Revista Apólice
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A revista do mercado de SegurosTue, 29 Sep 2026 17:19:46 +0000pt-BR
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3232ITC Vegas: IA na execução dos negócios
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Tue, 29 Sep 2026 17:07:22 +0000https://revistaapolice.com.br/?p=142965EXCLUSIVO – Já estamos envolvidos na imersão de tecnologia e Inteligência Artificial que envolvem o mercado de seguros global. Acaba de começar a programação do Insuretech Connect 2026, com a conferência para os participantes da América Latina, incluindo o Brasil. São mais de 500 participantes dos países latino americanos, sendo 183 brasileiros. A inteligência artificial […]
]]>EXCLUSIVO – Já estamos envolvidos na imersão de tecnologia e Inteligência Artificial que envolvem o mercado de seguros global. Acaba de começar a programação do Insuretech Connect 2026, com a conferência para os participantes da América Latina, incluindo o Brasil. São mais de 500 participantes dos países latino americanos, sendo 183 brasileiros. A inteligência artificial continua no centro das discussões do ITC Vegas, mas com uma diferença importante em relação à edição anterior: a tecnologia começa a deixar para trás a fase predominantemente experimental para ganhar espaço efetivo nas operações das empresas do setor de seguros.
A avaliação é de Nicole Peck, CEO do ITC Vegas. Em entrevista à Revista Apólice, durante o evento, ela destacou a velocidade com que as aplicações de IA avançaram em apenas um ano. “É difícil falar sobre o que é novo porque parece que, a cada dia, vemos algo maior e melhor do que aconteceu no dia anterior”, afirmou. Segundo a executiva, a inteligência artificial e os diferentes produtos desenvolvidos a partir dela continuam crescendo e agregando valor em diversas etapas da cadeia, do desenvolvimento de produtos ao atendimento ao cliente.
Nicole Peck, CEO do ITC Vegas
Para Nicole, uma das mudanças mais perceptíveis em relação ao ITC Vegas de 2025 está justamente no grau de maturidade das soluções apresentadas. “É inacreditável como este evento está diferente do ano passado. Estamos vendo agora, com a IA, a evolução dos pilotos para a execução efetiva”, disse. A mudança de estágio ajuda a explicar o perfil dos participantes. Se nos últimos anos boa parte das discussões girava em torno do potencial da inteligência artificial, agora o foco começa a se deslocar para sua aplicação concreta no negócio.
Essa transformação também aparece na área de exposição. Nicole aponta como um dos destaques deste ano o crescimento e a maior sofisticação dos estandes dos patrocinadores. Segundo ela, as empresas ampliaram seus espaços e estão investindo mais na apresentação direta de suas soluções, propostas de valor e estratégias ao público do evento. Mais do que uma vitrine de novidades, o movimento indica uma mudança na conversa entre empresas de tecnologia, seguradoras, insurtechs e demais participantes do ecossistema: a discussão passa cada vez mais pela capacidade de transformar inovação em aplicações que possam efetivamente ser incorporadas às operações.
Outro destaque apontado pela CEO é o crescimento do ITC LATAM. A presença expressiva da região reforça a aproximação do mercado latino-americano com as discussões globais sobre tecnologia e transformação da indústria de seguros. Para o Brasil, que participa do ITC Vegas com seguradoras, insurtechs, prestadores de serviços e executivos do setor, acompanhar essa evolução permite também observar quais tecnologias já ultrapassaram a fase das promessas e começam, de fato, a encontrar aplicação no dia a dia das empresas.
Um olhar exclusivo para a América Latina é lançado por Paschoal Grassioto, VP, Sponsorship & Partnerships do ITC Latam. Para ele, que é responsável pela região, um dos diferenciais desta edição é justamente a possibilidade de aproximar executivos latino-americanos das discussões que estão ocorrendo nos mercados mais maduros. Dentro do ITC Vegas, a programação dedicada à América Latina reúne profissionais do Brasil, Argentina, México, Peru e outros países da região, mas sem isolá-los do restante do evento.
“A ideia é que o executivo tenha acesso ao conteúdo da América Latina, mas também possa conhecer o que está acontecendo em mercados mais maduros, como o norte-americano”, explica. Segundo Grassioto, a integração do ITC Latam ao evento de Las Vegas ampliou essa troca, permitindo que a região mostre suas particularidades ao mercado internacional e, ao mesmo tempo, tenha contato direto com empresas que estão na vanguarda tecnológica do setor.
