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A revista do mercado de SegurosTue, 13 Oct 2026 19:02:15 +0000pt-BR
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3232Novo marco do seguro rural amplia garantias, mas traz desafios
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Tue, 13 Oct 2026 18:25:28 +0000https://revistaapolice.com.br/?p=143308EXCLUSIVO – A nova legislação do seguro rural amplia o papel das apólices nas operações de crédito e cria mecanismos para reduzir os impactos financeiros das perdas agrícolas. A Lei nº 15.526/2026, sancionada em setembro, permite que a cobertura seja utilizada como garantia de financiamentos e prevê condições favorecidas para produtores segurados. A mudança, porém, […]
]]>EXCLUSIVO – A nova legislação do seguro rural amplia o papel das apólices nas operações de crédito e cria mecanismos para reduzir os impactos financeiros das perdas agrícolas. A Lei nº 15.526/2026, sancionada em setembro, permite que a cobertura seja utilizada como garantia de financiamentos e prevê condições favorecidas para produtores segurados. A mudança, porém, ocorre em um mercado que perdeu escala nos últimos anos e levanta uma questão: a maior segurança oferecida aos bancos será acompanhada de proteção efetiva para quem produz?
A área coberta pelo Programa de Subvenção ao Prêmio do Seguro Rural (PSR) caiu de aproximadamente 13,77 milhões de hectares em 2021 para 3,2 milhões em 2025, segundo dados divulgados pela Federação Nacional de Seguros Gerais (FenSeg). Um estudo do Observatório do Crédito e Seguro Rural da Fundação Getulio Vargas (FGV) estima que seriam necessários R$ 2,37 bilhões em 2026 para recuperar o nível de cobertura registrado em 2021.
No entanto, o novo marco busca enfrentar parte desse cenário ao tornar obrigatórias as despesas com a subvenção, dentro dos limites orçamentários e das condições fiscais previstas na legislação. Também aproxima o seguro do crédito rural, ao permitir que operações protegidas contem com incentivos relacionados a juros, prazos, limites e financiamento do prêmio. A aplicação dessas vantagens, entretanto, ainda dependerá de regras específicas.
Cristiane Secco
Para Cristiane Secco, Chief Legal Officer para Assuntos Corporativos e de Negócios do Albuquerque Melo Advogados, a principal mudança está na forma como as instituições financeiras passarão a avaliar as apólices. Além da existência do seguro, os bancos deverão observar os riscos cobertos, os limites contratados e o momento em que uma eventual indenização será paga.
“Ter seguro não é o mesmo que ter o risco coberto. A apólice pode estar vinculada ao financiamento e não responder justamente ao evento que comprometeu a capacidade de pagamento do produtor”, explica.
A especialista alerta que exigências contratuais excessivas podem elevar os custos ou dificultar o acesso à proteção. “Podemos sair da reforma com garantias mais sofisticadas para os bancos, sem que o produtor esteja efetivamente mais protegido. Seria uma oportunidade perdida”, comenta Cristiane.
Indenização pode reduzir dívidas
Uma das principais alterações permite que a instituição financeira seja indicada como primeira beneficiária da indenização ou receba, por cessão fiduciária, os direitos decorrentes da apólice. Na prática, os recursos pagos pela seguradora poderão ser direcionados à amortização do financiamento, conforme as condições da operação.
Renata Abalém, advogada com atuação em Direito do Agronegócio, crédito rural e reestruturação de passivos, e diretora jurídica do Instituto de Defesa do Consumidor e do Contribuinte (IDC) e da Câmara de Comércio Brasil-Líbano, avalia que a medida pode reduzir a inadimplência, desde que o valor segurado e os prazos de pagamento estejam alinhados às obrigações financeiras do produtor.
“A principal mudança é que o produtor pode não receber livremente todo o dinheiro da indenização. Isso oferece segurança ao banco, mas exige planejamento: pagar a dívida anterior não resolve necessariamente a falta de recursos para o próximo plantio”, afirma.
A legislação também prevê prioridade de acesso à prorrogação e à renegociação em determinadas operações de crédito rural amparadas por seguro. Segundo Renata, o mecanismo pode evitar que uma perda climática se transforme em uma sequência de atrasos e novos empréstimos, mas não representa perdão de dívidas nem aprovação automática dos pedidos.
