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]]>Paulo Ricardo sucede Marcio Benevides, que deixa a seguradora após 15 anos para se dedicar a projetos pessoais.
Com mais de 25 anos de atuação no mercado segurador, o executivo construiu sua carreira no Grupo HDI, onde ocupou cargos de liderança na área comercial. Ao longo da trajetória, liderou iniciativas voltadas à expansão dos negócios, ao desenvolvimento dos canais de distribuição e ao relacionamento com corretores, parceiros e clientes.
Segundo Edson Franco, CEO da Zurich Seguros, a chegada do executivo faz parte da estratégia comercial da companhia. “Estamos vivendo um momento importante na evolução da nossa estratégia comercial, e a experiência do Paulo será um diferencial para ampliarmos ainda mais nossa proximidade e geração de valor junto a corretores e assessorias em todo o Brasil. Sua trajetória, construída ao longo de mais de duas décadas no mercado segurador e o profundo conhecimento dos canais de distribuição serão fundamentais para avançar em nossa atuação comercial e acelerar nossos planos de crescimento”, afirma.
De acordo com a seguradora, a mudança reforça a estratégia de expansão no mercado varejista, com foco no fortalecimento dos canais de distribuição e no relacionamento com corretores e assessorias.
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]]>A Mapfre reuniu corretores de seguros em São Paulo justamente para apresentar as previsões da Meteo IA, cujo sócio fundador é PHD em Ciências Climáticas. “As mudanças climáticas já não podem mais ser tratadas como uma preocupação futura. O aumento consistente das temperaturas globais, a intensificação dos eventos extremos e a maior imprevisibilidade dos regimes de chuva estão alterando a forma como empresas, governos e o mercado segurador precisam avaliar riscos. A conclusão é de Gabriel Pérez, que apresentou uma análise sobre os impactos do aquecimento global e dos fenômenos climáticos na gestão de riscos e no setor de seguros.
Segundo o especialista, embora fenômenos como El Niño e La Niña recebam grande atenção sempre que provocam secas ou enchentes, eles representam apenas uma parte do cenário climático. O principal fator de transformação é o aquecimento global provocado pelo aumento da concentração de dióxido de carbono na atmosfera, resultado das atividades humanas.
“O aquecimento global é um fenômeno crônico, uma tendência de longo prazo. Mesmo que as emissões fossem interrompidas imediatamente, os efeitos continuariam por décadas, porque o tempo médio de permanência do CO₂ na atmosfera é de aproximadamente cem anos”, afirmou.
O pesquisador destacou que 2024 registrou a maior temperatura média global da história, com recordes em grande parte do planeta. Para ele, esse cenário altera diretamente o comportamento dos eventos climáticos extremos, aumentando tanto sua frequência quanto sua intensidade.
No Brasil, as projeções indicam uma tendência de intensificação dos contrastes climáticos: regiões tradicionalmente chuvosas tendem a receber ainda mais precipitação, enquanto áreas sujeitas à escassez hídrica podem enfrentar períodos de seca mais severos. O resultado é o aumento do estresse sobre infraestrutura, agricultura, cidades e atividades econômicas, incluindo o mercado segurador.
Do ponto de vista científico, explicou Perez, o El Niño representa a fase quente do fenômeno conhecido como ENOS (El Niño-Oscilação Sul), resultado da interação entre oceano e atmosfera. Alterações na circulação dos ventos e na distribuição das águas superficiais do Pacífico modificam a formação de tempestades e influenciam os regimes de chuva em diferentes regiões do planeta.
No Brasil, porém, seus efeitos variam conforme o episódio e a região. Enquanto o Rio Grande do Sul costuma registrar aumento das chuvas durante anos de El Niño, estados como São Paulo estão em uma área de transição climática, onde os impactos podem ser bastante diferentes de um evento para outro.
“É muito difícil afirmar antecipadamente se São Paulo terá um período mais seco ou mais chuvoso apenas porque existe um El Niño. É preciso acompanhar continuamente as previsões para entender como os impactos irão evoluir”, observou.
Na avaliação do especialista, o maior desafio para o mercado de seguros está justamente na combinação entre o aquecimento global e fenômenos naturais como El Niño e La Niña, que atuam como oscilações capazes de potencializar ou amenizar temporariamente esses efeitos.
Esse novo contexto amplia a ocorrência de eventos extremos, deslocando para uma nova realidade climática aquilo que antes era considerado excepcional. Segundo Pérez, episódios que no passado eram classificados como raros passam gradualmente a ocorrer com maior frequência, exigindo novas estratégias de adaptação.
Para ilustrar esse processo, ele apresentou estudos que demonstram como a distribuição estatística dos eventos climáticos vem sendo alterada. Na prática, temperaturas recordes e precipitações intensas deixam de ocupar a extremidade da curva estatística para se aproximarem da nova média climática, elevando significativamente a probabilidade de ocorrência de desastres naturais.
