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]]>Diretor de Automóvel, Precificação e RD Massificados da Tokio Marine, Arnaldo Bechara reconhece que a jornada do cliente no seguro auto é cada vez mais integrada e dinâmica combinando canais digitais, a atuação consultiva do corretor e uma experiência de serviços que vai muito além da apólice em si. “Na Tokio Marine, entendemos que conquistar o cliente é apenas o primeiro passo. O grande diferencial está em acompanhar toda essa jornada com soluções relevantes, simples e ágeis desde a fase de descoberta e pesquisa”, sinaliza Bechara.

A Tokio vem apostando no desenvolvimento de produtos mais aderentes às necessidades atuais dos consumidores. Um exemplo dessa estratégia é o Auto Proteção Mensal, com o qual a seguradora pretende ampliar a base de clientes. “Ao longo da jornada, o corretor segue tendo um papel fundamental como parceiro de confiança, apoiado por uma equipe comercial próxima e qualificada. Essa combinação garante uma oferta mais assertiva e alinhada ao perfil de cada cliente dentro de um portfólio completo que contempla desde seguros mais tradicionais até soluções mais específicas, como proteção para motos, caminhões, veículos elétricos e produtos nichados como o Auto Roubo + Rastreador. Na etapa de contratação e uso, a experiência precisa ser simples e fluida. Por isso, avançamos na digitalização dos processos e contamos com uma ampla rede de atendimento e assistência 24h”, diz Bechara.
Gerente de Customer Experience (CX) na Seven Seguros, Bruno de Sousa Rodrigues observa que enquanto boa parte do mercado corre para o relacionamento direto e para a disputa por preço, a Seven fez uma escolha deliberada na direção oposta: colocar o corretor no centro da jornada. “Não é nostalgia. É estratégia de risco. O corretor é quem transforma uma cotação em segurança adequada e essa curadoria é o nosso maior diferencial competitivo. Por isso, toda a nossa comunicação é construída para fortalecê-lo e o site cumpre o papel da transparência. Ali, o cliente enxerga quem dá lastro a cada apólice, a seguradora e a resseguradora por trás da operação”, salienta.
A contratação acontece, segundo Rodrigues, pelo canal digital ou pelo corretor. A escolha é do cliente de seguro auto, mas a recomendação da Seven é sempre o profissional. “E a jornada não termina na assinatura. Ela começa ali. Em até 24 horas após a aceitação, nossa equipe faz uma ligação de boas-vindas para validar coberturas, reapresentar os canais e orientar o acionamento da assistência. É o primeiro cuidado antes do problema e é onde a retenção começa a ser construída”, resume o especialista.

Do lado tecnológico, como assinala Rodrigues, há o atendimento humano das 8h às 18h, porém com uma inteligência artificial operando 24 horas para resolver dúvidas de cobertura, segunda via, boleto, andamento de sinistro e até cancelamento. “Não é um chatbot de triagem, é um canal resolutivo que devolve tempo ao segurado. No acionamento, o cliente abre o sinistro por voz ou WhatsApp via link direto, com pré-análise concluída em até quatro horas com apoio de inteligência artificial. Esse desenho se apoia em uma rede de oficinas de alcance nacional própria e de parceiros, na opção de livre escolha e no pagamento dentro do prazo regulatório da Susep [Superintendência de Seguros Privados]. No fim, a jornada que construímos parte de uma convicção simples: tecnologia para dar velocidade, corretor para dar sentido. Uma coisa não substitui a outra, elas se potencializam”, diz.
Sócio-diretor comercial da Novo Seguros, Rafael Mendonça exalta o papel do corretor na jornada do seguro auto. “Ele ajuda a transformar informação em decisão orientando o segurado sobre coberturas, franquias, assistências e adequação do produto ao perfil de risco. Mas a experiência não termina na contratação. Hoje, a percepção de valor é construída ao longo de toda a jornada: emissão da apólice, utilização dos canais digitais, atendimento 24 horas, acionamento da assistência, experiência nas oficinas credenciadas e, principalmente, no momento de um eventual sinistro. O cliente não compara apenas preços. Ele compara experiências”, pondera Mendonça.
O que leva o segurado a trocar de empresa entre uma apólice e outra é o grande desafio do mercado. Para Arnaldo Bechara, a confiança constrói-se com três elementos muito claros: rapidez, transparência e resolução efetiva. O cliente, segundo o executivo da Tokio Marine, quer saber se será atendido sem burocracia, se terá informação clara ao longo de todo o processo e, principalmente, se o problema será resolvido rápido: “Na Tokio Marine, isso se traduz em iniciativas concretas, como indenizações que podem ocorrer em até 72 horas, uma assistência 24h eficiente e uma rede de oficinas qualificada, além de benefícios que fazem diferença real, como carro reserva e serviços de reparo ágil. Tratamos o sinistro como um momento estratégico, e não apenas operacional. É quando temos a oportunidade de transformar uma situação negativa em uma experiência positiva e, muitas vezes, decisiva para a fidelização.”
O sinistro é, como acredita Rafael Mendonça, o momento mais importante da relação entre seguradora e segurado. Enquanto a contratação representa uma promessa, o sinistro significa a entrega efetiva dessa promessa: “É nesse momento que o cliente avalia se a seguradora realmente correspondeu às expectativas criadas durante a venda. O que gera confiança é transparência, comunicação clara, rapidez na análise, previsibilidade dos prazos e capacidade de resolver o problema com o menor impacto possível para a rotina do segurado. Por outro lado, atrasos excessivos, falta de informação, burocracia desnecessária e divergências na expectativa do cliente costumam ser fatores determinantes para uma troca de seguradora na renovação. O cliente pode até esquecer o valor que pagou na apólice. Mas dificilmente esquece como foi tratado durante um sinistro.”
