Revista Apólice
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A revista do mercado de SegurosMon, 20 Jul 2026 21:01:06 +0000pt-BR
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3232O roubo de carga está caindo e ficando mais perigoso
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Mon, 20 Jul 2026 21:00:00 +0000https://revistaapolice.com.br/?p=141046Há um erro recorrente quando olhamos para indicadores de segurança pública e privada: acreditar que a queda fria dos números significa, automaticamente, a redução real do risco. É exatamente esse o cenário que estamos testemunhando hoje no roubo de cargas no Brasil. Os dados mais recentes mostram uma redução importante nas ocorrências. Em São Paulo, […]
]]>Há um erro recorrente quando olhamos para indicadores de segurança pública e privada: acreditar que a queda fria dos números significa, automaticamente, a redução real do risco. É exatamente esse o cenário que estamos testemunhando hoje no roubo de cargas no Brasil. Os dados mais recentes mostram uma redução importante nas ocorrências.
Em São Paulo, por exemplo, os registros caíram mais de 34% entre janeiro e maio deste ano, atingindo o menor patamar da série histórica para o período. À primeira vista, é uma excelente notícia que deve, sim, ser comemorada. O problema começa quando essa leitura estatística gera uma falsa sensação de missão cumprida.
O crime organizado não desapareceu; ele apenas mudou de estratégia. Em vez de atuar no grande volume, o crime passou a operar com maior inteligência de mercado, escolhendo alvos mais rentáveis, explorando novas janelas de oportunidade e concentrando esforços onde encontra menor resistência.
Em outras palavras, enquanto as estatísticas apontam para baixo, a sofisticação das quadrilhas continua subindo. Esse talvez seja o maior paradoxo da segurança logística atual: não estamos diante de um criminoso menos ativo, mas sim de um criminoso muito mais seletivo.
Menos ataques, prejuízos maiores: a lógica corporativa do crime
Os próprios dados de mercado ajudam a explicar essa transformação silenciosa. Enquanto São Paulo registra uma queda consistente nas ocorrências, o Rio de Janeiro concentra uma parcela crescente dos prejuízos nacionais provocados por roubos. Além disso, corredores estratégicos de transporte continuam sendo pressionados diariamente, demonstrando que o problema não sumiu, mas apenas mudou de endereço e de intensidade.
Mais revelador ainda é observar quais cargas passaram a ser priorizadas pelas quadrilhas. Medicamentos, por exemplo, tiveram um salto expressivo na participação dos prejuízos registrados. Não há coincidência aqui: são produtos de alto valor agregado, fácil revenda e enorme liquidez no mercado receptador ilegal.
Na prática, as organizações criminosas passaram a adotar uma lógica empresarial. Elas buscam menos operações, porém com um retorno financeiro muito maior. Outro movimento importante acontece no relógio. A concentração das ações criminosas durante a madrugada cresce justamente porque esse período oferece menor fiscalização nas rodovias, menor circulação de veículos e maior facilidade de fuga.
As quadrilhas estudam rotinas, analisam vulnerabilidades sistêmicas e aproveitam brechas operacionais. Não existe improviso, existe planejamento. Essa realidade muda completamente a forma como as empresas precisam enxergar a gestão de riscos: o foco deixa de ser apenas proteger mais caminhões e passa a ser proteger melhor cada operação de forma individualizada.
O perigo invisível do “sucesso” estatístico
É fundamental entender que os números não caíram por acaso. A expansão do uso de inteligência embarcada, monitoramento em tempo real, análise preditiva, rastreamento avançado e, principalmente, a integração de informações entre indústrias, transportadoras, gerenciadoras de risco e forças de segurança produziu resultados concretos.
Nos primeiros meses deste ano, somente as operações apoiadas por tecnologias preditivas evitaram dezenas de milhões de reais em prejuízos no transporte de cargas.
Esse indicador é essencial porque prova que a prevenção funciona, mas ele também revela um comportamento perigoso na gestão de negócios: quando os indicadores de sinistralidade melhoram, muitas empresas começam a questionar os investimentos justamente nas ferramentas que geraram essa melhora.
É a velha armadilha de interpretar a ausência de incidentes como ausência de ameaça. A segurança eficiente raramente chama a atenção porque seu papel é, justamente, fazer com que o pior não aconteça.
O crime organizado evolui continuamente e quem trabalha com logística precisa correr no mesmo ritmo. O grande aprendizado recente é que a redução das ocorrências não significa que vencemos a batalha, mas que algumas estratégias começaram a dar certo. Abandoná-las agora seria oferecer ao crime o espaço exato que ele precisa para se reorganizar.
Enquanto o roubo de carga diminui em quantidade, ele cresce em efetividade, e essa é uma mudança muito significativa para quem demora a perceber.
*Paulo Buriti é gerente corporativo da Corpvs, empresa especializada em soluções de monitoramento e segurança patrimonial.
]]>IA pode fazer corretores recuperarem até um dia de trabalho por mês
https://revistaapolice.com.br/2026/07/ia-pode-fazer-corretores-recuperarem-ate-um-dia-de-trabalho-por-mes/
Mon, 20 Jul 2026 20:27:20 +0000https://revistaapolice.com.br/?p=141039Estimativas indicam ganho de até 2 horas por semana na rotina operacional do corretor e redução de 25% a 50% no retrabalho
]]>EXCLUSIVO – Encontrar uma apólice, conferir uma vigência, recuperar o histórico de um cliente ou localizar um documento são tarefas que ainda consomem boa parte da rotina das corretoras de seguros, principalmente aquelas de pequeno porte. Ao mesmo tempo em que cresce a oferta de produtos, multiplicam-se os canais digitais e o volume de informações que circulam diariamente pelas operações, tornando a eficiência um dos desafios da atividade.
