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]]>A proposta busca ajustar o tratamento regulatório aplicável aos prêmios de resseguro ainda não pagos relativos a riscos já decorridos, promovendo maior alinhamento entre a regra de cobertura das provisões técnicas e a sistemática de liquidação dos contratos de resseguro.
A Circular Susep nº 648/2021 dispõe sobre provisões técnicas; teste de adequação de passivos; ativos redutores; capitais de risco; constituição de banco de dados de perdas operacionais; planos de regularização; registro, custódia e movimentação de ativos, títulos e valores mobiliários garantidores das provisões técnicas; envio de informações periódicas; normas contábeis; auditoria contábil independente; exame de certificação e educação profissional continuada do auditor contábil independente; e pronunciamentos técnicos elaborados pelo Instituto Brasileiro de Atuária (IBA).
Com a finalidade de ampliar a transparência e incentivar a participação da sociedade no processo regulatório, a consulta pública permanecerá aberta pelo prazo de 30 dias. A minuta da Resolução e as orientações para o envio de sugestões estão disponíveis no Sistema de Consultas Públicas da Susep.
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]]>Cliente da APet há três anos, Leandro possui planos para seus dois cães da raça Spitz Alemão, Kira e Sushi. Segundo ele, além da premiação, a experiência com os serviços oferecidos pela empresa motivou a permanência como cliente.
“Gostaria de agradecer por ter sido contemplado com este prêmio. Tenho o plano de saúde há três anos para os meus dois pets e estou satisfeito. É um plano que funciona e que se diferencia no mercado. Recomendo e utilizo sempre que necessário, sem nunca ter enfrentado problemas. Além disso, ainda tive a felicidade de ser contemplado com este prêmio. Espero continuar com a APet por muitos anos”, comenta Leandro
Além da assistência veterinária, os planos da APet incluem benefícios como seguro de vida para o tutor, telemedicina para o titular e até três dependentes, além da participação automática no sorteio mensal.
Para o CEO da APet, Luiz Gênova, a entrega representa o fortalecimento do propósito da empresa e o reconhecimento de uma relação baseada em confiança, acolhimento e qualidade no atendimento. “Este momento fortalece nosso propósito de democratizar o acesso à saúde e aos cuidados de qualidade para os pets, proporcionando uma jornada encantadora para nossos clientes e seus companheiros. O depoimento do Leandro e nossos indicadores de atendimento nos enchem de orgulho e mostram que estamos no caminho certo, concluiu”, destaca.
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]]>Ao mesmo tempo, surgem desafios relevantes que não podem ser deixados de lado. São eles a proteção de dados pessoais, o uso ético da telemetria, o risco de discriminação algorítmica e a necessidade de regulação (e aí a conversa concentra-se na Superintendência de Seguros Privados, a Susep) atualizada para acompanhar a velocidade das inovações.
De forma irreversível, o automóvel agora fala por sensores. As câmeras anotam cada freada. No painel dos veículos mais modernos um modem traduz o jeito de dirigir. As seguradoras, que antes vendiam papel e promessa, aprenderam a ouvir esses refinados dados tecnológicos e passaram a cobrar não só pelo carro, mas pelo comportamento que quem o pilota revela. APPs oferecem descontos como quem oferece um bálsamo: “dirija devagar, ganhe paz… e restituição”. É mais ou menos por aí.

Como funciona, no entanto, mais detalhadamente, essa nova realidade na jornada operacional da apólice, ou seja, desde sua origem até sua chegada ao segurado? A IA é aplicada na precificação, passando por integração com plataformas de venda, subscrição, modelos preditivos, segmentação de riscos e sinistros até a vistoria pelo celular, reconhecimento de imagens, prevenção de fraudes, assistentes virtuais etc.
Diretor-executivo de sinistros, back office e contact center da Allianz Seguros Renato Roperto explica que, ao menos na seguradora em que trabalha, a inteligência artificial vem transformando, sobretudo, a jornada de sinistros, tornando-a mais simples, rápida e transparente para os clientes. “O segurado pode iniciar todo o processo de forma digital, enviando informações e imagens diretamente pelo celular. A IA entra em ação tanto na identificação dos danos quanto na definição do fluxo mais adequado para cada caso. O grande diferencial dessa tecnologia é permitir que os esforços humanos sejam direcionados para situações mais complexas, enquanto sinistros de menor monta passam a ser tratados de forma muito mais ágil. O objetivo não é apenas otimizar a eficiência operacional, mas também aprimorar a experiência do cliente no momento em que ele mais precisa de suporte”, diz Roperto.
