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]]>Ao mesmo tempo, projeções meteorológicas indicam possibilidade de retorno do El Niño e La Niña, fenômenos historicamente associado a alterações relevantes no regime de chuvas e temperaturas em diferentes regiões do país e no mundo, agora no segundo semestre do ano. Para seguradoras e resseguradoras, o cenário já não permite tratar desastres naturais como episódios pontuais ou desvios estatísticos.
O debate passou a envolver temas mais complexos: como precificar riscos em transformação, como manter coberturas acessíveis, como ampliar a proteção de populações vulneráveis, como preservar capacidade de resseguro e como financiar adaptação climática em uma economia ainda pouco segurada.

Na avaliação da Confederação Nacional das Seguradoras (CNseg), representada por Claudia Prates, diretora de Sustentabilidade da entidade, o agravamento climático torna o seguro uma ferramenta estratégica de resiliência econômica e social. “O enfrentamento dos riscos climáticos exige cooperação entre os setores público e privado, investimentos em infraestrutura resiliente e valorização do seguro como instrumento de segurança econômica e social”, aponta.
Levantamento da CNseg mostra que apenas cerca de 9% das perdas econômicas provocadas por desastres climáticos no Brasil contam hoje com cobertura securitária. Entre 2022 e 2024, foram mapeados 67 eventos relevantes, com prejuízos estimados em R$ 184 bilhões. Em 2025, até junho, outros 10 episódios já acumulavam perdas de R$ 31 bilhões.
Os dados evidenciam a chamada lacuna de proteção, diferença entre o prejuízo econômico total e a parcela efetivamente indenizada por seguros. Em termos práticos, significa que grande parte do custo de reconstrução acaba recaindo sobre famílias, empresas, produtores rurais e pastas do governamentais.
A desigualdade regional se aprofunda nesse quadro. Claudia Prates, comenta que enquanto o Sul apresenta nível de cobertura próximo de 16%, Norte e Nordeste registram índices muito inferiores, de 0,2% e 2%, respectivamente. Em países desenvolvidos, esse percentual costuma variar entre 20% e 55%. “A vulnerabilidade não depende apenas da intensidade dos eventos, mas também do nível de resiliência dos territórios. Nesse sentido, as regiões Norte e Nordeste geram preocupação adicional, por combinarem maior vulnerabilidade socioeconômica, ocupação urbana mais precária e níveis muito baixos de proteção securitária”, explica.
A pressão financeira sobre estados e municípios também cresceu neste ano. Levantamento da Confederação Nacional de Municípios (CNM) mostrou que, até 25 de março, as chuvas do verão de 2026 já haviam provocado R$ 3,8 bilhões em prejuízos, 107 mortes e impactos em 702 municípios brasileiros. A Susep também mantém grupo de trabalho com seguradoras, resseguradoras, academia e especialistas internacionais para discutir soluções voltadas ao risco catastrófico, compartilha a CNseg.
Para o mercado de resseguros, o problema não se limita ao patrimônio privado. Daniel Castillo, vice-presidente de Resseguros do IRB(Re), afirma que o Brasil possui mais de R$ 1 trilhão em bens públicos, como rodovias, hospitais e equipamentos essenciais, sem cobertura relevante do mercado segurador. Em grandes catástrofes, isso amplia a pressão fiscal e transfere ao Estado parcela significativa da conta.

As ocorrências registradas já no início do ano reforçaram a percepção de que o risco climático se tornou estrutural. Fortes chuvas em Minas Gerais, Pará, São Paulo e outras regiões voltaram a pressionar sistemas urbanos, afetar comércio, mobilidade, logística e gerar danos patrimoniais relevantes.
O caso mais emblemático ocorreu na Zona da Mata mineira. Em fevereiro, enchentes e deslizamentos atingiram cidades como Juiz de Fora e Ubá. Em 25 de fevereiro, o balanço das autoridades apontava 46 mortos, 21 desaparecidos e cerca de 3.600 desalojados. Juiz de Fora registrou o fevereiro mais chuvoso de sua história recente, segundo autoridades locais, com acumulados muito acima da média histórica. Na leitura de Claudia Prates, a recorrência e intensidade dos episódios recentes indicam mudança de padrão. “O risco climático passou a ter caráter estrutural. Isso exige nova abordagem, com maior foco em prevenção, adaptação e construção de resiliência”.

Esse diagnóstico segue semelhante no radar da Seguradora Mapfre segue um diagnóstico semelhante. A diretora de Sustentabilidade da companhia, Fátima Lima, compartilha que a volatilidade climática deixou de ser exceção operacional. “Ela passou a fazer parte do cenário base de gestão”, conta. Na prática, isso significa que eventos antes tratados como choques extraordinários agora entram no planejamento anual, nos modelos de capital, nas reservas técnicas e nas estratégias de subscrição.
Relatório anual do Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden) apontou que 2025 foi um dos anos mais extremos do ponto de vista climático das últimas décadas no Brasil, marcado por recordes de calor, seca prolongada e episódios severos de chuva intensa em diferentes regiões. O órgão informou ainda ter emitido 2.505 alertas de risco geo-hidrológico para 1.133 municípios monitorados ao longo do ano.
