The post Generali cria academia global de desenvolvimento profissional appeared first on Revista Apólice.
]]>A iniciativa faz parte do plano estratégico “Lifetime Partner 27: Driving Excellence”, que estabelece uma agenda de transformação voltada ao fortalecimento da competitividade e ao crescimento sustentável da companhia. Segundo a Generali, a nova academia reunirá um modelo integrado de aprendizagem para apoiar a execução dessa estratégia.
A estrutura foi organizada com base em seis pilares. Entre eles estão a colaboração entre as empresas do grupo, o compartilhamento de conhecimento e de melhores práticas, além da adoção de uma governança unificada para os programas de capacitação. A coordenação ficará a cargo de um Comitê de Aprendizagem Multipaís, composto por representantes das diferentes unidades de negócio.
Os conteúdos serão desenvolvidos de forma colaborativa e integrarão um catálogo único de aprendizagem para todas as operações da companhia. Especialistas e lideranças da própria Generali também atuarão como instrutores, compartilhando experiências entre as diferentes regiões onde o grupo está presente.
A academia também prevê o uso de inteligência artificial para personalizar o desenvolvimento dos colaboradores e ampliar a escala dos programas de capacitação. Os treinamentos presenciais serão realizados em formatos mais flexíveis e apoiados por uma plataforma única de aprendizagem, que será integrada gradualmente aos sistemas locais.
“Em um cenário em rápida transformação, impulsionado pela Inteligência Artificial e pela inovação tecnológica, é fundamental mantermos as pessoas no centro dessa evolução. Na Generali, isso significa potencializar a força dos nossos cerca de 90 mil colaboradores, que atendem aproximadamente 75 milhões de clientes em todo o mundo. A Generali Excellence Academy terá um papel essencial na promoção de uma cultura em que talento humano e tecnologia atuam de forma integrada, permitindo que nossa organização se adapte, inove e permaneça próxima dos clientes. Com sede no Palazzo Berlam, em Trieste, a Academia representa nossa história e reforça nossa ambição de construir um futuro em que pessoas, impulsionadas pela inovação, continuem fazendo a diferença.”, afirma Philippe Donnet, CEO do Grupo Generali.
Monica Possa, diretora global de Pessoas e Organização (Chief People & Organization Officer) da Generali, destaca que a iniciativa busca integrar o desenvolvimento de pessoas aos objetivos estratégicos da companhia.
“Com o lançamento da Generali Excellence Academy, damos um passo concreto na evolução do nosso modelo de aprendizagem, tornando-o mais integrado, escalável e diretamente conectado aos resultados do negócio. Nossa ambição é capacitar nossos colaboradores com as competências estratégicas e técnicas necessárias para manter a relevância da organização e impulsionar a geração de valor sustentável e o crescimento do Grupo. Ao fortalecer a coordenação entre as empresas e ampliar soluções de aprendizagem de alta qualidade, a Academia garantirá que o desenvolvimento das pessoas esteja diretamente ligado à excelência e à performance do negócio”.
Em 2025, o índice de desenvolvimento de competências (upskilling) da Generali atingiu 31%, e a meta da companhia é superar 90% até 2027. No mesmo período, o grupo investiu € 74 milhões em iniciativas de aprendizagem, acima dos € 62,5 milhões aplicados em 2024.
Criada em 2014, a Group Academy já atuava na formação de profissionais para funções estratégicas e na disseminação da cultura organizacional da companhia. Com a criação da Generali Excellence Academy, o grupo amplia esse modelo de capacitação, centralizando iniciativas de desenvolvimento voltadas às diferentes operações globais.
The post Generali cria academia global de desenvolvimento profissional appeared first on Revista Apólice.
]]>The post Terremotos na Venezuela levam seguradoras a acionar protocolos appeared first on Revista Apólice.
]]>Em meio às operações de resgate e ao avanço da ajuda humanitária internacional, seguradoras que mantêm operações no país também passaram a atuar na assistência aos clientes e na avaliação dos impactos do desastre. Entre elas está a Mapfre, que detalhou à Revista Apólice como vem conduzindo o atendimento e o acompanhamento dos primeiros registros de sinistros.
“Desde o primeiro momento, a companhia trabalha com um protocolo centrado em duas prioridades: proteger as pessoas, começando pelos colaboradores, e manter a capacidade de atendimento aos clientes”, informou a seguradora. Segundo a empresa, os serviços foram mantidos por meio dos canais disponíveis e de procedimentos alternativos. Os cerca de 300 colaboradores da operação venezuelana estão em segurança, embora alguns tenham tido suas residências afetadas ou perdido familiares e amigos.
A companhia confirmou ainda que os primeiros comunicados de sinistros relacionados ao desastre começaram a ser registrados. No entanto, afirma que ainda não há elementos suficientes para mensurar o volume de ocorrências ou a extensão das perdas.
“Ainda é cedo para fazer uma avaliação precisa do volume e da dimensão dos danos. Neste momento, a prioridade absoluta é realizar os salvamentos e atender às necessidades imediatas das pessoas afetadas”, destacou. De acordo com a seguradora, somente com o avanço das operações de resgate será possível reunir informações mais detalhadas sobre os sinistros.
Entre os principais desafios enfrentados pela companhia estão as dificuldades provocadas pela interrupção de serviços básicos, como energia elétrica e telecomunicações, que afetam tanto a mobilização das equipes quanto o processamento dos sinistros.
Segundo a Mapfre, “as próprias vítimas estão enfrentando situações de emergência que tornam a comunicação com a seguradora uma prioridade secundária neste momento”, o que também dificulta a consolidação das informações sobre os danos.
Questionada sobre uma estimativa dos impactos financeiros do desastre, a seguradora informou que ainda está concentrada na coleta de informações e que qualquer projeção seria prematura.
“A companhia está em fase de coleta de informações, não de análise consolidada”, afirmou. A empresa ressaltou ainda que os contratos de resseguro funcionam como um mecanismo de diluição dos riscos em grandes catástrofes, distribuindo as perdas entre diferentes seguradoras e resseguradoras.