Diretor de automóvel da Zurich Seguros no Brasil, João Merlin reforça que a tecnologia vem tornando a jornada do seguro automóvel mais integrada, desde a cotação até o atendimento ao segurado em caso de sinistro. Na origem do processo de venda (na cotação do seguro), dados, algoritmos e modelos analíticos apoiam a precificação, segmentação de riscos, subscrição e integração com plataformas de venda, sempre com o objetivo de tornar a oferta mais adequada ao perfil do cliente e dar maior agilidade ao processo comercial. Ao mesmo tempo, diz Merlin, decisões sensíveis seguem exigindo critérios técnicos, governança e supervisão humana.
No sinistro, Merlin explica que a transformação é ainda mais perceptível tanto para o segurado quanto para o corretor. “A avaliação de danos pode começar a partir de fotos enviadas pelo próprio cliente, por meio de link recebido após o acionamento da assistência virtual ou da central de atendimento. A inteligência artificial analisa as imagens, identifica peças, estima o tempo de reparação em casos simples, permite aprovação automática quando a oficina escolhida integra a rede referenciada. Em determinadas situações, o prazo médio de aprovação, que antes era de cerca de nove dias, pode cair para um dia”, afirma o executivo.
A Zurich também utiliza recursos digitais para dar mais transparência e previsibilidade à jornada. “O Timeline, por exemplo, permite ao cliente acompanhar por WhatsApp e e-mail as etapas do reparo do veículo, reduzindo dúvidas e contatos sobre o andamento do serviço. No conjunto, a aplicação de dados, automação e IA contribui para uma operação mais rápida, com melhor experiência para o segurado, apoio à prevenção de inconsistências e mais tempo para que os especialistas atuem nos casos que exigem análise técnica mais aprofundada”, acrescenta Merlin.
As cotações de seguro de massificados geram dados e insights importantes para a criação de massa de análise. Estes dados, aliados a uma IA preditiva, histórico do cliente e dados e consultas externas, tornam o processo de cotação e precificação mais rápido, barato, seguro e eficaz. Essa é a opinião do especialista Ramon Soares Teles, gestor executivo da Autovist, empresa de vistorias digitais com IA. “Já o processo de aceitação e avaliação do bem é mais complexo. Depende de outras variáveis importantes como antifraude, análise comportamental e gatilhos de segurança. Antes, o que precisava ser verificado presencialmente pode ser feito via processo digital”, enfatiza Teles.
Para o usuário final, o especialista assevera que a tecnologia pode acelerar processos com segurança, melhorar a experiência do cliente e criar soluções flexíveis e versáteis, como, por exemplo, a vistoria guiada, que auxilia o usuário do começo ao fim.

Fábio Morita, diretor-executivo de automóvel, massificados e vida da Allianz Seguros: “A IA automatiza tarefas e amplia a capacidade de análise, mas as decisões seguem baseadas na experiência e no julgamento técnico das equipes. Nesse cenário, o papel do corretor ganha ainda mais relevância com uma atuação mais consultiva na prospecção e orientação aos clientes, enquanto a tecnologia simplifica os processos operacionais.”
Ramon Teles rechaça qualquer possibilidade de a IA substituir o analista: “O que temos percebido é que existem diversas IAs para cada etapa do processo. Atualmente é possível utilizar a IA no atendimento via WhatsApp e webAPP, na análise preditiva de dados, no reconhecimento automatizado de danos do veículo e suas informações básicas como placa, chassi e outros dados importantes, na aprovação automática comparando os dados recebidos com os dados do veículo, dentre outras IAs. Dessa forma, todas estas tecnologias auxiliam muito o analista a tomada de decisão com base na regra de aprovação da seguradora, tornando o processo muito mais rápido, flexível, eficaz, mas também mais seguro.”
João Merlin é pontual: a IA não substitui o analista. “A Zurich utiliza a tecnologia para dar mais agilidade e conveniência para o cliente e para o corretor, mas que a função humana segue sendo indispensável para garantir excelência e humanização no atendimento. A IA e a tecnologia são utilizadas em etapas de apoio, especialmente em casos mais simples, padronizados e com informações suficientes para leitura automatizada. O papel do analista passa a ser mais direcionado à revisão de situações delicadas, tratamento de exceções, validação técnica e tomada de decisão em processos que exigem julgamento, experiência e responsabilidade. No seguro automóvel, a tecnologia ajuda a organizar informações, acelerar análises e reduzir atividades manuais”, justifica.
Com isso, argumenta Merlin, os especialistas conseguem dedicar mais tempo aos casos que realmente demandam interpretação técnica, como danos de maior complexidade, divergências nas informações, suspeitas de inconsistência ou situações que precisam de avaliação individualizada. “O corretor também ganha uma função ainda mais estratégica. Em uma jornada cada vez mais digital, ele continua sendo a referência de confiança para orientar o cliente, explicar coberturas, apoiar a escolha da proteção mais adequada e acompanhar momentos sensíveis, como o sinistro. A tecnologia simplifica etapas, mas a relação consultiva permanece essencial para transformar informação em decisão segura para o segurado”, salienta.