Para o setor, esse dado reforça que o agravamento do risco não depende exclusivamente de eventos clássicos como El Niño ou La Niña, mas de uma combinação mais ampla entre variabilidade climática e aquecimento global. Uma das maiores dificuldades do setor é que séries históricas tradicionais perderam parte de sua capacidade explicativa. Modelos atuariais foram construídos, em larga medida, com base na premissa de relativa estabilidade da frequência e severidade dos eventos ao longo do tempo. Essa lógica passou a ser questionada.
O IRB(Re), por meio do IRB(P&D), lançou uma base climática nacional com 68 índices padronizados ligados a extremos de chuva, seca, temperatura máxima e mínima, umidade, evapotranspiração, velocidade do vento e radiação solar. O estudo considera dados entre 1961 e 2024 e busca quantificar tendências relevantes para o setor segurador. Para melhorar essa leitura, Reinaldo Marques, superintendente do IRB(P&D), conta que as análises foram organizadas por clusters de bacias hidrográficas com características semelhantes. Isso reduz ruído local e permite maior robustez estatística. O longo período analisado permite compreender o comportamento do clima e validar estudos futuros com base no conhecimento da variabilidade histórica.

Também foi aplicada a distribuição Generalizada de Valores Extremos (GEV), técnica utilizada para modelar máximos históricos e estimar períodos de retorno, ou seja, a frequência média com que eventos de determinada magnitude tendem a ocorrer. Na prática, essa modelagem ajuda a recalibrar preços, limites, reservas e programas de proteção. “Eventos dessa proporção eram raros no Brasil e agora ocorrem com mais frequência e magnitudes bem maiores do que constam nas estatísticas históricas”, afirmou Reinaldo.
Entre os principais achados do levantamento estão concentração de chuvas intensas no Sul e Sudeste e persistência de secas prolongadas no Nordeste e Centro-Oeste. Esses eventos correspondem a episódios de chuvas intensas e acumuladas, que impactam fortemente a infraestrutura urbana, o transporte e o setor produtivo, gerando prejuízos econômicos significativos. A recorrência de extremos em locais de maior concentração de ativos reforça a importância de instrumentos de resseguro e modelagem atuarial regionalizada para absorção das perdas.
O avanço da frequência e severidade dos eventos climáticos tende a pressionar a precificação em diferentes linhas: patrimonial, automóvel, rural, infraestrutura, transportes e grandes riscos corporativos. Segundo Fátima Lima, da Mapfre, o movimento já inclui revisão mais frequente de tarifas, mudanças em franquias, limites de cobertura, critérios de aceitação e condições contratuais mais aderentes ao risco local.
Em áreas mais expostas, Daniel Castillo afirma que companhias avaliam sublimites regionais, maior exigência de prevenção, monitoramento detalhado de concentração geográfica e maior uso de resseguro para absorver perdas agregadas. “Temos nos preparado com modelos climáticos robustos, modelagem de catástrofe e Big Data para geração de simulações e hipóteses de risco”, explica.
A CNseg observa, porém, que no Brasil o encarecimento não decorre apenas da piora climática. A baixa penetração do seguro também pesa de forma decisiva. Com base segurada pequena, o risco permanece concentrado. A diversificação atuarial é menor, a previsibilidade cai e o prêmio médio tende a subir. Além disso, em muitos produtos a cobertura climática é opcional, o que pode gerar antisseleção: a procura se concentra justamente onde o risco é maior.
O setor também acelera investimentos em dados e inteligência analítica. O avanço no uso de georreferenciamento, machine learning, imagens de satélite, dados meteorológicos em tempo real, histórico de perdas e modelos prospectivos de aquecimento global.
Na Mapfre, Fátima Lima explica que a subscrição passou a integrar diversas camadas de informação para avaliar riscos como inundação, deslizamento, vento e granizo. O objetivo é qualificar a decisão no momento de entrada do risco, etapa considerada crítica para a qualidade futura da carteira.
Já no IRB(Re), o uso de big data e modelagem de catástrofe vem sendo ampliado. Segundo a companhia, esse conjunto de ferramentas ajuda inclusive na negociação contratual com seguradoras, com cláusulas específicas de proteção, Loss Cap e limites voltados a evitar concentração excessiva de exposição. “Com base nessas informações, o ressegurador negocia com as seguradoras cláusulas para aumentar sua proteção em contratos”, pontua Castillo.
Outra companhia que também acompanha esse movimento é a Zurich. José Bailone, diretor executivo de Seguros Corporativos da companhia, afirma que ferramentas proprietárias combinam dados históricos, variáveis meteorológicas e cenários futuros para apoiar análise de riscos em empresas e governos. A companhia utiliza a plataforma Climate Spotlight para avaliar exposição a múltiplos riscos climáticos e simular cenários futuros de aquecimento global.
Além dos eventos já observados, outro fator acompanha o planejamento das companhias: a possível volta do El Niño ao longo de 2026. O fenômeno costuma provocar impactos distintos no Brasil, com maior probabilidade de chuvas acima da média no Sul e irregularidade hídrica em outras regiões, a depender da intensidade e do momento do ciclo. Na Zurich, a combinação entre extremos recentes e incerteza prospectiva mantém nível de alerta elevado. “O nível de risco climático para o Brasil permanece alto e exige atenção constante”, observa José Bailone.