Além do atendimento aos segurados, a seguradora que uma das prioridades é contribuir para a recuperação das áreas afetadas. A Fundação Mapfre anunciou uma doação inicial de 100 mil euros para ações humanitárias no país e informou que novos recursos deverão ser destinados conforme avance a campanha de arrecadação.
“Ajudar os clientes a se recuperarem o mais rapidamente possível e contribuir para a recuperação do país” é a prioridade da companhia neste momento, informou a seguradora.
A Revista Apólice também procurou outras seguradoras, resseguradoras e corretoras com atuação na Venezuela para entender como as empresas estão respondendo aos impactos dos terremotos e quais medidas vêm sendo adotadas no atendimento aos clientes. Até o fechamento desta reportagem, parte das companhias consultadas optou por não comentar o assunto, outras informaram que não se manifestariam e algumas ainda não haviam retornado aos contatos da reportagem. O texto será atualizado caso novos posicionamentos sejam enviados.
Nicholas Godoy
The post Terremotos na Venezuela levam seguradoras a acionar protocolos appeared first on Revista Apólice.
]]>The post Leve Saúde anuncia Andrea Damásio como gerente comercial appeared first on Revista Apólice.
]]>Com mais de 25 anos de experiência em saúde suplementar, Andrea construiu sua trajetória em empresas como Amil, AllCare e Sistema Unimed, com atuação nas áreas comercial e de pós-vendas, gestão de equipes, relacionamento com corretores, desenvolvimento de canais de distribuição e novos negócios.
Na Leve Saúde, a executiva terá como principal atribuição estruturar e ampliar a operação voltada ao mercado corporativo, fortalecendo o relacionamento com consultorias, corretores e parceiros do canal Susep. Andrea passa a integrar a área comercial da companhia sob a liderança de Edson Almeida, Chief Sales Officer (CSO), responsável pela estratégia comercial e pela expansão da operadora.
“A Leve Saúde vive um momento de forte crescimento e chega ao mercado empresarial com uma proposta bastante competitiva. Assumo esse desafio com o objetivo de construir uma operação sólida, fortalecendo a parceria com consultorias e corretores e levando às empresas uma alternativa de saúde acessível, eficiente e alinhada às necessidades dos colaboradores”, afirma Andrea Damásio.
Segundo Edson Almeida, a chegada da executiva reforça a estratégia de expansão da companhia no segmento corporativo.
“A Andrea reúne uma sólida experiência no mercado de saúde suplementar e um profundo conhecimento do segmento corporativo. Sua chegada reforça nossa capacidade de acelerar a expansão da Leve Saúde junto às empresas, ampliando nossa atuação por meio de consultorias, corretores e parceiros estratégicos, sempre com foco em oferecer soluções acessíveis, eficientes e de alta qualidade para os clientes.”
De acordo com a operadora, a contratação faz parte da estratégia de diversificar os canais de distribuição e ampliar a participação no mercado corporativo, mantendo o foco em soluções voltadas a empresas de diferentes portes.
The post Leve Saúde anuncia Andrea Damásio como gerente comercial appeared first on Revista Apólice.
]]>The post Governança e ética ganham força na era da IA e ESG appeared first on Revista Apólice.
]]>Levantamento do Instituto Brasileiro de Governança Corporativa (IBGC), intitulado Perspectiva de Negócios e Governança Corporativa 2026, mostra que o fortalecimento do capital humano figura entre as principais prioridades para a evolução da governança nas organizações. Segundo o estudo, embora a tecnologia contribua para ganhos de eficiência, a formação de uma cultura organizacional baseada em princípios éticos continua sendo um dos principais desafios das empresas.
Para Fernanda Romero, advogada e especialista em Governança Corporativa, Compliance e ESG, a consolidação de uma cultura de integridade influencia diretamente o ambiente organizacional.
“Quando existe uma conduta ética sólida, fomentada como princípio básico, isso nivela o conhecimento, favorece a empresa de maneira geral e constrói um ambiente justo e íntegro. Quem se sente visto, respeitado, reconhecido e acolhido, se sente seguro. Logo, o resultado se apresenta no trabalho do dia-a-dia, desde a realização do colaborador, a satisfação do cliente e aos indicadores positivos”, esclarece Romero.
O tema também aparece entre as prioridades das empresas brasileiras. De acordo com a pesquisa ESG Latin America Landscape, 85% das organizações no país consideram o avanço da governança corporativa e da gestão de riscos ESG uma prioridade para 2026.
Nesse contexto, especialistas defendem que a adoção de boas práticas depende do comprometimento das lideranças. Além da implementação de políticas e processos, a atuação dos gestores é apontada como fator relevante para fortalecer a cultura organizacional, estimular a ética e incentivar mecanismos de prevenção e reporte de irregularidades.
“O mercado não tolera mais engajamento fake. As iniciativas precisam ser reais e com evidências. A governança é a estratégia e o compromisso de longevidade para marcas que desejam ter sucesso”, complementa Fernanda.
Segundo a especialista, programas contínuos de comunicação interna e capacitação também contribuem para disseminar conceitos de governança, compliance e ESG entre colaboradores.
Ela ressalta ainda que essas práticas não se restringem às grandes empresas. Organizações de diferentes portes podem adotar estruturas voltadas à integridade, gestão de riscos e governança como forma de fortalecer sua atuação e gerar valor para clientes, colaboradores e demais públicos de relacionamento.
Na avaliação de Romero, embora a tecnologia desempenhe papel crescente na transformação dos negócios, fatores ligados às relações humanas continuam sendo essenciais para o desenvolvimento das organizações.
“A capacidade de sentir, conectar-se e cuidar do próximo é intrínseca ao ser humano e representa um diferencial competitivo. Enxergar, capacitar e acolher os profissionais é um ativo valioso para as empresas que compreendem que a tecnologia é uma aliada, mas o verdadeiro motor do processo é o trabalho realizado por equipes engajadas e valorizadas.”
