The post Dia Continental do Seguro: proteger patrimônios e preservar futuros appeared first on Revista Apólice.
]]>No Dia Continental do Seguro, celebrado em 14 de maio, a reflexão que se impõe vai muito além da contratação de apólices. O debate precisa alcançar a dimensão econômica, social e até cultural da proteção. Em um mundo marcado por incertezas cada vez maiores, o seguro deixou de ser um item secundário para se tornar uma ferramenta essencial de continuidade.
Vivemos uma era em que os riscos se multiplicam em velocidade acelerada. Eventos climáticos extremos se tornaram mais frequentes. A violência urbana impacta patrimônios e operações. Pequenos erros podem gerar grandes prejuízos financeiros. Empresas lidam diariamente com ameaças cibernéticas, insegurança jurídica e oscilações econômicas. Ao mesmo tempo, famílias convivem com um custo de vida mais elevado e menor margem para absorver perdas inesperadas.
Nesse contexto, o seguro ganha relevância não apenas como proteção individual, mas como mecanismo de estabilidade coletiva. Quando uma empresa consegue retomar suas atividades após um sinistro, ela preserva empregos, mantém fornecedores ativos e evita impactos em toda uma cadeia econômica. Quando uma família recebe suporte financeiro após uma perda, reduz-se também um efeito social que poderia se transformar em endividamento ou vulnerabilidade.
Existe ainda uma mudança importante acontecendo no Brasil: o crescimento gradual da cultura da prevenção. Historicamente, o brasileiro aprendeu a agir depois do problema, e não antes dele. Muitas vezes, o seguro foi visto como gasto, e não como planejamento. Mas essa percepção começa a mudar à medida que as pessoas entendem que proteção não é luxo, e sim estratégia.
Esse amadurecimento também acompanha a transformação do próprio mercado. O setor segurador deixou de oferecer apenas produtos tradicionais e passou a desenvolver soluções mais específicas, acessíveis e alinhadas às necessidades reais da população e das empresas. Hoje, o seguro dialoga diretamente com mobilidade, moradia, saúde financeira, logística, agronegócio, tecnologia e até sustentabilidade.
Outro ponto que merece atenção é o impacto econômico do setor. O seguro movimenta investimentos, fortalece negócios e ajuda a dar previsibilidade em ambientes naturalmente instáveis. Em muitos casos, ele é o que permite que empresas assumam projetos maiores, ampliem operações ou atravessem períodos críticos sem comprometer sua sobrevivência.
Há também um aspecto pouco percebido, mas extremamente importante: o seguro contribui para a sensação de confiança. E economias crescem melhor quando existe confiança. Pessoas empreendem mais quando sabem que possuem mecanismos de proteção. Empresas investem mais quando conseguem gerenciar riscos. Famílias planejam melhor quando têm alguma segurança diante dos imprevistos.
Por isso, o Dia Continental do Seguro não deve ser encarado apenas como uma data do setor. É uma oportunidade para discutir como sociedades mais preparadas para lidar com riscos se tornam também mais resilientes, organizadas e economicamente sustentáveis.
Por Ronaldo Dalcin, representante do Sindicato das Seguradoras Norte e Nordeste (Sindsegnne).
The post Dia Continental do Seguro: proteger patrimônios e preservar futuros appeared first on Revista Apólice.
]]>The post Banestes alcança seu lucro recorde no 1º tri de 2026 appeared first on Revista Apólice.
]]>Dentre os principais fatores para o excelente resultado, destacam-se a robustez das receitas de intermediação financeira, com ênfase para o desempenho de títulos e valores mobiliários (+17,2% em 12 meses) e de crédito (+12,3% em 12 meses), cujo saldo da carteira avançou 6,1% em doze meses, baseando-se principalmente na expansão das modalidades de crédito comercial (+3,9%) e de crédito pessoal (+8,1%). A Carteira de Crédito Ampliada encerrou março de 2026 em R$ 15,2 bilhões. O desempenho reflete a estratégia da Instituição de priorizar ativos de menor risco e de manter uma política de concessão rigorosa.
“O primeiro trimestre de 2026 consolida nossa estratégia de crescimento sustentável e resiliência operacional. Alcançamos o melhor primeiro trimestre da história do Banestes, com um Lucro Líquido de R$ 91 milhões e um ROE de 19,1%. Juntos, estamos fortalecendo cada vez mais o Banestes, construindo uma organização sólida e rentável, em sintonia com as expectativas da sociedade capixaba”, destacou o novo diretor-presidente da instituição, Carlos Artur Hauschild, que assumiu o comando da companhia no mês de maio.
Destacam-se ainda as receitas com prestação de serviços e tarifas, que alcançaram R$ 100 milhões no período, um avanço de 10,6% em doze meses, o que é reflexo do aumento das receitas com gestão e administração de fundos (+39,2% em 12 meses) e com comissões em comercialização e serviços de Seguros, Previdência e Capitalização (+62,2% em 12 meses). Adicionalmente, vale ressaltar o crescimento de 4,8% das receitas com cartões no período.
O Retorno sobre o Patrimônio Líquido médio (ROE) situou-se em 19,1%. Este é o maior patamar histórico para o indicador. O Retorno sobre o Ativo Total médio (ROA) manteve-se em 1,1%, demonstrando a estabilidade da instituição.
O faturamento do primeiro trimestre atingiu R$ 1,6 bilhão, um crescimento de 13,1% comparado ao mesmo período do ano anterior. A Margem Financeira Líquida alcançou R$ 301 milhões, crescimento de 2,3% em 12 meses. Na mesma comparação, o Resultado Operacional atingiu R$ 116 milhões, um avanço de 29,7% em relação ao mesmo período de 2025.
Foram destinados aos acionistas R$ 56 milhões a título de Juros sobre Capital Próprio (JCP) e dividendos no primeiro trimestre de 2026, o que representa um payout de 61,5% do lucro líquido do período. Desse valor, R$ 52 milhões foram destinados ao Governo do Estado do Espírito Santo, o acionista controlador.
O Patrimônio Líquido alcançou R$ 2,4 bilhões, aumento de 7,4% comparado ao mesmo período do ano anterior. Os Recursos de Terceiros Captados e Administrados totalizaram R$ 44,8 bilhões, consolidando uma expansão de 5,8% em doze meses e crescimento de 1,3% contra o trimestre anterior, o que ratifica a solidez institucional e a eficiência das estratégias de captação.