Essa mudança tem impacto direto sobre o conceito de resiliência. À medida que eventos extremos se tornam mais frequentes e mais severos, cresce o número de pessoas, empresas e estruturas que deixam de suportar esses episódios.
“O grande desafio é construir planos de contingência para situações que muitas vezes nunca aconteceram antes. Vivemos um cenário de incerteza em que eventos inéditos podem ocorrer, e o mercado de seguros tem um papel fundamental como gestor de riscos para ajudar a sociedade a se preparar para essa nova realidade”, concluiu.
A ação da seguradora
As projeções climáticas também começam a orientar as estratégias das seguradoras para o segundo semestre e o verão. Segundo Leonardo Martins, diretor Territorial São Paulo da Mapfre, os modelos meteorológicos indicam uma distribuição irregular das chuvas no País. Enquanto o Rio Grande do Sul deve continuar registrando precipitações acima da média, especialmente entre setembro e novembro, parte do Centro-Oeste, do Sudeste e da Amazônia tende a enfrentar volumes inferiores ao padrão histórico. Para o executivo, esse cenário exige atenção simultânea de diferentes linhas de negócios. “No seguro patrimonial, cresce a preocupação com eventos associados às tempestades, como ventos fortes e chuvas intensas, principalmente em regiões de elevada concentração de riscos. Já no seguro agrícola, a redução das chuvas em importantes áreas produtoras pode comprometer o desenvolvimento das lavouras, especialmente durante o ciclo da soja, tornando ainda mais relevante o monitoramento climático por parte das seguradoras”.
Martins destaca ainda que as anomalias de temperatura previstas para os próximos meses também merecem acompanhamento. Além dos efeitos sobre a saúde da população e sobre a produtividade agrícola, períodos prolongados de calor elevam a demanda por energia e aumentam a exposição de determinados riscos seguráveis. No Sul, a expectativa de temperaturas relativamente mais baixas está associada à maior frequência de sistemas meteorológicos e ao aumento das chuvas previsto para a região.
Leonardo explica que a iniciativa de realizar o evento sobre Riscos Climáticos nasceu de uma demanda dos próprios corretores, que passaram a buscar mais informações sobre os impactos dos eventos climáticos no mercado segurador. Segundo ele, episódios recentes, como as enchentes no Rio Grande do Sul e os períodos de seca que afetaram o agronegócio, reforçaram a necessidade de ampliar o conhecimento técnico da distribuição sobre fenômenos como o El Niño e seus reflexos em diferentes carteiras de seguros.
Para o executivo, o desafio vai além da indenização. “O nosso papel é entender cada vez mais a necessidade do cliente, antecipar os riscos que sabemos que irão ocorrer, ofertar uma cobertura adequada e gerar proteção para a sociedade”, pondera. Na avaliação de Martins, o corretor exerce função estratégica nesse processo ao promover uma conversa preventiva com o segurado, revisitando coberturas antes da ocorrência dos eventos climáticos e adequando as apólices às novas exposições de risco.
Martins destaca ainda que a proposta da Mapfre é levar esse debate para outras regiões do País. Depois da primeira edição, realizada em São Paulo, a companhia pretende promover encontros adaptados às características climáticas de cada localidade, abordando temas específicos relacionados a segmentos como agronegócio, automóvel e residencial. “Cada região convive com riscos distintos. Por isso, é importante levar conhecimento direcionado para que o corretor esteja cada vez mais preparado para orientar seus clientes”, finaliza.
Kelly Lubiato
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]]>The post Novo Marco Legal dos Seguros e o potencial aumento de litígios por falhas informacionais appeared first on Revista Apólice.
]]>Todavia, uma análise mais detida revela que os desafios interpretativos inerentes ao contrato de seguro não foram propriamente eliminados, mas passaram a se manifestar sob novas perspectivas. O novo marco legal, mais do que reduzir as zonas de incerteza, promove uma reconfiguração de seu foco, deslocando o eixo das controvérsias para um campo marcado por maior complexidade: o dever de informação.
Se, no modelo tradicional, os litígios securitários concentravam-se predominantemente na ocorrência do sinistro, na extensão da cobertura ou na incidência das cláusulas de exclusão, o novo regime tende a antecipar parte dessas discussões para a fase pré-contratual e para a formação da relação obrigacional.
A apólice deixa de ocupar, isoladamente, a posição central do debate, cedendo espaço à relevância jurídica do questionário de risco, das declarações prestadas pelo proponente, da suficiência das informações disponibilizadas pela seguradora e da eventual omissão ou incompreensão de dados relevantes.
Nesse contexto, o sinistro deixa de representar o verdadeiro ponto de origem do conflito para assumir, muitas vezes, a condição de momento em que controvérsias formadas ao longo da fase informacional do contrato se tornam efetivamente perceptíveis.
Não se trata de mera retórica. A Lei nº 15.040/2024 estrutura, de forma inequívoca, um verdadeiro microssistema informacional no contrato de seguro, no qual os deveres de transparência, veracidade e completude deixam de ser cláusulas abertas para se converterem em obrigações juridicamente densificadas.