Já Rodrigues afirma, contudo, que o sinistro não constrói a fidelidade e, sim, revela-a. Para o especialista a CX, a fidelidade é construída em cada contato anterior à venda, às boas-vindas, à cobrança avisada e ao atendimento que resolve. “O sinistro é o momento em que tudo isso é cobrado de uma vez, e onde se descobre se havia lastro por trás da promessa. É o único instante em que o cliente, depois de anos pagando, efetivamente consome o produto. Por isso ele consagra ou destrói uma relação em poucas horas. O que gera confiança nesse momento é brutalmente concreto, velocidade e a palavra cumprida”, afirma.
No seguro, prossegue Rodrigues, confiança não se compra. Ela é o resíduo de promessas cumpridas. “Reputação se constrói no sinistro pago, não no anúncio. Quase sempre, as três falhas clássicas do setor: a demora, que transforma um momento de fragilidade em angústia; a sensação de virar um número; e a surpresa da exclusão de cobertura descoberta justamente no pior dia. Há ainda uma camada que o mercado às vezes esquece: a confiança no seguro é dupla. O cliente confia no corretor e o corretor confia na empresa”, assinala.
O cliente está verdadeiramente no centro da estratégia da carteira de auto. Mais do que uma tendência, diz Rafael Mendonça, isso tornou-se uma necessidade competitiva. “Historicamente, muitas seguradoras estruturavam seus produtos a partir de processos internos. Hoje, o movimento é inverso. Os processos precisam ser desenhados a partir da experiência desejada pelo cliente. Isso significa simplificar jornadas, reduzir burocracias, ampliar canais de atendimento, oferecer mais autonomia digital e utilizar dados para personalizar produtos e serviços. A seguradora que não colocar o cliente no centro corre o risco de perder relevância em um mercado cada vez mais orientado pela experiência”, alerta.

Dizer que o cliente está no centro, virou lugar-comum no mercado. Essa é a opinião de Bruno Rodrigues para quem praticamente toda seguradora afirma isso. “A pergunta de verdade não é ‘se dizemos’, é ‘se a estrutura prova’. Centralidade no cliente não é um slogan na parede, mas uma decisão de arquitetura. Ela aparece onde você investe tempo e dinheiro. Aparece quando a empresa escolhe ligar para o cliente 24 horas depois da venda, sem ele ter pedido, só para confirmar que o seguro está correto. Aparece quando se decide que a pré-análise do sinistro precisa caber em quatro horas, porque o tempo do cliente fragilizado vale mais que a comodidade do processo interno. Aparece quando se mantém uma IA resolvendo problemas de madrugada, em vez de empurrar o cliente para um protocolo”, argumenta Rodrigues.
O executivo da Seven vai além. Para ele, nenhuma dessas decisões é gratuita. Todas custam: “E é justamente por custarem que elas revelam a prioridade real. Mas eu acrescentaria ainda uma nuance que o mercado às vezes ignora na nossa estratégia: o cliente de seguro auto não está sozinho no centro, o corretor está ao lado dele. Isso não é contradição, mas é a forma mais sustentável de colocar o cliente no centro. Porque é o corretor quem conhece a vida real do segurado, quem traduz necessidade em cobertura adequada, quem evita que o cliente descubra um buraco do seguro só no dia do sinistro”.
Uma seguradora que tenta falar sozinha com milhões de clientes sempre vai tratá-los como massa, alerta Rodrigues. “Quem coloca o especialista entre a empresa e o cliente consegue escala com cuidado individual. Por isso, minha resposta é: o cliente está no centro, na medida em que a estrutura sustenta isso na prática, e não no discurso. Esse é o teste que todos deveriam se aplicar, com franqueza. No nosso caso, a prova não está no que dizemos nesta reportagem… está no prazo do sinistro, na ligação de boas-vindas, na nota do Reclame Aqui”, diz.
“Sim, mas mais do que um discurso, isso precisa se traduzir em decisões concretas de produto, serviço e operação”, argumenta Arnaldo Bechara, para quem colocar o cliente no centro significa desenhar toda a jornada a partir das necessidades reais dele, como acesso, preço, conveniência e solução rápida quando ele mais precisa. “É exatamente essa lógica que orienta a Tokio Marine.
“A digitalização não substitui o corretor, ela potencializa sua atuação. Hoje, ele combina tecnologia com proximidade para atuar de forma ainda mais consultiva orientando o cliente desde a escolha da cobertura até o acompanhamento ao longo da vigência e no sinistro”, argumenta .
“Nesse contexto, o corretor tem um papel direto na fidelização. É ele quem constrói o relacionamento de longo prazo, identifica novas necessidades, promove o cross selling e garante que o cliente esteja adequadamente protegido ao longo do tempo. Por isso, sim, hoje podemos defini-lo como um curador de riscos. É o corretor quem traduz a complexidade do seguro, personaliza as soluções e orienta decisões. Em um mercado cada vez mais dinâmico, essa curadoria é essencial para gerar confiança e sustentar o crescimento do setor”, pontua Bechara.