“O seguro pode prevenir o agravamento do endividamento ao diminuir a necessidade de novos empréstimos para absorver uma perda coberta”, observa. Ela ressalta, contudo, que a nova lei não constitui um programa de recuperação dos passivos já acumulados pelo agronegócio.
Outro ponto é o prazo das indenizações. A legislação estabelece até 15 dias para a regulação de sinistros que não dependam de colheita, corte ou liberação da área para vistoria, além de prazo máximo de 30 dias para liquidação, contado da entrega da documentação exigida ou da vistoria necessária, o que ocorrer por último.
Cristiane destaca que o cumprimento dessas regras exigirá investimentos em perícias, sensoriamento remoto e informações sobre produtividade, sobretudo quando eventos climáticos atingirem simultaneamente diversas propriedades. “Enquanto se discute o sinistro, a parcela do financiamento continua vencendo”, diz.
Além das mudanças no crédito, o novo marco reformula o Fundo de Cobertura Suplementar dos Riscos do Seguro Rural, conhecido como Fundo Catástrofe, e permite a participação de seguradoras, resseguradoras e outros agentes do agronegócio. O mecanismo poderá utilizar resseguro para distribuir exposições associadas a perdas de grande proporção.
Para Cristiane, a regulamentação da capacidade econômico-financeira das seguradoras será decisiva. Critérios baseados em solvência, capital e qualidade do resseguro podem fortalecer o sistema, mas exigências excessivamente restritivas poderão reduzir a concorrência, especialmente em regiões menos atendidas.
A advogada também aponta que o funcionamento do Fundo dependerá de definições sobre administração, capitalização e condições de participação. Quando estiver operacional, a adesão será obrigatória para seguradoras que pretendam acessar o PSR.
O orçamento permanece como outro desafio. Embora a nova lei atribua caráter obrigatório às despesas com subvenção e as proteja de contingenciamento, os valores continuam limitados ao projeto de Lei Orçamentária Anual encaminhado pelo Executivo e sujeitos às condições fiscais previstas na norma. Assim, a alteração não assegura, isoladamente, recursos suficientes para recuperar a área segurada.
Seguro rural entra na agenda do próximo governo
Renata Abalém
A implementação da legislação também deverá atravessar a transição para o próximo mandato presidencial. Os programas de governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL), que disputam o segundo turno, apresentam propostas para o seguro rural, embora com prioridades distintas.
Flávio Bolsonaro defende ampliar a cobertura e associa a medida à securitização e à reorganização das dívidas do agronegócio. Lula propõe fortalecer a política de seguro rural, ampliar o acesso da agricultura familiar e desenvolver mecanismos de proteção contra perdas catastróficas.
Na avaliação de Renata, as diretrizes ainda precisam ser acompanhadas de metas, orçamento e cronograma de execução. “O risco de resultados abaixo do esperado existe. A obrigatoriedade da subvenção continua sujeita aos limites e às condições fiscais previstos na lei”, explica.
Cristiane também considera que a discussão eleitoral precisa avançar para compromissos concretos de financiamento e continuidade. “O Brasil não precisa redescobrir a importância do seguro rural a cada eleição. Precisa fazer com que ele funcione independentemente de quem esteja no governo”.
Para as duas especialistas, o alcance do novo marco dependerá menos da existência de novos instrumentos jurídicos e mais da capacidade de transformá-los em cobertura acessível, indenizações compatíveis com o ciclo agrícola e estabilidade para produtores, seguradoras e instituições financeiras.
]]>Avla projeta crescimento de 20% no prêmios
https://revistaapolice.com.br/2026/10/avla-projeta-crescimento-de-20-no-premios/
Tue, 13 Oct 2026 17:55:24 +0000https://revistaapolice.com.br/?p=143304A Avla Brasil projeta encerrar 2026 com crescimento de 20% nos prêmios emitidos em cada um de seus polos regionais de atuação. A expectativa acompanha a estratégia da seguradora de ampliar sua presença no mercado brasileiro de seguros empresariais, com foco na distribuição e na adaptação de produtos às demandas locais. Atualmente, a companhia organiza […]
]]>A Avla Brasil projeta encerrar 2026 com crescimento de 20% nos prêmios emitidos em cada um de seus polos regionais de atuação. A expectativa acompanha a estratégia da seguradora de ampliar sua presença no mercado brasileiro de seguros empresariais, com foco na distribuição e na adaptação de produtos às demandas locais.
