Revista Apólice
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A revista do mercado de SegurosFri, 09 Oct 2026 22:21:17 +0000pt-BR
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3232Caso Einstein: os custos de um ataque hacker e o papel do seguro cibernético
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Fri, 09 Oct 2026 20:46:35 +0000https://revistaapolice.com.br/?p=143253Mesmo sem interrupção do atendimento, acesso indevido a dados pode gerar despesas e reclamações; especialista explicam como o alcance de uma proteção depende das condições da apólice
]]>EXCLUSIVO – O Hospital Albert Einstein Israelita confirmou nesta quinta-feira (8) ter sido vítima de um ataque cibernético que resultou no acesso e na obtenção não autorizados de parte de sua base de dados de pacientes. As informações envolvidas incluem registros cadastrais e documentos, e podem conter dados de saúde, entre eles prescrições médicas e resultados de exames. Segundo a instituição, o episódio não interrompeu o atendimento nem o funcionamento dos sistemas de prontuário eletrônico.
Embora tenha ganhado repercussão nesta semana, o incidente já estava sob apuração. O hospital informou que adotou medidas técnicas e operacionais diante de uma suspeita identificada em 4 de agosto. A instituição acionou a Polícia Federal e comunicou a Autoridade Nacional de Proteção de Dados (ANPD), além de contratar peritos independentes e consultorias especializadas para investigar o ocorrido.
Na quarta-feira (7), a PF deflagrou a Operação Insidioso e cumpriu um mandado de busca e apreensão e um de prisão temporária em Joinville (SC). Segundo a corporação, a investigação envolve a extração de dados sensíveis de uma instituição, seguida de exigência de pagamento. O investigado teria atuado como facilitador para que um grupo criminoso obtivesse as informações. A nota pública da PF não identifica a vítima, mas a operação foi vinculada ao caso Einstein.
A cronologia ainda apresenta um ponto a esclarecer: a PF menciona um ataque ocorrido em julho, enquanto o Einstein situa a suspeita em agosto. As informações públicas não permitem determinar se a diferença corresponde ao intervalo entre a invasão e sua detecção. A corporação investiga possíveis crimes de invasão de dispositivo informático e extorsão.
O dimensionamento da exposição também permanece em apuração. Segundo o hospital, os dados estão fragmentados em bases descentralizadas, e parte relevante do material corresponde a documentos avulsos, muitos sem possibilidade de identificação. Os pacientes afetados estão sendo comunicados individualmente por e-mail. A instituição afirma não ter encontrado evidências de divulgação ou uso impróprio das informações e mantém o monitoramento.
O caso coloca em discussão como instituições de saúde podem responder às consequências de um ataque mesmo quando conseguem preservar a continuidade assistencial. Investigar a extensão do acesso, identificar os titulares afetados, prestar esclarecimentos e enfrentar eventuais reclamações são frentes que podem demandar recursos técnicos, jurídicos e financeiros.
É nesse conjunto de despesas e responsabilidades que o seguro cibernético pode atuar, conforme as condições contratadas. Não há, nas informações consultadas, confirmação de que o Einstein possua ou tenha acionado uma apólice. As avaliações dos especialistas ouvidos pela Revista Apólice tratam do funcionamento dessa proteção em incidentes dessa natureza.
William Pinela
Para William Pinela, head de Estratégia e Novos Negócios da Pinella Seguros, a primeira distinção é entre a interrupção das atividades e os demais efeitos de um ataque. A continuidade da operação não elimina a possibilidade de despesas cobertas pelo seguro.
“O seguro cyber não depende de paralisação”, afirma. Segundo o especialista, dependendo da apólice, podem estar amparados os serviços de perícia forense, assessoria jurídica, notificação de titulares e autoridades, gestão de crise, recuperação de dados e sistemas e negociação em situações de extorsão. Também pode haver proteção para custos de defesa e indenizações decorrentes de reclamações de terceiros.
“A cobertura de interrupção de negócios é só uma das peças”, diz Pinela. Em uma ocorrência envolvendo dados de pacientes, a análise precisa considerar quais garantias foram contratadas para responder à violação de privacidade e às despesas necessárias para administrar o incidente.
O corretor recomenda que, ao identificar um ataque, a empresa mobilize a equipe de tecnologia e a direção, contenha o incidente e preserve as evidências. A comunicação à seguradora e ao corretor deve ocorrer logo em seguida, observadas as condições de aviso previstas no contrato. Segundo ele, contratar fornecedores por conta própria pode comprometer o reembolso, dependendo das exigências da apólice.
“O corretor localiza a apólice, confere as condições de aviso, aciona a seguradora e orienta o cliente sobre cada passo. Também ajuda a manter o registro do que aconteceu, que será a base da regulação”, explica.
Esse acompanhamento prossegue durante a análise do sinistro. Cabe ao profissional auxiliar na reunião de documentos, acompanhar o acesso à rede de especialistas e esclarecer a aplicação de franquias, limites e sublimites — tetos específicos para determinadas coberturas.