Segundo Rafael Mendonça, o relacionamento evoluiu, mas a importância do corretor permaneceu intacta. “Hoje podemos definir o corretor como um verdadeiro curador de riscos. Ele ajuda o cliente a compreender exposições, identificar necessidades e tomar decisões mais conscientes sobre proteção patrimonial. Além disso, o corretor continua sendo um dos principais agentes de fidelização do mercado segurador. Em muitos casos, o vínculo do segurado é construído primeiro com o corretor e, depois, com a seguradora. Por isso, seguradoras que investem no relacionamento com seus parceiros tendem a construir carteiras mais sólidas e sustentáveis”, afirma.
“Trazer o corretor para dentro, não mantê-lo à distância”. Essa é a visão de Bruno Rodrigues. Sobre a jornada digital ter mudado o relacionamento, Rodrigues faz a mão inversa. Ele acredita que a mudança aconteceu na ferramenta, não no eixo. “Esse é um ponto em que discordo de parte do mercado. A digitalização foi tratada por muitos como ameaça ao corretor, como se a tecnologia viesse para desintermediar. Nós lemos o contrário. A IA tira do corretor o trabalho operacional do boleto, da senha, da segunda via… e devolve a ele tempo para fazer o que máquina nenhuma faz, que é entender a vida do cliente. A tecnologia não substituiu o corretor, ela o liberou”, enfatiza Rodrigues.
Por isso, continua o especialista, o corretor influencia diretamente a fidelização: “Mas eu descreveria a dinâmica como simbiose, não como dependência. O segurado confia no corretor e, ao mesmo tempo, enxerga a empresa por trás. As duas confianças se somam e o resultado é uma fidelização ancorada em dois pontos de apoio, não em um. Corretor sozinho ou seguradora sozinha são frágeis. Juntos, sustentam o cliente no tempo.
Rodrigues é categórico ao afirmar que é o corretor quem evita que o cliente descubra um “buraco” de cobertura justamente no dia do sinistro. “Um comparador de preços entrega opções, um curador entrega adequação. Na hora da verdade, é a adequação que protege, não o preço. Por isso, quanto mais o mercado se digitaliza, mais o corretor-curador se valoriza. A tecnologia ‘comoditiza’ a cotação. Só o corretor ‘descomoditiza’ o risco”, resume.
A formação de preço no seguro auto é, como argumenta Arnaldo Bechara, resultado de uma combinação de diversos fatores técnicos e de comportamento, sempre buscando equilíbrio entre competitividade, sustentabilidade da carteira e adequação ao perfil de risco do cliente. “Nesse contexto, o nosso principal objetivo é oferecer um preço justo e atrativo, que estimule não apenas a contratação, mas também a permanência do cliente ao longo do tempo. Sem dúvida, o preço é um elemento relevante na decisão de compra e, especialmente, na renovação. No entanto, ele está longe de ser o único fator determinante. A experiência do cliente ao longo da jornada e, principalmente, no momento do sinistro e assistência tem um peso decisivo na sua percepção de valor. É nessa hora que o cliente comprova, na prática, a qualidade daquilo que contratou”, assegura Bechara.
Rapidez no atendimento, clareza nas informações e eficiência na resolução são atributos, segundo o executivo da Tokio Marine, fundamentais para gerar confiança e fortalecer o vínculo com a seguradora. “Por isso, temos um foco muito grande em garantir excelência nesses momentos críticos. Em resumo, o cliente até pode entrar pela competitividade do preço, mas permanece pela qualidade da experiência entregue”, acrescenta.
Segundo Bruno Rodrigues, a filosofia de renovação parte de um princípio: o preço deve acompanhar o risco, não o calendário. “Hoje, na Seven, os processos de renovação não têm movimentação automática de preço. Num momento em que o mercado, depois de anos de queda, volta a reajustar de forma generalizada, nós entendemos que segurança não combina com instabilidade”, declara ele, que complementa: “O cliente contrata um seguro justamente para ter previsibilidade, inclusive financeira. Tirar essa previsibilidade dele todo ano automaticamente contradiz a própria essência do produto. Fizemos uma escolha consciente para manter a palavra e a conta de pé na renovação. Isso não significa que o preço seja imutável para sempre. Significa que ele se move quando o risco real se move, não porque o relógio virou. É uma diferença de postura”.
O mercado costuma reajustar pelo automático, assinala Rodrigues. “Nós preferimos reajustar pela realidade, e só quando ela exige. Se o cliente compra por preço? Acho que seria ingenuidade negar que o preço pesa. Ele sempre pesa e sempre vai pesar. Mas o preço só é decisivo quando não há mais nada na mesa. No instante em que o cliente enxerga o que existe por trás da apólice, como a história, a estrutura, o sinistro pago no prazo, a seguradora e a resseguradora que dão lastro, o preço deixa de ser o critério e vira um detalhe da negociação”, pontua.
Programas de benefícios e cashback tendem a aumentar conversão, ticket médio e retenção no auto, mas também pressionam margem técnica e podem distorcer a percepção de preço se não forem bem desenhados.
Rafael Mendonça observa que os programas de benefícios ganharam relevância porque ampliam a percepção de valor do seguro. Historicamente, segundo o executivo, o cliente utilizava o seguro apenas em situações excepcionais. Hoje, como diz Mendonça, existe uma busca crescente por benefícios que gerem valor também no dia a dia. “Cashback, descontos em serviços automotivos, programas de manutenção preventiva, benefícios em parceiros e soluções de mobilidade ajudam a aumentar o engajamento e fortalecer o relacionamento com a marca. No entanto, é importante destacar que esses diferenciais complementam a proposta de valor, mas não substituem os fundamentos do negócio. Nenhum programa de benefícios é capaz de compensar uma experiência negativa durante um sinistro. O principal fator de fidelização continua sendo a capacidade da seguradora de entregar proteção, confiança e suporte quando o cliente mais precisa”, pondera.