Para o mercado, o tema importa não apenas pelo evento climático em si, mas pelo efeito combinado sobre safras, energia, logística, cadeias produtivas e sinistralidade. Segundo Bailone, relatório do Fórum Econômico Mundial aponta os eventos climáticos extremos entre os principais riscos globais no curto e no longo prazo, reforçando a importância de abordagens baseadas em resiliência, prevenção e ampliação do acesso ao seguro.

A agenda climática recolocou o seguro rural entre os temas centrais do setor. Secas prolongadas, chuvas excessivas, geadas, granizo e maior irregularidade climática elevam a volatilidade de produtividade e ampliam a necessidade de proteção financeira no campo. Daniel Castillo, do IRB(Re), avalia que o principal gargalo continua sendo o custo. Como o seguro agrícola possui componente catastrófico relevante, a taxa tende a ser elevada para o produtor sem apoio governamental.
Nesse contexto, a subvenção ao prêmio segue vista pelo mercado como instrumento decisivo para ampliar escala, desconcentrar risco e tornar a cobertura viável economicamente. Outro entrave recorrente citado por Daniel Castillo é a ausência de uma base ampla e detalhada de dados por município, cultura e apólice, o que dificulta a precificação mais refinada.
A Mapfre afirma ter ampliado uso de imagens de satélite e dados climáticos no agro tanto para subscrição quanto para agilizar regulação de sinistros, permitindo acesso mais rápido ao recurso pelo produtor. Além da pressão técnica, seguradoras relatam mudança importante no comportamento dos clientes. Eventos como enchentes, secas prolongadas e ondas de calor passaram a ser percebidos por consumidores e empresas como parte da realidade cotidiana, e não mais como exceções raras. Na visão de Fátima Lima, da Mapfre, isso vem alterando a relação do cliente com o seguro, que deixa de ser visto apenas como custo e passa a ganhar espaço como instrumento de continuidade patrimonial e operacional.
No seguro automóvel, eventos como alagamentos já estão contemplados em coberturas amplas comercializadas no mercado, segundo a executiva da Mapfre. “esse tipo de cobertura já faz parte da cobertura básica, sem necessidade de contratação adicional”, pontua.

Além do seguro tradicional, algumas companhias ampliaram atuação social e preventiva diante do novo cenário climático. A Zurich e a Zurich Santander anunciaram novo aporte de R$ 2 milhões ao Fundo de Catástrofes para 2026. Criado em parceria com o Movimento União BR e o Instituto da Criança, o mecanismo já destinou mais de R$ 20 milhões ao longo de seis anos, beneficiando cerca de 550 mil pessoas em diferentes regiões do país. Segundo Nathalia Abreu, superintendente de Sustentabilidade na Zurich, o fundo opera com governança pré-definida e costuma ser acionado a partir de decretos de calamidade pública ou situação de emergência. A liberação de recursos ocorre, em média, entre três e cinco dias após a decisão, prazo inferior ao observado em estruturas tradicionais, frequentemente próximas de 20 dias.
Nos últimos anos, o mecanismo ampliou escopo. Além da resposta emergencial, passou a apoiar reconstrução e iniciativas preventivas. Desde 2025, o fundo passou a admitir também ações pré-catástrofe, permitindo apoio antecipado em contextos de risco iminente. No mesmo ano, financiou a compra de 20 botes de resgate rápido destinados à Defesa Civil do Estado de São Paulo para reforço da preparação ao período de chuvas. Nathalia Abreu aponta que seguradoras precisam ampliar atuação para além da transferência tradicional de risco, usando conhecimento técnico para apoiar resiliência de comunidades e clientes. “Isso significa usar nossa expertise em gestão de riscos para apoiar a construção de resiliência, tanto de clientes quanto de comunidades, especialmente em países como o Brasil, onde o gap de proteção securitária ainda é muito expressivo”, comenta.
A mudança climática também abriu nova frente comercial para o setor. Entre as apostas aparecem seguros paramétricos, coberturas ambientais, proteção para infraestrutura crítica, soluções para energia renovável e produtos ligados à transição climática.
Na Mapfre, um exemplo recente foi o chamado biosseguro lançado durante a COP30, em Belém, voltado a projetos de restauração florestal e crédito de carbono. Segundo Fátima Lima, a cobertura busca preservar a continuidade econômica do projeto diante de incêndios ou degradação ambiental, incluindo, quando aplicável, recomposição de créditos de carbono. Esse tipo de produto amplia o papel do seguro como indutor de soluções baseadas na natureza.
Claudia Prates, da CNseg, avalia que seguros paramétricos ainda são pontuais no Brasil, sobretudo por desafios de modelagem e qualidade de dados meteorológicos. Mas o segmento é visto como promissor, especialmente pela rapidez de pagamento e simplicidade operacional. O setor sustenta que a resposta ao risco climático não depende apenas de apólices e resseguros. Exige também infraestrutura adaptada.
