Revista Apólice
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A revista do mercado de SegurosFri, 24 Apr 2026 17:43:32 +0000pt-BR
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3232Susep sanciona empresas por práticas irregulares
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Fri, 24 Apr 2026 17:42:07 +0000https://revistaapolice.com.br/?p=138838O Conselho Diretor da Susep deliberou, em reunião realizada na quarta-feira (22), sobre dois processos administrativos sancionadores envolvendo condutas de empresas no mercado supervisionado, com impacto direto na relação com consumidores, tendo aplicado, em ambos os casos, penalidades administrativas. As decisões reforçam a importância do cumprimento das normas que regem o setor de seguros, bem […]
]]>O Conselho Diretor da Susep deliberou, em reunião realizada na quarta-feira (22), sobre dois processos administrativos sancionadores envolvendo condutas de empresas no mercado supervisionado, com impacto direto na relação com consumidores, tendo aplicado, em ambos os casos, penalidades administrativas.
As decisões reforçam a importância do cumprimento das normas que regem o setor de seguros, bem como da observância de princípios como transparência, clareza nas informações e respeito aos direitos do consumidor. Em ambos os processos, foi determinado o encaminhamento dos fatos ao Ministério Público Federal, para as providências cabíveis.
Em um dos casos, foi analisada a atuação da BP Seguradora S.A., que, após sua constituição, manteve práticas típicas de operação de proteção veicular, gerando confusão entre produtos distintos. A fiscalização identificou, entre outros pontos, falhas na prestação de informações, emissão de certificados que não refletiam a cobertura efetivamente contratada e inconsistências nos registros operacionais.
O caso chama a atenção para a necessidade de adequada adaptação às regras do setor por parte de entidades que passam a atuar sob supervisão da Susep, especialmente no contexto de mudanças legislativas relacionadas à proteção patrimonial mutualista.
Em outro processo, foi analisada a atuação do Banco Volkswagen S.A., na condição de estipulante de seguros, na comercialização de produtos vinculados à aquisição de veículos. A fiscalização constatou, em diferentes pontos de venda, práticas como a inclusão de seguros sem informação prévia adequada, deficiência na comunicação com os clientes e indícios de venda casada.
No primeiro caso, o Conselho Diretor aplicou à BP Seguradora S.A. penalidades que incluem multa e suspensão temporária da comercialização de seguros de automóveis. No segundo caso, o Banco Volkswagen S.A. foi penalizado com a aplicação de multas, tendo o Conselho Diretor entendido que as condutas identificadas apresentam gravidade e potencial de impacto relevante sobre os consumidores, ainda que a instituição tenha adotado, posteriormente, medidas para mitigação dos problemas.
As reuniões do Conselho Diretor da Susep são públicas, com transmissão ao vivo e gravações disponibilizadas no canal da autarquia no YouTube, como forma de ampliar a transparência e o acesso às decisões do órgão.
]]>Akad Seguros anuncia Guilherme Cirne como novo CTO
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Fri, 24 Apr 2026 13:51:42 +0000https://revistaapolice.com.br/?p=138835A Akad seguros anunciou a contratação de Guilherme Cirne para o cargo de Chief Technology Officer (CTO). O movimento reforça a estratégia da companhia de posicionar a tecnologia como eixo central de crescimento e acelerar a expansão digital da operação. Com passagens por OLX, Grupo Globo e Loft, o executivo acumulou experiência em iniciativas de […]
]]>A Akad seguros anunciou a contratação de Guilherme Cirne para o cargo de Chief Technology Officer (CTO). O movimento reforça a estratégia da companhia de posicionar a tecnologia como eixo central de crescimento e acelerar a expansão digital da operação.
Com passagens por OLX, Grupo Globo e Loft, o executivo acumulou experiência em iniciativas de engenharia voltadas a ambientes digitais de alta escala. Segundo a seguradora, a tecnologia passa a ser tratada não apenas como suporte operacional, mas como alavanca direta de crescimento e diferenciação competitiva. O foco está na construção de uma arquitetura mais robusta, com maior protagonismo interno e capacidade de sustentar uma operação mais ágil, escalável e orientada por dados.
“Existe uma oportunidade clara de transformar a tecnologia em protagonista dentro da Akad. O desafio é sair de um modelo mais dependente de soluções externas para uma estrutura mais integrada, que permita escala e velocidade na entrega”, afirma Guilherme Cirne.
Nos primeiros meses, o executivo conduz um diagnóstico da área para identificar oportunidades de evolução, especialmente na integração entre tecnologia e negócio. A proposta é ampliar a atuação dos times técnicos junto às áreas estratégicas da companhia.
Esse movimento acompanha a ambição da Akad de ampliar sua presença junto aos corretores e expandir canais digitais. Para isso, a companhia aposta no desenvolvimento de produtos mais padronizados e escaláveis, reduzindo a dependência de processos manuais e elevando a eficiência operacional.
Outro objetivo é fortalecer a capacidade interna de desenvolvimento tecnológico, diminuindo a dependência de plataformas terceirizadas e ampliando o controle sobre a evolução dos sistemas. “Ao integrar ainda mais tecnologia ao negócio, conseguimos não só melhorar a experiência dos parceiros, mas também abrir novas avenidas de crescimento para a companhia”, explica o executivo.
