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]]>Ele faz parte de uma nova geração de líderes que começa a chegar em seguradoras, corretoras de seguros e insurtechs, ambiente mais propício à nova geração. Há vários exemplos no mercado. O seu grande desafio é contemplar todos os colaboradores e ainda transmitir confiança aos stakeholders.
Segundo Renata Banzato, diretora de RH da Oneglobal, “do ponto de vista de pessoas, o desafio é garantir que a cultura acompanhe o crescimento da empresa. À medida que ampliamos equipes, escritórios e operações, precisamos criar mecanismos que preservem a proximidade, a colaboração e o senso de pertencimento que sempre fizeram parte da nossa identidade. Crescer mantendo a experiência do colaborador é uma prioridade estratégica para nós.”
Uma empresa não cresce apenas com novos talentos. A experiência é fundamental para garantir a qualidade do atendimento ao cliente e o desenvolvimento de produtos capazes de atender as demandas do mercado nacional e internacional. “Na prática, o pacto intergeracional acontece quando criamos espaços de troca genuína entre profissionais com trajetórias diferentes. O conhecimento técnico, a experiência e os relacionamentos construídos ao longo de anos se potencializam quando encontram a visão inovadora, a agilidade e a familiaridade tecnológica das novas gerações. O RH tem o papel de criar um ambiente onde essa troca aconteça de forma natural e produtiva”, acrescenta Renata.
Acompanhe a entrevista exclusiva com Leonardo Dale para conhecer o perfil do jovem executivo. Para ele, o próximo desafio do mercado de seguros não está em substituir gerações, mas em colocá-las na mesma mesa, preservando conhecimento e relacionamento enquanto abre espaço para novas formas de gestão, tecnologia e inovação. Ele reúne conhecimento técnico e experiência de mercado, sem abrir mão de uma visão inquieta sobre o futuro
Revista Apólice: O mercado de seguros é tradicional, meio conservador, mas necessita e anseia por novidades e inovação. Como apresentar e incorporar novidades ao setor de seguros?
Leonardo Dale: Eu não acredito em inovação pela inovação. No nosso mercado, confiança, relacionamento e conhecimento técnico continuam sendo fundamentais e não podem ser substituídos. O que precisamos questionar é a forma como fazemos as coisas.
Inovar pode ser usar inteligência artificial, dados e tecnologia, mas também pode ser simplificar um processo, responder mais rápido, eliminar uma burocracia ou criar uma experiência melhor para o cliente.
Acredito muito em respeitar o que o mercado de seguros construiu, mas sem ficar prisioneiro da maneira como sempre fizemos. Talvez essa seja uma característica dessa nova geração de líderes: temos enorme respeito pela história, mas também uma inquietude muito grande em relação ao futuro.
Revista Apólice: Aos quatro anos de vida, a Oneglobal consegue transmitir experiência e apresentar novas soluções ao mercado?
Leonardo Dale: Esse equilíbrio é uma das coisas mais interessantes da Oneglobal. Somos uma empresa jovem, com quatro anos no Brasil, mas formada por profissionais que carregam décadas de experiência no mercado.
Conseguimos reunir executivos extremamente experientes com uma geração nova, que chegou com muita energia, ambição e vontade de fazer diferente. Essa combinação é muito poderosa.
Não queremos ser uma empresa jovem que despreza a experiência, nem uma empresa experiente presa ao passado. Queremos combinar o melhor dos dois mundos.
E talvez o mais interessante seja que, apesar de tudo que construímos nesses quatro anos, internamente temos a sensação de que ainda estamos no começo.
Revista Apólice: Quando vocês olham para agosto de 2022 e para a empresa atual, o que mais mudou?
Leonardo Dale: Quase tudo mudou. O tamanho, a estrutura, as áreas de atuação, os escritórios, a complexidade dos clientes e, principalmente, a nossa responsabilidade. Mas fico muito feliz porque aquilo que considero mais importante mudou muito pouco: nossa essência.
Continuamos com um ambiente próximo, leve e extremamente colaborativo. Existe muita ambição e cobrança por performance, mas existe também amizade, respeito e uma vontade genuína de construir juntos.
Tenho orgulho dos números, mas tenho ainda mais orgulho quando caminho pelo escritório e vejo pessoas sorrindo, trocando ideias, ajudando umas às outras e comemorando juntas.
Em quatro anos, construímos uma empresa relevante. Agora, nosso desafio é continuar crescendo sem perder a alma de quando éramos pequenos.
Revista Apólice: Quais números ajudam a dimensionar essa trajetória?
Leonardo Dale: Os números mostram a velocidade dessa trajetória. Saímos de uma operação muito pequena para aproximadamente 150 pessoas, distribuídas em sete escritórios pelo Brasil. Ampliamos nossa atuação, incorporamos Benefícios com a chegada da Proativa, fortalecemos Resseguros e diferentes especialidades e hoje temos uma plataforma muito mais completa.
Em 2025, considerando a operação consolidada, chegamos a aproximadamente R$ 1 bi em prêmio. Para 2026, nosso orçamento prevê um volume de prêmio na ordem dos 1.4 bi. Mas, eu sempre tomo cuidado para que os números não se tornem uma história. Eles são consequência dela.
O que realmente construímos nesses quatro anos foi um time, uma cultura e uma empresa onde pessoas boas encontram espaço para crescer. Se continuarmos fazendo isso bem, acredito que os números continuarão vindo.
Revista Apólice: Quais decisões tomadas nesses primeiros quatro anos foram determinantes?
Leonardo Dale: A principal foi colocar os clientes, nossos colegas e a cultura no centro da estratégia. Desde o começo buscamos pessoas com espírito empreendedor e demos espaço para elas construírem. Sempre gostei da ideia de contratar pessoas melhores do que nós e não ter medo de dar autonomia.
