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]]>A receita líquida da controladora registrou alta de 7,9%, atingindo R$ 56,7 milhões; e o EBITDA da controladora chegou a R$ 73,3 milhões, 11,8% abaixo do terceiro trimestre de 2025. A Wiz manteve sua trajetória de desalavancagem: a dívida líquida caiu 61% em 12 meses, para R$ 118 milhões. “Chegamos ao terceiro trimestre em um cenário que pouco mudou desde o início do ano. Não esperamos uma virada rápida nesse quadro, mas conhecemos bem esse tipo de ambiente e chegamos a ele com a estrutura adequada para enfrentá-lo. Esse contexto não nos fez tirar o pé da construção da Wiz que queremos para os próximos anos”, destaca o CEO da companhia, Lucas Neves.
Com um prêmio emitido de R$ 803,2 milhões de julho a setembro, o segmento de Seguros passou por desafios importantes. Dinâmicas específicas dos canais de distribuição impactaram a performance do Bmg Corretora e do BRB Seguros. Parcialmente compensando esses efeitos, a Wiz Corporate viu sua receita bruta crescer 18,3% em 12 meses, impulsionada pela forte emissão de prêmios nas linhas de Garantia; e pela Omni1, que atingiu recordes históricos em seus indicadores, contabilizando receita bruta de R$ 63,3 milhões, alta de 38,3%; e lucro líquido de R$ 18,5 milhões, alta de 40,8%.
Já no segmento de Crédito e Consórcios, a Wiz comercializou R$ 3,7 bilhões no trimestre, 2,3% acima de igual período de 2025. Os destaques foram o crescimento de 18,3% no volume da Wiz Parceiros, a contribuição de novas parcerias, como a do Banrisul (Banriponto) e a estreia em agosto da Wiz Consórcios, operação própria dedicada à venda direta de consórcios para pessoas físicas e jurídicas, que reúne as principais administradoras do país e conduz cada cliente com atendimento consultivo, do diagnóstico à contemplação.
Outro momento relevante do trimestre foi o avanço da Wiz Benefícios, formada por profissionais com ampla experiência de mercado. Nos últimos meses, 19 novos clientes de grande porte, de 9 setores diferentes, passaram a contar com a Wiz na gestão de seus benefícios, somando mais de 140 mil novas vidas administradas.
“Os resultados financeiros consolidados mostram que seguimos trabalhando com disciplina financeira rigorosa e foco absoluto na execução da nossa estratégia de longo prazo. A rápida desalavancagem, combinada com o amadurecimento das operações e a consolidação de novas frentes reforça a resiliência do nosso modelo de negócios e nos posiciona de forma sólida para continuar gerando valor sustentável para nossos parceiros, clientes e acionistas. Sabemos o caminho que queremos percorrer e confiamos que ele seguirá trazendo bons resultados, mesmo com os desafios que ainda estão por vir”, concluiu Lucas Neves.
Por fim, já após o encerramento do trimestre, em 19 de outubro, a Wiz celebrou com o Banco Inter contrato para a alienação da totalidade de sua participação na Inter Seguros (39,75% do capital social), pelo valor de R$ 409,5 milhões, a ser pago à vista no fechamento. É importante reforçar que a conclusão da operação está sujeita à aprovação do Banco Central do Brasil e do CADE, entre outras condições precedentes usuais.
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]]>The post Aportes em previdência privada caem R$ 5,1 bi em 2026 appeared first on Revista Apólice.
]]>Apesar da redução nos aportes, a captação líquida do setor apresentou crescimento. Isso porque os resgates também diminuíram, passando a somar R$ 108,5 bilhões no acumulado do ano, retração de 5,4% na comparação anual.
Com as saídas de recursos recuando em ritmo superior ao das contribuições, a diferença entre aportes e resgates permaneceu positiva em R$ 8,5 bilhões, alta de 15,2% em relação ao mesmo intervalo de 2025. O resultado indica que, embora os participantes tenham destinado menos recursos aos planos de previdência, o volume retirado também foi menor, contribuindo para a manutenção de um fluxo líquido positivo.
De acordo com a Fenaprevi, os ativos acumulados nos planos de previdência privada aberta foram estimados em R$ 1,96 trilhão em setembro, montante equivalente a aproximadamente 14% do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro.
O Vida Gerador de Benefício Livre (VGBL) permaneceu como a principal modalidade de previdência privada aberta no país. Entre janeiro e setembro, os aportes nesses planos alcançaram R$ 105,1 bilhões, correspondentes a aproximadamente 90% de toda a arrecadação do setor.
Os planos do tipo Plano Gerador de Benefício Livre (PGBL) receberam R$ 9,8 bilhões, participação de 8,4% no total. O restante foi destinado aos planos classificados como tradicionais, que incluem modalidades de risco, acumulação e os Fundos de Aposentadoria Programada Individual (FAPI).
A diferença entre as modalidades também aparece no número de contratos. Em setembro, o país contabilizava 13,7 milhões de planos de previdência privada aberta, dos quais 8,6 milhões eram VGBL, equivalentes a 63% do total. Os planos PGBL somavam 3,2 milhões, representando 23%, enquanto outros 1,9 milhão estavam classificados como tradicionais.