“Quem leu o clausulado antes do sinistro consegue defender muito melhor o segurado depois dele”, afirma.
A leitura do contrato, entretanto, é um dos obstáculos apontados por Pinela. Para ele, a complexidade do produto dificulta a compreensão tanto pelas empresas quanto por corretores que não atuam de forma especializada no segmento. “Falta objetividade. As seguradoras poderiam apresentar o produto de forma mais clara, para o consumidor e também para o corretor”, provoca.
Entre os pontos que exigem atenção estão a compatibilidade do limite contratado com o volume de dados, as franquias, os sublimites e as exigências de segurança. Atualização de sistemas, backup e autenticação multifator estão entre os controles que, conforme o contrato, podem ser considerados na análise da cobertura. O preenchimento do questionário de risco também precisa refletir as condições da organização.
Pinela destaca ainda a necessidade de examinar a data de retroatividade e o tratamento contratual de eventos iniciados antes da vigência e descobertos posteriormente. Em saúde, recomenda esclarecer a exclusão de serviços profissionais, para que a proteção cibernética não seja confundida com cobertura para erro médico.
A adequação do seguro a hospitais, clínicas e laboratórios envolve dificuldades adicionais, segundo o corretor. Sistemas antigos, controles de segurança desiguais e a participação de terceiros, como fornecedores de softwares de prontuário, tornam a avaliação mais complexa. Dimensionar o limite também exige estimar quanto poderia custar um incidente envolvendo milhares de pacientes.
“O seguro não substitui a segurança da informação, mas a complementa. Nenhuma defesa é infalível, e o custo de um incidente pode ser desproporcional ao caixa da instituição”, comenta
Por isso, Pinela recomenda alinhar previamente o plano de resposta com o corretor e a seguradora, dimensionar a proteção pelo volume e pela sensibilidade dos dados e revisar a apólice periodicamente.
Atuação da seguradora
Na perspectiva da seguradora, a prioridade inicial é organizar os profissionais necessários para administrar o evento. Carol Ayub, diretora de Riscos Financeiros da Tokio Marine, afirma que a atuação nas primeiras horas busca conter os danos e reduzir os efeitos sobre a operação, as finanças e a reputação da empresa.
A Tokio Marine esclarece, porém, que atualmente não aceita riscos do segmento hospitalar em seu Seguro Cyber. O caso Einstein é utilizado como referência para discutir os impactos de incidentes cibernéticos.
Carol Ayub, da Tokio Marine
“Nas primeiras horas após a identificação de um incidente cibernético, o papel da seguradora é coordenar uma resposta rápida e especializada para conter os danos e reduzir os impactos operacionais, financeiros e reputacionais”, detalha
Na Tokio Marine, segundo a executiva, os segurados contam com atendimento 24 horas por dia, sete dias por semana, realizado pela Crawford. A partir da comunicação, a estrutura permite mobilizar profissionais de investigação digital, recuperação de dados, assessoria jurídica, gestão de crise e comunicação.
A composição da equipe acompanha as necessidades do incidente. Advogados especializados em privacidade e proteção de dados, consultores de relações públicas e especialistas em recuperação de sistemas e negociação em situações de extorsão podem participar da resposta.
Carol ressalta que a extração de informações pode gerar despesas mesmo sem interrupção das atividades. Conforme as garantias contratadas, a apólice pode amparar a investigação da origem e da extensão do acesso, honorários jurídicos, notificações aos afetados, gerenciamento da crise reputacional e defesa em reclamações relacionadas à exposição de informações confidenciais.
Em instituições de saúde, a resposta pode se estender a processos judiciais e questionamentos regulatórios. A executiva explica que a proteção financeira também depende do enquadramento dessas demandas no contrato. “Nesses casos, o Seguro de Riscos Cibernéticos pode oferecer proteção para despesas de defesa, acordos e indenizações decorrentes de alegações relacionadas à violação de dados e falhas de segurança da informação, sempre observadas as condições contratadas na apólice”, comenta.
A existência do seguro, portanto, não significa cobertura irrestrita. Carol afirma que a análise considera limites máximos de indenização, franquias, riscos cobertos e exclusões, além das informações declaradas na contratação e dos controles mínimos de segurança compatíveis com o porte e a exposição da organização.
Para a executiva, a sensibilidade das informações tratadas pelo setor de saúde exige incorporar a proteção de dados à estratégia de continuidade e governança. “As instituições de saúde lidam diariamente com algumas das informações mais sensíveis que existem: os dados pessoais e clínicos dos pacientes”, detalha.
É também por essa característica que Carol atribui ao seguro uma função que começa antes de uma eventual indenização. Segundo ela, o acesso a especialistas e o suporte técnico e jurídico integram a resposta à crise e ajudam a organização a enfrentar suas diferentes consequências. O alcance desse apoio, assim como da proteção financeira, precisa estar definido na apólice contratada.