Já Bruno Rodrigues explica que existe o benefício que “compra atenção” e o que “cria vínculo”. Ambos têm impactos opostos no longo prazo. “Cashback puro, desconto isolado, compram a atenção do cliente. O problema é que, o que se conquista com preço, o concorrente reconquista com um preço melhor na semana seguinte. Isso não é fidelização. É aluguel de cliente. O benefício que realmente fideliza é o que se transforma em relacionamento, e conveniência é o que coloca a seguradora presente no dia a dia do cliente, e não apenas no boleto e no sinistro”, avalia.
Os programas de benefícios têm ganhado cada vez mais relevância como diferencial na proposta de valor das seguradoras especialmente por ampliarem a relação com o cliente para além do momento da contratação ou do sinistro. A Tokio Marine, como revela Arnaldo Bechara, tem investido nesse conceito por meio do Tokio Indica, um clube de vantagens exclusivo para clientes. “Trata-se de uma plataforma que conecta o segurado a uma ampla rede de parceiros oferecendo condições especiais em diferentes categorias, como varejo, gastronomia, lazer e serviços. Essa proposta reforça a presença da seguradora no dia a dia do cliente gerando uma percepção contínua de valor. Um exemplo relevante é o acesso a benefícios como descontos de até 50% em ingressos para o Tokio Marine Hall, o que amplia a experiência do cliente para além do seguro em si. Mais do que um incentivo pontual, enxergamos esses programas como uma forma de fortalecer o relacionamento, aumentar o engajamento e contribuir para a fidelização, criando uma conexão mais próxima e recorrente com a marca”, finaliza Bechara.
Definitivamente, a jornada do cliente do seguro auto hoje mora no celular. Quando a batida acontece, o atendimento 24 horas atende com uma voz calma e o guincho chega enquanto o cliente “reza” e espera café. A oficina, palco de pequenas reformas e conversas, devolve o carro acompanhado de um recibo de “normalidade”. No fim, o seguro é menos contrato e mais o mapa emocional, ou seja, uma promessa que circula entre clique, corretor e oficina até a próxima mancha no para-choque.
*Matéria originalmente publicada na Edição #320 da Revista Apólice.
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]]>The post Emissões do seguro DPEM crescem 82,5% appeared first on Revista Apólice.
]]>De acordo com a seguradora, as emissões do DPEM cresceram 82,5% entre julho de 2025 e maio de 2026, na comparação com os 12 meses anteriores. No período entre julho de 2024 e julho de 2025, foram emitidos mais de 200 mil bilhetes. Já entre julho de 2025 e julho de 2026, esse volume passou para 365 mil bilhetes. Atualmente, a companhia registra entre 15 mil e 20 mil emissões mensais.

Parte desse crescimento está associada à digitalização da operação. A Akad assumiu a operação valendo-se de seu know-how tecnológico e firmou uma parceria com a plataforma RBM. Juntas, as empresas estruturaram um sistema 100% online e antifraude que reduziu a inadimplência a zero e passou a liberar a apólice em poucos minutos após o pagamento.
Segundo Lucas Mariano, diretor de Tecnologia (CTO) da Akad Seguros, o principal desafio histórico do DPEM sempre esteve relacionado à operação e ao acesso ao produto. “Ao digitalizar o processo de contratação e validação, conseguimos tornar o seguro mais simples para corretores e proprietários de embarcações, além de ampliar o alcance da cobertura em todo o território nacional. Mais do que uma exigência regulatória, o DPEM exerce um papel importante de proteção financeira para passageiros, tripulantes e comunidades que dependem das embarcações para transporte e geração de renda”, afirma.
O potencial de expansão é relevante. O Brasil conta com uma frota de mais de 1 milhão de embarcações registradas. Desse total, a carteira da Akad abrange cerca de 25% do mercado, somando 255 mil bilhetes ativos. Entre as embarcações que mais contratam seguro estão aquelas destinadas ao lazer. Cerca de 90% das embarcações com seguro são classificadas na categoria de recreio. A maior parte da frota cadastrada está em São Paulo, com 25% do total, seguido pelo Rio de Janeiro com 11% e pelo Paraná com 9,5%. Os outros estados respondem juntos por 54,5%.

A baixa adesão histórica de parte da frota é explicada por dois fatores principais. O primeiro é o hiato de oito anos, entre 2016 e 2024, em que o seguro teve sua obrigatoriedade suspensa por falta de seguradoras interessadas, fazendo com que muitas empresas e proprietários de embarcações ainda desconhecem a atual exigência da legislação. O segundo motivo é o descasamento de prazos regulatórios, pois a apólice do seguro DPEM vence anualmente, enquanto o Título de Inscrição da Embarcação (TIE), emitido pela Marinha, tem validade de cinco anos, fazendo com que muitos donos de barcos esqueçam de renovar a proteção nos anos intermediários.
A expectativa da companhia é que o avanço da fiscalização e a maior conscientização sobre a obrigatoriedade do seguro contribuam para ampliar a adesão nos próximos anos. Proprietários flagrados sem a cobertura em blitz e inspeções ficam sujeitos a uma multa equivalente a duas vezes o valor tabelado do seguro, além da obrigação de quitar retroativamente todo o período em que navegaram sem proteção. A irregularidade também traz prejuízos comerciais, impedindo a participação em licitações públicas e a prestação de serviços para empresas privadas.
