileiro reforça, como sinaliza Nancy Rodrigues, a necessidade do setor segurador ampliar o acesso ao seguro de vida para além do vínculo formal de emprego. “Esse movimento abre espaço para o desenvolvimento de soluções mais flexíveis, acessíveis e adaptadas à realidade de autônomos, empreendedores e profissionais independentes. Nesse sentido, o cenário atual acaba impulsionando a inovação no setor e criando oportunidades importantes para expandir a cultura de proteção financeira no país”, observa.
Clovis Alexandre alerta para o fator de que muitos trabalhadores autônomos ou informais não têm acesso a benefícios corporativos, como seguro coletivo ou planos de proteção oferecidos por empresas. “Isso cria um espaço importante para soluções individuais que possam oferecer proteção financeira e renda em caso de incapacidade e imprevistos”, pontua o executivo da AXA. Ao mesmo tempo, como ele acrescenta, exige do setor segurador um esforço maior de educação financeira e adaptação de produtos com coberturas mais flexíveis e acessíveis, além de maiores desafios em relação às informações de histórico de renda do segurado tendo os microsseguros como um caminho para algumas ofertas, além de diferentes formas de cobranças não recorrentes etc.
Fomento cultural
Clovis Alexandre da Silva, Diretor de produtos massificados, automóvel, auto frotas, parcerias e vida da Axa no Brasil,.
A cristalina verdade — e dela não se pode fugir — é que as coberturas em vida ainda são pouco compreendidas pelo consumidor. Como explicar para ele parâmetros de coberturas como “invalidez permanente total ou parcial por acidente ou doença”, “doenças graves (câncer, AVC, infarto, Alzheimer etc.)”, “cobertura para profissionais liberais e autônomos” e “diária por incapacidade temporária (DIT)”? Rodrigo Aguiar reconhece que a percepção de que o seguro de vida só é acionado em caso de falecimento tem mudado significativamente, mas ainda representa um desafio de comunicação com o consumidor. “Nosso esforço está focado em reposicionar o seguro de vida como um instrumento de cuidado em vida, um suporte financeiro e de bem-estar para momentos de vulnerabilidade. Para desmistificar e facilitar a compreensão das coberturas em vida, nós focamos em demonstrar seu valor prático e a precisão do risco coberto”, destaca Aguiar. Em essência, a chave, como acrescenta o executivo, é comunicar que o seguro de vida, em sua versão ampliada com coberturas em vida, é um planejamento de risco que protege o futuro financeiro do segurado contra imprevistos de saúde, permitindo que o foco total seja no bem-estar e na recuperação.
Para Clovis Alexandre, as chamadas coberturas em vida que permitem ao segurado acessar o benefício sem que ocorra o falecimento precisam ser realmente mais difundidas. Ele cita, por exemplo, aquelas em caso de invalidez permanente total ou parcial por acidente ou doença, momento este em que o seguro garante uma indenização quando um evento compromete permanentemente a capacidade de trabalho ou autonomia do segurado. Para doenças graves, o segurado recebe pagamento antecipado ou indenização em diagnósticos como câncer, AVC ou infarto ajudando a custear tratamento e reorganizar a vida financeira durante a recuperação. “Existem também coberturas para profissionais liberais e autônomos pensadas para quem depende diretamente do próprio trabalho para gerar renda. Essas coberturas todas ampliam o papel do seguro de vida que deixa de ser apenas proteção para os beneficiários e passa a ser também um apoio financeiro direto ao segurado em momentos críticos”, afirma.
Precificação e renda complementar
A precificação do risco crescente de doenças crônicas também está no centro do debate. Para Clovis Alexandre, ela envolve uma análise atuarial baseada em diversos fatores: idade, histórico de saúde, estilo de vida, dados epidemiológicos e estatísticas de mortalidade e morbidade. “O setor acompanha de perto tendências como o aumento de doenças crônicas — diabetes, doenças cardiovasculares e alguns tipos de câncer — para ajustar modelos de risco. Ao mesmo tempo, há um movimento crescente de incentivo à prevenção e promoção de saúde, com programas que estimulam hábitos saudáveis e acompanhamento médico, porque isso beneficia tanto o segurado quanto a sustentabilidade do produto”, constata.