Para Morita, os ganhos de produtividade já são claros, sendo impulsionados pela automação e pelo melhor uso de dados. “Na Allianz, conseguimos expandir a carteira com ganhos de eficiência operacional e sem necessidade de crescimento proporcional da estrutura. Hoje contamos com respostas mais rápidas, menos atividades manuais e maior eficiência operacional, o que permite que as equipes foquem mais em análises complexas e no atendimento a clientes e corretores”, revela.
“Temos percebido que a redução de tempo e o ganho de escala é essencial e este foi o maior ganho com as tecnologias de consultas externas, utilização de OCRs e IA no processo”, revela Ramon Teles, da Autovist. O ganho em muitos casos, segundo o especialista, chega a 80% de redução no tempo das análises, mas isso depende de cada operação e cliente, segundo ele.
As novas tecnologias tornam a fraude em auto mais sofisticada, mas também fortalecem de forma decisiva a capacidade de detecção e prevenção das seguradoras. Por um lado, golpistas já usam IA generativa para criar fotos, vídeos, laudos e boletins de ocorrência falsos, simulando danos inexistentes ou inflando valores de reparo e diárias de locação. Isso aumenta tanto o volume quanto o ticket médio das tentativas de fraude, pressionando a sinistralidade e prêmio do seguro auto. Por outro lado, algoritmos de visão computacional e análise multimodal passaram a identificar manipulações em imagens e documentos, cruzando dados de sinistros, comportamento do segurado e histórico de corretores em tempo real.
Assim, surgem motores de decisão que pontuam o risco de fraude, automatizam triagem, aceleram sinistros legítimos e concentram investigação apenas nos casos suspeitos. Consultorias estimam que, em escala global, a aplicação de IA em fraude pode evitar centenas de bilhões de dólares em perdas até a próxima década.
O impacto líquido depende, portanto, da maturidade tecnológica da seguradora. Onde há pouca governança, a IA empodera o fraudador. Onde há estratégia, dados e modelos robustos, ela vira um multiplicador de eficiência antifraude no seguro de auto.
O impacto, segundo João Merlin, está em ampliar a capacidade de identificar inconsistências com mais rapidez e critérios mais objetivos. A tecnologia, como o executivo da Zurich expõe, permite cruzar informações, reconhecer padrões e sinalizar situações que merecem análise adicional, o que torna a prevenção a fraudes mais eficiente dentro da operação. “No seguro automóvel, a IA ajuda a dar mais consistência à regulação ao apoiar verificações preliminares e reduzir decisões baseadas apenas em análise manual. O ganho está em separar melhor os fluxos: ocorrências sem indícios de irregularidade avançam com mais agilidade, enquanto casos sensíveis recebem avaliação mais aprofundada. Fraude é um tema que exige cautela. A Zurich utiliza tecnologia como ferramenta de apoio, mas mantém governança, critérios técnicos e revisão humana para decisões que possam gerar impacto ao cliente. A combinação entre automação e avaliação especializada ajuda a proteger a carteira sem criar barreiras desnecessárias para quem aciona o seguro de forma legítima”, assevera.

O impacto na redução de fraude é enorme, afirma Ramon Teles. “Utilizamos tecnologias que detectam fraudes invisíveis ao olho humano, como fotos repetidas de outros processos, fotos de fotos ou imagens tiradas de diferentes aparelhos, geolocalização obrigatória e uma série de outros gatilhos comportamentais que ajudam a proteger a operação das seguradoras”, garante o especialista.
Em síntese, a tecnologia deixa de ser apenas suporte operacional e passa a ocupar o centro da estratégia do seguro de auto. Redefinem-se, assim, o risco, o produto, o relacionamento e a experiência e prepara-se o setor para uma frota cada vez mais conectada, elétrica e, no futuro (que não está distante), autônoma. “A evolução do seguro automóvel envolve ganhos operacionais, novas formas de atendimento e uma relação mais transparente com o segurado, especialmente em momentos sensíveis como o sinistro. A prioridade é usar dados e inteligência artificial para resolver etapas com maior simplicidade, manter critérios técnicos bem definidos e garantir que casos de maior complexidade sigam com análise especializada”, conclui João Merlin.
No meio disso tudo, emerge o seguro auto que, por sua vez, foi transformado em diálogo contínuo entre o humano e a máquina. A confiança, antes selada em tinta e papel por seguradoras e corretores, agora é norteada por impressionantes modelos de inteligência artificial. No fim das contas, protegemos menos o metal que molda o veículo e mais o modo de estarmos (nós e o carro) no trânsito. Esse é um risco e uma promessa prometidos pelas novas tecnologias reinantes e divididos conosco, inclusive com seguradoras, insurtechs e corretores também.