Segundo a Fenaprevi, aproximadamente 11,2 milhões de pessoas possuíam ao menos um plano de previdência privada aberta em setembro de 2026. A diferença entre o número de participantes e o total de planos mostra que uma mesma pessoa pode manter mais de um contrato de previdência.
Os dados também evidenciam a predominância do VGBL tanto na quantidade de planos quanto no volume de contribuições, enquanto o PGBL mantém uma participação menor na arrecadação total.
O levantamento considera os resultados acumulados até setembro de 2026 e reúne informações sobre contribuições, resgates, captação líquida, ativos e quantidade de planos do mercado brasileiro de previdência privada aberta.
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]]>The post Setor supervisionado arrecada R$ 315,2 bi appeared first on Revista Apólice.
]]>O levantamento reúne informações dos mercados de seguros, previdência complementar aberta, capitalização e resseguro. Apesar da queda real no resultado consolidado, os seguros de danos e pessoas, excluindo o VGBL, mantiveram crescimento acima da inflação.
Nesse segmento, as receitas alcançaram R$ 174,13 bilhões entre janeiro e setembro, alta nominal de 5,65% e avanço real de 1,23% na comparação com o mesmo intervalo de 2025.
O desempenho indica que os seguros tradicionais apresentaram expansão real, mesmo diante de um resultado mais fraco no conjunto dos mercados supervisionados.
Entre os seguros de danos, o ramo Automóvel registrou R$ 47,99 bilhões em prêmios nos nove primeiros meses do ano, crescimento nominal de 6,29% e real de 1,83%. Nos seguros de pessoas, o seguro de Vida acumulou R$ 30,39 bilhões em prêmios, com expansão de 7,56% em valores nominais e 3,08% após o desconto da inflação.
Os dois segmentos apresentaram crescimento real superior ao observado no conjunto dos seguros de danos e pessoas, cujo avanço foi de 1,23%.
As indenizações, resgates, benefícios e sorteios pagos pelos mercados supervisionados totalizaram R$ 195,65 bilhões entre janeiro e setembro de 2026. O montante representa uma redução nominal de 1,48% em relação ao mesmo período do ano anterior. Nos produtos de acumulação, que incluem modalidades de previdência, a arrecadação de contribuições superou os pagamentos de benefícios e resgates em R$ 5,18 bilhões no acumulado do ano.
O indicador mostra que, no período analisado, o fluxo de recursos destinados a esses produtos permaneceu positivo.
No mercado de resseguros, os prêmios cedidos pelas seguradoras somaram R$ 22,23 bilhões nos nove primeiros meses de 2026. O volume corresponde aos recursos direcionados pelas companhias à transferência de parte dos riscos assumidos em suas operações.
O boletim também apresenta a participação dos mercados supervisionados na economia brasileira. Em setembro, as receitas acumuladas em 12 meses corresponderam a 3,1% do Produto Interno Bruto (PIB).
Os dados completos estão disponíveis no Boletim Susep de setembro de 2026 e no Painel de Inteligência do Mercado de Seguros, que permite consultar os indicadores dos segmentos acompanhados pela autarquia.
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]]>The post Grupo HDI anuncia novo diretor comercial no interior de SP appeared first on Revista Apólice.
]]>A nomeação está alinhada à estratégia do Grupo de ampliar sua presença em mercados estratégicos e estreitar o relacionamento com os parceiros de distribuição. Na nova função, Marins integrará a equipe liderada por Marcos Machini, vice-presidente Comercial, e será responsável pelo desenvolvimento da operação no interior paulista, com foco no crescimento sustentável dos negócios e na expansão das marcas na região.
Graduado em Administração, Marins possui MBA em Gestão Empresarial pela Fundação Getulio Vargas (FGV). Ao longo de sua carreira, o executivo esteve à frente de operações comerciais em diferentes regiões do Brasil, incluindo Centro-Oeste, Norte, São Paulo Capital e Interior. Sua trajetória reúne experiência em liderança de equipes, desenvolvimento de negócios, expansão de mercados e relacionamento com corretores de seguros, além da gestão de pessoas e da construção de parcerias comerciais.
“Chego ao Grupo HDI muito motivado com o desafio de contribuir para o desenvolvimento dos negócios no interior de São Paulo, um mercado estratégico para a companhia. A região reúne importantes oportunidades de crescimento, e nosso foco será fortalecer ainda mais a parceria com os corretores, com proximidade, diálogo e soluções alinhadas às necessidades dos clientes. Acredito que relações de confiança, desenvolvimento das pessoas e parcerias duradouras são fundamentais para gerar resultados consistentes e ampliar nossa atuação no mercado”, afirma Leonardo Marins, novo Diretor Comercial de São Paulo Interior do Grupo HDI.
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]]>The post Velocidade segura como caminho para salvar vidas no trânsito appeared first on Revista Apólice.
]]>Mas como os próprios motoristas percebem essa questão? E o como fazer com que uma intenção de dirigir com segurança se transforme, de fato, em comportamento?
