Revista Apólice
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A revista do mercado de SegurosFri, 17 Jul 2026 18:11:03 +0000pt-BR
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3232ANS define prioridades regulatórias até 2028
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Fri, 17 Jul 2026 18:11:01 +0000https://revistaapolice.com.br/?p=141006Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) definiu a Agenda Regulatória para o triênio 2026-2028, estabelecendo os temas prioritários que serão tratados no período. A centralidade da regulação no beneficiário de planos de saúde é a diretriz estratégica da Agenda, que considerou a necessidade de fortalecer iniciativas relacionadas ao acesso oportuno aos serviços de saúde, à […]
]]>Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) definiu a Agenda Regulatória para o triênio 2026-2028, estabelecendo os temas prioritários que serão tratados no período. A centralidade da regulação no beneficiário de planos de saúde é a diretriz estratégica da Agenda, que considerou a necessidade de fortalecer iniciativas relacionadas ao acesso oportuno aos serviços de saúde, à qualidade da atenção prestada, à coordenação do cuidado e ao equilíbrio das relações assistenciais e econômicas no setor.
Sob essa perspectiva, a análise e o desenvolvimento dos temas incluídos na Agenda 2026-2028 buscam considerar os impactos da regulação sobre a experiência dos beneficiários e sobre a efetividade da assistência em saúde suplementar. Entre os eixos priorizados para o período, além da centralidade da regulação no beneficiário, estão a política de preços e reajustes e a ampliação das linhas de cuidado.
“A Agenda Regulatória 2026-2028 foi construída com foco nas necessidades do consumidor, reforçando a atuação da ANS na promoção da transparência, da qualidade assistencial e da proteção dos direitos dos beneficiários. Queremos uma regulação cada vez mais próxima do cidadão, capaz de gerar confiança, aprimorar a experiência do usuário e contribuir para um sistema de saúde suplementar mais justo, eficiente e sustentável”, afirmou o diretor-presidente da ANS, Wadih Damous.
Os assuntos estão divididos em três seções:
Temas Regulatórios: são os temas para os quais a ANS planeja implementar medidas regulatórias durante o período de vigência da Agenda. É importante destacar que não há obrigatoriedade de que todos os temas regulatórios contidos na Agenda Regulatória sejam finalizados, durante a sua vigência, com a publicação de ato normativo.
Agenda de Avaliação de Resultado Regulatório (ARR): trata-se de um conjunto de avaliações de resultado regulatório (ARRs) que a Agência pretende realizar durante o período de vigência da Agenda. A ARR consiste na verificação dos efeitos decorrentes da edição de ato normativo, considerando o alcance dos objetivos originalmente pretendidos e os demais impactos observados sobre o mercado e a sociedade, em decorrência de sua implementação.
Desenvolvimento de estudos preliminares: nesta seção, a Agência apresenta assuntos que serão estudados durante o período de vigência da Agenda. Embora ainda não tenham maturidade para a elaboração de AIR, a ANS se propõe a aprofundar a temática e conceder transparência de seus resultados.
A Agenda Regulatória é um instrumento de planejamento que orienta a atuação da Agência e estabelece os assuntos prioritários a serem tratados pela instituição em determinado período. Seu propósito é criar um cronograma para análise dos temas relacionados às problemáticas da regulação em saúde suplementar, de forma a garantir maior transparência e previsibilidade na atuação regulatória, possibilitando à sociedade o acompanhamento dos compromissos preestabelecidos pela ANS.
A sexta edição da Agenda Regulatória foi formulada a partir da consolidação das proposições encaminhadas pelas diretorias da Agência, do relatório da Consulta Interna; e do relatório da Tomada Pública de Subsídios (TPS), realizadas pela reguladora com o objetivo de obter contribuições e sugestões da sociedade para a definição do instrumento. A proposta final foi aprovada pela Diretoria Colegiada em 17/7/2026.
Temas Regulatórios
Agenda de Avaliação de Resultado Regulatório (ARR):
]]>Mapfre patrocina projeto de Walking Football
https://revistaapolice.com.br/2026/07/mapfre-patrocina-projeto-de-walking-football/
Fri, 17 Jul 2026 15:15:59 +0000https://revistaapolice.com.br/?p=141003Iniciativa utiliza modalidade adaptada do futebol para incentivar saúde, inclusão social e qualidade de vida entre pessoas acima de 60 anos
]]>Em comemoração ao Dia Nacional do Futebol, celebrado em 19 de julho, a Mapfre anuncia seu apoio ao projeto Geração 60+ Walking Football Brasil. Por meio do patrocínio incentivado, a seguradora fortalece sua atuação na promoção da longevidade ativa, chancelando uma modalidade que une a paixão nacional pelo esporte ao cuidado com a saúde na maturidade.
O “Walking Football” é uma vertente do esporte tradicional adaptada para o público 60+. Com regras validadas pela Walking Football Brasil, o jogo proíbe a corrida, o que minimiza os riscos de lesões. O modelo prioriza a cooperação e a inclusão, permitindo que indivíduos de diferentes condições físicas desfrutem do futebol de maneira segura. Além dos benefícios para a saúde física, como o controle de diabetes e hipertensão, a prática atua diretamente como ferramenta de socialização contra o isolamento e a depressão na terceira idade.
O projeto adota uma metodologia focada em quatro frentes fundamentais para o público 60+: saúde, participação social, segurança e o aprendizado contínuo ao longo da vida. No Brasil, o programa desenvolve protocolos específicos de impacto social para mapear a melhora na qualidade de vida dos participantes.