“Ainda existe um desconhecimento relevante sobre a obrigatoriedade do DPEM, especialmente após o período em que o seguro deixou de ser exigido. À medida que a fiscalização aumenta e os proprietários voltam a se familiarizar com a legislação, a tendência é que a cobertura avance e alcance uma parcela cada vez maior da frota brasileira”, reforça Mariano.
Embora seja frequentemente comparado ao antigo DPVAT, o Seguro DPEM não protege a embarcação, mas sim as pessoas envolvidas em acidentes náuticos. A cobertura é obrigatória para todos os proprietários ou armadores de embarcações nacionais ou estrangeiras sujeitas à inscrição nas Capitanias dos Portos e garante indenizações independentemente da apuração de culpa.
Em caso de acidente, o seguro prevê indenização de R$13.500 por morte, até R$13.500 por invalidez permanente, conforme o grau da lesão, e reembolso de até R$2.700 para despesas médicas e suplementares. A indenização é paga mediante apresentação de documentação simples que comprove o acidente e os danos decorrentes.
O DPEM não cobre danos ao casco da embarcação, equipamentos ou prejuízos materiais, tampouco danos morais, multas ou fianças. Para esse tipo de proteção, o proprietário deve contratar um seguro específico de casco. A apólice do DPEM tem validade de um ano e deve ser renovada anualmente. Navegar sem o seguro vigente constitui infração à legislação.
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]]>The post Pablo Marçal deixa quadro de investidores da Loovi appeared first on Revista Apólice.
]]>Pablo Marçal participou da trajetória da Loovi nos últimos anos como investidor da empresa. A saída ocorre em meio ao processo institucional da seguradora, que recentemente obteve a licença S3 definitiva pela Superintendência de Seguros Privados (Susep) e afirma estar estruturando sua governança com vistas a uma futura abertura de capital.
Na postagem, o executivo fala que a operação foi negociada e estruturada ao longo dos últimos meses e integra o planejamento estratégico de longo prazo da Loovi. “A instituição é maior do que qualquer acionista, membro da diretoria ou executivo. Nesse contexto chegamos à conclusão que seria o momento da sua saída, resultando em uma justa negociação para ambas as partes”, afirmou Cunha.
Na publicação, o CEO também afirmou que a companhia entra em uma fase de maior maturidade institucional, com foco em governança e compliance, e reiterou a intenção de preparar a empresa para uma futura abertura de capital (IPO).
A Loovi informou ainda que a recompra ocorre após a LTI S.A., seguradora do grupo, obter a licença S3 definitiva da Superintendência de Seguros Privados (Susep).
Na mesma publicação, Quézide Cunha agradeceu a participação de Pablo Marçal na trajetória da companhia. “Há tempo para todas as coisas. Hoje o Grupo Loovi comunica a saída do investidor Pablo Marçal. Foi um tempo de trocas e crescimento”, escreveu.
A empresa não informou o percentual da participação societária que era detida pela empresa de Marçal nem o valor da operação.
Acompanha a postagem completa na íntegra:
“NOTA OFICIAL
Há tempo para todas as coisas. Hoje o Grupo Loovi comunica a saída do investidor Pablo Marçal. Foi um tempo de trocas e crescimento. A Loovi vive um grande momento, com a seguradora do grupo aprovada pela Susep com a licença S3 definitiva e planejando, em um futuro breve, o IPO Agradecemos a todos que estiveram nessa jornada e ao time que segue focado para o sonho maior”.



N.G.
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]]>The post Susep divulga boletim com dados do mercado até maio de 2026 appeared first on Revista Apólice.
]]>Segundo o levantamento, o mercado supervisionado registrou receitas de R$ 172,89 bilhões entre janeiro e maio, volume 1,70% inferior, em termos nominais, ao observado no mesmo período de 2025.
No mesmo intervalo, as indenizações, resgates, benefícios e sorteios pagos à sociedade somaram R$ 104,96 bilhões, uma redução nominal de 5,06% na comparação anual.
Apesar da retração do mercado como um todo, os seguros de danos e pessoas, excluindo o VGBL, apresentaram crescimento. A arrecadação desses segmentos alcançou R$ 93,69 bilhões, alta nominal de 6,37% em relação aos cinco primeiros meses de 2025.
Entre os ramos de danos, o seguro automóvel arrecadou R$ 25,41 bilhões em prêmios, com crescimento nominal de 5,82% e avanço real de 1,48%.
Já no segmento de pessoas, o seguro de vida registrou crescimento nominal de 10,51% e expansão real de 5,99% no período.
O boletim também mostra que, nos produtos de acumulação, as contribuições superaram os pagamentos de benefícios e resgates em R$ 4,94 bilhões entre janeiro e maio. No resseguro, as seguradoras cederam R$ 12,19 bilhões em prêmios nos cinco primeiros meses de 2026.
O detalhamento completo dos indicadores está disponível no Boletim Susep de maio de 2026 e no Painel de Inteligência do Mercado de Seguros, mantidos pela autarquia.
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]]>The post Os desafios da implementação do Novo Marco Legal de Seguros appeared first on Revista Apólice.
]]>Conhecida como Novo Marco Legal dos Seguros, a legislação criou um “microssistema” jurídico próprio para os contratos de seguro privados no Brasil. Unificou normas dispersas no Código Civil e em regulações da Superintendência de Seguros Privados (SUSEP), definiu prazos e regras de contratação, padronizou contratos e direitos do consumidor, além de ampliar as obrigações de transparência no setor segurador. Adicionalmente, consolidou na lei entendimentos definidos em julgados reiterados por Tribunais do País, como a necessidade de prévia e comprovada constituição em mora do segurado inadimplente.
