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]]>Durante palestra realizada por Clayton Palandrani, CIO & COO da Mitsui Sumitomo, ficou claro que a tecnologia passou a atuar de forma mais ativa dentro das organizações, deixando de responder apenas às demandas das áreas de negócios para assumir também um papel de proposição de soluções. Segundo Clayton, hoje a área de tecnologia consegue atuar de maneira transversal nos níveis estratégico, tático e operacional das companhias.
De acordo com ele, um dos principais desafios enfrentados em sua seguradora estava relacionado ao excesso de demandas nas áreas corporativas, especialmente em linhas como garantia, transportes e responsabilidade civil. A limitação operacional acabava reduzindo a capacidade de entrega da companhia. “Às vezes apenas 30% ou 40% das demandas recebidas conseguiam ser efetivamente entregues”, afirmaram.
O diagnóstico levou a Mitsui a revisar processos e adotar uma estratégia mais agressiva de digitalização. A proposta passou a ser direcionar parte dos negócios de menor complexidade para plataformas digitais, liberando as equipes especializadas para operações mais estruturadas e riscos complexos.
Segundo o executivo, o movimento incluiu a criação de soluções digitais para distribuição de produtos corporativos, com foco em experiência do corretor, autonomia operacional e inteligência de subscrição. A companhia passou a operar parte relevante de suas linhas por meio de esteiras digitais, incluindo produtos empresariais, transportes e responsabilidade civil.
“A estratégia permitiu transferir para o ambiente digital cerca de 60% a 70% das demandas recebidas, enquanto os casos mais complexos permanecem sob análise especializada das equipes técnicas. Os 30% restantes são utilizados para entregar valor”, destacou.
Na avaliação do executivo, a digitalização deixou de ser apenas um canal complementar e passou a representar infraestrutura essencial para ganho de escala no setor. Entretanto, ele alertou que as seguradoras que não acompanharem o avanço da inteligência artificial e da automação poderão perder competitividade nos próximos anos.
O uso da inteligência artificial também já vem sendo aplicado nas áreas corporativas da companhia. Segundo Clayton, ferramentas de IA passaram a processar previamente informações recebidas pela seguradoras priorizando riscos, analisando perfil das operações e organizando informações para apoiar o trabalho dos subscritores. “Os resultados já aparecem nos indicadores operacionais. Em um ano, a companhia dobrou sua capacidade de entrega de cotações e ampliou a conversão de negócios”, comemorou o CIO.
Para Artur Willig, sócio e diretor Comercial da Trinca, avaliou que as empresas mudaram e passaram a ter que ter a tecnologia dentro de casa, “deixando de atuar de forma estanque para um modelo dinâmico. Com o uso da IA, podemos incorporar algumas mudanças que estão na ponta, transformando-as em mudanças corporativas robustas com segurança e compliance. São questões que nos obrigam a olhar para soluções escaláveis”.
“O principal desafio atual para as empresas é estarem preparadas para incorporar a IA, no sentido de infraestrutura e arquitetura de dados. Muitas empresas talvez não saibam mas podem estar distantes de colher os benefícios do uso da IA. O custo aumenta, mas o resultado não aparece”, comentou Gustavo Mayer, COO e co-fundador da Trinca. Ele acrescenta que há também a barreira cultural, porque as pessoas estão perdendo a oportunidade de ter um letramento digital em um momento em que todo está tentando entender e se adaptar ao uso da IA. Para ele, é preciso criar um espaço de experimentação dentro das empresas.
Kelly Lubiato
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]]>The post Sincor-GO celebra 40 anos de representação dos corretores appeared first on Revista Apólice.
]]>A celebração foi marcada por momentos de forte emoção, incluindo a inauguração das fotos de Lucas Vergilio e Vera Campos na galeria de ex-presidentes e o descerramento de uma placa comemorativa com o selo oficial dos 40 anos da entidade. Para este momento simbólico, o presidente da entidade, Vinicius Porto, convidou um dos pioneiros do sindicato, o corretor de seguros José Galbani, da GalCor Corretora de Seguros.
Fundado em 14 de maio de 1986, o Sincor-GO nasceu da união de corretores conscientes da necessidade de uma representação forte em Goiás. Desde a sua conversão de associação para sindicato, ocorrida em 1988, a entidade tem sido protagonista em atuações decisivas, como a manutenção dos corretores no Simples Nacional, a redução do ISS para a categoria e a defesa intransigente da classe contra as tentativas de desregulamentação da profissão.
O presidente da Fenacor e ex-presidente do sindicato, Armando Vergilio, falou dessa jornada. “Desde 1986, tem sido uma estrada longa, percorrida com muita luta e dedicação. O Sincor trouxe para Goiás a qualificação e o conhecimento. É referência e um berço de grandes lideranças. A entidade fez muito, mas fará muito mais ainda nos próximos 40 anos”, destacou.
Inovação e Capacitação
Em seu pronunciamento, o presidente Vinícius Porto destacou as conquistas de sua gestão à frente da entidade, focada em transformar o sindicato em uma extensão da casa do corretor. Entre os destaques, citou o sucesso dos projetos Café + Seguro e Happy Hour + Seguro, além do retorno histórico do Prêmio Bandeirante. Vinicius, que presidiu a entidade entre 2022 e 2025, foi reeleito Presidente para a gestão 2026-2029.
“Sinto uma honra profunda em presidir esta entidade no exato momento em que completamos 40 anos. Nossa gestão teve como norte a união e o investimento recorde em capacitação técnica. O futuro pertence ao Corretor Consultor, e estamos preparando nossos associados para explorar mares de oportunidades além do seguro automóvel”, afirmou Vinícius.
O papel de destaque do Sincor Goiás no cenário nacional foi reforçado pela recente eleição de Vinícius Porto como Vice-Presidente Administrativo da Fenacor, um reconhecimento ao protagonismo goiano nas grandes decisões do setor.