The post Governança e ética ganham força na era da IA e ESG appeared first on Revista Apólice.
]]>The post Grupo HDI abre edital de projetos incentivados 2027 appeared first on Revista Apólice.
]]>As inscrições estarão abertas entre 3 de julho e 2 de agosto de 2026 e poderão ser realizadas por organizações sem fins lucrativos com projetos aprovados em mecanismos como a Lei Rouanet, a Lei de Incentivo ao Esporte, os Fundos dos Direitos da Criança e do Adolescente e os Fundos da Pessoa Idosa.
A nova edição amplia a atuação da companhia no apoio a ações voltadas ao desenvolvimento social, ao acesso à cultura, à formação profissional e ao fortalecimento da cidadania. Atualmente, a carteira de projetos incentivados reúne oito iniciativas distribuídas por sete estados brasileiros, beneficiando diretamente 111.592 pessoas e gerando uma estimativa superior a 13 milhões de impactos em diferentes regiões do país, evidenciando o alcance da atuação social promovida pelo Grupo HDI.
O edital contempla propostas alinhadas aos pilares das marcas e aos compromissos socioambientais do Grupo HDI. A seleção priorizará iniciativas com potencial para gerar impacto positivo, ampliar oportunidades de desenvolvimento e contribuir para a qualidade de vida da população em municípios estratégicos para a atuação da companhia, distribuídos pelas regiões Centro-Oeste, Nordeste, Norte, Sudeste e Sul.
A iniciativa também fortalece a presença institucional das marcas em diferentes territórios brasileiros. Atualmente, os projetos apoiados estão distribuídos por sete estados, São Paulo, Paraná, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Minas Gerais, Ceará e Rio Grande do Norte, com atuação em cidades como São Paulo, Campos do Jordão, Londrina, Maringá, São José dos Pinhais, Passo Fundo, Caxias do Sul, Porto Alegre, Florianópolis, Chapecó, Belo Horizonte, Fortaleza e Natal.
Entre os temas prioritários estão propostas voltadas à promoção da qualidade de vida, à valorização da cultura local, ao empreendedorismo, à inclusão social, à educação, ao desenvolvimento profissional, à inovação, à sustentabilidade e ao enfrentamento dos desafios socioambientais contemporâneos.
Também serão valorizadas ações que contribuam para a geração de renda, a redução das desigualdades, a promoção da diversidade e o fortalecimento da cidadania, além de iniciativas capazes de ampliar seu alcance por meio de parcerias, monitoramento de resultados e planejamento de longo prazo.
Entre os destaques da atual carteira de projetos incentivados estão o Plano de Atividades Osesp 2025, que registrou 100.625 participações presenciais e realizou 137 apresentações artísticas; o Festival de Luzes, responsável por gerar mais de 13 milhões de impactos presenciais estimados por meio de intervenções urbanas; e o Juventude Tecnológica, que já beneficiou 914 jovens em situação de vulnerabilidade social com formação profissional em áreas como Linguagem de Programação e Web Design.
“Acreditamos que o investimento social privado é uma ferramenta essencial para fortalecer comunidades, ampliar oportunidades e promover transformações de longo prazo. Com o edital, buscamos apoiar iniciativas alinhadas aos nossos valores e capazes de gerar impacto positivo por meio da cultura, do esporte, da educação, do empreendedorismo e da valorização dos territórios onde estamos presentes. As leis de incentivo também desempenham um papel estratégico ao direcionar recursos para projetos que impulsionam o desenvolvimento local e ampliam oportunidades para diferentes públicos”, afirma Tiago Barduchi, diretor de Pessoas e Cultura do Grupo HDI.
O processo de avaliação será realizado ao longo do segundo semestre de 2026. A divulgação dos projetos selecionados está prevista para os meses de setembro e outubro, seguida da formalização dos contratos e das definições operacionais entre outubro e novembro. Os aportes financeiros serão realizados em dezembro de 2026.
As regras do edital e os critérios de participação serão disponibilizados no portal da companhia.
The post Grupo HDI abre edital de projetos incentivados 2027 appeared first on Revista Apólice.
]]>The post Africa Specialty Risks nomeia líder para América Latina appeared first on Revista Apólice.
]]>Baseada na Cidade do México, a executiva será responsável por conduzir a estratégia de expansão da companhia na região, com foco no relacionamento com corretores, clientes e parceiros estratégicos.
A empresa destaca que a nomeação integra o movimento de expansão da ASR para além de seus mercados tradicionais na África e no Oriente Médio, ampliando sua atuação em outros mercados emergentes.
Yelhis Hernández possui cerca de 30 anos de experiência profissional, sendo mais de 18 anos no mercado de (res)seguros. Antes de ingressar na ASR, atuou por mais de oito anos na Lloyd’s, em funções ligadas ao desenvolvimento de mercado e relacionamento com clientes na Europa, México e América Central. Nesse período, acompanhou uma carteira superior a US$ 20 bilhões.
Anteriormente, também ocupou cargos de liderança na Willis Towers Watson e na Zurich, com atuação nas áreas de operações, transformação de negócios, gestão de riscos e desenvolvimento estratégico na América Latina. Na ASR, ela se reportará a Amit Khilosia, diretor de Distribuição da companhia.
Para o CEO da ASR, Mikir Shah, a América Latina representa um passo importante na estratégia de expansão da empresa.
“A América Latina é um passo natural no crescimento da ASR, à medida que expandimos nossas capacidades especializadas para mercados em desenvolvimento em todo o mundo. A região tem necessidades de seguro substanciais e cada vez mais complexas, criando uma oportunidade clara para a ASR trabalhar em conjunto com parceiros locais e ajudar a preencher lacunas críticas de proteção. Tenho o prazer de dar as boas-vindas a Yelhis, que traz um profundo conhecimento do mercado local e uma experiência significativa no setor internacional de resseguros”.