Outra decisão importante foi entender que liderança não significa ter todas as respostas. Muitas vezes, liderar é montar o time certo, dar direção e depois sair da frente. Acho que uma parte importante do que construímos veio daí. As pessoas sentem que a Oneglobal também é delas. E quando você consegue criar esse sentimento de pertencimento, acontece algo muito poderoso.
Revista Apólice: Quais são os maiores desafios da Oneglobal hoje?
Leonardo Dale: Nosso maior desafio é crescer sem perder aquilo que nos trouxe até aqui. Crescer receita, ganhar clientes, abrir escritórios e desenvolver novas áreas são importantes. Mas nada disso pode acontecer às custas da nossa cultura.
Nosso grande tesouro hoje é o ambiente que construímos. Um ambiente leve, próximo, colaborativo, onde existe liberdade para falar, espaço para crescer e, ao mesmo tempo, uma enorme ambição por performance.
Cultura é relativamente fácil de preservar quando você tem 20 ou 30 pessoas. O verdadeiro teste acontece quando você começa a ganhar escala. Por isso, nosso desafio não é simplesmente ficar maior. É conseguir ficar melhor à medida que ficamos maiores.
Revista Apólice: A empresa reúne executivos com diferentes experiências, trajetórias e gerações. Isso foi pensado como parte do modelo de gestão?
Leonardo Dale: Sim, e considero isso uma das nossas maiores forças. Não acredito em times formados por pessoas que pensam igual. Temos profissionais extremamente experientes trabalhando ao lado de uma geração nova, cheia de energia, ambição e vontade de fazer diferente.
O profissional mais experiente traz repertório, relacionamento, conhecimento técnico e serenidade. O mais jovem traz questionamento, velocidade, tecnologia e uma disposição enorme para desafiar o status quo.
Quando existe respeito e humildade dos dois lados, essa combinação é muito forte. Não acredito que a renovação da liderança seja uma questão de idade. É uma questão de mentalidade
Revista Apólice: Como você define o pacto intergeracional dentro de uma empresa e de um setor?
Leonardo Dale: Para mim, pacto intergeracional significa entender que renovação não é substituição. Seria um enorme desperdício imaginar que uma geração precisa sair para outra entrar. O mercado de seguros foi construído por profissionais extraordinários e existe um patrimônio enorme de conhecimento, relacionamento e experiência que precisa ser preservado.
Ao mesmo tempo, toda nova geração precisa ter espaço para questionar, experimentar e construir sua própria forma de liderar. Os mais jovens precisam ter humildade para aprender. E os mais experientes precisam ter humildade para entender que experiência não pode se transformar em resistência à mudança.
O futuro provavelmente pertence às empresas que conseguirem colocar essas duas gerações na mesma mesa. Talvez pela minha idade, hoje com 38 anos, consigo me conectar com a geração de cima, como a nova. Acho que isso é uma das minhas grandes fortalezas.
Revista Apólice: Como transferir esse patrimônio para uma nova geração sem impedir que ela construa sua própria maneira de liderar?
Leonardo Dale: Dando responsabilidade de verdade. Não acredito que alguém aprenda liderança apenas fazendo cursos ou observando quem está acima. É preciso decidir, acertar, errar, sentir pressão e assumir as consequências. O papel de quem já viveu mais situações é compartilhar repertório, abrir portas e estar disponível, mas sem entregar uma receita pronta.
Eu não quero que os novos líderes da Oneglobal sejam cópias da nossa geração. Quero que aproveitem aquilo que aprendemos, evitem alguns dos nossos erros e construam algo ainda melhor. Talvez esse seja um dos maiores legados de um líder: desenvolver pessoas que um dia serão melhores do que ele.
Revista Apólice: Existe diferença entre preparar um sucessor e efetivamente dividir poder e espaço de decisão?
Leonardo Dale: Existe uma diferença enorme. É relativamente fácil dizer que você desenvolve pessoas. Mas, difícil é entregar uma decisão importante para alguém e aceitar que talvez ela não decida exatamente como você decidiria.
Desenvolver líderes exige abrir espaço de verdade. Dar autonomia, visibilidade e responsabilidade. E também permitir que as pessoas errem. Eu acredito cada vez mais que o sucesso de um líder não deveria ser medido apenas pelo resultado que ele entrega, mas pela quantidade de pessoas que cresceram ao redor dele. Se uma empresa depende excessivamente de uma única pessoa, ela pode até ter um grande executivo, mas provavelmente ainda não construiu uma grande liderança.
Revista Apólice: Quais características serão indispensáveis para o executivo que comandará uma corretora daqui a dez anos?
Leonardo Dale: Curiosidade, inteligência emocional, adaptabilidade, capacidade de formar pessoas e muita humildade. Conhecimento técnico continuará sendo fundamental, mas não será suficiente. O líder precisará entender tecnologia, inteligência artificial e dados e tomar decisões em uma velocidade muito maior. Mas existe um paradoxo interessante: quanto mais tecnologia tivermos, mais importantes serão algumas características essencialmente humanas, como empatia, confiança, julgamento, capacidade de inspirar pessoas e coragem para tomar decisões serão ainda mais valiosas. O grande líder do futuro será tecnologicamente sofisticado, mas deverá ser profundamente humano.
Revista Apólice: Aos quatro anos, qual é a próxima etapa da Oneglobal Brasil? Onde pretende estar aos dez anos?
Leonardo Dale: Quando olho para esses quatro anos, tenho muito orgulho. Crescemos, trouxemos pessoas extraordinárias, ampliamos nossa presença e construímos uma empresa relevante em muito pouco tempo. Mas existe uma frase que repito bastante internamente: ainda estamos no começo.