Lucas Vergilio, vereador em Goiânia, presidente da Escola de Negócios e Seguros (ENS) e também ex-presidente da entidade, expressou sua satisfação ao estar presente em na comemoração dos 40 anos. “Nasci praticamente dentro do Sincor e tenho muito orgulho por ter participado dessa história. O Sincor-GO é o sindicato mais forte da nossa categoria no Brasil. Estaremos sempre servindo a esta instituição e aos corretores goianos”, disse.
A parceria com o mercado segurador também foi enaltecida por André Segatt, representando o Sindseg MG/GO/MT/DF. “Sincor e Sindseg caminham juntos. Queremos cada vez mais contribuir para o desenvolvimento, inovação e conhecimento, garantindo que o corretor esteja sempre preparado para o mercado.” O evento registrou ainda as presenças de José Vadson, representando a Tokio Marine Seguradora; Gabriel Ângelo, representando a Zurich Seguros; e Wagner Bisi, Diretor da Porto.
Presente no evento, a corretora Cristiane Silvia de Alvarenga e a Almeida, da Seg Seguro Corretora e Assesse Assessoria, associou-se ao Sincor Goiás há 4 anos. “Tive o prazer de vivenciar experiências aqui que me fizeram crescer muito na profissão, de um modo que eu não esperava. Aqui encontramos pessoas que nos orientam. Também recebemos treinamentos muito importantes nesta entidade. Me orgulho muito desta entidade, inclusive pela representatividade do Sincor no cenário nacional”, destacou.
Maria José Vasconcelos, da BRA Corretora de Seguros, também associada ao Sincor Goiás, não tem medo de errar: “Nosso sindicato é o mais forte do Brasil. A entidade faz uma diferença muito grande para o corretor de seguros e tem agregado enormemente na minha atuação profissional”, frisou.
Em um momento de fala pessoal, o presidente Vinícius Porto agradeceu aos colaboradores, à sua diretoria e, especialmente, à sua base familiar (sua esposa Carol e seus filhos Elisa e Vitor) reforçando que o esforço institucional ganha sentido na proteção das famílias e na construção de um legado ético e sólido. “O Sincor Goiás chega aos 40 anos com a maturidade trazida pela trajetória até aqui e a energia renovada para contribuir com o desenvolvimento do nosso setor, novas conquistas”, frisou o presidente.
PDMIS 2035
Encerrando o evento, os presentes acompanharam uma palestra sobre o Plano Diretor para o Mercado de Intermediação de Seguros (PDMIS), ministrada por Augusto Coelho Cardoso (ENS), que delineou as estratégias e metas para a categoria até 2035, reforçando o compromisso do sindicato com a evolução tecnológica e a diversificação de negócios.
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]]>The post Norte lidera busca por estética bucal, diz Odontoprev appeared first on Revista Apólice.
]]>Considerando tratamentos realizados em diversas partes do país no ano de 2025, a região Norte se sobressai como a que mais procura por esses procedimentos estéticos bucais (44,3%). É o que mostra pesquisa realizada pela Odontoprev com base em seus mais de nove milhões de beneficiários. O estudo consolida dados de 2025.
Na sequência, a região Sul aparece como a que mais realiza procedimentos (37%), seguida pelo Centro-Oeste (31,9%), e pelo Sudeste (18,9%). Em contraste, o Nordeste apresenta o menor índice (6,2%) de realização de procedimentos.
Segundo o Dr. Emerson Nakao, dentista e consultor científico da Odontoprev, atualmente, esses tratamentos buscam conciliar a saúde biológica do sorriso com uma aparência harmoniosa. “São muitos tratamentos, como clareamento dental, facetas de porcelana ou lentes de contato; o foco vai além da perfeição. Buscamos oferecer um equilíbrio personalizado que respeite as características faciais de cada indivíduo, transformando o sorriso realmente em um cartão de visitas que alia funcionalidade e estética de forma integrada”, comenta.
Prevenção com a saúde bucal é o foco do Sudeste
Com um aumento notável de 38,9% em tratamentos preventivos, a região Sudeste assume a liderança no ranking das regiões que mais realizam este tipo de procedimentos, refletindo uma maior preocupação e conscientização sobre a saúde bucal, prevenção e autocuidado. Em seguida vem o Sul (11,9%), o Norte (6,5%) e o Nordeste (6%). Já na região Centro-Oeste, apenas 3,1% da população demonstrou preocupação em prevenir possíveis problemas dentários.
“A sabedoria do cuidado com o sorriso reside na prevenção. Priorizar visitas regulares ao dentista e manter uma rotina de higiene rigorosa não é apenas uma questão de estética, mas um investimento na própria saúde, agindo muito antes do corpo precisar emitir o alerta da dor. Além disso, tratar problemas em estágio inicial é sempre mais simples, indolor e às vezes até econômico do que remediar intervenções complexas”, diz Dr. Nakao.
Olhar para os tratamentos curativos
Uma maior preocupação com a prevenção resulta na redução dos procedimentos curativos. A região Sudeste lidera a queda nos procedimentos, registrando -4,3%. Em seguida, vêm o Centro-Oeste com -0,8% e o Norte com -0,4%. Por outro lado, as regiões Sul e Nordeste apresentaram aumento nos procedimentos curativos, com 2,5% e 1,2%, respectivamente.
“Quando escolhemos cuidar do sorriso pelo valor da saúde e não pela urgência do incômodo, evitamos o estresse de urgências e garantimos que a boca cumpra suas funções vitais com pleno bem-estar, preservando a integridade dos dentes de forma duradoura”, ressalta Dr. Nakao.
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]]>The post Brasilcap lucra R$ 81,3 milhões no 1º trimestre appeared first on Revista Apólice.
]]>A companhia encerrou o trimestre com avanço em suas principais métricas financeiras. A receita total atingiu R$ 1,78 bilhão entre janeiro e março, alta de 7,6% frente aos R$ 1,65 bilhão registrados no primeiro trimestre de 2025.