A consequência é direta: o descumprimento desses deveres passa a gerar efeitos contratuais severos, como a perda da garantia, a redução proporcional da indenização ou mesmo a resolução do contrato.
Essa transformação aproxima o direito positivo de uma linha jurisprudencial que o Superior Tribunal de Justiça já vinha consolidando com rigor crescente.
No julgamento do REsp 1.970.488/SP, de relatoria do Ministro João Otávio de Noronha, a Quarta Turma reafirmou que a omissão de informação relevante pelo segurado, apta a influenciar a aceitação do risco ou a fixação do prêmio, implica a perda do direito à indenização securitária, nos termos do artigo 766 do Código Civil.
A decisão não inova. Apenas explicita, com maior nitidez, que o contrato de seguro não tolera lacunas informacionais juridicamente relevantes.
A Corte Superior também tem reiterado que o dever de veracidade não se limita a declarações iniciais formais, mas se projeta sobre toda a formação do vínculo contratual. A exigência de informações precisas e completas deixa de ser um ideal de conduta para se tornar um critério de validade material da cobertura.
Em outras palavras, o risco segurado passa a ser, antes de tudo, um risco informado, e qualquer distorção nesse processo compromete a própria existência da garantia.
Na mesma linha, ao enfrentar hipóteses de agravamento do risco, o STJ consolidou o entendimento de que a alteração relevante das circunstâncias fáticas, quando não comunicada à seguradora, pode justificar a recusa da cobertura securitária, desde que demonstrado o nexo entre a conduta do segurado e a modificação do risco originalmente contratado.
É o que se observa, por exemplo, no REsp 1.601.555/SP, de relatoria do Ministro Ricardo Villas Bôas Cueva, no qual se reconheceu que a omissão de circunstâncias relevantes pode comprometer a higidez do contrato e afastar a obrigação indenizatória.
Esse movimento jurisprudencial, agora reforçado pela Lei nº 15.040/2024, produz um efeito colateral inevitável: a ampliação do espaço de disputa interpretativa.
Afinal, se a cobertura depende da qualidade da informação, o litígio passa a girar em torno de perguntas difíceis e raramente objetivas.
A informação prestada era suficiente? Era clara? Era tecnicamente adequada? Era relevante para a aceitação do risco? E, sobretudo, quem tem o ônus de demonstrar tudo isso anos depois?
A resposta a essas perguntas dificilmente será uniforme. E é exatamente aí que reside o ponto central do novo regime.
Ao transformar o contrato de seguro em um sistema de validação informacional, a lei desloca o conflito para um campo em que a prova é complexa, a interpretação é aberta e a divergência é estrutural. Não se reduz litigiosidade nesse ambiente. Institucionaliza-se.
A perda de cobertura securitária deixa de estar associada apenas a exclusões contratuais clássicas e passa a decorrer de falhas informacionais muitas vezes invisíveis no momento da contratação.
Questionários mal preenchidos, respostas genéricas e ausência de detalhamento técnico podem, no futuro, ser reinterpretados como omissão relevante, à luz de uma jurisprudência cada vez mais rigorosa.
Mais do que isso, a nova lógica redistribui responsabilidades dentro da cadeia securitária.
O corretor, tradicionalmente visto como intermediário comercial, assume, na prática, um papel de agente de validação informacional. Sua atuação passa a ser escrutinada não apenas sob o prisma da intermediação, mas da adequação técnica das informações prestadas pelo segurado.
Abre-se, assim, um campo fértil para litígios regressivos e responsabilização indireta.
Nos seguros empresariais, o problema ganha contornos ainda mais sensíveis. A dinâmica operacional das empresas implica alterações constantes no risco, como expansão de atividades, mudanças logísticas e novos processos produtivos.
Nesse contexto, a fronteira entre o que constitui agravamento relevante do risco e o que representa mera evolução natural da atividade é, muitas vezes, difusa. E toda zona cinzenta, em direito, tende a se transformar em disputa judicial.
O resultado revela uma dinâmica que merece reflexão.
Embora a Lei nº 15.040/2024 tenha sido concebida para fortalecer a segurança jurídica por meio do incremento dos deveres de informação e transparência, sua aplicação prática poderá deslocar parte das controvérsias para o momento da regulação do sinistro.
A apólice, tradicionalmente compreendida como o principal instrumento de definição da cobertura, passa a compartilhar esse protagonismo com o conjunto de informações produzidas durante a formação do contrato.
A reconstrução desse histórico, muitas vezes realizada anos após a contratação, poderá influenciar de forma significativa a solução dos conflitos.
Diante desse cenário, a contratação de seguros sem uma estrutura mínima de governança informacional deixa de ser apenas uma falha operacional para se tornar um erro estratégico.
Auditoria de apólices, revisão técnica de questionários e padronização de fluxos informacionais são medidas que antes poderiam ser vistas como excessivas, mas passam a ser elementos essenciais de mitigação de risco.
Para a advocacia, o deslocamento é igualmente significativo.
