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]]>O acordo prevê o desenvolvimento conjunto de programas educacionais voltados à cultura securitária, além da realização de pesquisas, produção de artigos acadêmicos e promoção de eventos presenciais e on-line voltados aos profissionais do setor jurídico.
Outro ponto de destaque da parceria é a criação de uma política de concessão de bolsas de estudo destinada a associados, empregados, dependentes e prestadores de serviços da OAB-RJ, ampliando o acesso às iniciativas de capacitação oferecidas pela ENS.
Para o presidente da ENS, Lucas Vergilio, a cooperação representa um marco para o aperfeiçoamento dos profissionais do Direito que atuam no estado do Rio de Janeiro. “Na ENS, acreditamos que a educação continuada é o instrumento mais eficaz para desenvolver carreiras e instituições. Ao somar esforços com a OAB-RJ, estamos agregando a tradição e a expertise de duas entidades que são referência em suas áreas de atuação, para criar oportunidades valiosas a advogados, estudantes e demais profissionais que buscam aprimorar conhecimentos e expandir competências”, afirmou.
O superintendente de Marketing e Vendas da Escola, Luiz Mattua, destacou que a iniciativa contribuirá para fortalecer a formação em áreas estratégicas para o mercado segurador. “Sabemos que o Direito do Seguro é um campo de conhecimento muito valorizado em nosso setor, no qual a ENS tem grande tradição, com programas educacionais de excelência. Agora, estamos nos unindo a outra instituição grandiosa, que defende os interesses de uma categoria muito respeitada e de fundamental importância para a sociedade”, disse.
Segundo as instituições, as primeiras ações decorrentes da parceria deverão ser implementadas ainda este ano, com a realização de atividades conjuntas voltadas à capacitação profissional e ao desenvolvimento do conhecimento técnico sobre seguros e sua interface com o universo jurídico.
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]]>The post FF Seguros mira expansão de 30% no mercado de E&O em 2026 appeared first on Revista Apólice.
]]>Segundo Daniel Camargo, superintendente de Subscrição e Produtos da seguradora, o avanço é resultado da estratégia adotada nos últimos anos para oferecer soluções específicas para diferentes categorias profissionais. Em 2025, a empresa registrou R$ 127 milhões em prêmios emitidos no segmento e encerrou o período com aproximadamente 104 mil apólices ativas.
Atualmente, o portfólio de E&O da FF Seguros contempla coberturas voltadas para médicos, dentistas e outros profissionais da saúde, corretores de seguros, contabilistas, notários e registradores, além de engenheiros e arquitetos.
A maior demanda concentra-se no segmento médico, seguido pelos profissionais da odontologia. De acordo com a companhia, um dos diferenciais do produto é a cobertura integral das atividades desses profissionais, incluindo especialidades como cirurgia plástica e procedimentos de harmonização facial, nichos ainda pouco explorados por parte do mercado segurador.
Outro pilar da estratégia é a digitalização do processo de contratação. Segundo o executivo, 98% das emissões já são realizadas por meio da plataforma online da empresa, permitindo que corretores emitam apólices em menos de um minuto. “Todos os produtos digitais foram desenhados com foco em simplicidade, praticidade e agilidade”, afirma.
A FF Seguros conta atualmente com cerca de 8 mil corretores cadastrados e prepara, para o segundo semestre de 2026, sua primeira grande campanha de incentivo e atração de parceiros comerciais. A iniciativa deverá incluir ações regionais, treinamentos e o lançamento de novos produtos.
A companhia também destaca que mantém um processo contínuo de revisão de suas soluções, incorporando sugestões dos corretores e adequando as coberturas às mudanças regulatórias. As apólices já foram atualizadas para atender às exigências do novo marco legal dos seguros, em vigor desde dezembro de 2025.
Entre os diferenciais competitivos apontados pela seguradora está a flexibilidade na definição dos custos de defesa jurídica. “O corretor e o segurado podem definir qual percentual do limite da apólice será destinado aos custos de defesa e quanto ficará disponível para as demais coberturas”, explica Camargo.
No caso específico do seguro voltado para corretores de seguros, o produto ainda contempla cobertura para atividades de certificação digital, permitindo que diferentes riscos sejam concentrados em um único contrato.
A combinação entre tecnologia, subscrição especializada e gestão técnica tem contribuído para resultados positivos no segmento. O desempenho obtido no seguro de responsabilidade civil médica, por exemplo, vem permitindo à FF Seguros ampliar sua atuação em modalidades historicamente mais desafiadoras, como a cobertura destinada a contabilistas.
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]]>The post Seguro de Vida avança no Paraná appeared first on Revista Apólice.
]]>Tradicionalmente associado à proteção financeira em caso de morte do provedor da família, o seguro de vida vem ampliando sua atuação com coberturas voltadas ao próprio segurado. Entre os destaques estão as garantias para doenças graves e a Diária por Incapacidade Temporária (DIT), que assegura renda durante afastamentos por problemas de saúde.
A evolução dessas soluções tem impulsionado a demanda pelo produto. Apenas a cobertura para doenças graves registrou crescimento de 19,7% no volume de contratações em todo o Brasil ao longo de 2025.