A executiva destacou o potencial do mercado latino-americano para o desenvolvimento de soluções especializadas.
“A América Latina representa uma oportunidade atraente para a ASR, visto que empresas em toda a região enfrentam riscos cada vez mais complexos, mas muitas vezes não têm acesso a capacidade e soluções especializadas. A plataforma da ASR, baseada em parcerias, nos permite trabalhar com o mercado local para aumentar significativamente a disponibilidade de resseguros especializados, ao mesmo tempo que apoiamos o desenvolvimento econômico sustentável”.
The post Africa Specialty Risks nomeia líder para América Latina appeared first on Revista Apólice.
]]>The post Regulação amplia demanda por gestão de dados no seguro appeared first on Revista Apólice.
]]>Projetos regulatórios no setor de seguros costumam ser tratados como iniciativas de integração ou adequação tecnológica. Entretanto, quando posto em prática revelam uma complexidade muito maior. A construção desses fluxos envolve o mapeamento de dados distribuídos em múltiplos sistemas, a padronização de informações, a criação de pipelines de transformação e validação e a definição de mecanismos de governança que garantam consistência ao longo do tempo.
O problema central não está apenas na complexidade técnica, mas na falta de visibilidade sobre o que acontece entre a origem e a entrega do dado. Em muitas organizações, os dados são processados, mas não são efetivamente compreendidos ao longo do caminho. Isso gera inconsistências identificadas apenas nas etapas finais, retrabalho constante em integrações e dificuldade de explicar divergências para áreas internas ou auditorias.
Na avaliação de Aldo Pires, CEO da consultoria de tecnologia add, um dos principais desafios está na falta de visibilidade sobre o percurso dos dados até sua entrega aos órgãos reguladores.
Segundo ele, em muitas organizações as informações são processadas, mas não há mecanismos suficientes para acompanhar sua origem, transformação e validação, o que faz com que inconsistências sejam identificadas apenas nas etapas finais.
“Processos conduzidos dessa forma costumam apresentar inconsistências, que infelizmente só são detectadas na última hora, gerando retrabalho massivo e dificuldades perante auditorias”.
Para ilustrar o problema, o executivo cita um caso em que uma seguradora precisou refazer o envio de um lote completo de informações por não conseguir identificar qual registro apresentava inconsistência. “Apenas uma delas estava errada, mas como o sistema não sabia apontar qual era exatamente, foi necessário refazer 100% do trabalho”, completou.
Segundo o especialista, esse modelo reativo tende a aumentar custos operacionais e dificultar a prestação de informações. “Por isso dizemos que não basta apenas entregar as informações solicitadas, mas compreender, rastrear e confiar no que está sendo entregue. A capacidade de explicar o dado — sua origem, transformações e validações — é também muito importante”.
Como alternativa, o executivo defende a adoção de modelos baseados em observabilidade de dados, capazes de monitorar continuamente o fluxo das informações e identificar falhas antes da etapa final de envio. “Diferente do monitoramento de TI tradicional, que apenas avisa se um sistema está fora do ar, a observabilidade funciona como um raio-X em tempo real do pipeline de dados. Ela permite identificar desvios e erros na raiz, antes que afetem a entrega final ou a operação da seguradora”, explica.
Segundo Ricardo Gondim, Chief Technology Officer (CTO) da add, a companhia desenvolveu uma solução voltada para integrar governança, conformidade e monitoramento dos fluxos de dados.
“Foi com base na nossa experiência prática com grandes players do setor de seguros que desenvolvemos uma solução concebida para integrar governança, conformidade e monitoramento em uma arquitetura única, blindando as operações contra os riscos da fragmentação tecnológica”, disse.
De acordo com o executivo, ferramentas desse tipo também podem ampliar a visibilidade sobre os processos internos e apoiar a identificação de gargalos operacionais. “A nossa proposta redefine o papel das áreas de compliance. Ao estruturar e dar transparência aos fluxos de informações, as seguradoras conseguem identificar gargalos históricos e padrões operacionais. Dessa forma, o que antes era visto estritamente como um centro de custo obrigatório passa a gerar inteligência de negócios e eficiência operacional para as companhias”, concluiu Ricardo Gondim.
The post Regulação amplia demanda por gestão de dados no seguro appeared first on Revista Apólice.
]]>The post Setor e Congresso discutem futuro do Seguro Rural appeared first on Revista Apólice.
]]>Na abertura do evento, os debatedores destacaram que a falta de investimentos preventivos no seguro gera um ciclo vicioso de perdas e renegociações de dívidas bilionárias, custando muito mais caro aos cofres públicos do que o fomento à proteção do produtor rural. Os palestrantes apontaram também, que o modelo atual de gestão de riscos agrícolas no Brasil precisa ser modernizado.
Para a senadora Tereza Cristina (PP-MS), a cultura de seguros deve ser criada e aprimorada, principalmente diante de mudanças climáticas cada vez mais severas e frequentes.
“Nós temos que trabalhar o nosso agricultor para ele ter a cultura do seguro. […] E o seguro não é só climático. Esse é o principal ponto, mas ele tem que partir para um seguro de renda, ele tem que partir para um seguro paramétrico, ele tem outras opções, para que cada produtor possa segurar a sua produção de uma maneira apropriada. […] O que é R$ 1 bilhão para um setor que contribui com 30% do nosso PIB?”, ressaltou.
Segundo o presidente da CNseg, Dyogo Oliveira, o seguro rural deixou de ser um acessório para se tornar uma ferramenta de sobrevivência econômica para o país. Ele reforçou a importância de tratar o tema de forma definitiva, enaltecendo a atuação do Congresso Nacional sobre o assunto.