Os Ativos Totais do Banestes encerraram o primeiro trimestre de 2026 com o saldo de R$ 40,0 bilhões, apresentando um crescimento de 4,8% em doze meses. Esse crescimento é reflexo direto da performance positiva das operações de crédito, que avançaram 6,9% em doze meses, somada à estratégia de liquidez, que elevou os recursos em tesouraria em 2,8% no mesmo período.
A solidez financeira do Banestes é atestada pelas principais agências globais de classificação de risco. A Fitch Ratings reafirmou o rating nacional de longo prazo do Banco em AA+(br), com perspectiva estável, destacando o perfil de negócios resiliente e a sólida capitalização. Simultaneamente, a Moody’s Local Brasil atribuiu ao Banestes o rating de emissor AA.br, com perspectiva positiva, fundamentada na qualidade dos ativos, na robusta estrutura de liquidez e na importância estratégica da instituição no cenário regional.
As empresas coligadas que fazem parte do Sistema Financeiro Banestes também ratificaram a solidez dos resultados. A Banestes Seguros registrou lucro líquido de R$ 12,9 milhões no trimestre, consolidando o maior resultado para um primeiro trimestre na série histórica da Seguradora, com um crescimento de 80,3% em relação ao mesmo período de 2025. A Banestes Corretora apurou lucro líquido de R$ 12,8 milhões no período, valor 13,8% superior em doze meses. E a Banestes Asset manteve sua trajetória de crescimento, encerrando o primeiro trimestre de 2026 com R$ 9,54 bilhões sob gestão, uma expansão de 2,1% em relação ao trimestre anterior e de 9,2% em comparação ao primeiro trimestre de 2025.
Desde 2018, a base de acionistas do Banestes cresceu aproximadamente 17 vezes, superando o marco de 42 mil investidores ao final deste trimestre. O banco encerrou o trimestre com uma base de relacionamento de aproximadamente 1,5 milhão de clientes. A estratégia de fidelização e captação resultou em um crescimento de 2,5% no segmento de Pessoa Jurídica e de 4,1% em Pessoa Física, em doze meses.
O Banestes reafirma ainda o seu compromisso com a capilaridade e a excelência no atendimento, mantendo uma presença estratégica como único banco presente em todos os municípios do Espírito Santo. Atualmente, a rede física é composta por 730 pontos de atendimento, estruturados em 148 agências e postos de atendimento; 268 unidades de atendimento eletrônico; e 314 correspondentes Banesfácil.
As informações completas sobre o Resultado do Primeiro Trimestre de 2026 do Banestes foram transmitidas via YouTube, no canal oficial do Banestes. Os dados completos também podem ser consultados no site de Relações com Investidores, além das páginas da Comissão de Valores Mobiliários e da B3.
The post Banestes alcança seu lucro recorde no 1º tri de 2026 appeared first on Revista Apólice.
]]>The post Letramento digital e IA ampliam debate sobre inclusão feminina no empreendedorismo appeared first on Revista Apólice.
]]>As aplicações da Inteligência Artificial foi um dos temas principais do painel de Letramento Digital & Impacto de Negócios. O seu avanço ampliou o debate sobre inclusão de mulheres no empreendedorismo e no mercado de tecnologia. Durante o painel, executivas destacaram que o acesso à tecnologia e à capacitação será determinante para reduzir desigualdades econômicas e ampliar oportunidades de geração de renda. Ela oferece oportunidades, mas riscos também.
Tânia Consentino, conselheira independente e ex-presidente da Microsoft, afirmou que o letramento digital precisa alcançar um número maior de brasileiros para que a tecnologia se torne um instrumento efetivo de transformação econômica e social. Segundo ela, embora mulheres e homens empreendam em proporções semelhantes no Brasil, ainda existe uma diferença importante no impacto econômico dos negócios liderados por mulheres.
“Os homens estão criando startups tecnológicas, criando negócios que movimentam mais a economia e trazem mais renda. Trazer o empreendimento digital para mulheres e para todos os públicos socioeconômicos permite que essas mulheres criem empresas que possam ir mais longe, gerar mais renda e trazer desenvolvimento econômico”, pontuou. Ela também destacou que o desafio atual não está necessariamente na formação de desenvolvedoras, mas na criação de profissionais capazes de utilizar ferramentas de inteligência artificial de forma estratégica e crítica.
“IA é ferramenta, ela não é a solução de todos os problemas. O profissional que não dominar a IA vai ser prejudicado no mercado”, disse. A executiva reforçou ainda que existem treinamentos gratuitos disponíveis e que o conhecimento sobre uso de IA será um diferencial competitivo nos próximos anos.
A ex-CEO da BNP Paribas Cardif Sheynna Hakim, falou sobre barreiras culturais e acesso à tecnologia. Durante a conversa, ela chamou atenção para a percepção de que áreas ligadas à tecnologia ainda são vistas como distantes para parte da população, especialmente para mulheres. Segundo a executiva, o desafio passa também pela quebra de estereótipos relacionados às profissões tecnológicas e pela ampliação do acesso ao conhecimento digital.
Ela aconselha as mulheres do mercado de seguros que querem começar a entender um pouco de Inteligência Artificial a se atentarem a dois pontos: “é uma oportunidade enorme para você que usa, mas, por outro lado, é um grande risco do ponto de vista de crimes cibernéticos, que já estão em torno de US$ 10 trilhões no mundo. Conheçam, usam e entendam as oportunidades e os riscos”.
Sheynna continua: “use primeiro na sua casa, com coisas simples, como planejamento de viagens ou apresentações escolares. Isso não coloca sua empresa em risco para o seu letramento. Dentro das regras da sua empresa, você levar a discussão sobre novas forma de utilização da IA que possam trazer rentabilidade para o negócio”.
A Head of Brazil da McAfee, Flávia Elizalde, destacou que muitas pessoas ainda associam tecnologia exclusivamente à programação, o que acaba criando barreiras para profissionais de diferentes áreas ingressarem no setor. “Trabalhar em tecnologia não é apenas ser programador. Você precisa de designer, especialista em usabilidade, profissionais de texto, estatística e diversas outras competências”, avisou.
Ela ressaltou ainda que o mercado enfrenta escassez global de profissionais ligados à tecnologia e que a demanda continuará crescendo nos próximos anos. Para Flávia, ampliar o letramento digital significa também mostrar que existem diferentes caminhos de atuação dentro do ecossistema tecnológico.