Para profissionais liberais e empresários, essas proteções também representam um importante mecanismo de continuidade financeira. Em casos de afastamento por doença, invalidez ou falecimento, as indenizações podem contribuir para a manutenção das atividades empresariais, preservação de empregos e cumprimento de compromissos financeiros.
A disseminação da cultura do seguro é um dos focos da Semana do Seguro de Curitiba, realizada entre os dias 14 e 20 de junho por entidades representativas do setor em parceria com a Prefeitura de Curitiba e a Câmara Municipal. A programação reúne ações de conscientização sobre a importância da proteção securitária para a população.
Para a diretora do Sindicato das Seguradoras do Paraná e Mato Grosso do Sul (Sindseg PR/MS), Elis Moes, o crescimento do segmento reflete uma mudança na percepção da sociedade em relação ao produto. “A Semana do Seguro de Curitiba é uma oportunidade para desmistificar o seguro de vida, um convite à reflexão sobre a importância de se preparar para o futuro, garantir tranquilidade e a segurança daqueles que dependem de nós”, afirma.
De acordo com representantes do setor, episódios recentes como a pandemia de Covid-19, as enchentes no Rio Grande do Sul em 2024 e eventos climáticos extremos, como o vendaval que atingiu Rio Bonito do Iguaçu no fim do ano passado, contribuíram para elevar a percepção de risco e estimular a contratação do seguro de vida.
Para evitar que esse movimento perca força após períodos de maior impacto, entidades como o Sindseg PR/MS e o Sindicato dos Corretores de Seguros do Paraná (Sincor-PR) mantêm ações permanentes de conscientização. O esforço também ganhou reforço institucional com a criação da Lei nº 16.618, que instituiu oficialmente a Semana do Seguro e ampliou a participação do poder público na promoção da educação securitária.
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]]>The post Sincor-RJ promove palestra sobre IA voltada a corretoras appeared first on Revista Apólice.
]]>A palestra será conduzida pelo professor Arley Boullosa, que mostrará como os corretores podem incorporar ferramentas de inovação e inteligência artificial em suas operações, explorando oportunidades para aumentar a eficiência, aprimorar processos e fortalecer a competitividade das corretoras.
O evento poderá ser acompanhado de forma presencial, na sede do Sincor-RJ, localizada na Rua dos Mercadores, nº 10, no Centro do Rio de Janeiro, ou remotamente, permitindo maior participação de profissionais de diferentes localidades.
Para os participantes que optarem pela modalidade presencial, o sindicato oferecerá um café da manhã e um momento dedicado ao networking a partir das 9h, antecedendo o início das atividades, previsto para as 9h30.
As vagas são limitadas. Até o dia 23 de junho, as inscrições estarão disponíveis exclusivamente para associados do Sincor-RJ, que terão prioridade na reserva. Após essa data, as vagas remanescentes serão abertas também para não associados.
A entidade lembra que cada corretora associada poderá inscrever até cinco colaboradores para participar do encontro, ampliando o acesso das equipes ao conteúdo voltado à inovação e ao uso estratégico da inteligência artificial no mercado de seguros.
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]]>The post Nova legislação do seguro rural incentiva proteção no campo appeared first on Revista Apólice.
]]>Na prática, a iniciativa pretende tornar o seguro rural mais acessível, eficiente e atrativo tanto para produtores quanto para seguradoras, além de incentivar operações de crédito vinculadas à contratação da cobertura. Entre os benefícios previstos estão condições diferenciadas de financiamento, com possibilidade de taxas de juros menores, prazos mais favoráveis e prioridade na concessão de crédito.
O texto, de autoria da senadora Tereza Cristina (PP-MS) e relatado na Câmara pelo deputado Pedro Lupion (Republicanos-PR), presidente da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), também abre caminho para o fortalecimento do chamado Fundo Catástrofe, criado em 2010 para dar suporte ao sistema de seguro rural em cenários de perdas generalizadas, mas que nunca entrou efetivamente em operação.
Pela proposta, o fundo poderá contar com a participação de seguradoras, resseguradoras, cooperativas agropecuárias e empresas das cadeias produtivas, ampliando sua capacidade de financiamento. O projeto ainda preserva a isenção de tributos federais sobre operações de seguro rural e permite a criação de subfundos destinados a segmentos específicos do agronegócio.
Outro ponto considerado estratégico é a possibilidade de utilização de recursos do Programa de Garantia da Atividade Agropecuária (Proagro) para reforçar o seguro rural, desde que haja disponibilidade orçamentária e sem comprometer o funcionamento do próprio programa.
Além disso, o texto estabelece que os recursos destinados ao seguro rural permaneçam garantidos no orçamento do Ministério da Agricultura, vedando bloqueios ou contingenciamentos dessas verbas e oferecendo maior previsibilidade para o financiamento das subvenções ao prêmio do seguro.