Nancy Rodrigues, Diretora de seguros de pessoas da Tokio Marine
Nancy Rodrigues reforça que as seguradoras precificam o risco de todas as coberturas, incluindo as doenças crônicas, com base em modelos estatísticos e atuariais que utilizam tanto dados históricos internos quanto informações públicas provenientes de órgãos governamentais. Esses modelos consideram fatores como incidência, frequência, severidade e evolução das doenças ao longo do tempo. “A precificação é continuamente revisada e aprimorada à medida que a seguradora amplia sua carteira, acumula experiência técnica e incorpora novas evidências sobre comportamento de risco, avanços médicos e mudanças demográficas, garantindo maior aderência entre risco assumido e preço praticado”, enfatiza.
Outro importante aspecto consiste em o seguro de vida tornar-se um instrumento de renda complementar, ou seja, complementar, por exemplo, ao INSS. Há, contudo, uma baixa cobertura previdenciária efetiva no país com uma parcela significativa da população que, apesar de apta, não está de fato protegida pela Previdência Social, seja por informalidade, por falta de vínculo contributivo ou por limitações na assistência.
Como apontam dados da Fenaprevi (Federação Nacional de Previdência Privada e Vida), os seguros de pessoas avançaram 8,3% em 2025 com indenizações pagas chegando a R$ 17,5 bilhões. As seguradoras que operam no ramo arrecadaram R$ 78,8 bilhões em prêmios, cifra R$ 6,1 bilhões acima do registrado em 2024. “Mas o ponto central não é necessariamente enxergar o seguro de vida como substituto do sistema previdenciário. A questão mais relevante é compreender como diferentes instrumentos podem compor uma estratégia de planejamento financeiro, como: poupança e investimentos; previdência complementar e proteção contra eventos inesperados. O seguro pode ou não fazer parte dessa equação. O importante é que cada indivíduo ou família reflita sobre como pretende lidar financeiramente com riscos ao longo da vida”, avalia Rogiane.
No lugar do salário
Não é exagero afirmar que o crescimento do uso do seguro de vida também pode estar relacionado ao fato de ser um benefício muito desejado. Segundo Rodrigo Aguiar, a assertiva não corresponde a um exagero, mas a uma realidade técnica: “O seguro de vida moderno atua como um substituto de salário ao blindar a capacidade de geração de renda do segurado. Diante de um afastamento por doença ou acidente, coberturas como a DIT e as indenizações por doenças graves garantem a liquidez necessária para manter o padrão de vida, preenchendo o vácuo financeiro deixado pela interrupção do trabalho e pelas limitações de teto e carência do INSS.”
Nancy Rodrigues segue outra linha opinativa: “O seguro de vida funciona como um instrumento de proteção de renda e não exatamente como um substituto de salário e pode ser visto como um mecanismo de proteção do padrão de vida da família funcionando como uma rede de segurança em situações que podem comprometer a geração de renda”, justifica. Ela pondera, contudo, que a função do seguro é justamente oferecer suporte financeiro em momentos de imprevisto, como uma incapacidade temporária, uma doença grave ou a ausência do provedor da família, ajudando a preservar a estabilidade financeira do segurado e de seus dependentes.
Seguro prestamista ampliado
Em tese, o seguro prestamista “ampliado” (ou com coberturas mais abrangentes) diferencia-se do básico por oferecer proteção para uma gama maior de eventos, trazendo mais tranquilidade financeira para o segurado e sua família, além de proteger o credor. Segundo Carlos Alexandre, o seguro prestamista tradicional protege principalmente o credor em operações de crédito, garantindo a quitação da dívida em caso de eventos como morte ou invalidez. Já as versões ampliadas incluem coberturas adicionais, como desemprego involuntário. Isso amplia, portanto, a proteção para o cliente e ajuda a evitar inadimplência em momentos de dificuldade. “Nesse sentido, ele [o seguro prestamista “ampliado”] pode contribuir para maior estabilidade financeira tanto para as famílias quanto para o sistema de crédito, pois reduz o impacto de eventos inesperados sobre a capacidade de pagamento”, reforça.