Outro público que ganhou espaço na programação são os agentes e corretores independentes. O ITC Agents and Brokers foi criado com foco nos profissionais de menor porte dos Estados Unidos, um perfil que, na avaliação de Grassioto, guarda semelhanças com grande parte da distribuição brasileira.
Para ele, essa aproximação pode ser especialmente interessante para os corretores brasileiros que querem entender novos modelos de negócios, ferramentas e oportunidades que começam a surgir no mercado internacional. “É daqui que saem novas ideias e oportunidades para a indústria. Por isso, acredito que também seja importante que os corretores de menor porte do Brasil conheçam esse ambiente”, afirma.
“A América Latina vem para mostrar ao mundo o que está acontecendo na região, mas quem participa também consegue entender o que existe de mais novo na indústria global, principalmente em áreas como inteligência artificial”, conclui Grassioto.
]]>NotreDame Saúde fecha parceria com Qualicorp
https://revistaapolice.com.br/2026/09/notredame-saude-fecha-parceria-com-qualicorp/
Tue, 29 Sep 2026 16:27:23 +0000https://revistaapolice.com.br/?p=142961Acordo prevê oferta de planos por adesão para profissionais liberais e funcionários públicos em São Paulo e Rio de Janeiro
]]>A NotreDame Saúde fechou parceria com a Qualicorp para distribuir planos de saúde por adesão em São Paulo e no Rio de Janeiro. A oferta será direcionada a profissionais liberais e funcionários públicos e faz parte da estratégia de expansão do produto premium da Hapvida no varejo.
Segundo a companhia, a parceria prevê condições comerciais específicas para a contratação dos planos. “Essa parceria é essencial para aumentar a penetração e as vendas do produto no varejo nos mercados do Rio de Janeiro e de São Paulo, com uma proposta de valor que combina qualidade assistencial, conveniência e serviços exclusivos”, disse Gian Lucchesi, vice-presidente de Planos Premium da Hapvida.
Lançada pela Hapvida em agosto, a NotreDame Saúde é voltada ao segmento premium da saúde suplementar e conta com estrutura própria de atendimento, Concierge e canais digitais.
A rede credenciada inclui hospitais como Sírio-Libanês, Albert Einstein, HCor, Nove de Julho, Mater Dei, Hospital Alemão Oswaldo Cruz, Santa Catarina e Beneficência Portuguesa. Entre os laboratórios estão Fleury, Alta e unidades da Dasa.
Os planos também oferecem reembolso para atendimentos realizados fora da rede credenciada, além de aplicativo e equipe dedicada para serviços como agendamentos, consultas e exames.
]]>Com juros elevados, consórcios ganham força
https://revistaapolice.com.br/2026/09/com-juros-elevados-consorcios-ganham-forca/
Tue, 29 Sep 2026 15:21:29 +0000https://revistaapolice.com.br/?p=142958Em um cenário de juros elevados e maior dificuldade de acesso ao crédito, o consórcio vem ganhando espaço como uma alternativa para brasileiros que buscam planejar a aquisição de bens e serviços. Segundo dados da Associação Brasileira de Administradoras de Consórcios (ABAC), o Sistema de Consórcios encerrou 2025 com 12,76 milhões de participantes ativos, além […]
]]>Em um cenário de juros elevados e maior dificuldade de acesso ao crédito, o consórcio vem ganhando espaço como uma alternativa para brasileiros que buscam planejar a aquisição de bens e serviços. Segundo dados da Associação Brasileira de Administradoras de Consórcios (ABAC), o Sistema de Consórcios encerrou 2025 com 12,76 milhões de participantes ativos, além de registrar 5,16 milhões de novas cotas vendidas e mais de R$600 bilhões em negócios no período.