Para o presidente do Sindicato dos Corretores de Seguros de Minas Gerais (Sincor-MG), Gustavo Bentes, a aprovação representa um passo importante para fortalecer a gestão de riscos no campo. “A nova legislação traz mais segurança jurídica, fortalece os mecanismos de proteção ao produtor rural e cria condições para ampliar a cultura do seguro no campo. Em um cenário de mudanças climáticas e aumento dos riscos na produção agrícola, ter um sistema de seguro rural mais estruturado é fundamental para garantir estabilidade econômica ao setor”, afirma.
A expectativa do mercado é que o novo marco contribua para ampliar a penetração do seguro rural no Brasil, considerado um instrumento essencial para mitigar perdas financeiras e garantir maior estabilidade ao agronegócio diante do aumento da frequência e intensidade dos eventos climáticos extremos.
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]]>The post Santa Catarina lidera em crimes digitais no país appeared first on Revista Apólice.
]]>O avanço da modalidade acompanha a escalada dos crimes virtuais no estado. De acordo com o Anuário Brasileiro de Segurança Pública 2025, os golpes eletrônicos em Santa Catarina cresceram 9,5% entre 2023 e 2024. A taxa de estelionato eletrônico catarinense chegou a 903,8 casos por 100 mil habitantes, um índice mais de quatro vezes superior à média nacional, de 2006 ocorrências por 100 mil habitantes.
Os impactos financeiros desses ataques também aparecem nos dados do setor segurador. O pagamento de indenizações do Seguro Cibernético em Santa Catarina registrou crescimento de 33,3% no acumulado de 12 meses até março de 2026, totalizando R$ 22 mil.
Apontado no Atlas da Violência 2026, Santa Catarina consolidou-se como o segundo estado mais seguro do país em letalidade e vem registrando quedas históricas consistentes nos crimes patrimoniais com violência direta. Ao mesmo tempo, o estado se destaca nacionalmente pelo avanço acelerado dos delitos digitais, especialmente dos golpes eletrônicos.
Para o presidente do Sindicato das Seguradoras de Santa Catarina (SindsegSC), João Amato, o aumento das transações digitais ajuda a explicar esse movimento. “Com o crescimento exponencial do volume de transações bancárias por canais digitais, os criminosos estão migrando para o ambiente virtual por conta do menor risco e do maior potencial de perda financeira para as vítimas”, afirma.
Ainda de acordo com o Atlas da Violência 2026, entre 2020 e 2024, as transações digitais passaram a representar 81,5% de todas as operações bancárias realizadas no país, ampliando a exposição de empresas e pessoas aos riscos cibernéticos.
Segundo Victor Perego, membro da Subcomissão de Linhas Financeiras da FenSeg, o avanço dos ataques digitais tem levado empresas a encarar a cibersegurança como um tema estratégico de gestão de riscos. “O risco cibernético deixou de ser visto apenas como uma questão de tecnologia e passou a ocupar espaço nas agendas de governança, compliance e continuidade dos negócios. Nesse contexto, o seguro cyber ganha relevância não apenas pela proteção financeira que oferece após um incidente, mas também por integrar uma estratégia mais ampla de resiliência operacional e preparação das empresas para enfrentar ameaças cada vez mais frequentes e sofisticadas.”
O Seguro de Riscos Cibernéticos oferece proteção para empresas e profissionais diante de prejuízos financeiros causados por ataques virtuais, invasões de sistemas, vazamento de dados, violação de propriedade intelectual e outras ameaças digitais.
A cobertura também pode incluir danos à imagem e à reputação da empresa, além de perdas decorrentes da interrupção das atividades do segurado. Outra proteção importante é o amparo em situações em que clientes, parceiros comerciais ou órgãos reguladores acionem judicialmente a empresa por falhas de segurança. A modalidade pode ser contratada por empresas e organizações de diferentes portes, com possibilidade de extensão da cobertura para diretores, conselheiros, sócios e empregados.
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]]>The post Mercado do Norte e Nordeste cresce 7,9% appeared first on Revista Apólice.
]]>O desempenho positivo foi sustentado pela expansão em praticamente todos os segmentos analisados, evidenciando o fortalecimento da cultura da proteção entre consumidores e empresas da região. Segundo o presidente do Sindsegnne, Carlos Luna, os números refletem um cenário de amadurecimento do mercado e de maior conscientização da população sobre a importância do seguro como instrumento de proteção financeira. Para ele, esse movimento também é impulsionado pela maior capacitação dos corretores e pela crescente procura desses profissionais por soluções capazes de atender, de forma mais adequada, às necessidades de proteção de seus segurados.
“Enquanto o país ainda apresenta um cenário de estabilidade, o Norte e Nordeste vêm demonstrando um crescimento consistente em praticamente todos os segmentos. Isso mostra que famílias e empresas estão cada vez mais conscientes da necessidade de proteger seu patrimônio, sua renda e seus projetos”, afirma.
Na área de Danos e Responsabilidades, a região avançou 10,1%, mais que o dobro do resultado nacional, de 4,8%. Já em Coberturas de Pessoas, que engloba produtos como seguro de vida, a região apresentou crescimento de 7,4%, enquanto o Brasil registrou retração de 2,6%. O segmento de Capitalização também seguiu na contramão da média nacional, encerrando o período com alta de 5,6%, frente à queda de 4,6% observada no país.