“O trabalho que a senadora Tereza Cristina tem feito, assim como tantos outros parlamentares, começa pelo menos a alertar para isso. Lamentamos que a gente esteja fazendo isso sem um acolhimento adequado dentro da política econômica. Acho que os gestores da política econômica brasileira precisam compreender que a preocupação com o equilíbrio fiscal não pode ser apenas acima da linha e não pode ser apenas de curto prazo. A gente tem que ter uma visão de longo prazo, porque vai custar muito mais barato para o Tesouro expandir o seguro rural do que continuar fazendo as renegociações de dívida agrícola, por exemplo”, destacou.
O deputado federal e presidente da FPA, Pedro Lupion (Republicanos-PR), destacou que o setor deve, definitivamente, criar uma cultura de convencimento sobre a necessidade da adesão ao seguro rural.
“Esperamos, com a conclusão da proposta legislativa que retornou ao Senado, que possamos aprimorar o setor neste tema e conseguir avançar rapidamente após a aprovação da nossa lei. Os Estados Unidos levaram mais de 20 anos para chegar a um sistema que hoje é um modelo que nós gostamos. A gente tem que correr contra o tempo para tentar chegar nisso em bem menos de 20 anos e, a curto prazo, consolidar uma cultura de seguro no Brasil”, afirmou.
O Projeto de Lei 2.951/2024, que reformula o seguro rural, retornou ao Senado Federal após ser aprovado com alterações pela Câmara dos Deputados, no mês passado e aguarda a deliberação dos senadores para aprovação definitiva.
Durante o encontro, os debatedores também ressaltaram pontos temáticos como a melhoria da gestão de risco no campo, a mitigação de riscos climáticos, as experiências internacionais sobre o assunto e as discussões que promovam a diversificação de produtos com maior aplicação tecnológica na agricultura do país.
The post Setor e Congresso discutem futuro do Seguro Rural appeared first on Revista Apólice.
]]>The post Wiz Co completa 53 anos de atuação no mercado appeared first on Revista Apólice.
]]>Quando iniciou suas operações, o mercado brasileiro de seguros era concentrado em produtos padronizados e na atuação presencial. Atualmente, a distribuição envolve canais físicos e digitais, com soluções voltadas a diferentes perfis de consumidores e empresas.
Ao longo de sua trajetória, a Wiz ampliou sua atuação para áreas como bancassurance, consórcios, crédito, tecnologia e outros canais de distribuição. A companhia também passou por etapas como abertura de capital, aquisições, parcerias estratégicas e expansão para novos segmentos.
Mudanças demográficas, maior percepção de risco, digitalização dos serviços financeiros, eventos climáticos extremos e novos hábitos de consumo fizeram com que o seguro deixasse de ocupar um papel complementar para se tornar um instrumento de proteção patrimonial e planejamento financeiro.
Nesse período de grandes mudanças, o seguro deixou de ser apenas um produto vendido em um ponto físico e passou a fazer parte de uma experiência mais ampla, apoiada por tecnologia, dados e diferentes canais de relacionamento. A história da Wiz mostra justamente a capacidade de evoluir junto com esse mercado, preservando a essência da companhia e reinventando continuamente a forma de gerar valor para parceiros e clientes.
Essa transformação ocorreu em paralelo ao crescimento da importância econômica do mercado segurador, que deverá movimentar cerca de R$ 808 bilhões em 2026, segundo dados da Confederação Nacional das Seguradoras (CNseg). Em um ambiente marcado por eventos climáticos extremos, mudanças demográficas, digitalização acelerada, aumento da longevidade e novas formas de consumo, a proteção financeira passou a ocupar um papel mais estratégico para pessoas e empresas.
Para a Wiz Co, esse movimento exigiu sucessivas adaptações ao longo da sua história. Entre elas estão a reorganização do modelo operacional no início dos anos 2000, investimentos em tecnologia, a ampliação da atuação para novos segmentos, a criação de unidades especializadas, o fortalecimento da distribuição indireta e a transformação de desafios em oportunidades e a capacidade de transformar momentos de ruptura do mercado em oportunidades para acelerar a diversificação dos negócios.
“Os próximos anos continuarão exigindo capacidade de adaptação. O consumidor demanda novas modalidades de proteção, experiências mais integradas e soluções cada vez mais aderentes ao seu perfil. Acreditamos que o futuro da distribuição passa pela combinação entre tecnologia, relacionamento, inteligência de dados e proximidade com o cliente. A transformação do setor ainda está em curso, e queremos continuar fazendo parte dela”, afirma Lucas.
Hoje, a Wiz Co reúne operações em bancassurance, distribuição de consórcios e crédito, seguros corporativos, concessionárias, varejo, correspondentes bancários e soluções tecnológicas para parceiros, refletindo a transformação de um mercado que deixou de oferecer apenas produtos para entregar ecossistemas completos de proteção e serviços.
The post Wiz Co completa 53 anos de atuação no mercado appeared first on Revista Apólice.
]]>The post Especial Seguro Auto: apólices hoje ‘moram’ no celular appeared first on Revista Apólice.
]]>Diretor de Automóvel, Precificação e RD Massificados da Tokio Marine, Arnaldo Bechara reconhece que a jornada do cliente no seguro auto é cada vez mais integrada e dinâmica combinando canais digitais, a atuação consultiva do corretor e uma experiência de serviços que vai muito além da apólice em si. “Na Tokio Marine, entendemos que conquistar o cliente é apenas o primeiro passo. O grande diferencial está em acompanhar toda essa jornada com soluções relevantes, simples e ágeis desde a fase de descoberta e pesquisa”, sinaliza Bechara.

A Tokio vem apostando no desenvolvimento de produtos mais aderentes às necessidades atuais dos consumidores. Um exemplo dessa estratégia é o Auto Proteção Mensal, com o qual a seguradora pretende ampliar a base de clientes. “Ao longo da jornada, o corretor segue tendo um papel fundamental como parceiro de confiança, apoiado por uma equipe comercial próxima e qualificada. Essa combinação garante uma oferta mais assertiva e alinhada ao perfil de cada cliente dentro de um portfólio completo que contempla desde seguros mais tradicionais até soluções mais específicas, como proteção para motos, caminhões, veículos elétricos e produtos nichados como o Auto Roubo + Rastreador. Na etapa de contratação e uso, a experiência precisa ser simples e fluida. Por isso, avançamos na digitalização dos processos e contamos com uma ampla rede de atendimento e assistência 24h”, diz Bechara.