*Matéria originalmente publicada na Edição #320 da Revista Apólice.
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]]>The post Carteira de veículos elétricos cresce 67% na Bradesco Seguros appeared first on Revista Apólice.
]]>São Paulo concentrou cerca de 66% das novas apólices contratadas no período. O estado também liderou as vendas de veículos elétricos, respondendo por 29,3% dos emplacamentos nacionais no primeiro trimestre. Segundo dados da Associação Brasileira do Veículo Elétrico (ABVE), os emplacamentos de veículos leves eletrificados somaram 35.356 unidades no período, crescimento de 146% em relação ao primeiro trimestre de 2025.
“A expansão da mobilidade elétrica representa uma mudança importante no setor automotivo e gera novas demandas para diferentes segmentos da economia, incluindo o mercado segurador”, afirma Saint’Clair Lima, diretor de Produtos da Bradesco Seguros.
O avanço da eletromobilidade tem levado seguradoras a adaptar coberturas e serviços às características específicas desses veículos, como baterias, sistemas eletrônicos e redes de assistência especializadas.
Além dos impactos econômicos, a expansão dos veículos elétricos também está associada a benefícios ambientais. Dados do Relatório Anual de Acompanhamento da Qualidade do Ar 2025, do Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima, apontam tendência de redução de até 8,4% na concentração de partículas finas (PM2.5) em estações de monitoramento da cidade de São Paulo.
Para Saint’Clair, o crescimento da frota eletrificada indica uma transformação gradual nos padrões de mobilidade urbana e deve continuar influenciando a demanda por produtos e serviços relacionados ao setor automotivo nos próximos anos.
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]]>The post Consórcio exige gestão mais sofisticada diante da expansão appeared first on Revista Apólice.
]]>A expansão do mercado reforça o papel do consórcio como modalidade de aquisição baseada no planejamento financeiro, mas também amplia os desafios enfrentados pelas administradoras. Em contratos que podem se estender por anos, preservar a adimplência, manter o equilíbrio financeiro dos grupos e reduzir os impactos de imprevistos tornam-se fatores tão relevantes quanto a comercialização de novas cotas.
Nesse cenário, seguros e soluções de capitalização deixam de ocupar uma posição meramente complementar para assumir um papel estratégico na gestão das operações. Ao apoiar diferentes momentos do ciclo do consórcio, essas ferramentas contribuem para reduzir riscos, ampliar a previsibilidade e fortalecer o relacionamento com os clientes. É com essa proposta que a CNP Seguradora estruturou um portfólio voltado às administradoras, reunindo soluções de proteção patrimonial, mitigação de riscos financeiros e ações de engajamento.
Para a Renata Oliveira Silva, superintendente Comercial Canal Broker da CNP Seguradora, o desafio das administradoras vai muito além da expansão da carteira.
“O crescimento do consórcio é muito positivo para o setor, mas também aumenta a complexidade da operação das administradoras. À medida que cresce a base de participantes, o volume de cotas vendidas e o valor dos créditos administrados, também cresce a necessidade de proteger melhor os grupos, preservar a adimplência e garantir previsibilidade ao longo da jornada”, explica.
Para a executiva, esse cenário exige uma visão mais ampla da operação. Além da comercialização de novas cotas, torna-se necessário acompanhar toda a vida do contrato, desde o relacionamento com o consorciado até o período posterior à contemplação, quando surgem riscos capazes de afetar tanto o cliente quanto a estabilidade financeira dos grupos. Nesse contexto, a gestão de riscos passa a desempenhar um papel estratégico ao apoiar as administradoras na construção de operações mais seguras e sustentáveis
Embora o consórcio seja frequentemente associado ao planejamento financeiro e à aquisição programada de bens, sua operação envolve riscos que acompanham todo o ciclo do contrato. Da adesão ao grupo à quitação da cota, as administradoras precisam lidar com desafios como a manutenção da adimplência, a continuidade das contemplações e, em determinadas modalidades, a preservação do patrimônio adquirido.
Guilherme Menezes Coelho, Head de Produtos e Atuarial da CNP Seguradora, explica que esses desafios mudam conforme a evolução da relação entre o consorciado e a administradora.
“Antes da contemplação, há o desafio de manter o cliente engajado e adimplente ao longo de um contrato que pode durar muitos anos. Depois da contemplação, a atenção aumenta, porque o consorciado já teve acesso ao bem, mas ainda precisa seguir cumprindo suas obrigações financeiras”, destaca.