A modalidade pode atender a diferentes perfis de consumidores. Para quem possui recursos para ofertar um lance que na prática, funciona como uma entrada, o consórcio pode ser uma alternativa para financiar a parte restante da aquisição a um custo potencialmente inferior ao de um financiamento tradicional. Em determinadas operações, a taxa de administração pode representar um custo significativamente menor que os juros cobrados em financiamentos, que são normalmente apresentados ao mês. Já para quem não possui recursos para ofertar um lance, a jornada pode ser mais longa, uma vez que a contemplação pode ocorrer por sorteio. Nesse caso, o consórcio também pode funcionar como uma ferramenta de planejamento financeiro, permitindo ao consumidor se organizar para adquirir o bem ao longo do período do grupo
O avanço da modalidade, no entanto, traz um novo desafio para as empresas do segmento: acompanhar a crescente demanda com operações mais eficientes, digitais e preparadas para oferecer uma experiência mais simples ao cliente. Segundo Fernando Wolff, CEO da Tech for Humans, consultoria que implementa e orquestra Agentes de IA por meio de uma metodologia proprietária, processos ainda dependentes de controles manuais, baixa integração entre sistemas e jornadas pouco fluidas podem se tornar gargalos diante de uma base de consumidores cada vez mais digital e exigente. “Estamos diante de uma mudança importante no comportamento financeiro do brasileiro. O consumidor busca alternativas que façam sentido para sua realidade econômica, mas, para que o consórcio ganhe mais espaço em relação ao financiamento, é fundamental que processos e tecnologias também sejam refeitos. No financiamento, depois da aprovação, o crédito pode estar disponível online ou em até três dias. No consórcio, ainda vemos players que demoram até 30 dias para disponibilizar o crédito ao cliente. Isso gera quebra de expectativa e pode provocar desconfiança em relação ao produto. Em jornadas que reconstruímos, conseguimos reduzir esse prazo para até dois dias”, afirma Wolff.
Para o executivo, a modernização das operações deve começar pela revisão dos próprios processos e regras de negócio, antes mesmo da implementação de novas tecnologias. “Não se trata apenas de adicionar uma nova ferramenta ao processo. Em um cenário em que criar tecnologia deixou de ser o principal desafio, o grande desafio voltou a estar nos processos, nas regras e nos riscos. Em cada operação em que entramos, primeiro damos um passo para trás para entender o que de fato é uma regra e o que simplesmente continua sendo feito da mesma forma porque sempre foi assim. A partir daí, reconstruímos o processo sem esses vícios e considerando que muitas das antigas barreiras tecnológicas já não existem”, destaca.
A revisão dos processos também pode ampliar as possibilidades de aplicação da inteligência artificial no setor. Ao identificar etapas manuais, atividades repetitivas e pontos de espera ao longo da jornada, as empresas podem avaliar onde agentes de IA podem atuar para apoiar a execução e a coordenação das operações. Nesse contexto, a adoção dessas tecnologias exige estruturas que estabeleçam limites para o acesso a informações e ferramentas, além de mecanismos de segurança e supervisão.
Para Wolff, o movimento de modernização do setor deve acompanhar o crescimento da modalidade e a mudança nas expectativas dos consumidores. “O crescimento do consórcio traz também a necessidade de olhar para a jornada do cliente de ponta a ponta. Mais do que incorporar novas ferramentas, é preciso construir operações capazes de entregar agilidade e previsibilidade, especialmente em momentos importantes como a liberação do crédito. A combinação entre processos bem estruturados e inteligência artificial pode ajudar as empresas a ganhar eficiência e acompanhar a evolução do mercado”, conclui.
]]>IBA apresenta nova diretoria eleita
https://revistaapolice.com.br/2026/09/iba-apresenta-nova-diretoria-eleita/
Tue, 29 Sep 2026 14:55:15 +0000https://revistaapolice.com.br/?p=142955Eleição realizada em setembro definiu a presidência, as diretorias e os integrantes do Conselho Fiscal para a próxima gestão
]]>O Instituto Brasileiro de Atuária (IBA) apresenta a diretoria eleita em setembro de 2026 para o biênio 2027–2028. Daniel Conde, atual vice-presidente da entidade, assumirá a presidência, com Máris Gosmann na vice-presidência. A nova gestão reúne profissionais de diferentes áreas da ciência atuarial, entre elas previdência, seguros, saúde, educação e gestão de riscos. A mudança de diretoria marca também a passagem dos projetos e das atividades institucionais conduzidos na gestão 2025–2026, presidida por Giancarlo Germany.
“A chegada de uma nova diretoria é uma oportunidade de dar continuidade ao trabalho construído e abrir espaço para novas ideias. Nosso compromisso, nessa transição, é compartilhar informações, experiências e projetos com a equipe que assume em 2027. Desejo ao presidente e a toda a diretoria eleita uma gestão que continue elevando o papel do atuário na Sociedade, comprometida com os associados e com o fortalecimento da ciência atuarial frente às melhores práticas internacionais, como tem sido feito nas últimas gestões do IBA”, afirma Giancarlo Germany.
Os atuários analisam riscos e projetam seus efeitos financeiros para apoiar a definição de preços, o cálculo de provisões e a gestão do capital das seguradoras. Diante de mudanças demográficas e de novos riscos, esse trabalho contribui para que as empresas planejem seus compromissos com os segurados. Nos setores bancário e financeiro, os profissionais atuam na análise de risco de crédito, na gestão de ativos e passivos e na construção de cenários para decisões de longo prazo. Sua capacidade de transformar dados e incertezas em informações úteis fortalece a gestão de riscos e a tomada de decisões nas instituições.