Entre os estados com resultados acima da média regional destacam-se Acre, Amapá e Roraima, todos com expansão próxima ou superior a 30%. Também apresentaram crescimento expressivo Piauí, Paraíba, Rondônia e Amazonas. No acumulado até março, a arrecadação do setor na área de atuação do Sindsegnne alcançou R$ 10,5 bilhões, o equivalente a 10% dos R$ 104 bilhões movimentados em todo o Brasil.
Para Carlos Luna, os resultados revelam uma mudança no comportamento dos consumidores e das empresas. “Percebemos uma busca cada vez maior por soluções voltadas à proteção das famílias e dos negócios. O seguro deixou de ser visto apenas como uma despesa e passou a ser encarado como um instrumento de planejamento e segurança”, destaca.
Esse movimento pode ser observado em produtos como o seguro de vida, que cresceu 18,7% na região; o seguro viagem, que avançou 21,6%; e a previdência privada, que registrou expansão de 6%, em contraste com a retração verificada no cenário nacional.
Outro destaque do trimestre foi o seguro garantia, com crescimento de 68,1%, e o seguro de responsabilidade civil, que avançou 23,1%, indicadores que, segundo o setor, acompanham a retomada da atividade econômica e a maior preocupação das empresas com a gestão de riscos.
Além do impacto econômico, o mercado segurador também exerce papel relevante na proteção da sociedade. Nos três primeiros meses do ano, as seguradoras devolveram R$ 62,96 bilhões em indenizações, benefícios, resgates e sorteios em todo o país. Desse montante, R$ 2,78 bilhões foram destinados aos estados do Norte e Nordeste abrangidos pelo Sindsegnne.
“Quando ocorre um sinistro, uma doença, um acidente ou uma perda patrimonial, é o seguro que permite a recuperação financeira das famílias e das empresas. Por isso, além de movimentar a economia, o setor desempenha uma importante função social ao devolver recursos à sociedade e contribuir para a estabilidade financeira das pessoas”, conclui o presidente do Sindsegnne.
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]]>The post Especial Tecnologia: é possível sem ela? appeared first on Revista Apólice.
]]>Rascunhos filosóficos à parte, Apólice tenta entender como efetivamente ela vem impactando o mercado de seguros e suas principais variantes. Nas grandes, médias e pequenas seguradoras, a IA deixou de ser projeto-piloto de inovação e virou rotina de backoffice, como aquele sistema legado que todo mundo xinga, mas ninguém vive sem ele. Prova disso está nos estudos recentes que mostram reduções de 30% a 50% no tempo de processamento de sinistros e de atendimento documental. Isso significa menos pilha de processo em cima da mesa e mais decisão saindo no mesmo dia.
Exemplo prático disso é o Agilitá, um projeto lançado em 2022 pela Generali, ou seja, antes do boom de inteligência artificial do mercado, que combina IA, legal analytics, automação robótica (RPA), legal design e ODR (online dispute resolution) em uma plataforma digital integrada. A iniciativa surgiu em meio à desgastante judicialização que cerca o mercado, reconfigurando e otimizando processos judiciais com uma redução inicial de 72% do tempo médio de tramitação das ações. Não significa, entretanto, que a tecnologia tenha convencido o juiz a decidir mais rapidamente.

“Os números reforçam a magnitude da transformação: redução de R$ 86 milhões em reservas, economia de R$ 4,2 milhões em custos com perícias, aumento de 90% na taxa de acordos, mesmo em cenários desfavoráveis, e uma economia projetada superior a R$ 176 milhões em juros e correção monetária pelo encerramento antecipado das ações. A percepção positiva da marca junto aos clientes também avançou de forma relevante. Sob a ótica ESG, o impacto vai além da eficiência financeira. Ao acelerar a resolução de conflitos judiciais, o projeto contribui para a desjudicialização, apoia a eficiência do Poder Judiciário e gera valor social concreto para os segurados”, revela o Chief Insurance Officer da Generali Brasil, Conrado Gordon.
O próximo passo, como revela o executivo, é integrar IA preditiva, generativa e agentes de IA não para simplesmente automatizar processos, mas para transformar operações tradicionalmente burocráticas em estruturas estratégicas, inteligentes e orientadas à experiência do cliente. “O desafio deixa de ser apenas eficiência. Passa a ser a capacidade real de resolver, personalizar e gerar valor percebido pelo consumidor”, destaca Gordon.
Estudo da Confederação Nacional das Seguradoras (CNseg) indica que cerca de 80% delas já utilizam soluções de IA (tanto a tradicional quanto a generativa). A mesma pesquisa mostra que a IA generativa é o grande acelerador recente desses investimentos, com estimativa de R$ 2,3 bilhões em 2025 e R$ 2,6 bilhões em 2026 em iniciativas de IA no setor de seguros no Brasil.
Mas o roteiro não é só de encantamento. O “xis” da questão (ou alerta, como queiram) é apontado por alguns relatórios cujos dados mostram que mais da metade das seguradoras ainda não consegue medir com precisão o retorno dos projetos de IA, tampouco definir claramente quem manda nesse assunto lá dentro. Em vez de redesenhar o processo, muitas empresas colocam a IA em cima do fluxo antigo, o que significa instalar um motor moderno num bonde, que continua preso ao trilho errado.