Em 2025, o Ministério das Cidades informou destinação de R$ 11,7 bilhões para prevenção de desastres no âmbito do Novo PAC, sendo R$ 10,3 bilhões para drenagem urbana e R$ 1,4 bilhão para contenção de encostas. Para especialistas, esse tipo de investimento é decisivo para reduzir perdas futuras e preservar a viabilidade econômica da cobertura securitária em regiões mais expostas. Na avaliação de Daniel Castillo, do IRB(Re), o mercado segurador brasileiro segue solvente e resiliente, mas ainda distante do nível de proteção observado em economias maduras.
Em países desenvolvidos, ativos de seguradoras e resseguradoras equivalem frequentemente a 70% a 100% do PIB. Em países em desenvolvimento, essa relação costuma variar entre 10% e 20%. No Brasil, outro alerta citado pelo executivo é a velocidade de crescimento da lacuna de proteção. Segundo ele, o hiato avança em ritmo superior ao crescimento do próprio mercado segurador. O IRB(Re) estima expansão próxima de 20% ao ano para a lacuna, ante cerca de 12% de crescimento do setor. Isso reforça discussões sobre novos instrumentos financeiros, parcerias público-privadas, fundos de catástrofe, proteção para populações vulneráveis e cobertura de infraestrutura crítica. “O Brasil tem, por exemplo, mais de R$ 1 trilhão de bens públicos, como estradas e hospitais, sem proteção do mercado segurador”, comenta Castillo.
O IRB(Re) também ampliou sua cobertura contra catástrofes no Brasil, elevando o limite de R$ 700 milhões para mais de R$ 1 bilhão e incluindo sinistros de automóveis e riscos diversos no escopo do programa.
O cenário é claro, com eventos extremos já registrados nos primeiros meses do ano e maior instabilidade climática no horizonte, 2026 deve acelerar revisões de preços, coberturas e modelos de risco no mercado segurador. Mais do que responder a sinistros, o setor entra em uma fase em que adaptação técnica e capacidade financeira passam a ser centrais para sustentar a expansão da proteção no país. “O enfrentamento dos riscos climáticos exige cooperação entre os setores público e privado, investimentos em infraestrutura resiliente e valorização do seguro como instrumento de segurança econômica e social”. conclui Claudia Prates.
Nicholas Godoy
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]]>O produto é direcionado a geradores de energia, especialmente usinas fotovoltaicas, e oferece proteção financeira ao fornecedor em casos de inadimplência do comprador. Em um ambiente marcado por contratos bilaterais e maior exposição ao risco de crédito, a cobertura atua como mecanismo de estabilidade para as operações.
O lançamento ocorre em um momento de expansão do setor. O mercado livre de energia já representa cerca de 43% do consumo elétrico nacional, com aproximadamente 85 mil consumidores ativos, após a entrada de mais de 21 mil novos participantes em 2025.
Segundo dados do setor, 95% da energia consumida pela indústria brasileira já está inserida no mercado livre, enquanto a abertura gradual para consumidores de menor porte tende a ampliar esse universo nos próximos anos. Com a descentralização do mercado e a redução das garantias implícitas do modelo regulado, cresce a necessidade de instrumentos que assegurem o cumprimento das obrigações financeiras entre as partes envolvidas.
Nesse contexto, o seguro passa a exercer papel mais amplo, não apenas como mitigador de risco, mas também como suporte ao funcionamento do mercado. A expansão das energias renováveis, especialmente da geração solar, intensifica essa dinâmica ao elevar o número de agentes, contratos e exposições financeiras ao longo da cadeia.
De acordo com Denis Maelaro, “o mercado de energia limpa vive um ciclo de crescimento acelerado no Brasil, e as soluções de seguro precisam evoluir no mesmo ritmo. À medida que o mercado livre avança, o seguro deixa de ser apenas proteção e passa a ser um elemento estruturante das operações. Essa nova modalidade fortalece nossa proposta dentro do AXA Verde, iniciativa voltada à transição para uma economia de baixo carbono.”
Para Fábio Scatigno, “esse lançamento amplia nossa atuação ao permitir proteção dos dois lados da cadeia no mercado livre de energia. Já oferecíamos garantias para assegurar a entrega ao consumidor e, agora, passamos a proteger também o fornecedor contra inadimplência. Essa visão integrada é um diferencial importante da AXA no segmento.”
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]]>The post Bradesco Vida e Previdência muda comando de Assessorias appeared first on Revista Apólice.
]]>O profissional já atuou diretamente no atendimento aos corretores, em São Paulo, onde liderou as sucursais de Santos, de Santo Amaro e da Capital, além de atender o ABC Paulista e o litoral. “É um desafio incrível e motivador estar à frente da sucursal de Assessorias da Bradesco Vida e Previdência e colaborar com esse importante segmento. Sei que a força da nossa marca aliada à expertise dos profissionais que compõem as assessorias é a junção perfeita de uma história de sucesso”, observa Janderson.
Para Fabio Magalhães, diretor Comercial da Bradesco Vida e Previdência, ter um profissional com tamanha experiência fortalece o canal de Assessorias na companhia. “Estamos num movimento contínuo de expandir esse canal tão importante. Sem dúvidas, a chegada do Janderson, com toda a sua bagagem, corrobora para seguirmos nessa direção”, avalia o executivo.