No contexto amplo, a nova lei representa a maior reforma do mercado securitário em décadas. Setor que gera R$ 1,55 bilhão no PIB a cada R$ 1 bilhão contratado em seguro de vida. Como mostra um estudo da Fundação Getulio Vargas (FGV), só o pagamento de R$ 8,1 bilhões em indenizações em 2024 foi capaz de garantir um efeito multiplicador adicional de R$ 10,9 bilhões na economia nacional, com a geração de 510 mil empregos e movimentando R$ 34 bilhões em prêmios.
Números que reforçam que o seguro de vida vai além de um contrato privado: trata-se de um produto que representa infraestrutura econômica e social. Ainda assim, apenas 18% da população brasileira conta hoje com seguros de vida – um percentual que permanece estagnado há cinco anos.
Contudo, alguns pontos do Novo Marco Legal de Seguros exigiram grande mobilização do setor privado para buscar entendimentos em conceitos difusos. Ao mesmo tempo, o segmento ainda convive com a ausência de uma regulamentação infralegal que delimite, de forma mais precisa, as regras de atuação do mercado – trabalho que cabe à SUSEP.
Além de ser importante para as seguradoras, a segurança jurídica é fundamental para viabilizar a oferta de produtos com preços adequados às necessidades de cada cliente. Nesse sentido, a previsibilidade regulatória se torna condição essencial para produtos de longo prazo, como os seguros de vida – contratos com validade por 20, 30, 40 anos ou até mesmo vitalícios, em alguns casos.
Para esse segmento, a SUSEP lançou no começo de março a primeira de duas consultas públicas previstas para o ramo de pessoas – a proposta de alteração da Resolução CNSP nº 439 para fins de adequação à Lei 15.040/2024. Estruturada a partir de sugestões do próprio mercado via Confederação Nacional das Seguradoras (CNseg) e Federação Nacional da Previdência Privada e Vida (FenaPrevi), que contribuíram para a formulação da proposta submetida à sociedade, a iniciativa tem como objetivo a elaboração de normas que sejam aplicáveis, equilibradas e centradas no consumidor.
Para tanto, o processo foi estruturado desde a aprovação do Novo Marco Legal a partir de sugestões e interações com o mercado, que contribuíram para a formulação da proposta submetida à consulta da sociedade. A norma resultante inaugura a regulamentação deste ramo, constituindo-se como a primeira de duas resoluções relevantes previstas para o setor – ainda pendente a abertura de Consulta Pública para alteração da Circular SUSEP nº 667.
Embora a consulta pública tenha ocorrido após o início de vigência da nova lei (e a nova norma ainda não tenha sido finalizada), a medida representa uma oportunidade relevante de diálogo regulatório. Abre espaço para o amadurecimento de conceitos e a redução de incertezas operacionais, como no caso da aplicabilidade ou não das despesas de contenção e salvamento ao seguro de pessoas.
Como toda grande mudança, até que seja consolidada, o mercado (seguradoras e consumidores) enfrenta a falta de clareza em pontos sensíveis dos dispositivos infralegais, o que pode gerar interpretações divergentes e aumentar a judicialização. Esse movimento vai na contramão do objetivo inicial da lei, que é trazer maior segurança jurídica e ampliar o acesso da população ao setor de seguros.
Um mercado de seguros estável contribui diretamente para melhorar a saúde financeira das famílias, reduz a vulnerabilidade social e impulsiona o crescimento econômico. Ao mesmo tempo, a população brasileira está envelhecendo e vivendo mais, o que amplia a lacuna de proteção securitária.
Assim, é fundamental que o diálogo seja mantido para que possamos garantir um cenário de maior clareza sobre os dispositivos infralegais da nova legislação, evitando interpretações divergentes. Pequenas mudanças de entendimento podem alterar substancialmente reservas, capital, solvência e também o preço final dos produtos. Uma única decisão judicial que modifique a interpretação sobre a cobertura do seguro, por exemplo, pode impactar milhões de contratos, milhões em valores pagos pelos segurados e bilhões de reais em provisões.
O sucesso do Novo Marco Legal de Seguros dependerá do alinhamento entre governança, técnica, dados e coordenação institucional. O avanço regulatório terá maior efetividade quanto mais conseguir equilibrar transparência, segurança jurídica e viabilidade econômica.
Para que tudo isso se concretize, os papéis do órgão regulador e do Poder Judiciário serão fundamentais na uniformização da interpretação da nova lei. Trata-se de uma oportunidade concreta de crescimento sustentável, pois um setor com regras claras tende a crescer mais e a servir melhor à sociedade. Desta forma, será possível ampliar o acesso da população brasileira à proteção securitária.
* Antônio Rezende é vice-presidente Jurídico e de Relações Institucionais da Prudential do Brasil
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]]>The post Grupo Exalt contrata head de Riscos Corporativos appeared first on Revista Apólice.
]]>Graduado em Engenharia Química pela Universidade Santa Cecília, Richard Mendes Leone construiu sua carreira em corretoras, seguradoras e resseguradoras, com atuação nas áreas técnica, comercial, operacional e de sinistros.
Ao longo da trajetória, passou por empresas como Risk Adviser Consultoria, Wardon Risk Corretora de Seguros, Fator Seguradora, Galcorr, ACE Resseguradora, Mapfre, Itaú XL Seguros Corporativos e Liberty.