Não tenho obsessão por sermos os maiores. Tenho obsessão por construirmos uma das melhores empresas para se trabalhar e se desenvolver. Quando completarmos dez anos, quero que a Oneglobal seja reconhecida não apenas pelo tamanho ou pelos resultados, mas pela excelência com que atende seus clientes, pelas pessoas que formou e pela cultura que conseguiu preservar enquanto crescia. Gostaria de olhar para a empresa e encontrar uma geração inteira de líderes que se desenvolveu aqui e que será melhor do que nós somos hoje.
Nosso maior patrimônio não está no balanço. É a nossa cultura. É esse ambiente especial, leve, próximo, colaborativo e, ao mesmo tempo, de altíssima performance. É ver pessoas que gostam de trabalhar juntas e sentem orgulho daquilo que estão construindo. Se conseguirmos preservar isso enquanto crescemos, não sei exatamente qual será o tamanho da Oneglobal aos dez anos. Mas tenho certeza de que teremos construído algo muito especial. Talvez essa seja a parte mais empolgante: depois de tudo que aconteceu em apenas quatro anos, nós genuinamente sentimos que ainda estamos só começando.
*Matéria originalmente publicada na Edição #322 da Revista Apólice.
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]]>The post Grupo HDI amplia em 70% carteira de elétricos appeared first on Revista Apólice.
]]>Nesse cenário, o Grupo HDI acompanha a transformação por meio da evolução de sua carteira. Nos últimos 12 meses, o volume de veículos eletrificados segurados pela companhia aumentou cerca de 70%. No mesmo período, as cotações avançaram aproximadamente 90%, enquanto a contratação de apólices cresceu cerca de 65%, indicando maior procura por proteção para esse tipo de automóvel. O avanço reflete o crescimento da presença desses modelos na frota nacional e a ampliação da demanda por soluções de proteção adequadas às características da nova mobilidade. Entre as diferentes tecnologias, os modelos 100% elétricos apresentaram o avanço mais expressivo. As cotações para esse segmento aumentaram aproximadamente 130% nos últimos 12 meses, acompanhadas por alta de cerca de 90% nas contratações.
O Grupo HDI acompanha de perto a evolução da eletrificação no mercado automotivo brasileiro. A ampliação da oferta de veículos e o interesse crescente dos consumidores por novas tecnologias têm impulsionado a adoção desses modelos, reforçando uma transformação que deve ganhar ainda mais relevância nos próximos anos. O crescimento da presença desses veículos em nossa carteira confirma que essa tendência já faz parte da realidade do setor e reforça a importância de desenvolver soluções alinhadas às novas formas de mobilidade.
A expansão da mobilidade eletrificada também tem levado o setor segurador a ampliar a oferta de serviços associados a essa nova realidade. Como parte dessa estratégia, clientes das marcas Yelum e HDI passaram a contar com 30% de desconto na rede de carregamento da Zletric, que reúne mais de 1.400 pontos em 15 estados e 80 cidades brasileiras.
Para Carla Oliveira, diretora de Produto Auto do Grupo HDI, a transformação da mobilidade exige uma evolução da proposta de valor do seguro, que passa a incorporar serviços relacionados à jornada de utilização dos veículos. “A transformação da mobilidade desafia todo o setor a repensar a forma como desenvolvemos produtos e nos relacionamos com os clientes. A eletrificação é um dos reflexos dessa mudança. No Grupo HDI, acompanhamos essa evolução de perto para garantir que nosso portfólio esteja preparado para atender diferentes perfis de consumidores, oferecendo soluções que combinam proteção, conveniência e aderência às novas demandas do mercado”, afirma.
A análise dos dados da carteira também indica que a expansão dos veículos eletrificados ocorre de forma abrangente no país, embora em ritmos distintos entre as regiões. Nos últimos 12 meses, algumas localidades registraram aumento próximo de 100% nas contratações de seguros para esses veículos, enquanto outras apresentaram avanços entre 70% e 75%.
A expansão dos veículos eletrificados já é percebida em diferentes regiões do país. No Grupo HDI, o maior crescimento desse segmento tem sido observado nas regiões Sul, Sudeste e Nordeste, reforçando que a eletrificação vem ganhando escala e se tornando uma realidade cada vez mais presente no mercado brasileiro. Esse movimento é acompanhado por uma mudança no perfil dos consumidores, que demonstram maior interesse por tecnologia, conectividade, eficiência e experiências integradas. Para as seguradoras, essa transformação reforça a necessidade de evoluir continuamente a proposta de valor, combinando proteção, serviços e conveniência em uma jornada cada vez mais alinhada às expectativas dos clientes.
O crescimento da frota eletrificada também traz novos desafios para o mercado segurador, especialmente em aspectos relacionados à reparação, capacitação técnica e atendimento especializado. Para acompanhar essa evolução, o Grupo HDI vem expandindo continuamente sua rede de parceiros preparados para atender veículos eletrificados e desenvolvendo soluções alinhadas às particularidades dessa tecnologia.
Outro ponto que ganha relevância é a percepção do consumidor em relação ao seguro desses veículos. Embora os modelos eletrificados possuam características próprias de manutenção e reparação, a precificação do seguro continua considerando uma combinação de fatores, como perfil do condutor, região de circulação, utilização do veículo e características do modelo segurado.
“A evolução do perfil dos consumidores acompanha a própria transformação da mobilidade. À medida que os veículos incorporam novas tecnologias e demandam uma infraestrutura específica, o seguro também precisa evoluir para responder a essas necessidades. Isso significa combinar proteção adequada ao veículo com serviços que contribuam para uma jornada mais simples e integrada. Observamos que esse movimento ainda está em fase de aceleração no Brasil e acreditamos que os veículos eletrificados terão participação cada vez mais relevante em nossa carteira ao longo dos próximos anos, acompanhando a evolução do mercado e das preferências dos consumidores”, finaliza Carla.
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]]>The post Santander lança benefício para aportes em VGBL appeared first on Revista Apólice.