]]>Ituran passa a oferecer tag Sem Parar a clientes
https://revistaapolice.com.br/2026/10/ituran-passa-a-oferecer-tag-sem-parar-a-clientes/
Fri, 09 Oct 2026 18:56:40 +0000https://revistaapolice.com.br/?p=143250Acordo oferece três meses sem mensalidade para novos clientes elegíveis do Sem Parar, com cobrança de R$ 14,90 a partir do quarto mês
]]>A Ituran Brasil firmou uma parceria com o Sem Parar para disponibilizar serviços de pagamento automático aos seus clientes. Pelo acordo, consumidores que ainda não utilizam o Sem Parar e contratarem a tag por meio da página exclusiva da parceria terão isenção da mensalidade durante os três primeiros meses. Após esse período, o valor será de R$ 14,90 por mês.
A tag permite realizar pagamentos automáticos em pedágios, estacionamentos, postos de combustível, drive-thrus e lava-rápidos credenciados. A iniciativa faz parte da estratégia da Ituran de ampliar os serviços oferecidos à sua base de clientes, além das soluções de telemetria veicular.
“A parceria com o Sem Parar é mais um passo na direção de aproximar tecnologia e mobilidade da rotina das pessoas. Quem já conta com as soluções da Ituran passa a ter acesso a um ecossistema ainda mais completo de serviços, tornando cada deslocamento mais simples, seguro e conectado”, afirma Cristiane Macedo, Diretora de Varejo e Estratégias Comerciais da Ituran Brasil.
A contratação deve ser realizada pela página exclusiva da iniciativa e o benefício é destinado a novos clientes Sem Parar que se enquadram nas condições da parceria. A isenção de 3 meses contempla exclusivamente a mensalidade , os usos dos benefícios serão cobrados normalmente do cliente, na conta cadastrada.
Além dos pagamentos automáticos, o plano inclui cashback em abastecimentos, cashback no Sem Parar Shop, acesso mensal a um livro digital pelo Skeelo e desconto em locação de veículos. A tag é enviada sem custo de frete. O Sem Parar conta atualmente com mais de 8 milhões de tags ativas e presença em milhares de estabelecimentos credenciados em todo o país.
]]>FF Seguros reforça campanha de incentivo em outubro
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Fri, 09 Oct 2026 18:40:20 +0000https://revistaapolice.com.br/?p=143247A FF Seguros anunciou a continuidade da campanha de incentivo FF Pra Frente durante o último trimestre de 2026. A iniciativa, voltada aos corretores parceiros da companhia, prevê desafios mensais e premiações anuais, incluindo um carro, uma motocicleta e viagens nacional e internacional. Em outubro, mês em que é celebrado o Dia do Corretor de […]
]]>A FF Seguros anunciou a continuidade da campanha de incentivo FF Pra Frente durante o último trimestre de 2026. A iniciativa, voltada aos corretores parceiros da companhia, prevê desafios mensais e premiações anuais, incluindo um carro, uma motocicleta e viagens nacional e internacional.
Em outubro, mês em que é celebrado o Dia do Corretor de Seguros, a campanha mantém a oferta de vales-presente e condições especiais para os participantes. Entre os prêmios previstos para o encerramento do ano estão um BYD Dolphin GS, uma Honda CB 500F e duas viagens, sendo uma nacional e outra internacional.
Segundo Camila Flórido, gerente Comercial da FF Seguros, a ação faz parte da estratégia da companhia para ampliar sua atuação no varejo e aumentar a base de corretores parceiros.
“Nosso crescimento no varejo passa por ampliar nossa base de corretores e as campanhas de incentivo fazem parte desse esforço. Temos inovado em produtos e serviços digitais e isso cativa o corretor”, afirma. A executiva acrescenta que a seguradora já prepara uma nova edição da campanha para 2027.
A FF Seguros integra o grupo canadense Fairfax Financial Holdings e atua no Brasil nos segmentos de varejo, seguros digitais e grandes riscos.
]]>AXA promove treino com Liverpool FC no Mês do Corretor
https://revistaapolice.com.br/2026/10/axa-promove-treino-com-liverpool-fc-no-mes-do-corretor/
Fri, 09 Oct 2026 18:20:00 +0000https://revistaapolice.com.br/?p=143244Evento realizado em São Paulo reuniu crianças em atividades conduzidas pela comissão técnica do clube inglês, com participação de Lucas Leiva
]]>A AXA no Brasil realizou, na última quinta-feira (08), uma nova edição da Soccer Clinic do Liverpool FC. A experiência reuniu filhos de corretores parceiros e de colaboradores da seguradora na BR Arena, no Parque Villa-Lobos (SP), para participar de atividades de futebol conduzidas pela comissão técnica oficial do clube inglês, que veio diretamente da Inglaterra, e com a participação especial do ex-jogador brasileiro Lucas Leiva.