“A questão do letramento passa justamente por aí. Existe uma barreira natural porque as pessoas acham que precisam ser extremamente técnicas. Falta mostrar que é possível chegar lá”, concluiu. Ela ponderou que a IA é uma ferramenta de tecnologia, poderosa e indispensável. “Ela via ser tão simples quanto a eletricidade. É preciso ter segurança, assim como em todos os ambientes digitais”.
Um dos maiores cuidados é com o compartilhamento de dados sigilosos das empresas, que pode colocar em risco a sua operação. Flavia aconselha: desconfie de tudo e não clique em links recebidos em qualquer plataforma
Kelly Lubiato
The post Letramento digital e IA ampliam debate sobre inclusão feminina no empreendedorismo appeared first on Revista Apólice.
]]>The post Bradesco Seguros divulga Relatório de Sustentabilidade 2025 appeared first on Revista Apólice.
]]>“A sustentabilidade vem se consolidando, no Grupo Bradesco Seguros, como uma agenda estruturante para o negócio. O relatório reflete esse avanço ao demonstrar como temas como adaptação climática, inclusão securitária, economia circular e eficiência operacional estão integrados às nossas decisões estratégicas”, afirma Valdirene Soares Secato, diretora de Recursos Humanos, Ouvidoria e Sustentabilidade.
O relatório dedica um eixo específico à estratégia climática, abordando temas como adaptação às mudanças climáticas, ecoeficiência, gestão de emissões e uso responsável de recursos naturais. Em um contexto de maior recorrência de eventos extremos, o documento registra que, em 2025, as indenizações relacionadas a ocorrências de alagamento e inundação totalizaram R$ 70,93 milhões, evidenciando o papel do seguro na proteção financeira de famílias e empresas.
Ao tratar dos impactos das mudanças climáticas, o relatório também incorpora a perspectiva da saúde, destacando iniciativas voltadas à conscientização e à prevenção. Entre elas, a Bradesco Saúde lançou, durante a COP30, a cartilha “Nosso Clima, Sua Saúde”, que aborda os principais riscos à saúde relacionados às mudanças climáticas e orienta a população sobre práticas de cuidado e prevenção.
O documento registra ainda a participação do Grupo Bradesco Seguros na COP30, com a realização da Casa do Seguro, iniciativa do setor voltada ao debate sobre mudanças climáticas, resiliência, adaptação e o papel do seguro na proteção da sociedade, com participação ativa da companhia ao longo do evento.
Nesse cenário, a publicação apresenta soluções alinhadas à transição para uma economia de menor impacto ambiental. Em 2025, a companhia registrou crescimento de 113% na venda de seguros para veículos elétricos, além da ampliação de coberturas voltadas a sistemas de energia solar, conforme detalhado no relatório.
A edição de 2025 registra avanços na jornada de negócios sustentáveis. Ao longo do ano, o Grupo realizou agendas e workshops internos com lideranças e equipes técnicas, em consonância com a taxonomia de negócios sustentáveis, na definição de aspirações e condutores e na aplicação prática desses critérios no portfólio. O relatório descreve a formalização e o aprimoramento de critérios internos para o mapeamento e a classificação de produtos e iniciativas com benefícios socioambientais e climáticos, em alinhamento às exigências regulatórias aplicáveis ao setor.
“A elaboração do Relatório Integrado de Sustentabilidade é um exercício de gestão e transparência. Em 2025, avançamos no fortalecimento de processos, critérios e indicadores que permitem integrar a sustentabilidade de forma cada vez mais estruturada ao dia a dia do Grupo, apoiando decisões, produtos e operações alinhados aos desafios ambientais, sociais e climáticos. Este também é o primeiro ano de adoção da abordagem de Relato Integrado, marcando uma ampliação metodológica que reforça a conexão entre estratégia, governança e geração de valor”, afirma Ivani Benazzi, superintendente de Sustentabilidade do Grupo Bradesco Seguros.
No campo da economia circular, o Grupo reforçou iniciativas relacionadas à gestão de resíduos e ao reaproveitamento de materiais em sua cadeia de valor. Em 2025, os projetos Oficina Sustentável, Auto Reciclagem, Assistência Sustentável Residencial e Sinistro Sustentável Residencial contabilizaram a destinação correta de 2,7 mil toneladas de resíduos. O Programa Auto Reciclagem respondeu por 2,2 mil toneladas no ano e acumula cerca de 27,7 mil toneladas destinadas corretamente desde sua criação, em 2009. A publicação também registra a primeira edição do Selo Oficina Sustentável, que reconheceu 23 oficinas referenciadas.
Na frente operacional, o relatório evidencia a evolução das práticas de ecoeficiência e gestão ambiental ao longo dos últimos ciclos de reporte. O Grupo vem estruturando e consolidando o inventário de emissões de gases de efeito estufa, cujo aprimoramento avançou e segue integrado à gestão operacional em 2025, e, em conjunto com a Organização Bradesco, realiza a compensação de 100% das emissões de gases de efeito estufa inventariadas dos escopos 1, 2 e 3. O documento também registra a ampliação do uso de energia proveniente de fontes renováveis, o fortalecimento da digitalização de processos como instrumento de redução do consumo de recursos e ações voltadas à mobilidade e à eficiência energética em prédios administrativos.
O relatório apresenta ainda iniciativas voltadas à inclusão securitária, com foco na ampliação do acesso a soluções de proteção. O Microsseguro Residencial encerrou 2025 com 8.734 apólices vigentes. Já o Seguro Despesas Essenciais contava com 9.467 apólices ativas em dezembro.
No segmento de previdência, os planos Bradesco Princípios ESG incorporam critérios ambientais, sociais e de governança na gestão dos recursos e somavam patrimônio líquido combinado superior a R$ 398 milhões ao final de 2025.
Elaborado com base em critérios e metodologias consistentes às edições anteriores, o relatório permite a leitura e a comparação dos principais indicadores ao longo do tempo e foi submetido à verificação externa independente.
The post Bradesco Seguros divulga Relatório de Sustentabilidade 2025 appeared first on Revista Apólice.
]]>The post Mapfre reforça agenda ASG em relatório de 2025 appeared first on Revista Apólice.
]]>O relatório mostra avanços na integração do risco socioambiental aos processos de subscrição e investimento da Mapfre, ao mesmo tempo em que destaca o desenvolvimento de soluções que ampliam o acesso ao seguro e respondem às mudanças na sociedade, como o envelhecimento populacional e a maior vulnerabilidade de determinados públicos.