Como próximo passo, a agenda liderada por Cirne inclui o avanço no uso de inteligência artificial aplicada à eficiência operacional e à tomada de decisão. “Inteligência artificial deve ser um dos principais vetores dessa transformação. A ideia é aplicar IA de forma prática no dia a dia, desde automação de processos até suporte à decisão, para ganhar eficiência, reduzir fricção na operação e criar uma base mais preparada para escalar o negócio nos próximos anos”, conclui.
]]>Nova associação mira padrão técnico no seguro
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Fri, 24 Apr 2026 13:26:22 +0000https://revistaapolice.com.br/?p=138783A Associação Brasileira de Reguladores, Liquidantes e Peritos de Sinistros (ABRELPS) será lançada oficialmente no dia 7 de maio em São Paulo. A entidade nasce com a proposta de elevar o nível técnico da regulação de sinistros no país, por meio de certificação profissional, padronização de competências e fortalecimento da segurança jurídica no mercado segurador. […]
]]>A Associação Brasileira de Reguladores, Liquidantes e Peritos de Sinistros (ABRELPS) será lançada oficialmente no dia 7 de maio em São Paulo. A entidade nasce com a proposta de elevar o nível técnico da regulação de sinistros no país, por meio de certificação profissional, padronização de competências e fortalecimento da segurança jurídica no mercado segurador.
A iniciativa surge em um momento de mudanças regulatórias relevantes, impulsionadas pela Nova Lei de Seguros (Lei nº 15.040/2024). Segundo os organizadores, a associação pretende apoiar a adaptação técnica das operações e ampliar a qualificação dos profissionais que atuam nas áreas de regulação, liquidação e perícia de sinistros.
A ABRELPS reunirá profissionais e empresas ligadas aos segmentos de seguros, resseguros, previdência privada e capitalização. O objetivo é estruturar e representar uma atividade considerada estratégica para o equilíbrio das relações entre segurados e seguradoras.
Entre as principais frentes de atuação previstas estão a criação de critérios de certificação técnica e ética, programas de capacitação continuada e a construção de um canal institucional de diálogo com o mercado e órgãos reguladores.
Outro eixo da entidade será o desenvolvimento de mecanismos voltados à previsibilidade e à resolução de disputas técnicas, incluindo a proposta de criação de um centro especializado em mediação e arbitragem, além da emissão de selos de certificação para profissionais e empresas.
A associação contará com categorias de associados para pessoas físicas e jurídicas. Entre os benefícios anunciados estão acesso a rede de relacionamento, participação em debates regulatórios, programas de formação e maior visibilidade institucional no setor.
Também estão previstas parcerias com entidades do mercado segurador, com o objetivo de ampliar a atuação institucional da ABRELPS e fortalecer sua posição como interlocutora entre os diversos agentes do ecossistema.
Com a entrada em vigor da Nova Lei de Seguros, a criação da entidade busca responder a demandas por maior profissionalização da regulação de sinistros, confiança contratual e desenvolvimento sustentável do setor no Brasil.
]]>Seguro RC ganha espaço no novo mercado de trabalho
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Fri, 24 Apr 2026 12:32:48 +0000https://revistaapolice.com.br/?p=138832O Dia do Trabalhador, celebrado em 1º de maio, também reforça o debate sobre as transformações nas relações profissionais. Em um cenário marcado pelo crescimento de autônomos, consultores independentes e contratações no modelo pessoa jurídica (PJ), o seguro de responsabilidade civil (RC) passa a ocupar papel mais relevante como instrumento de proteção patrimonial e continuidade […]
]]>O Dia do Trabalhador, celebrado em 1º de maio, também reforça o debate sobre as transformações nas relações profissionais. Em um cenário marcado pelo crescimento de autônomos, consultores independentes e contratações no modelo pessoa jurídica (PJ), o seguro de responsabilidade civil (RC) passa a ocupar papel mais relevante como instrumento de proteção patrimonial e continuidade das atividades.
Tradicionalmente associado a grandes empresas e setores específicos, como saúde e indústria, o seguro de responsabilidade civil ampliou sua presença nos últimos anos e passou a atender um número maior de profissionais expostos a riscos ligados à prestação de serviços.
Segundo Bruno Mendes, da Lojacorr Seguros, “O perfil não só mudou, como expandiu absurdamente. Antigamente, quando se falava em Seguro de Responsabilidade Civil (RC), todo mundo pensava logo em médicos ou grandes indústrias. Hoje, a história é outra. O profissional de hoje entendeu que ‘errar é humano’, mas que o custo desse erro pode ser bem salgado”.
De acordo com Zilmero Júnior, o avanço do modelo PJ alterou a distribuição de responsabilidades entre empresas e prestadores de serviço. “O crescimento do modelo PJ trouxe mais autonomia aos profissionais, mas também transferiu para eles uma responsabilidade direta sobre riscos que antes estavam diluídos nas empresas”, afirma.
Na prática, falhas operacionais podem gerar impactos financeiros e reputacionais relevantes. Entre os riscos mais comuns estão envio de informações incorretas, perda de prazos, erros de cálculo, falhas técnicas e vazamento de dados. “A depender da área de atuação do profissional, pequenos erros podem ocasionar prejuízos relevantes, sejam eles no aspecto financeiro ou até da vida”, acrescenta Zilmero.
Com maior conscientização sobre direitos e crescimento da judicialização, o ambiente de negócios também se tornou mais sensível a disputas entre clientes e prestadores de serviço. “O cenário atual é de ‘dedo no gatilho’: qualquer insatisfação vira processo. E a gente sabe que, mesmo que você esteja certo e ganhe a causa lá na frente, o caminho até lá custa caro”, observa Bruno Mendes.