]]>“Diante de um cenário mais complexo, o diferencial competitivo passa a estar menos na oferta de produtos isolados e mais na construção de jornadas completas de relacionamento e fidelização. Com essa iniciativa, reconhecemos a decisão do cliente de investir no longo prazo e entregamos um benefício relevante, flexível e conectado ao ecossistema Santander”, explica Alessandro Chagas, diretor de Investimentos do Santander.
Para participar, além de atender aos critérios de elegibilidade da promoção, o cliente deverá aderir ao Santander Rewards, programa de relacionamento do banco. Segundo o Santander, os aportes realizados em previdência também serão considerados para a evolução dos clientes dentro do programa, que reúne benefícios relacionados à utilização de diferentes produtos e serviços da instituição.
A promoção integra a estratégia do banco para ampliar a relação entre previdência privada e seu programa de benefícios. “Cada aporte em previdência privada é uma escolha presente que contribui para construir maior segurança financeira no futuro”, reforça Daniella Ungar, superintendente de produtos da Zurich-Santander.
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]]>The post Prudential lança seguros voltados à sucessão patrimonial appeared first on Revista Apólice.
]]>Esse cenário amplia a demanda por soluções que ajudem as famílias a preservar seu patrimônio, garantir liquidez durante a sucessão e assegurar a continuidade dos negócios. Para responder a essa necessidade dos clientes, a Prudential do Brasil lança duas soluções voltadas ao planejamento sucessório: o Prudential Legado Protegido, destinado a pessoas físicas, e o Seguro de Sucessão Empresarial Coletivo, desenvolvido para empresas com dois ou mais sócios.
“Observamos uma mudança estrutural no perfil das necessidades dos nossos clientes. À medida que cresce o patrimônio das famílias e das empresas brasileiras, aumenta também a preocupação em garantir uma sucessão organizada, proteger o legado construído ao longo da vida e os negócios para as próximas gerações. Desenvolvemos essas soluções justamente para apoiar esse momento de planejamento, oferecendo liquidez para preservar o patrimônio e dar continuidade aos planos construídos ao longo da vida”, afirma Guilherme Marques, vice-presidente de Marketing, Produtos e Clientes da Prudential do Brasil.
Em processos sucessórios, parte significativa do patrimônio costuma estar concentrada em imóveis, empresas e outros ativos de baixa liquidez, enquanto despesas, tributos e demais obrigações precisam ser quitados em curto prazo. Nesse contexto, o seguro de vida funciona como um importante instrumento de planejamento financeiro, disponibilizando recursos que reduzem a necessidade de venda de bens, utilização do capital de giro ou contratação de crédito em um momento de transição.
Prudential Legado Protegido
O Prudential Legado Protegido é um seguro de vida vitalício sem resgate, destinado a famílias que buscam proteger o patrimônio e organizar a sucessão. O produto oferece capital segurado entre R$ 400 mil e R$ 100 milhões, pagamento em dez anos e a possibilidade de contratação de coberturas adicionais, inclusive para situações ocorridas em vida.
O capital segurado é disponibilizado aos beneficiários e pode contribuir para o pagamento de despesas e tributos, além de reduzir a necessidade de venda de imóveis, empresas ou outros bens durante a transição. Como não prevê formação de resgate, o produto também pode ser uma alternativa mais acessível para quem procura proteção vitalícia com valores elevados de capital segurado. O Prudential Legado Protegido será comercializado pelo canal de corretores franqueados Life Planner e pelo canal Parcerias, composto por instituições financeiras parceiras da Prudential.
Desenvolvido para empresas com dois ou mais sócios, o Seguro de Sucessão Empresarial Coletivo oferece liquidez para apoiar a reorganização societária em caso de morte ou invalidez. Os recursos podem ser usados para manter as operações, reorganizar a gestão e pagar aos sucessores o valor correspondente à participação no negócio.
A solução utiliza a estrutura do seguro de vida em grupo e reúne os sócios elegíveis em uma única apólice, com certificados individuais e gestão centralizada. O modelo simplifica a administração da cobertura, incluindo o pagamento dos prêmios, a atualização dos capitais segurados e a inclusão ou saída de sócios.
Sem substituir o contrato social, o acordo de sócios ou outros instrumentos jurídicos e sucessórios, a apólice tem como função disponibilizar os recursos necessários para viabilizar o planejamento previamente definido pela empresa. O Seguro de Sucessão Empresarial Coletivo será distribuído pelo canal Corretor da Prudential. Profissionais habilitados apoiarão as empresas na avaliação da solução e na contratação.
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]]>The post CSP-MG debate expansão do Vida em Grupo nas PMEs appeared first on Revista Apólice.
]]>O encontro presencial, com transmissão ao vivo pelo canal da entidade no YouTube, reuniu lideranças, corretores e profissionais do mercado para debater o potencial de expansão do Seguro de Vida em Grupo no segmento das Pequenas e Médias Empresas (PMEs). Na abertura do evento, o presidente do CSP-MG, João Paulo Moreira de Mello, deu as boas-vindas aos participantes e, logo após, coordenou os trabalhos.
Primeira a se apresentar, a executiva comercial da MetLife, Gisélia Duarte, iniciou sua exposição provocando reflexões positivas nos corretores presentes e virtuais. Ao questionar quem gostaria de incrementar a comissão de forma vitalícia e recorrente sem a necessidade contínua de buscar novos clientes, enfatizou as oportunidades financeiras do Vida em Grupo (VG).
“O seguro de Vida em Grupo te dá essa possibilidade de receber comissão vitalícia recorrente, mês a mês, ano a ano. É você quem monta a sua carteira e avalia o seu retorno. Além do comissionamento, o VG permite ao corretor fazer cross-selling, abrindo portas nos clientes PJ e fidelizando as empresas”, ressaltou.