No canal digital, o faturamento somou R$ 107 milhões no período, crescimento de 8,5% na comparação anual. Segundo a companhia, o desempenho reforça o avanço das vendas digitais dentro da estratégia comercial da empresa.
As reservas chegaram a R$ 11,3 bilhões, ante R$ 10,9 bilhões no mesmo período do ano anterior. Já os ativos totais atingiram R$ 13,7 bilhões, frente aos R$ 13,4 bilhões registrados em 2025. “Os resultados do primeiro trimestre reforçam a consistência da nossa estratégia, com crescimento do lucro, avanço do digital e evolução do portfólio. Seguimos fortalecendo a geração de valor com eficiência e foco no cliente.”, afirma Antonio Carlos Teixeira, presidente da companhia.
Nos três primeiros meses de 2026, a Brasilcap também ampliou os valores pagos em sorteios, que totalizaram R$ 24 milhões, ante R$ 15,5 milhões no mesmo período do ano passado.
O período também foi marcado pela ampliação do portfólio de produtos da companhia. Entre os lançamentos está o Multicap, desenvolvido em parceria com a corretora Protege para atender contratos de royalties no setor de franquias, oferecendo garantias financeiras para operações entre franqueadores e franqueados.
Outro destaque foi o Ourocap como garantia de crédito, solução voltada a pessoas físicas que permite utilizar títulos de capitalização como garantia em operações de crédito.
A companhia também lançou o BB da Sorte, produto da modalidade popular com foco em acessibilidade e distribuição digital. Comercializado exclusivamente nos canais digitais do Banco do Brasil, o título possui tíquete de R$ 3 e vigência de 12 meses. Já o Ourocap Torcida foi desenvolvido em referência ao Mundial de Futebol de 2026. O produto de pagamento único possui tíquete de R$ 3 mil e está disponível no aplicativo e nas agências do Banco do Brasil.
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]]>The post Enconseg 2026 debate desafios e futuro do mercado segurador appeared first on Revista Apólice.
]]>Na abertura do encontro, o presidente do Sincor-RJ, Ricardo Garrido, destacou a importância da integração entre os agentes do setor e reforçou a meta de ampliar a participação do mercado segurador no PIB brasileiro até 2030. “O Enconseg 2026 mostrou a importância da conexão entre os profissionais e entidades do setor. Tivemos casa cheia, grandes debates e um ambiente extremamente rico para networking e geração de conhecimento”, afirmou Garrido. Segundo ele, o setor busca elevar de 6% para 10% a participação do seguro no PIB nacional nos próximos anos. “Mas, vamos trabalhar juntos para vencermos esse desafio”, acrescentou.
Já o presidente do SindSeg RJ/ES, Saint’Clair Pereira, chamou atenção para a perda de participação do mercado fluminense no cenário nacional. “O market share do nosso mercado caiu de 11,8% para 9,3%. Precisamos trazer de volta o que perdemos, pois éramos o segundo mercado e, hoje, ocupamos apenas a quinta posição”, afirmou.
O primeiro painel discutiu os desafios da intermediação e a experiência do consumidor diante das mudanças tecnológicas e comportamentais do setor. O presidente da Fenacor, Armando Vergilio, destacou a necessidade de adaptação ao novo perfil de cliente. “Hoje, o consumidor já nasce com um celular na mão. Quer tudo rápido e transparente. Mas, na hora de um sinistro, não abre mão da empatia e do atendimento humano que só o Corretor pode oferecer”, disse.
O presidente do Conselho Diretor da CNseg, Roberto Santos, afirmou que o mercado precisa avançar em jornadas mais simples e eficientes. “O consumidor não compara mais as companhias, mas as experiências oferecidas. Sem isso, não vamos chegar a lugar algum”, pontuou.
Também participaram do debate Ney Dias, presidente da FenSeg e da Bradesco Seguros, Beatriz Herranz, diretora da FenaPrevi, e Robert Bittar, vice-presidente da Escola de Negócios e Seguros. Entre os temas abordados estiveram ampliação do acesso ao seguro, simplificação da linguagem do setor e uso de tecnologia para ganho de eficiência.
O segundo painel teve como foco o desenvolvimento do corretor diante da automação e da inteligência artificial. O debate reuniu nomes como Henrique Brandão Junior, Boris Ber, Luiz Arruda, Ariel Couto e Gustavo Doria Filho.
O mediador foi o Presidente do Conselho do Grupo Assure de Seguros, Henrique Brandão Junior, que conduziu o debate com leveza e bom humor, mas sem deixar de ser contundente ao apontar algumas questões relevantes como a necessidade de o corretor investir na constante qualificação e no conhecimento. “O corretor continuará sendo muito importante, mas precisa buscar o aprimoramento constante, aproveitando as oportunidades oferecidas por instituições como a ENS, Fenacor e os Sincor’s de todo Brasil”, afirmou Junior, que foi eleito, há poucas semanas, Vice-Presidente de Relação com o Mercado, da Fenacor.
Por sua vez, o presidente do Sincor-SP, Boris Ber, defendeu a atuação diversificada do corretor, explorando oportunidades que surgem em diferentes carteiras. “O Corretor precisa estar sempre junto do segurado para oferecer múltiplos produtos e soluções de acordo com as necessidades do cliente”, recomendou Ber, acrescentando que é indispensável também ficar alerta às mudanças regulatórias, especialmente às novas exigências que obrigam o corretor a fornecer todas as informações ao segurado e detalhar cada proposta oferecida. “A IA pode ajudar bastante”, sugeriu.
Recomendação semelhante foi feita pelo vice-presidente Comercial e de Marketing da Porto Seguro, Luiz Arruda, para quem o corretor, por ser aquele que mais entende de risco e dos anseios do consumidor, deve oferecer não apenas um produto, mas a ampla proteção para as famílias. “É fundamental que o Corretor seja inovador todos os dias”, pontuou.
Nesse contexto, o CEO da MDS Brasil, Ariel Couto, foi ainda mais direto ao afirmar que “todos os corretores de seguros irão adotar a IA em algum momento da sua rotina profissional nos próximos anos”.