Atualmente, a companhia organiza sua operação comercial em cinco polos: São Paulo capital e interior; Norte e Nordeste; Minas Gerais e Centro-Oeste; Sul e Rio de Janeiro; e Big Brokers, voltado ao relacionamento com grandes corretoras.
Segundo Marcelo Rosado, superintendente Comercial Regional Norte/Nordeste da Avla Brasil, a expansão envolve a customização de soluções de Riscos de Engenharia e o fortalecimento da atuação junto aos intermediários.
“Temos customizado nosso Risco de Engenharia de acordo com a necessidade de cada região. A Avla Brasil tem grande potencial de expansão em todos os seus pólos de atuação e nosso trabalho de fortalecimento regional é contínuo, ampliando a participação junto às corretoras de PMEs, explorando o relacionamento com assessorias e aumentando a presença nas corretoras de bancos (bancassurance)”, afirma.
A seguradora também aponta o aumento da produção de garantias judiciais, a ampliação da base de corretores ativos e o desenvolvimento do canal Avla Partners como fatores que devem contribuir para o desempenho regional.
A projeção ocorre após a companhia registrar lucro líquido de R$ 8,6 milhões no Brasil em 2025, resultado que representou uma melhora de aproximadamente R$ 11 milhões em relação ao ano anterior.
Segundo a Avla, o mercado brasileiro passou a responder por mais de 34% dos negócios do grupo, tornando-se sua principal operação. A estratégia para 2026 combina a expansão da distribuição regional com o desenvolvimento das carteiras de seguros voltadas às necessidades de pequenas, médias e grandes empresas.
]]>Susep cria canal para cessação de atividades mutualistas
https://revistaapolice.com.br/2026/10/susep-cria-canal-para-cessacao-de-atividades-mutualistas/
Tue, 13 Oct 2026 17:29:31 +0000https://revistaapolice.com.br/?p=143302Funcionalidade permite registrar a decisão de encerrar atividades de proteção patrimonial mutualista, mediante apresentação de documentos e análise da autarquia
]]>A Superintendência de Seguros Privados (Susep) disponibilizou uma funcionalidade eletrônica para que associações de proteção patrimonial mutualista cadastradas na autarquia comuniquem formalmente a decisão de encerrar suas atividades. O procedimento faz parte da adequação dessas entidades ao regime estabelecido pela Lei Complementar nº 213/2025.
A legislação determina que as associações que exerciam atividades de proteção patrimonial mutualista sem autorização da Susep devem se adequar às novas regras ou optar pela cessação das operações. A Resolução CNSP nº 491/2026 estabelece os procedimentos e a documentação necessária para formalizar essa decisão.
A comunicação deverá ser realizada exclusivamente pelo Sistema de Cadastro das Associações, mediante autenticação do representante legal da entidade com uma conta gov.br de nível ouro.
O processo será dividido em duas etapas. Primeiro, o responsável deverá registrar a intenção de encerrar as atividades. Depois, será necessário retornar ao sistema para concluir a comunicação e apresentar os documentos comprobatórios.
Entre os documentos exigidos estão a alteração estatutária registrada em cartório, formalizando o encerramento das atividades mutualistas ou a extinção da pessoa jurídica, quando aplicável, além do instrumento de convocação da assembleia que deliberou sobre a decisão, da respectiva ata e da lista de presença.
Segundo a Susep, a simples declaração de intenção não comprova a efetiva cessação das atividades. A documentação deverá demonstrar a regularidade da decisão e dos atos societários correspondentes.
O envio das informações também não representa o reconhecimento automático do encerramento. A autarquia realizará análise técnica e jurídica dos documentos e poderá solicitar esclarecimentos ou informações complementares.
Ao finalizar o procedimento, o representante legal deverá declarar eletronicamente a veracidade das informações prestadas e a regularidade dos documentos apresentados, assumindo responsabilidade pelas declarações.
]]>CAIXA Consórcio anuncia novo CEO
https://revistaapolice.com.br/2026/10/caixa-consorcio-anuncia-novo-ceo/
Tue, 13 Oct 2026 17:15:38 +0000https://revistaapolice.com.br/?p=143298David Lattes integra o grupo CNP Assurances desde 2015 e ocupava a presidência da CNP Iberia, na Espanha
]]>A CAIXA Consórcio anunciou David Lattes como seu novo CEO. O executivo assume a liderança da companhia, que integra o grupo CAIXA Seguridade e é constituída em parceria com a francesa CNP Assurances.