A publicação reúne as principais ações, iniciativas e resultados da companhia no país ao longo de 2025, reforçando o compromisso da seguradora com a geração de valor sustentável para o negócio e para a sociedade. Elaborado com base nos requisitos regulatórios da Circular SUSEP 666, o documento relaciona os programas e iniciativas da seguradora aos Princípios para Sustentabilidade em Seguros (PSI) e à Agenda 2030 da ONU, incluindo os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS).
“Comprovamos em 2025 que é possível conectar inovação, gestão de riscos e agenda climática por meio do trabalho integrado das nossas equipes, da parceria com os nossos distribuidores e da confiança dos nossos clientes”, destaca Felipe Nascimento, CEO da Mapfre no Brasil. “A sustentabilidade vem se consolidando como um elemento cada vez mais integrado à estratégia e gestão do negócio. Nossos resultados demonstram, na prática, que a geração de valor sustentável é fundamental para a perenidade da Companhia”, completa o executivo.
Como parte da estratégia de divulgação, a Mapfre também lançou um vídeo resumido e didático destacando os principais compromissos, indicadores e avanços do Relatório de Sustentabilidade. O conteúdo está disponível nas redes sociais da empresa.
Presença na COP30 e marca histórica
O ano de 2025 foi marcado pela participação ativa da Mapfre na COP30, em Belém. No evento, a seguradora apresentou o Bioseguro, uma solução inédita no mercado brasileiro voltada à proteção de projetos de restauração ambiental diante de eventos extremos.
Além disso, a companhia alcançou uma redução histórica de 16% nas emissões de CO2 em suas operações no Brasil e manteve a diretriz de não investir nem assegurar empresas dependentes de petróleo ou carvão que não apresentem planos consistentes de transição energética.
Ainda no campo da biodiversidade, o projeto Floresta Mapfre avançou na recuperação de mais de 29 hectares de áreas degradadas, indo além da simples compensação ao promover a restauração efetiva de biomas nacionais.
A estratégia ASG da seguradora também evoluiu na integração da sua cadeia de valor. O lançamento do programa Corretor Mais Sustentável posicionou os parceiros de distribuição como protagonistas da transformação alinhado à estratégia de sustentabilidade na Mapfre.
“A Mapfre vem fortalecendo sua capacidade de responder aos impactos da transição climática sobre seus portfólios, além de desenvolver soluções alinhadas às oportunidades da economia de baixo carbono. Os avanços em seguros inclusivos, inovação e soluções voltadas a públicos vulneráveis reforçam a resiliência e a sustentabilidade do negócio”, afirma Fátima Lima, diretora de sustentabilidade da Mapfre.
No âmbito social, os projetos são voltados à ampliação do acesso ao seguro e à inclusão de públicos com necessidades específicas, como o Mapfre na Favela, iniciativa que busca adaptar soluções de seguro à realidade de pequenos e microempreendedores locais das favelas, e o Mapfre Sênior, que reúne produtos e serviços para atender às demandas de uma população em processo de envelhecimento, com soluções que promovem autonomia, segurança e qualidade de vida, tanto no ambiente residencial quanto em instituições de longa permanência de idosos (ILPIs).
The post Mapfre reforça agenda ASG em relatório de 2025 appeared first on Revista Apólice.
]]>The post ESSOR participa do Fórum Eventos 2026 em SP appeared first on Revista Apólice.
]]>Desenvolvido em parceria com a Axpert Underwriting, o seguro Eventos da ESSOR foi responsável pela cobertura da estrutura do encontro. As empresas também participaram do evento com um estande voltado ao relacionamento com parceiros, clientes e profissionais ligados ao mercado de eventos e entretenimento.
Aparticipação integra a estratégia de fortalecimento da atuação em seguros especializados para o segmento de entretenimento e eventos.v“Participar do Fórum Eventos 2026 é uma oportunidade para estreitarmos nossa conexão com um mercado em constante evolução. Temos investido em soluções especializadas para este segmento e os resultados mostram isso. A carteira de entretenimento da ESSOR registrou crescimento de 44%, refletindo o amadurecimento do setor e a confiança dos clientes em produtos mais personalizados e completos”, declarou Nileide Fernandes, executiva de contas da ESSOR Seguros.
Para Nicollas Damasceno, gerente da Axpert, a presença no evento acompanha as transformações do setor e as novas demandas de proteção para operações ligadas ao entretenimento. “Estar presente nesta iniciativa é também uma forma de acompanhar de perto as transformações do setor e desenvolver soluções alinhadas às novas necessidades de organizadores, produtores e empresas que atuam nesse universo”, destacou o executivo.
O mercado de eventos vem ampliando a demanda por coberturas específicas relacionadas à responsabilidade civil, cancelamentos, estruturas temporárias e proteção patrimonial, impulsionando o avanço de produtos voltados ao segmento de entretenimento e grandes eventos.
The post ESSOR participa do Fórum Eventos 2026 em SP appeared first on Revista Apólice.
]]>The post InsureMO e Noorden firmam parceria no Brasil appeared first on Revista Apólice.
]]>A InsureMO opera uma plataforma global baseada em APIs voltada ao mercado segurador, com atuação em cerca de 50 países e mais de 500 clientes. Pelo acordo, a companhia fornecerá a infraestrutura tecnológica, enquanto a Noorden ficará responsável pela consultoria de negócios e estratégia de implementação. A parceria também reúne os executivos Rafael Mazaro e Umberto Reis, que atuarão na conexão entre a tecnologia global e as demandas operacionais e regulatórias do mercado brasileiro.
A colaboração foca em reduzir o tempo de lançamento de novos produtos, preparar as empresas para o Open Insurance e possibilitar jornadas de seguros integrados escaláveis e seguras. “A tecnologia sozinha não resolve o problema se não houver uma visão clara de como ela se conecta ao modelo de negócios da seguradora ou distribuidora”, diz Rafael Mazaro, CEO e sócio da Noorden. “Nossa parceria com a InsureMO é estratégica porque nos permite oferecer uma plataforma API de seguros comprovada globalmente, junto com nossa curadoria técnica e de negócios.”