Gerente de Customer Experience (CX) na Seven Seguros, Bruno de Sousa Rodrigues observa que enquanto boa parte do mercado corre para o relacionamento direto e para a disputa por preço, a Seven fez uma escolha deliberada na direção oposta: colocar o corretor no centro da jornada. “Não é nostalgia. É estratégia de risco. O corretor é quem transforma uma cotação em segurança adequada e essa curadoria é o nosso maior diferencial competitivo. Por isso, toda a nossa comunicação é construída para fortalecê-lo e o site cumpre o papel da transparência. Ali, o cliente enxerga quem dá lastro a cada apólice, a seguradora e a resseguradora por trás da operação”, salienta.
A contratação acontece, segundo Rodrigues, pelo canal digital ou pelo corretor. A escolha é do cliente de seguro auto, mas a recomendação da Seven é sempre o profissional. “E a jornada não termina na assinatura. Ela começa ali. Em até 24 horas após a aceitação, nossa equipe faz uma ligação de boas-vindas para validar coberturas, reapresentar os canais e orientar o acionamento da assistência. É o primeiro cuidado antes do problema e é onde a retenção começa a ser construída”, resume o especialista.

Do lado tecnológico, como assinala Rodrigues, há o atendimento humano das 8h às 18h, porém com uma inteligência artificial operando 24 horas para resolver dúvidas de cobertura, segunda via, boleto, andamento de sinistro e até cancelamento. “Não é um chatbot de triagem, é um canal resolutivo que devolve tempo ao segurado. No acionamento, o cliente abre o sinistro por voz ou WhatsApp via link direto, com pré-análise concluída em até quatro horas com apoio de inteligência artificial. Esse desenho se apoia em uma rede de oficinas de alcance nacional própria e de parceiros, na opção de livre escolha e no pagamento dentro do prazo regulatório da Susep [Superintendência de Seguros Privados]. No fim, a jornada que construímos parte de uma convicção simples: tecnologia para dar velocidade, corretor para dar sentido. Uma coisa não substitui a outra, elas se potencializam”, diz.
Sócio-diretor comercial da Novo Seguros, Rafael Mendonça exalta o papel do corretor na jornada do seguro auto. “Ele ajuda a transformar informação em decisão orientando o segurado sobre coberturas, franquias, assistências e adequação do produto ao perfil de risco. Mas a experiência não termina na contratação. Hoje, a percepção de valor é construída ao longo de toda a jornada: emissão da apólice, utilização dos canais digitais, atendimento 24 horas, acionamento da assistência, experiência nas oficinas credenciadas e, principalmente, no momento de um eventual sinistro. O cliente não compara apenas preços. Ele compara experiências”, pondera Mendonça.
O que leva o segurado a trocar de empresa entre uma apólice e outra é o grande desafio do mercado. Para Arnaldo Bechara, a confiança constrói-se com três elementos muito claros: rapidez, transparência e resolução efetiva. O cliente, segundo o executivo da Tokio Marine, quer saber se será atendido sem burocracia, se terá informação clara ao longo de todo o processo e, principalmente, se o problema será resolvido rápido: “Na Tokio Marine, isso se traduz em iniciativas concretas, como indenizações que podem ocorrer em até 72 horas, uma assistência 24h eficiente e uma rede de oficinas qualificada, além de benefícios que fazem diferença real, como carro reserva e serviços de reparo ágil. Tratamos o sinistro como um momento estratégico, e não apenas operacional. É quando temos a oportunidade de transformar uma situação negativa em uma experiência positiva e, muitas vezes, decisiva para a fidelização.”
O sinistro é, como acredita Rafael Mendonça, o momento mais importante da relação entre seguradora e segurado. Enquanto a contratação representa uma promessa, o sinistro significa a entrega efetiva dessa promessa: “É nesse momento que o cliente avalia se a seguradora realmente correspondeu às expectativas criadas durante a venda. O que gera confiança é transparência, comunicação clara, rapidez na análise, previsibilidade dos prazos e capacidade de resolver o problema com o menor impacto possível para a rotina do segurado. Por outro lado, atrasos excessivos, falta de informação, burocracia desnecessária e divergências na expectativa do cliente costumam ser fatores determinantes para uma troca de seguradora na renovação. O cliente pode até esquecer o valor que pagou na apólice. Mas dificilmente esquece como foi tratado durante um sinistro.”
Já Rodrigues afirma, contudo, que o sinistro não constrói a fidelidade e, sim, revela-a. Para o especialista a CX, a fidelidade é construída em cada contato anterior à venda, às boas-vindas, à cobrança avisada e ao atendimento que resolve. “O sinistro é o momento em que tudo isso é cobrado de uma vez, e onde se descobre se havia lastro por trás da promessa. É o único instante em que o cliente, depois de anos pagando, efetivamente consome o produto. Por isso ele consagra ou destrói uma relação em poucas horas. O que gera confiança nesse momento é brutalmente concreto, velocidade e a palavra cumprida”, afirma.
No seguro, prossegue Rodrigues, confiança não se compra. Ela é o resíduo de promessas cumpridas. “Reputação se constrói no sinistro pago, não no anúncio. Quase sempre, as três falhas clássicas do setor: a demora, que transforma um momento de fragilidade em angústia; a sensação de virar um número; e a surpresa da exclusão de cobertura descoberta justamente no pior dia. Há ainda uma camada que o mercado às vezes esquece: a confiança no seguro é dupla. O cliente confia no corretor e o corretor confia na empresa”, assinala.