Com quase três décadas de experiência no mercado de seguros, Lattes construiu parte de sua trajetória profissional na Europa, ocupando posições de liderança nas áreas de estratégia corporativa, desenvolvimento de negócios, transformação digital, distribuição e marketing.
O executivo integra o grupo CNP Assurances desde 2015 e, antes de assumir o novo cargo, atuava como CEO da CNP Iberia, na Espanha. Lattes possui MBA pela Pace University, em Nova York, e especialização em Marketing Internacional.
A CAIXA Consórcio atua no mercado brasileiro com produtos voltados à aquisição planejada de imóveis, veículos leves e pesados. Segundo a companhia, a empresa ocupa atualmente a liderança em contemplações no segmento de consórcios imobiliários.
]]>Na saúde, acumular dados não basta. É preciso transformá-los em decisões
https://revistaapolice.com.br/2026/10/na-saude-acumular-dados-nao-basta-e-preciso-transforma-los-em-decisoes/
Tue, 13 Oct 2026 17:09:52 +0000https://revistaapolice.com.br/?p=143295A saúde suplementar produz diariamente um volume expressivo de informações: dados assistenciais, epidemiológicos, financeiros, cadastrais e operacionais que revelam padrões de utilização, perfis de risco, trajetórias de cuidado e comportamentos das carteiras. Apesar dessa abundância, ainda existe uma distância considerável entre reunir dados e transformá-los em decisões capazes de melhorar o cuidado, elevar a eficiência […]
]]>A saúde suplementar produz diariamente um volume expressivo de informações: dados assistenciais, epidemiológicos, financeiros, cadastrais e operacionais que revelam padrões de utilização, perfis de risco, trajetórias de cuidado e comportamentos das carteiras. Apesar dessa abundância, ainda existe uma distância considerável entre reunir dados e transformá-los em decisões capazes de melhorar o cuidado, elevar a eficiência e sustentar as organizações no longo prazo.
O envelhecimento populacional, o avanço das doenças crônicas, a incorporação de novas tecnologias, a elevação dos custos assistenciais e as mudanças no perfil de utilização dos serviços exigem uma gestão mais antecipatória. Em vez de apenas constatar resultados, as organizações precisam identificar tendências, reconhecer riscos emergentes e simular cenários antes que os problemas se materializem.
É nesse ponto que a combinação entre Big Data, Analytics e inteligência artificial ganha importância estratégica. Quando aplicadas com critérios técnicos, essas tecnologias permitem analisar grandes bases de informação, identificar correlações pouco evidentes e produzir modelos capazes de apoiar decisões clínicas, assistenciais e econômico-financeiras.
Na prática, a inteligência de dados pode ajudar uma operadora a reconhecer grupos com maior risco de agravamento, compreender a trajetória assistencial de seus beneficiários, detectar padrões inadequados de utilização e direcionar programas de prevenção e acompanhamento. Também pode contribuir para avaliar a sinistralidade dos contratos corporativos, aprimorar negociações e comparar resultados com referências de mercado.
Essa transformação representa uma mudança relevante na lógica da gestão. O dado deixa de ser apenas um registro administrativo e passa a funcionar como um ativo estratégico.
Entretanto, tecnologia, isoladamente, não resolve os desafios do setor. Não existe inteligência artificial efetiva sem qualidade da informação. Bases fragmentadas, registros inconsistentes, ausência de padronização e sistemas que não se comunicam comprometem qualquer modelo analítico, por mais avançado que ele seja. Quando os dados de entrada são frágeis, as conclusões também serão.
Por isso, a primeira etapa de uma estratégia consistente não está necessariamente na adoção de algoritmos sofisticados, mas na estruturação da jornada dos dados. Isso envolve organizar, tratar, enriquecer e integrar informações, estabelecer padrões de qualidade e definir responsabilidades sobre sua produção e utilização.
A governança é outro componente indispensável. Organizações de saúde trabalham com dados pessoais sensíveis, diretamente relacionados à intimidade, à dignidade e aos direitos dos indivíduos. Segurança, privacidade, transparência e conformidade com a legislação não podem ser tratadas como barreiras à inovação. Ao contrário: são condições para que a inovação seja legítima e sustentável.