Além das plenárias principais, o Enconseg 2026 contou com “Salas de Negócios” simultâneas, proporcionando debates segmentados e aprofundados sobre as principais carteiras do mercado, com base nas seguintes questões: “O Futuro do Seguro Automóvel”; “Desafios da Comercialização de Planos de Saúde”; “Estratégia para gerar mais negócios e fidelizar clientes” (em Vida e Previdência); e “Oceano de oportunidades em ramos elementares”.
Os painéis reuniram executivos, especialistas e lideranças de importantes seguradoras e entidades do mercado, fortalecendo o propósito do evento de promover atualização profissional, troca de experiências e geração de negócios.
O evento também contou com espaços de networking, welcome coffee, encontros entre parceiros estratégicos e momentos de integração entre os participantes, reforçando o papel do Sincor-RJ como entidade atuante no desenvolvimento do mercado de seguros.
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]]>The post Nova fiscalização da ANS eleva pressão regulatória sobre planos appeared first on Revista Apólice.
]]>Na prática a Agência ampliou o uso de indicadores regulatórios, como o Índice Geral de Reclamações (IGR), fortalece ações planejadas de fiscalização e passa a utilizar análises por amostragem para identificar falhas recorrentes nas operadoras. O novo modelo também aumenta a pressão sobre governança, compliance e qualidade do atendimento aos beneficiários, além de prever multas que podem chegar a R$ 1 milhão por determinação descumprida. Para entender os impactos jurídicos, operacionais e regulatórios dessa mudança, a Revista Apólice conversou com Fernando Bianchi, sócio do M3BS Advogados e membro da Comissão de Direito Médico e da Saúde da OAB/SP.

Revista Apólice – A entrada em vigor desse novo modelo representa apenas uma atualização operacional da fiscalização ou uma mudança estrutural na forma como a ANS passa a regular o setor?
FB: Certeza, é mudança estrutural. O novo modelo muda a forma como a ANS olha para a operadora, como classifica o que vê e como responde ao que encontra. Quando se mexe ao mesmo tempo no cálculo da multa, no jeito de fiscalizar e no tipo de penalidade, não se está ajustando o sistema antigo. Está-se trocando de sistema.
Revista Apólice – O quanto esse modelo aproxima a atuação da ANS de uma lógica mais preventiva e orientada por dados, deixando para trás uma atuação predominantemente reativa?
FB: A ANS sempre teve os dados, o que faltava era usá-los como gatilho de ação. A lógica reativa: esperar a NIP, esperar a denúncia, esperar o conflito convive agora com uma camada preventiva, em que indicadores apontam a operadora antes que o beneficiário aponte. O regulador deixa de ser plataforma de queixa e passa a ser leitor de comportamento de mercado. No mundo ideal, a regulação deveria existir, de fato, apenas na exceção e não na regra.
Revista Apólice – Na prática, como o conceito de “regulação responsiva” muda a relação entre regulador e operadoras?
FB: Regulação responsiva é, no fundo, isto: a ANS passa a bonificar quem cumpre e a penalizar com mais rigor quem não cumpre. A operadora que coopera, corrige seus erros e mostra governança recebe um tratamento. A que reincide, esconde problema ou descumpre determinação recebe outro, muito mais duro. Não existe mais um caminho único do auto de infração, existe uma escada, e cada operadora escolhe em qual degrau quer estar
Revista Apólice – A ANS passa a atuar mais como órgão sancionador ou como indutora de comportamento e boas práticas no setor?
FB: Indução com sanção no bolso. A ANS continua sancionadora, mas a arquitetura do novo modelo aposta no efeito anterior à sanção: classificar, monitorar, divulgar, recomendar. A sanção segue existindo como instrumento, e mais pesada do que era, mas não é o único instrumento.
Revista Apólice – O modelo de análise por amostragem pode aumentar a pressão sobre operadoras que apresentam recorrência de reclamações, mesmo que os casos individuais não sejam analisados um a um?
FB: Aumenta e muito. A amostragem não dilui o risco, concentra. Antes, a estratégia de boa parte do mercado era simples: resolver com o beneficiário, deixá-lo satisfeito e tratar a NIP em si como formalidade. Funcionava porque a ANS olhava caso a caso e, resolvido o problema do beneficiário, na maioria das vezes, a NIP finalizava ali. Não funciona mais, pois qualquer NIP pode ser pescada na amostragem, e a NIP pescada vai ser lida na qualidade da resposta, na fundamentação, na rastreabilidade. Cada conjunto de NIPs vira um diagnóstico de conduta. A operadora deixa de ser julgada pelo caso e passa a ser julgada pelo padrão.
Revista Apólice – Como indicadores como o Índice Geral de Reclamações (IGR) devem ganhar peso estratégico dentro das operadoras daqui para frente?
FB: O IGR deixou de ser indicador de imagem para virar variável regulatória. Ele entra no enquadramento de fiscalização planejada, modula agravamentos de multa, sinaliza necessidade de medidas corretivas e expõe a operadora publicamente. Não é mais um número que se acompanha no relatório mensal, é um número que precisa ser gerido com a mesma disciplina com que se gere caixa da empresa.
Revista Apólice – Esse novo ambiente regulatório exige mudanças relevantes em compliance, governança e monitoramento de atendimento pelas operadoras?
FB: Exige, e eu diria em três planos: (i) Estrutura, porque compliance regulatório não cabe mais em rotina de jurídico responsivo; (ii) Processo, porque atendimento e ouvidoria precisam ter rastreabilidade, classificação e prazos auditáveis e (iii) Cultura, porque a operadora que tratar regulação como obstáculo continuará pagando o preço, que subiu.
Revista Apólice – Quais áreas das operadoras tendem a sentir mais imediatamente os efeitos das novas regras: jurídico, atendimento, auditoria, compliance ou relacionamento com beneficiários?