Segundo o executivo, um dos pontos mais sensíveis está justamente na inadimplência após a contemplação, já que ela pode comprometer o fluxo financeiro das administradoras, afetar o equilíbrio dos grupos e impactar a continuidade das contemplações. No consórcio imobiliário, soma-se ainda a necessidade de proteger o imóvel adquirido, uma vez que ocorrências como incêndios, vendavais, desmoronamentos, inundações e alagamentos podem gerar prejuízos tanto para o cliente quanto para a própria operação.
Diante desse cenário, a gestão de riscos deixa de ser uma iniciativa pontual para se tornar parte da estratégia operacional das administradoras. Mais do que contratar produtos isolados, é preciso compreender em quais etapas do contrato surgem as principais exposições e estruturar mecanismos capazes de reduzir impactos financeiros e preservar a estabilidade dos grupos.
Para Guilherme, esse processo começa antes mesmo da escolha das coberturas. “A administradora deve começar pelo diagnóstico da própria operação. É importante entender o perfil dos grupos, a modalidade do consórcio, o comportamento de inadimplência, os momentos de maior exposição ao risco, o perfil dos consorciados e os objetivos comerciais e operacionais da empresa” comenta.
O executivo ressalta que um erro recorrente é tratar a gestão de riscos de forma fragmentada, concentrando esforços em soluções específicas sem considerar toda a dinâmica da carteira. Segundo ele, programas de proteção tendem a ser mais eficientes quando combinam uma visão comercial, técnica e operacional, alinhada às características de cada administradora.
É justamente a partir desse diagnóstico que diferentes soluções passam a cumprir papéis complementares ao longo do ciclo do consórcio, respondendo aos riscos específicos de cada etapa da operação.
Se os riscos surgem em diferentes etapas do contrato, a estratégia de proteção também precisa acompanhar essa dinâmica. Em vez de concentrar a cobertura em um único momento, a CNP Seguradora estruturou um portfólio de soluções voltado a responder desafios específicos da operação, desde a manutenção da adimplência até a preservação do patrimônio adquirido após a contemplação.
Guilherme Menezes Coelho explica que a efetividade desse modelo está justamente na complementaridade entre os produtos. “Essas soluções se complementam porque respondem a riscos diferentes dentro da jornada do consórcio. O Seguro Quebra de Garantia atua principalmente após a contemplação, quando o consorciado já teve acesso ao bem, mas pode deixar de cumprir suas obrigações financeiras. Ele ajuda a transformar o risco de inadimplência em mais previsibilidade para a operação.”
O Seguro Quebra de Garantia (SQG) concentra sua atuação justamente no período posterior à contemplação, quando a inadimplência tende a representar um dos principais desafios para as administradoras. Ao reduzir os impactos financeiros decorrentes da interrupção dos pagamentos, a solução contribui para preservar o equilíbrio dos grupos e dar maior estabilidade à operação.
Outra camada de proteção é oferecida pelo Seguro Prestamista. Vinculado à cota de consórcio, o produto pode amortizar total ou parcialmente a dívida em situações previstas em contrato, como morte, invalidez, incapacidade ou perda de renda do consorciado. Além de reduzir os impactos financeiros para o cliente e sua família, a cobertura também ajuda a minimizar reflexos sobre o grupo de consórcio.
No segmento imobiliário, a proteção passa a incluir também o patrimônio adquirido. O Seguro Danos Físicos ao Imóvel (DFI) cobre eventos que possam comprometer a estrutura do bem, como incêndios, vendavais, desmoronamentos, inundações e alagamentos, contribuindo para preservar o imóvel após a contemplação e ampliar a segurança da operação.
Para o executivo, o principal diferencial está na atuação integrada dessas soluções. “Quando trabalhadas de forma integrada, essas soluções ajudam a administradora a proteger diferentes dimensões da operação: o risco de inadimplência, a capacidade de pagamento do consorciado e a preservação do bem contemplado. É uma visão mais completa de proteção e previsibilidade” detalha.
Mais do que oferecer coberturas independentes, a proposta é combinar mecanismos capazes de acompanhar diferentes momentos da operação, reduzindo vulnerabilidades e proporcionando maior estabilidade financeira para administradoras e consorciados.
Renata Oliveira Silva avalia que os benefícios desse modelo vão além da mitigação de riscos e também se refletem na gestão das administradoras. “Quando a administradora conta com mecanismos de proteção adequados, ela passa a ter mais previsibilidade sobre eventos que poderiam comprometer o equilíbrio dos grupos e a continuidade da operação”.
Na prática, isso significa reduzir os impactos financeiros provocados pela inadimplência de contemplados, preservar o patrimônio no consórcio imobiliário e tornar a administração da carteira mais equilibrada. Sob a ótica comercial, as coberturas também agregam valor à proposta apresentada ao cliente, reforçando a percepção de que a administradora acompanha toda a vigência do contrato e não apenas o momento da venda.