Depois de anos voltada à digitalização, à contratação eletrônica e à automação de processos, a inteligência artificial entra em uma nova fase no mercado. Mais do que executar tarefas repetitivas, a tecnologia passa a integrar informações dispersas, reduzir o retrabalho e permitir que os corretores concentrem esforços em atividades de maior valor agregado, como relacionamento com clientes, consultoria e desenvolvimento de negócios.
O movimento ocorre em um mercado formado por mais de 150 mil registros ativos supervisionados pela Superintendência de Seguros Privados (Susep). Desse total, 66.783 são empresas corretoras de seguros e 85.076 correspondem a corretores pessoas físicas. Os números evidenciam o tamanho de um segmento que, ao mesmo tempo em que amplia sua presença no país, enfrenta o desafio de aumentar a produtividade sem comprometer a qualidade do atendimento.
Na rotina das corretoras, boa parte desse desafio está concentrada em atividades que pouco aparecem aos olhos do cliente, mas consomem uma parcela significativa da jornada de trabalho. Buscar uma apólice, confirmar vigências, localizar documentos, reconstruir o histórico de atendimento de um segurado ou acompanhar o andamento de propostas são tarefas repetidas dezenas de vezes ao longo do dia e que, quando executadas manualmente, reduzem o tempo disponível para a atividade comercial.
Luis Alberto Nogueira, da Segura
O cenário ganha ainda mais relevância diante da crescente complexidade do mercado de seguros. O aumento do portfólio de produtos, a multiplicidade de seguradoras, os diferentes modelos de contratação e o avanço dos canais digitais fizeram com que o volume de informações administradas pelas corretoras crescesse exponencialmente nos últimos anos.
Embora boa parte das empresas tenha investido em digitalização, isso nem sempre significou uma operação verdadeiramente integrada. Para Luis Alberto Nogueira, CEO e cofundador da Segura, um dos principais obstáculos enfrentados atualmente não está na ausência de tecnologia, mas na forma como as informações permanecem distribuídas entre diferentes sistemas e canais. “O maior gargalo é a fragmentação da informação. Muitas corretoras já utilizam ferramentas digitais, mas os dados continuam espalhados entre sistemas, planilhas, documentos, e-mails e conversas no WhatsApp”, afirma.
Na visão do executivo, digitalizar processos isoladamente pouco resolve quando o corretor continua precisando buscar informações manualmente, repetir conferências ou reconstruir o contexto de um atendimento em diferentes plataformas. “Digitalizar etapas isoladas não significa integrar a operação. Quando não existe uma camada capaz de organizar essas informações e torná-las acessíveis, a digitalização acaba apenas transferindo o retrabalho do papel para diferentes telas”, completa.
Tempo perdido vira custo invisível
As consequências dessa fragmentação vão muito além da organização interna das corretoras. Cada minuto gasto procurando uma informação representa menos disponibilidade para prospectar clientes, acompanhar renovações, responder dúvidas ou fechar novos negócios.
Levantamentos internos da Segura mostram que atividades aparentemente simples ainda exigem vários minutos quando realizadas em operações pouco estruturadas. Localizar uma apólice específica pode consumir entre cinco e dez minutos. Confirmar vigência, status, seguradora ou número da apólice leva, em média, de quatro a oito minutos. Já consultas documentais relacionadas a produtos e coberturas podem exigir entre oito e quinze minutos.
Quando multiplicadas pelo número de atendimentos realizados diariamente, essas tarefas passam a representar horas inteiras dedicadas apenas à recuperação de informações. Foi justamente para atacar esse problema que a empresa desenvolveu uma infraestrutura baseada em inteligência artificial voltada especificamente para operações de seguros.
Nogueira explica que o objetivo nunca foi substituir o corretor, mas eliminar as chamadas “fricções operacionais”. “Quando falamos em IA no mercado de seguros, muitas vezes a discussão fica presa ao futuro. Mas o impacto mais concreto já está no presente: devolver tempo ao corretor em tarefas que fazem parte da rotina, mas que não deveriam consumir tanto da capacidade dele”, afirma. “O corretor precisa vender, atender bem e acompanhar o cliente. Quanto menos tempo ele perde procurando informação, refazendo conferências ou recuperando contexto, mais espaço ele tem para atuar onde realmente gera valor”, complementa.
Diferentemente das primeiras ondas de automação, limitadas a fluxos previamente programados, a nova geração de plataformas combina tecnologias capazes de interpretar linguagem natural, recuperar informações em bases documentais e executar tarefas de forma contextualizada.
Na Segura, essa arquitetura foi desenvolvida sobre uma infraestrutura própria denominada Segura Intelligence, que reúne modelos de IA generativa, tecnologias de recuperação aumentada de informações (RAG) e agentes inteligentes especializados no mercado segurador.
A plataforma utiliza modelos desenvolvidos por empresas como OpenAI, Anthropic e Google Gemini. Para Nogueira, porém, o diferencial não está nos modelos de base, mas na camada construída para compreender a linguagem, os documentos e os processos característicos do setor de seguros. “Não faz sentido reinventar os modelos de base. O diferencial está na infraestrutura e no conhecimento de domínio construídos sobre eles”, explica.
Na prática, essa arquitetura permite recuperar rapidamente informações distribuídas entre documentos, apólices e históricos de clientes, reduzindo significativamente o tempo necessário para executar atividades administrativas que antes dependiam de buscas manuais.