Apesar desse contexto, como muitos no setor afirmam categoricamente, a IA já entrega ROI (return on investment ou retorno sobre o investimento) concreto em seguros, principalmente em três frentes: automação de sinistros (extração de dados, triagem e decisão), detecção de fraude e eficiência em operações/atendimento e reporting técnico atuarial.

Rodrigo Tabarez, sócio-líder da indústria de seguros na Deloitte, e Jefferson Denti, líder do Deloitte AI Institute, explicam que ainda existe uma diferença importante entre o discurso e a realidade prática dentro das seguradoras. De um lado, dizem os dois consultores, há um avanço consistente na adoção de IA, especialmente com o surgimento da IA generativa, que ampliou significativamente o potencial de automação, análise e interação com clientes. De outro, muitas iniciativas ainda permanecem em estágio de piloto, principalmente porque o principal desafio não está mais na tecnologia em si, mas na capacidade das organizações de estruturar dados, adaptar processos e evoluir seu modelo operacional e de “mindset”. “A nossa experiência recente com seguradoras, somada aos estudos globais da Deloitte, mostra que o setor está entrando em uma nova fase: menos foco em experimentação e mais pressão por captura de valor real, com atenção crescente a governança, risco e escalabilidade”, afirma Tabarez.
O consultor complementa: “A inteligência artificial já entrega ganhos relevantes, mas ainda de forma bastante concentrada em casos com maior escala operacional e volume de dados não estruturados. Em resumo, o ROI já é comprovado, principalmente em eficiência operacional e redução de perdas”, embasa.
CTO da Icatu Seguros, Bernardo Carneiro reconhece esse cenário inicial, porém alvissareiro, sobretudo quando a IA atua sobre processos intensivos em dados, volume e repetição. Isso pode aparecer, por exemplo, como explica o executivo, na triagem e análise de documentos em sinistros, na detecção de fraudes, no apoio à subscrição e no atendimento assistido com redução de tempo, custo e retrabalho. “Acredito também que a próxima fronteira esteja nos agentes autônomos: sistemas capazes de executar fluxos mais completos, consultar bases, cruzar informações, acionar etapas e apoiar decisões com mais autonomia. Mas o ponto crucial é que, no nosso setor, essa autonomia da IA precisa vir acompanhada de governança”, prevê.
No Grupo Bradesco Seguros, por exemplo, a IA já é aplicada na identificação automatizada de avarias veiculares permitindo maior agilidade na análise de danos e reduzindo em até 10% o tempo de devolução dos veículos em casos de sinistro. Outro exemplo da seguradora é o uso de speech analytics com inteligência artificial para análise automatizada de 100% das ligações da central de atendimento, permitindo atuação em tempo real em situações críticas e melhoria contínua da experiência do cliente. “Também utilizamos IA em biometria facial para reembolsos em saúde suplementar, fortalecendo a segurança, reduzindo riscos de fraude e trazendo mais transparência ao processo. Além disso, aplicações em subscrição inteligente e análise documental vêm reduzindo etapas operacionais e ampliando a eficiência dos processos internos”, revela o diretor de Inovação, Digital e Dados do Grupo Bradesco Seguros, José Loureiro.
Na opinião do executivo do Grupo Bradesco, a inteligência artificial já entrega retorno concreto em frentes operacionais estratégicas do setor segurador, especialmente em subscrição, atendimento, prevenção a fraudes e regulação de sinistros. O principal avanço observado, como afirma Loureiro, está na capacidade de reduzir tempo operacional, aumentar a assertividade das análises e melhorar a experiência do cliente.

Bernardo Carneiro aponta três riscos principais da IA Generativa. O primeiro, diz ele, é informacional, já que a IA pode gerar respostas convincentes, mas incorretas, em temas que afetam contratação, cobertura ou orientação ao cliente. Já o segundo é decisório: à medida que esses sistemas passam a apoiar triagem, subscrição e atendimento cresce a exigência de transparência, explicabilidade e revisão humana. E, o terceiro, é de governança, pois o uso de dados pessoais, a dependência de modelos de terceiros e o avanço de agentes mais autônomos tornam rastreabilidade, segurança e responsabilidade questões centrais. “No Brasil, o regulador e todas as entidades estão atentas e em processo de adaptação. Em mercados mais avançados, como a Europa, a supervisão do setor de seguros já discute de forma mais madura temas como viés, explicabilidade, segurança cibernética e supervisão humana. O desafio é construir regras que protejam o consumidor sem engessar aplicações que, quando bem governadas, podem melhorar muito o setor”, analisa.