O IBA reúne especialistas em comissões e comitês técnicos para discutir questões de interesse da profissão, do mercado e de órgãos públicos. Também oferece espaços de capacitação e mantém iniciativas de certificação, publicações e eventos, contribuindo para a atualização dos profissionais e para a circulação do conhecimento atuarial.
Diretoria eleita para o biênio 2027–2028:
Presidente: Daniel Conde Vice-presidente: Máris Gosmann Previdência Pública: André Conde Saúde: Beatriz Resende Administração e Finanças: Natália Moreira Seguros Vida e Previdência Aberta: Nelson Emiliano Costa Perícia: Priscila Portal Publicações e Relações Institucionais: Raquel Marimon Previdência Fechada: Victor Sodré Certificação e Educação Continuada: Letícia Doherty ESG e Riscos: Vinicius Cecaroli Seguros Não Vida: Gabriel Boyer Benefícios a Empregados: Andrea Mente Educação: Fábio Garrido Conselho Fiscal: Celina Silva, Nadilene Smaha e Tatiane Queiroz Delazari.
]]>OPIN: promessa ou realidade?
https://revistaapolice.com.br/2026/09/opin-promessa-ou-realidade/
Tue, 29 Sep 2026 14:26:58 +0000https://revistaapolice.com.br/?p=142946A infraestrutura de compartilhamento de dados avançou, mas a baixa adesão do consumidor e a dificuldade de transformar funcionalidades em uso e valor colocam o mercado diante de uma nova etapa
]]>EXCLUSIVO – Quando o Open Insurance (OPIN) começou a ser implementado no Brasil, a expectativa era de que o compartilhamento de dados transformasse a relação entre consumidores ativos, seguradoras e corretores, além de abrir espaço para novos entrantes, com o objetivo de promover maior concorrência, produtos e experiência simplificada. Cinco anos depois, boa parte dessa infraestrutura está de pé e a terceira fase concluída lá em 2025. Porém, o desafio agora está sendo outro: fazer com que essa estrutura seja utilizada e, principalmente, notada pelo público.
Puxando todo o histórico do OPIN, vale relembrar que essa trajetória passou por três etapas, sendo que a primeira estabeleceu o compartilhamento de dados abertos sobre produtos, serviços e canais de atendimento, a segunda etapa avançou sobre dados cadastrais, apólices e movimentações, mediante consentimento e, por fim, a terceira e atual etapa que ampliou o escopo para serviços e operações iniciadas pelo próprio cliente. Com a sua conclusão, o conceito de Seguros Abertos entrou em uma fase diferente, com sustentação, monitoramento e revisões do modelo.
Para a Superintendência de Seguros Privados (Susep), o ecossistema já conta com mecanismos de consentimento, padrões técnicos, APIs e estruturas de governança, no qual o funcionamento do sistema é acompanhado de perto por indicadores reunidos na Plataforma de Coleta de Métricas (PCM). No Relatório de Gestão de 2025, a autarquia informou que praticamente todos os produtos e ramos ultrapassaram a meta de 80% de sucesso nas jornadas com autorização de dados dos clientes. Ou seja, a infraestrutura está montada, mas não significa que a promessa original tenha chegado ao consumidor, pois a própria Susep já reconhece que os efeitos sobre concorrência e experiência do usuário ainda estão em fase de amadurecimento. É justamente aí que surge a principal questão sobre o futuro desse sistema. O Open Insurance já consegue compartilhar dados, mas o que ainda não está claro é se criou uma razão suficientemente forte para que o consumidor queira compartilhá-los, ou melhor dizendo, confiar.
Alexandre Leal, da CNseg
Entre setembro de 2023 e setembro de 2024, o ecossistema registrou cerca de 16,5 milhões de requisições e transações, segundo dados divulgados pela Susep naquele período. O número, porém, representa interações técnicas e não equivale necessariamente a consumidores utilizando o serviço de OPIN.
É nessa distância entre uma infraestrutura que funciona e um consumidor que pouco a utiliza, que está a discussão do mercado. Na avaliação do diretor Técnico, Estudos e Relações Regulatórias da Confederação Nacional das Seguradoras (CNseg), Alexandre Leal, o setor avançou na infraestrutura, mas ainda não conseguiu transformá-la em aplicações efetivas. “Depois de cinco anos, porém, entramos em uma segunda etapa: mais importante do que ampliar a infraestrutura é avaliar o uso efetivo e o valor gerado para o consumidor. Nesse aspecto não vemos evolução. O cliente, ou potencial cliente, simplesmente não aderiu ao Open Insurance”, afirma.