Para o InsureMO, a parceria representa um passo fundamental na consolidação de sua presença no Brasil. A empresa tem se expandido na América Latina com uma equipe regional dedicada liderada por Rafael Cecchini Rodrigues como Gerente Geral. Ao trazer a Noorden como parceira estratégica, o InsureMO amplia sua capacidade de entrega e conquista um aliado com profundo conhecimento das nuances regulatórias e culturais do mercado local.
“A capacidade consultiva de Rafael e Umberto garante que projetos de modernização não sejam apenas implementações de software, mas movimentos estratégicos de negócios. Nossos clientes recebem suporte estratégico de alto nível junto com uma plataforma tecnológica comprovada”, disse Rafael Cecchini Rodrigues, General Manager Latam do InsureMO.
A parceria se baseia em um histórico já existente: as empresas já atendem dois clientes em comum e a Noorden construiu a Octo Noorden sobre a plataforma InsureMO, uma solução modular, multilocatária e white-label para criar e operar jornadas digitais de seguro.
Sobre Noorden
A Noorden atua como parceira estratégica de tecnologia, consultoria e inovação para os mercados de seguros e saúde. Com uma abordagem de “IA em primeiro lugar, mas sempre pessoas”, a empresa desenvolve arquiteturas de software, engenharia de dados e plataformas, focando em resolver problemas reais em back-office, subscrição e distribuição digital para o mercado tradicional de seguros, modernizando operações e acelerando a inovação digital no setor.
The post InsureMO e Noorden firmam parceria no Brasil appeared first on Revista Apólice.
]]>The post CAIXA Consórcio alcança R$ 50 bilhões em carteira appeared first on Revista Apólice.
]]>Desde o início da operação, a CAIXA Consórcio vem ganhando escala e consolidando sua presença entre as principais empresas do setor. Amparada pela solidez e a capilaridade da marca CAIXA, a companhia desenvolveu soluções baseadas em planejamento e previsibilidade, permitindo que os clientes organizem suas conquistas com mais segurança. Com opções que abrangem imóveis, automóveis e máquinas agrícolas, a companhia oferece planos adaptáveis a diferentes perfis, ampliando o acesso ao consórcio em todo o país.
Desde o início da operação, a companhia vem ampliando sua presença no setor ao oferecer produtos para segmentos como imóveis, automóveis e máquinas agrícolas. Entre as modalidades disponíveis estão Parcela Reduzida, Consórcio da Gente, Agroflex e Empresarial Flex.
Os dados do resultado trimestral da CAIXA Seguridade mostram que a companhia comercializou R$ 5,4 bilhões em cartas de crédito no primeiro trimestre de 2026. O segmento imobiliário segue como principal frente da operação, apoiado pela distribuição nos canais da CAIXA e pela expansão digital da companhia.
O desempenho acompanha o crescimento do próprio mercado de consórcios. Dados da Associação Brasileira das Administradoras de Consórcio indicam que o sistema movimentou R$ 129 bilhões no primeiro trimestre deste ano, alta de 22,6% em relação ao mesmo período de 2025. O setor também alcançou 12,93 milhões de participantes ativos, avanço de 13% na comparação anual.
O cenário de juros elevados tem impulsionado a busca por alternativas de aquisição planejada de bens, fortalecendo o consórcio como opção sem cobrança de juros para formação de patrimônio e organização financeira de longo prazo.
“Desde 2021, a CAIXA Consórcio vem atuando de forma integrada para ampliar sua presença entre os brasileiros que buscam alternativas para investir em patrimônios de maneira planejada. Esse resultado reflete a atuação da Rede CAIXA e Parceiros que acreditam na modalidade como um caminho consistente para conquistar um bem, além do aquecimento do mercado de consórcios, o que reforça nossa expectativa de continuar crescendo acima da média do setor, com a oferta democrática de nossos produtos e o desenvolvimento contínuo de nossa jornada e relacionamento com os clientes. Para os próximos anos, seguiremos investindo na simplificação do consórcio como uma solução versátil, segura e acessível”, conta Vanessa Cattinne, diretora comercial da CAIXA Consórcio.
Para Gustavo Portela, presidente da CAIXA Seguridade, o avanço da carteira reforça o espaço de crescimento da modalidade no país. “Alcançar R$ 50 bilhões em carteira administrada em cinco anos demonstra a capacidade da CAIXA Consórcio de combinar solidez, distribuição nacional e desenvolvimento de soluções alinhadas às necessidades dos brasileiros. O consórcio vem ampliando seu papel como instrumento de planejamento financeiro e formação de patrimônio, e enxergamos espaço relevante para a continuidade desse crescimento nos próximos anos”, afirma o executivo.
The post CAIXA Consórcio alcança R$ 50 bilhões em carteira appeared first on Revista Apólice.
]]>The post APet aposta em tecnologia para expandir saúde pet appeared first on Revista Apólice.
]]>Nesse cenário de oportunidade, a APet se destaca como um dos principais players no segmento de planos de saúde e assistência para cães e gatos com forte base tecnológica e foco em eficiência digital e experiência do cliente, características que definem o novo perfil de empresas insurtech que estão remodelando o setor.
As Insurtechs, startups de seguros orientadas por tecnologia, estão acelerando a transformação do mercado tradicional de planos de saúde animal ao introduzirem plataformas digitais, automação inteligente, modelos de subscrição mais eficientes e experiências de contratação end‑to‑end simplificadas. As tecnologias digitais, como inteligência artificial (IA) para subscrição e processamento de sinistros, automação de fluxo de trabalho e integração via APIs, não só melhoram a experiência do tutor pet como também reduzem custos operacionais e ampliam o acesso dos consumidores a produtos personalizados.
“Na APet, acreditamos que cada animal de estimação merece atenção, cuidado e proteção de qualidade, assim como qualquer membro da família. O mercado de planos de saúde pet está em plena transformação, impulsionado por tecnologia e inovação, e nós queremos estar na vanguarda dessa mudança. As insurtechs têm mostrado que é possível unir digitalização, eficiência operacional e proximidade com o tutor, oferecendo produtos personalizados e processos ágeis. É exatamente esse modelo que aplicamos na APet: combinamos tecnologia de ponta com atendimento humano de excelência, garantindo que cada tutor tenha tranquilidade e cada pet tenha bem‑estar contínuo”, declarou Luiz Gênova, CEO da APet.