Para Rodrigo Tabarez, os riscos são claros e estão sendo tratados dentro do arcabouço regulatório brasileiro. Os principais pontos de atenção neste caso são, segundo ele, o viés e discriminação em decisões automatizadas; falta de explicabilidade e de auditabilidade; uso inadequado de dados (LGPD) e possíveis inconsistências em interações automatizadas com clientes. “No Brasil ainda não existe uma regulação específica para IA em seguros, mas de certa forma o uso já está coberto por normas existentes. Por exemplo: a Resolução CNSP 382/2020, que reforça a necessidade de clareza e transparência na relação com o cliente, e a Resolução CNSP 416/2021, que trata diretamente da gestão de riscos e controles internos, incluindo novas tecnologias. Além disso, a Susep vem evoluindo o tema por meio de iniciativas estruturantes, como o sandbox regulatório, permitindo testes controlados, e o open insurance, que cria base de governança e compartilhamento de dados”, atesta Tabarez.
Ouvimos a Superintendência de Seguros Privados (Susep) que, em nota enviada à reportagem, argumenta o seguinte: “O uso mais amplo da IA traz uma série de desafios relacionados à governança, à dependência tecnológica, à explicabilidade dos modelos e à gestão de terceiros. Para seguradoras e corretoras, ganham relevância adicional os riscos associados à proteção de dados pessoais, ao uso responsável de informações sensíveis, à exposição a incidentes cibernéticos, além de riscos legais associados a erros no processo decisório automatizado delegado às IAs. A materialização desses riscos pode gerar impactos tanto em aspectos prudenciais quanto de conduta das supervisionadas, ocasionando eventuais não conformidades regulatórias.”

José Loureiro destaca alguns pontos de atenção importantes que estão relacionados à privacidade de dados, à transparência das decisões automatizadas, aos vieses algorítmicos e à segurança da informação. “No mercado de seguros lidamos com dados extremamente sensíveis. Por isso, o uso de IA exige forte aderência à LGPD [Lei Geral de Proteção de Dados], à governança robusta e aos mecanismos claros de consentimento e de rastreabilidade das informações utilizadas pelos modelos. Outro ponto importante é quando a tecnologia produz respostas fora do contexto ou sem aderência às bases oficiais da companhia. Por isso, trabalhamos com guardrails e delimitações técnicas que garantem que os modelos utilizem apenas fontes autorizadas e confiáveis”, observa Loureiro.
A Susep, em nota, afirma que acompanha o desenvolvimento tecnológico e que vem agindo para adaptar-se a esse novo cenário apresentado pelo rápido avanço da IA: “Nesse sentido, na recente reestruturação da Susep, foi criado, por exemplo, um novo departamento dedicado a ações de SupTech (tecnologia de supervisão), dentro da Diretoria de Supervisão Prudencial (Disup), que tem entre suas principais metas a adoção de modelos e ferramentas de IA no processo de supervisão prudencial. Além disso, em outras diretorias da autarquia, apesar de ainda não haver uma área dedicada diretamente ao tema, já estão sendo desenvolvidos processos de trabalho que levam em conta a SupTech e demais usos de IA.”
As áreas do mercado segurador lideram a adoção (sinistros, fraude, pricing…) da IA já colhem frutos. Bernardo Carneiro diz que a adoção mais madura está atualmente em frentes com alto volume de interações e processos, como atendimento, produtividade comercial, backoffice, sinistros e fraude. São áreas em que a IA e a automação já mostram impacto claro em velocidade, escala, redução de retrabalho e qualidade da execução. Em pricing e subscrição, o potencial, frisa Carneiro, é “enorme”, mas a evolução tende a ser mais cuidadosa, porque envolve explicabilidade, governança e decisões sensíveis para o cliente.
“Na Icatu, temos exemplos concretos dessa aplicação. A AVI, assistente de IA para corretores, apoia a gestão da carteira e torna as interações comerciais mais rápidas e simples. Também somos reconhecidos pelo uso de RPA no backoffice. Nosso centro de excelência governa mais de 72 robôs, que processaram mais de 600 mil transações em 2025, acelerando fluxos e aumentando a consistência operacional. Em sinistros, a digitalização da jornada também reduz fricção e melhora o acompanhamento por clientes, beneficiários e corretores”, salienta Carneiro.
Os impactos mais mensuráveis aparecem principalmente em eficiência operacional e experiência do cliente, lista José Loureiro. Em sinistros, por exemplo, a automação da análise de avarias reduz o tempo de processamento e melhora a produtividade operacional. Loureiro prossegue afirmando que em atendimento, as soluções baseadas em linguagem natural e análise de sentimentos permitem interações mais rápidas, resolutivas e personalizadas.
Os projetos que conseguem escalar normalmente possuem três pilares muito claros, como explica Loureiro: qualidade de dados, integração com o negócio e mudança cultural. “A IA não pode ser tratada apenas como um experimento tecnológico. Os projetos mais bem-sucedidos são aqueles conectados a dores reais do cliente e da operação, com governança estruturada, objetivos mensuráveis e apoio efetivo da liderança. Outro ponto decisivo é a integração entre tecnologia, processos e pessoas. Escalar IA exige revisão de fluxos operacionais, padronização de dados e capacitação contínua das equipes. O principal desafio ainda está justamente na maturidade dos dados e na integração entre sistemas legados. Muitas organizações ainda possuem bases fragmentadas ou processos pouco estruturados, o que limita o potencial da IA em escala”, pontua Loureiro.