Para ajudar a responder essas perguntas e compreender o perfil do condutor brasileiro, a Fundación Mapfre, em parceria com a Poli-USP, a UFPR e com apoio da Senatran, realizou uma pesquisa inédita com 1.540 motoristas de todas as regiões do país. O estudo “Velocidade em áreas urbanas e segurança viária: evidências sobre comportamentos, percepções e atitudes” traz um contraste marcante: mais de 90% dos condutores querem respeitar as normas de trânsito e associam o respeito aos limites de velocidade a valores como proteção da vida e cidadania. Contudo, um terço admite acelerar por pressa, atrasos ou por considerar os limites de velocidade incompatíveis com a via.
A pesquisa revela também que a maior influência para a direção segura vem do núcleo familiar (cônjuges, pais e filhos), citado por 80% dos participantes como uma das principais referências de decisão. Além disso, testes demonstraram que a presença de pedestres e a sinalização adequada reduzem a velocidade média em até 10 km/h. Essa moderação salva vidas: reduzir a velocidade de 48 km/h para 32 km/h faz a probabilidade de fatalidade em atropelamentos despencar de 50% para 10%¹.
Essas evidências mostram que a segurança viária exige uma abordagem sistêmica. É preciso ir além das placas e da fiscalização eletrônica e investir no redesenho urbano — com o uso de travessias elevadas e zonas de 30 km/h, por exemplo —, e na realização de campanhas educativas que conversem com as percepções e as crenças dos condutores. Essas são iniciativas que atendem ao Plano Nacional de Redução de Mortes e Lesões no Trânsito (Pnatrans).
É necessário promover a empatia dos motoristas em relação a todos os atores da mobilidade — pedestres, ciclistas e motociclistas —, reforçando o compromisso com o respeito aos limites de velocidade. Nesse contexto, a influência dos entes queridos dos motoristas aparece como um recurso importante e pode ser usado como um dos pilares das campanhas e iniciativas de trânsito. A combinação entre conscientização e os princípios do Sistema Viário Seguro, que pressupõem o desenvolvimento de uma infraestrutura viária voltada à segurança, fortalece o caminho para que a Visão Zero Mortes no Trânsito se torne realidade no Brasil até 2030.
*Por: Fátima Lima, representante da Fundação Mapfre no Brasil.
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]]>The post FICO reforça atendimento ao mercado de seguros brasileiro appeared first on Revista Apólice.
]]>A iniciativa não representa a entrada da empresa no setor, porque ela está presente no Brasil há mais de 26 anos e mantém um histórico de relacionamento com seguradoras como SulAmérica, Tokio Marine, HDI, Liberty e Porto Seguro. A mudança está na organização da operação, que passa a contar com profissionais dedicados especificamente às demandas dessa indústria.
“A FICO já atua no mercado de seguros há bastante tempo. O que estamos fazendo agora é criar uma vertical global para oferecer um atendimento mais próximo, com especialistas que conhecem as particularidades do setor. É um reforço da nossa estrutura para ampliar a dedicação aos clientes”, explica José Augusto Gabizo, vice-presidente para América Latina da empresa.
No Brasil, a nova organização conta com Marco Pimentel, diretor de vendas, e Mila Ferraz, executiva de contas, dedicados ao atendimento às seguradoras. A proposta é aproximar a empresa das companhias e ampliar a utilização de ferramentas que já fazem parte de seu portfólio, mas que podem ser aplicadas a diferentes etapas da operação securitária.
A estratégia acompanha uma transformação iniciada há cerca de cinco anos, quando a FICO, tradicionalmente reconhecida por suas soluções analíticas voltadas ao mercado financeiro, passou a concentrar seus investimentos no desenvolvimento de uma plataforma de decisões mais abrangente. Até então, sua atuação estava fortemente associada a ferramentas utilizadas por bancos para análise de crédito, cobrança e prevenção a fraudes.
No mercado de seguros, as aplicações estavam concentradas principalmente nos motores de decisão, utilizados para estabelecer regras de precificação, aceitação de riscos e aprovação de propostas. Com a evolução tecnológica, essas funcionalidades passaram a integrar uma estrutura capaz de atender outras necessidades das seguradoras, incluindo a gestão de sinistros e o relacionamento com os segurados. “Temos clientes utilizando nossas soluções praticamente em todo o ciclo de vida do segurado. Isso começa na precificação e na subscrição, passa pela análise de sinistros e chega à identificação de possíveis fraudes. A plataforma permite trabalhar essas diferentes decisões de maneira integrada”, afirma Gabizo.
Fraudes e desperdícios
A prevenção a fraudes continua sendo uma das demandas mais recorrentes das seguradoras, independentemente do ramo de atuação. Segundo o executivo, as conversas com as companhias mostram que o problema permanece relevante tanto nos seguros de automóveis quanto na saúde suplementar, onde o controle de despesas assistenciais e a identificação de práticas abusivas ganharam importância.