Pelas estimativas da empresa, corretores ativos realizam cerca de 11 interações por dia com apoio da plataforma. Considerando uma economia média de três a cinco minutos por interação relevante, o ganho operacional pode variar entre 54 e 90 minutos por semana — o equivalente a aproximadamente uma a duas horas recuperadas da rotina de trabalho.
Mais do que acelerar consultas, a proposta é reorganizar o fluxo operacional das corretoras, diminuindo a necessidade de reconstruir informações a cada novo atendimento e permitindo que os profissionais concentrem seus esforços em atividades de relacionamento, consultoria e desenvolvimento de negócios.
Para a Segura, o principal ganho proporcionado pela inteligência artificial vai além da velocidade na execução de determinadas tarefas. A tecnologia também reorganiza a jornada de trabalho do corretor, reduzindo o peso das atividades administrativas e ampliando o tempo disponível para ações comerciais.
Cálculos internos da empresa indicam que funções administrativas e não comerciais ainda ocupam entre 20% e 35% da rotina diária de um profissional. Em uma jornada de oito horas, isso representa de uma hora e meia a quase três horas dedicadas exclusivamente à busca de informações, conferências, organização documental e acompanhamento operacional.
Com o apoio da plataforma, esse percentual pode cair para uma faixa entre 15% e 25%, liberando espaço para atividades diretamente ligadas ao relacionamento com clientes, prospecção e fechamento de negócios.
Outro efeito percebido pela companhia é a redução do chamado retrabalho operacional. Em operações com menor grau de digitalização, cada corretor ainda desperdiça entre duas e quatro horas por semana repetindo consultas, reconstruindo históricos de clientes, conferindo informações já existentes ou recuperando documentos espalhados em diferentes sistemas. Dependendo do nível de organização da corretora, essa perda pode ser reduzida entre 25% e 50%.
Nogueira ressalta que eliminar completamente a operação nunca foi a proposta da tecnologia. “Parte da operação sempre vai existir, porque seguro exige cuidado, documentação e validação. O problema é quando o corretor passa uma parcela grande demais do dia preso em busca manual, retrabalho e organização de informações. A IA precisa atuar justamente nessas fricções”, afirma.
Na visão do executivo, a tendência é que a inteligência artificial deixe de ser percebida como uma ferramenta isolada e passe a funcionar como uma infraestrutura permanente dentro das corretoras, organizando dados e recuperando informações automaticamente sempre que necessário.
“O objetivo não é zerar a parte operacional, porque parte dela é intrínseca ao seguro. O foco é reduzi-la ao mínimo necessário para que o corretor dedique cada vez mais tempo ao que só ele faz: entender o cliente, orientar sobre risco e conduzir a relação”, explica.
Atendimento pelo WhatsApp
Essa reorganização também chega ao principal canal de comunicação utilizado pelas corretoras: o WhatsApp. Por meio da assistente virtual Helena, integrada ao módulo Conversas, a plataforma responde automaticamente solicitações relacionadas à consulta de apólices, vigências, documentos e informações cadastrais utilizando a própria base de gestão da corretora.
Quando identifica demandas que exigem interpretação técnica, negociação ou aconselhamento, a assistente transfere imediatamente o atendimento para o corretor responsável.
Em uma das corretoras que utilizam a solução, Helena respondeu por 53,8% das mensagens recebidas pelo canal e foi responsável por 90,2% das mensagens enviadas aos clientes, deixando para os profissionais apenas as interações que realmente exigiam atuação consultiva. Como consequência, atividades que antes poderiam consumir vários minutos — ou até horas, dependendo da disponibilidade do corretor — passam a ser resolvidas praticamente em tempo real.
Na avaliação da empresa, esse ganho operacional também se reflete nos indicadores comerciais. Ao reduzir o tempo gasto na localização de documentos e na reconstrução de históricos, os corretores conseguem responder mais rapidamente aos clientes, acompanhar renovações, realizar follow-ups com maior frequência e diminuir perdas de oportunidades provocadas pela demora no atendimento.
Embora grandes corretoras tradicionalmente disponham de equipes maiores e estruturas tecnológicas mais robustas, a inteligência artificial tende a reduzir parte dessa diferença operacional.
Para a Segura, equipes enxutas passam a executar tarefas que antes dependiam de uma estrutura significativamente maior, ampliando sua capacidade produtiva sem a necessidade de expandir o quadro de funcionários. “A IA pode reduzir parte da diferença operacional entre pequenas e grandes corretoras. Quando a tecnologia centraliza informações, recupera contexto e reduz o trabalho manual, equipes menores conseguem ampliar sua capacidade sem precisar aumentar a estrutura na mesma proporção”, afirma Nogueira.
O CEO pondera, entretanto, que fatores como reputação, carteira de clientes e capacidade de distribuição continuam sendo diferenciais competitivos importantes. Ainda assim, acredita que a tecnologia democratiza o acesso a um nível de eficiência que, até poucos anos atrás, estava restrito às operações de maior porte.
O avanço dessas soluções também coloca a proteção de dados entre as principais preocupações das corretoras. Sobre esse tema, Nogueira explica que a empresa atua como operadora de dados nos termos da Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD) e que todas as informações processadas pela plataforma são utilizadas exclusivamente para a prestação dos serviços contratados.
Ele acrescenta que os dados não são comercializados nem utilizados para treinamento dos modelos de inteligência artificial. Além disso, cada corretora opera em ambiente segregado, impedindo o compartilhamento de informações entre clientes distintos. A plataforma também adota criptografia e controles de acesso vinculados às identidades corporativas para restringir o uso apenas aos usuários autorizados.