Enquanto as seguradoras tradicionais lutam com sistemas legados complexos e ciclos de desenvolvimento lentos, insurtechs conseguem lançar produtos em semanas, oferecer políticas personalizáveis e adaptar rapidamente as coberturas às necessidades reais dos tutores, desde saúde preventiva até tratamentos especializados. Esse movimento tecnológico está ligado ao crescimento projetado do setor, onde apesar da penetração de seguros pet ainda ser relativamente baixa em vários mercados, a demanda cresce impulsionada por gastos veterinários em alta e pela tendência contínua de humanização dos pets.
Com inserção sólida no mercado Brasileiro de saúde pet, APet tem se posicionado como uma solução que combina plataforma digital integrada para gestão de planos e serviços de assistência, atendimento abrangente 24 horas, com foco em bem‑estar contínuo do animal, a experiência centrada no tutor, com processos simplificados e conectividade entre clínicas, profissionais e segurados. E o alinhamento com tendências insurtech de fidelização, prevenção e monitorização digital de saúde.
Esse modelo, cada vez mais comum entre insurtechs que convergem tecnologia e cuidado pet, representa um novo paradigma no mercado brasileiro, aproximando a proteção animal dos padrões de excelência tecnológica já vistos em mercados maduros como EUA e Europa.
The post APet aposta em tecnologia para expandir saúde pet appeared first on Revista Apólice.
]]>The post BMS Re: modelo que prioriza as seguradoras appeared first on Revista Apólice.
]]>“Começamos do zero, estruturando equipe e operação. Nesses cinco anos, passamos por aquisição, consolidação da liderança da empresa, forte expansão do grupo na América Latina e recentemente atingimos um marco importante ao ultrapassarmos o meio bilhão de prêmios intermediados no Brasil”, afirma José Leão, CEO da BMS Re no Brasil.
Segundo o executivo, o diferencial do modelo da empresa está justamente na forma de enxergar o cliente. Enquanto boa parte do mercado ainda opera com foco nos negócios gerados pelo próprio grupo, a BMS Re construiu sua atuação voltada diretamente às seguradoras, como parceira estratégica, buscando compreender suas necessidades de proteção, transferência de risco, capital e solvência.
“Nosso olhar está totalmente dirigido para a seguradora, no entendimento da sua estratégia como companhia e, com isso, na nossa capacidade de apoiá-la na sua execução. É um olhar diferente, que foi construído desde o início e que explica o nosso crescimento”, destaca.
Essa abordagem é reflexo de uma operação de corretagem de resseguros independente, sem vínculo com grupos que possuam distribuição própria ou corretoras de seguros atreladas, e reforçada por uma estrutura altamente especializada, organizada por linhas de negócio como patrimonial, construção, energia, vida, responsabilidade civil e linhas financeiras.
Em um ambiente de crescente competitividade, o CEO defende uma evolução do papel do corretor de resseguro. Para ele, o setor caminha para um modelo mais consultivo, no qual a geração de valor começa muito antes da negociação das proteções de resseguro. “Não há espaço no mercado para o broker de resseguro que se posicione de forma apenas transacional. O valor real está bem antes das negociações, em estruturar o plano de negócio da seguradora, inserir o resseguro na equação e posicioná-la corretamente para uma abordagem assertiva junto ao mercado ressegurador”, pondera Leão.
Esse movimento se torna ainda mais relevante quando se fala de seguradoras em início de operação ou no lançamento de novas linhas de negócio. Nesses casos, a construção e a apresentação clara do plano de negócio, dos canais de distribuição e dos processos são determinantes para o acesso ao resseguro.
“Se a estratégia não estiver clara e bem apresentada, a seguradora não consegue capacidade. Nosso papel é ajudar a moldar esse plano e apresentá-lo ao ressegurador”, aponta o CEO.
Nesse contexto, a BMS Re tem direcionado esforços para apoiar novos entrantes, muitas vezes desde a fase inicial de estruturação do negócio. “Muitas seguradoras chegam ao mercado sem entender o papel do resseguro. Nosso trabalho começa lá atrás, junto aos acionistas e principais executivos, ajudando a estruturar o modelo e a abrir portas no mercado internacional”, explica Leão. Ele reforça sua gratidão aos grandes grupos de seguradoras locais e multinacionais consolidadas no mercado brasileiro, com os quais a BMS mantém uma relação sólida e de longo prazo.
“Ganhamos a confiança dos nossos clientes por meio da nossa entrega e dedicação no dia a dia, acompanhando de perto suas operações ao longo desses cinco anos. Contamos com um time 100% local, formado por profissionais especialistas em soluções de resseguro estruturado e facultativo, além de capacidades atuariais e de gestão operacional e financeira, o que nos permite atender esses grandes clientes de forma completa, de ponta a ponta”, destaca.
Outro diferencial competitivo da BMS Re está na sua conexão com a estrutura global do grupo, especialmente nos hubs de Londres e Miami, que concentram grande parte das operações de resseguro. O CEO destaca que “a presença global agrega valor para o cliente, tanto em conhecimento profundo nas diversas linhas de negócio que o grupo atua quanto em acesso ao mercado. Isso se traduz, ao final, em melhores condições para as seguradoras”.
Para o projeto “2030” da corretora, a ambição é clara: dobrar o tamanho da operação, com crescimento predominantemente orgânico. “O crescimento passa por bons profissionais, qualidade técnica e proximidade com o cliente. Queremos expandir, mantendo o nosso modelo consultivo de ponta a ponta e a nossa especialização”, conclui.
GRUPO BMS | NÚMEROS E LINHAS DE ATUAÇÃO
| • +45 anos de história oferecendo serviços especializados em seguros e resseguros.• Operação global garantindo atendimento completo aos clientes multinacionais.• Conhecimento especializado e acesso direto e rápido a todos os mercados de resseguros locais e internacionais.• Foco em consultoria de risco, gestão de portfólio, intermediação de resseguros e excelência operacional.• Parcerias estabelecidas e fortes conexões com os mercados locais e internacionais de seguros e resseguros. | 2000+ Funcionários52 Escritórios globalmenteUSD 10.5B+ Prêmio transacionado6º Maior broker de resseguros do mundo |

O protagonismo das soluções estruturadas
Em um mercado cada vez mais orientado por dados, estratégia e eficiência de capital, as soluções estruturadas de resseguro seguem sendo instrumento-chave para o crescimento, proteção e estabilidade das seguradoras. Em linha com a visão apresentada por José Leão, CEO da BMS Re, a diretora de Soluções Estruturadas da companhia, Sandra Lewandowski, detalha como a personalização e o entendimento profundo do negócio do cliente se tornaram diferenciais competitivos nesse segmento.