Durante as atividades, os participantes fizeram exercícios de treinamento semelhantes aos praticados pelo Liverpool FC. A proposta foi inspirar esses jovens a pensarem na preparação e no treinamento como motores para um futuro mais promissor, unindo esse aprendizado ao contato com o universo de um dos times de futebol mais conhecidos mundialmente.
Após a primeira edição da Soccer Clinic na capital paulista, realizada em 2025, a AXA ampliou a participação para às famílias de corretores ligados à sua atuação no Brasil. Os corretores são fundamentais na relação da seguradora com seus clientes, e o convite a seus filhos aproximou essa parceria de uma experiência compartilhada fora da rotina de trabalho.
“A relação com o corretor se constrói em cada conversa, em cada necessidade que ele traz para a AXA. No Mês do Corretor, quisemos abrir espaço também para encontros como este, em que pudemos estar perto dos nossos parceiros e conhecer suas famílias, criando um relacionamento que vai além do dia a dia de trabalho. Sabemos que o esporte tem um poder gigantesco de transformação no nosso país, e o futebol, em especial, é uma paixão que conecta gerações. Foi uma alegria imensa poder promover um evento que une tudo isso. Espero que as crianças tenham se divertido muito em campo e que todos levem boas lembranças desse dia”, afirmou Luciano Calheiros, vice-presidente Comercial, Marketing e Experiência do Cliente da AXA no Brasil.
A AXA mantém relação com o Liverpool FC desde 2018. A companhia é parceira oficial de treinamento do clube e dá nome aos centros de treinamento das equipes masculina e feminina. A Soccer Clinic levou essa conexão para perto das crianças, em uma atividade criada especialmente para elas.
]]>Mapfre participa da 8ª Convenção Nacional da Lojacorr
https://revistaapolice.com.br/2026/10/mapfre-participa-da-8a-convencao-nacional-da-lojacorr/
Fri, 09 Oct 2026 18:07:34 +0000https://revistaapolice.com.br/?p=143241Encontro acontece nos dias 15 e 16 de outubro, em Pinhais (PR), e terá discussões sobre distribuição, novos produtos e riscos climáticos
]]>A Mapfre, companhia global de seguros e serviços financeiros, confirma sua participação na 8ª Convenção Nacional da Lojacorr, que será realizada nos dias 15 e 16 de outubro, em Pinhais, na Região Metropolitana de Curitiba (PR). O encontro reunirá corretores parceiros da rede, seguradoras e especialistas do mercado para discutir as transformações que vêm impactando a distribuição de seguros e a relação com os clientes. A edição deste ano também marca os 30 anos da Lojacorr.
Executivos da Mapfre estarão em diferentes plenárias ao longo da programação. No dia 15, Karine Brandão, diretora executiva comercial da companhia, participa do painel “Tendências, oportunidades, riscos do mercado e o papel do corretor de seguros na distribuição”. A conversa vai abordar como o conhecimento que o corretor tem sobre a sua carteira pode ajudar a identificar novas necessidades dos clientes, ampliar a oferta de produtos e gerar oportunidades de negócios.
“O corretor conhece a sua carteira e, muitas vezes, é quem primeiro percebe uma mudança de necessidade do seu cliente. Para apoiar esse movimento, precisamos facilitar o acesso à informação e oferecer o suporte necessário para que o corretor amplie sua relevância ao longo de toda a jornada do cliente, como um legítimo consultor de proteção”, explica Karine.
No dia 16, Nelson Alves, COO da Mapfre, participa do painel “A evolução da prateleira de produtos: a visão das companhias sobre inovação, distribuição e vendas”. O debate vai discutir como novos produtos podem chegar aos clientes de forma mais simples e eficiente por meio dos corretores.
“Diversificar a oferta só gera bons resultados quando a proposta tem aderência às reais necessidades dos clientes. E aqui, é essencial que a companhia dê todo o suporte ao corretor nessa jornada, ajudando-o a identificar onde cada solução faz sentido e como apresentá-la ao cliente”, afirma Nelson.
Relacionamento e mesas temáticas
A Mapfre também estará presente em outros momentos da programação. No dia 16, Fábio Damasceno, diretor técnico de Agro, estará no painel “Mudanças climáticas e o papel do seguro como instrumento de proteção”. A discussão vai tratar do aumento dos eventos climáticos extremos e dos impactos desse cenário para o mercado de seguros e para o seguro rural.
Mauro Caetano, diretor de Seguros Empresariais, participa no mesmo dia do painel sobre Negócios Compartilhados, que abordará o relacionamento com clientes e as oportunidades comerciais para as corretoras.
Além dos painéis, a Mapfre terá um estande no evento e realizará mesas de negócios nos dois dias com a presença dos seus diretores territoriais. Os encontros vão abordar temas como seguro de vida, proteção rural, seguros massificados e a evolução da companhia no seguro auto.