Recentemente, a Bradesco Vida e Previdência reforçou a sua estratégia de expansão regional com a abertura de uma nova sucursal em Santo André (SP), que também responderá pelo atendimento ao ABC Paulista e ao litoral. Com a abertura, a companhia passa a contar com 19 sucursais no país, sendo 16 distribuídas entre diferentes cidades e capitais e três na matriz, localizada na Avenida Paulista (SP). As sucursais da matriz incluem as frentes de Escritórios de Investimentos, Assessorias e Conecta com atendimento online aos corretores
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]]>The post Grupo HDI investe R$ 1 mi em resposta a sinistros appeared first on Revista Apólice.
]]>Os veículos funcionam como escritórios móveis, permitindo a condução integral de processos pós diretamente no local da ocorrência. Desde o primeiro atendimento até a liberação da indenização, todas as etapas podem ser realizadas in loco, incluindo abertura de sinistro, coleta de documentos, solicitação de assistência e análise para pagamento. Equipados com estrutura completa, os veículos contam com internet via satélite, energia por placas solares e gerador, garantindo autonomia mesmo em locais com infraestrutura comprometida. Além disso, oferecem suporte adicional à população local em situações emergenciais, como acesso à Wi-Fi e pontos para recarga de celulares.
A iniciativa é operada pela própria equipe de sinistros do Grupo HDI, que atua com autonomia no atendimento a clientes e corretores, garantindo mais agilidade, proximidade e eficiência. “A criação dos veículos de pronta resposta é um avanço importante na forma como atuamos em situações de catástrofe. Nosso objetivo é estar onde e quando o segurado mais precisa, com autonomia para resolver toda a jornada do sinistro de forma ágil e eficiente. Buscamos levar presença, acolhimento e suporte real para as comunidades impactadas, contribuindo para uma recuperação mais rápida e segura”, afirma Marcos Bailer, Diretor de Sinistros Auto da empresa.
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]]>The post Depois de integração com banco, Daycoval quer crescer em seguro garantia appeared first on Revista Apólice.
]]>Fundadora da seguradora e hoje diretora executiva da Daycoval, Renata Oliver relembra a trajetória da operação, criada em 2016, com foco inicial em grandes riscos corporativos. “A gente veio para o Banco BMG para fazer uma startup de seguro-garantia, focando basicamente em tomadores corporativos. Ao longo do tempo, fomos diversificando a companhia, abrindo novas linhas e segmentações”, afirma.
A entrada do Banco Daycoval marcou uma mudança estratégica. Segundo a executiva, a decisão de venda buscava um parceiro com sinergia de negócios. “Encontramos o Banco Daycoval, que tem forte atuação em crédito corporativo. Foi um casamento estratégico muito interessante, porque o seguro-garantia é concorrente direto da fiança bancária e agora o banco amplia seu portfólio oferecendo ambas as soluções”, explica a executiva.
A nova fase da companhia foi marcada por um profundo redesenho operacional. Houve redução de portfólio, saída de linhas mais voláteis e absorção de áreas de back-office pelo banco, como tecnologia, marketing e recursos humanos. Renata destaca: “Fizemos um realinhamento estratégico, priorizando linhas com maior sinergia com o perfil corporativo do banco e reduzindo exposição em segmentos mais voláteis, como pequenas e médias empresas”.
Esse movimento foi acompanhado por um reforço de capital relevante. O banco fez uma capitalização de R$ 250 milhões, o que aumentou a solvência e ajudou na negociação de contratos de resseguro, atraindo players internacionais. Os resultados refletem essa reorganização: a companhia registrou crescimento de 26% e faturamento de R$ 415 milhões, com lucro de R$ 13 milhões, o melhor desempenho em sua história. “Foi reflexo desse rearranjo organizacional e da disciplina em precificação e gestão de riscos”, aponta Renata.
Na visão dos executivos, o principal diferencial competitivo da Daycoval Seguros passa pela integração com o banco, especialmente no acesso a informações e na estruturação de soluções. Responsável pela área comercial, Paollo Beccaro destaca que a companhia passou a operar com maior sofisticação. “Hoje conseguimos estruturar operações com colaterais em CDB, recebíveis, algo que dificilmente fazíamos antes. Isso ampliou o leque de soluções para os corretores”.
Ele também ressalta o desafio da integração cultural. “Tomamos decisões duras em 2025, mas bem executadas. Conseguimos unir culturas diferentes e absorver o lema do banco de que ‘nosso negócio é fazer negócio’, ampliando o apetite com mais repertório técnico”, diz Beccaro.
A troca de informações entre banco e seguradora também fortaleceu o underwriting. “O mercado financeiro tem infinitamente mais informações do que o segurador. Estar dentro desse ecossistema nos dá uma visão muito mais robusta do risco”, complementa Renata.
Apesar da integração com o banco, os executivos reforçam que o corretor de seguros permanece como principal canal de distribuição. “O corretor é o centro da nossa estratégia e vai continuar sendo. O que mudou é que agora conseguimos oferecer soluções mais estruturadas para que ele faça mais negócios”, ressalta Beccaro.
Segundo ele, a percepção do mercado tem sido positiva. “O corretor percebe que traz uma informação e recebe de volta uma solução estruturada, não apenas um ‘sim’ ou ‘não’. Isso muda completamente a dinâmica comercial”, destaca.