FB: Todas, em ondas. A primeira onda chega no atendimento e no relacionamento com o beneficiário. A segunda no compliance e na auditoria interna, que precisam captar e corrigir o que o atendimento gerou. A terceira no jurídico e/ou regulatório, que deixa de ser última instância e passa a ser braço estratégico desde a porta de entrada. Não dá para escolher uma área. A nova fiscalização atravessa a operadora.
Revista Apólice – Operadoras menores ou regionais podem ter mais dificuldade para se adaptar a esse modelo baseado em dados e monitoramento contínuo?
FB: Entendo que a dificuldade não vem do porte, vem do nível de organização. Existe operadora pequena com governança madura, processos rastreáveis e equipe regulatória ativa que vai atravessar a transição sem grandes sobressaltos. E existe operadora grande, com estrutura, orçamento e pessoal treinado, que ainda trata regulação como rotina administrativa e vai sentir o impacto de cheio. O novo modelo não pune o pequeno nem premia o grande, ele expõe quem está desorganizado e não leva autorregulação a sério.
Revista Apólice – A combinação entre fiscalização planejada e ampliação do potencial sancionatório aumenta significativamente a exposição jurídica das operadoras?
FB: Aumenta, mas de forma seletiva. A fiscalização planejada é para quem chama atenção, de forma negativa. A operadora bem governada, com indicadores saudáveis e atendimento sob controle, não entra no radar, a princípio. Quem entra é quem já vinha sinalizando problema. E para essa operadora, o golpe é duplo: ser escolhida por critério objetivo, sem espaço para argumentar acaso, e ser punida pela nova dosimetria, mais severa.
Revista Apólice – As multas que podem chegar a R$ 1 milhão por determinação descumprida devem alterar o comportamento das empresas na relação com a ANS?
FB: Devem, e já estão. Ações estruturadas, aplicáveis a casos mais complexos, podem resultar em multas de até R$ 1 milhão por determinação descumprida. Um milhão por determinação não é número simbólico. É preciso repensar se “vale a pena descumprir”.
Revista Apólice – A criação da chamada “Ação Coercitiva Incidental”, com possibilidade de multa diária, pode tornar a atuação regulatória mais dura em casos considerados graves?
FB: A Ação Coercitiva Incidental prevê aplicação de multa diária, especialmente quando constatado descumprimento grave das regras, com impacto relevante para os beneficiários. A multa diária muda a equação do tempo. Antes, ganhar tempo era estratégia, agora, ganhar tempo é acumular dano. O instrumento foi calibrado para casos graves, mas a definição do que é grave passa pela leitura do regulador, não apenas pela tese da operadora.
Revista Apólice – Existe risco de aumento de judicialização a partir desse novo modelo ou a tendência é justamente reduzir conflitos ao incentivar correções mais rápidas pelas operadoras?
FB: A leitura da ANS é de redução. O raciocínio do novo modelo é encadeado: a operadora aderente à regulação entrega serviço de excelência; o serviço de excelência reduz a insatisfação do beneficiário; e beneficiário satisfeito reclama menos, aciona menos a ANS e judicializa menos. Ou seja, regulação cumprida na origem evita o conflito que viraria NIP, e a NIP que viraria ação judicial.
Revista Apólice – Do ponto de vista do Beneficiário, quais mudanças práticas podem ser percebidas no atendimento e na resolução de problemas com Planos de Saúde?
FB: Resposta mais céleres e completas, principalmente com ouvidoria mais ativa. O beneficiário talvez não saiba que existe um novo modelo de fiscalização, mas vai perceber o efeito dele.
Revista Apólice – O novo modelo pode acelerar uma mudança cultural no Setor, tornando experiência do cliente e qualidade operacionais fatores cada vez mais regulatórios — e não apenas comerciais?
FB: Entendo que já acelerou, todo mundo está, no mínimo, preocupado. Experiência do beneficiário sempre foi tema de marketing; agora é tema de fiscalização. E mais: o próprio cumprimento da regulação virou ativo comercial. Uma visita técnico-assistencial da ANS, prevista na RN 666/2026, que termina em arquivamento, como por exemplo, passa a funcionar como selo de qualidade, a chancela do regulador de que aquela operadora opera dentro do padrão.
Revista Apólice – Existe risco de que operadoras passem a adotar uma postura mais defensiva ou restritiva para evitar indicadores negativos junto à ANS?
FB: A lógica é exatamente a inversa. Postura restritiva não protege indicador, destrói indicador. Operadora que nega mais, demora mais, formaliza mal, dificulta o acesso ao atendimento, gera mais insatisfação, mais reclamação, mais NIP e IGR pior. O caminho que parece defensivo é, na verdade, o caminho mais curto para entrar no radar da fiscalização planejada. A operadora que entende o novo modelo faz o oposto: amplia o cuidado na porta de entrada, resolve antes que vire reclamação, formaliza bem o que precisa ser negado. Defender-se, hoje, é atender melhor.
Revista Apólice – O senhor acredita que esse modelo inaugura uma nova fase regulatória da Saúde Suplementar no Brasil?
FB: Essa é a minha maior certeza! E não por causa das multas. O que inaugura uma fase é o desenho: planejamento, amostragem, dosimetria graduada, instrumentos coercitivos novos e indicadores com peso regulatório. Essas peças, juntas, mudam o paradigma. Saímos de uma ANS que reagia a eventos para uma ANS que lê o setor. É essa leitura que define a nova fase.
Revista Apólice – Qual deve ser o maior desafio das operadoras nos próximos meses diante dessa nova lógica de fiscalização da ANS?
FB: Sair do modo reativo. O maior desafio não é cumprir norma, é instalar internamente a lógica do regulador: medir-se antes de ser medido, corrigir antes de ser apontado, governar o dado antes que o dado governe a empresa. Quem fizer isso nos próximos meses entra na nova fase como protagonista. Quem postergar, entra como exemplo.