Segundo a executiva, não há espaço para modelos padronizados: “cada cliente requer uma solução. Dizemos sempre que não existe proteção de resseguro certa ou errada; existe a proteção adequada para as necessidades momentâneas da seguradora, que se ajustam conforme o seu crescimento”, afirma. A lógica, segundo ela, parte da compreensão estratégica da seguradora, desde seu apetite de risco até as linhas de negócio prioritárias, para então estruturar proteções que atendam de forma precisa às suas necessidades.
Esse processo envolve uma análise detalhada dos objetivos da companhia e da sua estratégia de execução. “Analisamos profundamente o plano de negócios da seguradora para entender a aderência da estratégia e, a partir disso, definir o melhor formato de proteção e pulverização do risco por meio do resseguro”, explica Sandra. O resultado são proteções desenhadas sob medida, que variam conforme as necessidades de cada linha de negócio.
O departamento de soluções estruturadas é o coração do modelo de atuação da corretora no atendimento às seguradoras, uma vez que grande parte da carteira de negócios depende da existência de capital ressegurador disponível de forma automática para viabilizar a alavancagem das operações. “As chamadas soluções estruturadas abrangem, principalmente, contratos automáticos para determinados segmentos, além de operações mais específicas, voltadas a nichos ou produtos isolados”, pontua Sandra.
A proximidade com o cliente é outro pilar importante do modelo de atuação da BMS Re. A executiva destaca que o trabalho é conduzido de forma integrada com diferentes áreas das seguradoras, incluindo equipes técnicas, operacionais e alta liderança. “Trabalhamos sempre muito próximos da seguradora, conectando nossos profissionais às diferentes células da organização, para acompanhar as necessidades e eventuais limitações de cada departamento. É possível que uma estrutura de resseguro seja mais rentável, mas não necessariamente viável do ponto de vista operacional, e a proximidade permite esse tipo de avaliação”, ressalta Sandra.
Na prática, o resseguro estruturado se apresenta como ferramenta tanto para expansão de carteira quanto para gestão de capital. Dependendo da estratégia, pode apoiar desde o crescimento em novas linhas até o alívio de retenção em carteiras específicas. “Tudo depende do foco, da estratégia e da necessidade de cada cliente”, esclarece a executiva.
Apesar das diferenças entre perfis dos clientes da BMS, sejam bancos, multinacionais ou novas entrantes, Sandra reforça que a necessidade de soluções estruturadas é transversal. “A necessidade de um banco pode não ser a mesma de uma startup ou de uma multinacional”, observa, destacando a importância da customização como elemento central do negócio.
O resseguro facultativo frente ao momento de mercado
O atual momento do mercado internacional de resseguros, marcado pela abundância de capacidade, tem elevado o nível de exigência técnica das operações e reforçado a importância de uma estruturação mais estratégica do resseguro facultativo.
Na BMS, o posicionamento passa por um movimento claro: tratar a seguradora como cliente central do negócio. Segundo Manoela Barbi, diretora de Soluções Facultativas da BMS Re, essa abordagem tem sido um diferencial competitivo no relacionamento com o mercado. “A seguradora é o nosso cliente. Tudo o que fazemos na busca de soluções de resseguro visa atender às necessidades dela”, afirma.
O departamento de facultativos é responsável por estruturar soluções de resseguro para riscos individualizados, que tradicionalmente estariam fora do padrão dos riscos automaticamente assumidos pela seguradora em sua carteira de negócios — seja devido à complexidade da atividade e/ou do risco, seja por uma estratégia de tratamento de termos e condições segregada para determinado segurado.
Na BMS, o departamento de facultativos é dividido por áreas de especialização. “Temos verticais nos ramos de Patrimonial, Energia, Construção, Transporte, Riscos Marítimos e Responsabilidade Civil”, comenta Manoela. De acordo com a executiva, o modelo adotado pela corretora prioriza o entendimento prévio da estratégia de subscrição das seguradoras antes de qualquer estruturação facultativa junto aos resseguradores. O facultativo, nesse contexto, é tratado como uma ferramenta estratégica dentro das áreas de subscrição. “A BMS não inicia a negociação com as resseguradoras sem antes conversar com a seguradora, entender como ela pretende tratar o risco e qual solução faz sentido para o cliente final”, explica.
Essa proximidade, segundo ela, tem gerado ganhos concretos. “Fomos construindo uma sinergia e uma confiança muito importantes com os nossos clientes, que se refletem diretamente nos resultados da companhia”, destaca.
O atual ciclo de mercado soft, caracterizado por alta capacidade e maior competição de termos, impõe desafios relevantes para os players de resseguro. Para Manoela, o cenário brasileiro ainda está em processo de adaptação a essa realidade.
Ao mesmo tempo, a executiva chama atenção para a necessidade de equilíbrio entre os ciclos. “O hard market ensina lições valiosas, como a necessidade de maior gestão do risco e a exigência de informações mais completas. O cenário ideal seria um equilíbrio entre os dois ambientes”, avalia.
Apesar disso, ela admite uma preferência técnica por um ambiente mais restritivo. “A BMS foi forjada no hard market. Temos uma equipe altamente especializada, com processos rigorosos de análise e checagem de informações”, acrescenta.
Outro ponto de atenção é a nova Lei de Seguros, que traz mudanças significativas para o ambiente de negócios, com maior necessidade de clareza contratual, mas ainda levanta dúvidas operacionais, especialmente em relação à regulação de sinistros complexos.
“A nova lei vem para deixar mais claras as responsabilidades e a cobertura de sinistros, apesar de ainda haver algumas nebulosidades”, observa Manoela. Segundo ela, a BMS se preparou antecipadamente para esse novo ambiente regulatório. “Reduzimos ainda mais a margem de erro, que já não era tolerada internamente. Estamos prontos para atender nossos clientes nesse novo cenário”, afirma.
INTERTÍTULO = Destaque no pós-placement do resseguro
A busca pela eficiência e diligência operacional/financeira nas operações de resseguros é uma realidade cada vez mais latente no mercado de seguros/resseguros, seja pela busca de maior agilidade nas transações, seja pelas exigências de um mercado fortemente regulado. Nesse sentido, as corretoras de resseguro precisam cada vez mais enriquecerem seus processos, o que passa por uma integração entre áreas técnicas, operacionais e financeiras das companhias. Nesse contexto, o pós-placement emerge como uma etapa estratégica na entrega de valor ao cliente e na eficiência da cadeia como um todo.