]]>Recuperações judiciais em alta acendem alerta no seguro garantia
https://revistaapolice.com.br/2026/04/recuperacoes-judiciais-em-alta-acendem-alerta-no-seguro-garantia/
Thu, 30 Apr 2026 17:30:00 +0000https://revistaapolice.com.br/?p=138952O avanço do número de empresas em recuperação judicial no Brasil deixou de ser um dado estatístico para se tornar um fator concreto de preocupação para o mercado segurador, em especial para o seguro garantia. Fundamental para viabilizar contratos, destravar investimentos e conferir segurança jurídica às relações comerciais, o instrumento passa a ocupar o centro […]
]]>O avanço do número de empresas em recuperação judicial no Brasil deixou de ser um dado estatístico para se tornar um fator concreto de preocupação para o mercado segurador, em especial para o seguro garantia. Fundamental para viabilizar contratos, destravar investimentos e conferir segurança jurídica às relações comerciais, o instrumento passa a ocupar o centro das atenções em um cenário de maior estresse financeiro. A situação traz preocupação e acende o alerta no mercado.
Os números recentes reforçam essa percepção. Dados da Serasa Experian indicam que o volume de recuperações judiciais nunca esteve tão elevado no país. Foram 977 processos iniciados no último ano, o maior patamar desde 2016, em um ambiente marcado por crédito mais restrito, custo financeiro elevado e aumento da inadimplência. Como resultado, o Brasil atingiu a marca histórica de 2.466 empresas em recuperação judicial, crescimento de 13% em relação ao ano anterior. Os segmentos de agro e serviços lideram os pedidos, refletindo tanto as oscilações de mercado quanto desafios estruturais enfrentados por essas atividades.
Esse contexto impõe uma série de desafios ao seguro garantia. Em situações de recuperação judicial, cresce o risco de inadimplemento contratual, o que pode levar ao acionamento das apólices e à materialização de sinistros relevantes. Além disso, há preocupações quanto a eventuais bloqueios judiciais, disputas sobre a execução de garantias e a própria previsibilidade das decisões judiciais, elemento essencial para a adequada precificação de risco.
Para tornar a situação ainda mais complexa, o efeito pode se espalhar em cadeia, atingindo não apenas as empresas diretamente envolvidas na recuperação judicial, mas também fornecedores, parceiros comerciais e instituições financeiras, ampliando a complexidade das exposições assumidas por seguradoras e resseguradoras, tanto no Brasil quanto no exterior.
Outro ponto de atenção é a crescente dificuldade na análise de crédito. Em um ambiente econômico volátil, combinado a incertezas jurídicas que se intensificam a cada novo caso de grande repercussão, a tomada de decisão é ainda mais desafiadora e exige maior rigor técnico. A avaliação de risco precisa considerar não apenas indicadores financeiros tradicionais, mas também aspectos como governança, estrutura de capital, resiliência operacional e, principalmente, o ambiente regulatório e judicial ao qual a empresa está submetida.
Curiosamente, o movimento brasileiro ocorre na contramão do cenário global, onde os pedidos de falência apresentaram queda de 19% no acumulado de 2025. Essa divergência reforça a necessidade de uma análise local aprofundada e de estratégias específicas para o mercado nacional, que apresenta dinâmicas próprias e maior sensibilidade a fatores como custo de crédito e insegurança jurídica.
Diante desse panorama, o seguro garantia consolida seu papel como ferramenta indispensável para a manutenção da atividade econômica e demanda evolução constante. O momento exige aprimoramento nos modelos de subscrição, maior integração com resseguradores e diálogo entre mercado, reguladores e Judiciário para garantir maior previsibilidade e segurança jurídica. Mais do que nunca, é fundamental equilibrar a função de viabilizar negócios com a responsabilidade de preservar a solidez do sistema segurador.