Nesse contexto, o seguro RC passa a ser visto como ferramenta estratégica. Além de cobrir indenizações previstas em apólice, a proteção costuma incluir suporte jurídico, despesas processuais, perícias e honorários advocatícios. “É aqui que o seguro de RC vira o melhor amigo do fluxo de caixa. Ele contribui com a blindagem do patrimônio, em vez de você tirar dinheiro do seu bolso (ou da reserva da empresa) para pagar uma indenização ou um acordo, a seguradora assume a conta”, diz.
Outro fator que impulsiona a demanda é a exigência crescente de empresas contratantes, especialmente em setores regulados ou com maior exposição operacional. “Observa-se um aumento gradual na conscientização das empresas contratantes, que passaram a exigir o seguro de responsabilidade civil profissional como pré-requisito em diversas contratações, reforçando ainda mais a relevância e a expansão desse mercado”, completa Zilmero.
Para especialistas, a expansão desse tipo de cobertura reflete mudança estrutural no mercado de trabalho: mais do que evitar erros, profissionais e empresas buscam mecanismos para administrar seus impactos e preservar patrimônio, reputação e continuidade dos negócios.
]]>CSP-MG promove simpósio sobre Seguro de Vida Individual
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Fri, 24 Apr 2026 12:30:24 +0000https://revistaapolice.com.br/?p=138829O Clube de Seguros de Pessoas de Minas Gerais (CSP-MG) dá início, no dia 7 de maio, em Belo Horizonte, a uma série de simpósios com o tema “Como aumentar a proteção da sociedade”. Nesta primeira edição, o foco será o Seguro de Vida Individual. O encontro acontece das 8h às 12h30, no auditório do […]
]]>O Clube de Seguros de Pessoas de Minas Gerais (CSP-MG) dá início, no dia 7 de maio, em Belo Horizonte, a uma série de simpósios com o tema “Como aumentar a proteção da sociedade”. Nesta primeira edição, o foco será o Seguro de Vida Individual. O encontro acontece das 8h às 12h30, no auditório do SindSeg MG/GO/MT/DF, em Belo Horizonte/MG.
O simpósio reunirá especialistas para discutir temas estratégicos e atuais do segmento, promovendo a troca de experiências e a atualização dos profissionais do mercado. Participam desta edição a especialista Bárbara Belo, da área de Subscrição de Vida da Allianz; o superintendente comercial da Bradesco Seguros, Paulo Rebelo dos Santos; o gerente regional da Icatu Seguros, Leonardo Flora; e o consultor de benefícios da TGL Consultoria Financeira, Gustavo Abdo Alves de Abreu.
A iniciativa integra a série de eventos que o CSP-MG realizará ao longo do ano, com o propósito de ampliar o debate sobre a importância da proteção securitária na sociedade e fortalecer a atuação dos corretores de seguros como agentes fundamentais nesse processo.
Segundo o presidente do CSP-MG, João Paulo Moreira de Mello, a proposta é criar um espaço qualificado de diálogo e construção de conhecimento. “O Clube tem como missão contribuir para o desenvolvimento do mercado de seguros de pessoas por meio da capacitação e da troca de experiências. Ao promover encontros como este, buscamos ampliar a conscientização sobre a importância da proteção e oferecer aos profissionais conteúdo relevante para sua atuação no dia a dia”, afirma.
Ele destaca ainda que o formato dos simpósios foi pensado para estimular a participação e o engajamento do público. “Queremos reunir o mercado em torno de discussões que façam sentido na prática, conectando especialistas, corretores e empresas em um ambiente propício ao aprendizado, ao relacionamento e à geração de oportunidades”, completa.
]]>Seguros Unimed fatura R$ 54,3 mi em Santa Catarina
https://revistaapolice.com.br/2026/04/seguros-unimed-fatura-r-543-mi-em-santa-catarina/
Fri, 24 Apr 2026 12:22:49 +0000https://revistaapolice.com.br/?p=138826A Seguros Unimed registrou um faturamento acima dos R$ 54,3 milhões em Santa Catarina entre fevereiro de 2025 e janeiro de 2026, considerando a carteira composta pelos segmentos Vida, Odontologia, Previdência complementar e Ramos Elementares (que engloba seguros patrimoniais e de responsabilidade civil profissional). O montante representa um crescimento de cerca de 4,5% na comparação […]
]]>A Seguros Unimed registrou um faturamento acima dos R$ 54,3 milhões em Santa Catarina entre fevereiro de 2025 e janeiro de 2026, considerando a carteira composta pelos segmentos Vida, Odontologia, Previdência complementar e Ramos Elementares (que engloba seguros patrimoniais e de responsabilidade civil profissional). O montante representa um crescimento de cerca de 4,5% na comparação com o mesmo período do ano anterior. O segmento de odontologia lidera a expansão com aumento de 38%.
A busca por proteção segue como uma das principais preocupações dos catarinenses. A Previdência foi o grande destaque em vendas novas em todo o estado, com um salto de 977%, o que reforça a preocupação com a segurança financeira de longo prazo, seguida por Odontologia, com 157%. A atuação estratégica e o portfólio completo refletem uma base expressiva de clientes. Considerando os números gerais, o seguro de Vida lidera com 578.091 segurados.