Tabarez, da Deloitte, argumenta que hoje já é possível ver um padrão muito claro no mercado: o desafio deixou de ser tecnológico e passou a ser estrutural e organizacional. Projetos que escalam normalmente têm, segundo ele, dados estruturados e governados; integração com processos de negócio; métricas claras de valor (ligadas ao P&L); arquitetura bem definida, com uso de bases de conhecimento confiáveis; governança e gestão de risco desde o desenho; bases de conhecimento bem estabelecidas (Knowledge base); problema de negócio bem definido e capacidade para repensar o trabalho e seus impactos após o uso da IA.
Por outro lado, iniciativas que não escalam costumam enfrentar, como os dois consultores argumentam, dados fragmentados; experimentação, ou seja, excesso de pilotos sem industrialização, o chamado “pilot purgatory”; falta de modelo operacional e de governança claro e, por fim, foco na tecnologia e não no problema de negócio e reestruturação do trabalho. “De forma cada vez mais evidente, há um fator crítico adicional, a necessidade de estruturar change management específico para o tema como parte central da adoção, pois requer uma mudança relevante na forma de trabalhar e passa por redefinição de papéis, revisão de processos ponta a ponta, novas dinâmicas de interação entre humano e tecnologia e capacitação contínua das equipes. Logo, capturar valor em escala passa necessariamente por essa transformação de mindset e modelo operacional, não apenas pela adoção da tecnologia”, abrevia o consultor da Deloitte.
Viés e transparência precisam ser tratados desde a concepção dos modelos e não apenas na etapa final, frisa Bernardo Carneiro. Isso, segundo ele, envolve qualidade e representatividade dos dados, critérios claros de uso, monitoramento contínuo e, sobretudo, capacidade de explicar como a tecnologia apoia determinadas decisões. “Em seguros, esse cuidado é essencial porque estamos falando de relações baseadas em confiança. Na Icatu, esse tema conecta-se a uma agenda mais ampla de governança de dados, privacidade e segurança da informação. Em 2025, conquistamos a certificação ISO 27701:2019 nas três linhas de negócio em que atuamos: seguro de vida, previdência e capitalização. A certificação reconhece a adoção de processos e controles robustos de gestão da privacidade, reforçando a transparência no tratamento das informações e a padronização dos nossos sistemas internos de governança”, lembra o executivo.
O combate ao viés começa pela qualidade e diversidade das bases utilizadas nos modelos, avalia José Loureiro. Além disso, como ele complementa, é fundamental que exista supervisão humana, monitoramento contínuo e critérios claros de governança.
*Entrevista originalmente publicada na Edição #319 da Revista Apólice.
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]]>Se, por um lado, o uso de IA aumenta a rapidez e a eficácia dos seguros cyber, por outro, há a crescente sofisticação das ofensivas. “Muitos hackers utilizam agentes de IA que podem identificar vulnerabilidades e disparar malwares de forma independente, sem intervenção humana constante, por exemplo”, explica Daniel Nogueira, diretor de tecnologia da Wiz Co.
Outro grande desafio para as seguradoras e corretoras são os deepfakes, usados para aplicar golpes de fraude de identidade. O uso de voz e vídeo sintéticos para enganar executivos tornou-se extremamente difícil de detectar, desafiando as apólices que cobrem engenharia social. Além disso, as IAs proprietárias das empresas também estão em risco: invasores podem corromper os dados de treinamento da IA de uma empresa para criar falhas invisíveis de segurança. “Para o seguro, ainda existe o risco não só do ataque externo, mas também do erro interno, que pode gerar decisões incorretas e prejuízos financeiros, como no caso de alucinações e vieses”, destaca Daniel Nogueira.
O executivo destaca que a governança de IA é um critério que tem se tornado cada vez mais significativo nas apólices de seguro cyber. “Tanto seguradoras quanto clientes estão muito mais exigentes dentro de um cenário complexo, que requer mais detalhamento e atenção, tanto por parte das empresas quanto nos descritivos das apólices.”
Um ponto importante em relação às companhias é a governança empresarial voltada para o uso de IA, que precisa considerar: o monitoramento de quais ferramentas os colaboradores podem estar usando sem autorização (Shadow AI), a implementação obrigatória de Autenticação de Múltiplos Fatores (MFA) e da Gestão de Acessos Privilegiados (PAM), o acompanhamento da evolução da computação quântica e a avaliação de seus possíveis impactos futuros sobre a segurança dos dados e os mecanismos de criptografia e o treinamento constante das equipes. “O fator humano continua sendo o elo mais fraco da cadeia de ataques cibernéticos. Treinar os colaboradores para identificar phishing gerado por IA é vital”, diz Nogueira.
O executivo detalha os pontos que as empresas precisam levar em conta na hora de contratar ou renovar um seguro cyber em tempos de IA:
Reclassificação de engenharia social: muitas apólices antigas limitam a cobertura para fraudes de intervenção humana. Com o uso de deepfakes (voz e vídeo), as seguradoras estão criando cláusulas específicas. A empresa precisa verificar se a apólice cobre fraudes cometidas por agentes sintéticos ou se exige processos de verificação humana em duas etapas para validar o sinistro.