O corretor ganha um novo papel
Apesar do avanço das soluções baseadas em inteligência artificial, a expectativa da empresa está longe de substituir o corretor. O entendimento é que a tecnologia tende a fortalecer sua atuação consultiva, deixando sob responsabilidade das máquinas as tarefas repetitivas e operacionais.
Na avaliação de Nogueira, atividades como interpretação de riscos, compreensão das necessidades do cliente, recomendação de coberturas, negociação e construção de confiança continuam exigindo julgamento humano. “A tecnologia não reduz a importância do corretor. Ao contrário: quanto mais a parte operacional é organizada, maior é o valor das suas habilidades de orientação, interpretação de riscos e construção de confiança”, afirma.
Embora ainda exista resistência por parte de alguns profissionais, principalmente em relação à segurança das informações, à confiabilidade das respostas e ao receio de substituição do trabalho humano, a tendência é que a adoção avance à medida que os resultados práticos se tornem mais evidentes. Para a empresa, as soluções deve funcionar como um reforço da atividade consultiva, e não como um substituto do corretor.
Ao reduzir o tempo dedicado à busca de informações, automatizar processos repetitivos e diminuir o retrabalho, a inteligência artificial começa a devolver ao corretor aquele que talvez seja o recurso mais valioso em um mercado cada vez mais competitivo: disponibilidade para estar ao lado do cliente. Mais do que acelerar operações, as novas ferramentas apontam para uma mudança na forma como as corretoras organizam sua rotina, permitindo que tecnologia e atuação humana se complementem na construção de um atendimento mais consultivo, eficiente e estratégico.
]]>Seguros Unimed amplia programa Cuidando de Perto
https://revistaapolice.com.br/2026/07/seguros-unimed-amplia-programa-cuidando-de-perto/
Mon, 20 Jul 2026 17:35:46 +0000https://revistaapolice.com.br/?p=141036Parceria com a healthtech Nilo elevou em 76,8% a captação de beneficiários, aumentou o monitoramento de pacientes e reduziu a carga operacional das equipes assistenciais
]]>A Seguros Unimed registrou avanços operacionais e assistenciais após um ano de parceria com a healthtech Nilo para modernizar o programa Cuidando de Perto, iniciativa voltada ao acompanhamento de pacientes crônicos de alta complexidade. Segundo as empresas, a adoção da plataforma Nilo Care elevou em 76,8% a captação de beneficiários para as linhas de cuidado e aumentou em 37,5% o volume de monitoramento dos pacientes.
A solução utiliza inteligência de dados e agentes de inteligência artificial para integrar informações da seguradora às interações realizadas com os beneficiários por meio do WhatsApp. Com isso, a plataforma identifica o momento mais adequado para cada contato, automatiza processos operacionais e personaliza a jornada de cuidado.
Criado para gerenciar o cuidado de pacientes crônicos de alta complexidade, o programa de navegação clínica, que em 2026 completa dez anos, já alcançava resultados clínicos consistentes, mas identificou uma importante oportunidade de evolução para acelerar sua expansão: inovar na comunicação com o paciente. A Seguros Unimed percebeu que, ao alinhar o modelo de relacionamento às novas dinâmicas digitais, poderia potencializar a efetividade dos contatos e impulsionar ainda mais a adesão às linhas de cuidado. Somado a isso, a transição de rotinas operacionais tradicionais para processos mais ágeis e automatizados permitiria direcionar o foco da equipe assistencial integralmente para o cuidado de alto valor, facilitando a segmentação e o acompanhamento individualizado em larga escala. Focada nessa melhoria contínua, a área de Provimento da seguradora foi ao mercado em busca de um parceiro tecnológico capaz de apoiar essa jornada de modernização e elevar a experiência dos beneficiários a um novo patamar.
Para modernizar essa operação, a Seguros Unimed passou a utilizar o Nilo Care. A plataforma cruza os dados já disponíveis na seguradora com informações capturadas e enriquecidas ao longo das interações entre equipes assistenciais e beneficiários – como respostas aos contatos, preferências de canal e horário, adesão às ações propostas, necessidades declaradas e barreiras de acesso. Essa camada adicional de contexto possibilitou segmentar melhor os públicos, acompanhar cada beneficiário de forma individualizada e orientar a próxima melhor ação dentro da linha de cuidado.
Com isso, a mudança permitiu ampliar o alcance do programa, aumentar o engajamento dos pacientes e tornar mais eficiente a atuação das equipes assistenciais. “Mais do que substituir processos manuais por mensagens automatizadas, a Nilo passou a apoiar a Seguros Unimed na transformação de dados dispersos em jornadas de cuidado mais personalizadas, precisas e acionáveis”, afirma Isadora Kimura, CEO da Nilo.
Os indicadores dos primeiros doze meses provam que a adoção da tecnologia otimizou questões operacionais e transformou a navegação clínica da seguradora. A eficiência na captação para as linhas de cuidado teve uma alta de 76,8%, enquanto o volume de monitoramento de pacientes cresceu 37,5%. O engajamento mensal da base permaneceu acima de 91%, evidenciando a satisfação do cliente e o papel da Seguros Unimed na atenção ao beneficiário.
Na prática, o uso combinado de dados e automação permitiu tratar a jornada de cuidado como um acompanhamento contínuo, e não apenas como uma sequência de contatos. A plataforma passou a apoiar a identificação de quem deveria ser engajado, em qual momento, por qual canal e com qual objetivo assistencial, criando uma base mais rica para decisões operacionais e clínicas ao longo do programa.
Ao mesmo tempo, cerca de 75% das tarefas operacionais relacionadas ao acompanhamento passaram a ser automatizadas, incluindo lembretes, confirmações de consultas, envio de links para agendamentos e orientações de rotina.