Sua experiência inclui riscos de engenharia, riscos operacionais, riscos nomeados, seguros paramétricos, responsabilidade civil, D&O, E&O, riscos nucleares e gestão de sinistros. Também atuou na análise de produção, sinistralidade e rentabilidade de carteiras, além da estruturação de soluções de seguros e resseguros, incluindo contratos automáticos e facultativos.
Segundo Alexandre Federman, CEO do Grupo Exalt, a contratação reforça a estrutura técnica da companhia. “O executivo reúne uma experiência rara no mercado, com visão ampla de seguros, resseguros, subscrição, sinistros, riscos patrimoniais e linhas financeiras. Sua chegada fortalece o nosso time em um momento de crescimento e amplia nossa capacidade de oferecer soluções ainda mais consistentes, estratégicas e personalizadas aos clientes e corretores. É um profissional que entende profundamente os desafios técnicos do mercado e que chega para agregar conhecimento, segurança e visão de longo prazo ao Grupo Exalt”, afirma Alexandre Federman.
Com a contratação, o Grupo Exalt reafirma seu compromisso em reunir profissionais experientes e especializados para entregar inteligência técnica, proteção patrimonial e soluções eficientes de gestão de riscos ao mercado. Além disso, reforça o interesse do grupo em se firmar como um dos poucos grupos de corretores do mercado à trazer soluções em riscos corporativos e complexos.
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]]>Formado em Ciências Administrativas e Contábeis, Geniomar Pereira possui especializações em Gestão Empresarial, Finanças, Marketing e Negócios pela Fundação Getulio Vargas (FGV), Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF).
Ao longo da carreira, o executivo atuou na estruturação e expansão de negócios, no desenvolvimento de canais de distribuição, como bancassurance e corretoras, além da liderança de equipes e da condução de projetos no mercado financeiro e segurador.
Segundo Renner Fidelis, presidente do Grupo A12+, a criação da nova diretoria faz parte da evolução da estrutura da companhia.
“O Grupo A12+ nasceu com a vocação de promover o desenvolvimento e o crescimento do corretor de seguros. Ao longo da nossa trajetória, ampliamos esse compromisso por meio do desenvolvimento tecnológico, da capacitação, do fortalecimento organizacional, da evolução comercial e da abertura de novos mercados, como os segmentos corporativo e financeiro. Essa evolução nos transformou no Grupo A12+, refletindo nossa missão de oferecer cada vez mais soluções para o corretor de seguros”.
Com mais de 40 anos de atuação nos mercados financeiro e de seguros, Geniomar Pereira acumulou passagens por instituições financeiras e seguradoras, participando de projetos relacionados ao fortalecimento de canais de distribuição e ao desenvolvimento de negócios.
Para o executivo, a nova função representa a oportunidade de contribuir para a expansão das atividades do grupo. “Chego determinado a agregar neste modelo de sucesso, porque nele percebo um compromisso com a evolução dos corretores e parceiros. Minha missão será contribuir com a estruturação de novas oportunidades, fortalecer alianças estratégicas e impulsionar o fortalecimento do ambiente corporativo de forma consistente, profissional e sustentável, a fim de viabilizar novas fontes de receita ao grupo”, concluiu.
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]]>Dados da Associação Brasileira dos Fabricantes de Motocicletas, Ciclomotores, Motonetas, Bicicletas e Similares (Abraciclo) mostram que as motocicletas de baixa cilindrada responderam por 77,7% da produção nacional no primeiro bimestre de 2026, com 270.919 unidades fabricadas. A entidade também projeta que a produção de motos no país ultrapasse 2 milhões de unidades neste ano.
Para João Merlin, diretor de Negócios em Automóvel da Zurich, a proposta é ampliar o acesso ao seguro em mercados com baixa oferta desse tipo de produto. “A moto tem papel essencial na mobilidade de milhões de brasileiros, especialmente em cidades menores, onde muitas vezes é o principal meio de deslocamento. Ao direcionar uma oferta para esse público, aproximamos o seguro da realidade de consumidores que ainda contam com poucas opções de proteção”, afirma.
Segundo a companhia, a expansão terá abrangência nacional, com prioridade para o Norte, Nordeste e municípios do interior, regiões onde o uso de motocicletas é mais intenso.
A Zurich informou que os corretores serão os principais responsáveis pela distribuição do produto, realizando a orientação dos clientes de acordo com o perfil de utilização das motocicletas. As cotações do Zurich Moto também serão consideradas na campanha de incentivo “Arrancada”.
“Para os corretores, essa frente representa uma oportunidade de ampliar a base de clientes em um segmento ainda pouco explorado pelo seguro. Queremos apoiar esse avanço com uma solução simples, flexível e competitiva, capaz de gerar novos negócios e fortalecer o relacionamento com os consumidores”, acrescenta João.
Em todo o território nacional, a contratação do Zurich Moto segue sendo simples, com preço competitivo e coberturas ajustáveis conforme o perfil do cliente. O produto também permite a contratação de coberturas adicionais, entre elas:
A companhia informou ainda que continuará oferecendo o Zurich Moto para scooters e motocicletas acima de 500 cilindradas nos demais mercados onde esse produto já está disponível.
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]]>O projeto teve início na etapa de Portugal da Porsche Cup Brasil, no final de semana, que marcou o kickoff da iniciativa. A partir desse momento, a IturanMob ativou, no mesmo dispositivo de IoT que já realiza a telemetria dos veículos, seu algoritmo patenteado para mensuração das emissões. Os dados coletados passaram a ser processados de acordo com a metodologia desenvolvida pelo CEiiA (Centro de Engenharia e Desenvolvimento de Produto), organização portuguesa especializada em engenharia, mobilidade e sustentabilidade, com a expectativa de que os primeiros resultados validados estejam disponíveis já na etapa seguinte.