O elo perdido
A baixa adesão é apontada pelas fontes como o principal gargalo da atual fase. Para Manuel Dantas Matos, vice-presidente da Fenacor e autor do livro “Da Intermediação à Infraestrutura — A Distribuição de Seguros e a Arquitetura da Confiança na Era dos Dados”, o compartilhamento padronizado demonstrou ser tecnicamente viável, mas o uso pelo segurado avançou abaixo do esperado.
A dificuldade, na avaliação de Matos, começa antes mesmo do consentimento. Uma parcela das apólices é contratada dentro de outras jornadas de consumo, o que faz com que o próprio titular nem sempre tenha clareza sobre todos os seguros que possui. “A jornada de consentimento ainda pressupõe um titular que conhece as próprias apólices. Enquanto essa lacuna persistir, o Open Insurance será uma infraestrutura à espera do seu beneficiário”, afirma.
A lógica é simples: para autorizar o acesso às informações, o consumidor precisa compreender o benefício que receberá em troca. Se a jornada exige novas etapas, autenticações ou não entrega uma vantagem clara, o incentivo ao compartilhamento diminui. A Susep também aponta a necessidade de ampliar o conhecimento sobre o ecossistema e desenvolver serviços com utilidade concreta.
Uma pauta que ganha força dentro das discussões sobre o futuro desse sistema, é a relação entre Open Insurance e Open Finance. A CNseg defende que dados de seguros, previdência aberta e capitalização sejam compartilhados no ambiente do Open Finance, aproveitando uma infraestrutura na qual o consumidor já está presente e habituado a autorizar o compartilhamento de informações.
Manuel Matos
A regulação já prevê a aproximação entre os ecossistemas, e a Susep afirma manter diálogo com o Banco Central. Para a autarquia, o futuro caminha para uma convergência maior entre as iniciativas de dados abertos.
A diferença está no desenho defendido pela CNseg. Segundo Leal, o Open Finance já possui escala, consumidores ativos e jornadas conhecidas. Na visão da entidade, utilizar esse ambiente seria mais simples e menos oneroso do que manter dois ecossistemas paralelos, com estruturas, governanças e jornadas próprias.
Manuel Matos acrescenta outra camada à discussão. Para ele, a integração precisa ampliar o controle do titular sobre suas informações, com visão consolidada das apólices e gestão unificada dos consentimentos. Caso contrário, os dados podem circular entre instituições sem alterar de fato a posição do consumidor.
A revisão conduzida pela Susep ganha importância justamente nesse contexto: Em 2025, a autarquia criou um Grupo de Trabalho (GT) instituído pela Portaria Susep nº 8.442, para revisar o arcabouço regulatório e, em março de 2026, abriu uma tomada de subsídios sobre governança, participação, interoperabilidade e monitoramento. O sistema deixou a fase de simples implantação e passou a ser observado, e recalibrado, a partir da experiência acumulada.
]]>Generali Brasil é indicada ao Prêmio Reclame Aqui 2026
https://revistaapolice.com.br/2026/09/generali-brasil-e-indicada-ao-premio-reclame-aqui-2026/
Tue, 29 Sep 2026 13:55:17 +0000https://revistaapolice.com.br/?p=142944Companhia concorre na categoria Seguradoras; votação segue até 5 de novembro
]]>A Generali Brasil está entre as empresas indicadas ao Prêmio Reclame Aqui 2026, uma das principais premiações de reputação e atendimento ao consumidor do país. A votação segue até 5 de novembro, e a companhia disputa o reconhecimento na categoria “Seguradoras”.
A indicação reforça o compromisso da companhia com a qualidade do atendimento, a transparência e a construção de relações de confiança com os clientes. Em 2025, a Generali Brasil conquistou a segunda posição na categoria “Seguradoras”, em votação aberta ao público, resultado que destacou a percepção dos consumidores sobre sua atuação.
O Prêmio Reclame Aqui chega à sua 16ª edição com uma novidade na metodologia de pontuação. Os votos recebidos serão ponderados pelo “Fator Multiplicador”, definido de acordo com a reputação de cada companhia no momento da votação.
O cálculo considera a reputação registrada na aba de seis meses do Reclame Aqui, atualizada diariamente em horário fixo para todas as indicadas. Quem tem reputação RA1000 terá multiplicador de 2,5; aquelas classificadas como “Ótimo”, de 1,5; e as com reputação “Bom”, de 1,2.