“A automatização do processo de captação e monitoramento transformou a navegação clínica de pacientes da Seguros Unimed, otimizando fluxos e permitindo um acolhimento escalável, ágil e altamente satisfatório para o beneficiário”, destaca Gustavo Gusso, superintendente de Rede e Atenção à Saúde na Seguros Unimed.
O efeito também foi sentido na produtividade das equipes. Apenas no processo de captação, a automação eliminou o equivalente a 600 horas mensais de trabalho operacional – aproximadamente 7.200 horas ao longo de um ano. Com isso, enfermeiros e técnicos puderam direcionar mais tempo para atividades assistenciais e para o contato qualificado com os pacientes.
Outro reflexo da mudança foi o crescimento de 98,4% nas consultas realizadas por telemedicina dentro das linhas de cuidado da Seguros Unimed. “O resultado está ligado não apenas à simplificação do agendamento e à comunicação contínua com os segurados, mas também ao aumento da adesão dos beneficiários às consultas. Com lembretes, orientações e acompanhamento contextualizado, a plataforma ajuda a reduzir atritos entre a indicação do cuidado e a realização efetiva da consulta”, conta a executiva da healhtech.
Na ponta do atendimento, a percepção de valor pelo paciente teve um salto expressivo: a satisfação (CSAT) subiu de 78% para 91%. Entre os comentários coletados, os termos mais recorrentes foram “agilidade” e “facilidade”.
Parceria ampliada
O Nilo Care foi desenvolvido a partir de uma premissa simples: operadoras de saúde já possuem dados, equipes qualificadas e programas assistenciais estruturados. O desafio está em transformar esses recursos em interações relevantes para cada paciente, no momento adequado e pelo canal que ele efetivamente utiliza.
“Não se trata apenas de automatizar a comunicação. A Nilo cria uma camada de contexto que combina o que a operadora já sabe sobre o beneficiário com os dados que surgem ao longo da jornada, a partir das interações diretas com o paciente”, explica a CEO.
A plataforma utiliza agentes de inteligência artificial para iniciar e conduzir as primeiras etapas das interações, coletar sinais relevantes e apoiar a execução de jornadas em escala, mantendo os profissionais de saúde envolvidos nas decisões clínicas e nos casos que exigem contato humano.
Após o sucesso do primeiro ano de parceria, a próxima etapa já está em andamento. A Nilo iniciou a integração da Clara, agente de inteligência artificial responsável pelo agendamento e reagendamento de consultas diretamente nas agendas das equipes de saúde.
“Esta é uma solução já utilizada por outros clientes e responde a 90% das interações em menos de cinco segundos, contribuindo para aumentar ainda mais os índices de adesão e engajamento”, afirma Isadora Kimura, da Nilo.
Ao completar uma década desde o seu lançamento, o programa Cuidando de Perto celebra a sua evolução de uma gestão analógica para um ecossistema inovador e robusto. Para a Seguros Unimed, a combinação estruturada de dados, agentes de IA e automação vai muito além de reduzir a complexidade operacional e o sinistro: é a estratégia definitiva para ampliar o alcance assistencial sem perder a essência do cuidado humanizado. Gustavo Gusso ressalta que esse movimento consolida o objetivo central da companhia, que busca “ir muito além de sua atuação como seguradora, tornando-se uma agente transformadora na saúde e na qualidade de vida das pessoas” .
Para a Nilo, os resultados reforçam uma tese central da companhia: quando a tecnologia cria contexto a partir dos dados, reduz barreiras de acesso e orienta a próxima melhor ação, o engajamento deixa de ser apenas um desafio operacional e passa a ser consequência de um modelo de cuidado mais inteligente, contínuo e personalizado.
]]>Nota de pesar: Maurício Tadeu Barros Morais
https://revistaapolice.com.br/2026/07/nota-de-pesar-mauricio-tadeu-barros-morais/
Mon, 20 Jul 2026 15:23:11 +0000https://revistaapolice.com.br/?p=141030O mercado de seguros perdeu neste domingo (19) Maurício Tadeu Barros Morais, diretor do Clube de Seguros de Pessoas de Minas Gerais (CSP-MG). A notícia de seu falecimento foi recebida com pesar por profissionais e entidades do setor, que destacaram sua contribuição para o fortalecimento e o desenvolvimento do mercado segurador mineiro. Um dos fundadores […]
O mercado de seguros perdeu neste domingo (19) Maurício Tadeu Barros Morais, diretor do Clube de Seguros de Pessoas de Minas Gerais (CSP-MG). A notícia de seu falecimento foi recebida com pesar por profissionais e entidades do setor, que destacaram sua contribuição para o fortalecimento e o desenvolvimento do mercado segurador mineiro.
Um dos fundadores do CSP-MG, participou ativamente da consolidação da entidade e ocupou diferentes funções em sua diretoria ao longo dos anos. Também exerceu cargos de liderança em grandes companhias do mercado, atuou como consultor e empresário e, mais recentemente, era CEO da Ways Gestão Empresarial.
Reconhecido por sua dedicação à formação profissional, foi professor durante décadas na Escola de Negócios e Seguros (ENS), no curso de formação de corretores de seguros, além de lecionar na Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais (PUC Minas) e na Fundação Unimed. Sua atuação contribuiu para a formação de diversas gerações de profissionais do setor.