O contencioso tende a crescer, mas o verdadeiro diferencial competitivo estará na atuação preventiva. Não se trata mais apenas de discutir cobertura após o sinistro, mas de estruturar, desde a origem, um ambiente contratual capaz de resistir ao escrutínio judicial sobre a suficiência da informação prestada.
A Lei nº 15.040/2024, ao densificar os deveres informacionais, não cria apenas novas regras. Ela altera a própria natureza do risco securitário.
O risco já não se limita ao evento futuro e incerto, mas se projeta sobre o passado: sobre aquilo que foi dito, sobre o que deixou de ser dito e, sobretudo, sobre o que não pode ser comprovado.
E é exatamente por isso que a promessa de redução de litígios soa distante. Em um sistema em que a cobertura depende da interpretação da informação, o conflito não é exceção. É consequência natural.
O novo marco legal não altera a essência econômica e social do contrato de seguro, mas redefine o caminho pelo qual sua legitimidade será aferida.
Se antes a principal discussão gravitava em torno da extensão da cobertura contratada, a tendência é que as futuras controvérsias incidam, com maior intensidade, sobre a suficiência da informação prestada, a efetividade do dever de esclarecimento e a demonstração do consentimento informado.
A verdadeira contribuição da Lei nº 15.040/2024 será medida, portanto, não pelo incremento do número de deveres informacionais, mas pela capacidade de produzir um ambiente de maior segurança jurídica.
Isso dependerá de uma interpretação que reconheça a transparência como instrumento de equilíbrio contratual, sem convertê-la em nova fonte de incertezas ou de ampliação da litigiosidade, preservando a função econômica e social do seguro e a estabilidade do mercado securitário.
Por Suely Tamiko Maeoka, advogada no Rücker Curi Advocacia e Consultoria Jurídica.
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]]>The post Brasilseg anuncia Patrícia Chaim para liderar o Marketing appeared first on Revista Apólice.
]]>Funcionária de carreira do Banco do Brasil há mais de 15 anos, Patrícia participou da construção da estratégia de Marketing e Comunicação da instituição para o ciclo 2026-2030. Ao longo da trajetória, liderou iniciativas de promoção e patrocínio nas áreas de cultura, entretenimento, agronegócio, sustentabilidade, esporte, tecnologia e inovação.
A executiva também esteve à frente das áreas de Marketing e Comunicação da Fundação Banco do Brasil e do Centro Cultural Banco do Brasil de São Paulo (CCBB SP), participando da realização de exposições como Egito Antigo: do Cotidiano à Eternidade e Jean-Michel Basquiat.
Mestre em Inovação em Comunicação e Economia Criativa pela Universidade Católica de Brasília, Patrícia possui especializações em Marketing, Finanças e Fashion Business. Sua atuação inclui projetos de branding, governança e planejamento estratégico, com foco no fortalecimento de marcas e na experiência do cliente.
Ao comentar o novo desafio, Patrícia afirmou que pretende aproximar ainda mais a comunicação da estratégia de negócios da companhia.
“Assumo este desafio com o propósito de ampliar a conexão entre marca e negócios, buscando uma comunicação inteligentemente simples para dar mais visibilidade aos benefícios de ter seguro pra vida, para o patrimônio e para o futuro. Em um contexto de novas parcerias e de transformação digital, é fundamental estar próximo do dia a dia das pessoas e empresas para conquistar relevância”, afirma.
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]]>The post CNSP publica nova regra para resseguro e cosseguro appeared first on Revista Apólice.
]]>A atualização normativa, submetida à consulta pública em dezembro de 2025 e prevista no Plano de Regulação da Autarquia[CQ1] , revisa a regulamentação das operações de resseguro para adequação à Lei nº 15.040/2024 (Marco Legal do Contrato de Seguro) e à Lei Complementar nº 213/2025, que alterou a Lei Complementar nº 126/2007.
A Resolução atualiza conceitos e dispositivos para refletir as alterações promovidas pela legislação, incluindo aspectos relacionados às sociedades cooperativas de seguros e às administradoras de operações de proteção patrimonial mutualista. Também realiza adequações referentes à formação, à formalização e à execução dos contratos de resseguro, retrocessão e cosseguro.
Entre as alterações, a norma contempla disposições sobre o limite de retrocessão dos resseguradores locais, a possibilidade de previsão contratual de solidariedade entre cosseguradores, cláusulas relativas à regulação de sinistros, critérios para o aceite de resseguro e retrocessão de cedentes no exterior, além de regras aplicáveis às operações em moeda estrangeira e à contratação de seguro no exterior.
A Resolução CNSP nº 494/2026 está disponível na íntegra no Diário Oficial da União.
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]]>The post Tokio Marine patrocina a Flip 2026 e lança projeto de incentivo a leitura appeared first on Revista Apólice.
]]>O projeto prevê a doação de 2 mil livros para estudantes de escolas públicas, crianças em acolhimento institucional e crianças com deficiência ou em tratamento de saúde. Entre as obras selecionadas estão É Assim que os Monstrinhos Superam suas Crises, da Editora Aleph, e Chiri e Chiriri no Bosque, da Companhia das Letras.