]]>ITC Vegas 2026: Azos discute futuro do seguro de vida
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Tue, 29 Sep 2026 12:34:15 +0000https://revistaapolice.com.br/?p=142942Rafael Cló participa de painel sobre distribuição e acesso à proteção durante evento em Las Vegas
]]>A Azos leva a experiência brasileira em inovação no setor para o InsureTech Connect (ITC) Vegas, principal encontro global dedicado à tecnologia e à transformação da indústria de seguros, que acontece entre 29 de setembro e 1º de outubro, em Las Vegas, nos Estados Unidos. O evento tem a expectativa de reunir mais de 9 mil participantes, 500 palestrantes e 600 expositores em três dias de programação que aborda assuntos essenciais para o mercado securitário.
No dia 29, às 14h10, o CEO da Azos, Rafael Cló, participa do painel “The distribution evolution: Three founders, three continents, and the future of life insurance” (A evolução da distribuição: três fundadores, três empresas e o futuro do seguro de vida, em tradução livre), que reunirá fundadores de empresas de diferentes continentes para discutir as transformações pelas quais passa o seguro de vida. A conversa mediada por Fernando Ohata, Insurance Associate Partner da McKinsey, conta ainda com Johannes Becher, fundador e CEO da Embea, e Jamie Hale, CEO da Ladder Financial.
A participação acontece em um momento de expansão do segmento no Brasil. Segundo a Superintendência de Seguros Privados (Susep), o seguro de vida arrecadou R$23,46 bilhões em prêmios de janeiro a julho de 2026, com crescimento nominal de 9,49% e real de 4,92% sobre o mesmo período do ano anterior. A modalidade respondeu por quase metade (48,6%) da arrecadação de seguros de pessoas, que somou R$48,25 bilhões nos sete primeiros meses do ano.
Para Rafael Cló, os números mostram um mercado em expansão, mas que ainda convive com um espaço relevante para ampliar a proteção financeira das famílias. “O desafio também está no centro das discussões internacionais sobre o setor. O caminho é pensar juntos como tornar produtos de seguro mais acessíveis, compreensíveis e adequados às diferentes necessidades dos consumidores, incorporando novas tecnologias sem perder de vista a relação de confiança característica do mercado”, afirma o cofundador e CEO da Azos.
A evolução tecnológica também vem acompanhando esse movimento. Ferramentas de inteligência artificial, automação e análise de dados já começam a alterar diferentes etapas da jornada do seguro, desde a avaliação de risco até a contratação e o atendimento ao segurado.
Para se ter uma ideia, segundo estudo da CNseg em parceria com a EY, 80% das seguradoras brasileiras já utilizam alguma solução de IA, e os investimentos em tecnologia no setor devem chegar a R$2,6 bilhões até 2026.
Na Azos, por exemplo, os resultados já aparecem na operação. O Copiloto, assistente de IA desenvolvido para apoiar corretores durante a venda e esclarecer dúvidas sobre produtos, coberturas e processos, lançado neste ano, já soma mais de 5 mil interações e foi acessado por mais de 2,1 mil corretores desde o lançamento. Nas categorias em que a ferramenta já executa tarefas, os acionamentos aos gerentes comerciais caíram 46%, enquanto as demandas direcionadas à equipe de experiência do cliente (CX) recuaram 32%. A percepção dos usuários também é positiva: mais de 74% afirmam que ficariam “muito desapontados” caso o Copiloto deixasse de existir.
A insurtech brasileira atua desde 2021 com o objetivo de simplificar o acesso ao seguro de vida e utiliza tecnologia própria para reduzir etapas e tornar a contratação mais ágil. A partir de uma operação AI only, a companhia oferece coberturas de até R$5 milhões, sem necessidade de exames ou relatórios médicos no processo de subscrição, e pode emitir apólices em 30 segundos ou em até um dia útil.
A empresa já captou mais de R$350 milhões com alguns dos principais fundos de venture capital do mundo e conta atualmente com mais de 13 mil corretores parceiros e mais de R$140 bilhões em capital segurado. A operação combina tecnologia e atuação junto ao canal de corretores para simplificar diferentes etapas da jornada do seguro.
Para Cló, a evolução do setor depende justamente de aproximar o seguro da realidade financeira dos consumidores e de transformar uma jornada historicamente complexa em uma experiência mais simples. “Precisamos entender melhor as necessidades das pessoas, simplificar a experiência e construir produtos que façam sentido para diferentes momentos da vida. O Brasil tem desenvolvido soluções interessantes nesse caminho, e levar essa experiência para uma conversa global como a do ITC é uma oportunidade importante para trocar aprendizados e contribuir para a evolução do setor”, conclui.