Também é necessário avaliar continuamente possíveis vieses dos modelos. Se os dados utilizados para treinar ou alimentar uma solução reproduzem desigualdades ou lacunas históricas, a tecnologia poderá ampliar essas distorções. Decisões relacionadas ao cuidado e à alocação de recursos exigem supervisão humana, critérios éticos claros e mecanismos permanentes de validação.
Outro equívoco recorrente é acreditar que dashboards cada vez mais completos conduzem, automaticamente, a uma gestão melhor. Uma organização pode acompanhar centenas de indicadores e, ainda assim, não saber quais decisões tomar. O excesso de informação sem interpretação produz uma nova forma de cegueira gerencial.
O desafio, portanto, não é apenas disponibilizar dados, mas torná-los compreensíveis e acionáveis. Isso requer profissionais capazes de articular conhecimento assistencial, visão de negócio, domínio tecnológico e capacidade analítica. Médicos, gestores, cientistas de dados e especialistas em tecnologia precisam construir uma linguagem comum. Sem essa integração, há o risco de desenvolver soluções tecnicamente sofisticadas, mas pouco conectadas às necessidades reais da operação.
A experiência do Unimetrics 2.0, plataforma desenvolvida para apoiar as cooperativas do Sistema Unimed, ilustra essa iniciativa de integrar diferentes etapas da inteligência de dados. A proposta reúne processamento e enriquecimento de bases, comparação de indicadores, análise de contratos empresariais, acompanhamento da trajetória assistencial dos beneficiários e interpretação especializada dos resultados.
Mais importante do que concentrar informações em um único ambiente, porém, é permitir que esses dados respondam a perguntas concretas: quais grupos apresentam maior risco? Em que ponto da jornada assistencial ocorre desperdício? Quais contratos demandam atenção? Como determinada operadora
se posiciona diante de organizações semelhantes? E quais intervenções podem produzir melhores resultados clínicos e econômicos?
A análise preditiva também precisa ser compreendida com responsabilidade. Prever não significa determinar o futuro, mas calcular probabilidades com base nas informações disponíveis. Um score de risco, por exemplo, não deve rotular um beneficiário nem substituir o julgamento profissional. Sua função é apoiar a identificação de necessidades e orientar intervenções oportunas.
Quando utilizada dessa forma, a inteligência de dados pode favorecer uma saúde mais preventiva e coordenada. Em vez de agir somente após o agravamento de uma condição, torna-se possível identificar sinais de risco e desenvolver estratégias de acompanhamento antes que ocorram internações evitáveis ou complicações clínicas.
Esse movimento beneficia tanto o paciente quanto a sustentabilidade do sistema. Na saúde, qualidade assistencial e equilíbrio econômico não são objetivos incompatíveis. O cuidado oportuno, baseado em evidências e bem coordenado tende a produzir melhores desfechos e a reduzir desperdícios. A busca por eficiência não deve significar simplesmente gastar menos, mas aplicar recursos de maneira mais inteligente.
É importante, ainda, democratizar o acesso às ferramentas analíticas. Operadoras de menor porte frequentemente enfrentam limitações financeiras, tecnológicas e de pessoal. Se a transformação digital permanecer restrita às grandes organizações, as assimetrias do setor poderão aumentar. Soluções escaláveis e análises descritivas simplificadas podem ajudar organizações com diferentes níveis de maturidade a iniciar essa jornada.
O futuro da saúde suplementar será orientado por dados, mas não poderá ser conduzido exclusivamente por eles. A tecnologia oferece velocidade, escala e capacidade de reconhecer padrões. A decisão, contudo, continua exigindo contexto, conhecimento, ética e sensibilidade humana.
A verdadeira maturidade analítica será alcançada quando os dados deixarem de ser apenas números apresentados em reuniões e passarem a orientar escolhas concretas. O objetivo final não é produzir mais indicadores, mas tomar decisões melhores: para o beneficiário, para os profissionais, para as operadoras e para a sustentabilidade de todo o sistema de saúde.
*Autor: Dr. Fábio Gastal, diretor acadêmico da Faculdade Unimed.
]]>AXA celebra Mês do Corretor com ações voltadas à parceria e à experiência
https://revistaapolice.com.br/2026/10/axa-celebra-mes-do-corretor-com-acoes-voltadas-a-parceria-e-a-experiencia/
Tue, 13 Oct 2026 14:03:26 +0000https://revistaapolice.com.br/?p=143292Sob o conceito “É AXA quando…”, companhia reforça o papel do corretor como principal ponte com os clientes e promove iniciativas ao longo de outubro
]]>A AXA no Brasil celebra o Mês do Corretor com uma programação dedicada aos parceiros que estão na linha de frente da relação da seguradora com seus clientes. Ao longo de outubro, a companhia promoverá ações de relacionamento, conteúdo e experiências que destacam o papel do corretor como primeiro contato com o cliente e uma das principais conexões entre suas necessidades e a AXA.