Para Letícia Matuck, gerente de Eventos e Patrocínios da Mapfre, a iniciativa reflete ao propósito de proteção e planejamento de longo prazo defendido pela companhia. “O futebol faz parte da nossa identidade cultural, e apoiar o Walking Football significa democratizar esse esporte para uma geração que busca vitalidade e bem-estar. Essa parceria dialoga diretamente com os valores da Mapfre, reforçando a importância de nos prepararmos para todas as etapas da vida com segurança, saúde e integração social”, afirma a executiva.
Para Ricardo Leme Pacheco, presidente e membro fundador da Walking Foottball Brasil, ter a Mapfre como incentivadora, amplia o olhar para o investimento social voltado à população 60+. “É muito importante quando empresas como a Mapfre, reforçam seus pilares sociais compreendendo que a população 60+, é um dos públicos prioritários. Os 60+ buscam qualidade de vida e longevidade e o esporte é uma ferramenta fundamental para essa transformação social”.
O apoio ao Geração 60+ faz parte da estratégia da Mapfre de investir em iniciativas que geram impacto social, esportivo e cultural. A iniciativa reflete a atuação da empresa em favor da sustentabilidade humana e contribui para o fortalecimento de comunidades mais saudáveis e preparadas para o futuro.
]]>Relatório da Swiss Re Institute projeta desaceleração dos seguros
https://revistaapolice.com.br/2026/07/relatorio-da-swiss-re-institute-projeta-desaceleracao-dos-seguros/
Fri, 17 Jul 2026 14:03:52 +0000https://revistaapolice.com.br/?p=140998Boom de US$ 750 bilhões de investimentos em IA e fragmentação geopolítica remodelam o cenário do setor
]]>Os investimentos em inteligência artificial (IA), a fragmentação geopolítica e a sucessão de choques de oferta estão alterando o ambiente de riscos global e criando novas demandas para o setor de seguros e resseguros. A avaliação é do Sigma 2/2026, relatório intitulado de “O setor de seguros mundial em 2026: Amortecedores de choque em um mundo em fragmentação” divulgado pelo Swiss Re Institute, que também projeta desaceleração do crescimento dos prêmios globais de seguros em 2026.
Segundo o estudo, o crescimento real dos prêmios globais deve recuar para 1,3% em 2026, ante 3,9% em 2025. O relatório também estima inflação média global de 4,0% e expansão do Produto Interno Bruto (PIB) mundial de 2,5%, refletindo os efeitos dos recentes conflitos geopolíticos e das mudanças estruturais na economia.
Para Jérôme Haegeli, economista-chefe do Grupo Swiss Re, o cenário atual representa uma mudança permanente na dinâmica econômica mundial.
“O mais recente conflito no Oriente Médio não é um choque pontual, mas mais um sinal de que o risco geopolítico se tornou uma característica estrutural da economia global, com quatro choques de oferta em seis anos. À medida que as economias investem em infraestrutura de IA, sistemas de energia e cadeias de abastecimento mais resilientes, surgem fontes de risco totalmente novas. O setor de seguros tem um papel vital a desempenhar — não apenas na redução dos riscos desses investimentos, mas também na viabilização da verdadeira transformação econômica e na atribuição de um preço ao risco”, explica.
Segundo o relatório do Sigma, os conflitos recentes reforçam uma mudança estrutural na organização da economia global. Em vez de priorizar apenas eficiência operacional, governos e empresas passam a investir em cadeias de suprimentos mais resilientes e menos dependentes de fornecedores ou regiões específicas.
O Swiss Re Institute avalia que a lógica do modelo ‘just-in-time’ vem sendo gradualmente substituída por estratégias ‘just-in-case’, voltadas à redução da exposição a riscos geopolíticos e interrupções logísticas.
Ao mesmo tempo, o relatório destaca que a expansão da inteligência artificial está inaugurando um novo ciclo global de investimentos em infraestrutura. O Swiss Re Institute estima que os investimentos dos chamados hiperescaladores — empresas responsáveis pela construção de grandes infraestruturas digitais — alcancem US$ 750 bilhões em 2026. Segundo o estudo, esse movimento deverá impulsionar a demanda por seguros patrimoniais, de engenharia, responsabilidade civil, riscos cibernéticos e interrupção de negócios.
Para Ivan Gonzalez, CEO da Swiss Re Corporate Solutions, a combinação entre expansão da IA e maior fragmentação das cadeias produtivas cria um novo perfil de risco para empresas.
“À medida que a economia global e as cadeias de suprimentos se tornam mais fragmentadas, cresce a demanda por soluções especializadas que apoiem o comércio internacional, o investimento e a continuidade dos negócios. Enquanto isso, o boom da IA está impulsionando investimentos em infraestrutura sem precedentes. Alguns dos maiores centros de dados de IA apresentam atualmente valores totais de ativos que ultrapassam US$ 20 bilhões antes da instalação da tecnologia, gerando riscos significativos de construção, operacionais e de acumulação. Essas exposições interconectadas exigem soluções que vão além do seguro tradicional, combinando engenharia de risco, transferência alternativa de risco e financiamento para ajudar as empresas a investir com maior resiliência.”