Portanto, o aumento das recuperações judiciais não deve ser visto apenas como um sinal de alerta, mas como um chamado à ação. Para o setor de seguros, o momento é um teste relevante de resiliência, capacidade técnica e adaptação a cenários turbulentos. Esses atributos serão determinantes para sustentar o crescimento do mercado em um ambiente cada vez mais dinâmico e desafiador, que muda constantemente e exige rápida adaptação.
Por Marcos Vinicius Pereira, diretor Comercial, de Marketing e Atendimento da Newe Seguros.
]]>Setor de seguros movimenta R$ 68,3 bi no primeiro bimestre
https://revistaapolice.com.br/2026/04/setor-de-seguros-movimenta-r-683-bi-no-primeiro-bimestre/
Thu, 30 Apr 2026 17:11:01 +0000https://revistaapolice.com.br/?p=138949O setor segurador arrecadou R$ 68,3 bilhões no primeiro bimestre de 2026, considerando todos os segmentos, exceto Saúde Suplementar. Pelo lado dos pagamentos, no mesmo período, o setor retornou mais de R$ 40 bilhões à sociedade na forma de indenizações, benefícios, resgates e sorteios. Os dados são da Confederação Nacional das Seguradoras (CNseg). O desempenho […]
]]>O setor segurador arrecadou R$ 68,3 bilhões no primeiro bimestre de 2026, considerando todos os segmentos, exceto Saúde Suplementar. Pelo lado dos pagamentos, no mesmo período, o setor retornou mais de R$ 40 bilhões à sociedade na forma de indenizações, benefícios, resgates e sorteios. Os dados são da Confederação Nacional das Seguradoras (CNseg).
O desempenho do período evidencia a continuidade da atuação do setor como instrumento de proteção financeira para famílias e empresas, com forte mobilização de recursos tanto na oferta de coberturas quanto no pagamento de indenizações, benefícios e resgates.
Entre os segmentos, os seguros de Pessoas foram o principal destaque positivo do bimestre. A arrecadação cresceu 6,8%, superando R$ 13,1 bilhões em prêmios, movimento associado à busca por proteção de renda, planejamento familiar e segurança financeira diante de imprevistos. Produtos como seguro de Vida, Prestamista e Viagem contribuíram para o avanço.
Já os seguros de Danos e Responsabilidades registraram arrecadação de R$ 22,7 bilhões, praticamente estável em relação ao mesmo período do ano anterior (-0,1%). O desempenho foi impactado, sobretudo, pela retração no seguro Rural, cuja demanda caiu 8,1% no bimestre, totalizando cerca de R$ 2,2 bilhões. O resultado reflete um ambiente mais desafiador para o agronegócio, com pressão de custos e maior seletividade na contratação de coberturas.
Nos demais segmentos, os títulos de Capitalização somaram R$ 4,7 bilhões (-9,2%), enquanto a Previdência Aberta alcançou R$ 27,2 bilhões (-9,3%), ainda influenciada por ajustes no ambiente tributário que afetaram aportes mais elevados, especialmente em produtos da família VGBL.
Ainda assim, alguns produtos apresentaram crescimento relevante nos valores pagos. Os seguros Massificados, inserido no grupo dos seguros Patrimoniais, somaram R$ 751,3 milhões em indenizações (+10,2%). Na Capitalização, a modalidade Instrumento de Garantia movimentou quase R$ 615 milhões em resgates e sorteios (+15,8%). Já os seguros de Vida devolveram aproximadamente R$ 1,5 bilhão aos beneficiários (+2,4%).
Os dados do primeiro bimestre indicam que, apesar dos recuos percentuais na arrecadação e indenização, 3,5% e 11,6%, respectivamente. o mercado segurador inicia 2026 mantendo sua relevância econômica, combinando volume expressivo de arrecadação com pagamentos bilionários, que contribuem diretamente para a estabilidade financeira de famílias, empresas e atividades produtivas.