O seguro-garantia segue como carro-chefe da companhia, com foco em grandes riscos corporativos. Entre as principais oportunidades, destacam-se o segmento judicial e os projetos de infraestrutura. “No seguro-garantia judicial há trilhões de reais em processos no CARF (Conselho Administrativo de Recursos Fiscais) aguardando julgamento. Com o uso de inteligência artificial, isso deve ganhar celeridade e movimentar o mercado”, afirma Renata .
Já no campo de infraestrutura, a expectativa é de avanço com novos leilões e projetos. “Mapeamos os projetos de 2026 em transporte, energia, mineração e saneamento. Essa antecipação tem sido fundamental para capturar oportunidades”, acrescenta a diretora executiva.
Para 2026, a estratégia é manter o foco no crescimento sustentável, com disciplina em rentabilidade e expansão gradual para novos segmentos. “Rentabilidade é o nosso mantra. O banco é muito focado em eficiência operacional e isso guia a companhia”, pontua Renata.
Além do fortalecimento do seguro-garantia, a seguradora planeja entrar em linhas voltadas à pessoa física, como vida em grupo e prestamista. Outro pilar será a digitalização. “Estamos investindo em automação e inteligência de negócio para ganhar velocidade na subscrição e no atendimento, permitindo que o time atue de forma mais consultiva”, conclui Renata.
Kelly Lubiato
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]]>Ao mesmo tempo, a incorporação constante de novas tecnologias médicas, medicamentos de alto custo e terapias avançadas aumenta o valor médio dos procedimentos realizados no sistema. Mas há um elemento adicional nesse cenário que muitas vezes passa despercebido: a estrutura de financiamento da saúde suplementar brasileira.
Diferentemente do que ocorre em muitos países, a maior parte dos planos de saúde no Brasil está vinculada ao ambiente corporativo. Os planos coletivos empresariais representam aproximadamente 70% dos contratos do setor, o que significa que são as empresas que sustentam financeiramente grande parte desse sistema. Essa dinâmica cria uma relação direta entre saúde, economia e produtividade.
Para as empresas, os planos de saúde tornaram-se um dos principais componentes do custo de gestão de pessoas. Essa pressão é reforçada pelos reajustes dos contratos empresariais, que seguem dinâmica própria e, em muitos casos, crescem acima dos índices aplicados aos planos individuais. Em muitos casos, os reajustes anuais superam a inflação geral da economia, pressionando orçamentos corporativos e ampliando o debate sobre sustentabilidade.
Diante dessa pressão, empresas já começam a dividir o custo dos planos com os próprios funcionários. Dados da consultoria Acrisure Brasil, divulgados na imprensa nacional em fevereiro de 2026, mostram que quase metade das companhias já adota algum nível de compartilhamento da mensalidade, movimento que vem crescendo como resposta aos reajustes elevados do setor.
Se nada mudar estruturalmente, o risco não é apenas o aumento dos custos. O risco é uma redução gradual da cobertura privada de saúde, com impactos diretos sobre milhões de brasileiros e sobre a própria capacidade do sistema público de absorver essa demanda adicional.
Por isso, a discussão sobre o futuro da saúde suplementar precisa evoluir além das negociações anuais de reajuste ou das discussões pontuais entre operadoras e prestadores. O verdadeiro desafio está em transformar o modelo de gestão do sistema.
Isso passa, necessariamente, por três frentes principais: uso intensivo de dados, gestão de saúde populacional e maior eficiência operacional.
Modelos que combinam tecnologia com operação especializada têm ganhado espaço no setor, permitindo não apenas automatizar processos, mas também melhorar a tomada de decisão clínica e administrativa. Esse tipo de abordagem tem se mostrado relevante especialmente em áreas como regulação médica, auditoria de contas e gestão de autorizações, onde há grande volume de demandas repetitivas e alto impacto sobre custos.
Ao integrar tecnologia e dados à operação, conseguimos eliminar desperdícios e elevar a eficiência do sistema. Essa capacidade de adaptação é vital: sem abraçar a IA e novos modelos de gestão, corremos o risco de permitir que as pressões atuais escalem de um problema gradual para uma crise sistêmica.
Por André Machado Júnior, CEO da Maida Health.
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]]>Outro ponto que chama atenção é a Variação da Taxa de Câmbio, que ocupa a 5ª posição entre os maiores riscos para as empresas brasileiras, embora não figure entre os dez principais riscos na média global. O levantamento confirma o impacto concreto dessa volatilidade: mais de dois terços (67,4%) das empresas brasileiras entrevistadas relataram perdas financeiras relacionadas às flutuações cambiais nos últimos 12 meses.
“O avanço dos riscos comerciais e operacionais evidenciam um ambiente de negócios cada vez mais volátil e incerto. Nesse cenário, a identificação estruturada dos riscos, aliada a estratégias eficazes de gestão e mitigação, deixou de ser apenas uma medida defensiva e passou a ser um diferencial competitivo. Empresas que fortalecem a resiliência de suas operações, especialmente em aspectos críticos como a cadeia de suprimentos, estão mais preparadas para enfrentar impactos e tomar decisões mais assertivas”, observa Alexandre Jardim, head of Commercial Risk Solutions para o Brasil na Aon.