No processamento de sinistros, por exemplo, a tecnologia permite correlacionar informações sobre acidentes, apólices e envolvidos para identificar vínculos suspeitos que poderiam passar despercebidos em análises isoladas. A intenção é fornecer elementos para que as seguradoras investiguem possíveis irregularidades e aprimorem seus mecanismos de controle.
Na saúde, um dos pontos de atenção está nos pedidos de reembolso, que podem envolver procedimentos inadequados ou fraudulentos, inclusive quando o próprio beneficiário desconhece as implicações de determinada prática. “Uma conversa que temos constantemente com as seguradoras é sobre como prevenir fraudes e abusos. Na saúde, principalmente, existem situações relacionadas ao reembolso em que as pessoas acabam cometendo irregularidades sem necessariamente perceber. É uma preocupação muito presente nas operações”, observa.
Outro desafio identificado pela FICO está na fragmentação das informações dos segurados. Muitas companhias acumulam grandes volumes de dados em diferentes sistemas, mas encontram dificuldades para transformá-los em conhecimento aplicável às decisões comerciais e operacionais.
Essa limitação é particularmente relevante para seguradoras tradicionais, que convivem com sistemas legados desenvolvidos em diferentes períodos e nem sempre integrados. A dispersão das informações dificulta a construção de uma visão completa do relacionamento com o cliente, restringindo oportunidades de venda cruzada e de personalização dos produtos. Segundo Gabizo, a proposta da FICO não é comercializar bases de dados, mas oferecer uma estrutura capaz de conectar informações existentes nas próprias seguradoras, além de fontes externas e dados não estruturados, para apoiar decisões em tempo real.
Inteligência Artificial Aplicada
A evolução da inteligência artificial representa outra frente de desenvolvimento para a FICO. Embora a tecnologia já faça parte das discussões e dos investimentos das seguradoras, o executivo acredita que ainda existe espaço para ampliar sua utilização em processos que dependem de análises de informações e decisões recorrentes.
Entre as possibilidades estão a automação de etapas operacionais, o aprimoramento dos modelos de avaliação de riscos e a aceleração dos processos de prospecção e contratação, inclusive nas atividades realizadas em conjunto com os corretores de seguros.
Para o executivo, a incorporação de novas ferramentas precisa estar associada a objetivos concretos das seguradoras, especialmente à capacidade de conhecer melhor seus clientes e oferecer experiências adequadas às suas necessidades. “A inteligência artificial já deixou de ser uma discussão sobre o futuro. O mercado está se transformando rapidamente e as seguradoras estão buscando maneiras de utilizar esses modelos para melhorar suas decisões, automatizar processos e acelerar a prospecção de clientes junto às corretoras”, avalia Gabizo.
Kelly Lubiato
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]]>The post IA avança nos seguros, mas setor enfrenta desafio de adaptação appeared first on Revista Apólice.
]]>O levantamento, atribuído à Autoridade Europeia de Seguros e Pensões Complementares (EIOPA), foi apresentado durante a palestra sobre o impacto da inteligência artificial na transformação das seguradoras europeias. Segundo Bermejo, a adoção dessas ferramentas já alcança diferentes etapas das operações, incluindo subscrição de riscos, regulação de sinistros, atendimento ao consumidor e desenvolvimento de sistemas.
Entre os exemplos apresentados, o executivo mencionou aplicações capazes de reduzir em aproximadamente 40% o tempo de determinados processos, com retorno sobre o investimento em menos de 12 meses. Em atividades relacionadas ao desenvolvimento tecnológico, os ganhos de eficiência podem chegar a 70% na redução do tempo de execução de tarefas.
Os resultados, entretanto, dependem de mudanças que vão além da incorporação de novas ferramentas. Para Bermejo, as seguradoras precisam identificar quais atividades podem ser automatizadas, quais processos devem ser aprimorados e como reorganizar suas estruturas para aproveitar os benefícios da tecnologia.
“Precisamos definir quais processos queremos automatizar, quais queremos melhorar e, a partir disso, construir um modelo operacional capaz de sustentar essa transformação”, afirmou.
O executivo também apontou a personalização como uma das principais oportunidades para o setor. A combinação de informações internas e externas permite desenvolver produtos mais próximos das necessidades dos consumidores, com coberturas e preços ajustados aos diferentes perfis de risco. “Estamos caminhando para produtos cada vez mais personalizados, utilizando informações internas e externas para oferecer coberturas e preços adequados às necessidades de cada cliente”, destacou.
A necessidade de rever os modelos de negócios também foi abordada pela NTT DATA. Na abertura da programação, Hugo Assis, head de Insurance da companhia, destacou que a inovação não depende exclusivamente de soluções desenvolvidas fora das organizações, mas também da capacidade das próprias seguradoras de transformar seus processos e sua cultura. Para Assis, o setor precisa aproveitar a experiência acumulada ao longo dos anos sem deixar de acompanhar as mudanças tecnológicas. A proposta, segundo ele, é conciliar os aprendizados do passado com uma postura mais aberta à experimentação e à adoção de novas ferramentas.