Ela destacou a obrigatoriedade gerada pelas Convenções Coletivas de Trabalho (CCTs) como “um instrumento poderoso de vendas”. Segundo a executiva, cabe ao corretor atuar como consultor para alertar os RHs sobre os riscos jurídicos e trabalhistas do descumprimento. Pontuou ainda que o seguro é uma ferramenta central na retenção de talentos, apresentando o portfólio da seguradora, que inclui produtos como Global, Flex, Flex+ e Vida Convenção Coletiva, bem como facilidades na cotação via inteligência artificial no WhatsApp (“Cota Aí”) e campanhas de incentivo.
A consultora generalista da Mapfre, Katty Souza, abordou a função estratégica do seguro coletivo e como seus benefícios transbordam o ambiente corporativo para impactar famílias e a sociedade. Ela contextualizou dados do Sebrae indicando que o Brasil registrou 4,6 milhões de novas pequenas empresas em 2025, evidenciando o vasto campo de atuação nas PMEs.
“Não há como separar esse ecossistema. Quando a empresa investe no colaborador, ela gera confiança, engajamento e produtividade. O seguro de vida coletivo não é apenas uma exigência; é responsabilidade social e desenvolvimento que garantem qualidade de vida para toda a sociedade”, afirmou.
Katty Souza ressaltou o papel das CCTs e da norma regulamentadora NR1, que exige das empresas programas de prevenção e tratamento de riscos psicossociais e organizacionais. Apresentou dados de saúde do país e soluções como o aplicativo “Mapfre Cuidando de Você” (assistência ambulatorial familiar sem restrição de idade ou carência), além das coberturas de verbas rescisórias e assistências empresariais.
Já a executiva de negócios da Seguros Unimed, Sarah Fontana, trouxe dados da FenaPrevi mostrando que o emprego é a principal porta de entrada da proteção financeira no país, representando 57% dos acessos ao seguro de vida. Ela reforçou que o produto funciona como um pilar de estabilidade.
“O seguro de vida hoje não ampara somente o colaborador; ele vem como um escudo jurídico e financeiro para o empregador. Sem a proteção correta ou o cumprimento das exigências sindicais, a empresa fica exposta a riscos e penalidades que podem comprometer gravemente o seu patrimônio”, alertou.
Ela apresentou as soluções da companhia para o segmento PME, como o Multiproteção (com contratação a partir de três vidas, coberturas flexíveis e telemedicina extensiva à família) e o Global Vida (com desconto recente de 20% em diversos CNAEs). Destacou também o lançamento do produto “Cuidado Exclusivo” para Doenças Graves, a regulação de sinistros via WhatsApp e o Clube de Vantagens da seguradora.
Ao final das palestras, o presidente do CSP-MG mediou uma mesa-redonda com as três palestrantes. As especialistas responderam a dúvidas enviadas pelos internautas pelo chat do YouTube e as perguntas formuladas pelo público presencial no auditório do SindSeg, consolidando o simpósio como um espaço essencial de atualização, debate e fortalecimento do canal corretor.
Durante o evento, o presidente João Paulo Moreira de Mello se emocionou ao render homenagens ao diretor da entidade, Maurício Tadeu Barros Morais, falecido recentemente. “Ele deixa uma lacuna enorme e saudades em todo o mercado”, disse, ressaltando sua atuação destacada, “grande contribuição, conhecimento técnico e a generosa capacidade de transmiti-lo a todos”. Elogiando a dedicação e valor “inestimável” de Maurício, o presidente expressou gratidão por ter convivido com o dirigente e afirmou que a entidade se desdobrará para tentar suprir “essa perda insubstituível”.
Na sequência, Mello também registrou com pesar o falecimento do sócio-fundador do CSP-MG e conselheiro, José Horta Bregunci, ocorrido no dia 18 de agosto, relembrando sua trajetória “de relevantes serviços prestados ao setor e o carinho acumulado junto aos pares”. Reafirmando o compromisso com o legado das lideranças, o presidente reforçou que o CSP-MG seguirá em frente na missão de promover o desenvolvimento do mercado.
O IV Simpósio acontecerá no dia 9 de setembro, das 8h às 12h30, também no auditório do SindSeg, e vai reunir especialistas das beneméritas MAG, MBM, SulAmérica e Zurich. O tema em discussão será “Como aumentar a proteção da sociedade com o Seguro de Vida Individual”.
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]]>The post Porto sorteia ingressos para o GP São Paulo 2026 pelo app appeared first on Revista Apólice.
]]>“Percebemos que a cada edição, os ingressos para a nossa Arquibancada costumam esgotar rapidamente. Por isso, criamos uma promoção para ajudar as pessoas a realizarem o sonho de ir ao GP de São Paulo. Esta é mais uma chance para os apaixonados por automobilismo vivenciarem a experiência de ver a corrida com a Porto e sentirem a emoção do GP de perto”, explica Oliver Haider, diretor de marketing da Porto. “O acesso a essa oportunidade é simples, prático e rápido, basta que o participante tenha ou baixe o App Porto”, conclui Oliver.
A iniciativa reforça ainda uma das prioridades estratégicas da marca: ampliar o relacionamento digital com o público por meio do App Porto, a principal plataforma de conexão entre a companhia e seu ecossistema de produtos, serviços e benefícios. Com mais de 5 milhões de usuários, o aplicativo reúne, em um único ambiente, soluções que simplificam a rotina, facilitam o acesso a serviços e oferecem vantagens exclusivas, fortalecendo uma jornada cada vez mais integrada e conveniente.
Nesta campanha, que acontece entre 20 de julho e 30 de setembro de 2026, o app deixa de ser apenas um canal de autoatendimento e passa a ser a porta de entrada para uma experiência inesquecível. Para participar, basta acessar o aplicativo e realizar o cadastro na promoção para garantir o número da sorte.
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]]>The post Allianz registra lucro operacional de € 9,4 bi no semestre appeared first on Revista Apólice.