Nicholas Godoy
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]]>No Dia Continental do Seguro, celebrado em 14 de maio, a reflexão que se impõe vai muito além da contratação de apólices. O debate precisa alcançar a dimensão econômica, social e até cultural da proteção. Em um mundo marcado por incertezas cada vez maiores, o seguro deixou de ser um item secundário para se tornar uma ferramenta essencial de continuidade.
Vivemos uma era em que os riscos se multiplicam em velocidade acelerada. Eventos climáticos extremos se tornaram mais frequentes. A violência urbana impacta patrimônios e operações. Pequenos erros podem gerar grandes prejuízos financeiros. Empresas lidam diariamente com ameaças cibernéticas, insegurança jurídica e oscilações econômicas. Ao mesmo tempo, famílias convivem com um custo de vida mais elevado e menor margem para absorver perdas inesperadas.
Nesse contexto, o seguro ganha relevância não apenas como proteção individual, mas como mecanismo de estabilidade coletiva. Quando uma empresa consegue retomar suas atividades após um sinistro, ela preserva empregos, mantém fornecedores ativos e evita impactos em toda uma cadeia econômica. Quando uma família recebe suporte financeiro após uma perda, reduz-se também um efeito social que poderia se transformar em endividamento ou vulnerabilidade.
Existe ainda uma mudança importante acontecendo no Brasil: o crescimento gradual da cultura da prevenção. Historicamente, o brasileiro aprendeu a agir depois do problema, e não antes dele. Muitas vezes, o seguro foi visto como gasto, e não como planejamento. Mas essa percepção começa a mudar à medida que as pessoas entendem que proteção não é luxo, e sim estratégia.
Esse amadurecimento também acompanha a transformação do próprio mercado. O setor segurador deixou de oferecer apenas produtos tradicionais e passou a desenvolver soluções mais específicas, acessíveis e alinhadas às necessidades reais da população e das empresas. Hoje, o seguro dialoga diretamente com mobilidade, moradia, saúde financeira, logística, agronegócio, tecnologia e até sustentabilidade.
Outro ponto que merece atenção é o impacto econômico do setor. O seguro movimenta investimentos, fortalece negócios e ajuda a dar previsibilidade em ambientes naturalmente instáveis. Em muitos casos, ele é o que permite que empresas assumam projetos maiores, ampliem operações ou atravessem períodos críticos sem comprometer sua sobrevivência.
Há também um aspecto pouco percebido, mas extremamente importante: o seguro contribui para a sensação de confiança. E economias crescem melhor quando existe confiança. Pessoas empreendem mais quando sabem que possuem mecanismos de proteção. Empresas investem mais quando conseguem gerenciar riscos. Famílias planejam melhor quando têm alguma segurança diante dos imprevistos.
Por isso, o Dia Continental do Seguro não deve ser encarado apenas como uma data do setor. É uma oportunidade para discutir como sociedades mais preparadas para lidar com riscos se tornam também mais resilientes, organizadas e economicamente sustentáveis.
Por Ronaldo Dalcin, representante do Sindicato das Seguradoras Norte e Nordeste (Sindsegnne).
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]]>Dentre os principais fatores para o excelente resultado, destacam-se a robustez das receitas de intermediação financeira, com ênfase para o desempenho de títulos e valores mobiliários (+17,2% em 12 meses) e de crédito (+12,3% em 12 meses), cujo saldo da carteira avançou 6,1% em doze meses, baseando-se principalmente na expansão das modalidades de crédito comercial (+3,9%) e de crédito pessoal (+8,1%). A Carteira de Crédito Ampliada encerrou março de 2026 em R$ 15,2 bilhões. O desempenho reflete a estratégia da Instituição de priorizar ativos de menor risco e de manter uma política de concessão rigorosa.
“O primeiro trimestre de 2026 consolida nossa estratégia de crescimento sustentável e resiliência operacional. Alcançamos o melhor primeiro trimestre da história do Banestes, com um Lucro Líquido de R$ 91 milhões e um ROE de 19,1%. Juntos, estamos fortalecendo cada vez mais o Banestes, construindo uma organização sólida e rentável, em sintonia com as expectativas da sociedade capixaba”, destacou o novo diretor-presidente da instituição, Carlos Artur Hauschild, que assumiu o comando da companhia no mês de maio.
Destacam-se ainda as receitas com prestação de serviços e tarifas, que alcançaram R$ 100 milhões no período, um avanço de 10,6% em doze meses, o que é reflexo do aumento das receitas com gestão e administração de fundos (+39,2% em 12 meses) e com comissões em comercialização e serviços de Seguros, Previdência e Capitalização (+62,2% em 12 meses). Adicionalmente, vale ressaltar o crescimento de 4,8% das receitas com cartões no período.
O Retorno sobre o Patrimônio Líquido médio (ROE) situou-se em 19,1%. Este é o maior patamar histórico para o indicador. O Retorno sobre o Ativo Total médio (ROA) manteve-se em 1,1%, demonstrando a estabilidade da instituição.
O faturamento do primeiro trimestre atingiu R$ 1,6 bilhão, um crescimento de 13,1% comparado ao mesmo período do ano anterior. A Margem Financeira Líquida alcançou R$ 301 milhões, crescimento de 2,3% em 12 meses. Na mesma comparação, o Resultado Operacional atingiu R$ 116 milhões, um avanço de 29,7% em relação ao mesmo período de 2025.
Foram destinados aos acionistas R$ 56 milhões a título de Juros sobre Capital Próprio (JCP) e dividendos no primeiro trimestre de 2026, o que representa um payout de 61,5% do lucro líquido do período. Desse valor, R$ 52 milhões foram destinados ao Governo do Estado do Espírito Santo, o acionista controlador.
O Patrimônio Líquido alcançou R$ 2,4 bilhões, aumento de 7,4% comparado ao mesmo período do ano anterior. Os Recursos de Terceiros Captados e Administrados totalizaram R$ 44,8 bilhões, consolidando uma expansão de 5,8% em doze meses e crescimento de 1,3% contra o trimestre anterior, o que ratifica a solidez institucional e a eficiência das estratégias de captação.