Cobertura para Shadow AI e erros de modelo: se um funcionário coloca dados sensíveis em uma IA generativa pública e ocorre um vazamento, a seguradora pode alegar negligência grave. As empresas precisam considerar: A apólice cobre vazamentos originados em ferramentas de terceiros (SaaS de IA)? Existe cobertura para Erros e Omissões (E&O) caso a IA da própria empresa forneça uma orientação errada que cause prejuízo financeiro a um cliente?
Manutenção da higiene cibernética como condição: a apólice não é mais estática; muitas agora contêm cláusulas de garantia de controle. Se a empresa declarar que usa IA para monitoramento de rede e, no momento do ataque, essa ferramenta estava desligada ou desatualizada, a seguradora pode se recusar a pagar a indenização.
Extensão para danos de reputação: a IA permite ataques de desinformação em massa. Algumas apólices mais inovadoras já começam a oferecer cobertura para gerenciamento de crise de imagem caso a marca seja alvo de uma campanha de difamação gerada por deepfakes ou bots de IA.
O diretor de tecnologia da Wiz Co aponta também as inovações que as apólices têm apresentado para acompanhar esse ritmo tecnológico. “As seguradoras deixaram de ser apenas ‘pagadoras de indenização’ para se tornarem parceiras tecnológicas”, afirma o executivo.
“Muitas apólices têm apresentado coberturas inovadoras, que vão desde a subscrição em tempo real, na qual as próprias seguradoras usam modelos de IA para analisar o risco das companhias de forma contínua, até a resposta automatizada a incidentes, onde a seguradora oferece ferramentas de SOAR (Security Orchestration, Automation and Response) que podem reduzir o tempo de resposta a incidentes em até 95%”, finaliza Daniel Nogueira.
Outras inovações apontadas pelo executivo da Wiz Co são a precificação dinâmica, na qual o valor do prêmio pode variar conforme a postura de segurança da empresa em tempo real, e os serviços de prevenção proativa, por meio da inclusão de varreduras de vulnerabilidades gratuitas e monitoramento de Deep Web como parte integrante do pacote do seguro.
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]]>“Esse mercado envolve aproximadamente 1,5 milhão de empresas emissoras e mais de 18 mil grandes empresas sacadoras. Com a duplicata escritural, o mercado de recebíveis como garantia pode ser destravado, gerando a oportunidade de muitos títulos que hoje estão fora serem efetivamente negociados”, afirma Rodrigo Furiato, vice-presidente de Negócios da Núclea.
A interoperabilidade aparece unanimemente como elemento central para garantir confiança operacional, integração de sistemas e compartilhamento padronizado de informações entre instituições financeiras, empresas e registradoras.
Na avaliação do mercado, a duplicata escritural deve representar uma reconfiguração da infraestrutura do crédito corporativo brasileiro, criando um ambiente mais integrado, transparente e conectado, de acordo com a pesquisa.
A integração de tecnologias e a colaboração estratégica entre os participantes são apontadas por mais de 60% dos entrevistados como determinantes para esta nova fase do crédito empresarial “A interoperabilidade passa a ser uma camada central da nova infraestrutura do crédito corporativo. O mercado entende que o sucesso da duplicata escritural dependerá diretamente da capacidade de integração entre sistemas, registradoras, participantes e fluxos operacionais”, afirma Furiato.
O novo modelo permitirá que informações, antes dispersas, passem a circular de forma padronizada e interoperável, ampliando eficiência operacional e reduzindo assimetria de informações entre os participantes do sistema financeiro.
Preparação das Instituições Financeiras
O estudo mostra ainda que 82% das instituições financeiras entrevistadas (bancos, cooperativas de crédito e empresas de varejo financeiro) já tratam a duplicata escritural como um tema estratégico e possuem um roadmap estruturado ou em parte estruturado para implementação, com estratégias, investimentos e cronogramas definidos para atuação no novo modelo.
O dado sinaliza que a duplicata escritural deixou de ser vista apenas como uma exigência regulatória e passou a ocupar um papel relevante nas estratégias de crescimento das instituições, sendo percebida como uma oportunidade de expansão, modernização e aumento da competitividade no mercado de crédito corporativo.
Entre os entrevistados que citaram interoperabilidade em uma lógica negativa, o nível de preocupação aparece associado principalmente à liquidação, conciliação e testes operacionais.
Os dados também mostram que a percepção do mercado em relação à interoperabilidade está diretamente ligada à confiança operacional do novo modelo. A pesquisa aponta que integração, liquidação e conciliação devem concentrar as principais fricções da implementação, enquanto experiências anteriores, como o mercado de recebíveis de cartões, ainda influenciam a percepção de risco de parte dos participantes.
“A expectativa do setor é que a combinação entre tecnologia, interoperabilidade e dados estruturados amplie eficiência, aumente a competitividade e modernize o mercado de crédito corporativo brasileiro. A tendência é que a evolução aconteça de forma gradual, acompanhando o amadurecimento operacional dos participantes”, analisa Furiato.
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