O cliente está verdadeiramente no centro da estratégia da carteira de auto. Mais do que uma tendência, diz Rafael Mendonça, isso tornou-se uma necessidade competitiva. “Historicamente, muitas seguradoras estruturavam seus produtos a partir de processos internos. Hoje, o movimento é inverso. Os processos precisam ser desenhados a partir da experiência desejada pelo cliente. Isso significa simplificar jornadas, reduzir burocracias, ampliar canais de atendimento, oferecer mais autonomia digital e utilizar dados para personalizar produtos e serviços. A seguradora que não colocar o cliente no centro corre o risco de perder relevância em um mercado cada vez mais orientado pela experiência”, alerta.

Dizer que o cliente está no centro, virou lugar-comum no mercado. Essa é a opinião de Bruno Rodrigues para quem praticamente toda seguradora afirma isso. “A pergunta de verdade não é ‘se dizemos’, é ‘se a estrutura prova’. Centralidade no cliente não é um slogan na parede, mas uma decisão de arquitetura. Ela aparece onde você investe tempo e dinheiro. Aparece quando a empresa escolhe ligar para o cliente 24 horas depois da venda, sem ele ter pedido, só para confirmar que o seguro está correto. Aparece quando se decide que a pré-análise do sinistro precisa caber em quatro horas, porque o tempo do cliente fragilizado vale mais que a comodidade do processo interno. Aparece quando se mantém uma IA resolvendo problemas de madrugada, em vez de empurrar o cliente para um protocolo”, argumenta Rodrigues.
O executivo da Seven vai além. Para ele, nenhuma dessas decisões é gratuita. Todas custam: “E é justamente por custarem que elas revelam a prioridade real. Mas eu acrescentaria ainda uma nuance que o mercado às vezes ignora na nossa estratégia: o cliente de seguro auto não está sozinho no centro, o corretor está ao lado dele. Isso não é contradição, mas é a forma mais sustentável de colocar o cliente no centro. Porque é o corretor quem conhece a vida real do segurado, quem traduz necessidade em cobertura adequada, quem evita que o cliente descubra um buraco do seguro só no dia do sinistro”.
Uma seguradora que tenta falar sozinha com milhões de clientes sempre vai tratá-los como massa, alerta Rodrigues. “Quem coloca o especialista entre a empresa e o cliente consegue escala com cuidado individual. Por isso, minha resposta é: o cliente está no centro, na medida em que a estrutura sustenta isso na prática, e não no discurso. Esse é o teste que todos deveriam se aplicar, com franqueza. No nosso caso, a prova não está no que dizemos nesta reportagem… está no prazo do sinistro, na ligação de boas-vindas, na nota do Reclame Aqui”, diz.
“Sim, mas mais do que um discurso, isso precisa se traduzir em decisões concretas de produto, serviço e operação”, argumenta Arnaldo Bechara, para quem colocar o cliente no centro significa desenhar toda a jornada a partir das necessidades reais dele, como acesso, preço, conveniência e solução rápida quando ele mais precisa. “É exatamente essa lógica que orienta a Tokio Marine.
“A digitalização não substitui o corretor, ela potencializa sua atuação. Hoje, ele combina tecnologia com proximidade para atuar de forma ainda mais consultiva orientando o cliente desde a escolha da cobertura até o acompanhamento ao longo da vigência e no sinistro”, argumenta .
“Nesse contexto, o corretor tem um papel direto na fidelização. É ele quem constrói o relacionamento de longo prazo, identifica novas necessidades, promove o cross selling e garante que o cliente esteja adequadamente protegido ao longo do tempo. Por isso, sim, hoje podemos defini-lo como um curador de riscos. É o corretor quem traduz a complexidade do seguro, personaliza as soluções e orienta decisões. Em um mercado cada vez mais dinâmico, essa curadoria é essencial para gerar confiança e sustentar o crescimento do setor”, pontua Bechara.
Segundo Rafael Mendonça, o relacionamento evoluiu, mas a importância do corretor permaneceu intacta. “Hoje podemos definir o corretor como um verdadeiro curador de riscos. Ele ajuda o cliente a compreender exposições, identificar necessidades e tomar decisões mais conscientes sobre proteção patrimonial. Além disso, o corretor continua sendo um dos principais agentes de fidelização do mercado segurador. Em muitos casos, o vínculo do segurado é construído primeiro com o corretor e, depois, com a seguradora. Por isso, seguradoras que investem no relacionamento com seus parceiros tendem a construir carteiras mais sólidas e sustentáveis”, afirma.
“Trazer o corretor para dentro, não mantê-lo à distância”. Essa é a visão de Bruno Rodrigues. Sobre a jornada digital ter mudado o relacionamento, Rodrigues faz a mão inversa. Ele acredita que a mudança aconteceu na ferramenta, não no eixo. “Esse é um ponto em que discordo de parte do mercado. A digitalização foi tratada por muitos como ameaça ao corretor, como se a tecnologia viesse para desintermediar. Nós lemos o contrário. A IA tira do corretor o trabalho operacional do boleto, da senha, da segunda via… e devolve a ele tempo para fazer o que máquina nenhuma faz, que é entender a vida do cliente. A tecnologia não substituiu o corretor, ela o liberou”, enfatiza Rodrigues.
Por isso, continua o especialista, o corretor influencia diretamente a fidelização: “Mas eu descreveria a dinâmica como simbiose, não como dependência. O segurado confia no corretor e, ao mesmo tempo, enxerga a empresa por trás. As duas confianças se somam e o resultado é uma fidelização ancorada em dois pontos de apoio, não em um. Corretor sozinho ou seguradora sozinha são frágeis. Juntos, sustentam o cliente no tempo.
Rodrigues é categórico ao afirmar que é o corretor quem evita que o cliente descubra um “buraco” de cobertura justamente no dia do sinistro. “Um comparador de preços entrega opções, um curador entrega adequação. Na hora da verdade, é a adequação que protege, não o preço. Por isso, quanto mais o mercado se digitaliza, mais o corretor-curador se valoriza. A tecnologia ‘comoditiza’ a cotação. Só o corretor ‘descomoditiza’ o risco”, resume.