Além da distribuição de livros, a iniciativa contempla atividades de contação de histórias conduzidas por voluntários, sessões de leitura mediada, oficinas de produção de texto para crianças a partir de 9 anos e encontros de leitura em hospitais e instituições sociais.
Segundo Masaaki Itakura, diretor executivo de Estratégia Corporativa da Tokio Marine e presidente do Instituto Tokio Marine Gerações Futuras, o projeto busca ampliar o acesso das crianças ao universo da leitura.
“Participar da Flip é uma forma de reafirmar nosso compromisso com a construção de oportunidades por meio da educação e da cultura. Acreditamos que a leitura tem o poder de ampliar horizontes, estimular a criatividade e transformar trajetórias. Queremos que cada livro entregue seja também uma oportunidade de descoberta, aprendizado e acolhimento. O Broto da Cultura foi pensado para estimular a imaginação, fortalecer a autoconfiança e contribuir para que mais crianças tenham acesso a experiências capazes de impactar positivamente seu desenvolvimento”, destaca.
Durante a programação da Flip, a seguradora também participa da Flip Educa e da Flipinha. Na Flip Educa, será exibido um minidocumentário sobre o projeto Sementes do Brasil antes das mesas realizadas na Casa da Cultura. Já na Flipinha, a companhia promoverá rodas de leitura das obras selecionadas e apoiará a iniciativa Obra no Pé de Livro, que distribui livros infantis ilustrados nos galhos das árvores da praça do evento.
O patrocínio à Flip, a criação do Instituto Tokio Marine Gerações Futuras e o lançamento do Broto da Cultura fazem parte de uma estratégia de ESG construída pela Companhia ao longo dos anos e que agora ganha uma estrutura permanente por meio do Instituto.
“Acreditamos que investir na infância é investir no futuro. Ao ampliar o acesso à leitura e criar oportunidades de desenvolvimento para crianças e jovens, contribuímos para a construção de uma sociedade mais justa, inclusiva e preparada para os desafios das próximas gerações”, conclui Itakura.
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]]>The post Existe um mercado bilionário crescendo no Brasil appeared first on Revista Apólice.
]]>Enquanto o setor de seguros cresce, se sofistica e amplia suas conexões com praticamente todos os segmentos da economia, ele continua sendo pouco compreendido e reconhecido fora do seu próprio ecossistema.
No ano passado, esse mercado arrecadou mais de R$ 764 bilhões e devolveu para a sociedade aproximadamente R$ 244 bilhões sob a forma de indenizações, benefícios, resgates e sorteios, cumprindo um papel silencioso, porém essencial, na proteção das famílias, das empresas e da economia nacional.
Mas os números, por si só, não contam a principal história. O mercado mudou.
As fronteiras que separavam investimentos, planejamento financeiro, previdência privada, proteção patrimonial, sucessão empresarial, tecnologia, inovação e seguros praticamente deixaram de existir.
Os clientes passaram a demandar soluções integradas e, consequentemente, os profissionais necessitam, agora, compreender esse novo ambiente de negócios.
É justamente por isso que o mercado de seguros vem construindo, há alguns anos, projetos estratégicos voltados ao seu desenvolvimento.
O Plano de Desenvolvimento do Mercado de Seguros (PDMS), liderado pela Confederação Nacional das Seguradoras – CNseg, estabelece diretrizes para ampliar a participação do seguro na economia brasileira e fortalecer sua contribuição para a sociedade.
Na mesma direção, a Federação Nacional dos Corretores de Seguros – Fenacor desenvolveu o Plano Diretor para o Mercado de Intermediação do Seguro (PDMIS), iniciativa que busca fortalecer a distribuição de seguros no Brasil, valorizar o corretor de seguros, ampliar a cultura do seguro e preparar o mercado de intermediação para os desafios das próximas décadas.
Esses movimentos apontam para uma conclusão inevitável: o futuro do mercado de seguros brasileiro exigirá profissionais cada vez mais preparados, especializados e conectados com as transformações da economia e da sociedade.
E aqui vale um esclarecimento importante. O mercado de seguros não está precisando de menos corretores de seguros. Está precisando de melhores corretores de seguros.
Mais preparados. Mais especializados. Mais consultivos. Mais conectados às novas demandas dos consumidores e das empresas brasileiras.
Poucos profissionais no Brasil participam de decisões tão relevantes para a vida das pessoas e para a continuidade dos negócios quanto os corretores de seguros. Proteção patrimonial, previdência privada, sucessão empresarial, benefícios corporativos, gestão de riscos, longevidade e planejamento financeiro fazem parte do cotidiano de uma profissão que há muito tempo deixou de ser apenas comercial.
Talvez o maior erro seja imaginar que o mercado de seguros continua sendo apenas o mercado de seguros.
Hoje, ele dialoga diretamente com o mercado financeiro, com a tecnologia, com o empreendedorismo, com a inovação e com as novas formas de distribuição de produtos e serviços.