Não vida desacelera, enquanto o vida tem lucro
No segmento de seguros de danos e responsabilidades, o Swiss Re Institute projeta crescimento real de apenas 0,6% em 2026, abaixo da média histórica de 3,6% registrada entre 2015 e 2024.
Apesar da desaceleração, o estudo aponta que fatores como inflação dos sinistros, eventos catastróficos e riscos geopolíticos deverão limitar uma queda mais intensa nos preços, preservando a rentabilidade das seguradoras.
O retorno sobre o patrimônio líquido (ROE) do segmento é estimado em 11,4% em 2026, após atingir 14% em 2025.
O seguro de vida continua a se beneficiar de um ambiente de taxas de juros mais altas. De acordo com o relatório da Sigma, espera-se que os prêmios globais de seguro de vida cresçam 2,3% em termos reais em 2026, acima da tendência de longo prazo. Os rendimentos mais elevados continuam a apoiar os negócios de poupança e anuidades, enquanto os mercados emergentes se beneficiam de fatores demográficos favoráveis, reformas regulatórias e aumento da penetração do seguro.
As perspectivas de rentabilidade para as seguradoras de vida também permanecem positivas, já que os rendimentos mais elevados dos reinvestimentos continuam a sustentar as receitas de investimentos.
Tabela: Os maiores mercados de seguros do mundo por volume nominal de prêmios
]]>Proteção para seminovos cresce 35%, aponta Wiz Conseg
https://revistaapolice.com.br/2026/07/protecao-para-seminovos-cresce-35-aponta-wiz-conseg/
Fri, 17 Jul 2026 12:49:54 +0000https://revistaapolice.com.br/?p=140995A procura por produtos de proteção e serviços de assistência para veículos usados e seminovos cresceu cerca de 35% em 2026, segundo levantamento da Wiz Conseg, unidade de negócios da Wiz Co especializada na distribuição de seguros e produtos de proteção por meio de concessionárias parceiras. De acordo com a empresa, o movimento acompanha a […]
]]>A procura por produtos de proteção e serviços de assistência para veículos usados e seminovos cresceu cerca de 35% em 2026, segundo levantamento da Wiz Conseg, unidade de negócios da Wiz Co especializada na distribuição de seguros e produtos de proteção por meio de concessionárias parceiras. De acordo com a empresa, o movimento acompanha a busca dos consumidores por soluções mais flexíveis e por serviços que agreguem conveniência à utilização do veículo, enquanto o seguro auto tradicional permanece como a principal modalidade de proteção.
Nesse cenário, a companhia identifica espaço para ampliar a oferta de produtos complementares voltados aos proprietários de veículos seminovos.
“A busca por proteção segue concentrada nas coberturas tradicionais, como responsabilidade civil para terceiros, cobertura de vidros e assistência automotiva 24 horas, mas o consumidor, especialmente proprietários de veículos usados e seminovos, está cada vez mais atento ao custo-benefício e à adequação do produto ao seu perfil de uso e por isso está valorizando serviços e soluções que ofereçam mais praticidade ao seu dia a dia”, explica Alexandre Kalache, diretor executivo da Wiz Conseg.
Wiz Conseg projeta que as vendas desses produtos encerrem 2026 com crescimento de 45% em relação ao ano anterior. Atualmente, as soluções são distribuídas por uma rede de 140 concessionárias parceiras em todo o país.
Entre os segmentos em expansão está o de proteção para reparos mecânicos de veículos seminovos. Segundo a empresa, o envelhecimento da frota brasileira e o aquecimento do mercado de usados têm ampliado a demanda por soluções que ajudem a reduzir custos inesperados de manutenção.
A companhia também avalia que o seguro auto deve manter trajetória de crescimento no segundo semestre, impulsionado por melhorias nos processos comerciais e pela adoção de ferramentas tecnológicas voltadas à experiência do cliente.
“Existe um esforço crescente de todo o mercado para reduzir ‘atritos’ na experiência do cliente. Quanto mais simples e transparente for a jornada, maiores são as chances de ampliar o acesso à proteção securitária”, conclui Kalache.
]]>Sou Segura amplia iniciativas de formação para mulheres
https://revistaapolice.com.br/2026/07/sou-segura-amplia-iniciativas-de-formacao-para-mulheres/
Fri, 17 Jul 2026 12:46:03 +0000https://revistaapolice.com.br/?p=140992Associação lançou programa de bolsas para MBA, criou modalidade de associação gratuita e ampliou ações de capacitação no primeiro semestre.
]]>A Sou Segura encerrou o primeiro semestre de 2026 ampliando sua atuação em iniciativas voltadas à formação e ao desenvolvimento profissional de mulheres no mercado de seguros. Entre as ações implementadas no período estão o lançamento de um programa de bolsas integrais para MBA na Universidade de São Paulo (USP), a criação de uma modalidade de associação gratuita e a publicação do segundo volume do livro Fala Mulher.
Segundo a entidade, as iniciativas buscam ampliar o acesso à capacitação, fortalecer a liderança feminina e ampliar a participação das profissionais em ações de desenvolvimento e networking.
Entre os destaques está o SouMBA, programa realizado com patrocínio da Lockton que oferece bolsas integrais para MBA na USP destinadas às associadas da entidade. A proposta é ampliar o acesso à formação executiva e contribuir para o desenvolvimento de lideranças femininas no setor.
Outro lançamento foi a modalidade de associação gratuita, que permite o acesso a conteúdos, programas de capacitação, oportunidades de desenvolvimento e atividades promovidas pela associação.