]]>Hero Seguros inaugura operação na Argentina
https://revistaapolice.com.br/2026/04/hero-seguros-inaugura-operacao-na-argentina/
Thu, 30 Apr 2026 15:42:14 +0000https://revistaapolice.com.br/?p=138946A Hero Seguros anunciou a abertura de seu escritório na Argentina, como parte da estratégia de expansão na América Latina. A inauguração ocorreu na quarta-feira (28), com evento realizado no bairro de Puerto Madero, em Buenos Aires, reunindo representantes do setor de turismo, corretores de seguros e imprensa. O evento contou com a presença dos […]
]]>A Hero Seguros anunciou a abertura de seu escritório na Argentina, como parte da estratégia de expansão na América Latina. A inauguração ocorreu na quarta-feira (28), com evento realizado no bairro de Puerto Madero, em Buenos Aires, reunindo representantes do setor de turismo, corretores de seguros e imprensa.
O evento contou com a presença dos fundadores Raphael Alexander Swierczynski e Guilherme Langer Wroclawski, além de Fernando Pérez, responsável pela operação regional. Pérez atuou anteriormente como diretor de Travel América Latina da Europ Assistance por oito anos. “A Hero é nativa digital. Levaremos para a região tudo que deu certo no Brasil, como assistência à telemedicina do Albert Einstein, agora também em espanhol, salas vip em mais de 12 aeroportos e um sistema de emissão robusto, que permite comissões de até 65% para parceiros”, afirma Guilherme Langer.
“Os diferenciais que a Hero trouxe para o mercado argentino serão muito benéficos para os nossos parceiros locais. O potencial é muito grande e estamos ansiosos para colher os frutos dessa nova etapa da empresa”, completa Fernando Pérez, General Manager América Latina da Hero.
A operação, que atua sob a marca Hero Assist, inicia as atividades no mercado argentino com foco em assistência ao viajante. A proposta inclui serviços como telemedicina com o Hospital Israelita Albert Einstein, acesso a salas VIP em aeroportos, chips internacionais de telefonia, descontos em lojas duty free e cobertura para mais de 190 países.
A operação que leva o nome Hero Assist chega ao mercado argentino com uma proposta diferenciada, reforçando sua ambição de se tornar uma referência em assistência ao viajante em toda a região, repetindo muitos dos diferenciais que deram certo no mercado brasileiro, como acessos a salas vip, telemedicina do Einstein, chips grátis de celular, descontos em lojas Duty Free, além da cobertura para mais de 190 países e uma rede de assistência médica com mais de 10.000 hospitais e clínicas ao redor do mundo.
]]>Icatu reforça área digital e de produtos com nova superintendente
https://revistaapolice.com.br/2026/04/icatu-reforca-area-digital-e-de-produtos-com-nova-superintendente/
Thu, 30 Apr 2026 13:36:14 +0000https://revistaapolice.com.br/?p=138942Como parte da estratégia de desenvolvimento e evolução digital, a Icatu Seguros anunciou a chegada de Lilian Grumbach, nova Superintendente que irá contribuir para a integração entre Produtos e Tecnologia. Com mais de 25 anos de experiência em gestão de projetos, produtos e operações, a executiva chega à companhia para impulsionar a construção de soluções […]
]]>Como parte da estratégia de desenvolvimento e evolução digital, a Icatu Seguros anunciou a chegada de Lilian Grumbach, nova Superintendente que irá contribuir para a integração entre Produtos e Tecnologia. Com mais de 25 anos de experiência em gestão de projetos, produtos e operações, a executiva chega à companhia para impulsionar a construção de soluções digitais, conectando estratégia, dados e inovação.
Com passagens por OLX Brasil e SumUp, Lilian atuará sob a gestão integrada de Antonio Carlos de Almeida Braga, Diretor de Produtos, e Bernardo Carneiro, Diretor de Tecnologia da companhia. “Chego à Icatu Seguros com o objetivo de contribuir para a evolução das nossas soluções digitais, fortalecendo as plataformas da companhia. Vejo uma oportunidade muito consistente de conectar tecnologia e dados para tornar os produtos cada vez mais completos, fluídos e eficientes”, afirma Lilian.