]]>Setor segurador paga R$ 150,3 bilhões até julho
https://revistaapolice.com.br/2026/10/setor-segurador-paga-r-1503-bilhoes-ate-julho/
Fri, 09 Oct 2026 15:12:14 +0000https://revistaapolice.com.br/?p=143239Indenizações, benefícios, resgates e sorteios recuaram 2,7% no acumulado de 2026; arrecadação do setor caiu 1%, pressionada pela Previdência Aberta
]]>Dados da Confederação Nacional das Seguradoras (CNseg) mostram que o setor segurador brasileiro, sem considerar Saúde Suplementar, destinou R$ 150,3 bilhões ao pagamento de indenizações, benefícios, resgates e sorteios nos sete primeiros meses de 2026. O volume é 2,7% inferior ao registrado no mesmo período de 2025, mas supera em 9,4% todo o orçamento de R$ 137,4 bilhões previsto para a cidade de São Paulo neste ano. Somente em julho, os pagamentos alcançaram R$ 23,6 bilhões, crescimento de 3,8% na comparação com o mesmo mês do ano passado.
A Previdência Aberta concentrou a maior parcela dos recursos pagos entre janeiro e julho, com R$ 84,1 bilhões em benefícios e resgates. Na sequência aparecem os seguros de Danos e Responsabilidades, que devolveram R$ 36,1 bilhões aos segurados no período. Nesse grupo, o seguro Automóvel respondeu por mais de R$ 22 bilhões em indenizações, crescimento de 8,8% na comparação com os sete primeiros meses de 2025. Os seguros Patrimoniais Massificados pagaram R$ 2,3 bilhões, alta de 11,3%, enquanto o Habitacional registrou R$ 1,3 bilhão em indenizações, avanço de 18,3%.
Os Seguros de Pessoas também apresentaram aumento dos pagamentos. Foram R$ 10,5 bilhões entre janeiro e julho, 5,4% acima do registrado no mesmo intervalo do ano passado. O seguro de Vida respondeu por R$ 5,3 bilhões desse total, com crescimento de 3,9%. Já os títulos de Capitalização retornaram R$ 16,5 bilhões aos clientes em resgates e sorteios, avanço de 4,6%.
Arrecadação supera R$ 245 bilhões
Nos sete primeiros meses de 2026, o setor segurador, excluída a Saúde Suplementar, movimentou mais de R$ 245 bilhões em prêmios de seguros, contribuições para a Previdência Privada e faturamento com títulos de Capitalização. O resultado representa recuo de 1% em relação ao mesmo período de 2025, com comportamentos distintos entre os segmentos.
Os seguros de Danos e Responsabilidades arrecadaram R$ 86 bilhões, crescimento de 4,5%. O seguro Automóvel alcançou R$ 36,7 bilhões em prêmios, avanço de 6,2%, enquanto o Garantia chegou a R$ 4,2 bilhões, alta de 17,4%.
Também se destacaram os seguros de Crédito, com arrecadação de R$ 1,6 bilhão e crescimento de 26,1%, e o Fiança Locatícia, que movimentou quase R$ 1,5 bilhão, 29% acima do registrado nos sete primeiros meses de 2025.
Os Seguros de Pessoas, por sua vez, alcançaram R$ 48,5 bilhões, com expansão de 9,1%. O seguro Prestamista respondeu por R$ 14,4 bilhões desse volume, resultado 17,4% superior ao observado entre janeiro e julho do ano passado.
O resultado agregado foi pressionado principalmente pela Previdência Aberta. As contribuições somaram R$ 90,4 bilhões, retração de 8,8%. O segmento ainda sente os efeitos das mudanças tributárias promovidas em 2025, com a incidência do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) sobre determinados aportes em produtos da família Vida Gerador de Benefício Livre (VGBL).
Entre os destaques do período está o seguro Fiança Locatícia. A arrecadação de quase R$ 1,5 bilhão entre janeiro e julho representa crescimento de 29% na comparação anual. Somente em julho, foram R$ 216,6 milhões em prêmios, alta de 18,8%.
O avanço ocorre em um cenário de aquecimento do mercado de locações. De acordo com o Índice FipeZAP, os preços dos aluguéis residenciais avançaram 9,2% nos 12 meses encerrados em julho de 2026. O crescimento da arrecadação do seguro, portanto, ficou acima da variação dos preços dos aluguéis no período.
O movimento também aparece no volume de indenizações. O Fiança Locatícia pagou quase R$ 450 milhões nos sete primeiros meses do ano, crescimento de 33,1% em relação ao mesmo período de 2025. Em julho, foram R$ 68,9 milhões, alta de 45,8% na comparação anual.
O seguro funciona como alternativa às garantias tradicionalmente utilizadas nos contratos de locação. Sua cobertura básica garante ao proprietário indenização em caso de inadimplência do aluguel e pode incluir outras obrigações previstas em contrato, como condomínio, IPTU, contas de consumo, danos ao imóvel e multas por rescisão.