À frente dessa engrenagem, o diretor Operacional e Financeiro da BMS Re, Wellington Bohrer, destaca que a sinergia entre departamentos é determinante para garantir fluidez e precisão nos processos. “O pós-placement tem um papel muito importante. Nosso serviço é mensurado não somente na estratégia da elaboração de proteção de resseguro, mas igualmente no momento do repasse do prêmio e da recuperação do sinistro, logo a comunicação entre as áreas de broking, operacional, sinistro e financeira precisa funcionar como uma engrenagem muito bem alinhada”, explica Bohrer.
De acordo com o executivo, quando há alinhamento entre essas frentes, o impacto é direto na experiência do cliente e na relação com os resseguradores. Isso porque o pós-placement concentra atividades críticas como repasse de prêmios, gestão e recuperação de sinistros, além do acompanhamento contínuo das condições estabelecidas no placement. “Com processos bem estruturados, o cliente tende a ter uma recuperação cada vez mais efetiva no momento do sinistro e no repasse do prêmio”, ratifica.
Essa agilidade e eficiência operacional foi construída desde o início das operações da BMS, e segue sendo prioridade na execução da entrega do serviço completo à seguradora. Bohrer ressalta que a boa comunicação interna permite respostas mais rápidas a eventuais inconsistências ou necessidades específicas das cedentes. “Se há um problema com o recebimento de prêmio ou necessidade de prorrogação de prazos, conseguimos atuar rapidamente junto ao mercado, o que gera confiança e facilita tanto a recuperação quanto a renovação dos riscos”, diz.
Focamos em realizar um trabalho proativo junto aos clientes, não somente processando informações, mas também abrindo os olhos das áreas de negócio da seguradora para a performance de sua carteira. “Em muitas seguradoras, as áreas operacionais e de negócio não se conversam regularmente; logo, nosso papel é o de levar à área de negócios e executiva da seguradora uma visão de como está a performance de sua carteira frente às projeções que foram comprometidas com os resseguradores no momento da negociação do risco/portfólio”.
Esse fluxo contínuo de informações também reforça a transparência, um ativo essencial em tais operações. Diferentemente do varejo, onde a comunicação tende a ser mais massificada, no resseguro ela é altamente técnica e individualizada. “Se eu não estiver munido de todas as informações do resseguro contratado e suas subjetividades e condicionantes, no momento de um sinistro haverá maior risco de erros e/ou atrasos. O cliente quer previsibilidade: pagou o prêmio, espera saber quando e como será ressarcido em caso de sinistro”, esclarece Bohrer.
Na prática, os processos pós-placement não podem ser tratados de uma forma segregada. “Somos uma continuidade natural da cadeia de serviços ao cliente. Na realidade temos dois clientes, a seguradora e nosso próprio time de broking interno” , pondera Bohrer.
O diretor termina enfatizando que esse modelo de atuação posiciona o pós-placement como diferencial competitivo. Mais do que uma etapa administrativa, ele se consolida como um pilar estratégico na sustentação das operações de resseguro e no valor gerado pela BMS.
O rigor do Compliance
O compliance deixou de ser uma função de suporte para assumir papel estratégico nas operações de resseguro. Na ponta final da cadeia, onde convergem seguradoras, resseguradores e corretores, o rigor nos controles e a aderência às normas são determinantes para a viabilidade dos negócios. Na prática, a área também atua como facilitadora de negócios, garantindo segurança, previsibilidade e confiança para que as seguradoras operem com eficiência.
É o que destaca Moara Perucci, diretora de Risco e Compliance da BMS Re. Segundo ela, a complexidade das operações exige um nível elevado de diligência: “Como a gente lida no final da cadeia, precisamos verificar se todos os controles e itens importantes estão adequados, tanto do lado da seguradora quanto dos resseguradores, para que todos se sintam seguros em relação aos riscos assumidos”.
A executiva reforça que, embora o compliance seja essencial em qualquer setor, no mercado de seguros e resseguros ele ganha ainda mais relevância devido à natureza financeira das operações e à exposição a riscos sensíveis. “A gente precisa mitigar muitos riscos, principalmente em relação à lavagem de dinheiro, corrupção, além dos riscos regulatório e reputacional. Ninguém quer ser exposto a um erro de terceiro”, explica Moara.
Um aspecto chave do valor agregado gerado pelo departamento de risco e compliance da BMS aos seus clientes, está na existência de um departamento ativo de market security, responsável por realizar uma análise criteriosa e constante das contrapartes resseguradores, de forma que as decisões dos clientes da corretora sejam pautadas com conhecimento profundo da saúde financeira e governança de tais companhias.
“Vemos como alto valor agregado gerado ao cliente o fato de termos dentro da estrutura de risco e compliance um departamento de market security, levando a eles a segurança de ter um broker de resseguro que recomenda parceiros de negócio resseguradores com alta solidez financeira e capacidade de honrar com os compromissos assumidos no resseguro.”
Outro ponto relevante é a adaptação às mudanças regulatórias, especialmente diante da nova Lei Geral de Seguros. Moara destaca que o processo de adequação na BMS Re foi conduzido de forma estruturada, com envolvimento de diferentes áreas e interlocução com o mercado: “realizamos workshops, debatemos profundamente com advogados especializados e também trocamos experiências intensamente com nossos parceiros seguradoras e resseguradores para entender como cada um estava se adaptando e os pontos de preocupação”.
Segundo ela, a companhia já possuía processos sólidos, o que facilitou a transição. “Nossos processos já estavam muito bem estruturados, então não tivemos que fazer grandes alterações. O foco foi mais em se adaptar para atender às demandas individuais de cada cliente”, relata Moara.
Ainda assim, o cenário regulatório permanece dinâmico. A expectativa do setor em relação a novas normativas da Susep exige preparo contínuo das áreas de compliance. “Como broker de resseguro, precisamos ser muito ágeis, porque somos intermediários e não podemos travar o fluxo entre cedente e ressegurador. Quando novas regras surgirem, teremos que nos adaptar rapidamente para atender tanto à regulação quanto aos prazos que o mercado exige”, completa.
Matéria originalmente publicada na Edição #318 da Revista Apólice.
The post BMS Re: modelo que prioriza as seguradoras appeared first on Revista Apólice.
]]>
0800 SEGURADORAS