Em nota, o presidente do CSP-MG, João Paulo Moreira de Mello, destacou a relevância de Maurício para a entidade e para o mercado de seguros. “Maurício dedicou sua inteligência, seu talento e coração ao crescimento do CSP-MG. Sempre generoso, acolhedor e disposto a compartilhar conhecimento, tornou-se uma referência para o mercado e uma inspiração para todos nós”, afirmou.
O velório será realizado na próxima terça-feira (21), das 11h30 às 15h, na Capela 4 do Cemitério Parque da Colina, localizado na Rua Santarém, nº 50, no bairro Nova Cintra, em Belo Horizonte (MG).
A Revista Apólice manifesta solidariedade aos familiares, amigos e colegas de Maurício Tadeu Barros Morais neste momento de luto..
]]>Catástrofes vizinhas ligam alerta para falta de cultura de seguros no Brasil
https://revistaapolice.com.br/2026/07/catastrofes-vizinhas-ligam-alerta-para-falta-de-cultura-de-seguros-no-brasil/
Mon, 20 Jul 2026 15:01:22 +0000https://revistaapolice.com.br/?p=141028Os reflexos do terremoto registrado na Venezuela e o aumento da frequência de eventos climáticos extremos reacenderam o debate sobre a cultura de seguros e a gestão de riscos no Brasil. Na avaliação de especialistas da Alper Seguros, o episódio evidenciou vulnerabilidades na preparação de empresas e condomínios, especialmente na Região Norte, onde evacuações preventivas […]
]]>Os reflexos do terremoto registrado na Venezuela e o aumento da frequência de eventos climáticos extremos reacenderam o debate sobre a cultura de seguros e a gestão de riscos no Brasil. Na avaliação de especialistas da Alper Seguros, o episódio evidenciou vulnerabilidades na preparação de empresas e condomínios, especialmente na Região Norte, onde evacuações preventivas de edifícios ocorreram após o tremor ser sentido em cidades como Manaus, Belém e Macapá.
Embora o risco de danos estruturais provocados por terremotos seja considerado baixo no território brasileiro, a corretora avalia que o episódio expôs a baixa adoção de coberturas voltadas a eventos dessa natureza e a interrupções das operações.
Segundo Luciano Lima, SVP de Filiais, Massificados e Personal Lines da Alper Seguros, a ausência de histórico de abalos sísmicos de grande intensidade ajuda a explicar a baixa demanda por esse tipo de proteção. “O mercado imobiliário e corporativo em geral não está preparado para situações como esta, por não haver histórico de eventos com esse perfil. Dessa forma, não temos demanda para esse tipo de perda no Norte.”
O executivo também avalia que a percepção de que esse tipo de risco está distante da realidade brasileira ainda limita a contratação de seguros específicos.
“Infelizmente, o brasileiro ainda vê essas situações como distantes da sua realidade, o que faz com que grandes episódios não se reflitam em um aumento expressivo na procura por proteção. A cultura do seguro vem crescendo, mas ainda está longe dos níveis de países desenvolvidos. Precisamos conscientizar a sociedade sobre a necessidade de proteção e desenhar produtos específicos para perfis e realidades regionais” avalia Luciano Lima.
Para a Alper, um dos principais desafios está na diferença entre possuir uma apólice patrimonial e contar com uma estrutura de proteção adequada para garantir a continuidade das operações diante de eventos extremos. Segundo Fábio Ursaia, senior vice-presidente da companhia, muitas empresas concentram a proteção sobre os ativos físicos e deixam em segundo plano os impactos da paralisação das atividades.
“A principal vulnerabilidade hoje não está na falta de seguro, mas na falsa percepção de proteção que a falta de entendimento traz. Muitas empresas acreditam estar devidamente cobertas porque possuem uma apólice patrimonial comum, quando, na prática, sua maior exposição está na interrupção da operação e na perda de capacidade de gerar caixa” explica.
Ele acrescenta que os impactos financeiros de uma interrupção prolongada podem ser mais severos do que os danos materiais. “O seguro não evita a catástrofe, mas evita que ela se transforme em uma crise econômica prolongada. Empresas não costumam quebrar porque perderam um prédio. Elas quebram porque perderam a capacidade de gerar receita”.
A corretora analisa que o aumento da frequência de eventos extremos tem ampliado a importância de análises preventivas para definição das coberturas. “O papel da consultoria mudou profundamente. Antes, a principal discussão era quanto custava uma apólice. Hoje, a pergunta mais relevante para um CFO é quanto custa interromper uma operação por semanas ou meses” comenta Fábio Ursaia.
Para Luciano Lima, esse processo passa pelo mapeamento dos riscos específicos de cada empresa e pela adequação das coberturas às características de cada atividade.
“Nosso papel estratégico nas filiais é promover essa conscientização através de análises rigorosas da característica da atividade de cada empresa, mapeando seus riscos e as conexões que possam afetar seu ecossistema. Oferecemos suporte para qualquer tipo de necessidade através de apólices desenhadas sob medida para segmentos e perfis regionais, minimizando perdas e garantindo a continuidade dos negócios diante desta nova realidade climática e geográfica” destaca.
]]>Bradesco Seguros leva Circuito da Longevidade a Salvador
https://revistaapolice.com.br/2026/07/bradesco-seguros-leva-circuito-da-longevidade-a-salvador/
Mon, 20 Jul 2026 14:42:40 +0000https://revistaapolice.com.br/?p=141025Etapa será realizada em 26 de julho, no Jardim de Alah, com percursos de 5 km e 10 km e programação voltada à promoção da saúde e do bem-estar
]]>Salvador recebe, no próximo dia 26 de julho, mais uma etapa do Circuito da Longevidade Bradesco Seguros, iniciativa que incentiva a prática de atividades físicas e a promoção do envelhecimento ativo. O evento será realizado no Jardim de Alah, na orla da capital baiana, com percursos de 5 km e 10 km.