Não por acaso, bancos, fintechs, escritórios de investimentos, empresas de tecnologia, planejadores financeiros e diversos outros segmentos já possuem operações ligadas ao setor ou se relacionam diariamente com soluções que fazem parte desse ecossistema, muitas vezes sem conhecer sua dimensão, sua estrutura institucional e suas oportunidades de integração.
O mercado de seguros não está procurando substituir profissionais de outros setores. Está construindo pontes. E os profissionais que compreenderem essas conexões certamente estarão mais preparados para atender às novas demandas dos seus clientes.
Essa é uma das razões pelas quais o 24º Congresso Brasileiro dos Corretores de Seguros que acontecerá no Rio de Janeiro nos dias 27, 28 e 29 de agosto ganha uma relevância que ultrapassa a de um grande evento setorial.
Realizado apenas a cada dois anos, o Congresso tornou-se o principal ambiente de discussão sobre o futuro da distribuição de seguros no Brasil.
Mais do que um encontro do mercado, trata-se de uma verdadeira imersão nas transformações que estão moldando o futuro da proteção financeira, patrimonial e empresarial do país.
O Congresso foi concebido para o corretor de seguros, que é o protagonista desse ecossistema. Mas, a sua relevância alcança também todos aqueles que, por força das transformações do mercado, passaram a dialogar com o setor, seja por meio dos investimentos, do planejamento financeiro, da sucessão patrimonial, da tecnologia, da inovação ou do empreendedorismo.
Compreender como esse setor funciona deixou de ser um diferencial restrito aos profissionais do setor. Tornou-se uma vantagem estratégica para todos aqueles que desejam compreender para onde caminha a economia da proteção no Brasil.
A Escola de Negócios e Seguros (ENS), referência nacional na formação e especialização de profissionais do setor, é um dos exemplos de como esse mercado vem se profissionalizando e atraindo talentos e competências de diferentes segmentos da economia brasileira, sempre com elevado grau de formação técnica e compromisso com a excelência profissional.
Talvez uma das maiores oportunidades deste momento seja justamente conhecer um mercado que cresce de forma consistente, amplia sua relevância econômica e, ao mesmo tempo, permanece desconhecido por boa parte do ambiente empresarial brasileiro.
As inscrições para o 24º Congresso Brasileiro dos Corretores de Seguros se encerram no dia 31 de julho. Em mercados que se transformam rapidamente, compreender suas mudanças antes que elas aconteçam costuma ser uma vantagem competitiva.
Se o futuro da proteção financeira, patrimonial e empresarial do Brasil faz parte do seu presente profissional, talvez exista um lugar onde você deva estar no próximo mês.
Procure o Sindicato dos Corretores de Seguros do seu estado e informe-se sobre as condições de participação. E nunca se esqueça de que algumas transformações do setor podem ser acompanhadas à distância. Mas, outras precisam ser vivenciadas de perto.
*Por Fernando Dantas, vice-presidente de Comunicação da Fenacor.
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]]>The post Onmed escolhe Minas Gerais para ampliar operações appeared first on Revista Apólice.
]]>Controlada pela holding de investimentos ESB Corp, a Marca Onmed já atua no Rio Grande do Sul, São Paulo, Rio de Janeiro, Distrito Federal, Pernambuco e Bahia. Agora, escolhe Minas Gerais como um mercado estratégico para consolidar esse novo posicionamento, levando em consideração as características de um Estado formado por 853 municípios e realidades econômicas e sociais bastante distintas.
Nas últimas semanas, a companhia intensificou a aproximação com o mercado mineiro por meio de visitas guiadas de corretores à estrutura da operadora em Belo Horizonte, encontros de relacionamento e almoços de negócios. A proposta é compreender, junto aos profissionais que atuam diretamente com os consumidores, quais soluções fazem sentido para cada região antes da definição das estratégias comerciais.
Segundo o presidente do Conselho da ESB Corp, Fernando Alves Vieira, a expansão em Minas Gerais representa uma mudança de abordagem na forma de pensar a saúde suplementar. “Chegamos para implantar uma operação sustentável e conectada à realidade do Estado. Não acreditamos em modelos engessados em um mercado tão diverso. Nosso objetivo é ouvir quem está na ponta, compreender as diferentes necessidades das regiões, desenvolvendo soluções capazes de ampliar o acesso da população à saúde suplementar sem perder de vista a sustentabilidade do sistema. Saúde ao seu alcance não é um slogan; é um conceito que orienta todas as nossas decisões”, enfatiza.
O executivo explica que a proposta da Onmed vai além da comercialização de planos de saúde. A empresa prepara uma série de iniciativas voltadas à promoção da saúde, prevenção de doenças, disseminação de informação de qualidade e desenvolvimento de projetos de impacto social, buscando contribuir para a melhoria da qualidade de vida da população.