A pesquisa também destaca categorias de risco que estão ganhando importância entre as empresas brasileiras:
Cibersegurança- O risco cibernético, que ocupa a 3ª posição na percepção dos líderes brasileiros (contra a 1ª posição global), também chama atenção. No entanto, o relatório aponta que apenas 24.7% das empresas brasileiras participantes possuem um plano de gestão de risco desenvolvido para este tipo de ataques ou violação de dados. O uso crescente de inteligência artificial e o avanço acelerado da digitalização ampliam a superfície de ataque, exigindo que as organizações migrem de posturas reativas para estratégias mais proativas de gestão do risco.
Commodities e mudanças climáticas- Ao projetar os riscos para os próximos três anos, até 2028, as organizações brasileiras apontam uma mudança na prioridade de riscos. O risco associado ao preço de commodities assume a liderança, seguido de perto pelas mudanças climáticas. Essa perspectiva reforça a sensibilidade do mercado nacional às pressões inflacionárias sobre insumos e à agenda ambiental, fatores decisivos para setores como o agronegócio e a indústria.
Principais Riscos Futuros Projetados para o Brasil (Próximos 3 anos):
A Pesquisa Global de Gestão de Riscos da Aon é realizada a cada dois anos. Nesta décima edição, contou com a participação de líderes de C-level e gestores de risco de empresas públicas e privadas de diversos portes. Apenas 14% dos líderes globais monitoram ativamente sua exposição aos dez principais riscos, evidenciando uma lacuna entre a percepção do risco e a preparação efetiva.
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]]>A companhia se destacou por ser a primeira seguradora a apoiar a Bienal na edição de 2024 e, nesta segunda participação, reitera seu compromisso com a promoção cultural. Este engajamento também se reflete internamente, com o fomento à criatividade e à expressão artística por meio de programas culturais envolvendo os colaboradores e de homenagens a escritores brasileiros em seus espaços corporativos.
O Clube de Leitura, criado há cerca de dois anos para incentivar o hábito de explorar obras literárias e promover o crescimento pessoal e profissional, reúne colaboradores de diferentes áreas e localidades para discutir livros clássicos e contemporâneos em encontros periódicos. Para 2026, o primeiro livro escolhido foi Relato de um Náufrago, de Gabriel García Márquez. A companhia adquiriu os exemplares para distribuir aos participantes do grupo e para o acervo de sua sala de leitura. Ao longo do ano, outros três títulos serão escolhidos, com foco em obras dos autores que dão nomes às salas de reunião da empresa como Adélia Prado, Jorge Amado, Mário Quintana e Cora Coralina.
Desde sua criação, a iniciativa já explorou livros de autores renomados como Clarice Lispector, Machado de Assis e Fiódor Dostoiévski. Os participantes relatam que a iniciativa não apenas estimula o contato com grandes obras, mas também contribui para um ambiente de trabalho mais engajado, colaborativo e enriquecedor.
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]]>A novidade surge em um momento de mudança no perfil das famílias brasileiras. Segundo o Instituto Pet Brasil (IPB), o país já soma mais de 149 milhões de animais de estimação, consolidando o Brasil como um dos maiores mercados pet do mundo. O serviço chega estruturado em três planos mensais — essencial, básico e completo — com valores a partir de R$15,90. Mesmo no plano de entrada, o tutor passa a contar com acesso a assistências e atendimentos que, fora do modelo de assinatura, costumam gerar gastos imediatos e imprevisíveis. A proposta é transformar despesas pontuais em um custo recorrente mais previsível, ampliando o acesso ao cuidado veterinário e facilitando a tomada de decisão das famílias.
Para se ter uma ideia da relevância do movimento, segundo a Abinpet, o setor pet faturou R$75,4 bilhões no Brasil no último ano, impulsionado pelo aumento da longevidade dos animais. Além disso, uma pesquisa do DataFolha revela que 61% das famílias brasileiras já têm pelo menos um animal de estimação que, em muitos casos, é considerado o “filho único” da casa.
Para a Shopee, a iniciativa reforça a ampliação do portfólio de produtos conectados ao cotidiano dos consumidores. “O segmento pet já faz parte da rotina de consumo na plataforma. Integrar um serviço de assistência pet significa oferecer uma solução complementar, alinhada ao que o consumidor busca, com conveniência e acesso em um ambiente que ele já conhece”, destaca Felipe Piringer, CMO da Shopee.
O lançamento também acompanha o momento de crescimento da 123Seguro no mercado brasileiro. Em 2025, a companhia registrou crescimento de 109% em prêmios, 54% em receita e mais de 12 vezes na base de clientes, impulsionado pela ampliação do portfólio de produtos, investimentos em tecnologia, estrutura de governança e pela expansão de negócios em canais digitais, marketplaces e modelos de seguros integrados à jornada de consumo.
“A assistência pet representa uma evolução natural da proteção quando ele passa a fazer parte da jornada digital do consumidor. Não se trata apenas de proteger o animal, mas de oferecer previsibilidade financeira em um contexto em que os custos veterinários aumentaram e o acesso ainda é restrito. Nosso papel é estruturar esse tipo de produto de forma simples, integrada e compatível com o dia a dia das famílias”, afirma Marcelo Biasoli, CEO da 123Seguro no Brasil.