Mais do que uma aplicação voltada ao automobilismo, a iniciativa demonstra uma nova fronteira para a telemetria. Tradicionalmente utilizada para conectividade, segurança e gestão de veículos, a tecnologia passa a transformar dados operacionais em inteligência ambiental, criando uma base confiável para apoiar estratégias de descarbonização em diferentes segmentos da mobilidade.
Para Paulo Henrique Andrade (PH), CEO da IturanMob, a iniciativa amplia as possibilidades de aplicação da telemetria. “Estamos mostrando que a telemetria pode ir muito além da conectividade e da gestão de veículos. Ela também pode gerar inteligência ambiental baseada em dados reais. Ao aplicar essa tecnologia na Porsche Cup Brasil, demonstramos como inovação e sustentabilidade podem caminhar juntas, criando uma metodologia que poderá ser utilizada em diferentes segmentos da mobilidade”, afirma.
Em vez de utilizar fatores médios de emissão ou modelos baseados em estimativas, a metodologia utiliza dados efetivamente gerados pelos veículos durante treinos, classificações e corridas. As informações captadas pela infraestrutura de IoT da IturanMob são transformadas em indicadores ambientais capazes de mensurar, com precisão, a pegada de carbono de cada carro da competição.
Ao monitorar simultaneamente os carros do grid, a iniciativa passa a criar uma base de dados ambientais baseada em medições reais para a categoria, ampliando a transparência e a rastreabilidade das informações produzidas e estabelecendo uma nova referência para projetos de descarbonização baseados em dados reais.
A tecnologia aplicada ao programa nasceu fora do automobilismo. Antes de chegar à Porsche Cup Brasil, a infraestrutura de telemetria da IturanMob já vinha sendo utilizada em projetos de mobilidade conectada desenvolvidos em parceria com o CEiiA.
Entre eles está o BEN, veículo elétrico equipado com IoT da IturanMob e com a tecnologia AYR®, capaz de quantificar, em tempo real, as emissões de CO₂ evitadas durante sua operação. A experiência demonstrou ser possível transformar dados de mobilidade em indicadores ambientais verificáveis. Agora, esse mesmo conceito chega às pistas para medir a pegada de carbono da Porsche Cup Brasil.
A mesma infraestrutura tecnológica utilizada para mensurar as emissões da competição também permite quantificar emissões evitadas por veículos elétricos monitorados com as soluções da Ituran, conectando automobilismo e mobilidade elétrica por meio da mesma base de dados e do mesmo rigor metodológico.
O programa foi estruturado em três etapas. Na primeira, os dispositivos IoT da IturanMob capturam, transmitem e consolidam dados reais de consumo dos veículos durante toda a programação de pista. Na segunda, o CEiiA transforma essas informações em uma pegada de carbono mensurada por meio da plataforma AYR®, desenvolvida para contabilização de carbono com base em dados reais.
Por fim, todo o processo passa por verificação realizada por terceira parte independente, em conformidade com normas internacionais de contabilidade de carbono. A separação entre quem gera os dados, quem realiza a quantificação e quem valida os resultados garante transparência, rastreabilidade e credibilidade às informações produzidas.
Segundo o modelo do programa, a empresa parceira financiará uma contribuição climática proporcional à pegada de carbono medida ao longo das corridas.
A Porsche Cup Brasil foi escolhida para a implementação da iniciativa por oferecer um ambiente de elevada exigência técnica, capaz de validar a tecnologia em condições extremas de operação.
A iniciativa faz parte de uma estratégia mais ampla da IturanMob para expandir as aplicações da telemetria na geração de inteligência ambiental. Em paralelo ao projeto desenvolvido para a Porsche Cup Brasil, a companhia também vem desenvolvendo soluções voltadas a veículos de passeio, frotas corporativas e operações logísticas. A experiência no automobilismo contribuirá para o aprimoramento da metodologia e abrirá caminho para sua expansão futura a outros segmentos da mobilidade conectada.
“O automobilismo oferece um ambiente extremamente exigente para validar novas tecnologias. Se conseguimos medir com precisão a pegada de carbono em uma competição como a Porsche Cup Brasil, mostramos que esse mesmo modelo pode ser aplicado em qualquer frota conectada. É um avanço importante para a evolução da mobilidade inteligente e para a construção de soluções ambientais baseadas em evidências”, afirma Amit Louzon, CEO da Ituran Brasil.
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]]>Entre os temas previstos estão inteligência artificial, Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), mudanças climáticas, riscos cibernéticos, ASG e cenários geopolíticos aplicados ao mercado de seguros.
Segundo Maria Helena Monteiro, diretora de Ensino da ENS, a proposta é ampliar a preparação técnica dos participantes diante das transformações do setor.
“A proposta da certificação é preparar o profissional para uma atuação mais consultiva, técnica e alinhada às transformações do ambiente de riscos, por meio de ferramental teórico e de exemplos práticos”, destaca.
O curso tem carga horária de 32 horas, duração de oito semanas e é destinado a corretores de seguros com formação superior e experiência no mercado.
As aulas serão realizadas de forma on-line e ao vivo, com início previsto para 6 de agosto, sempre às terças e quintas-feiras. As inscrições podem ser feitas até 5 de agosto, por meio do site da ENS.
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