Durante a semana do Dia Internacional da Mulher, a Sou Segura lançou o segundo volume do livro Fala Mulher, reunindo mais de 50 coautoras em uma publicação sobre carreira, liderança e os desafios enfrentados por mulheres no mercado segurador.
Ao longo do semestre, a entidade também realizou campanhas temáticas, como a Mãe Segura, voltada ao debate sobre maternidade e carreira, além de manter a produção de conteúdos por meio da TV Segura, do podcast Voz Segura, artigos e publicações digitais.
Segundo Camila Maximo, presidente da Sou Segura, as iniciativas refletem uma demanda crescente por ações voltadas ao desenvolvimento feminino no setor.
“O primeiro semestre mostrou que existe uma demanda crescente por iniciativas que promovam o desenvolvimento de mulheres no mercado de seguros. Nosso compromisso é ampliar o acesso à educação, criar oportunidades concretas de crescimento profissional e fortalecer uma rede capaz de conectar talentos, empresas e lideranças. Mais do que realizar projetos, queremos gerar impacto duradouro na carreira das profissionais e contribuir para a evolução do setor como um todo”, afirma.
De acordo com a executiva, as ações implementadas no primeiro semestre representam a base para novos projetos previstos para o restante do ano.
“Estamos construindo uma associação cada vez mais conectada às necessidades do mercado e das profissionais que fazem parte dele. O que entregamos até aqui estabelece uma base importante para iniciativas ainda mais abrangentes que serão lançadas ao longo do segundo semestre”.
Para o segundo semestre, a Sou Segura prevê um novo ciclo do Programa de Mentoria, a abertura de uma nova turma do Comitê Juntos por Elas, voltado a debates sobre inclusão e cultura organizacional, além da participação em painéis do Festival Dive In e da realização da Premiação Sou Segura, que reconhece empresas e lideranças ligadas à promoção da equidade de gênero no mercado de seguros.
]]>Corretor precisa ir além da operação, diz Dhomo INS
https://revistaapolice.com.br/2026/07/corretor-precisa-ir-alem-da-operacao-diz-dhomo-ins/
Fri, 17 Jul 2026 12:00:02 +0000https://revistaapolice.com.br/?p=140989A inteligência artificial tem ocupado espaço crescente nas discussões sobre o futuro do mercado de seguros. Para a Dhomo INS, empresa voltada à educação estratégica para o setor, o principal desafio para os corretores não é a adoção da tecnologia em si, mas a necessidade de redefinir seu papel em um mercado cuja operação passa […]
]]>A inteligência artificial tem ocupado espaço crescente nas discussões sobre o futuro do mercado de seguros. Para a Dhomo INS, empresa voltada à educação estratégica para o setor, o principal desafio para os corretores não é a adoção da tecnologia em si, mas a necessidade de redefinir seu papel em um mercado cuja operação passa por um processo de automação.
Segundo Genival de Souza e Silva, cofundador da empresa, o debate ainda está concentrado na escolha de ferramentas, quando a questão central é a forma como o corretor continuará gerando valor para o cliente. “O maior risco para o corretor não é a inteligência artificial. É continuar exercendo uma atividade que a inteligência artificial fará melhor, mais rápido e com menor custo”, afirma.
Na avaliação da empresa, muitos profissionais ainda direcionam seus esforços para identificar quais soluções de inteligência artificial utilizar, enquanto o foco deveria estar na diferenciação da atuação consultiva.
“Vejo muitos corretores perguntando qual IA precisam comprar. A pergunta que importa é outra: por que o cliente continuará precisando de mim quando a parte operacional estiver automatizada? É essa resposta que define onde a tecnologia faz diferença”.
A Dhomo INS defende que a inteligência artificial tende a potencializar o trabalho dos profissionais que atuam de forma consultiva, auxiliando clientes na avaliação de riscos e na tomada de decisão. “Se o corretor atua de forma consultiva, entende o risco do cliente e ajuda na decisão, a IA amplia o alcance desse trabalho. Se a atividade se resume a cotar, comparar preço e emitir, a tecnologia só acelera um modelo que já vinha perdendo valor.”
A empresa avalia também que a transformação da distribuição de seguros já está em curso e deve alterar a forma como produtos e serviços chegam aos consumidores. “A arquitetura da distribuição está sendo redesenhada. O seguro passa a estar presente em outras jornadas de consumo, novas plataformas surgem e parte da operação deixa de depender de intervenção humana. Boa parte dos líderes ainda trata isso como previsão, quando o que está em jogo é decisão a tomar.”
Para a Dhomo INS, a incorporação da inteligência artificial deve partir de uma análise sobre quais atividades agregam valor ao cliente e quais podem ser automatizadas. “Antes de escolher qualquer tecnologia, o corretor precisa identificar o que realmente diferencia a sua atuação e o que pode ser automatizado. Quando essa ordem se inverte, investe-se em eficiência para um processo que já deixou de importar.”
Na prática, a empresa afirma que a inteligência artificial já contribui para atividades como organização de carteiras, cruzamento de dados e identificação de oportunidades comerciais. Ainda assim, destaca que aspectos como confiança, interpretação de contexto e aconselhamento permanecem como diferenciais humanos.
“Ela mostra o sinal. Quem constrói confiança, lê o contexto e conduz a decisão continua sendo o corretor”, frisa.