O Meu Pet Club, por sua vez, traz sua expertise no desenvolvimento de produtos pensados para a realidade do tutor brasileiro. “A assistência pet precisa dialogar com diferentes perfis de famílias, animais e momentos de vida. O objetivo é oferecer um serviço claro, funcional e integrado à rotina digital do consumidor”, explica Otto Marques, CEO do Meu Pet Club.
Além do vínculo afetivo, o avanço desse tipo de solução acompanha o aumento dos custos com saúde veterinária, que podem impactar significativamente o orçamento familiar em situações inesperadas. Uma consulta de emergência pode custar entre R$300 e R$600, enquanto exames básicos, como ultrassom ou raio-x, facilmente ultrapassam R$1.000. Em casos mais graves, internações, cirurgias ou tratamentos prolongados podem chegar a alguns milhares de reais, especialmente em situações de acidentes, intoxicações ou doenças súbitas. A assistência pet surge como uma alternativa para diluir esses gastos e ampliar o acesso ao cuidado contínuo.
Do ponto de vista de mercado, o lançamento representa mais do que a criação de um novo produto: sinaliza a consolidação de modelos em que serviços financeiros e assistenciais passam a estar integrados à jornada digital de consumo. “Ao unir alcance, tecnologia e especialização, Shopee, 123Seguro e Meu Pet Club contribuem para ampliar o acesso à proteção pet no Brasil e para estruturar um segmento que acompanha a maturidade do consumidor, criando novas oportunidades de crescimento sustentável para o mercado pet”, finaliza Marcelo Biasoli.
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]]>A trajetória recente da empresa ajuda a entender o momento atual. Após um período de forte expansão, marcado por aquisições e diversificação de canais, incluindo parcerias com instituições como os bancos BMG, Paraná Banco, BRB e Inter, a companhia passou por uma fase de simplificação estrutural. “A gente tinha 12 unidades de negócio. Mas, em um mundo que se transforma rápido demais, fazer poucas coisas bem feitas faz toda a diferença”, explica.
Hoje, a Wiz Co se posiciona de forma mais clara: uma corretora de seguros com especialização em bancassurance e, ao mesmo tempo, distribuidora de crédito e consórcios. “Tudo que não cabia nessa definição, a gente tirou. Hoje somos uma empresa menor, mais focada e mais eficiente”, resume Neves.
Com a casa organizada, o próximo passo é retomar o crescimento, desta vez, com mais seletividade. A estratégia combina expansão orgânica e aquisições pontuais, mas sem a urgência do passado. “Hoje a gente tem opcionalidade, não necessidade. A companhia gerou cerca de R$ 200 milhões de lucro no último ano. Isso muda completamente a lógica de decisão”, destaca o CEO.
O foco agora está em oportunidades ligadas à nova economia, como fintechs e fundos estruturados. “Esses novos players têm tecnologia e capacidade de originação, mas muitas vezes não têm expertise em seguros. É aí que nós entramos como parceiro estratégico”, diz.
No segmento de pessoa física, a aposta está menos na criação de novos produtos e mais na customização das ofertas existentes, impulsionada pelo uso de inteligência artificial. “A gente acredita muito na ultrapersonalização. Não faz sentido oferecer o mesmo seguro para perfis completamente diferentes. A tecnologia vai permitir uma abordagem muito mais consultiva e eficiente”, afirma.
Na prática, isso significa adaptar coberturas de vida, residencial e viagem às necessidades reais de cada cliente. “Os produtos foram historicamente desenhados para massificação. Agora, o desafio é ajustar isso para diferentes perfis de renda e comportamento”, completa.
No segmento corporativo, a Wiz Co definiu três pilares estratégicos para expansão: benefícios (saúde), transporte e seguro de crédito. “Temos um roadmap muito claro nessas frentes”, diz Neves.
O seguro de crédito, em especial, desponta como uma das principais apostas. “É um produto financeiro, que conversa diretamente com a nossa expertise. Em um país com juros altos e risco de inadimplência relevante, ele tem um papel essencial na cadeia econômica”, explica.
Já no transporte, o diferencial está na combinação de tecnologia e capital humano: “Corretagem ainda é um negócio de confiança. Estamos trazendo profissionais com histórico comprovado e dando autonomia para desenvolver operações completas dentro da casa”.
Para 2026, a expectativa é de crescimento, embora em ritmo mais moderado do que nos anos anteriores. Fatores macroeconômicos e políticos devem impactar o desempenho, especialmente no primeiro semestre. Para Neves, “não será um ano de crescimento acelerado como vimos recentemente. Mas seguimos crescendo”.
A queda de juros, no entanto, é vista como um vetor positivo para o segundo semestre. Quando os juros caem, as pessoas voltam a consumir, investir e assumir riscos. Isso impulsiona diretamente os nossos negócios. No corporate, o cenário de “soft market”, com redução de preços, traz desafios, mas também oportunidades. “É um ambiente mais competitivo, mas que facilita a conquista de novos clientes. Estamos bastante otimistas com esse segmento”, afirma.
Kelly Lubiato
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