Na capital catarinense, a seguradora também manteve um ritmo sólido de negócios, alcançando um faturamento superior a R$8 milhões, considerando os segmentos Odontológico, Vida, Previdência e Ramos Elementares, e uma base de mais de 53 mil clientes ativos. A Previdência aparece com resultado positivo, com crescimento de 24% no faturamento e um salto de 2.107% em vendas novas. “A intercooperação, colaboração ativa entre as diversas cooperativas que compõem o sistema, com o objetivo de gerar valor coletivo e fortalecer toda a rede, passa a ser percebida não apenas como um valor institucional da Seguros Unimed, mas também como um diferencial de mercado que protege, gera receita e amplia a atuação regional fortalecendo todo o Sistema Unimed”, afirma Rodrigo Aguiar, superintendente Comercial e de Produtos da Seguros Unimed.
]]>Clima extremo expõe lacuna bilionária e força revisão do seguro no Brasil
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Thu, 23 Apr 2026 19:32:11 +0000https://revistaapolice.com.br/?p=138788Perdas severas, infraestrutura exposta e baixa cobertura levantam debate sobre proteção climática; estudos indicam mudança estrutural do risco, enquanto seguradoras revisam preços e modelos
]]>EXCLUSIVO – As fortes chuvas que atingiram diferentes regiões do país nos primeiros meses de 2026, com episódios de alagamentos, deslizamentos, mortes, interrupção de serviços e milhares de pessoas afetadas, recolocaram no centro do debate um tema que vinha ganhando espaço no mercado segurador: o Brasil entrou em uma fase de maior exposição climática, marcada por eventos extremos mais frequentes, perdas econômicas crescentes e aumento da pressão sobre mecanismos públicos e privados de resposta.
Ao mesmo tempo, projeções meteorológicas indicam possibilidade de retorno do El Niño e La Niña, fenômenos historicamente associado a alterações relevantes no regime de chuvas e temperaturas em diferentes regiões do país e no mundo, agora no segundo semestre do ano. Para seguradoras e resseguradoras, o cenário já não permite tratar desastres naturais como episódios pontuais ou desvios estatísticos.
O debate passou a envolver temas mais complexos: como precificar riscos em transformação, como manter coberturas acessíveis, como ampliar a proteção de populações vulneráveis, como preservar capacidade de resseguro e como financiar adaptação climática em uma economia ainda pouco segurada.
Claudia Prates, diretora de Sustentabilidade da CNseg
Na avaliação da Confederação Nacional das Seguradoras (CNseg), representada por Claudia Prates, diretora de Sustentabilidade da entidade, o agravamento climático torna o seguro uma ferramenta estratégica de resiliência econômica e social. “O enfrentamento dos riscos climáticos exige cooperação entre os setores público e privado, investimentos em infraestrutura resiliente e valorização do seguro como instrumento de segurança econômica e social”, aponta.
Levantamento da CNseg mostra que apenas cerca de 9% das perdas econômicas provocadas por desastres climáticos no Brasil contam hoje com cobertura securitária. Entre 2022 e 2024, foram mapeados 67 eventos relevantes, com prejuízos estimados em R$ 184 bilhões. Em 2025, até junho, outros 10 episódios já acumulavam perdas de R$ 31 bilhões.
Os dados evidenciam a chamada lacuna de proteção, diferença entre o prejuízo econômico total e a parcela efetivamente indenizada por seguros. Em termos práticos, significa que grande parte do custo de reconstrução acaba recaindo sobre famílias, empresas, produtores rurais e pastas do governamentais.
A desigualdade regional se aprofunda nesse quadro. Claudia Prates, comenta que enquanto o Sul apresenta nível de cobertura próximo de 16%, Norte e Nordeste registram índices muito inferiores, de 0,2% e 2%, respectivamente. Em países desenvolvidos, esse percentual costuma variar entre 20% e 55%. “A vulnerabilidade não depende apenas da intensidade dos eventos, mas também do nível de resiliência dos territórios. Nesse sentido, as regiões Norte e Nordeste geram preocupação adicional, por combinarem maior vulnerabilidade socioeconômica, ocupação urbana mais precária e níveis muito baixos de proteção securitária”, explica.
A pressão financeira sobre estados e municípios também cresceu neste ano. Levantamento da Confederação Nacional de Municípios (CNM) mostrou que, até 25 de março, as chuvas do verão de 2026 já haviam provocado R$ 3,8 bilhões em prejuízos, 107 mortes e impactos em 702 municípios brasileiros. A Susep também mantém grupo de trabalho com seguradoras, resseguradoras, academia e especialistas internacionais para discutir soluções voltadas ao risco catastrófico, compartilha a CNseg.
Para o mercado de resseguros, o problema não se limita ao patrimônio privado. Daniel Castillo, vice-presidente de Resseguros do IRB(Re), afirma que o Brasil possui mais de R$ 1 trilhão em bens públicos, como rodovias, hospitais e equipamentos essenciais, sem cobertura relevante do mercado segurador. Em grandes catástrofes, isso amplia a pressão fiscal e transfere ao Estado parcela significativa da conta.
Daniel Castillo, vice-presidente de Resseguros do IRB(Re)
Nova leitura de risco
As ocorrências registradas já no início do ano reforçaram a percepção de que o risco climático se tornou estrutural. Fortes chuvas em Minas Gerais, Pará, São Paulo e outras regiões voltaram a pressionar sistemas urbanos, afetar comércio, mobilidade, logística e gerar danos patrimoniais relevantes.