]]>Hero oferece seguro com cobertura para chuva em cruzeiros
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Tue, 29 Sep 2026 12:19:30 +0000https://revistaapolice.com.br/?p=142939A oferta de cruzeiros no Brasil deve crescer 24% na temporada 2026/2027, segundo projeções da CLIA Brasil. Com a expansão do mercado, a Hero Seguros oferece um seguro viagem com coberturas específicas para passageiros de cruzeiros, incluindo proteção contra chuva forte e reembolso de despesas médicas realizadas a bordo. A cobertura para chuva forte prevê […]
]]>A oferta de cruzeiros no Brasil deve crescer 24% na temporada 2026/2027, segundo projeções da CLIA Brasil. Com a expansão do mercado, a Hero Seguros oferece um seguro viagem com coberturas específicas para passageiros de cruzeiros, incluindo proteção contra chuva forte e reembolso de despesas médicas realizadas a bordo.
A cobertura para chuva forte prevê indenização automática pelos dias perdidos em roteiros com duração de sete dias ou mais. Para o acionamento, é necessário que a chuva persista por pelo menos quatro horas em horário comercial durante quatro dias consecutivos da viagem.
O seguro também inclui a cobertura de Cancelamento de Viagem Plus Reason, que prevê reembolso de despesas não reembolsáveis quando a viagem é cancelada antes do embarque. São 29 motivos previstos, entre doença ou acidente, demissão involuntária, convocação judicial, danos à residência e reprovação de visto.
Outra cobertura é o reembolso de despesas médicas de urgência realizadas a bordo. O atendimento deve ocorrer em até 48 horas antes do desembarque e, após o envio da documentação exigida, o reembolso pode ser realizado em até 24 horas.
“Com a chegada da temporada de cruzeiros, é importante que o passageiro saiba que existe um seguro pensado para as particularidades desse tipo de viagem, da chuva que pode comprometer o roteiro ao atendimento médico a bordo”, afirma Luciana Volante, Diretora da Business Unit de Viagem da Hero Seguros.
Mercado de cruzeiros
A temporada 2026/2027 deve contar com 831 mil leitos distribuídos em oito navios, segundo projeções da CLIA Brasil. A entidade estima ainda que o número de roteiros passe de 160 para 190, enquanto as escalas devem aumentar de 617 para 675, com embarques e desembarques em sete portos brasileiros.
Na temporada 2024/2025, o setor movimentou cerca de R$ 6 bilhões na economia brasileira e gerou 93,7 mil empregos, considerando a operação de cabotagem e os navios de passagem, de acordo com estudo da Fundação Getulio Vargas (FGV).
Entre as ocorrências que podem demandar assistência durante a viagem estão problemas gastrointestinais e respiratórios, enjoo, quedas e acidentes.
“Um setor que já movimenta bilhões e gera dezenas de milhares de empregos no país precisa de soluções de proteção à altura do seu tamanho, é isso que buscamos entregar com esse produto”, complementa Raphael Swierczynski, cofundador e co-CEO da Hero Seguros.
]]>Assessoria cria serviço para assumir operação de corretoras
https://revistaapolice.com.br/2026/09/assessoria-cria-servico-para-assumir-operacao-de-corretoras/
Tue, 29 Sep 2026 12:11:54 +0000https://revistaapolice.com.br/?p=142936Modelo reúne equipe e tecnologia para assumir etapas como cotações, emissões e renovações
]]>A Marchan Assessoria de Seguros, de Campinas (SP), lançou o Marchan Full Service, modelo que combina equipe especializada e tecnologia para assumir etapas operacionais das corretoras. A estrutura contempla atividades como cotações, acompanhamento de propostas, emissão de apólices, renovações e pós-venda.
A proposta é reduzir o tempo dedicado pelos corretores às tarefas administrativas e permitir maior atenção ao relacionamento com os segurados. O modelo também utiliza informações da carteira, como histórico, produtos contratados e períodos de renovação, para identificar necessidades de cobertura e oportunidades de contato com os clientes.
A iniciativa ocorre em um momento de maior adoção de ferramentas digitais por empresas de diferentes portes. De acordo com a pesquisa mais recente da PwC sobre tendências digitais em operações, 88% dos executivos ouvidos afirmam que a maior acessibilidade a ferramentas digitais permite que empresas menores se aproximem dos líderes em digitalização.