Sua chegada marca um novo momento na evolução da estrutura da companhia, apoiado por uma base tecnológica robusta, e uma visão de longo prazo orientada por dados, inteligência artificial, automação e arquitetura tecnológica escalável. A configuração busca acelerar o desenvolvimento de soluções, aumentar as sinergias entre as frentes de negócio e conectar de forma ainda mais direta produtos e canais estratégicos.
Nos últimos cinco anos, a Icatu Seguros investiu mais de R$2 bilhões em tecnologia e inovação, com foco na modernização de plataformas, integração de sistemas, evolução da arquitetura digital e uso estruturado de dados para apoiar decisões estratégicas, desenvolvimento de produtos e melhoria contínua da experiência de clientes, parceiros e corretores.
]]>Susep tem novo diretor para área de supervisão
https://revistaapolice.com.br/2026/04/susep-tem-novo-diretor-para-area-de-supervisao/
Thu, 30 Apr 2026 12:28:17 +0000https://revistaapolice.com.br/?p=138940A Casa Civil da Presidência da República, por meio da Portaria nº 461, de 29 de abril de 2026, publicada no Diário Oficial da União de hoje (30), nomeou César da Rocha Neves como novo Diretor da Superintendência de Seguros Privados (Susep). Servidor de carreira da Susep há mais de 20 anos, César Neves já […]
]]>A Casa Civil da Presidência da República, por meio da Portaria nº 461, de 29 de abril de 2026, publicada no Diário Oficial da União de hoje (30), nomeou César da Rocha Neves como novo Diretor da Superintendência de Seguros Privados (Susep).
Servidor de carreira da Susep há mais de 20 anos, César Neves já ocupou diversos cargos na Autarquia e, até então, exercia a função de Coordenador-Geral de Regulação Prudencial e Contábil (CGPEC). É graduado em Ciências Atuariais pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e possui MBA em Engenharia Financeira e Econômica pela Universidade Federal Fluminense (UFF), MBA em Finanças e Mestrado em Engenharia pela COPPEAD/UFRJ, além de Doutorado em Engenharia pela Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-Rio).
César é Professor Associado de Ciências Atuariais na Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ) e Professor da Pós-graduação em Ciências Atuariais da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). O novo diretor passa a responder pela Diretoria de Supervisão Prudencial e de Resseguros (DISUP).
O diretor e também servidor de carreira da Susep, Carlos Queiroz, que estava à frente da DISUP, assumirá a Diretoria de Organização de Mercado e Regulação de Conduta (DIORE), em decorrência da exoneração, nesta data, a pedido, da diretora Jessica Bastos.
“A Susep agradece à diretora Jessica Bastos pelas contribuições prestadas à Autarquia desde 2023, desejando sucesso em seus próximos desafios”, publicou a autarquia
]]>Seguro auto volta a subir em 2026 e interrompe queda sazonal
https://revistaapolice.com.br/2026/04/seguro-auto-volta-a-subir-em-2026-e-interrompe-queda-sazonal/
Thu, 30 Apr 2026 12:12:55 +0000https://revistaapolice.com.br/?p=138934Levantamento mostra aumento nos valores médios para ambos os gêneros no período, de 10% para o perfil masculino e 6% para o feminino
]]>Levantamento da Creditas Seguros aponta aumento nos valores médios para ambos os perfis analisados. Para homens, o preço médio passou de R$ 2.390,32 em janeiro para R$ 2.636,12 em março, alta de 10%. Já para mulheres, o valor subiu de R$ 2.908,42 para R$ 3.104,04, avanço de 6%.
O movimento contrasta com o mesmo período de 2025, quando houve redução de 8% para o público masculino e de 2% para o feminino, indicando mudança de tendência no início do ano. O estudo considera cotações nas 11 capitais com maior representatividade no mercado automotivo, com base em dados da Fenabrave, e analisa os dez modelos mais vendidos em cada período.