Na avaliação, essa transformação não representa o fim da corretagem, mas uma mudança na forma de atuação dos profissionais. “A tecnologia não elimina o bom profissional. Ela torna evidente a diferença entre quem entrega uma apólice e quem entrega inteligência para o cliente decidir melhor”, comenta
]]>Alper inaugura nova sede em Cruz Alta (RS)
https://revistaapolice.com.br/2026/07/alper-inaugura-nova-sede-em-cruz-alta-rs/
Thu, 16 Jul 2026 20:36:25 +0000https://revistaapolice.com.br/?p=140982A Alper Seguros inaugurou uma nova sede em Cruz Alta (RS), como parte da estratégia de expansão da companhia no Rio Grande do Sul. Segundo a empresa, a mudança acompanha o crescimento da operação no estado e busca ampliar a capacidade de atendimento a clientes e parceiros na região. A nova unidade foi projetada para […]
]]>A Alper Seguros inaugurou uma nova sede em Cruz Alta (RS), como parte da estratégia de expansão da companhia no Rio Grande do Sul. Segundo a empresa, a mudança acompanha o crescimento da operação no estado e busca ampliar a capacidade de atendimento a clientes e parceiros na região.
A nova unidade foi projetada para atender ao aumento da equipe e oferecer uma estrutura mais ampla para as atividades da operação local. A companhia afirma que o escritório também funcionará como um ponto de apoio para fortalecer sua atuação no interior do estado.
Para Luciano Lima, vice-presidente de Filiais, Personal Lines e Massificados da Alper, o investimento está alinhado ao plano de crescimento da empresa no mercado gaúcho.
“Estamos executando com muita solidez a nossa estratégia de expansão no Rio Grande do Sul. A Alper seguirá investindo firmemente nas regiões em que acredita, buscando sempre o melhor para os nossos colaboradores e clientes. Esse novo espaço reforça nosso compromisso de longo prazo com o Estado, consolidando nossa liderança e nos preparando para os próximos anos de crescimento sustentável”, destaca Lima.
De acordo com a companhia, o novo escritório conta com uma estrutura mais ampla que a unidade anterior, incluindo estacionamento para clientes e parceiros e espaços voltados às atividades da equipe.
A Alper informa ainda que os colaboradores acompanharam o processo de implantação da nova sede desde a escolha do imóvel até a conclusão da obra.
Segundo Thiago Lins, diretor da Alper na região, a mudança acompanha a evolução da operação no estado. “O espaço antigo era ótimo, mas a Alper é uma empresa que está sempre evoluindo e essa nova fase pedia uma casa nova. Entregamos ao nosso time um ambiente moderno, amplo e que estimula a alta performance. Aos nossos clientes e parceiros regionais, essa estrutura traz a certeza absoluta de que estamos investindo na cidade, nas pessoas e no desenvolvimento econômico regional, reforçando nossa proximidade e capacidade de entrega”, afirma Lins.
Com a nova unidade em operação, a companhia pretende ampliar sua atuação nos segmentos de seguros corporativos, linhas pessoais e seguros massificados no Rio Grande do Sul.
]]>Universeg ganha trilha sobre comunicação assertiva
https://revistaapolice.com.br/2026/07/universeg-ganha-trilha-sobre-comunicacao-assertiva/
Thu, 16 Jul 2026 20:05:22 +0000https://revistaapolice.com.br/?p=140978O Grupo Bradesco Seguros disponibilizou uma nova trilha de aprendizagem no Espaço Universeg voltada ao desenvolvimento de habilidades de comunicação. Intitulada “Aprendendo sobre Comunicação”, a iniciativa reúne conteúdos gratuitos que abordam diferentes formas de comunicação e práticas para aprimorar as relações pessoais e profissionais. Segundo a companhia, a proposta é contribuir para o desenvolvimento de […]
]]>O Grupo Bradesco Seguros disponibilizou uma nova trilha de aprendizagem no Espaço Universeg voltada ao desenvolvimento de habilidades de comunicação. Intitulada “Aprendendo sobre Comunicação”, a iniciativa reúne conteúdos gratuitos que abordam diferentes formas de comunicação e práticas para aprimorar as relações pessoais e profissionais.
Segundo a companhia, a proposta é contribuir para o desenvolvimento de competências relacionadas à comunicação clara, empática e eficiente, consideradas cada vez mais relevantes no ambiente de trabalho.
A trilha é composta por três conteúdos: o e-book “Aprimore os seus relacionamentos com a Comunicação Não Violenta (CNV)”, que apresenta os princípios da Comunicação Não Violenta; o e-book “Comunicação Eficaz”, com orientações sobre comunicação verbal, não verbal, escrita e visual; e a aula online “Comunicação Assertiva – Faça sua voz ser ouvida”, que propõe reflexões sobre o impacto da linguagem nas interações do dia a dia.
De acordo com o Grupo Bradesco Seguros, os materiais foram desenvolvidos com abordagem prática e acessível, incentivando o aprimoramento das habilidades de comunicação em diferentes contextos.
“A comunicação está diretamente ligada à forma como as pessoas se relacionam e constroem confiança no dia a dia. Ao investir em conteúdos sobre o tema, buscamos incentivar o desenvolvimento de habilidades que contribuam para interações mais claras, empáticas e conscientes, tanto no ambiente profissional quanto nas relações pessoais”, afirma Andrea Carrasco, superintendente sênior de Recursos Humanos do Grupo Bradesco Seguros.