“A saúde suplementar precisa evoluir para um modelo que valorize cada vez mais a prevenção. O setor concentrou esforços durante muitos anos no tratamento da doença. Nosso desafio agora é incentivar hábitos saudáveis, promover cuidado contínuo e ampliar o acesso à saúde de forma responsável. Quanto mais conseguirmos atuar antes do adoecimento, maior será o benefício para as pessoas e mais sustentável será todo o sistema”, acrescenta Vieira.
A estratégia também contempla atuação próxima ao segmento empresarial. À frente da Diretoria Comercial Corporativa da Onmed Saúde, Frederico Nogueira, executivo com mais de 15 anos de experiência na saúde suplementar, afirma que a diversidade econômica de Minas Gerais exige soluções capazes de atender empresas de diferentes portes e segmentos, respeitando as características de cada organização.
“Enxergamos Minas Gerais como um mercado de enorme potencial, marcado pela diversidade de segmentos econômicos e pela força do seu setor produtivo. Nosso compromisso é construir parcerias de longo prazo, oferecendo soluções que promovam ambientes de trabalho mais saudáveis e ampliem a qualidade de vida dos colaboradores e de suas famílias. Queremos compreender as necessidades de cada negócio e desenvolver soluções que conciliem cuidado, prevenção e sustentabilidade”, completa.
A estratégia também prevê o fortalecimento da relação com os corretores de seguros, considerados pela companhia protagonistas no processo de expansão da operadora em Minas Gerais. Sob o comando da Diretoria Comercial de Varejo e Projetos Especiais da Onmed Saúde, Fabiana Cardoso ressalta que a empresa pretende construir uma relação permanente de diálogo com o canal de distribuição para compreender as demandas do mercado antes da definição das soluções comerciais.
“O corretor conhece como ninguém a realidade dos clientes e das empresas em cada município. A intenção é trilhar essa jornada ao lado desses profissionais, ouvindo suas experiências e entendendo quais soluções realmente atendem às necessidades de cada região. Minas Gerais possui características muito próprias, e essa diversidade exige produtos e estratégias compatíveis com cada realidade”, destaca a executiva que possui mais de duas décadas de atuação na saúde suplementar.
Ela acrescenta que a interiorização do atendimento faz parte do planejamento da companhia. “Nossa proposta é ampliar o acesso à saúde de forma responsável, investindo em uma rede credenciada estruturada tecnicamente, na prevenção e em modelos assistenciais que façam sentido para diferentes perfis de clientes. O compromisso da Onmed é construir relações de longo prazo com corretores e beneficiários, entregando soluções sustentáveis e alinhadas às necessidades locais”, reforça.
Para Fernando Vieira, esse modelo começa pela capacidade de compreender as diferentes realidades do Estado e desenvolver soluções que façam sentido para cada público, sem perder de vista a sustentabilidade da saúde suplementar. “Buscamos crescer junto com Minas Gerais, consolidando uma operação sólida, próxima dos corretores e conectada às necessidades das pessoas. Nossa expansão será consequência da confiança que conseguirmos conquistar no mercado. Esse é o compromisso que traduz o conceito ‘Saúde ao seu alcance’ e que vai orientar a atuação da Onmed daqui para frente”, conclui.
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]]>The post Sicredi lança seguro residencial em parceria com a Yelum appeared first on Revista Apólice.
]]>Entre as coberturas e serviços oferecidos estão indenização sem depreciação, proteção para painéis solares, cobertura para alagamentos, renovação automática, opções flexíveis de pagamento e serviços de assistência residencial, como eletricista e encanador.
O lançamento ocorre em um cenário de expansão do mercado segurador. No primeiro trimestre deste ano, o setor registrou crescimento de 7,4%, enquanto o seguro residencial avançou 10%, segundo dados da Confederação Nacional das Seguradoras (CNseg). O desempenho é atribuído, entre outros fatores, ao aumento de eventos climáticos e à maior preocupação dos consumidores com riscos domésticos, como curtos-circuitos, vazamentos e vendavais.
Apesar desse crescimento, o seguro residencial ainda apresenta baixa penetração no país. De acordo com a CNseg, aproximadamente 17% das residências brasileiras possuem esse tipo de cobertura, percentual inferior ao observado em países desenvolvidos, onde a proteção alcança cerca de 90% dos imóveis.
Para Marcelo Fogaça, gerente de Seguros do Sicredi, esse cenário indica espaço para expansão do segmento. “Mais de 80% das residências ainda não contam com proteção securitária, o que mostra o grande espaço para crescimento, geração de valor e ampliação da cultura de proteção junto aos associados.”
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]]>The post Classe C lidera seguro auto, mas 71% da frota está sem proteção appeared first on Revista Apólice.
]]>O levantamento traçou um retrato detalhado do consumidor de seguro Automóvel no país a partir de informações fornecidas por seguradoras que representam cerca de 60% do mercado analisado. O estudo identificou que mais da metade da base segurada está na faixa etária de maior renda, consumo e utilização cotidiana do veículo: 29% dos clientes têm entre 36 e 45 anos e outros 26% entre 46 e 55 anos.