]]>O lucro líquido básico dos acionistas avançou 15,5%, de € 5,5 bilhões para € 6,4 bilhões. Já o lucro básico por ação alcançou € 16,44, alta de 17,5%. O retorno sobre o patrimônio líquido básico (RoE) anualizado ficou em 20,7%.
No segundo trimestre, o volume total de negócios somou € 45,6 bilhões, ante € 44,5 bilhões um ano antes, com crescimento interno de 5,7%. O lucro operacional aumentou 10,6%, para o recorde trimestral de € 4,9 bilhões.
Na mesma comparação, porém, o lucro líquido básico dos acionistas caiu 12,7%, de € 3 bilhões para € 2,6 bilhões. Segundo a companhia, ajustado pelo ganho obtido com a alienação da joint venture UniCredit no ano anterior e por medidas relacionadas à venda das participações em joint ventures na Índia, o crescimento subjacente foi de 10%.
“A Allianz, mais uma vez, apresentou resultados sólidos no segundo trimestre e primeiro semestre de 2026, confirmando a força da nossa estratégia centrada no cliente. O nosso excelente desempenho nos dá condições, assim como a obrigação, de levar orientação de alto nível, proteção e soluções de aposentadoria ao alcance de ainda mais clientes no mundo inteiro. Os custos de seguros estão subindo mais rápido do que a renda disponível, e encaramos esse desafio com seriedade. Com nossos investimentos em IA, prevenção de riscos e serviços mais inteligentes, estamos determinados a ajudar mais clientes a proteger o que é importante para eles, por um preço acessível. Essa geração de valor é como a Allianz conquista a confiança que nos diferencia e impulsiona o nosso crescimento”, diz Oliver Bäte, CEO do Grupo Allianz.
“Entregamos um excelente resultado no primeiro semestre do ano e mantivemos o nosso forte desempenho no segundo trimestre. Todos os segmentos estão acima dos valores médios das previsões de lucro operacional para o ano inteiro, demonstrando a execução bem-sucedida de nossas prioridades estratégicas. Isso nos coloca em ótima trajetória para nossas ambições de 2026. Ao atingirmos a metade do nosso ciclo estratégico, os resultados confirmam que estamos no caminho certo para cumprir nossas metas ambiciosas do Capital Markets Day. Olhando para frente, manteremos o foco em gerar crescimento inteligente, reforçar nossa produtividade e fortalecer nossa resiliência, sustentando assim a geração de valor para todos os nossos clientes e acionistas, ressalta Claire-Marie Coste-Lepoutre, CFO do Grupo Allianz.
No segmento de P&C (Ramos Elementares), o volume total de negócios alcançou € 49,6 bilhões no primeiro semestre, ante € 47,1 bilhões no mesmo período de 2025, com crescimento interno de 5,6%. O lucro operacional avançou 9,1%, para aproximadamente € 4,9 bilhões.
O índice combinado ficou em 91,4%, ante 91,5% um ano antes. A sinistralidade foi de 67,7%, enquanto o índice de despesas recuou 0,3 ponto percentual, para 23,7%. No varejo, o crescimento interno foi de 7%, e no segmento corporativo, de 4%.
No segundo trimestre, Ramos Elementares registrou volume de negócios de € 21,3 bilhões, com crescimento interno de 4,7%. O lucro operacional avançou 7,2%, para cerca de € 2,5 bilhões, maior resultado operacional trimestral do segmento segundo a companhia.
Em Vida e Saúde, o valor atual dos prêmios de novos negócios (PVNBP) somou € 43,4 bilhões no semestre, abaixo dos € 45,6 bilhões registrados um ano antes. Desconsiderando os efeitos cambiais e a venda da participação na UniCredit Allianz Vita, a Allianz aponta crescimento de 3%.
O lucro operacional do segmento chegou a € 2,9 bilhões, ante € 2,8 bilhões no primeiro semestre de 2025. A margem de novos negócios ficou em 5,4%, enquanto o valor de novos negócios alcançou € 2,4 bilhões.
No segundo trimestre, o lucro operacional de Vida e Saúde cresceu 10%, para € 1,5 bilhão. O PVNBP ficou em € 19,6 bilhões e a margem de novos negócios, em 5,6%.
O índice de solvência Solvency II do grupo chegou a 225%, sete pontos percentuais acima dos 218% registrados no encerramento de 2025.
A companhia manteve a projeção de € 17,4 bilhões de lucro operacional em 2026, com intervalo de € 1 bilhão para cima ou para baixo. O grupo também mantém em andamento o programa de recompra de ações de até € 2,5 bilhões, dos quais € 1,4 bilhão havia sido executado no primeiro semestre.
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]]>The post RCV e Reforma Tributária exigem ajustes no transporte de cargas appeared first on Revista Apólice.
]]>Na abertura, o presidente do CIST, Frederico Leopoldo, destacou o papel do encontro na troca de informações entre os diferentes participantes desses mercados. “Esse é um dos grandes objetivos do CIST: promover a integração entre todos os atores do ecossistema de seguros, transportes e logística”, afirmou.
A programação foi dividida entre os painéis “RCV em Foco: Impactos e Novos Rumos no Transporte Rodoviário de Cargas” e “A Virada de Setembro: Reforma Tributária e os Novos Caminhos do TRC e do TAC”.
O primeiro painel foi mediado por Paulo Alves, sócio-fundador do CIST e diretor executivo Brasil da Insert Corretora de Seguros, do Grupo Apisul, e contou com a participação da advogada e corretora de seguros Rosa Gahlen; de Thiago Marques, head de Insurtech Innovation da NDD; e de Tiago Camilo, sócio-fundador da Albatroz MGA e vice-presidente do CIST.
Paulo Alves destacou que as alterações regulatórias relacionadas ao RCV ainda geram dúvidas entre transportadores, embarcadores, corretores e seguradoras. “Existem dúvidas do próprio mercado de seguros e precisamos transformá-las em orientações claras para quem está na operação”, disse.