O caso mais emblemático ocorreu na Zona da Mata mineira. Em fevereiro, enchentes e deslizamentos atingiram cidades como Juiz de Fora e Ubá. Em 25 de fevereiro, o balanço das autoridades apontava 46 mortos, 21 desaparecidos e cerca de 3.600 desalojados. Juiz de Fora registrou o fevereiro mais chuvoso de sua história recente, segundo autoridades locais, com acumulados muito acima da média histórica. Na leitura de Claudia Prates, a recorrência e intensidade dos episódios recentes indicam mudança de padrão. “O risco climático passou a ter caráter estrutural. Isso exige nova abordagem, com maior foco em prevenção, adaptação e construção de resiliência”.
Fatima Lima, diretora de Sustentabilidade da Mapfre
Esse diagnóstico segue semelhante no radar da Seguradora Mapfre segue um diagnóstico semelhante. A diretora de Sustentabilidade da companhia, Fátima Lima, compartilha que a volatilidade climática deixou de ser exceção operacional. “Ela passou a fazer parte do cenário base de gestão”, conta. Na prática, isso significa que eventos antes tratados como choques extraordinários agora entram no planejamento anual, nos modelos de capital, nas reservas técnicas e nas estratégias de subscrição.
Relatório anual do Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden) apontou que 2025 foi um dos anos mais extremos do ponto de vista climático das últimas décadas no Brasil, marcado por recordes de calor, seca prolongada e episódios severos de chuva intensa em diferentes regiões. O órgão informou ainda ter emitido 2.505 alertas de risco geo-hidrológico para 1.133 municípios monitorados ao longo do ano.
Para o setor, esse dado reforça que o agravamento do risco não depende exclusivamente de eventos clássicos como El Niño ou La Niña, mas de uma combinação mais ampla entre variabilidade climática e aquecimento global. Uma das maiores dificuldades do setor é que séries históricas tradicionais perderam parte de sua capacidade explicativa. Modelos atuariais foram construídos, em larga medida, com base na premissa de relativa estabilidade da frequência e severidade dos eventos ao longo do tempo. Essa lógica passou a ser questionada.
O IRB(Re), por meio do IRB(P&D), lançou uma base climática nacional com 68 índices padronizados ligados a extremos de chuva, seca, temperatura máxima e mínima, umidade, evapotranspiração, velocidade do vento e radiação solar. O estudo considera dados entre 1961 e 2024 e busca quantificar tendências relevantes para o setor segurador. Para melhorar essa leitura, Reinaldo Marques, superintendente do IRB(P&D), conta que as análises foram organizadas por clusters de bacias hidrográficas com características semelhantes. Isso reduz ruído local e permite maior robustez estatística. O longo período analisado permite compreender o comportamento do clima e validar estudos futuros com base no conhecimento da variabilidade histórica.
Reinaldo Marques, superintendente do IRB(P&D)
Também foi aplicada a distribuição Generalizada de Valores Extremos (GEV), técnica utilizada para modelar máximos históricos e estimar períodos de retorno, ou seja, a frequência média com que eventos de determinada magnitude tendem a ocorrer. Na prática, essa modelagem ajuda a recalibrar preços, limites, reservas e programas de proteção. “Eventos dessa proporção eram raros no Brasil e agora ocorrem com mais frequência e magnitudes bem maiores do que constam nas estatísticas históricas”, afirmou Reinaldo.
Entre os principais achados do levantamento estão concentração de chuvas intensas no Sul e Sudeste e persistência de secas prolongadas no Nordeste e Centro-Oeste. Esses eventos correspondem a episódios de chuvas intensas e acumuladas, que impactam fortemente a infraestrutura urbana, o transporte e o setor produtivo, gerando prejuízos econômicos significativos. A recorrência de extremos em locais de maior concentração de ativos reforça a importância de instrumentos de resseguro e modelagem atuarial regionalizada para absorção das perdas.
Como isso chega ao preço do seguro
O avanço da frequência e severidade dos eventos climáticos tende a pressionar a precificação em diferentes linhas: patrimonial, automóvel, rural, infraestrutura, transportes e grandes riscos corporativos. Segundo Fátima Lima, da Mapfre, o movimento já inclui revisão mais frequente de tarifas, mudanças em franquias, limites de cobertura, critérios de aceitação e condições contratuais mais aderentes ao risco local.
Em áreas mais expostas, Daniel Castillo afirma que companhias avaliam sublimites regionais, maior exigência de prevenção, monitoramento detalhado de concentração geográfica e maior uso de resseguro para absorver perdas agregadas. “Temos nos preparado com modelos climáticos robustos, modelagem de catástrofe e Big Data para geração de simulações e hipóteses de risco”, explica.
A CNseg observa, porém, que no Brasil o encarecimento não decorre apenas da piora climática. A baixa penetração do seguro também pesa de forma decisiva. Com base segurada pequena, o risco permanece concentrado. A diversificação atuarial é menor, a previsibilidade cai e o prêmio médio tende a subir. Além disso, em muitos produtos a cobertura climática é opcional, o que pode gerar antisseleção: a procura se concentra justamente onde o risco é maior.
O setor também acelera investimentos em dados e inteligência analítica. O avanço no uso de georreferenciamento, machine learning, imagens de satélite, dados meteorológicos em tempo real, histórico de perdas e modelos prospectivos de aquecimento global.
Na Mapfre, Fátima Lima explica que a subscrição passou a integrar diversas camadas de informação para avaliar riscos como inundação, deslizamento, vento e granizo. O objetivo é qualificar a decisão no momento de entrada do risco, etapa considerada crítica para a qualidade futura da carteira.