O estudo também mostra forte concentração regional no mercado de seguro Automóvel brasileiro. O Sudeste lidera amplamente a participação nacional, respondendo por 58% da arrecadação do segmento, seguido pela Região Sul, com 21%, Nordeste (11%), Centro-Oeste (8%) e Norte (2%). O movimento acompanha a própria distribuição da frota nacional, já que Sudeste e Sul concentram juntos cerca de 69% dos veículos em circulação no país, além de fatores como renda média das famílias, urbanização e concentração populacional.
Em 2025, de acordo com dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad), do IBGE, a renda média domiciliar per capita no Sul foi de R$ 2.734, enquanto no Sudeste chegou a R$ 2.669, ambas acima da média nacional de R$ 2.264. As duas regiões também estão entre as mais urbanizadas do país. O Sudeste possui taxa de urbanização próxima de 94%, a maior do Brasil, enquanto o Sul aparece com cerca de 88%. Estados como Rio de Janeiro (97%) e São Paulo (96%) lideram o ranking nacional. O Sudeste também concentra aproximadamente 42% da população brasileira, segundo a Pnad, reforçando o peso econômico e demográfico da região no mercado automotivo e segurador.

Os dados revelam ainda que o seguro Automóvel no Brasil está fortemente ligado aos veículos de entrada e intermediários. Cerca de 46% dos automóveis segurados possuem valor de até R$ 70 mil, enquanto outros 27% estão na faixa entre R$ 71 mil e R$ 100 mil.
Apesar da expansão recente do mercado, a taxa de cobertura segue considerada baixa pelo setor. De acordo com o estudo, dos cerca de 63,3 milhões de automóveis em circulação, mas apenas 18,4 milhões estavam segurados, segundo cruzamento realizado pela CNseg com dados da Secretaria Nacional de Trânsito (Senatran). Na prática, isso significa que mais de 44 milhões de veículos circulam atualmente sem proteção securitária.
O levantamento mostra ainda diferenças relevantes entre as regiões. O Centro-Oeste chama atenção por apresentar participação proporcionalmente maior na frota segurada (15%) do que no total de veículos do país (9%), movimento associado ao perfil econômico regional e à dependência do automóvel em cidades ligadas ao agronegócio. Já o Sul, embora concentre 21% da frota nacional, responde por 16% dos veículos segurados.

Para o mercado segurador, o baixo índice de cobertura abre espaço para o desenvolvimento de novos produtos e estratégias voltadas principalmente para consumidores da classe média e públicos emergentes.
“O dado mostra que o seguro Automóvel ainda possui enorme potencial de crescimento no Brasil. Existe uma parcela significativa da população que já possui veículo, mas ainda está fora do sistema de proteção securitária”, afirma o diretor Técnico, de Estudos e Relações Regulatórias da CNseg, Alexandre Leal.
Segundo ele, o mercado vem discutindo soluções mais acessíveis, flexíveis e conectadas ao comportamento atual de mobilidade do consumidor brasileiro. “O próprio levantamento mostra que a Classe C já é protagonista do mercado de seguro automóvel. Isso acelera o desenvolvimento de produtos mais personalizados, coberturas modulares, contratação digital e modelos mais compatíveis com a realidade financeira das famílias”, diz.

O estudo também mostra que a demanda pelo seguro Automóvel praticamente dobrou na última década. Entre 2016 e 2025, a arrecadação do segmento saltou de R$ 31,7 bilhões para R$ 61,6 bilhões, crescimento nominal de 94%. Regionalmente, o maior avanço percentual ocorreu no Norte, onde a arrecadação cresceu nominalmente 112% no período, passando de R$ 670 milhões para R$ 1,4 bilhão. Na sequência aparecem Sul (96%), Sudeste (95%), Centro-Oeste (94%) e Nordeste (83%).
As indenizações pagas pelo segmento também avançaram de forma expressiva. Nacionalmente, os pagamentos passaram de R$ 21,2 bilhões em 2016 para R$ 35,5 bilhões em 2025, alta nominal de 67%. O Sudeste ampliou ainda mais sua participação nesse mercado, passando de 58% para 63% do total nacional das indenizações pagas.
A expansão do setor ocorre em paralelo ao avanço da indústria automotiva brasileira e à renovação parcial da frota. Para 2026, a CNseg projeta crescimento de 7,8% no seguro Automóvel, impulsionado pelo aumento das vendas de veículos, especialmente híbridos e elétricos, além dos programas de incentivo à renovação da frota.
As projeções da Fenabrave indicam crescimento de 3% nas vendas de automóveis e comerciais leves em 2026, alcançando cerca de 2,6 milhões de unidades. A Anfavea trabalha com estimativa semelhante, enquanto o Programa Carro Sustentável deve ampliar a venda de modelos compactos de entrada com redução de IPI.
Na avaliação da CNseg, a combinação entre renovação da frota, digitalização do mercado e maior percepção de risco tende a ampliar gradualmente a presença do seguro automóvel no cotidiano do consumidor brasileiro.
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