“A grande questão não é simplesmente fazer mais rápido o que o corretor já faz. É tirar da frente dele aquilo que não precisa necessariamente ser feito por ele. Se uma corretora consegue atender melhor, acompanhar mais oportunidades e manter o cliente próximo sem precisar aumentar sua estrutura na mesma proporção, ela ganha capacidade de crescer”, explica Mauro Archanjo, da Marchan.
Além da operação, o Full Service busca organizar informações que as corretoras já possuem sobre seus clientes. A análise de histórico, produtos contratados e datas de renovação pode ajudar a identificar lacunas de proteção e orientar novas abordagens comerciais.
“Nossa experiência mostrou que muitas informações importantes já estão dentro da própria operação. Uma carteira, por exemplo, reúne histórico, perfil de clientes, produtos contratados e momentos de renovação que podem ajudar a orientar novas decisões. Ter uma visão mais organizada desses dados permite trabalhar melhor o que a corretora já construiu, sem depender apenas da busca por novos clientes”, afirma Mauro.
Segundo a Marchan, o modelo foi desenvolvido a partir da experiência da empresa no atendimento a corretoras e busca atuar também em etapas que vão além do suporte técnico e comercial.
Antes do lançamento, o Full Service passou por um programa-piloto com corretores atendidos pela Marchan. A experiência foi utilizada para definir quais atividades poderiam ser centralizadas e quais ajustes seriam necessários para adaptar a operação à rotina das corretoras.
“O piloto foi importante porque colocou a proposta diante da rotina real das corretoras. A partir dessa experiência, conseguimos perceber quais etapas faziam sentido centralizar, quais ajustes eram necessários e onde a estrutura poderia de fato contribuir para o trabalho dos parceiros. O produto foi sendo construído a partir desse contato com a operação, e não apenas a partir de uma ideia de tecnologia”, afirma Mauro.
Para os corretores que já trabalham com a Marchan, a empresa prevê remuneração vinculada ao desempenho e ao crescimento da produção.
“Escolhemos esse formato porque queremos que a nossa remuneração esteja ligada ao resultado que ajudamos a gerar. Em vez de cobrar apenas pelo serviço prestado, a Marchan passa a ter interesse direto na evolução da produção dos parceiros. É uma forma de estabelecer uma relação mais equilibrada, em que o desempenho de um lado tem impacto direto sobre o outro”, afirma Mauro.
]]>CVG-SP inicia votação do Prêmio Seguro Paulista 2026
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Tue, 29 Sep 2026 12:01:43 +0000https://revistaapolice.com.br/?p=142933Corretores de todo o país poderão votar até 11 de outubro nos profissionais indicados em quatro categorias
]]>O CVG-SP iniciou nesta segunda-feira (28) a votação para o Prêmio Seguro Paulista 2026. Corretores de seguros de todo o país poderão participar da primeira etapa até 11 de outubro e escolher os profissionais indicados nas categorias Vida Individual, Saúde, Vida em Grupo e Apoio Operacional.
Ao todo, 44 profissionais indicados por seguradoras beneméritas do CVG-SP concorrem nesta fase. A votação será realizada online, por meio da “Urna Virtual”, disponível no Linktree da entidade.
Os três mais votados em cada categoria avançarão para a semifinal. A relação dos 12 semifinalistas será divulgada em 23 de outubro.
Na segunda etapa, entre 26 de outubro e 6 de novembro, os corretores voltarão a votar para definir os vencedores. Os resultados serão anunciados durante a Festa de Confraternização do CVG-SP, marcada para 30 de novembro.
Indicados ao Prêmio Seguro Paulista 2026
Vida Individual
Ana Monteiro (SulAmérica)
Cleyciane Roberta (Allianz)
Gabriela Rossi (Icatu)
Janaina Guerra (Porto)
Jennifer Novais (HDI)
Juliana Moraes (Seguros Unimed)
Kamila Lopes (Azos)
Marco Espinosa (Tokio Marine)
Marcos Maniuc (MAPFRE)
Meire Ciccotti (MAG)
Rosangela Sanches (Centauro)
Samira Baptista (Bradesco Vida e Previdência)
Vagner Junior (Zurich)
Saúde
Carlos Augusto Alves (SulAmérica)
Helis Santos de Sousa (Bradesco Vida e Previdência)
Itamara Guedes (Seguros Unimed)
Janaina Vellego (Porto Seguro)
Luciara Almeida (MetLife)
Vida em Grupo
Ângela Lima (SulAmérica)
Bianca Ribeiro Brito (Bradesco Vida e Previdência)