A campanha dá continuidade ao conceito “É AXA quando…”, criado a partir do Jeito AXA de Cuidar e de seus quatro atributos para o Mês do Cliente: respeito, acolhimento, transparência e solução. Para o corretor, a ponte entre o cliente e a companhia, esses pilares passam a mostrar como o relacionamento com os parceiros se traduz no dia a dia, desde a escuta de suas necessidades até o suporte para atender e desenvolver seus negócios.
“Essa relação nos desafia a olhar continuamente para a experiência que oferecemos ao corretor. Queremos que ele encontre na AXA abertura para compartilhar suas demandas, conhecimento técnico para apoiá-lo nas decisões e soluções que contribuam para uma rotina mais simples.”, afirma Luciano Calheiros, Vice-Presidente Comercial, Marketing e Experiência do Cliente da AXA no Brasil.
Entre as iniciativas do mês está uma nova edição da Soccer Clinic do Liverpool FC, em São Paulo, que reuniu filhos de corretores parceiros e colaboradores da AXA em uma experiência inspirada na metodologia de treinamento do clube inglês. Realizada pela primeira vez na capital paulista em 2025, a ação integrou neste ano a programação do Mês do Corretor e levou para as famílias a proposta “É AXA quando sua experiência é inesquecível”.
Durante outubro, a companhia também dará visibilidade ao AXA Hub, plataforma que reúne recursos e ferramentas para apoiar o corretor em sua rotina e facilitar o acesso às soluções da seguradora. A iniciativa se conecta ao atributo de solução do Jeito AXA de Cuidar e ao compromisso da companhia de oferecer suporte que ajude seus parceiros a encontrar respostas de forma mais simples e ágil.
Além disso, as redes sociais da AXA ainda receberão conteúdos com histórias e depoimentos de corretores. A programação foi construída para mostrar diferentes dimensões dessa parceria e como os atributos do Jeito AXA de Cuidar estão presentes na relação com o canal.
A qualidade desse suporte também passa pela capacidade da companhia de responder quando o corretor precisa dela. Em 2026, a AXA foi indicada, pelo terceiro ano consecutivo, ao Prêmio Reclame AQUI, reconhecimento que reforça o trabalho da seguradora para aprimorar seus canais de atendimento, processos e capacidade de resolução. Para o corretor, contar com uma companhia preparada para responder às demandas que chegam até ele é parte essencial de uma parceria que funciona na prática.
“Queremos estar ao lado do corretor também nos momentos em que ele precisa de uma resposta rápida, de orientação ou de uma solução. Investir em atendimento, processos mais eficientes e canais que funcionem faz parte do suporte que oferecemos a quem representa a AXA todos os dias no mercado”, completa Luciano Calheiros.
]]>Generali lança novo plano de ações para funcionários
https://revistaapolice.com.br/2026/10/generali-lanca-novo-plano-de-acoes-para-funcionarios/
Tue, 13 Oct 2026 13:57:03 +0000https://revistaapolice.com.br/?p=143290We SHARE 3 terá vigência até abril de 2029 e prevê benefícios adicionais associados ao desempenho das ações e a metas de sustentabilidade
]]>A Generali anunciou o lançamento do We SHARE 3, terceira edição de seu programa de participação acionária destinado aos funcionários do grupo. A iniciativa permite que os colaboradores invistam em ações da companhia por meio de contribuições mensais e recebam benefícios adicionais, conforme as condições estabelecidas no plano.
Aprovado pela Assembleia Geral de Acionistas em abril de 2026, o programa tem início previsto para outubro deste ano e permanecerá vigente até abril de 2029. A edição anterior, We SHARE 2.0, encerrada em abril, contou com a participação de mais de 23,4 mil funcionários em mais de 30 países.
Pelo novo modelo, os participantes poderão definir o valor de suas contribuições mensais. Ao final do período, o preço das ações será comparado ao valor de referência estabelecido no lançamento do programa, permitindo a aquisição de papéis nas condições previstas.