Os resultados até julho mostram, assim, um mercado com desempenhos distintos entre seus segmentos, mas com manutenção de um elevado volume de recursos destinados aos consumidores e crescimento da demanda por diferentes modalidades de proteção.
]]>Capitalização arrecada R$ 18,37 bilhões até julho
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Fri, 09 Oct 2026 12:22:15 +0000https://revistaapolice.com.br/?p=143237Modalidades Popular, Incentivo e Instrumento de Garantia registram crescimento no acumulado de 2026, enquanto a Tradicional concentra 70,6% da arrecadação
]]>O mercado de capitalização arrecadou R$ 18,37 bilhões entre janeiro e julho de 2026, segundo dados da Superintendência de Seguros Privados (Susep) analisados pela Federação Nacional de Capitalização (FenaCap). No período, três modalidades registraram crescimento em relação aos sete primeiros meses de 2025, com destaque para a Popular, que avançou 44,5%.
Apesar do crescimento dessas modalidades, a Tradicional manteve a maior participação no mercado, com arrecadação de R$ 12,98 bilhões, equivalente a 70,6% do total. Os títulos dessa categoria são utilizados para formação de reservas, com possibilidade de participação em sorteios, conforme as condições contratadas.
Entre as modalidades que apresentaram expansão, a Popular arrecadou R$ 240 milhões, alta de 44,5% na comparação anual. Já a Incentivo, utilizada por empresas em campanhas promocionais e ações de relacionamento, movimentou R$ 810 milhões, crescimento de 23,3%.
O Instrumento de Garantia, empregado para assegurar obrigações em contratos como locações de imóveis, licitações e projetos de infraestrutura, registrou arrecadação de R$ 2,53 bilhões, avanço de 16% sobre o mesmo período do ano anterior.
A Filantropia Premiável, modalidade que permite a cessão do direito de resgate a entidades beneficentes, movimentou R$ 1,82 bilhão nos sete primeiros meses do ano. Segundo a FenaCap, R$ 880 milhões foram destinados a instituições filantrópicas que desenvolvem projetos em áreas como saúde e educação.
No acumulado de janeiro a julho, os resgates pagos pelo setor totalizaram R$ 15,47 bilhões. As reservas técnicas, por sua vez, alcançaram R$ 44,61 bilhões, conforme os dados divulgados pela federação.
]]>PROAUTO aposta em comissões recorrentes para corretores
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Fri, 09 Oct 2026 12:17:17 +0000https://revistaapolice.com.br/?p=143234Modelo prevê pagamento de comissão enquanto o veículo permanecer ativo, sem metas obrigatórias de produção ou renovação anual
]]>A PROAUTO, associação de proteção veicular, apresentou seu modelo de parceria com corretores, que prevê remuneração recorrente enquanto o veículo indicado pelo profissional permanecer ativo na entidade. A iniciativa, divulgada em referência ao Dia do Corretor de Seguros, celebrado em 12 de outubro, busca ampliar as alternativas de atuação dos parceiros por meio da oferta de proteção veicular.
Pelo modelo, o corretor recebe uma taxa de entrada e comissões recorrentes durante o período em que o associado mantém seu vínculo ativo. Segundo a PROAUTO, a parceria não estabelece metas obrigatórias de produção nem exige renovação anual.
A entidade informa que a análise para adesão considera o veículo, e não o perfil do condutor, permitindo aos parceiros apresentar a modalidade a proprietários que buscam alternativas de proteção.
Para Leandro Costa Ramos, presidente da PROAUTO, a remuneração contínua está relacionada à manutenção do vínculo entre o profissional e o associado.
“O corretor é a pessoa que o motorista procura quando precisa decidir como proteger o próprio carro. Essa confiança leva anos para ser construída, e faz sentido que a remuneração dele acompanhe esse mesmo tempo. Quando o parceiro continua sendo remunerado enquanto a pessoa que ele atendeu permanece protegida, a relação não termina na assinatura”, afirma Leandro Costa Ramos, presidente da PROAUTO.
Entre as condições oferecidas aos parceiros estão o acompanhamento da carteira, treinamentos, campanhas de incentivo e suporte de um executivo dedicado. A entidade também disponibiliza materiais de divulgação e espaços para reuniões e capacitações.
Outra característica da parceria é a validade de sete dias para as cotações apresentadas pelos corretores, nas condições informadas na proposta.
Após a adesão, os associados têm acesso a assistência 24 horas, canais de atendimento e aplicativo para comunicação e acompanhamento de ocorrências. Segundo a PROAUTO, os corretores também podem acompanhar o andamento dos atendimentos solicitados pelos associados.
A proteção veicular opera em modelo distinto do seguro tradicional, com regras próprias de contratação e funcionamento. A modalidade passou a integrar um processo de regulamentação e supervisão previsto na Lei Complementar nº 213/2025, que estabeleceu um novo marco para a atuação das associações de proteção patrimonial mutualista.