Além dos seguros, a CNP Seguradora aponta a capitalização como uma ferramenta capaz de apoiar objetivos comerciais e de relacionamento dentro do ecossistema de consórcios. Tradicionalmente associada a campanhas promocionais, a modalidade pode ser utilizada para incentivar a venda de novas cotas, estimular a adimplência, engajar consorciados ao longo da vigência do contrato e apoiar ações voltadas às equipes comerciais e parceiros de negócio.
Renata Oliveira explica que, em operações de longo prazo, manter o cliente próximo da administradora é tão importante quanto conquistar novas adesões.
“A Capitalização pode ser uma ferramenta estratégica para manter o consorciado engajado ao longo de uma jornada de médio e longo prazo. No consórcio, não basta vender a cota; é preciso manter o cliente ativo, adimplente e conectado à administradora durante todo o contrato”.
Segundo a executiva, quando inserida em campanhas estruturadas, a solução permite criar estímulos positivos para comportamentos como a pontualidade nos pagamentos, além de apoiar ações promocionais, feirões e programas de incentivo para equipes comerciais e parceiros. Com baixo impacto operacional e possibilidade de adaptação aos objetivos de cada administradora, a ferramenta amplia as possibilidades de relacionamento durante todo o ciclo do consórcio.
O avanço do Sistema de Consórcios também deve ampliar a demanda por soluções capazes de combinar proteção, eficiência operacional e relacionamento com o cliente. Na avaliação da CNP Seguradora, a evolução do setor acompanha mudanças no perfil dos consorciados, que passam a exigir experiências mais simples, transparentes e alinhadas às necessidades de cada etapa do contrato.
Para Renata Oliveira, esse movimento deve impulsionar uma atuação cada vez mais integrada entre administradoras, corretores e fornecedores de soluções.
“A tendência é que o mercado de consórcios continue evoluindo, tanto em volume quanto em sofisticação. Ao mesmo tempo, o perfil do consorciado também muda. O cliente espera mais clareza, conveniência, segurança e valor agregado ao longo da jornada” avalia.
Na avaliação da executiva, seguros e capitalização tendem a deixar de ocupar um papel acessório para se consolidarem como instrumentos estratégicos de apoio às administradoras, acompanhando as diferentes necessidades da operação e contribuindo para tornar a gestão mais eficiente e resiliente.
Essa transformação também amplia o espaço para uma atuação mais consultiva dos corretores de seguros. Em vez de uma abordagem centrada exclusivamente na comercialização de produtos, esses profissionais passam a apoiar as administradoras na identificação de riscos e na construção de programas de proteção alinhados às características de cada operação.
“Administradoras de consórcio têm desafios comerciais, operacionais e financeiros específicos, e o corretor que entende essa dinâmica pode apoiar a construção de soluções mais aderentes para cada momento da jornada”, conclui Renata Oliveira Silva, superintendente Comercial Canal Broker da CNP Seguradora.
Mais do que ampliar o portfólio de produtos, essa atuação pressupõe compreender a dinâmica das administradoras, identificar vulnerabilidades e propor soluções que contribuam para proteger os grupos, estimular a adimplência e fortalecer o relacionamento com os consorciados. Em um mercado que continua em expansão, a tendência é que essa abordagem consultiva ganhe espaço à medida que cresce a busca por operações mais eficientes, sustentáveis e preparadas para lidar com os desafios de contratos de longo prazo.
Nicholas Godoy
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]]>The post ISB Brasil divulga estudo realizado na Semana do Seguro appeared first on Revista Apólice.
]]>O levantamento ouviu moradores em diferentes regiões de Curitiba com o objetivo de compreender a percepção da população sobre o mercado de seguros. Os resultados inéditos serão apresentados ao setor e devem fornecer subsídios para seguradoras, corretoras, assessorias e demais profissionais interessados em ampliar a cultura do seguro no país.
A pesquisa foi conduzida por diretores e associados da entidade ao longo da programação da Semana do Seguro e busca oferecer um retrato da forma como a sociedade enxerga o segmento, identificando oportunidades para ampliar o conhecimento e a conscientização sobre a importância da proteção securitária.
As vagas para acompanhar a apresentação são limitadas. As inscrições podem ser realizadas pelo link disponibilizado pelo ISB Brasil.
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]]>The post Café CVG-SP recebe Edson Franco na próxima edição appeared first on Revista Apólice.
]]>Com o tema “Seguros de Vida e Previdência – Desafios e Tendências”, o evento abordará as transformações do mercado, as perspectivas para o desenvolvimento dos produtos de proteção financeira e previdenciária, além dos principais desafios enfrentados pelo setor diante das mudanças econômicas, regulatórias e do comportamento dos consumidores.