Os Ativos Totais do Banestes encerraram o primeiro trimestre de 2026 com o saldo de R$ 40,0 bilhões, apresentando um crescimento de 4,8% em doze meses. Esse crescimento é reflexo direto da performance positiva das operações de crédito, que avançaram 6,9% em doze meses, somada à estratégia de liquidez, que elevou os recursos em tesouraria em 2,8% no mesmo período.
A solidez financeira do Banestes é atestada pelas principais agências globais de classificação de risco. A Fitch Ratings reafirmou o rating nacional de longo prazo do Banco em AA+(br), com perspectiva estável, destacando o perfil de negócios resiliente e a sólida capitalização. Simultaneamente, a Moody’s Local Brasil atribuiu ao Banestes o rating de emissor AA.br, com perspectiva positiva, fundamentada na qualidade dos ativos, na robusta estrutura de liquidez e na importância estratégica da instituição no cenário regional.
As empresas coligadas que fazem parte do Sistema Financeiro Banestes também ratificaram a solidez dos resultados. A Banestes Seguros registrou lucro líquido de R$ 12,9 milhões no trimestre, consolidando o maior resultado para um primeiro trimestre na série histórica da Seguradora, com um crescimento de 80,3% em relação ao mesmo período de 2025. A Banestes Corretora apurou lucro líquido de R$ 12,8 milhões no período, valor 13,8% superior em doze meses. E a Banestes Asset manteve sua trajetória de crescimento, encerrando o primeiro trimestre de 2026 com R$ 9,54 bilhões sob gestão, uma expansão de 2,1% em relação ao trimestre anterior e de 9,2% em comparação ao primeiro trimestre de 2025.
Desde 2018, a base de acionistas do Banestes cresceu aproximadamente 17 vezes, superando o marco de 42 mil investidores ao final deste trimestre. O banco encerrou o trimestre com uma base de relacionamento de aproximadamente 1,5 milhão de clientes. A estratégia de fidelização e captação resultou em um crescimento de 2,5% no segmento de Pessoa Jurídica e de 4,1% em Pessoa Física, em doze meses.
O Banestes reafirma ainda o seu compromisso com a capilaridade e a excelência no atendimento, mantendo uma presença estratégica como único banco presente em todos os municípios do Espírito Santo. Atualmente, a rede física é composta por 730 pontos de atendimento, estruturados em 148 agências e postos de atendimento; 268 unidades de atendimento eletrônico; e 314 correspondentes Banesfácil.
As informações completas sobre o Resultado do Primeiro Trimestre de 2026 do Banestes foram transmitidas via YouTube, no canal oficial do Banestes. Os dados completos também podem ser consultados no site de Relações com Investidores, além das páginas da Comissão de Valores Mobiliários e da B3.
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]]>As aplicações da Inteligência Artificial foi um dos temas principais do painel de Letramento Digital & Impacto de Negócios. O seu avanço ampliou o debate sobre inclusão de mulheres no empreendedorismo e no mercado de tecnologia. Durante o painel, executivas destacaram que o acesso à tecnologia e à capacitação será determinante para reduzir desigualdades econômicas e ampliar oportunidades de geração de renda. Ela oferece oportunidades, mas riscos também.
Tânia Consentino, conselheira independente e ex-presidente da Microsoft, afirmou que o letramento digital precisa alcançar um número maior de brasileiros para que a tecnologia se torne um instrumento efetivo de transformação econômica e social. Segundo ela, embora mulheres e homens empreendam em proporções semelhantes no Brasil, ainda existe uma diferença importante no impacto econômico dos negócios liderados por mulheres.
“Os homens estão criando startups tecnológicas, criando negócios que movimentam mais a economia e trazem mais renda. Trazer o empreendimento digital para mulheres e para todos os públicos socioeconômicos permite que essas mulheres criem empresas que possam ir mais longe, gerar mais renda e trazer desenvolvimento econômico”, pontuou. Ela também destacou que o desafio atual não está necessariamente na formação de desenvolvedoras, mas na criação de profissionais capazes de utilizar ferramentas de inteligência artificial de forma estratégica e crítica.
“IA é ferramenta, ela não é a solução de todos os problemas. O profissional que não dominar a IA vai ser prejudicado no mercado”, disse. A executiva reforçou ainda que existem treinamentos gratuitos disponíveis e que o conhecimento sobre uso de IA será um diferencial competitivo nos próximos anos.
A ex-CEO da BNP Paribas Cardif Sheynna Hakim, falou sobre barreiras culturais e acesso à tecnologia. Durante a conversa, ela chamou atenção para a percepção de que áreas ligadas à tecnologia ainda são vistas como distantes para parte da população, especialmente para mulheres. Segundo a executiva, o desafio passa também pela quebra de estereótipos relacionados às profissões tecnológicas e pela ampliação do acesso ao conhecimento digital.
Ela aconselha as mulheres do mercado de seguros que querem começar a entender um pouco de Inteligência Artificial a se atentarem a dois pontos: “é uma oportunidade enorme para você que usa, mas, por outro lado, é um grande risco do ponto de vista de crimes cibernéticos, que já estão em torno de US$ 10 trilhões no mundo. Conheçam, usam e entendam as oportunidades e os riscos”.
Sheynna continua: “use primeiro na sua casa, com coisas simples, como planejamento de viagens ou apresentações escolares. Isso não coloca sua empresa em risco para o seu letramento. Dentro das regras da sua empresa, você levar a discussão sobre novas forma de utilização da IA que possam trazer rentabilidade para o negócio”.
A Head of Brazil da McAfee, Flávia Elizalde, destacou que muitas pessoas ainda associam tecnologia exclusivamente à programação, o que acaba criando barreiras para profissionais de diferentes áreas ingressarem no setor. “Trabalhar em tecnologia não é apenas ser programador. Você precisa de designer, especialista em usabilidade, profissionais de texto, estatística e diversas outras competências”, avisou.