Na sequência, Carlos Ordonez Sánchez, vice-presidente global de Inovação em Seguros da NTT DATA, apresentou uma perspectiva sobre o futuro do setor na palestra “Seguros em 2030: Competindo por Relevância, Não Apenas por Participação de Mercado”. Segundo o executivo, a inteligência artificial e outras tecnologias emergentes deverão modificar a distribuição de seguros, a subscrição de riscos e o relacionamento com os consumidores. Nesse cenário, as companhias precisarão desenvolver estruturas mais flexíveis para acompanhar a velocidade das transformações.

“Se a organização não for suficientemente flexível para compreender não apenas a inteligência artificial, mas todas as tecnologias que estão por vir, vai perder a batalha”, afirmou.
Uma das principais mudanças apontadas por Sánchez é a transição de um modelo concentrado no pagamento de indenizações para uma atuação mais preventiva, baseada no acompanhamento contínuo dos riscos. A proposta envolve utilizar dados e tecnologias para identificar exposições, orientar os segurados e reduzir a ocorrência de perdas. Esse movimento também abre espaço para o crescimento dos seguros embarcados, conhecidos como embedded insurance, das plataformas de benefícios corporativos e de soluções voltadas à saúde, longevidade e bem-estar.
Na avaliação do executivo, os consumidores deverão exigir experiências cada vez mais personalizadas, com produtos e serviços adaptados às suas necessidades em tempo próximo ao real. A inteligência artificial poderá desempenhar um papel importante nesse processo, inclusive por meio de plataformas capazes de integrar diferentes etapas da contratação e do atendimento. “O cliente exige cada vez mais personalização no seu dia a dia, que possamos compreendê-lo o mais próximo possível do tempo real”, ressaltou.
Sánchez também abordou a possibilidade de agentes autônomos de inteligência artificial realizarem interações e negociações entre si, criando novas formas de distribuição e contratação de produtos. O avanço dessas aplicações, entretanto, deverá exigir maior atenção das empresas à ética, à transparência e à confiança.
As mudanças também deverão alcançar a forma como as seguradoras avaliam e acompanham os riscos. Durante a apresentação, o executivo da NTT DATA destacou aplicações de gêmeos digitais, robótica e imagens de satélite para ampliar a capacidade de monitoramento e antecipação de perdas.
Entre os exemplos mencionados estão a digitalização de operações industriais da Mercedes-Benz e o uso de plataformas de análise geoespacial. Uma delas, a Geolinks, utiliza, segundo a apresentação, mais de 60 variáveis relacionadas a imóveis para apoiar a avaliação e a subscrição de riscos.
Essas ferramentas permitem reunir informações sobre características das propriedades, localização e exposição a diferentes ameaças, contribuindo para decisões mais precisas. A utilização de dados geoespaciais também ganha relevância diante da intensificação dos eventos climáticos extremos e da necessidade de desenvolver mecanismos de proteção mais adequados a essas exposições.
Nesse contexto, Sánchez destacou o avanço dos seguros paramétricos, que utilizam indicadores previamente definidos para determinar o pagamento de indenizações, e o surgimento de seguradoras e agentes gerais de subscrição (MGAs) especializados em segmentos específicos.
Para pequenas e médias empresas, o desafio envolve não apenas a oferta de novos produtos, mas também a ampliação do conhecimento sobre riscos emergentes e a simplificação das coberturas. Segundo o executivo, a capacidade de comunicar os benefícios da proteção será importante para alcançar consumidores e empresas que ainda possuem baixa familiaridade com o seguro.
A transformação também deverá exigir mudanças na formação e na contratação de profissionais. Para Sánchez, a capacidade de adaptação tende a ganhar importância diante do surgimento contínuo de novas ferramentas e modelos de negócios. “O talento que vocês têm nas companhias não precisa ser especialista em uma tecnologia ou em inteligência artificial. Precisa ser adaptável”, pontuou.
O executivo também defendeu a formação de alianças estratégicas com empresas de tecnologia e outros participantes do ecossistema de inovação. Segundo ele, essas parcerias precisam integrar as decisões da alta administração para que as seguradoras consigam acompanhar as transformações do mercado.
Embora a inteligência artificial tenha concentrado parte importante das discussões, o papel das relações humanas também ganhou espaço na programação. Seth Rachlin, autor do livro Social Capital at Work, abordou a importância da confiança e do capital social na construção de relações duradouras entre empresas, clientes e colaboradores. Durante a palestra “Confiança é o Verdadeiro Diferencial: Reconstruindo o Capital Social na Era das Seguradoras Impulsionadas por IA”, Rachlin discutiu como o avanço tecnológico torna necessário repensar os vínculos estabelecidos entre pessoas e organizações.
A apresentação relacionou confiança, pertencimento e conexões sociais à capacidade das empresas de manter relacionamentos consistentes em um ambiente marcado pela automação e pela crescente utilização de sistemas inteligentes. Para o mercado segurador, a discussão ganha relevância diante de um modelo de negócios que depende da confiança dos consumidores na capacidade das companhias de oferecer proteção e cumprir os compromissos assumidos.