]]>Pequenos arranhões já não significam acionar a seguradora
https://revistaapolice.com.br/2026/07/pequenos-arranhoes-ja-nao-significam-acionar-a-seguradora/
Thu, 16 Jul 2026 19:19:50 +0000https://revistaapolice.com.br/?p=140973Levantamento da Maxpar aponta alta de 28% no mercado de assistência automotiva, impulsionada pelo aumento dos custos de reparo e pela busca por alternativas ao acionamento da franquia.
]]>EXCLUSIVO – Um risco na porta do carro, uma pequena amassadura no para-choque ou um dano causado em uma manobra de estacionamento naquele dificilmente representam um grande acidente. Ainda assim, esses pequenos imprevistos costumam gerar um dilema para o motorista: arcar com um reparo que pode custar milhares de reais ou acionar o seguro tradicional e comprometer o bônus da apólice, muitas vezes para resolver um prejuízo inferior ao valor da franquia.
Esse cenário vem impulsionando um segmento que, até poucos anos atrás, era visto apenas como um benefício complementar das apólices. As assistências automotivas voltadas para pequenos reparos passaram a ocupar um espaço cada vez maior na jornada do segurado ao oferecer soluções para danos de baixa monta, como riscos, pequenas colisões, reparos em rodas, pneus, para-brisas e retrovisores, reduzindo o desembolso do cliente e evitando, em muitos casos, o acionamento do seguro principal.
A mudança acompanha uma transformação do próprio mercado automotivo brasileiro. O custo de manutenção dos veículos continua em trajetória de alta, enquanto a frota nacional cresce e os automóveis incorporam tecnologias cada vez mais sofisticadas, tornando qualquer reparo mais complexo do que há alguns anos.
Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostram que o serviço de conserto de automóveis encerrou 2025 com alta acumulada de 6,94%, percentual superior à inflação oficial do período, de 4,26%. A pressão permaneceu em 2026. Até abril, o serviço acumulava aumento de 3,38% no ano e de 5,41% nos últimos 12 meses. Somente em abril, os serviços de pintura automotiva registraram elevação de 4,22%, refletindo o encarecimento gradual da manutenção dos veículos.
Ao mesmo tempo, mais veículos circulam pelas ruas brasileiras. Dados da Secretaria Nacional de Trânsito (Senatran) mostram que a frota nacional passou de 129,1 milhões de veículos, em dezembro de 2025, para aproximadamente 131,8 milhões em junho deste ano. Somente nesse intervalo, cerca de 2,7 milhões de veículos foram incorporados ao cadastro nacional, ampliando também o universo de consumidores potencialmente expostos a pequenos sinistros e à necessidade de serviços de reparação.
Na avaliação do mercado de assistência, esse conjunto de fatores tem alterado a forma como consumidores e seguradoras enxergam as assistências automotivas. O que antes era percebido apenas como um diferencial agregado à apólice passa a assumir um papel mais estratégico, especialmente diante da crescente dificuldade de justificar o acionamento do seguro tradicional para danos de menor valor.
Segundo um levantamento interno da Maxpar, empresa especializada em assistência automotiva, esse mercado registrou crescimento de 28% nos últimos cinco anos. O indicador considera a evolução do volume de atendimentos realizados pela companhia e, de acordo com a empresa, reflete uma combinação de fatores que envolve maior percepção de valor por parte dos consumidores, ampliação da oferta pelas seguradoras e fortalecimento do canal de distribuição por meio dos corretores.
“Com base no volume de atendimentos que realizamos mensalmente, percebemos um crescimento exponencial desse mercado. Isso acontece pela qualidade das assistências, pela percepção de valor do cliente, pelo aumento do comissionamento para os corretores e também pela melhora do pós-venda para seguradoras e corretores”, afirma Raphael Ribeiro, gerente de Relacionamento com Corretores da Maxpar.
A lógica tradicional do seguro automóvel foi construída para proteger o patrimônio do segurado diante de eventos de maior impacto, como colisões de grande monta, roubos, furtos ou perda total. No dia a dia, porém, boa parte das ocorrências envolve danos menores, cujo custo nem sempre justifica o acionamento da cobertura principal.
Nesses casos, o segurado costuma enfrentar um impasse: Se optar pelo reparo particular, pode desembolsar um valor elevado, especialmente diante da alta no preço das peças e da mão de obra especializada. Ou a escolha em acionar o seguro, que além do pagamento da franquia, poderá comprometer sua classe de bônus na renovação da apólice. Foi justamente para atender essa lacuna que as assistências voltadas para pequenos reparos passaram a ganhar espaço dentro do mercado segurador.
“Na prática, as ‘Maxassistências’ surgiram para ocupar essa lacuna. Muitas vezes, o cliente não atingia o valor da franquia do casco ou, quando atingia, precisava escolher entre pagar um alto valor por conta própria ou desembolsar a franquia para acionar o seguro. Com as assistências de reparo de lataria e pintura premium, ele passa a ter uma alternativa para resolver esses danos com qualidade e menor custo”, explica Ribeiro.
Na prática, essas coberturas funcionam como uma camada intermediária entre o pagamento integral do reparo e o acionamento da apólice tradicional. Dependendo do produto contratado, o segurado pode contar com cobertura para serviços específicos, como reparos de lataria, pintura, rodas, pneus, para-brisas e até substituição de determinados componentes, mediante limites financeiros previamente estabelecidos em contrato.