A expectativa é reunir executivos, corretores, seguradores e demais profissionais do mercado para uma manhã de debates e networking, em um momento em que os seguros de vida e os produtos de previdência privada vêm ampliando sua relevância na estratégia de proteção financeira de pessoas e famílias.
O encontro será realizado das 8h30 às 11h30, na sede da Associação Comercial de São Paulo (ACSP), localizada na Rua Boa Vista, 51, Centro, em São Paulo. As vagas são limitadas e as inscrições podem ser realizadas por meio do link disponibilizado pelo CVG-SP: https://linktr.ee/cvgsp.
N.G.
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]]>The post Usebens entra no mercado de consórcios em parceria com a Rodobens appeared first on Revista Apólice.
]]>A iniciativa, chamada Usebens Consórcio, reforça a atuação da seguradora na construção de um ecossistema voltado à proteção, planejamento financeiro e formação de patrimônio. Com a nova operação, os parceiros da USEBENS passam a contar com uma solução completa para atender clientes interessados na aquisição planejada de imóveis, automóveis, veículos comerciais, motocicletas e serviços, por meio de uma modalidade reconhecida pela disciplina financeira e pelo potencial de construção patrimonial de longo prazo.
O movimento da seguradora posiciona seus representantes em um segmento em crescimento. Em 2025, 5,16 milhões de cotas de consórcio foram comercializadas, crescimento de 15% em relação ao ano anterior, segundo dados da Associação Brasileira de Consórcios (ABAC). Para 2026, a perspectiva da associação é de um cenário positivo, por conta da conscientização sobre planejamento financeiro.
Segundo Alex Dias, CEO da Usebens, o lançamento representa mais um passo importante na estratégia de expansão da companhia.
“Acreditamos que nossos parceiros precisam de soluções cada vez mais completas para atender seus clientes em diferentes momentos da vida. O consórcio se conecta diretamente com o propósito da Usebens de promover proteção, planejamento e realização. Estamos ampliando nosso ecossistema para gerar mais oportunidades de negócios para corretores e assessorias e mais valor para os clientes finais. E estamos apenas começando”.
Sebastião Cirelli, Diretor de Consórcios da Rodobens, explica que a parceria é uma oportunidade vantajosa para todas as partes envolvidas, clientes, corretores, seguradora e administradora. “Enxergamos nesse acordo mais um importante canal para dar capilaridade a nossos produtos e promover o planejamento financeiro. A Usebens e seus corretores passam a oferecer a seus clientes uma solução confiável e segura para conquistar seus objetivos”, afirma o executivo.
A parceria foi desenhada para ampliar a receita recorrente dos corretores e assessores da seguradora, que receberão capacitação especializada. O time comercial da Rodobens também atuará no apoio da oferta do portfólio expandido de produtos, que também conta com um processo simplificado de venda.
O acordo também é uma oportunidade de fortalecer o relacionamento de longo prazo com os atuais clientes da seguradora. Voltados à construção de patrimônio, os consórcios da Rodobens estão alinhados à estratégia do parceiro, voltada a soluções de proteção patrimonial, unindo a cobertura de bens com o planejamento para aquisição dos mesmos.
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]]>The post Seven registra alta de 70% em carteira de seguro auto appeared first on Revista Apólice.
]]>A companhia atende perfis que costumam enfrentar restrições no mercado tradicional, como proprietários de veículos com até 30 anos de uso, motoristas de aplicativo, famílias que compartilham automóveis e consumidores negativados. Entre as características do produto estão contratação sem análise de crédito e pagamento mensal.
“Nosso propósito não é disputar fatias de mercado já consolidadas, mas sim expandir as fronteiras do setor. Em um país com uma das maiores frotas do mundo e baixa penetração de cobertura de seguros, buscamos o público que não se utiliza das seguradoras tradicionais para proteger seu carro, seja pelas características do veículo ou pelo valor da apólice”, afirma Fabiana Gomes, CEO da Seven Seguros.
A operação é realizada em parceria com a seguradora Split Risk, responsável pela emissão das apólices, enquanto o resseguro é fornecido pela Munich Re. Como MGA, a Seven atua na estruturação dos produtos, suporte aos corretores, atendimento aos clientes e gestão operacional dos sinistros.
Segundo a empresa, a estratégia também busca ampliar as oportunidades para os corretores de seguros, oferecendo produtos voltados a consumidores que antes tinham poucas alternativas de contratação. A companhia informou ainda que disponibiliza atendimento apoiado por inteligência artificial para demandas operacionais, como emissão de segunda via de boletos e acompanhamento de sinistros fora do horário comercial.