Já no IRB(Re), o uso de big data e modelagem de catástrofe vem sendo ampliado. Segundo a companhia, esse conjunto de ferramentas ajuda inclusive na negociação contratual com seguradoras, com cláusulas específicas de proteção, Loss Cap e limites voltados a evitar concentração excessiva de exposição. “Com base nessas informações, o ressegurador negocia com as seguradoras cláusulas para aumentar sua proteção em contratos”, pontua Castillo.
Outra companhia que também acompanha esse movimento é a Zurich. José Bailone, diretor executivo de Seguros Corporativos da companhia, afirma que ferramentas proprietárias combinam dados históricos, variáveis meteorológicas e cenários futuros para apoiar análise de riscos em empresas e governos. A companhia utiliza a plataforma Climate Spotlight para avaliar exposição a múltiplos riscos climáticos e simular cenários futuros de aquecimento global.
Além dos eventos já observados, outro fator acompanha o planejamento das companhias: a possível volta do El Niño ao longo de 2026. O fenômeno costuma provocar impactos distintos no Brasil, com maior probabilidade de chuvas acima da média no Sul e irregularidade hídrica em outras regiões, a depender da intensidade e do momento do ciclo. Na Zurich, a combinação entre extremos recentes e incerteza prospectiva mantém nível de alerta elevado. “O nível de risco climático para o Brasil permanece alto e exige atenção constante”, observa José Bailone.
Para o mercado, o tema importa não apenas pelo evento climático em si, mas pelo efeito combinado sobre safras, energia, logística, cadeias produtivas e sinistralidade. Segundo Bailone, relatório do Fórum Econômico Mundial aponta os eventos climáticos extremos entre os principais riscos globais no curto e no longo prazo, reforçando a importância de abordagens baseadas em resiliência, prevenção e ampliação do acesso ao seguro.
José Bailone, diretor executivo de Seguros Corporativos da Zurich Seguros
Seguro rural na centro da agenda
A agenda climática recolocou o seguro rural entre os temas centrais do setor. Secas prolongadas, chuvas excessivas, geadas, granizo e maior irregularidade climática elevam a volatilidade de produtividade e ampliam a necessidade de proteção financeira no campo. Daniel Castillo, do IRB(Re), avalia que o principal gargalo continua sendo o custo. Como o seguro agrícola possui componente catastrófico relevante, a taxa tende a ser elevada para o produtor sem apoio governamental.
Nesse contexto, a subvenção ao prêmio segue vista pelo mercado como instrumento decisivo para ampliar escala, desconcentrar risco e tornar a cobertura viável economicamente. Outro entrave recorrente citado por Daniel Castillo é a ausência de uma base ampla e detalhada de dados por município, cultura e apólice, o que dificulta a precificação mais refinada.
A Mapfre afirma ter ampliado uso de imagens de satélite e dados climáticos no agro tanto para subscrição quanto para agilizar regulação de sinistros, permitindo acesso mais rápido ao recurso pelo produtor. Além da pressão técnica, seguradoras relatam mudança importante no comportamento dos clientes. Eventos como enchentes, secas prolongadas e ondas de calor passaram a ser percebidos por consumidores e empresas como parte da realidade cotidiana, e não mais como exceções raras. Na visão de Fátima Lima, da Mapfre, isso vem alterando a relação do cliente com o seguro, que deixa de ser visto apenas como custo e passa a ganhar espaço como instrumento de continuidade patrimonial e operacional.
No seguro automóvel, eventos como alagamentos já estão contemplados em coberturas amplas comercializadas no mercado, segundo a executiva da Mapfre. “esse tipo de cobertura já faz parte da cobertura básica, sem necessidade de contratação adicional”, pontua.
Nathalia Abreu, superintendente de Sustentabilidade da Zurich Seguros
Além do seguro tradicional, algumas companhias ampliaram atuação social e preventiva diante do novo cenário climático. A Zurich e a Zurich Santander anunciaram novo aporte de R$ 2 milhões ao Fundo de Catástrofes para 2026. Criado em parceria com o Movimento União BR e o Instituto da Criança, o mecanismo já destinou mais de R$ 20 milhões ao longo de seis anos, beneficiando cerca de 550 mil pessoas em diferentes regiões do país. Segundo Nathalia Abreu, superintendente de Sustentabilidade na Zurich, o fundo opera com governança pré-definida e costuma ser acionado a partir de decretos de calamidade pública ou situação de emergência. A liberação de recursos ocorre, em média, entre três e cinco dias após a decisão, prazo inferior ao observado em estruturas tradicionais, frequentemente próximas de 20 dias.
Nos últimos anos, o mecanismo ampliou escopo. Além da resposta emergencial, passou a apoiar reconstrução e iniciativas preventivas. Desde 2025, o fundo passou a admitir também ações pré-catástrofe, permitindo apoio antecipado em contextos de risco iminente. No mesmo ano, financiou a compra de 20 botes de resgate rápido destinados à Defesa Civil do Estado de São Paulo para reforço da preparação ao período de chuvas. Nathalia Abreu aponta que seguradoras precisam ampliar atuação para além da transferência tradicional de risco, usando conhecimento técnico para apoiar resiliência de comunidades e clientes. “Isso significa usar nossa expertise em gestão de riscos para apoiar a construção de resiliência, tanto de clientes quanto de comunidades, especialmente em países como o Brasil, onde o gap de proteção securitária ainda é muito expressivo”, comenta.