A formação de preço no seguro auto é, como argumenta Arnaldo Bechara, resultado de uma combinação de diversos fatores técnicos e de comportamento, sempre buscando equilíbrio entre competitividade, sustentabilidade da carteira e adequação ao perfil de risco do cliente. “Nesse contexto, o nosso principal objetivo é oferecer um preço justo e atrativo, que estimule não apenas a contratação, mas também a permanência do cliente ao longo do tempo. Sem dúvida, o preço é um elemento relevante na decisão de compra e, especialmente, na renovação. No entanto, ele está longe de ser o único fator determinante. A experiência do cliente ao longo da jornada e, principalmente, no momento do sinistro e assistência tem um peso decisivo na sua percepção de valor. É nessa hora que o cliente comprova, na prática, a qualidade daquilo que contratou”, assegura Bechara.
Rapidez no atendimento, clareza nas informações e eficiência na resolução são atributos, segundo o executivo da Tokio Marine, fundamentais para gerar confiança e fortalecer o vínculo com a seguradora. “Por isso, temos um foco muito grande em garantir excelência nesses momentos críticos. Em resumo, o cliente até pode entrar pela competitividade do preço, mas permanece pela qualidade da experiência entregue”, acrescenta.
Segundo Bruno Rodrigues, a filosofia de renovação parte de um princípio: o preço deve acompanhar o risco, não o calendário. “Hoje, na Seven, os processos de renovação não têm movimentação automática de preço. Num momento em que o mercado, depois de anos de queda, volta a reajustar de forma generalizada, nós entendemos que segurança não combina com instabilidade”, declara ele, que complementa: “O cliente contrata um seguro justamente para ter previsibilidade, inclusive financeira. Tirar essa previsibilidade dele todo ano automaticamente contradiz a própria essência do produto. Fizemos uma escolha consciente para manter a palavra e a conta de pé na renovação. Isso não significa que o preço seja imutável para sempre. Significa que ele se move quando o risco real se move, não porque o relógio virou. É uma diferença de postura”.
O mercado costuma reajustar pelo automático, assinala Rodrigues. “Nós preferimos reajustar pela realidade, e só quando ela exige. Se o cliente compra por preço? Acho que seria ingenuidade negar que o preço pesa. Ele sempre pesa e sempre vai pesar. Mas o preço só é decisivo quando não há mais nada na mesa. No instante em que o cliente enxerga o que existe por trás da apólice, como a história, a estrutura, o sinistro pago no prazo, a seguradora e a resseguradora que dão lastro, o preço deixa de ser o critério e vira um detalhe da negociação”, pontua.
Programas de benefícios e cashback tendem a aumentar conversão, ticket médio e retenção no auto, mas também pressionam margem técnica e podem distorcer a percepção de preço se não forem bem desenhados.
Rafael Mendonça observa que os programas de benefícios ganharam relevância porque ampliam a percepção de valor do seguro. Historicamente, segundo o executivo, o cliente utilizava o seguro apenas em situações excepcionais. Hoje, como diz Mendonça, existe uma busca crescente por benefícios que gerem valor também no dia a dia. “Cashback, descontos em serviços automotivos, programas de manutenção preventiva, benefícios em parceiros e soluções de mobilidade ajudam a aumentar o engajamento e fortalecer o relacionamento com a marca. No entanto, é importante destacar que esses diferenciais complementam a proposta de valor, mas não substituem os fundamentos do negócio. Nenhum programa de benefícios é capaz de compensar uma experiência negativa durante um sinistro. O principal fator de fidelização continua sendo a capacidade da seguradora de entregar proteção, confiança e suporte quando o cliente mais precisa”, pondera.
Já Bruno Rodrigues explica que existe o benefício que “compra atenção” e o que “cria vínculo”. Ambos têm impactos opostos no longo prazo. “Cashback puro, desconto isolado, compram a atenção do cliente. O problema é que, o que se conquista com preço, o concorrente reconquista com um preço melhor na semana seguinte. Isso não é fidelização. É aluguel de cliente. O benefício que realmente fideliza é o que se transforma em relacionamento, e conveniência é o que coloca a seguradora presente no dia a dia do cliente, e não apenas no boleto e no sinistro”, avalia.
Os programas de benefícios têm ganhado cada vez mais relevância como diferencial na proposta de valor das seguradoras especialmente por ampliarem a relação com o cliente para além do momento da contratação ou do sinistro. A Tokio Marine, como revela Arnaldo Bechara, tem investido nesse conceito por meio do Tokio Indica, um clube de vantagens exclusivo para clientes. “Trata-se de uma plataforma que conecta o segurado a uma ampla rede de parceiros oferecendo condições especiais em diferentes categorias, como varejo, gastronomia, lazer e serviços. Essa proposta reforça a presença da seguradora no dia a dia do cliente gerando uma percepção contínua de valor. Um exemplo relevante é o acesso a benefícios como descontos de até 50% em ingressos para o Tokio Marine Hall, o que amplia a experiência do cliente para além do seguro em si. Mais do que um incentivo pontual, enxergamos esses programas como uma forma de fortalecer o relacionamento, aumentar o engajamento e contribuir para a fidelização, criando uma conexão mais próxima e recorrente com a marca”, finaliza Bechara.
Definitivamente, a jornada do cliente do seguro auto hoje mora no celular. Quando a batida acontece, o atendimento 24 horas atende com uma voz calma e o guincho chega enquanto o cliente “reza” e espera café. A oficina, palco de pequenas reformas e conversas, devolve o carro acompanhado de um recibo de “normalidade”. No fim, o seguro é menos contrato e mais o mapa emocional, ou seja, uma promessa que circula entre clique, corretor e oficina até a próxima mancha no para-choque.
*Matéria originalmente publicada na Edição #320 da Revista Apólice.
The post Especial Seguro Auto: apólices hoje ‘moram’ no celular appeared first on Revista Apólice.
]]>
0800 SEGURADORAS