O debate também reforçou que a adoção de novas tecnologias não elimina a necessidade de interação humana. À medida que processos de contratação, atendimento e regulação de sinistros passam a incorporar ferramentas de inteligência artificial, a qualidade das relações com os segurados permanece como um componente importante da experiência oferecida pelas companhias.
Nicholas Godoy, de São Paulo
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]]>The post Mitsui Sumitomo Seguros planta uma árvore a cada apólice appeared first on Revista Apólice.
]]>A proposta é simples: a decisão de proteger um negócio passa a gerar também um impacto ambiental concreto, rastreável e compartilhável. Cada árvore vem acompanhada de certificado de plantio com QR code, que permite ao segurado acompanhar o desenvolvimento da muda.
A campanha vale para apólices emitidas entre 3 de novembro e 31 de dezembro de 2026. Participam os seguros novos de Empresarial Massificado, RCG, RCV, TranspRCG e Transportes, este último com limite de uma árvore por CNPJ. Nas renovações, participa o Empresarial Massificado com contratação do pacote ESG – Cobertura Verde e Assistência Sustentável.
A participação é automática e não gera custo adicional para o segurado. O plantio é realizado em parceria com Agroforestre. O regulamento completo está disponível no link Campanha Sua Apólice Vale Uma Árvore – Mitsui Sumitomo Seguros.
Para Erilio Lucena, Superintendente de Seguros Empresarial da MSIG, a campanha amplia o valor do seguro para além da cobertura. “Quando uma empresa contrata um seguro, ela está cuidando do próprio futuro. Com essa campanha, essa mesma decisão passa a cuidar também do futuro de todos. É proteção para o negócio e para o planeta, sem custo adicional para o cliente”, afirma.
Ale Tanaka, Head de Comunicação e Expressão da Marca, destaca o papel do propósito na construção da iniciativa. “Nosso propósito é proteger para transformar o mundo, e queríamos que ele saísse da nossa casa e virasse algo que as pessoas pudessem ver crescer. O QR code no certificado faz exatamente isso: cada segurado acompanha a sua árvore e pode compartilhar esse resultado com o seu time e os seus clientes”, diz.
O executivo ressalta ainda a importância dos corretores na mobilização. “O corretor é quem está ao lado do cliente na hora da decisão. Ao apresentar a campanha, ele leva uma proposta de valor que vai além do preço e se torna protagonista dessa transformação com a gente.”
Julio Sinkevicius, Head de ESG da MSIG, reforça que a iniciativa conecta o negócio da seguradora à agenda ambiental. “O seguro existe para reduzir riscos e dar segurança para o futuro. Plantar árvores segue a mesma lógica: é investir hoje para colher resiliência amanhã. Com o certificado e o rastreio, garantimos transparência sobre cada plantio e mostramos que sustentabilidade e governança se faz com ações concretas e mensuráveis”, afirma.
O pacote ESG do Empresarial Massificado também ganha destaque na ação. “Ao incluir as renovações com o pacote ESG, incentivamos as empresas a olhar para a proteção de forma mais ampla, considerando seu impacto ambiental e social”, completa Sinkevicius.
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]]>The post Porto registra lucro líquido recorrente de R$ 713 milhões no 3º tri de 2026 appeared first on Revista Apólice.
]]>Desempenho das Verticais, comparadas ao 3T25:
Porto Bank: a receita² do Porto Bank avançou 13%, atingindo R$ 2,0 bilhões, impulsionada pelo crescimento em Consórcio² (+21%); Riscos Financeiros (+12%) e Cartão, Financiamento e Empréstimos (+11%). As perdas de crédito foram de R$ 843 milhões (+48%), decorrentes de um ciclo de um crédito mais adverso do mercado e de uma postura mais conservadora na gestão de risco, resultando em maiores provisões. As iniciativas para aprimorar a qualidade da carteira já começam a refletir em indicadores mais saudáveis, com o NPL Formation caindo 1 p.p. vs 2T26 (para 11,6%) e o NPL 15-90 dias reduzindo pelo segundo trimestre consecutivo. O índice de eficiência melhorou 3,3 p.p., atingindo 27,4%, resultado alinhado com os objetivos de aumento de eficiência, balanceados com os investimentos necessários para sustentar a expansão do ecossistema digital. O lucro líquido foi de R$ 171 milhões (-13%).
Porto Saúde: a receita da Porto Saúde cresceu 12%, alcançando R$ 2,5 bilhões. A expansão foi impulsionada por um aumento de 22% em beneficiários de seguro Saúde, atingindo 956 mil vidas, e de 16% de vidas no Odonto, alcançando 1,3 milhão. A sinistralidade foi de 82,0%, um aumento de 4,7 p.p., sendo aproximadamente dois terços do aumento oriundos de rupturas na cadeia de atendimento oncológico e por um comportamento atípico na sazonalidade entre o segundo e o terceiro trimestre; enquanto aproximadamente um terço foi aumento orgânico de sinistros. O lucro no período foi de R$ 84 milhões (-34%).