Essa lógica também beneficia as seguradoras. Ao direcionar pequenos danos para produtos específicos de assistência, reduz-se o volume de acionamentos do seguro principal, preservando a estrutura da carteira e permitindo que a cobertura tradicional permaneça concentrada em eventos de maior severidade.
Mais do que uma alternativa financeira, especialistas avaliam que esse movimento acompanha uma mudança no comportamento do consumidor. Em vez de utilizar o seguro apenas em situações extremas, cresce a busca por soluções capazes de resolver problemas cotidianos de forma rápida, com menor burocracia e previsibilidade de custos.
É justamente nesse ponto que as assistências começam a deixar de ser percebidas apenas como um serviço complementar para assumir uma posição mais estratégica dentro do ecossistema do seguro automóvel.
Onde será que o cliente esta ‘economizando’?
O avanço desse modelo de assistência também está relacionado à possibilidade de reduzir significativamente o custo de determinados reparos, principalmente em componentes que sofreram forte valorização nos últimos anos em razão do aumento do preço das peças, da mão de obra especializada e da maior complexidade tecnológica dos veículos.
Um exemplo citado pela Maxpar ilustra esse cenário. Segundo a empresa, a substituição completa do para-choque de um utilitário esportivo da Jeep pode chegar a aproximadamente R$ 15 mil, considerando peça, pintura e instalação. Já um cliente que possua contratada a assistência de reparo de lataria e pintura premium desembolsaria R$ 745, conforme as condições previstas na cobertura.
A comparação considera uma assistência que contempla a substituição do para-choque e de peças complementares, além de um limite de R$ 1,5 mil para cobrir pintura e instalação. Embora os valores variem conforme o modelo do veículo e as condições da cobertura contratada, o exemplo demonstra como esse tipo de serviço pode reduzir significativamente o impacto financeiro de um dano de pequena monta.
“Através da seguradora e do corretor, o cliente consegue contratar essa assistência e contar com todos esses benefícios”, afirma Ribeiro.
Para o executivo, o principal ganho não está apenas na economia imediata, mas também na possibilidade de preservar a cobertura principal para situações em que ela realmente será necessária.
Embora sejam chamados de “pequenos reparos”, esse tipo de ocorrência representa uma parcela significativa das demandas enfrentadas pelos motoristas ao longo da vida útil do veículo. Segundo a Maxpar, os atendimentos mais frequentes envolvem danos de baixa monta, especialmente em componentes mais expostos ao uso diário. Entre os serviços mais solicitados estão:
pequenos amassados na lataria;
riscos na pintura;
danos em rodas;
pneus;
para-brisas;
retrovisores.
Em comum, essas ocorrências costumam apresentar um custo inferior ao da franquia do seguro tradicional ou gerar dúvidas sobre a conveniência econômica de acionar a apólice. “O principal volume de atendimentos está justamente nos danos de pequena monta que ficam abaixo da franquia do casco”, explica Ribeiro.
A rapidez na execução do serviço também aparece como um diferencial. Em muitos casos, o segurado consegue resolver o problema sem abrir um processo completo de sinistro, reduzindo etapas burocráticas e o tempo de indisponibilidade do veículo.
Outro fator que ajuda a explicar o crescimento das assistências automotivas é a própria evolução tecnológica dos veículos. Itens como câmeras, radares, sensores de estacionamento, assistentes de permanência em faixa e sistemas de frenagem automática — reunidos nas tecnologias conhecidas como ADAS (Advanced Driver Assistance Systems) — passaram a equipar não apenas veículos premium, mas também modelos de categorias intermediárias e de entrada.
Embora tragam ganhos importantes de segurança, esses equipamentos também elevaram o custo dos reparos. Hoje, componentes tradicionalmente associados apenas à funilaria, como para-choques, retrovisores e para-brisas, passaram a abrigar sensores eletrônicos que exigem substituição específica, calibração e equipamentos especializados após qualquer intervenção.
Na visão da CNseg, a incorporação de tecnologias embarcadas e dispositivos de segurança vem aumentando a complexidade das oficinas e o custo das reparações automotivas, tendência que tende a se intensificar com a renovação da frota e a expansão dos veículos eletrificados.
Na avaliação de Ribeiro, essa transformação também exige uma evolução constante do próprio mercado de assistência. “É necessário atualizar continuamente a capacidade técnica para acompanhar essa evolução. As assistências também precisam evoluir para atender veículos cada vez mais tecnológicos e mostrar ao consumidor que estão preparadas para esse novo cenário”, destaca
Na prática, um impacto de baixa velocidade que antes exigia apenas pintura ou alinhamento da peça pode envolver agora a substituição de sensores, calibração de câmeras e diagnóstico eletrônico, elevando significativamente o custo final do reparo.
Um novo espaço para o corretor
Além dos benefícios para o consumidor, o crescimento das assistências automotivas também amplia as possibilidades de atuação dos corretores de seguros. Tradicionalmente lembrado apenas no momento da contratação ou da renovação da apólice, o corretor passa a manter contato mais frequente com o cliente ao oferecer soluções para situações que fazem parte da rotina de quem utiliza o veículo diariamente.
Na visão da Maxpar, esse relacionamento contínuo fortalece o pós-venda e cria oportunidades para ampliar a receita sem depender exclusivamente da conquista de novos segurados. “O principal ganho é a capacidade de gerar maior receita utilizando a mesma base de clientes. O esforço comercial é menor porque já existe relacionamento. Além disso, como as assistências têm alta utilização, aumentam também a frequência de contato entre segurado e corretor”, afirma Ribeiro.