]]>Sanus coloca IA na ponta para gestão de saúde e controle de sinistralidade
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Fri, 09 Oct 2026 11:04:55 +0000https://revistaapolice.com.br/?p=143230EXCLUSIVO – Desde o início, há seis anos, a Sanus investiu em um ferramenta via WhatsApp para fazer o acompanhamento dos beneficiários de planos de saúde corporativo. Com atendimento exclusivamente humano realizado por enfermeiras, a empresa construiu um banco de dados que deu origem à Antonia, uma ferramenta que já atende 200 mil vidas. A […]
]]>EXCLUSIVO – Desde o início, há seis anos, a Sanus investiu em um ferramenta via WhatsApp para fazer o acompanhamento dos beneficiários de planos de saúde corporativo. Com atendimento exclusivamente humano realizado por enfermeiras, a empresa construiu um banco de dados que deu origem à Antonia, uma ferramenta que já atende 200 mil vidas.
A ideia partiu da constatação de que a falta de informações integradas dificulta a prevenção, a gestão de riscos e o controle da sinistralidade. Henrique Siniscalchi e Fernando Strabelli, cofundadores e sócios da Sanus, desenvolveram um modelo de inteligência em saúde que combina tecnologia proprietária, inteligência artificial e atendimento humano para transformar o relacionamento entre beneficiários e o sistema privado de saúde.
A proposta é substituir ações pontuais de prevenção por um relacionamento contínuo, que começa antes do aparecimento de doenças e acompanha o beneficiário ao longo de sua jornada. “Hoje, o mercado trabalha muito com o usuário que já está gastando, está doente ou internado. Todo o restante da população acaba ficando de lado. É como trabalhar como bombeiro, apagando incêndios, em vez de fazer prevenção”, explica Siniscalchi.
A Sanus atua principalmente por meio de parcerias com corretoras de seguros e empresas, oferecendo uma plataforma que reúne informações sobre saúde, utilização do plano, necessidades individuais e histórico de atendimento. Atualmente, a companhia administra quase 200 mil vidas e pretende alcançar 500 mil até o final de 2026.
Um dos principais diferenciais da Sanus é a Antônia, inteligência artificial conversacional desenvolvida pela própria empresa. A ferramenta funciona pelo WhatsApp, sem necessidade de instalar aplicativos, e utiliza linguagem natural para orientar beneficiários sobre coberturas, rede credenciada, agendamento de consultas, exames, medicamentos e outras necessidades relacionadas à saúde. “Quando começamos, todo o atendimento era feito por enfermeiras. Depois introduzimos os bots tradicionais, com menus e opções de resposta. Há pouco mais de um ano, substituímos esses modelos pelos agentes de inteligência artificial que desenvolvemos internamente”, conta Strabelli.
Atualmente, a Antônia resolve integralmente cerca de 60% das interações, sem necessidade de intervenção humana. Nos demais casos, o atendimento pode ser transferido para profissionais de enfermagem, conforme a complexidade ou a necessidade apresentada. A IA também consegue interpretar mensagens de áudio, embora suas respostas ainda sejam escritas.
Segundo os executivos, o objetivo não é apenas automatizar atendimentos, mas criar um relacionamento de confiança. Por isso, a empresa adota uma estratégia ativa de comunicação, entrando em contato com toda a população atendida e não apenas com aqueles que procuram ajuda.
Prontuário único
A estrutura tecnológica da Sanus tem como base um prontuário individual, alimentado continuamente pelas interações com os beneficiários. O sistema registra informações sobre condições de saúde, consultas, exames, tratamentos e necessidades identificadas durante as conversas. “Com esses dados, a plataforma estabelece os próximos passos do acompanhamento, utilizando mais de 22 protocolos de coordenação de cuidados, que podem ser adaptados às necessidades de cada contratante”, ressalta Strabelli.
A diferença em relação aos programas tradicionais está na possibilidade de personalizar a frequência e o conteúdo das interações. Em vez de estabelecer contatos apenas conforme uma classificação estática de risco, a plataforma considera o comportamento e as necessidades de cada pessoa. “Posso ter um beneficiário de baixo risco com quem converso todos os dias, porque ele está engajado e quer falar conosco. Por que limitar esse contato a uma vez a cada três meses? O importante é olhar para a pessoa, não apenas para o grupo em que ela foi classificada”, observa Siniscalchi.
Esse acompanhamento permite identificar mudanças no perfil de saúde e atuar antes que determinadas condições se agravem. Um beneficiário que relata dores na coluna, por exemplo, pode receber apoio para agendar consultas, realizar exames e seguir tratamentos indicados, em vez de ser procurado apenas quando necessita de uma internação.
Outro exemplo apresentado pelos sócios é o acompanhamento de gestantes. Enquanto programas convencionais costumam encerrar o atendimento após o puerpério, a proposta da Sanus é manter o relacionamento com a mãe e iniciar o acompanhamento da criança, incluindo orientações sobre vacinação e consultas pediátricas.