A mudança climática também abriu nova frente comercial para o setor. Entre as apostas aparecem seguros paramétricos, coberturas ambientais, proteção para infraestrutura crítica, soluções para energia renovável e produtos ligados à transição climática.
Na Mapfre, um exemplo recente foi o chamado biosseguro lançado durante a COP30, em Belém, voltado a projetos de restauração florestal e crédito de carbono. Segundo Fátima Lima, a cobertura busca preservar a continuidade econômica do projeto diante de incêndios ou degradação ambiental, incluindo, quando aplicável, recomposição de créditos de carbono. Esse tipo de produto amplia o papel do seguro como indutor de soluções baseadas na natureza.
Claudia Prates, da CNseg, avalia que seguros paramétricos ainda são pontuais no Brasil, sobretudo por desafios de modelagem e qualidade de dados meteorológicos. Mas o segmento é visto como promissor, especialmente pela rapidez de pagamento e simplicidade operacional. O setor sustenta que a resposta ao risco climático não depende apenas de apólices e resseguros. Exige também infraestrutura adaptada.
Em 2025, o Ministério das Cidades informou destinação de R$ 11,7 bilhões para prevenção de desastres no âmbito do Novo PAC, sendo R$ 10,3 bilhões para drenagem urbana e R$ 1,4 bilhão para contenção de encostas. Para especialistas, esse tipo de investimento é decisivo para reduzir perdas futuras e preservar a viabilidade econômica da cobertura securitária em regiões mais expostas. Na avaliação de Daniel Castillo, do IRB(Re), o mercado segurador brasileiro segue solvente e resiliente, mas ainda distante do nível de proteção observado em economias maduras.
Em países desenvolvidos, ativos de seguradoras e resseguradoras equivalem frequentemente a 70% a 100% do PIB. Em países em desenvolvimento, essa relação costuma variar entre 10% e 20%. No Brasil, outro alerta citado pelo executivo é a velocidade de crescimento da lacuna de proteção. Segundo ele, o hiato avança em ritmo superior ao crescimento do próprio mercado segurador. O IRB(Re) estima expansão próxima de 20% ao ano para a lacuna, ante cerca de 12% de crescimento do setor. Isso reforça discussões sobre novos instrumentos financeiros, parcerias público-privadas, fundos de catástrofe, proteção para populações vulneráveis e cobertura de infraestrutura crítica. “O Brasil tem, por exemplo, mais de R$ 1 trilhão de bens públicos, como estradas e hospitais, sem proteção do mercado segurador”, comenta Castillo.
O IRB(Re) também ampliou sua cobertura contra catástrofes no Brasil, elevando o limite de R$ 700 milhões para mais de R$ 1 bilhão e incluindo sinistros de automóveis e riscos diversos no escopo do programa.
O cenário é claro, com eventos extremos já registrados nos primeiros meses do ano e maior instabilidade climática no horizonte, 2026 deve acelerar revisões de preços, coberturas e modelos de risco no mercado segurador. Mais do que responder a sinistros, o setor entra em uma fase em que adaptação técnica e capacidade financeira passam a ser centrais para sustentar a expansão da proteção no país. “O enfrentamento dos riscos climáticos exige cooperação entre os setores público e privado, investimentos em infraestrutura resiliente e valorização do seguro como instrumento de segurança econômica e social”. conclui Claudia Prates.
]]>AXA aposta em seguro garantia para energia renovável
https://revistaapolice.com.br/2026/04/axa-aposta-em-seguro-garantia-para-energia-renovavel/
Thu, 23 Apr 2026 17:45:23 +0000https://revistaapolice.com.br/?p=138794A AXA no Brasil anunciou a expansão de seu portfólio de Seguro Garantia com o lançamento da modalidade Compra e Venda de Energia, voltada ao mercado livre de energia. A nova solução busca atender à crescente demanda do setor e reforça o papel do seguro como instrumento de suporte às transações e ao avanço das […]
]]>A AXA no Brasil anunciou a expansão de seu portfólio de Seguro Garantia com o lançamento da modalidade Compra e Venda de Energia, voltada ao mercado livre de energia. A nova solução busca atender à crescente demanda do setor e reforça o papel do seguro como instrumento de suporte às transações e ao avanço das fontes renováveis no país.
O produto é direcionado a geradores de energia, especialmente usinas fotovoltaicas, e oferece proteção financeira ao fornecedor em casos de inadimplência do comprador. Em um ambiente marcado por contratos bilaterais e maior exposição ao risco de crédito, a cobertura atua como mecanismo de estabilidade para as operações.
O lançamento ocorre em um momento de expansão do setor. O mercado livre de energia já representa cerca de 43% do consumo elétrico nacional, com aproximadamente 85 mil consumidores ativos, após a entrada de mais de 21 mil novos participantes em 2025.
Segundo dados do setor, 95% da energia consumida pela indústria brasileira já está inserida no mercado livre, enquanto a abertura gradual para consumidores de menor porte tende a ampliar esse universo nos próximos anos. Com a descentralização do mercado e a redução das garantias implícitas do modelo regulado, cresce a necessidade de instrumentos que assegurem o cumprimento das obrigações financeiras entre as partes envolvidas.
Nesse contexto, o seguro passa a exercer papel mais amplo, não apenas como mitigador de risco, mas também como suporte ao funcionamento do mercado. A expansão das energias renováveis, especialmente da geração solar, intensifica essa dinâmica ao elevar o número de agentes, contratos e exposições financeiras ao longo da cadeia.