Além da corrida, a programação contará com atividades de aquecimento, espaços de convivência e entretenimento para os participantes. Durante o percurso, haverá pontos de hidratação e, ao fim da prova, serão distribuídos água e isotônicos.
As inscrições podem ser realizadas pelo site oficial da prova.
Segundo Ana Claudia Frighetto Gonzalez, superintendente sênior de Marketing do Grupo Bradesco Seguros, o circuito busca incentivar hábitos saudáveis e a convivência entre diferentes gerações.
“Promover iniciativas que incentivem hábitos saudáveis, o bem-estar e a prática de atividades físicas faz parte do nosso compromisso com a qualidade de vida da população. Em Salvador, cidade marcada pela energia, pela prática esportiva ao ar livre e pela forte conexão com o litoral, o Circuito da Longevidade reforça a importância do envelhecimento ativo e da convivência entre diferentes gerações”, afirma.
Criado em 2007, o Circuito da Longevidade já reuniu mais de 40 mil participantes e integra as ações do Grupo Bradesco Seguros voltadas à promoção da longevidade e da qualidade de vida.
Após passar por São Paulo, Campinas, Brasília, Rio de Janeiro e Salvador, o circuito seguirá para Recife (PE) e Porto Alegre (RS). O projeto é realizado em parceria com o Governo Federal, por meio do Ministério do Esporte, via Lei de Incentivo ao Esporte.
]]>Instituto Aon abre inscrições para o Programa Jovem Seguro
https://revistaapolice.com.br/2026/07/instituto-aon-abre-inscricoes-para-o-programa-jovem-seguro/
Mon, 20 Jul 2026 12:51:33 +0000https://revistaapolice.com.br/?p=141021Iniciativa oferece 45 vagas gratuitas para formação profissional de jovens e recebe inscrições até 24 de julho
]]>O Instituto Aon está com inscrições abertas para a 12ª edição do Programa Jovem Seguro, iniciativa voltada à formação e preparação de jovens para o mercado de trabalho. Nesta edição, serão oferecidas 45 vagas gratuitas, com inscrições abertas até 24 de julho.
Criado em 2014, o programa já contribuiu para a formação de quase 500 jovens e tem como pilares a educação, a empregabilidade e a formação profissional.
Podem participar jovens de 16 a 22 anos que estejam cursando ou tenham concluído o Ensino Médio em escolas públicas ou como bolsistas integrais de instituições particulares. Para pessoas com deficiência (PCDs), não há limite de idade.
Com apoio pedagógico do Instituto Techmail, o curso terá duração de três meses, totalizando 312 horas de atividades em período integral, com início previsto para 28 de agosto.
Na cidade de São Paulo, a formação será realizada em formato híbrido, com aulas online e encontros presenciais no escritório da Aon e no Instituto Techmail. Para participantes de outras localidades, o curso será oferecido integralmente na modalidade de ensino a distância (EAD).
As inscrições devem ser realizadas exclusivamente pelo candidato no site do processo seletivo. No caso de menores de idade, o formulário deverá ser preenchido pelo responsável legal.
Segundo a Aon, o processo seletivo será conduzido pelo Instituto Techmail e poderá incluir validação dos critérios de elegibilidade, questionário socioeconômico e prova de conhecimentos gerais.
]]>Comentário Econômico discute como seguro amplia proteção a mulheres
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Mon, 20 Jul 2026 11:44:49 +0000https://revistaapolice.com.br/?p=141018No novo episódio, especialistas discutem a cobertura da Tokio Marine voltada ao apoio de mulheres em situação de violência doméstica
]]>O seguro residencial começa a ampliar seu escopo de atuação ao incorporar coberturas voltadas ao acolhimento de mulheres em situação de violência doméstica. Em entrevista ao programa Comentário Econômico, da GRTV, Magda Truvilhano, superintendente de Produtos RD Massificados da Tokio Marine Seguros, apresentou uma solução desenvolvida pela seguradora para oferecer suporte às vítimas.
Segundo a executiva, a cobertura prevê o reembolso de despesas com moradia temporária para mulheres que precisem deixar o ambiente de violência, além de orientação jurídica e apoio psicológico durante o processo.
A iniciativa amplia o papel tradicional do seguro residencial, que historicamente esteve voltado à proteção patrimonial, incorporando serviços de assistência voltados a situações de vulnerabilidade social.
O episódio também contou com a participação do consultor econômico Francisco Galiza, que apresentou dados sobre a violência contra a mulher no Brasil e analisou os impactos sociais e econômicos desse cenário.
Durante a conversa, Magda Truvilhano destacou que a proposta busca oferecer um suporte adicional para mulheres que precisam reconstruir suas vidas após episódios de violência doméstica, reunindo mecanismos de proteção que vão além da cobertura tradicional do seguro residencial.
Segundo a GRTV, o episódio discute como o mercado segurador pode desenvolver soluções voltadas a desafios sociais, utilizando produtos e serviços para ampliar o apoio aos segurados em diferentes momentos da vida.
O Comentário Econômico é uma produção semanal da GRTV dedicada à análise de temas relacionados aos mercados de seguros, resseguros, investimentos e gestão de riscos.