O plano também contempla a concessão de ações ou unidades adicionais, divididas em três modalidades. As Matching Shares são benefícios concedidos de acordo com as regras de participação; as Sustainability Shares estão vinculadas ao cumprimento de metas de redução das emissões de CO₂ nas atividades do grupo; e as Dividend Equivalent Shares correspondem aos dividendos distribuídos pela Generali entre 2026 e 2028.
Segundo Philippe Donnet, CEO do Grupo Generali, a iniciativa busca ampliar a participação dos funcionários nos resultados de longo prazo da companhia.
“Com o We SHARE 3, damos continuidade a essa iniciativa, ampliando o engajamento dos colaboradores no crescimento de longo prazo do Grupo. O programa também fortalece o alinhamento com os objetivos estratégicos da companhia. A integração de metas ambientais e sociais à nossa estrutura reforça a importância da sustentabilidade para a Generali e consolida um modelo de participação acionária reconhecido internacionalmente”, afirma
A nova edição também prevê a destinação de parte dos recursos para a The Human Safety Net Foundation, fundação ligada à Generali que desenvolve projetos nas áreas de educação e inclusão financeira.
O programa dá continuidade à estratégia do grupo de associar a participação acionária dos colaboradores a objetivos financeiros, ambientais e sociais.
]]>João Paulo Moreira de Mello é reeleito presidente do CSP-MG
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Tue, 13 Oct 2026 13:50:31 +0000https://revistaapolice.com.br/?p=143287Chapa única foi eleita por aclamação em assembleia realizada em 7 de outubro; posse está marcada para 3 de dezembro
]]>O Clube de Seguros de Pessoas de Minas Gerais (CSP-MG) realizou, de forma remota no dia 7 de outubro, a Assembleia Geral Ordinária Eleitoral (AGO) para a escolha dos membros da Diretoria Executiva, Comissão Fiscal e Conselho Consultivo (triênio 2027/2029). A chapa única inscrita no pleito foi eleita por aclamação pelos associados e representantes das beneméritas.
O presidente do Conselho Consultivo, José Osvaldo de Miranda, conduziu os trabalhos da Assembleia, sendo responsável por ler o edital de convocação, coordenar a votação e garantir o cumprimento de todos os ritos estatutários do pleito.
Com a aprovação unânime da chapa, o atual presidente do CSP-MG, João Paulo Moreira de Mello, foi reconduzido ao cargo para o novo mandato. “É uma honra renovar o compromisso de estar à frente do CSP-MG nos próximos três anos. Agradeço imensamente às instituições beneméritas, ao Conselho Consultivo e aos associados por esta expressiva demonstração de confiança. A nova gestão renova a missão de fortalecer o mercado de seguros de pessoas, promovendo a capacitação técnica e expandindo a cultura da proteção para a sociedade”, declarou Mello.
A posse dos novos dirigentes e conselheiros eleitos será realizada no dia 3 de dezembro, durante o tradicional evento de encerramento do ano.
A nova Diretoria Executiva será composta por Wesley Ferreira de Andrade (Porto), na vice-presidência; Denize Gonçalves Pena (Volts Seguradora), na Diretoria de Seguros; Carlos Eduardo Brum (FF Assessoria), na Diretoria Financeira; e Evaldo Alves de Paula (Grupo A12+), na Diretoria Social.
O Conselho Consultivo será presidido por Andreia dos Reis Padovani (Tokio Marine), com Rogério Poleti Gebin (Zurich Seguros) na vice-presidência e Fernanda Machado de Carvalho Silva (MetLife) como secretária.
A Comissão Fiscal contará com Alexandre Antônio Sá Soares, Antônio Geraldo Matos, Gabriel de Andrade Ivo, Paulo Rebelo dos Santos e Roberta Prata de Lima.
A posse dos dirigentes e conselheiros eleitos está prevista para 3 de dezembro, durante o evento de encerramento do ano promovido pelo CSP-MG.
]]>Profissional de Seguros terá edição especial sobre corretores
https://revistaapolice.com.br/2026/10/profissional-de-seguros-tera-edicao-especial-sobre-corretores/
Tue, 13 Oct 2026 13:44:17 +0000https://revistaapolice.com.br/?p=143284Edição especial do Profissional de Seguros contará com Catia Guirao e Luiz Morales, além da apresentação de obra sobre a carreira na corretagem
]]>O programa Profissional de Seguros realizará uma edição especial em homenagem ao Dia do Corretor de Seguros, celebrado em 12 de outubro. Com o tema “Orgulho de ser corretor”, a atração reunirá profissionais do setor para discutir o momento da categoria, os desafios da atividade e o desenvolvimento da carreira.