Ela ressaltou ainda que o mercado enfrenta escassez global de profissionais ligados à tecnologia e que a demanda continuará crescendo nos próximos anos. Para Flávia, ampliar o letramento digital significa também mostrar que existem diferentes caminhos de atuação dentro do ecossistema tecnológico.
“A questão do letramento passa justamente por aí. Existe uma barreira natural porque as pessoas acham que precisam ser extremamente técnicas. Falta mostrar que é possível chegar lá”, concluiu. Ela ponderou que a IA é uma ferramenta de tecnologia, poderosa e indispensável. “Ela via ser tão simples quanto a eletricidade. É preciso ter segurança, assim como em todos os ambientes digitais”.
Um dos maiores cuidados é com o compartilhamento de dados sigilosos das empresas, que pode colocar em risco a sua operação. Flavia aconselha: desconfie de tudo e não clique em links recebidos em qualquer plataforma
Kelly Lubiato
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]]>“A sustentabilidade vem se consolidando, no Grupo Bradesco Seguros, como uma agenda estruturante para o negócio. O relatório reflete esse avanço ao demonstrar como temas como adaptação climática, inclusão securitária, economia circular e eficiência operacional estão integrados às nossas decisões estratégicas”, afirma Valdirene Soares Secato, diretora de Recursos Humanos, Ouvidoria e Sustentabilidade.
O relatório dedica um eixo específico à estratégia climática, abordando temas como adaptação às mudanças climáticas, ecoeficiência, gestão de emissões e uso responsável de recursos naturais. Em um contexto de maior recorrência de eventos extremos, o documento registra que, em 2025, as indenizações relacionadas a ocorrências de alagamento e inundação totalizaram R$ 70,93 milhões, evidenciando o papel do seguro na proteção financeira de famílias e empresas.
Ao tratar dos impactos das mudanças climáticas, o relatório também incorpora a perspectiva da saúde, destacando iniciativas voltadas à conscientização e à prevenção. Entre elas, a Bradesco Saúde lançou, durante a COP30, a cartilha “Nosso Clima, Sua Saúde”, que aborda os principais riscos à saúde relacionados às mudanças climáticas e orienta a população sobre práticas de cuidado e prevenção.
O documento registra ainda a participação do Grupo Bradesco Seguros na COP30, com a realização da Casa do Seguro, iniciativa do setor voltada ao debate sobre mudanças climáticas, resiliência, adaptação e o papel do seguro na proteção da sociedade, com participação ativa da companhia ao longo do evento.
Nesse cenário, a publicação apresenta soluções alinhadas à transição para uma economia de menor impacto ambiental. Em 2025, a companhia registrou crescimento de 113% na venda de seguros para veículos elétricos, além da ampliação de coberturas voltadas a sistemas de energia solar, conforme detalhado no relatório.
A edição de 2025 registra avanços na jornada de negócios sustentáveis. Ao longo do ano, o Grupo realizou agendas e workshops internos com lideranças e equipes técnicas, em consonância com a taxonomia de negócios sustentáveis, na definição de aspirações e condutores e na aplicação prática desses critérios no portfólio. O relatório descreve a formalização e o aprimoramento de critérios internos para o mapeamento e a classificação de produtos e iniciativas com benefícios socioambientais e climáticos, em alinhamento às exigências regulatórias aplicáveis ao setor.
“A elaboração do Relatório Integrado de Sustentabilidade é um exercício de gestão e transparência. Em 2025, avançamos no fortalecimento de processos, critérios e indicadores que permitem integrar a sustentabilidade de forma cada vez mais estruturada ao dia a dia do Grupo, apoiando decisões, produtos e operações alinhados aos desafios ambientais, sociais e climáticos. Este também é o primeiro ano de adoção da abordagem de Relato Integrado, marcando uma ampliação metodológica que reforça a conexão entre estratégia, governança e geração de valor”, afirma Ivani Benazzi, superintendente de Sustentabilidade do Grupo Bradesco Seguros.
No campo da economia circular, o Grupo reforçou iniciativas relacionadas à gestão de resíduos e ao reaproveitamento de materiais em sua cadeia de valor. Em 2025, os projetos Oficina Sustentável, Auto Reciclagem, Assistência Sustentável Residencial e Sinistro Sustentável Residencial contabilizaram a destinação correta de 2,7 mil toneladas de resíduos. O Programa Auto Reciclagem respondeu por 2,2 mil toneladas no ano e acumula cerca de 27,7 mil toneladas destinadas corretamente desde sua criação, em 2009. A publicação também registra a primeira edição do Selo Oficina Sustentável, que reconheceu 23 oficinas referenciadas.
Na frente operacional, o relatório evidencia a evolução das práticas de ecoeficiência e gestão ambiental ao longo dos últimos ciclos de reporte. O Grupo vem estruturando e consolidando o inventário de emissões de gases de efeito estufa, cujo aprimoramento avançou e segue integrado à gestão operacional em 2025, e, em conjunto com a Organização Bradesco, realiza a compensação de 100% das emissões de gases de efeito estufa inventariadas dos escopos 1, 2 e 3. O documento também registra a ampliação do uso de energia proveniente de fontes renováveis, o fortalecimento da digitalização de processos como instrumento de redução do consumo de recursos e ações voltadas à mobilidade e à eficiência energética em prédios administrativos.
O relatório apresenta ainda iniciativas voltadas à inclusão securitária, com foco na ampliação do acesso a soluções de proteção. O Microsseguro Residencial encerrou 2025 com 8.734 apólices vigentes. Já o Seguro Despesas Essenciais contava com 9.467 apólices ativas em dezembro.
No segmento de previdência, os planos Bradesco Princípios ESG incorporam critérios ambientais, sociais e de governança na gestão dos recursos e somavam patrimônio líquido combinado superior a R$ 398 milhões ao final de 2025.
Elaborado com base em critérios e metodologias consistentes às edições anteriores, o relatório permite a leitura e a comparação dos principais indicadores ao longo do tempo e foi submetido à verificação externa independente.
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