De acordo com Denis Maelaro, “o mercado de energia limpa vive um ciclo de crescimento acelerado no Brasil, e as soluções de seguro precisam evoluir no mesmo ritmo. À medida que o mercado livre avança, o seguro deixa de ser apenas proteção e passa a ser um elemento estruturante das operações. Essa nova modalidade fortalece nossa proposta dentro do AXA Verde, iniciativa voltada à transição para uma economia de baixo carbono.”
Para Fábio Scatigno, “esse lançamento amplia nossa atuação ao permitir proteção dos dois lados da cadeia no mercado livre de energia. Já oferecíamos garantias para assegurar a entrega ao consumidor e, agora, passamos a proteger também o fornecedor contra inadimplência. Essa visão integrada é um diferencial importante da AXA no segmento.”
]]>Bradesco Vida e Previdência muda comando de Assessorias
https://revistaapolice.com.br/2026/04/bradesco-vida-e-previdencia-muda-comando-de-assessorias/
Thu, 23 Apr 2026 17:31:52 +0000https://revistaapolice.com.br/?p=138789A Bradesco Vida e Previdência realizou uma movimentação na sua liderança nacional de Assessorias. O superintende Comercial Janderson de Almeida, profissional com mais de 35 anos de experiência no mercado segurador, sendo 26 deles focados em seguros de pessoas e previdência privada, acaba de assumir a sucursal nacional localizada na matriz da companhia, em São […]
]]>A Bradesco Vida e Previdência realizou uma movimentação na sua liderança nacional de Assessorias. O superintende Comercial Janderson de Almeida, profissional com mais de 35 anos de experiência no mercado segurador, sendo 26 deles focados em seguros de pessoas e previdência privada, acaba de assumir a sucursal nacional localizada na matriz da companhia, em São Paulo.
O profissional já atuou diretamente no atendimento aos corretores, em São Paulo, onde liderou as sucursais de Santos, de Santo Amaro e da Capital, além de atender o ABC Paulista e o litoral. “É um desafio incrível e motivador estar à frente da sucursal de Assessorias da Bradesco Vida e Previdência e colaborar com esse importante segmento. Sei que a força da nossa marca aliada à expertise dos profissionais que compõem as assessorias é a junção perfeita de uma história de sucesso”, observa Janderson.
Para Fabio Magalhães, diretor Comercial da Bradesco Vida e Previdência, ter um profissional com tamanha experiência fortalece o canal de Assessorias na companhia. “Estamos num movimento contínuo de expandir esse canal tão importante. Sem dúvidas, a chegada do Janderson, com toda a sua bagagem, corrobora para seguirmos nessa direção”, avalia o executivo.
Recentemente, a Bradesco Vida e Previdência reforçou a sua estratégia de expansão regional com a abertura de uma nova sucursal em Santo André (SP), que também responderá pelo atendimento ao ABC Paulista e ao litoral. Com a abertura, a companhia passa a contar com 19 sucursais no país, sendo 16 distribuídas entre diferentes cidades e capitais e três na matriz, localizada na Avenida Paulista (SP). As sucursais da matriz incluem as frentes de Escritórios de Investimentos, Assessorias e Conecta com atendimento online aos corretores
]]>Grupo HDI investe R$ 1 mi em resposta a sinistros
https://revistaapolice.com.br/2026/04/grupo-hdi-investe-r-1-mi-em-resposta-a-sinistros/
Thu, 23 Apr 2026 15:47:13 +0000https://revistaapolice.com.br/?p=138785O Grupo HDI anuncia a implementação de uma frota de veículos de pronta resposta, desenvolvidos para atuação em cenários de eventos climáticos extremos. Com investimento aproximado de R$ 1 milhão, a nova estrutura reforça a capacidade de atendimento da companhia em regiões impactadas, especialmente no Sul do país, área que tem enfrentado recorrentes desastres naturais […]
]]>O Grupo HDI anuncia a implementação de uma frota de veículos de pronta resposta, desenvolvidos para atuação em cenários de eventos climáticos extremos. Com investimento aproximado de R$ 1 milhão, a nova estrutura reforça a capacidade de atendimento da companhia em regiões impactadas, especialmente no Sul do país, área que tem enfrentado recorrentes desastres naturais nos últimos anos.
Os veículos funcionam como escritórios móveis, permitindo a condução integral de processos pós diretamente no local da ocorrência. Desde o primeiro atendimento até a liberação da indenização, todas as etapas podem ser realizadas in loco, incluindo abertura de sinistro, coleta de documentos, solicitação de assistência e análise para pagamento. Equipados com estrutura completa, os veículos contam com internet via satélite, energia por placas solares e gerador, garantindo autonomia mesmo em locais com infraestrutura comprometida. Além disso, oferecem suporte adicional à população local em situações emergenciais, como acesso à Wi-Fi e pontos para recarga de celulares.
A iniciativa é operada pela própria equipe de sinistros do Grupo HDI, que atua com autonomia no atendimento a clientes e corretores, garantindo mais agilidade, proximidade e eficiência. “A criação dos veículos de pronta resposta é um avanço importante na forma como atuamos em situações de catástrofe. Nosso objetivo é estar onde e quando o segurado mais precisa, com autonomia para resolver toda a jornada do sinistro de forma ágil e eficiente. Buscamos levar presença, acolhimento e suporte real para as comunidades impactadas, contribuindo para uma recuperação mais rápida e segura”, afirma Marcos Bailer, Diretor de Sinistros Auto da empresa.