A empresa também integra serviços de telemedicina e aquisição de medicamentos. Com isso, consegue reunir informações de diferentes etapas do atendimento e dar continuidade ao relacionamento após a utilização desses serviços.
Na avaliação dos fundadores, a precificação dos planos de saúde ainda considera predominantemente o histórico de utilização e os maiores sinistros, sem aproveitar adequadamente informações sobre prevenção, engajamento e acompanhamento dos beneficiários. “Hoje, você pode apresentar uma série de informações sobre sua carteira, mas a seguradora vai perguntar qual é a sinistralidade e quem são os maiores usuários. Com mais dados e conhecimento sobre a população, seria possível fazer uma precificação melhor para todos”, afirma Strabelli.
A atuação da Sanus também ocorre no modelo white label, em que a tecnologia é disponibilizada com a identidade da corretora ou da empresa contratante. Dessa forma, o beneficiário utiliza o serviço como parte dos benefícios oferecidos por sua organização. Para os corretores, a solução representa uma possibilidade de ampliar o relacionamento com os clientes corporativos, oferecer informações sobre a carteira e agregar serviços à gestão dos benefícios.
]]>Aposentadoria preocupa, mas 62% não têm previdência privada
https://revistaapolice.com.br/2026/10/aposentadoria-preocupa-mas-62-nao-tem-previdencia-privada/
Thu, 08 Oct 2026 18:09:36 +0000https://revistaapolice.com.br/?p=143227Levantamento da Icatu mostra que 92% consideram o INSS insuficiente e aponta diferenças de preparação entre faixas de renda e gênero
]]>Embora 92% dos entrevistados considerem que a renda do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) será insuficiente para manter o padrão de vida na aposentadoria, 62% afirmam não possuir previdência privada. Os dados são de uma pesquisa realizada pela Icatu Seguros, em parceria com a Conversion, que aponta uma distância entre a preocupação com o futuro financeiro e a adoção de instrumentos de planejamento de longo prazo.
O levantamento ouviu 500 pessoas conectadas à internet, de diferentes regiões do Brasil, em maio de 2026. Entre os participantes, 63% disseram preferir receber uma renda mensal na aposentadoria, enquanto 24% optariam por retirar os recursos gradualmente, conforme a necessidade. Apenas 8% escolheriam sacar todo o patrimônio acumulado de uma só vez.
A pesquisa também identificou dificuldades para calcular quanto dinheiro será necessário no futuro. Entre os entrevistados, 58% afirmam ter apenas uma noção aproximada da renda mensal de que precisariam para manter o padrão de vida, 28% dizem conseguir estimar esse valor com precisão e 14% não sabem fazer a projeção.
Para Henrique Diniz, diretor de Previdência da Icatu Seguros, a preocupação com a aposentadoria nem sempre se transforma em medidas concretas.
“O brasileiro sabe que precisa se preparar, mas muitas vezes não consegue transformar essa preocupação em uma estratégia financeira estruturada. É nesse ponto que orientação, educação financeira e acesso a soluções adequadas fazem diferença”, afirma.
A preferência por pagamentos periódicos também aparece nos dados comerciais da seguradora. Segundo a Icatu, a procura pela conversão dos recursos acumulados em renda cresceu 47% em 2025, na comparação com 2024, atingindo o maior nível registrado pela companhia.
Diferenças de renda, idade e gênero
A insuficiência de recursos aparece entre os principais receios dos participantes. Segundo o levantamento, 30% mencionaram a possibilidade de precisar de dinheiro para emergências, 24% demonstraram preocupação com a falta de renda para despesas cotidianas e 23% temem que os recursos acabem antes do fim da vida.
Entre os entrevistados de 45 a 60 anos, apenas 18% afirmaram possuir uma reserva financeira significativa para a aposentadoria. O resultado chama atenção por envolver uma faixa etária mais próxima do encerramento da vida profissional.
A pesquisa também aponta diferenças entre homens e mulheres. Entre as entrevistadas, 29% disseram ainda não ter iniciado a preparação financeira para a aposentadoria, ante 14% dos homens. O levantamento indica ainda que as mulheres tendem a discutir o tema principalmente com familiares, enquanto os homens recorrem com maior frequência a assessores financeiros, gerentes de banco e outros profissionais.
A renda familiar também influencia a presença da previdência privada. Entre os participantes com renda mensal superior a R$ 28 mil, 71% afirmaram possuir o produto. Nas faixas de renda inferiores, a participação é menor.
“O desafio do país não é apenas ampliar o acesso a produtos financeiros, mas tornar o planejamento de longo prazo mais compreensível, acessível e conectado à realidade de cada pessoa”, afirma Diniz.
A pesquisa foi realizada com 500 respondentes de 18 anos ou mais, sendo 60% mulheres e 40% homens, residentes nas cinco regiões do país. Como a amostra foi composta por pessoas conectadas à internet, os resultados devem ser interpretados considerando esse perfil de participantes.