Participam do debate Catia Guirao, corretora e vice-presidente da União dos Corretores de Seguros (UCS), e Luiz Morales, corretor e coordenador da campanha Amanhã Seguro, iniciativa do Sindicato dos Corretores de Seguros do Estado de São Paulo (Sincor-SP) e do Sindicato das Empresas de Seguros e Resseguros do Estado de São Paulo (Sindseg-SP).
A programação também marcará o lançamento oficial do livro O Corretor Indispensável: Como construir autoridade, conquistar a confiança dos clientes e desenvolver uma carreira sólida no mercado de seguros, de Fábio Sorolla, corretor e um dos apresentadores do programa.
A obra reúne experiências do autor ao longo de mais de três décadas no setor e aborda temas como relacionamento com clientes, construção de autoridade profissional e desenvolvimento da atividade de corretagem.
O Profissional de Seguros é transmitido às quintas-feiras, das 18h às 19h, pela Rádio Exclusiva FM-SP e pelos canais do programa no YouTube, Facebook e Spotify. A edição especial poderá ser acompanhada pelo YouTube.
]]>MDS renova portal de saúde após avanço na audiência
https://revistaapolice.com.br/2026/10/mds-renova-portal-de-saude-apos-avanco-na-audiencia/
Tue, 13 Oct 2026 12:47:54 +0000https://revistaapolice.com.br/?p=143279De Bem com a Vida registrou mais de 114 mil acessos entre janeiro e setembro, com crescimento de 94% nos usuários ativos em relação a 2025
]]>A MDS Brasil apresentou uma nova identidade visual para o portal De Bem com a Vida, plataforma dedicada à divulgação de conteúdos sobre saúde, prevenção e bem-estar. A atualização ocorre após o canal registrar mais de 114 mil acessos entre janeiro e setembro de 2026, com crescimento de 94% no número de usuários ativos em relação ao mesmo período do ano anterior.
Segundo a corretora, as visualizações de páginas avançaram 54% no intervalo analisado. Do total de acessos, 39,2 mil tiveram origem em pesquisas realizadas no Google, indicando a participação das buscas orgânicas na audiência da plataforma.
Criado para divulgar orientações relacionadas à saúde e à qualidade de vida, o De Bem com a Vida passou por uma reformulação digital em 2025 e vem ampliando seu alcance para além dos clientes de benefícios corporativos da MDS.
O portal reúne campanhas de prevenção, artigos e materiais informativos sobre saúde física, mental e emocional. Os conteúdos são validados tecnicamente pela equipe de Gestão de Saúde da companhia.
Entre as páginas de maior audiência está o Calendário de Saúde 2026, que, segundo a MDS, chegou à primeira posição em pesquisas relacionadas ao tema no Google. A empresa informa ainda que conteúdos do portal passaram a aparecer como referências em respostas de ferramentas de busca baseadas em inteligência artificial.
Para Andrea Mathias, diretora de Marketing da MDS Brasil, a atualização da identidade visual acompanha a ampliação do público alcançado pela iniciativa.
“O De Bem com a Vida traduz nosso compromisso de levar informação relevante e acessível para além do universo dos benefícios corporativos. Com a nova identidade visual, queremos fortalecer essa conexão com as pessoas e tornar a experiência com a plataforma ainda mais próxima e acolhedora”, afirma.
A iniciativa também mantém um perfil no Instagram e publica vídeos mensais no canal da MDS no YouTube, ampliando a distribuição dos conteúdos em diferentes plataformas.
Segundo Cláudio Albuquerque, diretor médico da MDS Brasil e responsável técnico pelo portal, a disseminação de informações sobre prevenção também pode contribuir para a gestão da saúde nas empresas.
“No ambiente corporativo, esse trabalho também contribui para uma gestão de saúde mais eficiente, com potencial para reduzir a ocorrência de doenças evitáveis, melhorar a qualidade de vida dos colaboradores e favorecer o controle da sinistralidade dos planos de saúde”, explica.
A nova identidade foi apresentada durante o Bem Me Care, evento de relacionamento realizado pela MDS em São Paulo, com a participação de clientes e convidados.