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]]>The post Nova Lei de Seguros e o prazo para regular sinistros appeared first on Revista Apólice.
]]>A redação pode sugerir, em leitura literal, que o silêncio ou o atraso da seguradora teria efeito decadencial, tornando obrigatória a cobertura do sinistro. Essa conclusão, porém, não resiste a uma análise sistemática, pois a recusa de cobertura não constitui direito potestativo autônomo da seguradora, mas um dos possíveis resultados da regulação do sinistro. Quando fundada no contrato de seguro e na legislação aplicável, essa manifestação é legítima. O equívoco está em supor que a ausência de manifestação no prazo legal possa, por si só, gerar cobertura para risco não contratado ou excluído, ampliar o risco contratado ou impedir a discussão sobre os limites da obrigação indenizatória.
A decadência pressupõe posição jurídica sujeita a exercício tempestivo, normalmente associada a poderes capazes de constituir, modificar ou extinguir situações jurídicas. No artigo 86, a conduta exigida da seguradora é outra: cumprir a obrigação de regular o sinistro e manifestar sua posição sobre a cobertura. Por isso, eventual atraso deve ser examinado no regime do inadimplemento, da mora e da responsabilidade civil, não como extinção de um suposto direito potestativo de recusa.
A interpretação sistemática da lei confirma essa conclusão. O artigo 85 dispõe que a execução dos procedimentos de regulação e liquidação do sinistro não implica reconhecimento da obrigação de pagar o valor do seguro. A norma separa a apuração técnica da cobertura do reconhecimento do dever de indenizar. Seria incoerente concluir que o decurso do prazo do artigo 86 geraria, por si só, obrigação automática de pagamento.
Também não há base para presumir a existência de cobertura. Presunções dependem de previsão legal expressa, inexistente no artigo 86. A presunção atua no plano probatório ou, em certos casos, no plano da constituição de direitos; não converte o descumprimento de uma obrigação em aquisição automática de direito pela parte contrária.
A estrutura do artigo 86 reforça sua natureza obrigacional, pois admite a suspensão do prazo para manifestação da seguradora nas hipóteses previstas em lei. À luz do artigo 207 do Código Civil, prazos decadenciais não se submetem, em regra, às causas de impedimento, suspensão ou interrupção próprias da prescrição, salvo disposição legal em contrário. Essa disciplina se ajusta melhor à lógica de um prazo para cumprimento de obrigação procedimental do que à extinção de um direito.
A experiência prática da regulação confirma a importância dessa distinção. O prazo de trinta dias pode ser adequado para sinistros simples, mas nem sempre comporta a complexidade de grandes riscos, como incêndios industriais, acidentes ambientais, danos em plataformas de petróleo, avarias de grande monta ou sinistros de responsabilidade civil com múltiplas vítimas. Nesses casos, a apuração pode exigir perícias, laudos, auditorias, documentos de terceiros e interlocução com cosseguradores e resseguradores.
A interpretação aqui proposta não esvazia a força normativa do artigo 86, nem pretende estimular a inobservância da regulação tempestiva. Ao contrário, preserva a obrigatoriedade do prazo legal, mas reconduz as consequências de seu descumprimento ao regime jurídico adequado. A seguradora segue obrigada a estruturar sua atuação para regular o sinistro e comunicar sua posição de forma diligente, tempestiva e motivada; o que se afasta é apenas a conclusão de que eventual extrapolação do prazo gere, por si só, reconhecimento automático de cobertura.
Não se trata, portanto, de relativizar a obrigação de regulação tempestiva, mas de delimitar corretamente os efeitos jurídicos do atraso. O descumprimento do prazo legal não pode, por si só, redefinir o conteúdo da garantia contratada. Pode gerar mora, responsabilidade civil e outros efeitos próprios do inadimplemento, mas não suprimir a discussão sobre os limites da obrigação indenizatória, impor cobertura automática ou ampliar o risco contratado.
Essa preocupação se acentua nos sinistros de grande vulto e com resseguro. A regulação realizada com rigor técnico interessa à seguradora, ao segurado, a cosseguradores, resseguradores e ao funcionamento do mercado. Em sinistros de alta complexidade, a pressa artificial pode ser tão prejudicial quanto a demora injustificada.
Em síntese, o artigo 86 não institui decadência em sentido técnico, não cria presunção de cobertura e não autoriza o reconhecimento automático da obrigação de indenizar. Sua interpretação deve preservar a obrigatoriedade do prazo legal e exigir uma regulação conduzida com lealdade, diligência e rigor técnico, sem transformar o atraso em mecanismo de criação automática de cobertura ou de afastamento dos limites legais e contratuais da obrigação indenizatória.
*Por Keila Manangão, sócia fundadora do Santos Bevilaqua Advogados.
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