Entre os pontos de atenção apresentados por Thiago Marques está o preenchimento completo das informações necessárias à emissão do certificado do RCV, como placa do veículo, motorista e tipo de contratação.
Segundo o especialista, mesmo que o sistema aceite a averbação e gere uma chancela eletrônica, a ausência de determinadas informações pode resultar em um certificado incompleto e gerar dificuldades durante fiscalizações ou na regulação de sinistros. “O fato de existir a chancela da averbação pode gerar um falso positivo para o segurado. Para o RCV, é necessário verificar o certificado e analisar o clausulado da apólice”, explicou.
O painel também abordou a relação entre o RCV e o Seguro de Responsabilidade Civil Facultativa de Veículos (RCF-V). Uma das possibilidades discutidas é que o RCV funcione como primeiro risco, com o RCF-V atuando de forma complementar, mas os participantes ressaltaram que as coberturas ainda precisam ser adequadas para diferentes situações, inclusive aquelas envolvendo veículos sem carga. “O mercado ainda vai se adaptar. Acredito que o RCV possa se tornar o primeiro risco do RCF-V, mas os termos atuais ainda não estão totalmente adequados para essa aplicação em todas as situações”, avaliou Tiago Camilo.
Segundo os participantes, também não é esperada uma redução relevante e imediata nos preços do RCF-V em razão da obrigatoriedade do RCV. Eventuais mudanças dependerão da acomodação do mercado e da formação de dados sobre exposição e sinistralidade.
Rosa Gahlen chamou atenção para os diferentes efeitos jurídicos e financeiros que podem decorrer de um acidente rodoviário, incluindo danos materiais, corporais e morais, além de responsabilidades nas esferas civil, administrativa e criminal. “Um acidente atrai diferentes tipos de responsabilidade e pode provocar um impacto financeiro profundo. O seguro é um aliado para preservar o equilíbrio econômico diante de uma ocorrência de maior gravidade”, afirmou.
A especialista também destacou que embarcadores, proprietários das cargas e operadores logísticos podem ser chamados a responder perante terceiros. Por isso, a análise das apólices, condições dos seguros, comprovantes de pagamento e planos de gerenciamento de riscos deve integrar a contratação dos transportadores.
Outro ponto discutido foi a situação em que uma Empresa de Transporte Rodoviário de Cargas (ETC) subcontrata um Transportador Autônomo de Cargas (TAC). Os especialistas defenderam maior alinhamento das normas para evitar custos adicionais e insegurança e ressaltaram que a fiscalização deverá utilizar o cruzamento eletrônico de dados de apólices, averbações, veículos e motoristas.
O segundo painel foi mediado pelo diretor do CIST Sérgio Akira Sato e reuniu Marcelo Marques Júnior, advogado tributarista e presidente da Comissão de Direito Tributário da OAB Santo André; Reinaldo Lima, representante do sistema Fenacon/Sescon/Sescap; e Marina Lima, do Grupo Terra Nova Logística.
Entre os temas discutidos estiveram IBS, CBS, regime híbrido do Simples Nacional, geração de créditos tributários, split payment, revisão contratual e preparação tecnológica das empresas.
Marcelo Marques Júnior destacou que as empresas precisarão administrar a transição entre o sistema atual e o novo modelo tributário até 2033. “Já estamos em um momento de transformação do sistema tributário. As empresas precisam olhar para os contratos, para o custo da operação, para os fornecedores e planejar os próximos passos”, ressaltou.
Reinaldo Lima afirmou que a adaptação não deve ficar restrita às áreas de contabilidade, porque as mudanças podem atingir precificação, fluxo de caixa, contratos, tecnologia e decisões sobre fornecedores. “A reforma muda conceitos dentro da empresa, interfere nos custos, exige revisão de contratos e afeta a operação. A decisão é do empresário, com o apoio do contador, do advogado e das empresas de tecnologia”, afirmou.
Uma das recomendações apresentadas no encontro é o mapeamento da cadeia de fornecedores para identificar quais operações poderão gerar créditos tributários e quais empresas poderão aderir ao regime híbrido do Simples Nacional. Essa composição poderá influenciar os valores de IBS e CBS a serem recolhidos.
O painel também abordou os efeitos da Reforma Tributária sobre a contratação de Transportadores Autônomos de Cargas. A regulamentação prevê crédito presumido para empresas que contratarem TACs pessoas físicas, embora o percentual ainda não tenha sido divulgado, segundo os participantes. “A Reforma Tributária precisa ser analisada caso a caso e de ponta a ponta. Em algumas situações, transformar o TAC em pessoa jurídica poderá aumentar o custo em uma proporção superior ao crédito gerado para a contratante”, ponderou Marcelo Marques Júnior.
Marina Lima informou que aproximadamente 15% da operação da Terra Nova Logística depende de terceiros e pessoas físicas e que a empresa já iniciou ações de orientação e testes dos sistemas de gestão e processos fiscais. “Muitos motoristas que realizam viagens entre cidades e portos ainda não compreendem o tamanho da mudança. Estamos chamando essas pessoas para a mesa e explicando os impactos”, disse. “É preciso fazer muita conta e construir cenários. Cada empresa terá que avaliar sua cadeia e tomar decisões de acordo com a própria realidade”, acrescentou Marina.
Os especialistas também alertaram para os possíveis efeitos do split payment sobre o fluxo de caixa e para a necessidade de maior controle sobre os créditos tributários ao longo da cadeia.
Outro ponto de atenção são os contratos de frete de longo prazo. Como alíquotas definitivas e aspectos operacionais ainda não estão totalmente definidos, contratos e BIDs com vigência de 12 ou 24 meses podem exigir cláusulas de revisão e mecanismos de recomposição do equilíbrio econômico.