Para Michel Tanam, gerente da Creditas Seguros, o resultado reflete um cenário de maior volatilidade no mercado. “A mudança de cenário depois desses três anos mostra a constante volatilidade do mercado, especialmente no Rio de Janeiro, que continua registrando os valores mais elevados desde 2025. Por isso, aconselho que o consumidor sempre acompanhe os balanços do mercado, como o nosso levantamento, para encontrar formas de economizar”, afirma.
Apesar da alta acumulada no trimestre, o comportamento mensal indica ajuste nos preços em março. Para homens, o valor médio recuou 3,9% em relação a fevereiro, passando de R$ 2.741,67 para R$ 2.636,12. Entre mulheres, a queda foi de 8,6%, de R$ 3.395,53 para R$ 3.104,04.
O levantamento mostra aumento dos preços em grande parte das capitais. Para o público masculino, os maiores avanços foram registrados em Brasília (+27%), Goiânia (+25%) e Recife (+22%). Entre mulheres, as maiores altas ocorreram em Curitiba (+34%), Belo Horizonte (+24%) e Brasília (+22%). O Rio de Janeiro segue como a capital com os valores médios mais elevados para ambos os perfis, mantendo a tendência observada desde 2025.
Maiores variações por modelo
Novo Polo Comfortline TSI 1.0 Flex Aut.: O Volkswagen Polo iniciou o trimestre como o segundo carro mais vendido e, em fevereiro, alcançou a liderança no ranking e se manteve no topo até março. O seguro do veículo registrou preço médio de R$ 2.434,74 em março para o gênero masculino, um aumento de 9,13% frente os R$ 2.231,06 observados em fevereiro. Para o perfil feminino, o preço médio ficou em R$ 2.766,50 em março, uma queda de 9,16% frente os R$ 3,045.59 registrados no mês anterior. Entre as capitais, para os homens, os maiores preços foram no Rio de Janeiro (R$ 3.190,41), São Paulo (R$ 2.626,62) e Goiânia (R$ 2.553,97), enquanto para as mulheres foram no Rio de Janeiro (R$ 3.932,41), Curitiba (R$ 3.837,77) e Goiânia (R$ 2.756,27).
Novo Onix Sedan Plus 1.0 12V Flex Manual: O Chevrolet Onix Sedan entrou no ranking dos mais vendidos em fevereiro na quarta posição e, em março, alcançou o segundo lugar. A apólice para o veículo registrou preço médio de R$ 2.720,38 em março para o gênero masculino, uma queda de 7,32% frente os R$ 2.934,96 observados em fevereiro. Para o perfil feminino, o preço médio foi de R$ 3.903,28 em março, uma queda de 4,67% frente os R$ 4.094,28 registrados no mês anterior. Entre as capitais, para os homens, os maiores preços foram em Belo Horizonte (R$ 4.257,07), Rio de Janeiro (R$ 3.672,53) e Salvador (R$ 2.802,88), enquanto para as mulheres foram em Belo Horizonte e Rio de Janeiro (R$ 4.713,60) e Vitória (R$ 4.592,86).
BYD Dolphin Mini EV 5 Automático: O BYD Dolphin Mini entrou na última posição do ranking dos mais vendidos em fevereiro e, em março, subiu para a oitava posição. O seguro desse veículo registrou o maior preço médio de março para ambos os gêneros. Para o perfil masculino foi de R$ 3.890,91, uma queda de 2,08% frente os R$ 3.974,27 observados em fevereiro. Para o perfil feminino, o preço médio foi de R$ 4.311,27 em março, uma queda de 26,11% frente os R$ 5.834.30 registrados no mês anterior. Entre as capitais, para os homens, os maiores preços foram no Rio de Janeiro (R$ 7.174,32), Recife (R$ 3.782,98) e Belo Horizonte (R$ 3.732,71), enquanto para as mulheres foram no Rio de Janeiro (R$ 6.011,04), Curitiba (R$ 5.130,78) e Recife (R$ 4.261,97).