Porto Seguro: as receitas e prêmios totalizaram R$ 6,2 bilhões (+9%), alavancados pela expansão em duplo dígito no segmento Auto (+10%), que obteve incremento de 264 mil veículos, atingindo uma frota segurada de 6,5 milhões de automóveis, consolidando uma trajetória de aceleração do segmento. Além disso, o Patrimonial avançou 9% e o segmento de Vida, 2%. Na composição de frente operacional e financeira, o índice combinado ampliado seguiu em patamares saudáveis (86%; +1 p.p.). Como resultado dessas dinâmicas, o lucro líquido do período alcançou R$ 443 milhões (-2%), enquanto o ROAE permaneceu acima do patamar de 30% pelo sexto trimestre consecutivo, atingindo 32% no 3T26.
Porto Serviço: a Porto Serviço registrou R$ 660 milhões em receita (+9%), por meio do crescimento de 9% tanto nas Parcerias Estratégicas quanto na Parcerias Porto e de 39% nos Produtos Digitais. O resultado trimestral foi de R$ 52 milhões (+34%). Mantivemos o foco em estruturação e ampliação das parcerias estratégicas, ultrapassando 80 parceiros no total. Essas iniciativas reforçam o objetivo da vertical de diversificar ainda mais os ramos de atuação e ampliar a oferta de serviços.
O resultado financeiro foi de R$ 309 milhões no trimestre (-19%). Já a receita da carteira de aplicações financeiras (ex-previdência e ALM), geridas pela tesouraria, foi de R$ 355 milhões, o que representa 63% do CDI. Os resultados do 3T26 foram impactados majoritariamente pelo baixo índice de carrego do IPCA no trimestre, com reflexo nos títulos marcados na curva, e pelo desempenho da alocação em renda variável menor do que o índice IBOV.
O índice de eficiência operacional¹, que considera a soma das Despesas Administrativas em relação à Receita Total foi de 10,6%, uma melhora de 0,4 p.p. no 3T26, em linha com nossos esforços para ganhos de eficiência.
No trimestre, a Porto foi reconhecida como a segunda melhor empresa para se trabalhar no Brasil pelo Great Place to Work (GPTW), na categoria Gigantes (mais de 10 mil colaboradores). Essa foi a quinta presença consecutiva no Top 10. “Acreditamos que cuidar do bem-estar e do crescimento das nossas pessoas é o que, de fato, sustenta a excelência das nossas entregas e o desenvolvimento contínuo da companhia”, afirma Paulo Kakinoff, CEO do Grupo Porto.
Outro reconhecimento da construção constante da marca foi a liderança da Porto Seguro, pelo 13º ano consecutivo, no ranking do segmento no Folha Top of Mind, levantamento elaborado pelo Datafolha.
Os apps da Porto atingiram a marca de 6,5 milhões de usuários. O processo de digitalização é um movimento estratégico que alinha a essência de Cuidado da Porto à criação de jornadas cada vez mais amigáveis, fluidas e adequadas à realidade contemporânea. Entre os 19 milhões de clientes, foram 186 milhões de interações e atendimentos digitais no 3T26, com resolução end to end de mais de 73% dos acionamentos via WhatsApp.
“O atendimento digital contribui para que os níveis de NPS da companhia sigam em patamares de excelência. Assim, seguimos focados no nosso norte: o equilíbrio entre Essência e Estratégia, construindo a cada dia uma Porto ainda mais forte. Nosso agradecimento mais sincero a todos que constroem essa jornada conosco”, disse Paulo Kakinoff, CEO do Grupo Porto.
Principais destaques (3T26 em comparação com 3T25):
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]]>The post Swiss Re lucra US$ 4,2 bilhões em nove meses appeared first on Revista Apólice.
]]>Somente no terceiro trimestre, o grupo suíço obteve lucro líquido de US$ 1,3 bilhão. No acumulado do ano, o retorno sobre o patrimônio líquido (ROE) permaneceu em 22,5%, mesmo patamar registrado nos nove primeiros meses de 2025.
O desempenho também foi favorecido por perdas com grandes catástrofes naturais inferiores às inicialmente previstas e pelos resultados dos investimentos financeiros. A Swiss Re mantém a meta de alcançar lucro líquido de US$ 4,5 bilhões em 2026.
Apesar do avanço no lucro, a receita de seguros recuou 3%, passando de US$ 32 bilhões para US$ 31,2 bilhões. Em contrapartida, o resultado dos serviços de seguros, indicador que reflete o desempenho das operações de subscrição, cresceu 7%, para US$ 5,13 bilhões.
A unidade de resseguros de Danos e Responsabilidades (P&C Re) encerrou setembro com lucro líquido de US$ 2,16 bilhões, queda de 6% na comparação anual. A receita de seguros da operação diminuiu 9%, para US$ 12,8 bilhões, refletindo os resultados das renovações de contratos e a redução dos volumes de negócios cedidos pelas seguradoras.
O índice combinado ficou em 77,3%, ligeiramente abaixo dos 77,6% registrados no mesmo período de 2025. O indicador mostra que a operação manteve resultado técnico positivo, apesar da pressão competitiva sobre os preços. As perdas de grande porte somaram US$ 941 milhões nos nove primeiros meses do ano, dos quais US$ 640 milhões foram relacionados a catástrofes naturais.