Marcelo Marques Júnior recomendou separar, nos novos contratos, o preço da operação dos tributos. “A empresa pode indicar o preço da operação e prever que os tributos serão acrescentados na nota fiscal. Isso reduz o risco de formar hoje um preço fechado com base em uma alíquota que ainda não está definida”, explicou.
Para os participantes, a preparação para a transição tributária deve começar antes da conclusão de todas as etapas de regulamentação. “Invista em contabilidade, assessoria jurídica e sistemas. Todos nós estamos reaprendendo, mas quem não mudar corre o risco de ficar para trás”, concluiu Reinaldo Lima.
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]]>Organizado pelos Sindicatos dos Corretores de Seguros do Distrito Federal, Espírito Santo, Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Minas Gerais, o congresso pretende alcançar uma base de aproximadamente 28 mil profissionais nos estados participantes. Nesta edição, o Congrecor terá como tema “Do Algoritmo à Consciência — a revolução que está redefinindo empresas, pessoas e decisões”. A programação pretende discutir os impactos da inteligência artificial, das plataformas digitais, do uso de dados em tempo real e das mudanças no comportamento do consumidor sobre a atividade dos corretores de seguros.
Durante a live de lançamento do congresso, o presidente do Sincor-DF, Jackson de Melo Prata, destacou a necessidade de preparação dos profissionais para as mudanças provocadas pela tecnologia. “Cada vez mais entendemos que a inteligência artificial está chegando para ficar e precisamos estar cada vez mais preparados para isso”, afirmou. O dirigente também reforçou o convite aos profissionais que atuam diretamente nas corretoras, incluindo funcionários e assessorias de seguros.
Segundo os dados apresentados pela organização, Distrito Federal, Espírito Santo, Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Minas Gerais movimentaram, juntos, R$ 68,2 bilhões em prêmios de seguros em um ano. O volume corresponde a 18,7% da produção nacional do setor.
Para o presidente do 4º CONGRECOR e do Sincor-MS, Arnol Lemos Filho, o avanço da tecnologia não elimina a importância do relacionamento entre corretores e clientes. “O 4º Congrecor nasceu com o compromisso de preparar e posicionar o corretor de seguros diante da maior transformação tecnológica e comportamental já vista em nossa história. Chegamos a esta edição consolidados como uma das principais plataformas de integração e qualificação dos corretores de seguros do Brasil”, declarou.
Segundo Arnol, a proposta é mostrar que a tecnologia pode apoiar a atuação consultiva dos profissionais. “A tecnologia e a inteligência artificial não substituem a confiança e o relacionamento humano. Elas nos oferecem instrumentos capazes de nos alçar ao patamar onde realmente devemos estar: na tomada de decisões conscientes e estratégicas”, acrescentou.
A palestra de abertura será conduzida por Guga Stocco, colunista do MIT Technology Review Brasil e do Febraban Tech e cofundador do Banco Original. A apresentação abordará as transformações provocadas pela inteligência artificial nos modelos de negócios e nos processos de tomada de decisão do setor de seguros.
Outro destaque da programação será a ampliação das salas de negócios. O evento disponibilizará 14 espaços com capacidade para receber entre 30 e 75 pessoas. Os ambientes serão integrados aos estandes e poderão ser utilizados para treinamentos, reuniões e encontros entre corretores e representantes das seguradoras. “Fomos os primeiros a criar as salas de negócios, que depois foram replicadas em outros congressos. Esse formato foi muito importante e vamos deixá-lo ainda mais forte nesta edição”, afirmou Jackson Prata.
O presidente do Sincor-GO, Vinicius Porto, avaliou que os congressos regionais também facilitam o contato entre os corretores e as diretorias locais das companhias. “Os congressos regionais são uma das melhores oportunidades para o corretor se aproximar das diretorias regionais das seguradoras. O congresso oferece essa acessibilidade para que cada profissional possa conversar com as companhias e seus representantes”, destacou.
Já o presidente do Sincor-MG, Gustavo Bentes, afirmou que a organização analisou os pontos de atenção identificados na edição anterior, também realizada em Brasília, para promover melhorias na estrutura e na programação.
Representando o Espírito Santo, que participa pela primeira vez da organização do congresso, o vice-presidente do Sincor-ES, Alexandre Cid, disse que a expectativa é mobilizar os corretores do estado. “Temos uma responsabilidade muito grande por ser a primeira vez que o Espírito Santo participa desse congresso. Os corretores do nosso estado estão animados”, declarou.
Nicholas Godoy
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]]>As seguradoras deixaram de ser apenas provedoras de apólices de seguro. Hoje, espera-se delas uma atuação mais ativa na predição da severidade e frequência dos eventos, além de uma postura que trate muito de prevenção. Isso é possível, novamente, graças à aplicação da análise dos dados, geolocalização, sensores, imagens de satélite e telemetria, por exemplo.
A distribuição do seguro também evoluiu para modelos mais pulverizados. Hoje ele está embarcado na experiência do cliente em diversos modelos de marketplaces e plataformas digitais. O seguro aparece integrado à compra de um produto ou serviço, ao invés de ter uma jornada separada. O sonho dos executivos do seguro é fazer com que o cliente tenha uma “assinatura” de seguro.
A Lei 15.040/2024 criou um marco específico para o contrato de seguro e entrou em vigor em dezembro de 2025, trazendo novas regras sobre formação dos contratos, coberturas, exclusões, sinistros e prazos. A LC 213/2025 também trouxe para o ambiente regulado as cooperativas de seguros e a proteção patrimonial mutualista, ampliando significativamente o perímetro de supervisão da Susep.
Enfim, o mundo mudou bastante na última década e trouxe muitas inovações com ele. Quem saiu na frente colocou um corpo de vantagem na concorrência. Resta saber se o mundo digital será capaz de equiparar as condições de todos os players do mercado.
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