Novo HB20 Sense Plus 1.0 12V Flex: O Hyundai HB20 iniciou o ano na penúltima posição do ranking dos mais vendidos e, em março, foi para a quinta posição. O veículo teve o menor preço médio de apólice em março para ambos os gêneros. Para o perfil masculino, registrou R$ 2.050,27, uma queda de 14,95% frente os R$ 2.411,15 observados em fevereiro. Para o perfil feminino, o preço médio foi de R$ 2.431,74 em março, uma queda de 6,18% frente os R$ 2.591,65 registrados no mês anterior. Entre as capitais, para os homens, os maiores preços foram no Rio de Janeiro (R$ 2.787,57), Belo Horizonte (R$ 2.161,84) e São Paulo (R$ 2.124,63), enquanto para as mulheres também foram no Rio de Janeiro (R$ 3.219,06), Recife (R$ 2.753,35) e São Paulo (R$ 2.546,83).
As cotações consideradas no levantamento correspondem aos menores valores identificados dentro dos perfis analisados junto às seguradoras. A amostra contempla as capitais São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Curitiba, Florianópolis, Recife, Goiânia, Porto Alegre, Brasília, Vitória e Salvador.
Foram consideradas cotações de seguradoras como Allianz, Bradesco Seguros, HDI Seguros, Porto Seguro, Tokio Marine e Zurich Seguros, entre outras. Os perfis analisados consideram homens e mulheres, ambos com 35 anos e estado civil casado.
]]>Sincor-GO e Icatu Seguros promovem evento para corretores
https://revistaapolice.com.br/2026/04/sincor-go-e-icatu-seguros-promovem-evento-para-corretores/
Thu, 30 Apr 2026 12:05:22 +0000https://revistaapolice.com.br/?p=138931O Sincor-GO realizou, na manhã de terça-feira (28), mais uma edição do projeto Café + Seguro, em parceria com a Icatu Seguros. O encontro reuniu corretores para discutir tendências de consumo, relacionamento com clientes e campanhas comerciais da seguradora. A abertura foi conduzida pelo vice-presidente técnico do Sincor-GO, Anderson Cardoso, que destacou a importância das […]
]]>O Sincor-GO realizou, na manhã de terça-feira (28), mais uma edição do projeto Café + Seguro, em parceria com a Icatu Seguros. O encontro reuniu corretores para discutir tendências de consumo, relacionamento com clientes e campanhas comerciais da seguradora.
A abertura foi conduzida pelo vice-presidente técnico do Sincor-GO, Anderson Cardoso, que destacou a importância das parcerias para o desenvolvimento da categoria. Também participaram os vice-presidentes Carmen Lucy e Deivid Pereira. “Nossa relação com os amigos da Icatu é profícua e de longa data. É uma parceria que se fortalece a cada encontro, sempre focada em trazer o melhor suporte e oportunidades para o corretor goiano”, afirmou Anderson Cardoso.
Durante o evento, o gerente da sucursal Goiás da Icatu Seguros, Jerri Coffani, apresentou atualizações do portfólio e detalhou campanhas comerciais em andamento. “Estamos aqui no SINCOR Goiás trazendo várias novidades para os corretores nesse mercado tão pujante que o sindicato administra muito bem. É fundamental estarmos juntos para apresentar nossos lançamentos e benefícios”, disse Coffani.
A programação incluiu ainda palestra do conferencista Marcos Pulga, com o tema “Hora de Mudar”, voltada à reflexão sobre atendimento e relacionamento com clientes. “A base de tudo na vida e nos negócios é o relacionamento. Quando focamos nas necessidades das pessoas e tratamos o cliente com carinho e atenção, os resultados são outros. O primeiro contato vale ouro”, afirmou.
O projeto terá nova edição no dia 6 de maio, na sede do Sincor-GO, com participação da Zurich Seguros e presença de Sergio Prates. Na mesma data, a Pier Seguros realiza o evento Happy Hour + Seguro, também na sede da entidade, com participação de Camila Kataguri e outros executivos da companhia.