Entre os principais eventos estiveram o terremoto registrado na Colômbia, em agosto, e a tempestade Kristin, que atingiu Portugal em janeiro. As perdas de grande porte provocadas por eventos de origem humana totalizaram US$ 301 milhões.
O volume de perdas catastróficas ficou abaixo do orçamento de US$ 1,6 bilhão previsto para os nove primeiros meses de 2026. Outro indicador que reflete o ambiente mais competitivo é a margem de serviço contratual (CSM) dos novos negócios de P&C Re, que caiu de US$ 2,5 bilhões para US$ 1,8 bilhão.
A métrica representa a margem de lucro esperada dos contratos de seguros e resseguros, a ser reconhecida ao longo da prestação dos serviços.
A unidade de resseguros de Vida e Saúde (L&H Re) apresentou o maior crescimento entre as operações da Swiss Re. O lucro líquido avançou 43%, passando de US$ 1,07 bilhão para US$ 1,53 bilhão nos nove primeiros meses de 2026. Segundo a companhia, o desempenho foi favorecido pelas margens da carteira de contratos existentes e por uma experiência de mortalidade mais favorável nos Estados Unidos.
O resultado dos serviços de seguros da unidade cresceu 56%, alcançando US$ 1,64 bilhão, enquanto a receita avançou 7%, para US$ 12,9 bilhões. A expansão da receita foi influenciada por efeitos cambiais positivos e pela contribuição de novos negócios relacionados à longevidade.
Apesar do desempenho operacional, a margem de serviço contratual dos novos negócios recuou de US$ 833 milhões para US$ 488 milhões. A Swiss Re atribuiu a redução ao menor número de grandes transações e a uma postura mais seletiva na contratação de novos riscos, especialmente na região da Ásia-Pacífico. Para o conjunto de 2026, a unidade mantém a meta de lucro líquido de US$ 1,7 bilhão.
A Corporate Solutions, unidade de seguros corporativos da Swiss Re, encerrou os nove primeiros meses do ano com lucro líquido de US$ 714 milhões, crescimento de 3% em relação aos US$ 693 milhões registrados no mesmo período de 2025.
O índice combinado melhorou de 87,1% para 86,4%, enquanto o resultado dos serviços de seguros avançou 4%, alcançando US$ 863 milhões.
A receita da unidade recuou 3%, para US$ 5,5 bilhões, influenciada principalmente pela decisão anteriormente anunciada de não renovar os negócios da operação Irish Medex, cujo impacto foi de aproximadamente US$ 400 milhões.
As perdas de grande porte relacionadas a eventos de origem humana somaram US$ 219 milhões. Já as perdas por catástrofes naturais chegaram a US$ 54 milhões, com impactos associados ao terremoto na Colômbia, à tempestade Fern, na América do Norte, e a um tornado no Texas.
A unidade também anunciou uma parceria estratégica com a Old Mutual Insure, na África do Sul, sujeita às aprovações regulatórias. A iniciativa integra a estratégia de expansão por meio de parceiros locais, modelo que já contempla acordos com a GNP Seguros, no México, e a Bajaj General Insurance, na Índia.
Além dos resultados financeiros, a companhia anunciou a nomeação de Lori Goltermann como diretora comercial global da Corporate Solutions, em um cargo recém-criado. A executiva assumirá a função em 11 de janeiro de 2027, com base em Chicago, e responderá diretamente a Ivan Gonzalez, CEO da unidade.
Com mais de 30 anos de experiência na Aon, Goltermann será responsável pela estratégia comercial voltada a clientes corporativos, governos e parceiros de distribuição.
A reorganização também prevê a centralização da função global de subscrição da Corporate Solutions, enquanto as unidades regionais terão maior foco no relacionamento com clientes e na identificação de oportunidades comerciais.
O resultado dos investimentos da Swiss Re também contribuiu para o desempenho consolidado. O retorno sobre investimentos ficou em 4% nos nove primeiros meses do ano, com receitas recorrentes de US$ 3,1 bilhões. A rentabilidade das receitas recorrentes avançou de 4,1% para 4,2%, enquanto o retorno dos reinvestimentos atingiu 5,6% no terceiro trimestre.
A companhia também mantém seu programa de redução de despesas operacionais, com meta de economizar US$ 500 milhões até 2028. O objetivo foi ampliado neste ano, substituindo a previsão anterior de redução de US$ 300 milhões até 2027.
Em relação à posição de capital, a Swiss Re apresentou índice estimado de solvência SST de 259% em 1º de outubro, acima da faixa-alvo de 200% a 250%.
Para Andreas Berger, CEO do grupo, a diversificação das operações e a disciplina na subscrição serão importantes para enfrentar as mudanças nas condições do mercado.
“Nosso desempenho nos primeiros nove meses nos coloca firmemente no caminho para atingir ambos os objetivos. Olhando além de 2026, nossas bases sólidas e a diversificação proporcionada pelas três unidades de negócios nos dão confiança em nossa capacidade de navegar com sucesso por diferentes ciclos de mercado”, afirmou, em tradução livre.
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