Essa mudança acompanha uma tendência observada em diferentes segmentos do mercado segurador: transformar a apólice em um instrumento de relacionamento contínuo, oferecendo serviços que acompanhem o cliente durante toda a vigência do contrato e não apenas quando ocorre um sinistro de grande impacto.
Nesse contexto, as assistências deixam de ser vistas apenas como um benefício adicional para assumir um papel estratégico tanto na experiência do segurado quanto na fidelização das carteiras. O crescimento das assistências automotivas reflete uma mudança mais ampla na forma como consumidores enxergam a proteção do veículo. Se antes o seguro era lembrado principalmente diante de grandes acidentes, roubos ou perda total, hoje cresce a demanda por soluções capazes de resolver problemas cotidianos com menor custo, rapidez e previsibilidade.
Ao mesmo tempo em que os reparos ficam mais caros, os veículos incorporam tecnologias mais sofisticadas e a frota brasileira continua em expansão, ampliando o potencial de utilização desses serviços.
Nesse cenário, a assistência automotiva deixa de ocupar um papel secundário dentro da apólice para se consolidar como uma ferramenta capaz de complementar a cobertura tradicional, reduzir despesas para o segurado e fortalecer o relacionamento entre clientes, corretores e seguradoras.
Mais do que evitar o pagamento de uma franquia, esses serviços passam a representar uma nova lógica de proteção: uma em que o seguro não é acionado apenas para grandes eventos, mas é complementado por soluções específicas para as necessidades do dia a dia do motorista.
]]>Busca por eletrificados seminovos cresce 151,9%
https://revistaapolice.com.br/2026/07/busca-por-eletrificados-seminovos-cresce-1519/
Thu, 16 Jul 2026 14:08:55 +0000https://revistaapolice.com.br/?p=140971A busca por veículos eletrificados seminovos vem ganhando força no Brasil. Pesquisa da Timelens, empresa de inteligência de dados da FutureBrand São Paulo especializada na cultura automotiva, mostra que as conversas nas redes sociais sobre esse segmento cresceram 151,9% nos últimos cinco anos. No mesmo período, as menções a veículos seminovos e usados com motor […]
]]>A busca por veículos eletrificados seminovos vem ganhando força no Brasil. Pesquisa da Timelens, empresa de inteligência de dados da FutureBrand São Paulo especializada na cultura automotiva, mostra que as conversas nas redes sociais sobre esse segmento cresceram 151,9% nos últimos cinco anos. No mesmo período, as menções a veículos seminovos e usados com motor a combustão avançaram 141,3%.
O levantamento analisou mais de 110 milhões de menções online e aponta que o interesse pela eletrificação começa a avançar também no mercado de segunda mão, em um cenário marcado pelo alto custo dos veículos novos.
Os dados comprovam que tratar a eletrificação no Brasil apenas como uma disputa por lançamentos de carros zero quilômetro não faz sentido. O estudo também revela um movimento silencioso, mas de alto impacto: embora o debate geral sobre usados e seminovos ainda represente uma parcela muito pequena das conversas sobre automóveis nas redes (com apenas 1% e 3% de participação, respectivamente), é dentro desse nicho que a virada está acontecendo.
“Em um cenário de preços distorcidos e alta volatilidade no mercado de novos, o consumidor brasileiro adotou uma postura altamente pragmática. Ele busca acesso e porto seguro no mercado de segunda mão à procura de previsibilidade e melhor relação de custo-benefício”, afirma Filippo Vidal, sócio e diretor da FutureBrand São Paulo.
Ao analisar as tecnologias preferidas nesse mercado secundário, a pesquisa mostra caminhos distintos: os 100% Elétricos (BEVs) concentram o maior volume absoluto de conversas entre os usados e seminovos eletrificados, somando 5.275 menções específicas; já os Híbridos Plug-in (PHEVs) são os responsáveis por puxar o crescimento mais acelerado no segmento, com uma alta expressiva de 187,31% no período analisado. Por fim, os HEV (Híbridos Convencionais) lideram em volume com 199.940 menções , mas apresentam decrescimento de 44,97%, indicando uma possível saturação dos temas relacionados a esta tecnologia.
“As marcas que conseguirem reduzir a percepção de risco, especialmente em torno de bateria, durabilidade e revenda, terão vantagem competitiva na expansão da eletrificação além do mercado de veículos novos”, afirma Filippo.
O avanço dos seminovos eletrificados vem acompanhado de novas e profundas dúvidas por parte dos motoristas. As discussões online são dominadas por receios em torno da durabilidade da bateria, desvalorização acelerada, valor de revenda e o medo da obsolescência tecnológica.
“A eletrificação nos usados e seminovos não depende apenas de desejo ou inovação, mas de segurança percebida. O consumidor não olha apenas para a tecnologia, ele exige confiança a longo prazo. As marcas, concessionárias e plataformas que conseguirem reduzir essa sensação de risco no pós-compra e garantirem o valor de revenda terão a verdadeira vantagem competitiva na próxima etapa da eletrificação no Brasil”, complementa.
O estudo conclui que massificar a transição energética no Brasil dependerá, obrigatoriamente, de tornar a compra de segunda mão mais segura e previsível para o motorista.