]]>Empresas passam a tratar seguro como gestão de riscos
https://revistaapolice.com.br/2026/07/empresas-passam-a-tratar-seguro-como-gestao-de-riscos/
Mon, 20 Jul 2026 11:34:58 +0000https://revistaapolice.com.br/?p=141015O aumento da exposição das empresas a eventos climáticos extremos, interrupções operacionais e disputas judiciais tem ampliado o papel do seguro empresarial na estratégia de gestão de riscos das organizações. Antes concentrada na proteção de imóveis, máquinas e equipamentos, a contratação de seguros passa a incorporar coberturas voltadas à continuidade dos negócios e à mitigação […]
]]>O aumento da exposição das empresas a eventos climáticos extremos, interrupções operacionais e disputas judiciais tem ampliado o papel do seguro empresarial na estratégia de gestão de riscos das organizações. Antes concentrada na proteção de imóveis, máquinas e equipamentos, a contratação de seguros passa a incorporar coberturas voltadas à continuidade dos negócios e à mitigação de perdas financeiras.
Apesar desse cenário, a cultura da prevenção ainda avança de forma gradual entre os empreendedores brasileiros. Pesquisa da Confederação Nacional das Seguradoras (CNseg) aponta que apenas 26,7% dos empresários consideram contratar uma apólice ainda na fase de planejamento do negócio, enquanto mais de 70% iniciam suas atividades sem qualquer cobertura. O levantamento também indica que a baixa percepção dos riscos e as restrições financeiras permanecem entre os principais obstáculos à contratação.
Segundo Gustavo Zanon, CEO da Seguralta, essa postura faz com que muitos empresários percebam a importância da proteção apenas após enfrentar um evento que comprometa a operação.
“O seguro empresarial não deve ser encarado como um custo, mas como uma ferramenta de gestão. O empreendedor investe anos para construir seu negócio e, muitas vezes, um único imprevisto pode colocar tudo isso em risco. Quando a proteção faz parte do planejamento da empresa, ela garante condições para que a operação continue funcionando mesmo diante de situações inesperadas”.
De acordo com a Seguralta, o conceito de risco corporativo se tornou mais amplo nos últimos anos. Além de incêndios e roubos, empresas passaram a enfrentar impactos relacionados a eventos climáticos, falhas elétricas, interrupções operacionais, ações judiciais e outras ocorrências capazes de gerar prejuízos financeiros.
Esse cenário também impulsionou a evolução das coberturas disponíveis. Atualmente, uma única apólice pode reunir proteção para patrimônio, mercadorias, equipamentos, responsabilidade civil, lucros cessantes, danos elétricos, quebra de máquinas e outras coberturas adaptadas ao perfil de cada empresa.
Segundo Zanon, essa personalização acompanha as diferentes necessidades dos negócios. “Cada organização possui características, desafios e exposições diferentes. O papel do seguro é justamente acompanhar essa realidade, oferecendo soluções compatíveis com o porte, o segmento e as necessidades específicas de cada negócio”.
O levantamento da CNseg também mostra que 88,2% dos empresários associam o seguro à valorização da empresa e de seus colaboradores, enquanto 83,6% acreditam que a contratação contribui para uma gestão mais previsível.
Na avaliação do executivo, o desafio está em transformar essa percepção em uma prática incorporada ao planejamento empresarial. “O empresário brasileiro já reconhece a importância da gestão de riscos. O próximo passo é incorporar essa cultura ao planejamento estratégico. Empresas que investem em prevenção respondem com mais rapidez às adversidades, preservam patrimônio, mantêm a confiança dos clientes e fortalecem sua sustentabilidade no longo prazo”, destaca.
Especialistas avaliam que, à medida que os riscos corporativos se tornam mais complexos e menos previsíveis, o seguro empresarial tende a ocupar um papel cada vez mais estratégico nas organizações, contribuindo não apenas para a proteção patrimonial, mas também para a continuidade operacional e a estabilidade financeira.
]]>Sabemi realiza Conexão Seguros em Belo Horizonte
https://revistaapolice.com.br/2026/07/sabemi-realiza-conexao-seguros-em-belo-horizonte/
Mon, 20 Jul 2026 11:27:48 +0000https://revistaapolice.com.br/?p=141012Evento faz parte do road show nacional da companhia e apresentou estratégias, perspectivas para o mercado e oportunidades de negócios
]]>A Sabemi realizou, no dia 2 de julho, mais uma edição do Conexão Seguros, road show que percorre diferentes regiões do país com o objetivo de aproximar a companhia de corretores e parceiros comerciais. Desta vez, o encontro aconteceu em Belo Horizonte (MG), reunindo profissionais do mercado segurador para discutir estratégias, tendências e oportunidades de negócios.
Durante a programação, a companhia apresentou seu momento atual, destacou as soluções do portfólio e compartilhou perspectivas para o mercado de seguros. O evento também promoveu a troca de experiências entre os participantes.
“Mais do que apresentar nossos produtos, queremos fortalecer vínculos com quem está diariamente ao lado dos clientes. Esses encontros são fundamentais para ampliar o diálogo e impulsionar novas oportunidades de negócios”, destacou o gerente de Seguros Affinity e Viagem da Sabemi, Thiago Schmidt.
O Conexão Seguros integra o calendário nacional da companhia para 2026. Além das edições realizadas em Porto Alegre (RS), Goiânia (GO) e Belo Horizonte (MG), o road show seguirá para São Paulo, em 17 de setembro, e para o Rio de Janeiro, em 18 de agosto.
Segundo Janaína Serra, gerente Nacional de Seguros da Sabemi, a iniciativa busca fortalecer o relacionamento com os parceiros comerciais em diferentes regiões do país.
“Ao promover encontros presenciais com parceiros de diferentes regiões, a Sabemi reforça sua estratégia de proximidade com o mercado, reconhecendo a importância dos corretores e parceiros comerciais para a expansão sustentável da companhia em todo o país”.